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A pombagira

Meus livros de Magia Astrológica no link

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Banhos Especiais


BANHO DE DEFESA

Este banho serve de manutenção energética dos chacras, impedindo que eles se impregnem de energias nocivas em determinados rituais. Por exemplo, quando vamos realizar alguma oferenda numa cachoeira, é importante que nos “fechemos” para determinadas vibrações que podem estar abundantes num sítio energético, já que além de nós, todo o tipo de pessoa vai até estes lugares para pedidos escusos, com entregas “pesadas”. Usamos, também, quando vamos conhecer um outro terreiro e não sabemos se ele é ou não idôneo, pois, infelizmente, ainda existem aqueles que usam o nome da Umbanda para comercializar a fé alheia.

Quando vamos num sítio energético para determinados rituais com ou sem incorporação, enfim, “fechamos” os nossos chacras. Até mesmo para nos prevenirmos para os trabalhos com os Exus Guardiões, já que todo o tipo de problemas e situações estarão presentes na assistência. As ervas para estes banhos, podem ser aquelas relacionadas ao próprio Orixá regente da pessoa, ou aquelas que uma entidade receitar.

BANHOS DE ENERGIZAÇÃO
São recomendados para ativar e afinizar as forças dos Orixás, Protetores de Cabeça e do Anjo da Guarda. Seus principais efeitos são ativar e revitalizar as funções psíquicas, para uma melhor incorporação; melhorar a sintonia com as entidades. Este banho reativa os centros energéticos e refaz o teor positivo da aura. É um banho que devemos usar quando vamos trabalhar normalmente nas sessões. Também, podemos usá-lo regularmente, independente de trabalharmos ou não como médiuns.

AMACI
É o banho mais conhecido pelas pessoas que começam a freqüentar os Centros de Umbanda e que somente deve ser indicados por uma Entidade Espiritual ou pelo Guia Chefe do Terreiro, Pai/Mãe-de-Santo, Zelador(a) do Terreiro, Babalaô ou Chefe de Culto. É o banho que derramado da cabeça aos pés, pois é preparado de acordo com o Orixá do médium. Normalmente quando o filho esta em duvida de quem seja seu Pai ou Mãe de Cabeça, usa-se um Amaci de Oxalá, o qual rege a cabeça de todos nós, pois todos somos filhos de Oxalá. O banho de ervas (amaci) age como um neutralizador de correntes negativas, e como um energizador, dando a pessoa força suficiente, para que ela possa sair do estado em que se encontra.

BANHO DE FIXAÇÃO
Este banho é usado para trabalhos ritualísticos e fechados ao público, onde se prestará a trabalhos de magia, iniciação ou consagração. Este banho é realizado apenas por quem é médium e irá realizar um trabalho aprofundado, onde tomará contato mais direto com as entidades elevadas. Este banho “abre” todos os chacras e a percepção mediúnica fica aguçadíssima. As ervas utilizadas para este tipo de banho estão diretamente relacionadas ao Orixá regente do médium e à entidade atuante. São assim receitados apenas por um verdadeiro chefe de terreiro ou médium-magista ou pela própria entidade.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Animais no Altar
























O homem sempre sentiu uma força animal dentro di si. Quando falo em animal falo de todas as especies que não o homo sapiens. Os grandes mestres sempre disseram que temos um animal dentro de nós. Os chamãs por exemplo em seus rituais, sempre mentalizam ou sentem a força de animais selvagens com energias fluindo fazendo o corpo vibrar. Como por exemplo um logo, uma onça ou uma ave. Veja que a aguia faz parte da bandeira de varios paises. Como tambem na Biblia, temos muitas citações em relação aos animais principalmente na ritualistica sagrada. Não é a toa que os animais sempre fizerma parte dos altares de todas as religiões.

