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A pombagira

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Feminino e Masculino - Positivo e Negativo

Todos os graus nas vibrações cosmicas são classificadas como negativas e ou como positivas. A partir da compreesão desse mistério intra-planetário então podemos discorrer sobre o mistério Pombagira Mirim pois assim como essa Matriz Divina gera Exu Mirim, também gera um ser feminino em tudo análogo a ele (em poderes e mistérios) e que também se manifesta na Umbanda quando lhe é possível ou permitido, sendo muito comum elas se apresentarem como Pombagiras Meninas. Em outros casos, apresentam- se como Pombagira Mariazinha (diminutivo de Maria Molambo ou Padilha), etc.. Ou simplesmente como Pombagira Menina!

Num médium só se apresentará um Exu Mirim e a Pombagira Mirim será passiva (não incorporante). Já em uma médium tanto pode incorporar o Exu Mirim quanto a Pombagira Mirim, mas nunca os dois serão ativos e, ou será ele ou será ela que sempre incorporará e trabalhará nas giras de atendimento ao público.

Mas isso não quer dizer que não possa incorporar esporadicamente tanto o exu quanto a Pombagira Mirim em uma gira fechada (não aberta ao publico). A oferenda para elas, é igual às das Pombagiras adultas. Este assunto é muito extenso e há muito mais sobre elas, mas futuramente mais trabalhos trarei. O fato é que existe toda uma Dimensão da Vida localizada a sete graus à esquerda da Dimensão Humana da Vida, escala essa que é horizontal e cada um dos seus graus contem todo um universo em si mesmo, dentro do qual desemboca toda uma Realidade Divina que começa no interior de Deus, dentro de uma de suas Matrizes Geradoras de Vidas, vidas essas que são geradas aos pares (masculino e feminino).

Nas linhas da direita acontece a mesma bipolarização mas são menos visíveis, até porque quando o caboclo é ativo e (incorporante) a cabocla é passiva (não incorporante) ou seu nome simbólico é diferente do dele, fato esse que dificulta a identificação dos pares de guias da direita.

Pai João do Congo forma par com Mãe ou Vovó Maria Conga.

Pai João do Cruzeiro forma par com Mãe Maria das Almas.

Pai João de Angola forma par com Vovó Maria do Rosario. Etc..

Caboclo das Matas-Cabocla Jurema.

Caboclo Pena Branca-Cabocla Guaraciara.

Caboclo Sete Ondas-Cabocla Yara. Etc..

Todos os mistérios da Criação divina sempre mostram-se aos pares ainda que nem sempre isso nos seja visível porque desconhecemos quase tudo sobre eles.

No caso de algumas linhas isso já esta se mostrando e nem nos damos conta do que esta tão visível.

Se não, então vejamos:

Exu do Lodo-Pombagira do Lodo

Exu Veludo- Pombagira Veludo

Exu co Cemiterio- Pombagira do Cemiterio

Exu Sete Encruzilhadas- Pombagira Sete Encruzilhadas

Exu Sete Capas- Pombagira Sete Véus

Exu Cigano- Pombagira Cigana

Exu das Matas- Pombagira das Matas

Exu das Sete Praias- Pombagira das Sete Praias

Exu Navalha- Pombagira Navalha

Exu João Caveira- Pombagira Rosa Caveira, etc..

O poder feminino incompreendido das Pombagiras



As pombagiras, como eu já escrevi aqui, são muito enigmaticas, forças complexas de difícil compreensão e por isso gera medo, como tudo que é incompreendido pelo homem. O medo e o desconhecido geram duas forças atuantes sobre o homem, uma delas é a curiosidade que faz os insensatos e corajosos se jogarem de cabeça pra tentar descobrir respostas ou compreender. A outra força é o preconceito. Ou seja, quando o homem não conhece ou não consegue compreender certas coisas que existem no universo, ele tem a mania de querer formar conceitos e muitas vezes ou na maioria das vezes esses conceitos são distorcidos. Muita mistificação e tambem pela propria força oculta dos temas espirituais, o homem divide as forças e entidades atuantes em dois lados, bom e mau. E aquilo que ele acha indecifravel ou inaceitavel pra ele será sempre uma coisa maligna.

