Total de visualizações de página

Os Orixás regentes de 2027

Mostrando postagens com marcador feminino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador feminino. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de novembro de 2024

A alma da mulher através da história e do tempo

 


 É uma longa história de reivindicações, uma grande luta para que a mulher possa ocupar um papel digno dentro da sociedade. Mas não deixo de me perguntar se vamos pelo caminho correto, se escolhemos a via justa, porque todas estas reivindicações pedem para a mulher um maior desenvolvimento econômico, maiores possibilidades de trabalho, uma maior segurança trabalhista, mais respeito, mais dignidade... mas se trata de um posto, um local dentro da sociedade, como se fosse nada mais do que um local físico.


Porque muito poucas vezes se percebe, além deste local físico, desta dignidade e deste respeito, a Alma da Mulher. pesar de todas estas grandes lutas que vem registrando a História, sobretudo nos últimos séculos, no momento atual, seguimos registrando queixas e mal-estar. 

A mulher não está satisfeita com o papel que tem na sociedade? Não está satisfeita no que diz respeito ao trabalho, às suas remunerações econômicas, e ainda não o está do ponto de vista humano? Aparentemente não. Diariamente podemos verificar em todos os meios de comunicação a quantidade de maus tratos a que se vê submetida a mulher e suas constantes denúncias.


 Um breve exame histórico nos demonstra que em todas as épocas há exemplos de mulheres extraordinárias que, mais além do tempo e das circunstâncias, demonstraram um valor incalculável, uma grande integridade e uma capacidade para se destacar e ocupar páginas importantes do seu momento histórico. 

Não me refiro somente aos exemplos individuais, que sempre existiram, senão que existiram civilizações cujos critérios permitiram à mulher ocupar um lugar importante, seu próprio lugar. E não apenas aquelas civilizações que se destacaram como matriarcados, mas muitas outras que hoje chamaríamos de patriarcados e que, contudo, deram à mulher um papel substancial, um papel civilizatório.


Hoje, através dos meios de comunicação e da Literatura, têm aparecido novelas de caráter histórico e semi-histórico onde voltam a reluzir aquelas velhas civilizações matriarcais nas quais a mulher era a personagem fundamental, nas quais as Deusas eram as deidades fundamentais e tudo girava em torno desta figura que parecia nuclear os seres humanos.


Isso não significa que a mulher tenha se apropriado do poder e deixado o homem em posto secundário; simplesmente tinha seu papel preponderante, era o centro da vida e cuidava para que todos estivessem unidos. Talvez seja isto que se perdeu. Este papel de eixo, centro, núcleo, como refletem os mitos gregos e romanos quando falam da tão particular Deusa do Fogo: está no centro da Terra, no fogo do altar e no do lar, aquele que está no centro da casa, no centro do templo... e isso é a Mulher. Esse fogo é Vida e tem a capacidade de que tudo se concentre ao seu redor.


Por várias circunstâncias, algumas de caráter psicológico, outras de caráter religioso e outras que são uma soma de tudo isto a mulher veio perdendo sua identidade de alma. Psicologicamente, tem-se feito excessiva insistência no aspecto negativo do feminino.


Temos aspectos negativos como homens ou como mulheres, mas se tem reafirmado que a mulher é passiva, é pouco criadora, possessiva. Como não se move, quer ter coisas sem se mover. A mulher manipula tudo para conseguir o que quer. A mulher é demasiado sensível, demasiado emotiva e volúvel, instável... Com essa psique tão especial, nunca se pode encarregar de um trabalho eficaz que possa levar ao bom termo, pois quem sabe na metade do trabalho não vai se arrepender e deixá-lo.


É um erro muito grande ver a mulher por esse angulo como se ela fosse a parte negativa da criação. A mulher age tanto no plano positivo quanto negativo assim como os homens, pois todos fazemos parte da mesma criação e todos estão pássiveis a se elevar o cair conforme nossas escolhas. O erro das mulheres é querer seu espaço pra se igualar aos homens. 

O que a mulher tem que buscar é imprimir em seus projetos a sua identidade, sem rejeitar a própria alma. Assim não deve negar seus sentimentos, mas não se deixar levar por modismos e desejos influenciados, pois estes são os piores artifícios do mal pra nos destruir. Os piores desejos que mais prejudica ao homem são os que são plantados em nossa mente. Por isso nunca devemos seguir modismos.


Carlinhos Lima

 

 