Eram sempre usados varios tipos de animais em rituais, especialmente os sacrificiais. De certa forma o sacrificio de Cristo, é um ritual mais evoluido das praticas ritualisticas de todos os tempos, que empregavam os sacrificios de animais em oferta aos deuses. No Candomble por exemplo existe o uso em rituais usando varios tipos de animais. Vemos que no egito os deuses eram vistos com aspectos de animais, ou com caras, olhos, bocas, chifres e até totalmente em forma de animal. Tambem foram desenvolvidas diversas formas de lutas marciais que empregam o movimento dos animais na arte da luta. Como por exemplo o Kungfu, a Capoeira e muitas outras.

Uma outra coisa muito profunda é a simbologia do Zodiaco de varios povos que sempre empregou a imagem de animais, para simbolizar o signo do nativo nascido num certo periodo. E até mesmo a elaboração do mapeamento do céu usou a forma animal para nomear a maioria das constelações. Isso porque o ser humano sempre capta essa forma animal no sagrado. Vemos que até mesmo no sexo, o homem usa muitas posições no ato, inspirado na posição usada por animais. E olha que tem umas que é preferencia por unanimidade! Até mesmo os Evangelhos nos mostra a ação do Criador descendo sobre Jesus em forma de pomba. Como tambem visitando Moisés em forma de aguia. No fundo sabemos que cada ser humano tem um animal dentro de si. Sendo que uns tem total controle sempre ele e outros não.

E assim tambem cada orixá tem seu animal preferido, como Ogum que está sempre ligado ao cavalo, como tambem na Umbanda-Astrologica pelo signo de Aries ligado ao Caneiro. E assim por diate. Descubra qual animal mais mexe com sua natureza, meditando, fazendo uma reflexão dos seus atos e de suas emoções. Tambem que seu signo age internamente dentro de você, saiba que um ariano tem mais iniciativa para a guerra, um escorpiano mais inciativa pra vingança e assim se segue. Sabendo no entanto que tudo pode ser amplificado, minimizado ou até anulado dependendo das configurações gerais do mapa.

Segundo as Escrituras a desgraça do homem sempre veio em simbologia animal. Primeiro a Serpente tenta ao casal no paraiso. Depois temos a adoração de um bezerro de ouro pelo povo no dezerto e muitos outros fatos ligados ao demonio com ligação com o simbolismo animal. Como por exemplo, uma legião de demonios que foi tirados de um homem e colocando em porcos por Jesus. Mas, tambem temos a citação do Salvador simbolizado como um Cordeiro Divino, o Leão da Tribo de Judá e a Pomba do Paraclíto Santo, uma das Tres Pessoas da Santissima Trindade. Então que cada um possa sentir a força de seu animal interno de forma positiva, como um tigre ou um leão como foi compreendido, nas forças vitais descritas por Sidharta o Buda.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

A Grande Maga da Encruza



A SENHORA DA ENCRUZA.
Na Umbanda, a entidade espiritual que se manifesta incorporada em suas médiuns está fundamentada num arquétipo desenvolvido à partir da entidade Bombogira, originária do culto Angola. Mas ela não se manifesta apenas em mulheres como também nos homens. Nos cultos tradicionais oriundos da Nigéria não havia a entidade Pombagira ou um Orixá que a fundamentasse. Ela era apenas a parte feminina da personalidade de Exu. Mas, quando da vinda dos nigerianos para o Brasil (isto por volta de 1800 ou um pouco antes), estes aqui se encontram com outros povos e culturas religiosas e assimilam a poderosa Bombogira angolana que, muito rapidamente, conquistou o respeito dos adoradores dos Orixás. Porque sabemos da dualidade contida na natureza e ela está presente também em Exu.

E com o passar do tempo às formosas e provocativas Bombogira conquistou um grau análogo ao de Exu e muitos passaram a chamá-la de Exu Feminino ou de mulher dele. Na minha visão de Umbanda-Astrológica eu a vejo como a companheira de Exu, a Lilith, a Lua em sua fase negra, mas, de certa forma a outra metade de Exu ou sua natureza feminina é também aceitável. Porque sabemos que todos os seres muito provavelmente se dividiram, mas eram no principio hermafrodita. No entanto mesmo se dividindo resta ainda em cada ser uma parte do outro sexo.

