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domingo, 29 de outubro de 2017

Cultura e fé: Como o mundo amava a suástica, até os nazistas se apropriarem do símbolo

Hindus desenhavam o símbolo nos corpos e budistas o utilizavam na decoração | Foto: Alamy


No mundo ocidental, a suástica é sinônimo de fascismo, mas ela existe há milhares de anos e foi usada como símbolo de boa sorte em quase todas as culturas do mundo. Agora, alguns tentam recuperar seu sentido original.
Na linguagem antiga do sânscrito, suástica significa "bem-estar". A figura foi usada por hindus, budistas e jainistas por milênios, e é normalmente considerado indiano.
Viajantes do Ocidente para a Ásia foram inspirados por suas associações positivas e começaram a usá-lo em seus países. No início do século 20, houve uma moda de suástica como símbolo de sorte.
    Em seu livro The Swastika: Symbol Beyond Redemption? (As Suástica: símbolo sen redenção?, em tradução livre), o escritor e designer Steven Heller mostra como a figura foi adotada com entusiasmo na Europa na arquitetura, na propaganda e no design de produtos.

    Diversos produtos antes dos anos 1930 nos EUA eram chamados de suástica ou tinham o símbolo, até a Coca-Cola | Foto: Steven Heller


    "A Coca-Cola usou. A Carlsberg usou em suas garrafas de cerveja. Os Escoteiros-mirins também adoraram e o Clube de Meninas da América chamava sua revista de Suástica. Eles mandavam até distintivos de suástica para seus leitores como prêmio por vender revistas", diz.
    O ícone oriental também foi usado por unidades do Exército americano durante a Primeira Guerra Mundial e era visto nos aviões da Força Aérea Britânica até 1939. A maior parte desses usos "benignos" parou de ocorrer nos anos 1930, quando o partido nazista chegou ao poder na Alemanha.
    O uso nazista da suástica tem origem no trabalho de acadêmicos alemães do século 19 que traduziam antigos textos indianos, e notaram semelhanças entre o alemão e o sânscrito. Eles concluíram que indianos e alemães deveriam ter os mesmos ancestrais - uma raça de guerreiros chamada ariana. 

    Essa ideia foi utilizada por grupos nacionalistas antissemitas dentro do movimento, que se apropriaram da suástica como um símbolo ariano, para espalhar entre os alemães o sentimento de que pertenciam a uma linhagem antiga.
    A hakenkreuz (cruz com ganchos, em alemão) negra dentro de um círculo branco e o fundo vermelho da bandeira nazista se tornariam o emblema mais odiado do século 20, para sempre conectado às atrocidades cometidas no Terceiro Reich.
    "Para os judeus, a suástica é sinônimo de medo, de repressão e de extermínio. É algo que nunca poderemos mudar", diz o sobrevivente do Holocausto Freddie Knoller, de 96 anos. "Colocar a suástica em lápides ou em sinagogas nos causa medo. Não deveria acontecer."
    O símbolo foi proibido na Alemanha no fim da Segunda Guerra Mundial e o país tentou, sem sucesso, proibi-lo em toda a Europa em 2007.


    Na Primeira Guerra, as forças armadas dos EUA e da Grã-Bretanha usaram suásticas nos aviões | Foto: Steven Heller

    Contra o mal

    A ironia é que a suástica tem uma origem mais europeia do que a maior parte das pessoas pensa. Descobertas arqueológicas já demonstraram que ela é muito antiga, mas que seus exemplos não são limitados à Índia. Ela também foi usada pelos antigos gregos, pelos celtas, pelos anglo-saxões e até - em alguns dos artefatos mais antigos - no leste da Europa, do mar Báltico até os Bálcãs.
    Um bom lugar para conhecer esta história é o Museu Nacional de História da Ucrânia, na capital Kiev.



    Entre os principais tesouros do museu está uma figura pequena de marfim que mostra um pássaro fêmea. Feito da presa de um mamute, a figura foi encontrada em 1908 no assentamento paleolítico de Mezin, perto da fronteira da Ucrânia com a Rússia.
    No peito do pássaro está gravado um padrão complexo de suásticas. É o padrão de suásticas mais antigo identificado no mundo. Segundo a datação de carbono, ele tem impressionantes 15 mil anos. O pássaro foi encontrado junto com uma série de objetos fálicos, o que dá a entender que o padrão era usado como símbolo de fertilidade.
    Em 1965, a paleontóloga Valentina Bibikova descobriu que o padrão no pássaro é muito semelhante ao padrão que ocorre naturalmente no marfim. Será que as marcas na pequena figura paleolítica estavam só refletindo o que os homens viam na natureza - o mamute que eles associavam com bem-estar e fertilidade?
    Suásticas "solitárias" começaram a aparecer na cultura neolítica Vinca no sudeste da Europa há cerca de 7 mil anos. Mas foi na Era de Bronze que elas se espalharam pela Europa. Na coleção do museu em Kiev há vasos de cerâmica que têm suásticas circulando sua metade superior e datam de 4 mil anos atrás.
    Quando os nazistas ocuparam Kiev na Segunda Guerra Mundial, eles estavam tão convencidos de que esses vasos eram provas de seus ancestrais arianos que os levaram para a Alemanha (eles foram devolvidos à Ucrânia depois da guerra).
    Na coleção grega do museu, a suástica aparece no ornamento da arquitetura que se tornou conhecido como padrão grego, usado em azulejos e tecidos aré hoje. 

