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Os Orixás regentes de 2027

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sábado, 20 de agosto de 2022

O feminino no Tarô e o portal da Sacerdotisa!


A Papisa forma um quartenário, com a Imperatriz, o Imperador e o Papa, posteriormente denominado de Hierofante. Quando ela não é substituída , por um assunto completamente diferente, é denominada de La Papess (Papa feminino) , la Papessa em italiano e La Papesse em francês .

No tempo da Contra-Reforma, as autoridades da igreja se irritaram e tanto o Papa, como a Sacerdotisa eram considerados assuntos impróprios para permanecerem estampados em cartas de jogatina. Esta é provavelmente a mais enigmática carta do tarô e a mais difícil de analisar do ponto de vista histórico.

Nos tarôs mais antigos você não vai encontrar a lua crescente e nem os dois pilares brancos e pretos. As imagens mostram um véu pendurado atrás dela, o livro no colo e a tríplice coroa do papado. Em outros tarôs ela tem a chave papal em vez do livro. Todos esses símbolos, exceto o véu que pode ser meramente decorativo, são símbolos do papado e pode ser muito bem mostrada como um papa do sexo masculino. Há uma simetria agradável: dois governantes seculares, dois eclesiásticos, dois homens e duas mulheres. Os gugliomitas acreditavam que o mundo entraria numa nova era e que esta seria anunciada pelo Espírito Santo em forma feminina. Elegeram como um de seus membros a irmã Manfreda como papa. Manfreda tinha relação com a família Visconti que governou Milão e encomendou as cartas de tarô que chegaram até nós atualmente.

A dificuldade com essa idéia é que ela parece sectária. O tarô não era apenas popular em Milão, mas, em toda Itália, França e Suíça. Os símbolos do tarô são de propriedade comum da cultura européia, o que representa que eram universalmente compreendidos como as camadas sociais da época e os princípios cósmicos da mesma. A carta da Papisa do Tarô Visconti para mim é uma das mais assombrosas. Suas vestes são de uma freira, mas, ela veste a coroa papal. Sua expressão é serena, enigmática e pensativa e a inclinação da cabeça é uma reminiscência da Madona. Pode ser que o inventor do tarô se simpatizasse com esta seita e fez uma referência a parte feminina de Deus.

A face feminina da religião reapareceu na adoração popular da Virgem Maria, que agora, mais do que Jesus, tornou-se a mediadora através do qual os oprimidos possam comungar com Deus.. A Papisa do tarô não é a Virgem Maria, são substratos da mente humana como válvulas de escape já que as instituições eram hierárquicas e só prezavam os homens. O rosto feminino da religião tem uma permanência que persiste por muitas manifestações .High Priestess é realmente um nome muito apropriado para esta lamina, eu acho que, mesmo a partir de uma perspectiva histórica. É uma pena, porém, que o título análogo para o trunfo V, "Sumo Sacerdote", ficou perdido em algum lugar ao longo do caminho.

Para os gnósticos a polaridade macho – fêmea eram o símbolo para outras dualidades : o corpo e o espírito, a humanidade e Deus, a escuridão e a luz. Os escritores modernos, muitas vezes fazem o contraste com a Sacerdotisa e o Mago, uma vez, que rompem o paralelismo que foi incorporado inicialmente ao sistema do tarô. Na Umbanda Astrológica a Papisa representa Iemanjá, mas, também dependendo da configuração pode ser Oxum.
 
 
 

sábado, 29 de junho de 2013

Sexo, Amor e Magia - o poder feminino que há em você


Oxum é sensível e compassível. O abèbè eléiye mostra sua ligação com as Ìyámi's Òsòròngà's (Mães feiticeiras). Oxum controla as águas dos rios, cachoeiras e nascentes Seu número é o 5 (Odù Òsé – fecundidade). Sua saudação é: "Òré Yeye Ofyderìman!"

Oxum é representada pelo o abèbè eléiye (leque com pássaro). Dia: sábado, ótimo para magias. A Senhora da sedução te deixará emotivo e contente. Ajudara nas paixões e família. Cuidado excessos alimentares.
A força feminina, revelada pelo Axé de Oxum, num portal de Câncer, como sombra de Gêmeos, aponta aos geminianos, a ação da Pomba Gira senhora Maria Rosa da Praia, diz a estes nativos que o momento é de reorientar ou reorganizar sua vida sexual, financeira e emocional. É momento de passar uma borracha no passado, limpar a mente e esquecer envolvimentos desastrosos. É hora de se sentir firme, autoconfiante e se direcionar a plenitude, filtrando os contados, as amizades e evitando aqueles que só trazem energias depressivas. Chega das relações cansativas, dos aproveitadores que só querem tirar proveito e nunca somar. É hora de demonstrar o real valor pra todos em volta, subir, avançar, prosperar e mostra toda especialidade de seu ser. Essas configurações mostram que as fraquezas estão afloradas, os medos, receios, as sombras da alma e que por isso mesmo, não se deve abater-se em sentimento, pensamento ou magos. É sim hora de focar no positivo, num desejo vivificador e frisar sempre naquilo que te faz bem - o Foco é amor e paz! Namasté...
O amor arde sem esperarmos, queima profundamente sem nos matar, como se fosse algo nuclear, inerente ao nosso ser. Chega sem avisar e mexe com toda nossa estrutura. Sem amor não vivemos e sem quem amamos sofremos. O amor é primordial, sem amor, os seres são apenas selvagens e irracionais...
A partir do momento que os Orixas andaram na terra, já previu-se os problemas que ainda carregam o deboche irresponsável e atitudes sexuais dos indivíduos humanos. Há referências às consequências que causam doenças sexualmente transmissíveis em vários odua e palavras do sistema orunmilá.