No entanto, Bombogira marota e astuta como só ela é, foi logo dizendo que era mulher de sete exus, uma para cada dia da semana, e, com isso, garantiu sua condição de superioridade e de independência. E não é possível se encontrar poderosas Pombagiras comandando vários exus com toda força de comando e inteligência magisticas.

Na verdade, num tempo em que as mulheres eram tratadas como inferiores aos homens e eram vítimas de maus tratos por parte dos seus companheiros, que só as queriam para lavar, passar, cozinhar, dar prazer na cama e cuidar dos filhos, eis que uma entidade feminina baixava e extravasava o “eu interior” feminino reprimido à força e dava vazão à sensualidade e à feminilidade subjugadoras do machismo, até dos mais inveterados machistas.

Mas sua força, além de complexa, trouxe confusões a muita gente. Aumentando assim fortemente a homossexualidade e comportamentos libidinosos nas pessoas. Sendo que o período mais pesado ocorreu com a passagem de Plutão pelo signo de Escorpião, a qual amplificou muito a liberdade sexual, mas também trazendo ao mundo o surgimento da AIDS com muita força destrutiva, a qual vem tirando o sossego da humanidade até hoje.
Pombagira foi logo no início de sua incorporação dizendo ao que viera e construiu um arquétipo forte, poderoso e subjugador do machismo ostentado por Exu e por todos os homens, vaidosos de sua força e poder sobre as mulheres. Enganam-se quem pensa que esta entidade só atua no Brasil. Ela trabalha em todos os continentes sob variadas formas e com diversos nomes.

Pombagira construiu o arquétipo da mulher livre das convenções sociais, liberal e liberada; exibicionista e provocante; insinuante e desbocada; sensual e libidinosa, quebrando todas as convenções que ensinavam que todos os espíritos tinham que ser certinhos e incorporarem de forma sisuda, respeitável e aceitável pelas pessoas e por membros de uma sociedade repressora da feminilidade. Mas isso não é nem de longe benéfico a humanidade, não foi daí que surgiram o adultério, prostituição infantil, trafico de mulheres ou de drogas, mas foram amplificados, pela incompreensão das pessoas ao lhe dar com a verdadeira energia oculta da natureza de Bombogira. Essa é sim uma força muito perigosa. Conheço vários Pais-de-santo que pagaram caro por usaram exageradamente essa energia.

Ela foi logo se apresentando como a "moça" da rua, apreciadora de um bom champagne e de uma saborosa cigarrilha, de batom e de lenços vermelhos provocantes. Mas esse não é nem de longe seu perfil verdadeiro. Essa é sim a Senhora ainda em evolução, que está em busca da luz espiritual. Ela é enxergada assim, porque assim se apresentam as que trabalham mais próximas do terra/terra. Mas na verdade a Bombogira já elevada ao posto de Senhora das Encruzas ou Rainha, não deseja nem necessita desse tipo de oferenda, ele e já um orixá e trabalha pelo equilíbrio da sexualidade humana.

"O batom realça os meus lábios, o rouge e os pós ressaltam minha condição de mulher livre e liberada de convenções sociais". Vejam nessa afirmação, que se trata de arquétipo ainda em evolução; que está em luta constante com as regras e que por isso requer também uma intervenção direta dos médiuns, pois a Umbanda e Quimbanda se entrelaçam em seus triângulos, sendo que a ajuda precisa ser mutua.

Escrachada e provocativa, ela mexeu com o imaginário popular e muitos a associaram à mulher da rua, à rameira oferecida, e ela não só não foi contra essa associação como até confirmou: "É isso mesmo"! Mas não se enganem, pois há um segredo oculto por traz de tudo isso que só os verdadeiros buscadores vai compreender. E todos se quedaram diante dela, de sua beleza, feminilidade e liberalidade, e como que encantados por sua força, conseguiram abrir-lhe o íntimo e confessarem-lhe que eram infelizes porque não tinham coragem de ser como elas. No entanto muitos exageram nessa busca pela tal “liberdade”, pois o homem tem a ilusão de que pode fazer o que quiser, mas ele vive debaixo de Leis.

