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A pombagira

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Exus Caveira



Exu Caveira, dizem alguns, é um desdobramento do próprio Sr. Omolu que assume a forma de Exu Caveira para trabalhar mais ativamente nas Giras de Quimbanda. É, digamos assim, o braço direito deste Orixá. Também existe quem fale que os Senhores João Caveira, Tata Caveira, Exu Caveira e Exu Caveirinha são a mesma entidade desdobrando-se ou mesmo apresentando-se cada vez com um destes 4 nomes, coisa que acho difícil pois o trabalho nas Giras de Quimbanda tem mostrado por diversas vezes os 4 incorporados em um mesmo trabalho, com personalidades parecidas porém características próprias, individuais de cada um, tenho certeza que os 4 existem de fato como entidades distintas; porém talvez tenham mesmo se originado num desdobramento ocorrido num passado distante, anterior a própria criação, não tenho dúvidas de que Seu Caveirinha e Seu João Caveira pertencem a mesma falange, teoria esta que desmente as decodificações anteriores baseadas nas falanges de divindades pagãs e descrições do Grimorium Verum isso apesar de em muitas vezes o sincretismo indicar e descrever também, de fato, características próprias destes espíritos.

Exu Caveira, juntamente com Seu Tata Caveira, são responsáveis diretos pela administração do vício na Terra, na maior parte vicio em drogas pesadas que alteram a percepção e causam dependência física e ou psíquica, incluindo álcool e cigarros, eles podem também facilmente influir na sanidade corporal e psíquica das pessoas tirando ou dando lucidez e ou saúde física, claro que sempre de acordo com o merecimento, Karma, da pessoa que sofre sua influência ou de sua falange. Exu não pode simplesmente fazer mal a um inocente por isso a importância de se levar uma vida correta. O vício é usado como ferramenta de trabalho por Exu no dever de fazer cumprir o Karma, ou mesmo como provação. O livre arbítrio nos da o poder da decisão, podemos escolher formas mais brandas de cumprir nosso Karma e de cuidar de nossa evolução e para isso podemos contar com a proteção de Exu contra estes perigos e armadilhas aonde ele é o mestre.

A falange dos Caveira mexe profundamente com o nosso conjunto dos processos psíquicos conscientes e inconscientes devido ao grande medo da morte que trazemos, dentro da maioria de nós, enquanto encarnados. Por termos também impressa em nossa psique serem estas entidades responsáveis diretos pelo desencarne, nada mais justo que lhes prestarmos o devido respeito evitando assim qualquer espécie de distúrbio no campo que lhes pertence. É sincretizado com a divindade pagã conhecida, em sânscrito, por Sergulath, e sua falange, pela ordem: Próculo, Haristum, Brulefer, Pentagnony, Aglassis, Sidragosam, Minoson e Bucon, perfazendo um total de nove, número este o preferido de Exu Caveira e por ele utilizado na magia.

Não se deve evocar ou invocar essa entidade a menos que ela se apresente, ela é uma das mais perigosas e muitas das magias negras que são realizadas no mundo hoje tem ha ver com espritos baixos que trabalham pela linha de Caveira das Trevas. O Exu redimido que detem a Ordem da Linha de Yorima não se apresenta para magia negra. Antes ele cumpre seu importante papel que é cuidar dos assuntos da vida e da morte. Além do mais o Grande Elegbará Caveira nunca encarnou é uma forma de ministro da criação que tem o papel de arrebanhar aqueles que precisam de evolução.

Ele estava presente na cena da criação, no monte onde foi feita a crucificação (Golgota) ele tambem estava presente. Ele é o anjo responsavel pela morte, ou mudança de planos dos seres humanos. É um dos quatro cavaleiros do Apocalipse e é indispensavel pela manutenção da evolução da raça humana.

Mas tem tambem o Grande Anjo Negro ou Genio contrario que trabalho pelo fracasso e é este que trabalha na macumba. Muitas pessoas que sofrem hoje, por meio de vicios, dividas, derrotas, e estão a perder tudo, possivelmente tem haver com este anjo negro cruel. Pois ele manipula tramas diabolicas, Pombagiras baixas inescrupulosas, inveja e rancores.

Eu ja sonhei e ja tive visão com estes seres, e confesso que fiquei com muito medo. São temerosos e nos deixam tremolos. Devemos orar sempre, para não cair nas suas labias, pois incetivam, homicidios, suidios e roubos. Que Deus nos proteja. Amem!

Carlinhos Lima - Astrologo.

Entidades populares da Umbanda


Pombagira, cultuada nos candomblés e umbandas, é um desses personagens muito populares no Brasil. Sua origem está nos candomblés, em que seu culto se constituiu a partir de entrecruzamentos de tradições africanas e européias. Pombagira é considerada um Exu feminino. Exu, na tradição dos candomblés de origem predominantemente iorubá (ritos Ketu, Efan, Nagô pernambucano) é o orixá mensageiro entre os homens e o mundo de todos os orixás.