Entre Oduns são:. Okana, EYI Oko, Ogunda, Ojuani, Osa, Oséias, Iroso, Odi, Obara e outros Entre os dizeres são:
- O chamado a morte, constata. armadilhas-doenças no sangue.
- A doença é causada pelo sangue. A cura que é impossível. infectados Viceras sangue.

E sabemos que os sacerdotes, especialmente os de Ossaím, tem de ajudar os nossos irmãos e irmãs que estão doentes e aqueles que estão em risco de ficar doente de um comportamento negligente quando a privacidade do casal ou da pessoa vira apenas uma vida de atos libidinosos sem atenção a saúde, fisica, espiritual e psiquica. Quem carrega um odú de doença e morte pelo sexo, deve ter os cuidados redobrados. Diante tudo, devemos aceitar a diversidade de seleção sexual, para evitar danos resultantes negativo ou discriminatório a ajudar os outros.

Um sacerdote experiente pode ajudar de forma mais eficaz. Precisamos saber, no entano, que os serviços médicos são prestados, onde eles estão localizados, como para orientar as pessoas que se aproximam ou nos vemos esses problemas, quais são as doenças mais comuns e como eles são transmitidos e manifestas, que são a mais letal para a vida humana, como evitá-los, o uso adequado de proteção, como a camisinha, que condições favorecem a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, como curar, quais os tratamentos continuam, etc também precisa abrir os olhos de nossos irmãos e irmãs para ver o perigo que já está diante de seus olhos. A proibição da Igreja Católica, quanto a camisinha, não deve ser levada em conta, pois eles se baseiam em trechos de livros antigos, das religiões abramicas e que não são mais atuais.

Devemos sensibilizá-los para não ter atitudes de risco. Agora, o que fazer quando sabemos que um membro de nossa família está infectado com o vírus HIV que causa a AIDS? saber que essas pessoas têm muito baixa auto-estima e que isso leva morte mais rápido, porque ele não levou o amor da vida que é o mais apreciado sendo dado Oloddumare. Devemos mostrar que eles têm o apoio de todos os seus irmãos e irmãs, e eles não estão sozinhos nessa contingência como desfavorável. Devemos convencer, convenceu-se de que a vida vale a pena viver bem até o último momento de nossa existência, como demos Oloddumare para nós para desfrutar de sua criação e por nós para ajudar os outros de acordo com as nossas capacidades e potencialidades.

Nós não devemos discriminá-los ou rejeitá-los por estar doente. Isso requer saber bem as vias de transmissão desta doença tão terrível e explicar que atitude tomar. que podemos alcançar com os nossos irmãos e irmãs? O mais difícil. A mudança de atitude. Poucos, na verdade, até mesmo, tentar mudar o seu comportamento.

E, o sacerdote deve influenciar positivamente seu afilhado. sistematicidade da mensagem dada às pessoas que vêm até ele, e a confiança que depositam na reunião, servirá para orientá-los de forma produtiva. Embora pareça incrível, algumas pessoas têm grande desinformação e ignorância sobre DSTs e são irresponsáveis com suas vidas inconscientemente, eles negam o risco e não têm percepção.

Eles têm relações sexuais desprotegidas com o perigo habitual mortalmente doente. E a melhor ferramenta é o sacerdote, com o conhecimento de como trabalhar em conjunto para aumentar a motivação para mudar o comportamento sexual arriscado. Durante as conversações, que muitas vezes tem a madrinha padrinho / para seus afilhados e irmãos religiosos nos templos, você pode falar e promover o máximo possível troca. Então, todo mundo ganha em clareza.