Daí coloca para fora seus recalques, suas frustrações, suas mágoas, tristezas e ressentimentos com os do sexo oposto. No entanto nem todos conseguem entender qual realmente é a verdadeira mensagem que essa Senhora nos quer passar. Mas, a todos eles ela ouviu com compreensão e a ninguém negou seus conselhos e sua ajuda num campo que domina como ninguém mais é capaz. Sua desenvoltura e seu poder fascinam até os mais introvertidos que, diante dela, se abrem e confessam suas necessidades. Mas em meio a tudo isso muitos só conseguem confusão, por que a vêem como uma simples escrava, que recebe pagamentos nas encruzilhadas e que usara sua magia para realizar pedidos.

Um outro erro notado em quase todas as casas de culto é o limitado numero de Pombagiras. Muitos chefes de terreiro só identificam Pombagira com poucos nomes sendo que a mais conhecida é Maria Padilha. Não sabendo que temos Pombagiras, do fogo, da água, do vento, das flores etc., e que cada uma tem uma afinidade, missão e atua num plano de ação muito bem definido.

Passou-se a admirar e amar esse fantástico arquétipo tão humano e tão liberalizado de sentimentos reprimidos à custa de muito sofrimento. Pois grande parte da humanidade se identifica facilmente com ele. Pombagira é isto. É um dos mistérios do nosso divino criador que rege sobre a sexualidade feminina.

Critiquem-na os que se sentirem ofendidos com seu poderoso charme e poder de fascinação. Ela é a Kundalini Sagrada e em seu estado mais elevado quando se encontra repleta de Luz, pertence à Corrente Astral de Afrodite, atuando até mesmo como Eros.

Amem-na e respeitem-na os que entendem que o arquétipo é liberador da feminilidade tão reprimida na nossa sociedade patriarcal onde a mulher é vista e tida para a cama e a mesa. Saibam que assim como a mulher não é só para estes afazeres, a Pombagira também não se presta apenas a atender pedidos e realizar desejos. Antes ela é um desafio que requer de nós compreensão e ajuda-nos a evoluir nossa espiritualidade por meio de nossos sentimentos.

Com isso feito, críticas contrárias à parte, o fato é que o arquétipo se impôs e muita gente já foi auxiliada pelas "Moças da Rua", as companheiras de Exu. E quem compreendeu seu verdadeiro sentido e auxilio conseguiu sim evoluir e aliviar o carma.

A espiritualidade superior que arquitetou a Umbanda-Astrológica sinalizou à todos que não estava fechada para ninguém e que, como Cristo havia feito, também acolheria a mulher infiel, mal amada, frustrada e decepcionada com o sexo oposto e não encobriria com uma suposta religiosidade a hipocrisia das pessoas que, "por baixo dos panos", o que gostam mesmo é de tudo o que a Pombagira representa com seu poderoso arquétipo. Mas, a maioria das pessoas não consegue admitir que tenha uma natureza cheia de defeitos que precisa ser remodelada e amoldada conforme suas necessidades carmicas.

Aos hipócritas e aos falsos puritanos, pombagira mostra-lhes que, no íntimo, ela é a mulher de seus sonhos, mais profundos, intensos e desafiadores, mas também seus pesadelos; provocando-o e desmascarando seu falso moralismo, seu pudor e seu constrangimento diante de algo que o assusta e o ameaça em sua posição de dominador. Por isso muitos se achando melhor que os demais passam a andar com uma Bíblia debaixo do braço dizendo que somente o Cristo é que importa. E só porque não trabalha nos sábados, paga o dizimo e vão à igreja todos os dias tem muita luz no espírito, se tornando uma pessoa sem pecados.

