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A pombagira

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Astrônomos dos Estados Unidos embarcam em 'caça' a exoplanetas com ferramenta diferente



Um novo instrumento da NASA e da Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos começou uma busca por exoplanetas em janeiro deste ano.

Uma nova ferramenta da NASA e da Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos começou a buscar exoplanetas em janeiro. Trata-se do espectrógrafo NEID, instalado no deserto de Sonora no estado norte-americano do Arizona, nas terras da etnia indígena Tohono O'Odham.
Sua missão é precisamente seguir os astros nas imediações do nosso Sistema Solar e encontrar em suas órbitas corpos com massas semelhantes à da Terra. Com este fim processará os dados recolhidos pelo telescópio WIYN de 3,5 metros, instalado também no Arizona, no Observatório Nacional de Kitt Peak.
NEID detecta os exoplanetas ao medir o ligeiro efeito que estes têm na estrela que orbitam. Os planetas "se jogam" gravitacionalmente da estrela que orbitam, causando um pequeno "tremor" (uma mudança periódica na velocidade da estrela).
A magnitude do "tremor" é proporcional à massa do planeta em órbita, o que significa que as medições deste espectrógrafo poderiam ser utilizadas para determinar as massas dos exoplanetas. A tecnologia atual permite medir velocidades tão baixadas como 3,5 quilômetros por horas, no entanto NEID foi desenhado para detectar velocidades ainda mais baixas.

© FOTO / NASA/JPL/SISTEMAS DE CIÊNCIA ESPACIAL MALIN
L 98-59b, o menor exoplaneta já descoberto pelo satélite TESS da NASA
Em somente uma noite, a nova ferramenta pode observar entre 50 e 100 estrelas. Mediante um procedimento ótico complicado, a luz proveniente de cada estrela é registrada e se divide em uma variedade de longitudes de onda, algo que permite aos astrônomos tirar conclusões sobre o espectro "individual". Trata-se, segundo cientistas, de uma "assinatura" da composição química da luz estelar, sendo única em cada estrela.
Se um astro tem planetas orbitando-o, percebesse uma pequena mudança no espectro devido ao movimento em relação à Terra, de onde o observamos. Cada vez que se distancia ou se dirige em direção à Terra, as mudanças espectrais são proporcionais à velocidade desse movimento e registrá-los com precisão é fundamental para o funcionamento do NEID.

FOTOS incríveis do outro lado da Lua são reveladas pela China



A China liberou novos dados coletados pelo lander da missão Chang’e-4 e pelo rover Yutu-2, que continuam investigando o lado afastado da Lua.

Na última segunda-feira (20), a Administração Espacial Nacional da China (CNSA) publicou uma nova série de imagens e dados, incluindo fotos da Lua em alta resolução, registradas pela Terrain Camera de 360° da sonda estacionária e pela câmera panorâmica do jipe espacial.
Recentemente, a CNSA havia disponibilizado uma grande quantidade de dados científicos coletados pela sonda, bem como imagens registradas pelas suas câmeras. Os dados foram coletados durante um período de 12 dias lunares, ou seja, quase o ano inteiro de 2019 segundo o portal Science Alert.
Doug Ellison, líder da equipe de engenharia da câmera do rover Curiosity, da NASA, baixou uma série desses dados, compartilhando algumas dessas imagens em seu perfil no Twitter.

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Quatro fotos da cratera em diversas imagens divulgadas pela PCAM do Chang'e-4 e do rover Yutu-2. Agradeça a Doug Ellison pelas instruções e confira os incríveis dados em seu perfil (processamento, modelos 3D, panoramas...).    
Além disso, Ellison uniu algumas fotos para produzir imagens maiores e panoramas, incluindo vistas detalhadas de crateras e regolitos, bem como fotos do lander, rover, do horizonte distante e das trilhas deixadas pelo Yutu-2 na superfície lunar.
Além da galeria de Ellison, o Tchniques Spatiales também reuniu os dados obtidos pela câmera do lander em imagens e compartilhou em sua galeria publicada nas redes.
De acordo com Philip Stooke, cartógrafo do Centro de Ciência e Exploração Planetária da Western University de Ontário, nos primeiros 13 dias lunares, o rover dirigiu 351 metros.

Veja outros Tweets de Sputnik Brasil

Tanto o Chang’e-4 quanto o Yutu-2 são movidos a energia solar, por isso, hibernam durante a noite lunar, "despertando" entre 24 e 48 horas após o nascer do Sol no local de pouso da missão.
Atualmente, a China está se preparando para iniciar a missão da Chang’e-5, que deverá obter amostras da Lua e, até o final deste ano, deve ser lançada no foguete Long Mach 5.
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