Nesse contexto, vemos em exu e pombagiras, a demonização. Em alguns momentos até se tem razão, pois, demônios e outras forças perigosas, muitas vezes se fazem passar por verdadeiras guardiãns. Temos nomes famosos, como Padilha, Rosa e outras tantas, muito bem divulgadas e conhecidas em nossa terra que na verdade são militantes que evoluiram ao grau de guardiã, mas, são apenas espiritos desencarnados que ascenceram na sua missão. Só que as verdadeiras forças fertilizantes são bem mais poderosas, incompreensiveis e não corrompidas, mas, julgadoras.

O MITO - A legítima Maria Padilha, rainha dos sete reinos, adora contar que quando viva, não conseguia manter seus maridos vivos além da lua-de-mel. Entre gargalhadas ela conclui que deita com o esposo e amanhece viúva, os pobrezinhos morrem de infarto, e não agüentam sua orgia sexual. Conta a lenda que ela teve sete reis como maridos. Por isso é dona de sete reinos, sete caminhos, sete territórios por onde ela transita, para fazer seus trabalhos e receber sua oferendas.

A MISTIFICAÇÃO - infelizmente a mistificação é muito comum nas casas de culto, pois nem todos os dirigentes, observam com atenção seus ocupantes. Eu como já fiz parte desse meio. Presensiei muitas vezes cenas de bebedeiras de algumas mulheres, pois se estivessem com suas Bombogiras, jamais ficariam bêbadas. Isso é uma vergonha aos integrantes da religião que trabalham com seriedade.

Considerada como o Exu Mulher, assim como os demais deuses afro-negros, assume uma bissexualidade que se apresenta na própria concepção do mito. A predominancia dos aspectos femininos. Nas tradições do Culto passou a se chamar de Pomba-gira, assumindo variantes nomes, formas e classificações. É a síntese social da mulher que, por excelência, se rebela aos padrões e normas convencionais. É a impulssividade da comunicação, outro aspecto bem marcante do mito sobre Exu. É um símbolo do amor, da sedução e da liberdade. É bombogira a verdadeira personagem poderosa sabedora da magia.

Ora loura, ora morena, mulata, ruiva e raramente negra. Muito reverenciada e procurada nas casas de Culto pelo publico feminino. Exerce um grande papel também como a grande companheira do conjunto de Exus ( servidores da espiritualidade). Possuidoras de muita vaidade e sedução, que encanta a todos e deixa sempre um ar de mistério em seus trabalhos.

Gosto refinado por perfumes, flores especialmente as rosas vermelhas, acessórios em ouro, cigarrilhas, roupas de cetim e principalmente as bebidas como espumantes e licores. Sorriso escancarado e debochado, ocultando nele seu desejo de triunfar onde muitos já desistiram. Seu local de domínio são as encruzilhadas em forma de um T, fora do perímetro urbano. Abaixo algumas das mais tradicionais do culto. " LAROIÊ BOMBOGIRA".

Apesar de ter citato aqui rituais, quero afirmar que mais importante do que oferendas pra pedir a realização de desejos mesquinhos, o mais importante é saber usar esse axé para nossa proteção, evolução e firmeza.

Carlinhos Lima - Mago de Umbanda Astrológica

O enigmático Exu Mirin




Certos comportamentos, devemos debitar ao arquétipo errôneo construído por pessoas desin­formadas sobre essa linha de trabalhos espirituais Umbandistas. Exús Mirins são seres encantados da natu­reza provenientes da sétima dimensão à esquerda da que nós vivemos.São naturalmente irrequietos e curiosos, mas nunca intrometidos ou desrespeitadores. A irreverência ou má educação compo­r­tamental não é típico deles na dimensão onde vivem.

Agora, quando o dirigente incorpora seu Exú Mirim e este, por ser do "chefe", faz micagens, caretas, gestos obscenos, atira coisas nas pes­soas, xinga-as e fala palavrões, aí tudo se degene­ra e seus médiuns procederão da mesma forma porque, em suas mentes e inconscientes é assim que seus Exús Mirins devem comportar-se quando incorporados. Essa foi uma das razões para o ostracismo e que foi relegada a linha dos Exus Mirins.

Nas Lendas da Criação, Exú Mirim assumiu uma função e importância que antes nos eram des­conhecidas. A função é a de fazer regredir todos os espíritos que atentam contra os princípios da vida e contra a paz e a harmonia entre os seres. A importância e a de que, sem Exú Mirim nada se pode ser feito na Criação sem sua concordância. Com Exú, dizia-se que "sem ele não se faz nada". Já, com Exú Mirim, "sem ele nem fazer nada é possível".