Esse arquétipo forte e poderoso já pôs por terra muito falso moralismo, libertando muitas pessoas. E não adianta ficar o tempo todo com a Bíblia na mão achando que se livrou dessa companhia, pois ele é parte de cada ser humano e se manifesta no sexo, nos desejos, como também no subconsciente. Certamente se Freud tivesse conhecido essa força desafiadora ele não teria sido tão atormentado com suas descobertas sobre a personalidade oculta dos seres humanos. Mas para azar dele e sorte nossa, a Umbanda tem nas suas Pombagiras, ótimas psicólogas que, logo de cara, vão dando o diagnóstico e receitando os procedimentos para a cura das repressões e depressões íntimas.

No entanto, temos infelizmente muitas Pombagiras involuidas que trabalham em terreiros mal conduzidos que só fazem levar ao povo muitas confusões e desequilíbrios, muitas vezes irreversíveis. Afinal, em se tratando de coisas íntimas e de intimidades, nesse campo ela é mestra e tem muito a nos ensinar, mas quando o ensinamento vem de mãos erradas induzindo a erros, como tomar o parceiro do próximo, ou jogar maldições, só o que se encontra é desarmonia.]

Seus nomes, quando se apresentam, são simbólicos ou alusivos. E o pior é que a maioria dos templos só conhece e trabalha com um numero limitado de personificações. Na verdade existe uma quantidade quase inumerável de Pombagiras que trabalham na Linha de todos os Orixás. E tenham por certo que cada uma delas tem a afinidade perfeita com a energia cósmica de seu médium. Uma Pombagira das Sete Encruzilhadas para uma pessoa atua diferente para outra conforme o elemento, o signo e o seu poder ou grau na Hierarquia.

Também como os orixás, existem as definições por ciclos, sendo que umas trabalham na linha vibratória dos Guias, outras com os Protetores e as mais fortes com os Orixás Menores. Para ter uma noção mais profundo sobre isso é que eu crie a UMBANDA-ASTROLÓGICA, um método inovador que estuda com precisão o mapa natal do individuo e tem uma visão mais profunda do que uma consulta por incorporações.

Que a Senhora Pombagira das Almas, traga luz ao caminho de todos os brasileiros na caminhada e na busca espiritual, trazendo amor para todos. E o mais necessário prudência!

O simbolismo dos nomes é típico da Umbanda porque na África, ele não existia e o seu arquétipo anterior era o de uma entidade feminina que iludia as pessoas e as levavam à perdição. Já na Umbanda e agora mais aprofundado aos astros na UMBANDA-ASTROLOGICA, é a configuração astrológica que vale, sendo que a própria posição das forças astrais apresentadas na hora do nascimento é que contem a visão da força que representa o lado oculto dos nativos. Assim orienta e ajuda a todos os que as respeitam e as amam, confiando-lhes seus segredos e suas necessidades, porque elas podem buscá-la com muito mais precisão e firmeza.

Elas são ótimas psicólogas e podem orientar também nas giras de bons terreiros, mas nem todos estão aptos a entender seus ensinamentos. Sabemos que são muito boas psicólogas e se a procurarmos seus conselhos com a mente aberta e o coração limpo vamos sim encontrar uma resposta. E que psicólogas! "Salve as Moças da Rua"! No tarô poderemos identificá-la nos arcanos, assim como na Umbanda-Astrológica, através não de uma só força ou ponto, mas de uma leitura completa de toda configuração revelada.

No seu mapa de UMBANDA-ASTROLOGICO, analisa-se quais correntes, falanges e em cada grua que a Pombagira trabalha.

Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Conceitos: Cultos afros, Candomblé e Umbanda-Astrologica


As diferentes sociedades e culturas têm concepções próprias do tempo, do transcurso da vida, dos fatos acontecidos e da história. Em sociedades de cultura mítica, também chamadas sem-história, que não conhecem a escrita, o tempo é circular e se acredita que a vida é uma eterna repetição do que já aconteceu num passado remoto narrado pelo mito.

Na verdade o pensamento magico nasceu da vontade do homem em compreender os fenômenos a sua volta. E esse pensamento magico, nasceu juntamente com o primeiro ato de pensar. Desde o primeiro momento que o homem se viu apto a pensar ele passou imediatamente em analisar o ambientte à sua volta.