    Os antigos gregos também usavam motivos de suástica para decorar seus vasos e vasilhas. Um fragmento da coleção, que data do século 7 D.C., mostra uma suástica com membros como se fossem tentáculos pintada sob a barriga de um bode.

    Registro mais antigo de padrão de suástica data de 15 mil anos atrás | Foto: Mukti Jain Campion


    Mas talvez os artefatos mais surpreendentes no museu sejam os fragmentos de tecido que sobreviveram do século 12 D.C. Acredita-se que eles pertenceram ao colarinho do vestido de uma princessa eslava. Eles são bordados com cruzes e suásticas douradas, para afastar o mal.
    A suástica continuou sendo um motivo popular no bordado do leste da Europa e da Rússia até a Segunda Guerra Mundial. Um autor russo chamado Pavel Kutenkov identificou cerca de 200 variações na região. Mas o símbolo continua controverso. Em 1941, Kiev foi o local do pior assassinato em massa do Holocausto, quando quase 34 mil judeus foram reunidos e mortos em Babi Yar.
    Na Europa ocidental, o uso das antigas suásticas parou gradualmente muito antes da era moderna, mas é possível encontrar exemplos da Era do Bronze, como a Pedra da Suástica em Yorkshire, na Inglaterra.

    Roupas eslavas tinham suásticas bordadas para afastar o mal | Foto: Mukti Jain Campion

    Relembrando o passado

    Algumas pessoas acham que essa longa história pode ajudar a reviver a suástica como algo positivo na Europa. Um tatuador famoso em Copenhagen afirma que o símbolo é um elemento da mitologia nórdica que continua sendo atraente para muitos escandinavos.
    Ele é um dos fundadores do Dia de Aprender a Amar a Suástica, que ocorreu em 13 de novembro de 2013, quando tatuadores de todo o mundo se ofereceram para tatuar suásticas de graça, para relembrar o passado multicultural do símbolo.
    "A suástica é um símbolo de amor e Hitler abusou dela. Não estamos tentando trazer a hakenkreuz de volta. Isso seria impossível. E também não é algo que queremos que as pessoas esqueçam", afirma. 

    Movimento de tatuadores quer "educar público" sobre passado da suástica | Foto: Mukti Jain Campion


    "Só queremos que as pessoas saibam que a suástica aparece de muitas outras maneiras, e nenhuma delas foi usada para nada ruim. Também queremos mostrar aos fascistas da direita que é errado usar esse símbolo. Se pudermos educar o público sobre o verdadeiro significado da suástica, talvez possamos tirá-las dos fascistas."
    Mas para pessoas como Freddie Knoller, que experimentaram os horrores do fascismo, a ideia de aprender a amar a suástica não é assim tão fácil.
    "Nós que passamos pelo Holocausto sempre vamos lembrar do que a suástica foi nas nossas vidas - um símbolo do mais puro mal", diz.
    "Não sabíamos que ele já existia há tantos milhares de anos. Mas acho interessante que as pessoas saibam que nem sempre foi um ícone do fascismo."
    As fotos do avião americano, dos produtos pré-guerra e da Academia de Música de Brooklyn são da coleção de Steven Heller.