Por um processo osmótico espiritual, refle­tem o inconsciente de seus médiuns, tal como acontece com Exú e Pomba Gira. Logo, são nossos refletores naturais. Exú Mirim assumiu o arquétipo que foi construído para ele: o de menino mal! E tudo ficou por aí com ninguém se questio­nando sobre tão controvertida entidade incorporadora em seus médiuns, pois ele diziam que todo médium tem na sua esquerda um Exú Mirim além de um e Exú e uma Pomba Gira.

Gostam de beber as bebidas mais agradá­veis ao paladar dos seus médiuns, sejam elas alcoólicas ou não. Apreciam frutas ácidas e doces "duros", tais como: rapadura, pé de moleque, quebra queixo, cocadas secas e balas "ardidas" (de menta ou hortelã).Se bem doutrinados prestam inestimáveis trabalhos de auxilio aos freqüentadores dos centros de Umbanda.

Muitos são os estados da Criação e cada um é regido por um Orixá e é guardado e mantido por todos os outros, pois se um desaparecer (recolher-se em Deus), tal como numa escada, ficará faltando um degrau, e tal como numa escala de valores, estará faltando um grau que separe o seu anterior do seu posterior. De mal vistos, para pior, essa linha de trabalhos espirituais, (onde cada médium tem o seu Exú Mirim), quase desapareceu e só restaram as incorporações e os atendimentos de um ou outro Exu Mirim "muito bom" mesmo no ato de ajudar pessoas.

Exú Mirim praticamente desapareceu das manifestações Umbandistas porque suas incorporações fugiam do controle dos dirigentes e seus gestos e palavrões envergonhavam a todos. Eles raramente pedem seus assentamen­tos ou firmezas permanentes e preferem ser ofe­rendados periodicamente na natureza, tal co­mo as crianças da direita. Em inúmeras observa­ções, vimos os médiuns repe­tindo seus dirigentes e, inclusive, com as incor­porações e danças dos guias incorporados neles. Essa assimilação natural ou intuitiva é um indicador de que o exemplo que vem "de cima" ainda é um dos melhores reguladores comporta­mentais.

Sabemos tambem que nos centros e terreiros de todo Brasil, por mediuns até mesmo os experientes, acontece muitas confusões na hora de identificar as entidades. E no que se refere a Exu Mirin, ele quase sempre é confundido com Erê.

Laroiê senhor dos misterios



"Exu é Mogiba", que significa: "aqueles que estão nas encruzas", (pois todas as madrugadas os Exus se reúnem nos cruzamentos para receberem informações sobre o que deverão fazer com seus filhos, no que se refere ao caminho de vida); Sua saudação Laroiê tem um significado que quer dizer: Exu não carrega o fardo de ninguem, ou seja, cada um deve carregar sozinho seu próprio fardo, a menos que esteja disposto a pagar o preço que Exu considera justo por seu auxílio. Por ser jovial, vaidoso e astuto, ele gosta de se pentear com um topete alto, pois é aonde ele esconde sua lâmina afiada. Isso significa que, sem o preço certo e o pagamento, Exu não servirá a ninguem, ou se o fizer, sua lâmina danificará a razão do empenho.

OBS: quando se fala em exus nas encruzas todas as noites, fala-se dos mais proximos do homem, ou seja, entidades de gruas e ciclos mais baixos. Os exus guardiões e coroados, ou cosmicos residem em dimensões mais elevadas e não são tão acessiveis.

Exu Bará regente do jogo de búzios. Seu nome significa o "caminho do andado".
Usa um bastão com a forma de um pênis, que representa potência e energia pura.

Perceba que nessas lendas africanas, se referem a entidades muito proximas da forma humana, mesmo sendo entidades espirituais ou encantadas. O Exu como força primordial da Natureza ou cosmica não encarnou é uma força bem mais oculta

Lenda: BÚFALO BRANCO

Assentamentos assegurando um portal de poder

A entidade assentada (Orixá ou Guia Espiritual) tem no assentamento elementos com poderes mágicos, os quais utiliza ativando-os segundo as necessidades do Centro, do trabalho espiritual e dos médiuns.

Se é o assentamento de um Orixá, outros não devem ser assentados ao redor ou ao lado dele, porque cada um é um poder realizador em si mesmo, e dois ou mais assentamentos dentro de um mesmo ambiente criam dois pontos distintos que farão a mesma coisa e o recomendado é que, caso alguém queira assentar dois ou mais Guias ou Orixás, então deve reservar um ambiente para cada um, separando-os e isolando-os para que suas vibrações, irradiações, ações e atuações não se misturem e não se confundam. Por isso existem os assentamentos e a firmezas.