sábado, 29 de junho de 2013

Sexo: o feminino, a Lilith, a Pomba Gira e a ancestralidade da mulher

Lilith disse aos anjos que tinha o poder de causar doenças em bebês recém-nascidos. Se a criança fosse do sexo masculino, ela teria, então, dominio sobre ele por oito dias após seu nascimento. Se fosse do sexo feminino, seu poder se estenderia por 20 dias. No entanto, como consequencia por não voltar ao Éden, Lilith concordou que uma centena de seus filhos morreria todos os dias. Em troca, ela assumiu o papel de assassina de bebês humanos recém-nascidos. Ela também concordou que, se os nomes dos três anjos aparecessem em um amuleto, protegendo um bebê, ela não teria poder sobre ele. Desde então, cem filhos de Lilith morrem todos os dias e, quando ela vê os nomes angelicais em um amuleto, ela poupa a criança que ele protege.
Depois que Yahweh ter criado o homem, ele estava sozinho, então Lilith foi feita do barro para ser sua companheira. O casal começou a discutir sobre quem deveria assumir a posição dominante no sexo e Lilith recusou-se a se deitar sob Adão. Ela argumentou que ambos eram iguais pois foram criados da terra. Por fim, Lilith ficou zamgada. Ela pronunciou o Nome Inefável [de Deus] e fugiu. Adão ficou consternado com a perda de sua parceira sexual e não queria voltar a fornicar com animais. Ele orou a Yahweh , contando que sua mulher fugira. Imediatamente, Deus enviou os três anjos responsáveis pela medicina, Sanvi, Sansavi e Seronqeiaf, para que trouxessem a transgressora Lilith de volta ao Jardim do Éden. Yahweh disse que, se ela não retornasse, uma centena de seus futuro filhos morreria todos os dias. Os anjos encontraram Lilith à margem do Mar Vermelho [ou Mar dos Juncos], onde bem mais tarde, Moisés separaria as águas e destruiria o exército egípcio. Eles contaram a Lilith o que Yahweh dissera e ameaçaram afogá-la no mar se ela se recusasse a voltar. Lilith apenas riu em seus rostos angelicais e os amaldiçoou...
Um antigo escritor cristão, Metódio de Olimpo, atribuia o Dilúvio ao pecado das mulheres "que se sentavam em cima" de seus maridos durante o ato sexual (citação em Millis 1998: 141). Essa posição dominante fora ensinada às mulheres por seus amantes angelicais, os Vigilantes. Bruxas da Grécia antiga que veneravam a deusa Hécate também eram castigadas por preferirem a posição sexual superior. Representações da posição dominante feminina também se destacam na arte suméria. Graves e Patai (1964: 69) sugerem que a historia de Adão e Lilith simboliza a queda e substituição da deusa suméria Lilitu por outra deusa chamada Heba, que, por fim, acabou chegando ao Gênesis como Eva. Estamos aqui falando na verdade de toda ancestralidade das Pomba Giras também que são bem mais antigas, milenares e profundas do que pregam os terreiros de mau instruídos país a fora...
Quando Lilith tentou passar ensinamentos a seu marido humano em estado de inocência e ignorância primitiva, ele a rejeitou. Um motivo curioso de por que isso ocorreu é que Lilith recusou-se a aceitar a conhecida posição em que o homem fica em cima da mulher na relação sexual. Em vez disso, ela insistia em assumir a posição feminina dominante durante o ato amoroso.
Segundo a tradição, a Dama Lilith é um dos nomes sumério-hebraicos, da consorte de Lumiel. Nos textos cabalísticos esotéricos, ela é considerada a primeira mulher de Adão, antes da criação de Eva.
O Campo de força, feminino, de energia eletromagnética vaginal, clitoriano e uterino, em termos cabalísticos, vibraria como Shekinah, ou "Noiva de deus", o aspecto feminino do Criador Cósmico. Identifica-se essa energia com as antigas deusas das Luas negra e cheia - Diana, Tanit, Ishtar, Hécate e Lilith.
As vibrações femininas, não atraem apenas íncubos e demônios sexuais, como pregavam os malignos deturpadores da magia sexual, mas, atraem forças divinas, tanto que o ventre da mulher gera vida. Você faz ideia do poder criador que passa pelo canal vaginal, orários e trompas numa fecundação? E que portais se conectam aos alinhamentos cósmicos num orgasmo feminino? Pois é, essa resposta buscavam os magos de magia sexual, em todos os tempos. Essa força é tão potente e fica aprisionada numa virgem um poder de axé tão grande que atraíram até anjos. Os seres sobrenaturais veem de longe uma ventre ocupado, um clitóris energizado, um hímen intocado... As mulheres podem criar campos de força pelo qual o poder mágico se manifesta, como ocorreu com os caídos, manifestando-se no plano material com mais facilidade do que os magos homens...
Laroiê, Exu Bombogirá, Salve a tua banda comadre - Axé, Saravá e Laroiê...

sábado, 7 de maio de 2011

O feminino, a menstruação e o sagrado


Os Índios da América do Sul dizem que toda humanidade foi feita de “sangue menstrual” no princípio. A mesma idéia prevalece na antiga Mesopotâmia, onde a Grande Deusa Ninhursag fez a raça humana de barro e impregnou-a com o “sangue da vida”. Sobre os nomes alternados de Mammetun ou Aruru a Grande, a Potter, ela ensinou as mulheres a formar bonecas de barro e untá-las com sangue menstrual como um encanto de concepção , um pedaço de mágica que “deu base” ao nome de ADAM, do feminino ADAMAH, que significa “barro sangüíneo” uma idéia que os estudiosos mais delicadamente traduziram para “terra vermelha”.

Os Africanos dizem que o sangue menstrual é um “coágulo que amolda-se em homem”, Aristóteles dizia o mesmo : a vida humana é feita do “coagulum”, segundo ensinam é o que liga, o que reúne, do sangue menstrual. Plínio chamava o sangue menstrual “a substância material da geração”, capaz de formar “um coágulo, o qual depois no processo do tempo rapidamente cresce e toma a forma de um corpo”. Esta primitiva noção da função pré-natal do sangue menstrual era ainda o pensamento das escolas médicas da Europa até o séc. 18 .

Vem das primeiras culturas humanas, o pensamento que a misteriosa magia da criação residia no sangue feminino em total e aparente harmonia com a LUA, e o qual era algumas vezes retido no útero para “coagular-se” em um bebê. Os homens olhavam este sangue com sagrado temor, como a essência da vida, inexplicavelmente liberado sem dor, totalmente estranho para a experiência masculina.

Idéias básicas sobre sangue menstrual vem da teoria Hindu de como a Grande Mãe criava, sua substância tornava-se espessa e formava um coalho ou coágulo, sólida matéria é produzida como uma “crosta”. Esta era a maneira como ela dava o nascimento ao cosmos, e as mulheres empregam o mesmo método em menor escala. De acordo com Daustenius. O fruto no útero é nutrido somente pelo sangue da mãe. A maior parte das palavras para menstruação também queria dizer algumas coisas como: incompreensível, sobrenatural, sagrado, espírito e divindade. Como a palavra Latina sacer (sacer, -cra, - crum : inviolável, venerado, que não pode ser tocado, sem ser manchado ou manchar). E assim antigas palavras árabes para “puro” e “impuro”,eram ambas aplicadas para sangue menstrual e somente para isto.