Os orixás são divindades identificadas com elementos da natureza (o mar, a água dos rios, o trovão, o arco-íris, o fogo, as tempestades, as folhas etc.) e sincretizados com santos católicos, Nossa Senhora e o próprio Jesus Cristo. Assim, Oxalá, o maior dos orixás, divindade da criação, é sincretizado com Jesus, Iemanjá, a Grande Mãe dos orixás e dos brasileiros, com Nossa Senhora da Conceição. Exu, o orixá trickster, o que deve ser sempre homenageado em primeiro lugar, o orixá fálico, que gosta de confundir os homens, que só trabalha por dinheiro, é aquele sincretizado erroneamente com o Diabo.

Na língua ritual dos candomblés angola (de tradição banto), o nome de Exu é Bongbogirá. Certamente Pombagira (Pomba Gira) é uma corruptela de Bongbogirá, e esse nome acabou por se restringir à qualidade feminina de Exu (Augras, 1989). Pelo menos nos cultos populares até muito banalizados, Dona Pombagira, que tem um lugar muito especial nas religiões afro-brasileiras, pode também ser encontrada nos espaços não religiosos da cultura brasileira: nas novelas de televisão, no cinema, na música popular, nas conversas do dia-a-dia. Por influência kardecista na umbanda, Pombagira é o espírito de uma mulher (e não o orixá) que em vida teria sido uma prostituta ou cortesã, mulher de baixos princípios morais, capaz de dominar os homens por suas proezas sexuais, amante do luxo, do dinheiro, e de toda sorte de prazeres.

No Brasil, sobretudo entre as populações pobres urbanas, é comum apelar a Pombagira para a solução de problemas relacionados a fracassos e desejos da vida amorosa e da sexualidade, além de inúmeros outros que envolvem situações de aflição. Estudar os cultos da Pombagira permite-nos entender algo das aspirações e frustrações de largas parcelas da população que estão muito distantes de um código de ética e moralidade embasado em valores da tradição ocidental cristã. Pois para Dona Pombagira qualquer desejo pode ser atendido: não há limites para a fantasia humana.

Embora conserve do candomblé a veneração dos orixás, a umbanda, religião que desenvolveu e sistematizou o culto a Pombagira como entidade dotada de identidade própria, é uma religião centrada no culto dos caboclos e pretos-velhos, além de outras entidades. Embora o candomblé não faça distinção entre o bem e o mal, no sentido judaico-cristão, uma vez que o seu sistema de moralidade baseia-se na relação estrita entre homem e orixá, relação esta de caráter propiciatório e sacrificial, e não entre os homens como uma comunidade em que o bem do indivíduo está inscrito no bem coletivo (Prandi, 1991a), a umbanda, por sua herança kardecista, preservou o bem e o mal como dois campos legítimos de atuação, mas tratou logo de os separar em departamentos estanques. A umbanda se divide numa linha da direita, voltada para a prática do bem e que trata com entidades "desenvolvidas", e numa linha da "esquerda", a parte que pode trabalhar para o "mal", também chamada quimbanda, e cujas divindades, "atrasadas" ou demoníacas, sincretizam-se com aquelas do inferno católico ou delas são tributárias. Esta divisão, contudo, pode ser meramente formal, como uma orientação classificatória estritamente ritual e com frouxa importância ética. Na prática, não há quimbanda sem umbanda nem quimbandeiro sem umbandista, pois são duas faces de uma mesma concepção religiosa.

Assim, estão do lado "direito" os orixás, sincretizados com os santos católicos, e que ocupam no panteão o posto de chefes de linhas e de falanges, que são reverenciados, mas que pouco ou nada participam do "trabalho" da umbanda, isto é, da intervenção mágica no mundo dos homens para a solução de todos os seus problemas, que é o objetivo primeiro da umbanda enquanto religião ritual. Ainda do lado do "bem" estão o caboclo (que representa a origem brasileira autêntica, o antepassado indígena) e o preto-velho (símbolo da raiz africana e marca do passado escravista e de uma vida de sofrimentos e purgação de pecados).

De todas as classes de entidades da umbanda, que são muitas, certamente o preto-velho é o de maior reconhecimento público: impossível não gostar de um preto-velho, mesmo quando se trata de um não-umbandista. Ele é sábio, paciente, tolerante, carinhoso. Já o caboclo é o valente, o selvagem (o índio) antes de tudo, destemido, intrépido, ameaçador, sério, e muito competente nas artes das curas. O preto velho consola e sugere, o caboclo ordena e determina.

O preto-velho acalma, o caboclo arrebata. O preto-velho contempla, reflete, assente, recolhe-se na imobilidade de sua velhice e de seu passado de trabalho escravo; o caboclo mexe-se, intriga, canta e dança, e dança e dança como o guerreiro livre que um dia foi. Os caboclos fumam charuto e os preto-velhos, cachimbo; todas as entidades da umbanda fumam — a fumaça e seu uso ritual marcando a herança indígena da umbanda, aliança constitutiva com o passado do solo brasileiro.

