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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Os códigos da alma

Entenda por que os números primos são importantes nos dias atuais

Ciência criptografia Matemática

Ciência criptografia Matemática

 

Na última quarta-feira, 20, foi revelada a notícia de que foi descoberto um novo número primo com mais de 22 milhões de dígitos. Apelidado carinhosamente de “M74207281”, o número pode parecer irrelevante para quem não conhece a aplicação que os números primos têm na área da computação. É isso que vamos explicar, mas, de uma forma resumida, quanto maiores os números primos que conhecemos, melhor é a criptografia de nossos dados.
Antes de tudo, vamos aos básicos. O número primo é um número divisível apenas por ele mesmo e por 1. Você já aprendeu isso na escola, claro. Graças a essa propriedade, todos os números existentes podem ser quebrados em números primos, num processo conhecido como fatoração. Você também já aprendeu isso.
Por exemplo: o número 21 pode ser fatorado em 7 e 3. Já 52 é divisível em 2, 2 e 13. 2.002 é quebrável em 2, 7, 11 e 13. Enquanto isso, 255.255 pode ser quebrado em 3, 5, 7, 11, 13 e 17. Já deu para entender a ideia geral. Não importa o quão grande for o número, ele pode ser fatorado. Mas quando e quando falamos em números de 200 dígitos? De 500 dígitos? 1 mil dígitos? 10 mil?
A questão é que quanto maior o número fica, mais difícil é para fatorá-lo. Até hoje, não foi descoberto um método eficiente de quebrar números enormes em primos, a não ser por força bruta, por tentativa e erro. Só que quando falamos em algarismos muito grandes, podem ser necessários muitos anos, mesmo com grande poder computacional, para conseguir chegar ao resultado correto. Para quebrar o número de 500 dígitos usando o mesmo algoritmo usado para fatorar um de 7 dígitos, a demora pode chegar a décadas, talvez séculos.
No entanto, fazer o caminho inverso e criar um número gigantesco é bastante fácil. Basta multiplicar dois números primos gigantes para chegar a um algarismo (não-primo) ainda maior e quase impossível de fatorar à força. Se você não conhece aqueles dois números usados inicialmente, é muito descobri-los à força. E é aí que entra a criptografia, que nada mais é do que uma forma de usar a matemática para garantir a segurança dos dados. Tudo que um computador puder fazer facilmente sem que possa ser desfeito com simplicidade será do interesse das tecnologias de encriptação e segurança.
Os números primos servem, portanto, como base de uma série de algoritmos de segurança, como é o caso do RSA. Neste caso, há uma chave pública, que pode ser de conhecimento geral, que consiste em dois números primos grandes, que permitem criptografar uma mensagem, e uma secreta, com outros números, que possibilitam remover a encriptação. Assim, as pessoas poderiam enviar mensagens para você usando sua chave pública, e só você poderia lê-las, usando sua chave secreta para desencriptar. Qualquer outra pessoa precisaria fatorar à base da força, e, portanto, de forma altamente ineficiente, os números enormes para descobrir os primos envolvidos no processo.
Essa ideia é base da criptografia por trás de coisas simples que fazem parte do nosso dia-a-dia, como, por exemplo, transmitir o número do cartão de crédito para uma loja online ou fazer o login em um site de um banco.

Olhar Digital/Via ExtremeTech 

Muitos dos caros internautas deve está perguntando o que computação, matemática e números primos tem haver com nossos temas estudados aqui? Tem tudo! Quando eu defendo a codificação das ciências divinatórias, astrologia e Umbanda, estou me referindo justamente a todas as milhões de combinações de códigos que há por trás de todas as interpretações dos mistérios, da magia, do sobrenatural e da alma do ser humano. 

Quando falamos em Umbanda, as pessoas logo recorrem as informações estigmatizadas, banalizadas, populares ou divulgadas sempre de forma simplista. É sempre aquele papo, "qual é meu orixá?" ou "de que santo eu sou?" Bem, isso ocorre, por causa de décadas de ensino, doutrinação e ensinamentos como eu disse, simplificados. Do lado positivo, serviu pra manter os cultos ancestrais ao orixá, mesmo que de forma superficiais, vivos na consciência e também no inconsciente popular. Também serve pra não assustar tanto as pessoas, pois o ser humano (ainda mais hoje na era da informática) é sempre inclinado a facilidade. Ou seja, as pessoas estão sempre fugindo das coisas difíceis de entender. Não querem textos longos e nem querem coisas complexas pra estudar. O engraçado é que as pessoas querem sempre mais informação, mas, se irritam com textos longos. Na verdade, elas querem as coisas mastigadas e simplistas, mas, o ser humano e o sobrenatural que o rodeia e envolve, são complexos, por isso muitos ignoram as iniciações que são difíceis e trabalhosas.