Os Maoris afirmavam explicitamente que as almas humanas são feitas de sangue menstrual , o qual quando retido no útero “assumia forma humana e crescia até tornar-se homem. E provavelmente remonta à era pré histórica quando houve uma mudança importante na tendência de nosso desenvolvimento cultural - de um modelo de parceria para um de dominação em todas as relações. E pesquisando essas questões que envolvem (o sangue e o sacrifício da vida) - comecei procurando informações sobre a LUA e o fator feminino. A história Bíblica de Adão foi plagiada de um mito da criação contado pelas mulheres mais antigas recontando a criação do “homem” do barro e do sangue da LUA. E a história da criação do Alcorão no qual Allah diz “ faça o homem de sangue fluído”. E apesar de isso não ser aceito hoje, na verdade eu também discordo, mas na Arábia pré- Islâmica , Allah era a Deusa da criação, Al-Lat.

A vida de muitos deuses dependiam do poder milagroso do sangue menstrual. Na Grécia era eufemisticamente chamado de “vinho vermelho sobrenatural” dado para os deuses pela Mãe Hera em sua forma virginal, como Hebe. A raiz dos mitos do Hinduísmo revela a natureza deste “vinho”. Para as cerimônias religiosas, os aborígines Australianos pintam suas pedras sagradas, churingas - amuletos -, e eles mesmos com vermelho ocre,declarando que isto era realmente sangue menstrual.

Houve um tempo todos os deuses reconheciam a supremacia da Grande Mãe, manifestando ela mesma como o espírito da criação ( Kali-Maya ).Ela “convidava-os para banhar-se do sangue menstrual do seu útero, beber dele; e os deuses em sagrada comunhão, beber da fonte da vida. E banhar-se nele, e serão secretamente abençoados para os céus)” Para este dia, as roupas mantidas com o sangue menstrual da Deusa eram grandiosamente agraciadas como encantamento da cura.

O deus Nórdico Thor por exemplo alcançou a terra mágica de encantamento e vida eterna por banhar-se em um rio cheio com o sangue menstrual das “mulheres gigantes” - que eram as Matriarcas Primais, “as Primeiras Poderosas” que governavam os deuses mais antigos antes que Odin trouxesse seus “Asiáticos” do leste. Odin adquiriu supremacia roubando e bebendo o “sábio sangue” do triplo caldeirão do útero da Mãe-Terra, a mesma deusa tripla conhecida como Kali-Maya no sudeste Asiático. O segredo esotérico dos deuses, era que eles tinham poderes místicos de longevidade, autoridade, e criatividade que vinham da mesma essência feminina.

O mito Indiano chamava o sagrado fluído Soma - em Grego, “o corpo”-, porquê a raíz da palavra oriental referia-se a uma mística substância do corpo. Soma foi objeto de um sagrado respeito e do qual as interpretações são muitas:Soma era produzida pela mistura, agitação do mar primal (o “oceano de sangue” de Kali ou ás vezes “o mar de leite”) Ou Soma foi segregado pela Lua-Vaca. Ou Soma foi carregado no “pote branco”( ventre) de Mohini a Feiticeira. Ou a fonte de Soma foi a LUA. Ou de Soma todos os deuses nasceram. Ou Soma era o nome secreto da Deusa Mãe e a parte ativa da “alma do mundo”.Soma era bebida por sacerdotes nas cerimônias sacrificiais e misturado com leite como um encantamento de cura; então não era leite. Soma foi especialmente reverenciado no “somvara”, Monday, o dia da LUA. Em uma cerimônia antiga chamada Soma-vati, mulheres da Maharashtra circundavam o sagrado símbolo do feminino, a árvore do figo, sempre que a LUA Nova caía numa segunda. O roubo de Odin do mágico sangue menstrual se deu paralelamente.

Os faraós egípcios se tornavam divinos pela ingestão “do sangue de Ísis”, a soma parecida a ambrósia chamada sa. O sinal hieroglífico disto era o mesmo que o sinal da vulva, um yonico laço como aquele do ankh, ou Cruz da Vida. Pintado de vermelho, este laço,curva, significa a genitália feminina e o Portão do Paraíso. Os amuletos enterrados com o morto especificamente oravam à Ísis para divinizar o defunto com seu sangue mágico.

Alguns mitos diziam que a Deusa sob o nome de Lakshmi, “Fortune” ou “Soberana”, deu Soma para Indra para torná-lo rei dos Deuses. A sua magia, poder, e curiosamente a capacidade feminina para a gravidez, veio da bebida mística de Lakshmi. Bebendo direto da Deusa, Indra se tornou como ela; o Monte do Paraíso com seus quatro rios, “muitas-cores” como os véus do arco-íris da Deusa, rico em gado e vegetação frutífera. Do sangue da Deusa veio a sua sabedoria. Similarmente, os gregos acreditavam que a sabedoria do homem ou deus foi centrada no seu sangue, o matéria da alma dada pela sua mãe.

Os reis Celtas se tornavam deuses por beber o “hidromel vermelho”. distribuído (preparado) pela Rainha Fada, Mab, cujo nome antigamente era Medhbh ou “hidromel”. Então ela deu uma bebida dela mesma, como Lakshmi. O nome Céltico deste fluído era “dergflaith”, que significa também “cerveja vermelha” ou “soberania vermelha” . Na Bretanha Céltica, ser manchado com vermelho significava ser escolhido pela Deusa como um rei.

O mesmo elixir da imortalidade recebia o nome de “amrita” na Pérsia. Algumas vezes era chamado o leite da Deusa Mãe, algumas vezes bebida fermentada, algumas vezes sangue sagrado.E sempre em associação com a LUA. O orvalho e chuva se tornava seiva vegetal, seiva se tornava o leite da vaca, e o leite então era convertido em sangue: - Amrita, água, seiva, leite e sangue representavam estados diferentes de um mesmo elixir. O vaso ou cálice deste fluído imortal é a LUA.

Os homens da igreja medieval insistiam que o vinho da comunhão bebido pelas bruxas era o sangue menstrual, e eles podem estar certos. O famosos mago Thomas Rhymer se uniu a um culto de feiticeiras sobre a tutela da Fada Rainha, que contou à ele que ela tinha “Uma garrafa de vinho púrpura aqui em meu colo, e convidou-o para a deitar sua cabeça no colo dela. Claret era a tradicional bebida dos reis e também um sinônimo para sangue; e literalmente significa “iluminação”. Havia um ditado, “O homem na LUA bebe claret”, uma conexão com a idéia de que o vinho representa sangue LUNAR.