    Antes de criticar a religião dos outros, conheça melhor a sua e as outras


    Todas as religiões tem méritos e deméritos


    A Umbanda, quando vista pelos leigos, religiões preconceituosos, ateus, fanáticos e críticos da vida alheia, dá a impressão de uma bagunça total. Até pra mim que pesquiso a Umbanda há quase vinte anos, confesso que ainda fico surpreso e sinceramente assustado com tantas coisas medonhas que vemos Brasil à fora! Confesso que em certos terreiros eu não entro nem amarrado! A ganancia, desinformação, desrespeito, fetichismo e pirotecnia, transformou a Umbanda numa coisa meramente forjada na superstição, engodo e piorou ainda mais, quando imprimiram na Umbanda certos conceitos que não é dela. Por um lado seu aspecto totalmente banal, aquele da macumbaria que assusta e revolta! E por outro o da demagogia, que tenta mascarar, disfarçar e enganar as pessoas com o carimbo do Espiritismo. Pra uns a malandragem, pra outros a desinformação e pra os demais a boa vontade, mas, sem conhecimento. Isso porque como estamos num Continente onde as ideologias cristãs são mais aceitas, são simpáticas e pra brasileiro tudo que reluz é ouro, as aparências contam e muito. Assim as praticas espíritas são mais aceitas facilmente, com o lema de caridade, do branco, da limpeza e de toda a mescla com o cristianismo. Enfim surgiu não apenas por culpa da perseguição católica não, o tal sincretismo, na verdade os próprios umbandistas, reformadores, quiseram dá um grau, fazer um marketing mais aceitável pra vender suas ideias. Hoje em dia tá cheio de autor, que só lança livro psicografado, com as ideologias kardecistas... volto a repetir nada contra, admiro e muito o Kardecismo, porém cada um com seu cada um! Umbanda é Umbanda e Espiritismo é Kardecismo. Além disso, parece que quando alguém se diz espiritualista, tá se declarando kardecista! Mero engano meu caro pataxó! Na verdade nada haver!

    E por causa dessas misturebas, Exú se desvirtuou, ninguém entende direito os conceitos de Pombagira, e vemos sujeira pra todo lado nos centros das grandes cidades, com farofa, pipoca e velas, na macumbaria da umbanda banal, enquanto de outro lado, as orações de mãos dadas, passes e a tal Apometria, que é uma certa terapia, que ninguém sabe se é espírita, alternativa ou simples invencionice. E essa confusão toda tá matando a Umbanda, tanto que nem aparece no senso do IBGE, pois pra muita gente, mesmo que esteja enfiado dia e noite e batendo tambor, dizer que é kardecista é mais bonitinho, europeu e mais alfabetizado... Se é Umbanda, querido irmão é Umbanda e pronto, se não é não é!


    As religiões são usadas pra conseguir poder e riqueza


    Pessoas se passam por privilegiadas para enganar e tirar proveito dos semelhantes


    É interessante como as pessoas ao falar de anjos, pegou uma mania de vê-los quase como seres submissos! Claro que interpretando erroneamente a Bíblia, até porque ela não nos dá muitos elementos sobre este tema. As pessoas precisam entender que a Bíblia que conhecemos, foi uma montagem, com autores diferentes, em épocas diferentes e copiada e recopiada muitas vezes. Quem pode garantir o que foi tirado, acrescentado, inventado ou ignorado nesse processo? Ninguém! Então os falsos profetas, fundadores de templos, pregações falsas e arrebanhadores de dízimos, pra fanatizar e tornar seguidores em Bibliólatras, primeiro insere repetitivamente que "A Bíblia é a palavra de Deus", este um método amplamente usado pela Igreja Católica também em toda sua historia. Ou seja, com essa alegação, até quem não acredita na Bíblia fica com o pé atrás pra contestar! Quem vai se indispor com Deus! Além do mais, mensagens e historias tão bonitas, não tem como ser invenção! É o que pensa a maioria das pessoas que entram em contato com a Bíblia. Assim romances como o de Ester, Tobias e Judith, passam a ser contadas, como uma coisa literal, um documento histórico "comprovadíssimo" e incontestável! Puxa! Primeiro aceita-se a decisão de imprimir a ideia de que o próprio Deus "escreveu a Bíblia", pra depois usar textos e trechos importantes dela, como por exemplo a de exigir a contribuição que vai dá vida boa, carros de luxo, apartamentos em condomínios nobres e programas na TV aos reais "donos do paraíso" Sendo que "somente através deles, todos os males serão tirados e a pessoa será salva!". Enfim é toda uma estratégia, bem montada, bem elaborada e que deu certo até hoje a Igreja Católica, pois se tornou na entidade mais poderosa do mundo, em termos de religião.
    Mas, ninguém a não ser os mais iluminados no caminho da busca, tentam se aprofundar mais. Por isso não percebem muitas coisas, por exemplo a importância dos anjos. Qual a ligação destes com os deuses do mundo antigo, de onde surgiu as crenças abrâmicas, as Pré-adâmicas, e tudo que há por traz da Bíblia! E veja como é fácil arrebanhar, especialmente muitos e muitos coitados que partem do interior do Brasil e que ficam vendo repetitivamente aqueles pregações demagógicas, repetitivas e manobradas todo dia, muitas vezes na sua porta. Ai acabam comprando um terno e passam a idolatrar não só a Bíblia mas, alguém que nada de sacerdote tem, que usa relógio de ouro, terno e gravada e que tem uma vida sexual ativa, todos os apetites do ventre, mas, que ao mesmo tempo dita regras e acha que tem direito em cobrar em nome do Senhor, as riquezas das pessoas...
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