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A pombagira

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Pelo quarto portal! O Imperador - a quarta lâmina do Tarô

 
  a quarta lâmina do Tarô
Pelo quarto portal! O Imperador - a quarta lâmina do Tarô


Daleth, a 4ª lâmina do Tarot expressa o quaternário


Daleth, a 4ª lâmina do Tarot expressa o quaternário, o cíclo completo e encerrado pelo segundo He (Iod-He-Vau-He). Segundo a tradição o elemento Jod está ligado ao elemento Ar, o primeiro He liga-se à Terra, Vau representa a Água e o segundo He é Fogo. Chamamos a essa analogia os Elementos do Quaternário.


No plano metafísico o Ar é o Tempo, Água é o Espaço, Terra relaciona-se com o princípio da estagnação e inércia, a Matéria e o Fogo corresponde ao estado cinético dessa Matéria. No plano moral Ar é "ousar", Água é "saber, Terra é "calar-se" e Fogo é "querer".



A última correspondencia está ligada à apresentação do Quaternário das figuras simbólicas, ou seja dos animais sagrados (a Esfinge). A águia ousa, o homem sabe, o touro cala e o leão é fogoso.



No plano físico os quatro elementos correspondem aos quatro estados da matéria. A terra é sólida, a água é líquida, o ar é gasoso e o fogo é irradiante. No ocultismo falamos dos quatro elementais; os nomes desses habitantes elementares são os Silfos, Ondinas, Gnomes e Salamandras. Esses seres são feitos da matéria em que vivem e podem apenas ser sentidos através de um médium, é aquilo que chamamos manifestações químicas e físicas.



No universo alquímico o Quaternário Iod-He-Vau-He tem a seguinte correspondencia. Ar designa-se por solvente universal "Azoth", cujo símbolo é um caduceu com três circunvoluções encimado por asas de águia. Água corresponde ao Mercúrio seu símbolo é .



O Azoth frequentemente é tb chamado "Mercúrio dos Sábios" ou "Mercúrio dos Filósofos", mas em nada igual ao Mercúrio metálico. Ao termo Terra corresponde o "Sal". Seu símbolo uma esfera travessada por uma linha horizontal. O Fogo é o "Enxofre", cujo símbolo é uma cruz encimada por um triângulo ascendente.



A simbolização do quaternário representado pelos quatro braços da cruz evoca a ideia do esquema geral de todo o processo dinâmico, completo, no universo. Esse processo caracteriza-se gnosticamente de seguinte modo: O princípio activo, masculino e expansivo (Iod) fecunda o princípio feminino, passivo e atrativo (1º He).



Deste casamento ou união resulta o princípio neutro, andrógino (Vau), que por sua vez vai transmitir tudo que recebe do plano superior ao plano inferior. Com esta seqüência surge a ideia da familia, melhor, a idéia de um cíclo completado de manifestação. Este núcleo (familiar) actua como uma unidade independente.



Quando se quer expressar que o ciclo (Iod, He, Vau) tenha sido completado, basta colocar atrás das letras uma quarta, o segundo He, passivo e que confirma o facto de que o cíclo tenha sido fechado. Tal ciclo elementar corresponde ao terceiro grande nome de Deus: Iod-He-Vau-He.



Distribuindo o cíclo na cruz do quaternário, lê-se a mesma palavra em ambas as direcções do movimento giratório. Lendo o nome em sentido inverso é considerado como símbolo da anarquia e não vai ser exposto aqui por razões óbvias.

Os misterios de Egum

  Egum
Os Aparaká são Egun mais jovens: não têm Abalá nem Bantê e nem uma forma definida; e são ainda mudos e sem identidade revelada

A poderosa e "perigosa" força ancestral



Égùn Os mortos da família devem ser honrados. Entre os yoruba, os mortos manifestam-se a seus descendentes por intermédio de uma entidade chamada Egun. É o espírito dos mortos que retorna à terra debaixo de belos panos decorados com aplicações de tecido recortado, bordados e ornamentados com búzios, espelhos e miçangas. Sociedades estritamente reservadas aos homens constituíram-se em torno dos Egun.

São esses homens que invocam os mortos, os chamam e cuidam deles na terra. O Egun serve de intermediário aos espíritos do além. Ele aparece a certas famílias alguns dias após a morte de um de seus membros ou durante as cerimônias realizadas para honrar a memória desses mortos. Vêm também trazer a bênção dos ancestrais aos casamentos de seus descendentes.

Por ocasião de suas aparições fazem-lhe oferendas de comida e de dinheiro. O Egun fala com voz rouca e profunda. Dança de bom grado ao som dos tambores bata, de preferência ou, na sua falta, ao som dos tambores obgon. O contato de sua roupa pode ser fatal aos vivos. Assim sendo, os mariwo, membros da sociedade Egun, os acompanham sempre munidos de compridas varas (isan), para afastar os imprudentes.

O vento provocado por suas roupas, quando ele dança, girando é, ao contrário, benéfico. Egun não significa, de modo algum, esqueleto, como afirmam certos autores. A pronúncia desse termo (Egun) é diferente. Os Egun manifestam-se no Brasil apenas entre os descendentes dos Yoruba, que permaneceram muito fiéis às tradições africanas e que ainda sabem tratá-lo e invocá-lo de acordo com as formas apropriadas.

O Egun é invocado, chamado, batendo-se no chão três vezes com uma vara (izan). Para os espíritos dos antigos, é necessário estabelecer a distinção entre a alma e a cabeça. A alma(emi, okan) é representada pela sombra (ojiji) das pessoas. Diz-se que existem três espécies de sombra: de manhãzinha, as pessoas têm duas sombras, uma à esquerda\ e uma à direita; ao meio dia, ela se torna uma só; após as seis horas da tarde, elas são em numero de três.

Essa sombra é enterrada com o morto e, ao cabo de três dias, torna-se areia no fundo do túmulo. No nono dia, a alma (emi) deixa o túmulo com essa areia para tornar-se a sombra de um recém nascido. A cada dia acorrem, em princípio, duzentos enterros e duzentos nascimentos. A alma pode ir para qualquer família.

Quando, debaixo de sua roupa, ele vem visitar seus filhos, dirigem-lhe a oriki (louvações) da família ou então ele mesmo os recita a seus descendentes. Grandes festas são organizadas para comemorar sua vinda e freqüentemente, durante essas reuniões, o Egun realiza "milagres".

Dissimula-se ao centro de uma praça, sob um grande pano, e sai dele tendo assumido diversas formas, para grande alegria das pessoas reunidas. Assim, transforma-se sucessivamente em camaleão (agemo), crocodilo (oni), píton (ere), velho (sambala), mulher jovem (awele), etc. Entre os Yoruba existe outra entidade, Oro, que tem o poder de comunicar-se com os mortos. Oro manifesta-se por meio de queixas estridentes, urros e gritos inarticulados. Quando se faz ouvir, de dia ou de noite, as mulheres e os não iniciados devem trancar-se nas casas, fechando todas as portas e janelas. Unicamente os membros da sociedade Oro podem sair e ir sauda-lo.

Esses relatos aqui publicados são sobre os Eguns que trabalhados pela ritualistica dos sacerdotes capazes no terreiro, vão trabalhar na sua missão em caminho da evolução. Mas, temos tambem os eguns que desordenadamente, nada têm haver com sacerdotes falecidos, mas, que sem luz e sem rumo perturbam a vida das pessoas. Em ocasião oportuna, falaremos mais sobre o asunto!

Axé a todos!

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.
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