E nessa ànalise ele começou a se inclinar ao lado magico de tudo que existia em torno de si. Mas, não era só o que ele via que lhe intrigava, mas, principalmente o que não podia vêr, entender ou tocar.

Dessa vontade em compreender sempre mais foi que ele ficou cada vez mais inclinado a buscar o desconhecido, que ao mesmo tempo passou a ser amedrontador, desafiador e sagrado. Assim nesse seu intuito de buscar captar que ele foi aflorando o dom da comunicação por meio energetico e telepatico com outras dimensões, mundos e formas. E sentia em sua alma que tinha que se religar à algo muito maior que sua mente consciente podia entender e que precisava buscar entender.

Assim foram vindo as ideias que iriam gerar os elos com outros mundos, dimensões, pensamentos e buscas, gerando o espaço de onde surgiriam as religiões. Se investigarmos um passado distante, passaremos por muitas formas de culto, de fé, de magia e de encontros que muitas vezes deixava nossos ancestrais ora felizes, ora confusos! E são muitas as mudanças, confusões e revelações. Assim cabe a cada um buscar suas metas, seus caminhos e se encontrar com seu "Deus Interior".

As religiões afro-brasileiras, constituídas para nós a partir de tradições africanas trazidas pelos escravos, cultivam até hoje uma noção de tempo que é muito diferente do “nosso” tempo, o tempo do Ocidente e do capitalismo (Fabian, 1985). A noção de tempo, por se ligar à noção de vida e morte e às concepções sobre o mundo em que vivemos e o outro mundo, é essencial na constituição da religião.

Muitos dos conceitos básicos que dão sustentação à organização da religião dos orixás em termos de autoridade religiosa e hierarquia sacerdotal dependem do conceito de experiência de vida, aprendizado e saber, intimamente decorrentes da noção de tempo ou a ela associados. Assim, muitos aspectos das religiões afro-brasileiras podem ser melhor compreendidos quando se consideram as noções básicas de origem africana que os fundamentam. Mas, isso se aplica à todas as religiões, pois, o religioso terá um campo muito mais amplo à sua frente, pra desenvolver seu espirito se tiver essa noção bem focada em suas buscas.

Da mesma maneira se pode ampliar o conhecimento sobre valores e modos de agir observáveis entre os seguidores dessas religiões quando consideramos a herança africana original em oposição a concepções ocidentais com que a religião africana teve e tem de se confrontar no Brasil, sobretudo nas situações em que concepções de diferentes origens culturais se opõem e provocam ou propiciam mudanças naquilo que os próprios religiosos acreditam ser a tradição afro-brasileira, seja ela doutrinária, seja ritual.

No entanto, uma coisa que tenho percebendo ao longo de mais de uma decada de pesquisas é que direcionar uma religião como tendo uma só origem, limita, confunde e as vezes distorce todos os conceitos. Na verdade, nós não podemos negar que os cultos afro-brasileiros, em especial do Candomblé tem sim grande maioria de seus conceitos embasados na Africa. Mas, se buscarmos nos aprofundar com uma enfase maior nas origens de cada ensinamento, tradição e luta dos Ancestrais, vamos perceber que as origens vêm de um lugar muito mais distante e longincuo.

As noções de tempo, saber, aprendizagem e autoridade, que são as bases do poder sacerdotal no candomblé, de caráter iniciático, podem ser lidas em uma mesma chave, capaz de dar conta das contradições em que uma religião que é parte constitutiva de uma cultura mítica, isto é a-histórica, se envolve ao se reconstituir como religião numa sociedade de cultura predominantemente ocidental, na América, onde tempo e saber têm outros significados.

O candomblé é a religião dos orixás formada na Bahia, no século xix, a partir de tradições de povos iorubás, ou nagôs, com influências de costumes trazidos por grupos fons, aqui denominados jejes, e residualmente por grupos africanos minoritários.

O candomblé iorubá, ou jeje-nagô, como costuma ser designado, congregou, desde o início, aspectos culturais originários de diferentes cidades iorubanas, originando-se aqui diferentes ritos, ou nações de candomblé, predominando em cada nação tradições da cidades ou região que acabou lhe emprestando o nome: queto, ijexá, efã (Silveira, 2000; Lima, 1984).