Pois bem, mas, voltando a Umbanda, o que conhecemos popularmente, são pessoas que se encontram pra dançar nas giras, tocar atabaque e se vestir com roupas típicas da religião (em geral branco por causa de doutrinações discutíveis), como também, levar oferendas na encruzilhada, nas matas ou cemitérios (outro ponto discutível) e por ai vai. Porém, fica anos e anos de suas vidas, apenas repetindo as mesmas coisas - que Oxóssi é Caçador, que Ogum é Guerreiro, que isso e que mais aquilo... Que temos um anjo da guarda, um orixá e guias, guias e mais guias, boiadeiros, cigano, marinheiros e assim vai... Dai tudo bem. No entanto, não tentam evoluir, individualizar, estudar e conhecer mais dos segredos ancestrais. Ficam décadas repetindo as mesmas coisas e sempre ensinando mais do mesmo pra todo mundo. Não percebem que somos seres individuais, que uma coisa que serve pra um, não servirá pra outro!

Pessoas intolerantes e que não está aberta ao diálogo, vai achar que estou debochando, mas, longe de mim, fazer isso, pois se eu quisesse atacar a Umbanda, eu não escreveria sobre ela, não escrevia um livro sobre ela e não defenderia ela na internet, que é um campo tão hostel e falso. Muito pelo contrário, eu pago um alto preço, atacado todos os dias, por pessoas que acham que só o cristianismo é a verdade e que acham os umbandistas ou esotéricos, "são malignos e perdidos". Enfim, todos vocês que estão aqui lendo esses temas, sabem bem do que estou falando, já enfrentaram alguma crítica negativa ou recuaram por medos causados, pelos estigmas e pregações intolerantes, daqueles que se acham "donos de Deus". Apenas o que busco fazer aqui são criticas construtivas, incitar as pessoas a pensarem, estudarem e perceberem que há um universo imenso, conhecimentos muito maiores e que doutrinações limitadoras não ajudam em nada.

As pessoas que se dizem filhos de Oxum, de Ogum, Iemanjá, Oxóssi, Xangô ou Iansã, que são a maioria, não se perguntam se só existem mesmo esses orixás? Livros influenciados por fraternidades e contas cabalísticas, fincaram pé na conhecida ideia das "7 Linhas de Umbanda", por isso, grande parte dos terreiros e tendas de Umbanda, rejeita os demais orixás, dizem que "é coisa do Candomblé", como se o Candomblé não bebesse da mesma fonte. Como se o Candomblé, não fosse a origem da Umbanda e não o Kardecismo ou cristianismo.

Enfim, é comum, pais e mães de santo, sem se aprofundarem nos estudos dos orixás, saírem dizendo que toda mulher bonita é filha de Oxum e que todo homem bravo é filho de Ogum, mas, estão redondamente enganados. Vemos senhorinhas que se dizem mães de santo, falando isso ou aquilo, mas, quando perguntamos - quem é Ogum? Ou as respostas são vagas, repetitivas e vazias ou não sabem nem o que é! As pessoas tem mania de colocar uma guia no pescoço e abrir um terreiro, sem a menor vontade de estudar. Muitos ficam encostados no que veem e ouvem, achando que entidades que baixam ou visões que chegam, vão responder tudo. Como eu já explanei aqui, entidade não sabe tudo não. Aliás, tem muita entidade que sabe menos que nós e apenas tá fazendo um jogo, pegando carona no médium pra evoluir. Por isso, não acredite em tudo que entidade diz não! As entidades sábias e de mais alta hierarquia, só falam dentro de um contexto, daquilo que elas tem que doutrinar e não vai ficar respondendo perguntas oportunistas.

Mas, já bati muito nessa tecla, parece ser enxugar gelo ou pregar no deserto, o ser humano é teimoso e o latino é ainda mais apegado a tradicionalismo. Assim o que foi pegado do conceito popular e estigmas, são como ervas daninhas, no inconsciente coletivo é quase impossível de limpar todos os preconceitos ou conceitos invertidos. E voltando aos tais códigos que sempre cito aqui, aproveitando a matéria dos números primos, quero dizer que cada ser humano é único. Assim, se ele nasceu numa data, hora, minuto e segundo, num local onde encarnou, vindo de pais que interligam a uma vasta ancestralidade - ele será um ser único. As combinações astrológicas, cabalísticas, numerológicas, oráculares e de odús, serão de milhões de códigos.  