A Bíblia também chama o sangue menstrual de flor ( Leviticus 15:24) , precursor da “fruta” do útero ( a criança). Assim como as flores misteriosamente contém nela um futuro fruto, assim o sangue uterino era a lua-flor supondo conter a alma de futuras gerações. Esta era a idéia central de um conceito matrilinear de um clã. A palavra Hebraica para sangue, dam, significa “mãe”ou “mulher” em outras línguas Indo-Européias (e.g. dam,damsel, madam, la dama, dame) e também “a menstruação” (damn) .

Em ambas as sociedades antigas do oeste e do leste, o sangue menstrual carrega a autoridade soberana do espírito porquê era o meio de transmissão da vida do clã ou tribo. Entre os Ashanti, meninas ainda são mais recompensadas que os meninos porque a menina é a portadora do “sangue” (mogya). Este conceito é claramente caracterizado na Índia, onde o sangue menstrual é conhecido como a flor de Kula ou o nectar de Kula, o qual tem uma íntima conexão com a vida da família. Quando uma garota menstrua a primeira vez, se diz ela ter “nascido para a Flor”. A correspondente palavra Inglesa flor, tem um importante significado literal de “aquilo que flui”, flower, flows.

Os sábios Chineses chamavam este suco vermelho de essência da Mãe-Terra, o princípio yin que dá vida para todas as coisas. Eles alegam que o Imperador Amarelo se tornou um deus por absorver o suco yin de cento e doze mulheres. A Grande Mãe Sumeriana representava sangue maternal e cavidade, nomes como Dam-kina e Damgalnunna. Do seu ventre fluíam os Quatro Rios do Paraíso, algumas vezes chamados rios de sangue o qual é a “vida” de todo corpo (carne). Damos ou “mãe-sangue” era a palavra para “povo” na matriarcal Micenas. Outro símbolo da antiguidade comum do rio-sangue da vida era o tapete vermelho, tradicionalmente o piso para reis sagrados, heróis e noivas.A religião Chinesa do Tao, “o Caminho”, ensinava doutrinas Tântricas suplantadas pelo Confucionismo ascético-patriarcal. Taoístas dizem que um homem pode se tornar imortal ( ou uma vida longa) absorvendo sangue menstrual, chamado o suco vermelho yin, do Portão Misterioso da mulher, de outro modo conhecida como a Gruta do Tigre Branco, símbolo da energia feminina de dar-vida. Seu primogênito, o Salvador, era Damu, a “criança de sangue”.

Um mito Chinês diz que a Deusa -Lua Chang-O, que controlava a menstruação, foi ofendida pelo marido por causa do ciúme de seus poderes.Ela deixou seu marido, que brigava com ela por que ela possuía todo elixir da imortalidade, e ele não tinha nada, e ele estava ressentido. Ela deu as costas á ele e foi morar na LUA para sempre, do mesmo modo que Lilith deixou Adão para viver por conta própria no “Mar Vermelho”. Chang-O proibia os homens de assistir o festival Chinês da LUA, o qual era celebrado somente por mulheres, na LUA cheia do equinócio outonal.

A Deusa Inglesa das flores era Blodeuwedd, uma forma da Tripla Deusa em associação com os sacrifícios dos antigos reis. A lenda de Welsh diz que todo o corpo dela era feito de flores - como nenhum corpo era - , em acordo com a antiga teoria da formação do corpo a partir do sangue da “flor”. O nome dela sugere o casamento do sangue, e o mito fez dela a esposa de muitos heróis assassinados, recordando a velha idéia que o sangue divino da Deusa tinha de ser periódicamente renovado pelo sacrifício humano. Romances medievais e o movimento do amor cortês, depois narrado por cultos de bruxas, foram fortemente influenciadas pela tradição Tântrica, na qual o sangue menstrual era de fato o vinho de poetas e sábios. Isto é ainda especificado no Rito da Mão Esquerda do Tantra onde a sacerdotisa personificando a Deusa precisava estar menstruando, e após o contato com ela o homem pode executar ritos que farão dele “um grande poeta, um Senhor do Mundo” que viaja nas costas de um elefante como um rajah.

Nas histórias contadas sobre os mitos dos orixás também temos uma muito interessante sobre Oxum, que fala da menstruação, do nojo que Oxalá sentia do sangue menstrual e de como Oxum usou a inteligência para não ser excluida da roda dos orixás.

É Oxum que toma conta do sangue menstrual e mostrou que este proclama a realidade do poder feminino, a possibilidade de gerar filhos. Não deve por isso, constituir nas mulheres vergonha e inferioridade, mas sim um grande motivo de orgulho. Oxum é a divindade do rio do mesmo nome que corre em Oxogbo, região da Nigéria. Generosa e digna, é a rainha de todos os rios e, por extensão, a dona das águas doces e cristalinas dos rios, lagoas, nascentes e cachoeiras. Na Natureza, seu grande poder, é então exercido sobre a água doce, que fertiliza o solo e sem a qual, a vida na terra não seria possível.

O ovo é o símbolo de gestação, que é essencialmente símbolo de fecundidade. Como tal, esta divindade é também o Orixá da fertilidade, a dona do grande poder feminino, que se manifesta na própria fecundação, na génese do novo ser. É a ela que se dirigem as mulheres que querem engravidar. Ninguém segura a água, só a criança no ventre da sua mãe, que é protegida e envolvida por Oxum. É sua responsabilidade zelar tanto pelos fetos em gestação, como pelas crianças recém-nascidas, até que estas aprendam a falar. Ela é a mãe de todas as crianças, seres inocentes, puros e sem maldade, protegendo-os desde o ventre até que adquiram independência, domínio sobre um idioma e personalidade própria, passando depois para os cuidados de Iemanjá.