O patrocinador deve conhecer a linguagem correta e liderar pelo exemplo. Acreditamos que, se todas as igrejas, ramos e famílias religiosas Osha Ifa propor uma cruzada pela vida e contra doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV, poderíamos colocar um efetivamente conter esses males entre nossos irmãos religiosos, em toda a nossa gama.
O mar e os oceanos é o inconsciente da Terra, de Gaia! E assim como o mar, nosso inconsciente, quando está revolto, transmite ao nosso consciente, desconforto emocional, psíquico e espiritual. E Iemanjá é como entidade (orixá), uma chave uma força e um poder gerador muito grande, pela qual seus filhos, meditam, buscam sua força e apaziguam seu ser. Com o poder mântrico direcionado a Iemanjá, o médium dotado de forças aquáticas, expande sua mente e repele as energias negativas. Na verdade o canto de Iemanjá e das sereias, ou a bela voz de Janaína em meio ao Amazonas, é para repelir os maus espíritos, ativar as memórias de vidas passadas e lembrar aos seres vivos que eles estão neste mundo, mas, que devem buscar um reino mais cheio de luz, que é o Orum. E se o canto de Janaína e das sereias adormecem ou hipnotizam, é porque todo corpo fica anestesiado, desligando o homem da materialidade, do apego a vida enfadonha e fadada a morte. Porém tem muitos filhos dessas vibrações finas, leves e totalmente astro-psíquicas, que não compreendem a leveza dessa vibração e partem pra descontroles. Muitos passam pro campo da esquizofrenia ou em meio a pavores enfiam a cara nas drogas, ai afastam as sereias e deixam as portas abertas aos demônios.

Então Iemanjá não protegeu esses indivíduos? Porque o Arcanjo Gabriel, não afastou os demônios? Porque o livre-arbítrio colocando em nossas mãos, como o bastão ou caduceu de Hermes, foi usado pra escolher os prazeres fantasiosos e destruidores, que muitos pensam que poderão num mero ou profundo engano controlar... Da mesma forma acontece com paixões que geram crimes passionais, ou luxurias embutidas em adultérios que geram loucuras, ódios e mortes. Tudo tem haver com uma conexão sombria de um inconsciente escuro a um consciente fraco...
Orixás: São esses tais livros, supostamente psicografados, que fazem a mistureba de catolicismo, espiritismo e romance, que vão propagando, ainda mais, o sincretismo, dogmatismo popular e fantasias. Assim são divulgadas afirmações, como se tivessem sido reveladas pelos orixás, quando muitas vezes partem apenas de mentes fantasiosas e sensacionalistas, como o monte de livro lançados sobre "Guardião disso", "Guardião Daquilo", "Cidade Disso", "Cidade Daquilo", "Ultimo Minuto" e até "Chips implantados na cabeça...". Pois bem, daí partem também afirmações como "o orixá de uma mulher será sempre feminino e de um homem sempre masculino...". E não! É? Claro que não! Tem homens filhos de Iemanjá, assim como tem mulheres filhas de Ogum, tem mulheres com Exu de Frente, como tem homens com Pomba giras de Frente... E assim por diante. Como eu já disse, temos um par primordial que comanda nossa cabeça, associando-se a um terceiro orixá que forma em nós a Trindade Formadora. Porém, em algumas pessoas, nem sempre o orixá da mesma natureza ou sexo é o comandante. Tudo parte da ancestralidade, do carma e de uma serei de fatores. Assim um indivíduo filho de Ogum com Oxum, tendo Oxum a maior potencia e mandando na cabeça dele, voltará seu poder de mexer com metais, para o campo beleza e da arte, manuseando muito bem uma tesoura, enquanto se ele tivesse Ogum mais forte, manusearia muito bem uma faca num açougue ou um bisturi num hospital. Tudo é uma questão de formação e código cósmico formador.