Assim se ele se divide conforme o costume de cada cidade originaria, podemos assegurar, que receberam influências dos costumes dessa terra (Brasil) e uma dessas influencias bem destacada foi a indigena. Como também a Cristã, a Espirita e muitas outras. Assim como a Umbanda incorporou muitos outros conceitos em suas tradições, o Candomble recebeu da mesma forma adaptações pra sobreviver ao longo dos tempos.

Esse candomblé baiano, que proliferou por todo o Brasil, tem sua contrapartida em Pernambuco, onde é denominado xangô, sendo a nação egba sua principal manifestação, e no Rio Grande do Sul, onde é chamado batuque, com sua nação oió-ijexá (Prandi, 1991).

Outra variante iorubá, esta fortemente influenciada pela religião dos voduns daomeanos, é o tambor-de-mina nagô do Maranhão. Além dos candomblés iorubás, há os de origem banta, especialmente os denominados candomblés angola e congo, e aqueles de origem marcadamente fom, como o jeje-mahim baiano e o jeje-daomeano do tambor-de-mina maranhense. Foram principalmente os candomblés baianos das nações queto (iorubá) e angola (banto) que mais se propagaram pelo Brasil, podendo hoje ser encontrados em toda parte.

O primeiro veio a se constituir numa espécie de modelo para o conjunto das religiões dos orixás, e seus ritos, panteão e mitologia são hoje praticamente predominantes. O candomblé angola, embora tenha adotado os orixás, que são divindades nagôs, e absorvido muito das concepções e ritos de origem iorubá, desempenhou papel fundamental na constituição da umbanda, no início do século xx, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Hoje, todas essas religiões e nações congregam adeptos que seguem ritos distintos, mas que se identificam, nos mais diversos pontos do País, como pertencentes a uma mesma população religiosa, o chamado povo-de-santo, que compartilha crenças, práticas rituais e visões de mundo, que incluem concepções da vida e da morte. Terreiros localizados nas mais diferentes regiões e cidades interligam-se através de teias de linhagens, origens e influências que remetem a ascendências que convergem, na maioria dos casos, para a Bahia, e que daí apontam, no casos das nações iorubás, para antigas e, às vezes, lendárias, cidades hoje situadas na Nigéria e no Benim.

E assim buscamos, procurar entender como e por quê as antigas heranças religiosas vão sofrendo mudanças e adaptações no contexto das transformações socio-culturais que modelam o Brasil atual. Assim é fato que muitas das conclusões podem ser, em maior ou menor grau, aproximadas para o conjunto das religiões afro-brasileiras, quando não extravasadas para além do universo estritamente religioso, em outras dimensões da cultura popular brasileira.

Na verdade as religiões sofrem ou absorvem interferencias, influências ou ajustamentos vindos de outras culturas, conceitos e religiões, não só pra se adaptaram as mudanças das eras, ou simplesmente pra sobreviverem ao tempo, mas, tudo nos faz perceber que toda religião, busca e crenças, têm na verdade a mesma origem. E assim vão se agrupando, as vezes harmoniosamente, as vezes passam por choques violentos, mas, sempre acabarão se absorvendo. E não são só os conceitos, culturas, tradições e formas que vão se agrupando.

Na verdade o saber essêncial vai se procurando, se projetando e fundindo muito bem. Portanta a busca de entendimento, sempre vai gerar novos conceitos, afim de facilitar sua compreensão. Por isso se unem muitas novas formulas pra que a praticidade, teorias e revelações sejam masi acessiveis a todo buscador.

Assim nasceu a Umbanda-Astrologica, que substitui, mas, não exclui os antigos oráculos. No entanto, agrega o conhecimento cosmico da Astrologia, que utiliza a simbologia sagrada dos Antigos Mestres Ancestrais, como também o mais perfeito Livro sagrado da Vida no universo que é o céu. Com seus bilhões de estrelas, galaxias e luz.

Axé a Todos!
Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.
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