Os ovos de páscoa, clássicos símbolos do útero da Deusa Eostre, eram tradicionalmente coloridos de vermelhos e colocado em covas para fortalecer o morto. Este hábito comum na Grécia e no sudeste da Rússia, pode remontar ás origens das covas Paleolíticas e as mobílias do funeral ornadas com ocre, para assemelhar-se com o útero da Mãe-Terra do qual o morto poderia “nascer novamente ”. Tumbas antigas em toda parte tem mostrado os ossos do morto cobertos por um vermelho ocre. Algumas vezes tudo na tumba, incluindo as paredes, tinham a cor vermelha.

A cor do sangue feminino sozinho era frequentemente considerado um potente encantamento. Os Maoris convertiam qualquer coisa em sagrada por colori-lá de vermelho e chamam a cor vermelha de sangue menstrual. Os Ilhéus de Andaman pensavam que a tinta cor vermelha era uma poderosa medicina, e pintavam pessoas doentes de vermelho em reforço á cura delas. Hottentots saudavam sua Deusa Mãe como a primeira “que tem o corpo pintado de vermelho” ela era divina porque numca derramou ou perdeu sangue menstrual. Algumas tribos Africanas acreditavam que o sangue menstrual sozinho, mantido em um pote coberto por nove meses, teria o poder de tornar-se um bebê.

considerava o vermelho uma cor sagrada associada com mulheres, sangue, potência sexual e poder criativo. O branco era a cor do homem, semem, influência negativa, passividade e morte. Esta era a idéia básica do Tantra da essência dos homens e mulheres: o princípio masculino era visto como “passivo”e “inerte-em repouso”; o princípio feminino como “ativo”e “criativo”, o reverso da posterior visão patriarcal.

Oxum foi considerada pelas lendas uma das figuras físicas mais belas do panteão mítico iorubano. Gosta de todas as riquezas materiais, e enfeites que possam torná-la numa mulher ainda mais graciosa e elegante: jóias, perfumes e vestimentas caras. O seu metal é o ouro ou cobre amarelo. Representa também o amor, em todas as dimensões que este sentimento abrange. Assim sendo, tudo o que simboliza esta divindade remete à ideia de maternidade, fertilidade, sensualidade, beleza e cuidado com as crianças. A sua busca de prazer implica sexo e também ausência de conflitos abertos, pois é dos poucos orixás iorubas que não gosta de guerra.

O seu poder está também presente, sempre que um filho-de-santo faz a sua iniciação na Umbanda ou no Candomblé. A iniciação é um nascimento espiritual, como tal, o poder da fecundidade tem de estar presente. Outro domínio deste orixá é a actividade sexual intensa e significativa e a sua sensualidade. Segundo dizem, foi a segunda mulher de Xangô, tendo vivido antes com Ogum, Orunmilá e Oxóssi, este último seu grande amor, do qual nasceu Lógun Edé.

É, principalmente nas cachoeiras, que Oxum recebe as comidas rituais votivas e os presentes dos filhos-de-santo. É recomendável fazer sacrifícios de cabras e oferecer-lhe pratos de mulukum: mistura de cebola, feijão-fradinho, sal e camarões; e de adun: farinha de milho misturado com mel de abelha e azeite doce. A sua dança lembra o comportamento de uma mulher que se abana graciosamente para fazer tilintar os seus braceletes de cobre, e que se contempla com satisfação ao espelho. Os seus símbolos são um leque dourado (ábebé) e a espada.

Místicos Gregos foram “renascidos” no rio Estige, por outro lado conhecido como Alpha, “O Princípio. Este rio fere sete vezes o interior da terra e emerge como um santuário yonico perto da cidade de Clitor (Grego Kleitoris) sagrada para a Grande Mãe . Estige era o fluxo sangüíneo da vagina da terra; suas águas foram acreditadas com o mesmo respeitoso poder que o sangue menstrual. Deuses Olímpicos juravam sua completa ligação pelas águas do Estige, como os homens na terra juravam pelo sangue de suas mães.

A devoção Tântrica do sangue menstrual se introduziu no mundo Greco-Romano antes da era Cristã e estava bem instalada no período Gnóstico. Estes devotos providos de “ágape” - “deleite de amor” ou “casamento espiritual” - praticado pelos Cristãos Gnósticos como os Ofitas. Outro nome para o “agape” era “synesaktism”, “O Caminho de Shaktism” significando o Tântrico culto à yoni. Synesaktism foi declarada heresia antes do século 7. Subseqüentemente o “deleite de amor” desapareceu, e as mulheres foram esquecidas da participarem diretamente na devoção Cristã de acordo com a regra de São Paulo (1 Timóteo 2: 11-12) .

A cerimônia de nascer-novamente da Austrália mostrou que os Aborígenes ligavam o renascimento com o sangue do útero. O cântico executado em Ankota, a “vulva da terra”, enfatizado na cor vermelha circundando o devoto. “Uma trilha reta está se abrindo diante de mim. Uma cavidade subterrânea está se abrindo diante de mim. Um profunda senda está se abrindo diante de mim. Vermelho eu sou como o coração da chama do fogo. Vermelha, também, é a cavidade na qual estou em repouso. Imagens como estas ajudam a explicar porque algumas das mais antigas imagens da Deusa, como Kurukulla no oriente e sua contraparte Cybele no ocidente, estão associadas com cavernas e a cor vermelha.

A morte simbólica e o renascimento tinham ligação com o batismo nas águas do Estige, como em muitos outros rios sagrados do mundo todo. O próprio Jesus foi batizado na versão Palestina do Estige, o rio Jordão. Quando um homem se banhava sete vezes neste rio “seu corpo se tornava novamente como o corpo de uma criança”.

Quando o sêmem, vazado pelo fogo da grande paixão, cai para o lotus da “mãe” e misturado com o elemento vermelho dela, ele conquista “a mandala convencional ( estilizada) do pensamento de encantamento” O resultado da mistura é saboreado pela união “pai-mãe (Yab-Yum), e quando eles alcançam a passagem eles podem gerar concretamente uma especial alegria, beatitude . . . a bodhicitta - o líquido resultante da união do sêmem e do sangue menstrual - é transferido para o yogi . . . Isso dá poderes a sua correspondentes místicas veias e centros concluir a função da linguagem do Buda . O termo “iniciação secreta” vem de experimentar a substância secreta.