Em regra, faz-se um assentamento central e daí em diante começa a firmeza de outras forças ou de outros poderes ao seu redor, aumentando seu campo de ação e de atuações. Bom, as forças vivem no plano espiritual e os poderes vivem no plano divino da criação, e, a partir deles, enviam-nos suas vibrações, auxiliando os trabalhos espirituais que são realizados nos Centros de Umbanda.

Esse auxílio é natural porque se processa religiosamente. Mas, como em um trabalho espiritual vem pessoas com poderosas cargas negativas, é preciso que exista no plano material pontos de descarga que possam absorvê-las e enviá-las de volta à faixas vibratórias negativas.

Assentamento é o local onde são colocados alguns elementos com poderes magísticos, com a finalidade de criar um ponto de proteção, defesa, descarga e irradiação. Um assentamento pode ser destinado a uma só força ou poder ou a várias. Mas, em geral, faz-se um para cada força ou poder que se deseja assentar.

Os assentamentos criam vórtices ou “pontos de forças”, enquanto as firmeza de outros guias e Orixás dotam-no de um maior poder de realização. Normalmente se assentam o guia-chefe e o Orixá regente da coroa do dirigente espiritual, assim como ao seu Exu e/ou sua Pombagira guardiã.

Esse aumento de poder de realização deve-se ao fato de que os Guias e os Orixás firmados ao redor do assentamento central “emprestam-lhe suas forças e poderes e abrem-lhe seus campos de ações e atuações, aumentando o leque de opções ao Guia ou ao Orixá assentado, que lhe repassará atribuições às quais exercerão com desenvoltura, porque terão no assentamento um poderoso ponto de descarga, de proteção e de auxílio nas suas ações mais profundas.

• Os assentamentos do Guia-Chefe e do Orixá devem estar localizados dentro da cosntrução que abriga o terreiro.

• Os assentamentos do Exu e/ou da Pombagira guardiã devem ser feitos do lado de fora da construção principal que abriga o terreiro, ainda que também possa estar dentro de outra construção de menor porte.

O ideal ( ainda que isso nem sempre seja possível) é que os assentamentos dos Orixás e dos Guias-Chefes da direita e da esquerda se localizem em cômodos isolados e com acesso restrito, inacessível ao público. Quando o centro não tem espaço para tanto, aí o recomendado é que assentem o Orixá e o guia-chefe da direita sob o altar e o Exu e/ou a Pombagira guardião em uma casinhola na entrada do terreno que abriga o terreiro. Centros localizados em terrenos e construções amplas tem mais facilidade para fazê-los. Já nos menores, aí é preciso um pouco de criatividade para fazer os assentamentos e as firmezas ao redor.

Firmar um guia espiritual ou um Orixá significa proporcionar-lhe condições mínimas para que tenha um ponto fico onde receba os pedidos de auxilio; de oferendas, etc. Enquanto uma firmeza cria um ponto de sustentação para as ações da entidade firmada, dando-lhe um pouco mais de segurança para que possa resistir às reações das suas atuações em beneficio das pessoas necessitadas do seu auxilio.

Assentamento e firmeza são similares e a segunda é uma simplificação do primeiro, mas tem as mesmas funções, que é protegerem, sustentarem e ampararem algo ou alguém. Uma firmeza pode ser iluminada periodicamente e pode ser realimentada de vez em quando.

Um assentamento deve ter um dia definido na semana para ser iluminado e realimentado; já uma firmeza, deve ser iluminada e realimentada sempre que o seu zelador fizer um novo pedido de auxilio à entidade firmada. _ Um assentamento é algo definitivo, uma firmeza pode ser transitória. _ Um assentamento deve ser iluminado de forma permanente e deve ser alimentado periodicamente com elementos predeterminados. _ Um assentamento assemelha-se a uma fortaleza que abriga um exército completo, com todas as suas divisões. _ Uma firmeza assemelha-se a instalação avançada de uma divisão. No assentamento estão todas as divisões, na firmeza está somente uma ( a da entidade firmada).

_ Um assentamento é algo abrangente e envolve todo um poder. _ Uma firmeza é algo mais limitado e concentra-se em uma entidade, seja ela divina, natural ou espiritual.

Firma-se um Orixá, um ser da natureza ou um espírito! Agora, um assentamento é algo tão abrangente que ele por si só é realizador e é capaz de dar sustentação a todas as ações realizadas dentro do campo abrangido por ele: o Centro de Umbanda.
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