Como disse o Criador no princípio "crescei e multiplicai", não se refere apenas a reprodução do homem, mas, a todos os códigos, todo poder multiplicador do Trono Criador, que faz todas as coisas ter um selo, que carrega um código existencial e por isso, lemos no Livro das Revelações sobre o Livro da Vida. E nesse livro tudo está escrito e criptografado sobre nós. Mas, por incapacidade, nós lemos horóscopos, Ifá, Tarô e numerologia, tudo de forma bem simples, pois não temos a competência pra analisar todas as combinações. Então, o que descobrimos é muito pouco, quase insignificante, mas, vejam que ainda ficamos felizes e utilizamos pra saber mesmo que de forma superficial. Porém haverá um dia, talvez daqui a milhares de anos (se homem não desviar o foco e não desistir de estudar) que teremos capacidade, não só de mapear e conhecer mais e mais do genoma, mas, dos códigos ocultos da alma.

Uma pessoa por exemplo, ao ser analisado por numerologia, nunca será decifrada com a numerologia que conhecemos hoje. Cada ser humano é único e a técnica das reduções, só limitam as interpretações. Cada homem está inserido em milhões de possibilidades. Ninguém pertence a um único odú. E nem mesmo a cinco ou seis, está inserido a uma combinação enorme de códigos e portas. Assim como nosso signo, que parte da luz do Sol e da Lua, somando-se as influências planetárias, estelares (pelas constelações), casas astrológicas (que são virtuais) e todas as combinações que conhecemos como aspectos astrológicos, na verdade, tem incontáveis combinações que cada pessoa tem unicamente em seu mapa. Mesmo quem nasceu gêmeo, do mesmo pai e da mesma mãe, no mesmo local e com segundos de diferença. Mesmo nascendo juntinhos, há códigos que diferenciam cada alma, cada ser, está conectado em um ponto do horóscopo e ai é que está toda a dificuldade, pois ter essa "lente" pra enxergar o que está oculto não é pra todo mundo. 

Todos os que defendem que tudo permaneça como está, por um lado, não quer mudanças, pois está bom e bem lucrativo. Por outro lado, acha que é impossível e não recomendado. Mas, como nos dizem os ensinamentos sagrados "a verdade vos libertará", assim, sem verdade, estamos cada vez mais presos as armadilhas da matéria. Só o conhecimento, a iniciação e a descoberta dos ensinamentos divinos, nos elevam, nos libertam das amarras da matéria. Na maioria das vezes, nem é má fé, mas, simples opinião. Vemos que Rubens Saraceni, Matta e Silva, Rivas Neto e outros, sempre tentaram até certo ponto fazer essa codificação. Das energias, das linhas e dos mistérios, cada um a seu jeito. Porém, o problema é que não se buscou somar, mas, direções distintas, muitas vezes opostas e até conflituosas. Cada um com seu propósito e vontade, mas, chegando a um certo ponto, onde simplesmente se acomodaram ou não acharam eco. Mas, tudo tem seu ciclo e tudo haverá de ser revelado um dia, assim o homem que se apega perceberá que tudo é mutável, que o conhecimento deve ser buscado sempre.
 Dizem que Deus criou o som pra formar as dimensões, galáxias, a vida e tudo mais. E assim como as escalas musicais, nós temos combinações quase que infinitas. Por isso é muito difícil decifrar uma alma e descobrir todos os seus códigos. E percebendo a conexão do sol, da luz e a matéria, que o Arqueômetro focou nas notas musicais. Da Matta, também usou em seus estudos, até porque o som faz parte da magia e de toda ritualista ao longo da existência humana. Muitos códigos formam nossa identificação, dias, meses, anos, horas, séculos, milênios, frações de tempo, potências de energia e por isso, é tão difícil. 

Cada orixá, anjo ou divindade que se conecta com uma pessoa, carrega ligações, códigos e encaixes que se alinham a uma pessoa. Códigos astrais, ancestrais, mágicos e metafísicos. Por isso, quando nossos odús estão desalinhados, nossos signos estão bloqueados e nossos orixás ou anjos estão desconectados, tudo ficará negativo. Todos nós temos um hierarquia só nossa, que age em nosso destino e que cria nossa fonte existencial. Esses códigos nos identificam no livro da vida e nos conectam as forças sagradas que nos regem, nos protegem e que Deus usou pra nos criar.


Carlinhos Lima
Axé a todos!
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