Os Sufis , que praticam seus próprio tipo de Tantrismo, dizem que ruh era feminino e vermelho. Sua contraparte masculina sirr, “consciência”, era branco. Vermelho e branco as cores alternadas no Sufi halka ou círculo mágico, correspondendo ao Chakra Tântrico e chamado de “a unidade básica e o verdadeiro coração do Sufismo ativo” O rosário Árabe que alterna contas vermelhas e brancas tem o mesmo significado: homens e mulheres ao redor do círculo, como em muitas danças folclóricas Européias.Vermelho e branco são as cores que usam alternando mulheres e homens dançarinos no “círculo da fada” das feiticeiras da Irlanda pagã, onde a Deusa é reverênciada com o mesmo nome da mãe terra Tântrica, Tara.

Na linguagem oculta do Tantra, dois ingredientes do Grande Rito são sukra,semem, e rakta,sangue menstrual. A sacerdotisa que oficia tinha que estar menstruada então suas energias lunares eram em fluxo. Ela encorporava o poder de rakta, algumas vezes convertido rukh ou ruq, cognato do Hebraico ruach, “espírito” e do Árabe ruh, e ambos significam “espírito” e “cor vermelha”. Do princípio ao fim todo Tantra e crenças relacionadas a fusão do vermelho feminino e o branco masculino foi “uma simbólica conjunção profundamente importante”.

Homens e mulheres se alternam como no chakra Tântrico, dançam em direção contrária aos ponteiros do relógio ou à maneira da lua. As cores vermelha e branca “representam o mundo das fadas”. O mesmo “sangue mágico”que as fez líderes nos antigos sistemas de clãs fez delas objetos de medo para a nova fé patriarcal. Porque o sangue menstrual ocupava uma posição central nas teologias matriarcais, e era realmente sacer - terrívelmente sagrado-os ascéticos pensadores patriarcais demosntraram um medo histérico dele. As Leis de Manu dizem que se um homem se aproximar de uma mulher menstruada irá perder sua energia, sabedoria, visão, força e vitalidade.O Talmud diz que se uma mulher menstruada andar entre dois homens, um dos homens certamente irá morrer. Pela regras dos Brahmans o homem que tiver contato íntimo com uma mulher menstruada irá sofrer uma punição mais severa que a punição para os Brahmanicídio, que é o pior crime que a Brahman pode imaginar. Os mitos Védicos foram deignados para dar apoio á lei, assim como o mito de que Vishnu ousou copular com a Deusa Terra enquanto ela estava menstruada, e que por isto deu á luz monstros que quase destruiram o mundo.

Um dos segredos dividido pela mulher primordial e sua serpente era o segredo da menstruação. Persas afirmavam que a menstruação foi trazida para o mundo pela primeira mulher, que eles chamavam Jahi a Prostituta, uma desafiadora como Lilith, do Pai Celestial. Os Judeus emprestaram muitos detalhes destes mitos Persas. A tradição rabínica dizia que Eve começou a menstruar somente depois que ela copulou com a serpente no Éden, e Adam era ignorante de sexo até Eve ensiná-lo. Foi muito acreditado que o primeiro filho nascido de Eve,Caim, não foi gerado por Adam mas pela serpente. Crenças ligando serpentes com gravidez e menstruação apareceram através da Europa por muitos séculos. Chegando aos tempos modernos, camponeses alemães ainda pensavam que mulheres poderiam ser fecundadas por serpentes.

Assim como os primitivos atribuíam poderes benéficos para o sangue menstrual junto de seu temor á ele, camponeses medievais pensavam que ele poderia curar, alimentar, fertilizar. Alguns acreditavam que uma mulher menstruada poderia proteger uma colheita andando em torno do campo, ou expondo seus genitais á ele. Mulheres camponesas carregavam sementes para os campos, em trapos manchados com seu sangue menstrual: uma continuação do costume das sacerdotisas da fertilidade Eleusianas. Alguns doutores acreditavam que este sangue poderia curar leprosos, ou agir como um poderoso afrodisíaco .

Não é difícil de perceber como a mulher deixou de reconhecer em si mesma o princípio divino. Quanto ao touro tenho lido muitas referências sobre os planetas que estarão alinhados no signo de touro em maio, mas se a astrologia bebe em fontes mitológicas, não podemos ignorar: o mito da Deusa e do Touro, de Ísis e seus touros sagrados (Serapium), de Mitra (deus solar Persa) e seu touro sacrificial, do Minotauro ser híbrido gerado por uma humana e que também foi sacrificado, Zeus- touro e Europa. A astrologia designa o signo de touro como nutrição, sustento, bases econômicas, a mitologia se refere á isso e também á fertilidade e ao sangue sacrificial . Ciganos diziam que uma mulher pode ter o amor de qualquer homem com uma poção de seu próprio sangue menstrual. Como um mediador da reencarnação, este sangue era algumas vezes chamado como remédio para a própria morte. Romances foram associados a este universal cura-tudo como o “sangue de uma virgem nobre”, como uma sábia mulher revelou para Galahad.
Oxum é a Senhora da Beleza e da Bondade. Sua saudação, “Aiê iêu”, deriva do iorubá Oóre Yeye O (oóre, bondade; yeye, mãe; ou seja, Salve a Mãe da Bondade! ou Salve a Bondade da Mãe!) e podemos perceber aqui sua característica fundamental. Tem grande relação com todas as Orixás femininas enquanto Iabá, Grande Mãe.

Se diferencia, no entanto, pela sua atuação junto ao processo de gestação. Assim, enquanto Yemanjá seria a mãe que cria, Oxum seria a mãe que gera. O aparelho sexual feminino e a menstruação lhe são consagrados podendo ser considerada “a genitora por excelência, ligada particularmente à procriação e, nesse sentido, ela está associada à descendência no àiyé (nosso mundo). Ela é a patrona da gravidez. O desenvolvimento do feto é colocado sob sua proteção como o do bebê até que ele comece a “armazenar” conhecimentos e linguagem.” Nesse sentido é a regente de todo o processo de coroação do médium uma vez ser esse o momento de “nascimento” de seus Orixás de cabeça.