Do panteão da direita também fazem parte os boiadeiros, os ciganos, as princesas. O boiadeiro é um caboclo que em vida foi um valente do Sertão. Veste-se como o sertanejo, com roupas e chapéu de couro, e cumpre um papel ritual muito semelhante aos caboclos índios, que se cobrem de vistosos cocares. Igualmente são bons curadores. Ciganos dizem o futuro mas não sabem curar; como os príncipes, estão acima das misérias terrenas. Marinheiros sabem ler e contar, e conhecem dinheiro, o que não acontece com nenhuma outra entidade, mas carregam muito dos vícios do homem do mar: gostam muito de mulher da vida, bebem em demasia, são sempre infiéis no amor, e caminham sempre com pouco equilíbrio.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

As Vibraçoes originais na Umbanda


Conceito Interno da Corrente Umbandística sobre as 7 forças, linhas ou vibrações originais dos orixas.

Vibração Original ou Força Vibratória Espiritual e Cósmica é o que está acima dos Santos, Anjos. São agrupamentos de espíritos, por afinidade que formam as LINHAS;

LINHAS são as Legiões, as falanges, os agrupamentos de seres encarnados e desencarnados, que se movimentam para o bem, a proteção ou a ordenação da Vibrações Espirituais dos ORIXÁS. Cada uma dessas 7 linhas estão sob a vibração. 1. ORIXALÁ ou OXALÁ – é a linha de força sobre a qual estão situados os Espíritos (caboclos, pretos-velhos) cujo grau evolutivo alcançaram essa faixa vibratória e que está sob a visão direta de Jesus – o Cristo. Na umbanda, se apresenta sob a roupagem de caboclos. É o Princípio Incriado que controla o lado ativo que atua na Natureza. É o Verbo Solar – a Ciência do Verbo. Faz a supervisão das demais vibrações ou Linhas. Orixalá = A LUZ DO SENHOR DEUS. 2. YEMANJÁ – é a Vibração ou a Linha Espiritual de Força sob a qual estão situados os Espíritos cuja matriz-perispirítica se define como feminina. Na Umbanda, se apresentam como “caboclas”. Segundo a Lei do Verbo esta Linha se traduz como o Duplo Princípio Espiritual Incriado. O Eterno Feminino. A Força Fecundante. Pelo aspecto cósmico, se situa na Natureza, conjugando o ativo no passivo, o quente no úmido. YEMANJÁ = Princípio Duplo Gerante

3. YORI - é a Vibração ou Linha de Força Espiritual na qual estão situados os espíritos cujos graus evolutivos alcanço esta Faixa Vibratória e cuja matriz perispirítica ainda não dissolveu os caracteres infantis. Reflete e traduz o Princípio. Pelo aspecto moral, ele controla a Lei de Reencarnação. Pelo lado cósmico, controla a Lei natural para a Tríplice. Na Umbanda, se apresentam como corpo astral de crianças; todavia, existem chefes de legião, que se diz como “encantados”, porque tendo os caracteres psíquicos de pureza infantil, jamais passaram pela forma humana... É um dos mistérios do astral...

4. XANGÔ – é a Vibração ou a linha de Força Espiritual, que estão situados todos os espíritos que executam a Lei Kármica pela aferição (avaliação) das Causas e que na Umbanda se apresentam como Caboclos. É a Faixa Vibratória que dá assistência e formação direta aos Tribunais Inferiores do Astral. Traduz Movimento de Vibração da Energia Oculta – O Raio Oculto – A Alma ou o Senhor do Fogo – O Dirigente das Almas... Xangô= O Senhor das Almas do Elemento Ígneo.

5. OGUM – é a Vibração ou Linha de Força Espiritual sob a qual estão situados todos os espíritos que controlam os choques conseqüentes da execução kármica, como cobranças e reajustes da Lei, dentro de seus efeitos. É a faixa que atende nas demandas da Fé, das Aflições, das Lutas Morais etc. Na Umbanda, se apresentam como Caboclos. Reflete e traduz: a Luta Sagrada, o Fogo Sagrado. OGUM= O Fogo da Salvação ou da Glória.


6. OXÓSSI – é a Vibração ou Linha de Força Espiritual sob a qual estão situados os espíritos que se encarregam da ação doutrinária ou de catequese. Na Umbanda, se apresentam sob a forma de Caboclos e Caboclas e dão assistências aos males físicos e psíquicos. Traduz, segundo a Lei do Verbo: Ação Envolvente ou Circular sobre os Viventes da Terra. Essa faixa espiritual usa muito o “prana” dos elementos vegetais, na terapia oculta.

7. YORIMÁ – é a Vibração o a Linha de Força Espiritual sob a qual se situam os espíritos que podem exercer ma ação geral sobre os viventes ou encarnados. É a Faixa Vibratória que acolhe os Magos da Experiência, da Sabedoria. É o mestrado da Magia, envolvendo os aspectos da terapêutica natural e astral ou oculta. São os senhores do cabalismo, pelas ações das rezas de força etc. Se apresentam como espíritos de “pretos-velhos”. Reflete e traduz, segundo a Lei do Verbo: Potência, Ordem, Princípio Permanente. YORIMÁ = Potência da Palavra da Lei. Palavra Reinante na Lei.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.
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