Oxum é a deusa da Beleza e da Fecundação. Acompanha toda a gravidez até antes do nascimento. Oxum transmite a suas filhas sua graça picante e é fácil reconhecê-las pelo charme e desenvoltura. Quase sempre têm boa aparência, são simpáticas, alegres, com um encanto peculiar. Oxum dota as suas filhas com uma formosa cabeleira, enquanto as filhas de Yemanjá têm tendência à queda de cabelo.

Carlinhos Lima - Pesquisas

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O sagrado que há na mulher e o poder dual que rege o universo


Na astrologia temos as deidades femininas mitológicas: a Lua, Vênus , essas deusas são remanescentes das trindade mitológica feminina. Em certas sociedades antigas e também indígenas, a Lua era considerada o Esposo e a mulher sua esposa, em outras sociedades a Lua era a própria Esposa e as mulheres suas filhas. Na Umbanda que conhecemos aqui no Brasil, temos em Iemanjá e toda sua linha, incluindo Iansã, Obá, Nanã, Oxum, Ewá e até Pombagira a representação da força feminina no universo.

O primeiro mito sobre o bebe humano fala de como o ser foi criado em sua extrema fragilidade e dependência de sua mãe, Umul, filho de Enki e Nimah - A mulher por semanas sozinha esperando o retorno dos homens que saíram caçar, e que contaria apenas consigo mesma e nada mais natural que aprendesse a se defender, a princípio uma faca, depois um arco e flecha, depois uma espada e logo estaria domesticando cavalos e animais para garantir sua subsistência e a de seus filhos, principalmente na ocorrência de seu companheiro ter morrido nas garras de alguma fera.

O homem também sempre se mostrou surpreso com o poder de adaptação do corpo da mulher ao longo dos tempos. Exemplos como o parto, pois expelir de si um ser de até 4 kilos ou mais até devia parecer no mínimo obra divina, e também sempre causou surpresa o sangue menstrual expelido todos os meses em sincronia com as fases da lua, sem dor ou cortes também deveria mesmo parecer algo sobrenatural aos  homens em todos os tempos.

Mais tarde na Babilônia o rei era considerado o representante divino na terra e as sacerdotisas seus veículos de informação, porquê sendo as matrizes da humanidade estavam a meio caminho entre o humano e o divino. O uso do termo “prostituição sagrada”, termo cunhado sob as idéias modernas de nossa sociedade (paternalista/patriarcal) deveria ser substituído por outro termo talvez “sexo sagrado”. Esse termo era usado por muitos maldosose preconceituosos para sacerdotizas que serviam aos templos sagrados e que invejosos ficavam tecendo definições erradas e malignas.

É possível que poseidon tenha sido herdado pelos gregos dos minoanos. Ele era a principal divindade dos iônios, que mais do que os outros gregos conservavam o sangue antigo. Réia era a divindade mais festejada na sua trindade- mãe-filha-velha ou jovem virgem- mãe e velha . Mas virgem aqui tem a conotação de não casada .Virgem como aspecto físico é algo recente.

Interessante em uma história de poder e conquista é que Sargon conta que era filho de uma sacerdotisa (elas eram proibidas de terem filhos e costumavam ser filhas de famílias abastadas e importantes.

Enheduanna, a filha do rei Sargon da Acádia (também chamado de rei Ágade) era uma sacerdotisa do deus lua (Sin) assim como tinha sido a mãe dele. Depois da morte de seu pai, um outro regente de Ur removeu-a do seu cargo de alta sacerdotisa e ela se expressa assim:

-“Minha ”bela boca” conhece só confusão”. Esta afirmação expressa que ela já não podia pronunciar o oráculo com perfeição por ter perdido o poder e a inspiração para fazê-lo.

A ciência da “adivinhação” ocupava um lugar privilegiado no universo intelectual dos mesopotâmios e paralelamente com esta “ciência” havia realizações importantes na matemática, como o de um símbolo para o zero. O acadiano é uma língua falada semelhante ao árabe moderno e ao hebraico, aqui se encontra a resposta porque a mitologia deles se mescla á dos hebreus. Combinava esta visão mágica e profunda e abrangente do mundo com um sólido senso comum. A arte e a ciência mesopotâmicas refletem perspectivas dualistas mágico-pragmáticas. Sua ciência combinava conhecimentos objetivos com rituais mágicos como no caso típico da astrologia, que associava observações astronômicas exatas com o calendário lunar de 12 meses e 30 dias e um mês intercalado a intervalos regulares com o pensamento mágico.

E assim admite-se com freqüência que as deidades femininas são mias antigas que as masculinas na mesopotâmia. Prega-se nas pesquisas misticas que o culto feminino como força criadora aquática, com ligações fortes com o mundo subterrâneo pode antedatar o de Ea -Enki. A água também é relacionada á sabedoria e á magia.

Ishtar – deusa irmã do deus lua Sin - (cidade Uruk) -é estrela Vênus, /amor e guerra, tem arma e leão. Innanna - (Uruk) um conto afirma que Enki guarda o “me” consigo. Innanna deseja tomar o me para si e foi até Enki. Ao recebê-la num banquete enbebeda-se com cerveja e a deusa parte com os atributos. “me” é um termo para designar as formas de comportamento social, leis, instituições, realeza, funções sacerdotais, ofícios , a música, relações sexuais, a prostituição,a velhice, a justiça, a paz, a calúnia, o perjúrio, as artes dos escribas, a inteligência e todo tipo de emoções e símbolos de carga emocional que serviam para regular o funcionamento do mundo.

Gula – deusa da cura e patrona dos doutores – representada como uma mulher sentada (ou de pé) com seu cão e estrelas atrás dela. Ninhursag – deusa sumeriana chamada de mãe dos deuses – é importante, mas já não aparece nas mitologias posteriores. Representada com um touro. Nisaba – a deusa conectada com grãos e a escrita

Nabu – deus escriba e patrono da escrita, seu animal é o dragão. Nanna – deus lua (Eridu). Lama – deusa invocada para proteção, veste roupa longa, está como em oração (e aparenta ser uma velha). Shamash – (cidade Sippar), deus do sol e justiça, seu animal é o cavalo e aparece atravessando o céu. Ea - (cidade de Eridu), deus da sabedoria, seu símbolo é o peixe-cabra. Sin - (cidade Ur), deus da lua crescente e representado nas costas de um touro á noite.

Com o advento de Marduk percebo o primeiro, ou mais forte sinal de resistência á divisão de tarefas divinas. Marduk é um mito recente, assim como a sociedade-estado/ ou cidade-estado. também os deuses ficavam á disposição dos governantes, caíssem nas suas graças ou nas suas necessidades era o tal deus /deusa que teria as honras da casa real.

Estes deuses dividem funções iguais para feminino–masculino da época primeva até uma certa data das dinastias, depois tantos os egípcios, quanto os mitos sumerianos principiam uma geração masculina com Marduk, assim como nos mitos gregos Saturnos e Júpiter o fazem e no mito Hebreu o faz Jeovah e no mito egípcio Hórus (...) E reis e faraós seriam sucessores/ representantes na terra do deus. Eridu estava estritamente ligada á Ur. Algumas cidades funcionavam como cidades gêmeas, uma como o centro simbólico e religioso, a outra como os bairros administrativos e residenciais. Percebemos uma dualidade: assim como na mitologia egípcia também ocorrem os deuses aos pares , mas muito mais harmônicos do que nos mitos gregos.

E assim em qualquer cultura, crença, mito ou região, a dualidade é interessante, importante e verdadeira. Engana-se aquele que se diz filho de um  unico orixá. Na verdade todos temos pai e mãe de cabeça. E ainda mais, temos a regencia de varios outros orixás, cada um como ministro de odús que controlam nossa vida, carma e destino, com finalidades e funções especificas. 

Viva importancia, forma sagrada e abençoada da mulher! Parabens a todas as mamães do mundo todo!

Carlinhos Lima

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Feminino e Masculino - Positivo e Negativo

Todos os graus nas vibrações cosmicas são classificadas como negativas e ou como positivas. A partir da compreesão desse mistério intra-planetário então podemos discorrer sobre o mistério Pombagira Mirim pois assim como essa Matriz Divina gera Exu Mirim, também gera um ser feminino em tudo análogo a ele (em poderes e mistérios) e que também se manifesta na Umbanda quando lhe é possível ou permitido, sendo muito comum elas se apresentarem como Pombagiras Meninas. Em outros casos, apresentam- se como Pombagira Mariazinha (diminutivo de Maria Molambo ou Padilha), etc.. Ou simplesmente como Pombagira Menina!

Num médium só se apresentará um Exu Mirim e a Pombagira Mirim será passiva (não incorporante). Já em uma médium tanto pode incorporar o Exu Mirim quanto a Pombagira Mirim, mas nunca os dois serão ativos e, ou será ele ou será ela que sempre incorporará e trabalhará nas giras de atendimento ao público.

Mas isso não quer dizer que não possa incorporar esporadicamente tanto o exu quanto a Pombagira Mirim em uma gira fechada (não aberta ao publico). A oferenda para elas, é igual às das Pombagiras adultas. Este assunto é muito extenso e há muito mais sobre elas, mas futuramente mais trabalhos trarei. O fato é que existe toda uma Dimensão da Vida localizada a sete graus à esquerda da Dimensão Humana da Vida, escala essa que é horizontal e cada um dos seus graus contem todo um universo em si mesmo, dentro do qual desemboca toda uma Realidade Divina que começa no interior de Deus, dentro de uma de suas Matrizes Geradoras de Vidas, vidas essas que são geradas aos pares (masculino e feminino).

Nas linhas da direita acontece a mesma bipolarização mas são menos visíveis, até porque quando o caboclo é ativo e (incorporante) a cabocla é passiva (não incorporante) ou seu nome simbólico é diferente do dele, fato esse que dificulta a identificação dos pares de guias da direita.

Pai João do Congo forma par com Mãe ou Vovó Maria Conga.

Pai João do Cruzeiro forma par com Mãe Maria das Almas.

Pai João de Angola forma par com Vovó Maria do Rosario. Etc..

Caboclo das Matas-Cabocla Jurema.

Caboclo Pena Branca-Cabocla Guaraciara.

Caboclo Sete Ondas-Cabocla Yara. Etc..

Todos os mistérios da Criação divina sempre mostram-se aos pares ainda que nem sempre isso nos seja visível porque desconhecemos quase tudo sobre eles.

No caso de algumas linhas isso já esta se mostrando e nem nos damos conta do que esta tão visível.

Se não, então vejamos:

Exu do Lodo-Pombagira do Lodo

Exu Veludo- Pombagira Veludo

Exu co Cemiterio- Pombagira do Cemiterio

Exu Sete Encruzilhadas- Pombagira Sete Encruzilhadas

Exu Sete Capas- Pombagira Sete Véus

Exu Cigano- Pombagira Cigana

Exu das Matas- Pombagira das Matas

Exu das Sete Praias- Pombagira das Sete Praias

Exu Navalha- Pombagira Navalha

Exu João Caveira- Pombagira Rosa Caveira, etc..

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Marcadores

magia (377) astrologia (336) signos (249) espiritualidade (206) Umbanda (178) amor (172) umbanda astrológica (146) orixá (143) UMBANDA ASTROLOGICA (136) mulher (129) CONCEITOS (117) religião (95) signo (95) anjos (74) candomblé (69) comportamento (67) mediunidade (50) 2016 (45) horóscopo (45) espaço (44) esoterismo (41) anjo (37) arcanos (37) magia sexual (35) oxum (35) Ogum (34) sexualidade (32) ancestrais (30) 2017 (28) oxumaré (28) estudos (27) fé religião (27) iemanjá (26) Yorimá (12)