Na medida que uma mulher filha de Xangô com Iansã, tendo a Senhora dos Ventos mais forte, inclinará sua vida a defesa do feminismo ou causas que defendam a mulher, mas, também poderá ser advogada que trabalhe na defensoria pública e usar seu poder pra chegar até o cargo de tenente numa corporação. Enquanto se Xangô for o mais forte, ela poderá ser mais moderada, ser juíza, ser delegada, mas, com um poder mais de julgamento e nem tanto de ação... Tudo é uma questão de avaliação...
No século passado um sujeito chamado Freud analisou o mal estar na nossa civilização, que do princípio do prazer descamba para o desejo de morte e destruição. Parece que o horror perante a guerra total e totalitarismos nazi-fascista trouxe a nossa cultura para uma fase de regressão. É tudo infantilizado hoje, dos gostos, aos amores e ao sexo... E isso realmente está ocorrendo hoje. Tanto pelo fato de o Inconsciente Coletivo está sobremaneira carregado de energias confusas, pesadas e sombrias, quanto pelo motivo de o ser humano está sempre em busca de novas sensações, querer "sentir o barato", buscar o novo e experimentar o proibido. Isso tudo é o lado negro da nova Era de Aquário, portal oposto ao iluminado e emotivo Leão. Urano como senhor dessa nova Era traz bizarrices, assim busca-se experimentar o inconvencional ser menos tradicionalista, buscar quebrar leis, barreiras e desafiar o perigo. E o sexo como parte mais desafiadora da personalidade humana, pois sem ele a vida deixaria de existir, também foi contaminado por essa ideia de prazer com todor, de prazer com medo ou de prazer com transgressão. Isso explica o monte de casas sadomasoquistas, troca de casais, swing e cada vez mais pessoas com o nariz entupido de entorpecentes... É o demônio interno se manifestando, em conexão com o demonio sombrio do inconsciente coletivo e as asas negras de Asmodeu em pleno voo orgastico sobre as cabeças dos humanos, muito bem mostrado no portal 15 do Tarô e complementado no portal 13 também do tarô...
A força de Iemanjá e suas caboclas, guias e protetores da vibração das águas, é acima de tudo mental, mas, tem ligação direta com a espiritualidade, a qual é revelada pelo contato direto de entes hoje ausentes e também seres sagrados, afinal de contas, Iemanjá é a mãe de todos os orixás, representando também a parte feminina da criação... E a vibração de Iemanjá atua no plano da mente, é o poder psíquico do homem, mas, interligado ao plano espiritual. Por isso toda filha de Iemanjá é tão sensível e intuitiva... Porém um lado ruim pra quem tem essa vibração é que ao esta negativa ou atacada por magias externas, especialmente magias negras, essas pessoas, sofrem casamentos ruins e relações tensas no plano da afetividade...

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo, Pesquisador e Mago de Umbanda Astrológica.

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sábado, 7 de maio de 2011

O feminino, a menstruação e o sagrado


Os Índios da América do Sul dizem que toda humanidade foi feita de “sangue menstrual” no princípio. A mesma idéia prevalece na antiga Mesopotâmia, onde a Grande Deusa Ninhursag fez a raça humana de barro e impregnou-a com o “sangue da vida”. Sobre os nomes alternados de Mammetun ou Aruru a Grande, a Potter, ela ensinou as mulheres a formar bonecas de barro e untá-las com sangue menstrual como um encanto de concepção , um pedaço de mágica que “deu base” ao nome de ADAM, do feminino ADAMAH, que significa “barro sangüíneo” uma idéia que os estudiosos mais delicadamente traduziram para “terra vermelha”.

Os Africanos dizem que o sangue menstrual é um “coágulo que amolda-se em homem”, Aristóteles dizia o mesmo : a vida humana é feita do “coagulum”, segundo ensinam é o que liga, o que reúne, do sangue menstrual. Plínio chamava o sangue menstrual “a substância material da geração”, capaz de formar “um coágulo, o qual depois no processo do tempo rapidamente cresce e toma a forma de um corpo”. Esta primitiva noção da função pré-natal do sangue menstrual era ainda o pensamento das escolas médicas da Europa até o séc. 18 .

Vem das primeiras culturas humanas, o pensamento que a misteriosa magia da criação residia no sangue feminino em total e aparente harmonia com a LUA, e o qual era algumas vezes retido no útero para “coagular-se” em um bebê. Os homens olhavam este sangue com sagrado temor, como a essência da vida, inexplicavelmente liberado sem dor, totalmente estranho para a experiência masculina.

Idéias básicas sobre sangue menstrual vem da teoria Hindu de como a Grande Mãe criava, sua substância tornava-se espessa e formava um coalho ou coágulo, sólida matéria é produzida como uma “crosta”. Esta era a maneira como ela dava o nascimento ao cosmos, e as mulheres empregam o mesmo método em menor escala. De acordo com Daustenius. O fruto no útero é nutrido somente pelo sangue da mãe. A maior parte das palavras para menstruação também queria dizer algumas coisas como: incompreensível, sobrenatural, sagrado, espírito e divindade. Como a palavra Latina sacer (sacer, -cra, - crum : inviolável, venerado, que não pode ser tocado, sem ser manchado ou manchar). E assim antigas palavras árabes para “puro” e “impuro”,eram ambas aplicadas para sangue menstrual e somente para isto.

Os Maoris afirmavam explicitamente que as almas humanas são feitas de sangue menstrual , o qual quando retido no útero “assumia forma humana e crescia até tornar-se homem. E provavelmente remonta à era pré histórica quando houve uma mudança importante na tendência de nosso desenvolvimento cultural - de um modelo de parceria para um de dominação em todas as relações. E pesquisando essas questões que envolvem (o sangue e o sacrifício da vida) - comecei procurando informações sobre a LUA e o fator feminino. A história Bíblica de Adão foi plagiada de um mito da criação contado pelas mulheres mais antigas recontando a criação do “homem” do barro e do sangue da LUA. E a história da criação do Alcorão no qual Allah diz “ faça o homem de sangue fluído”. E apesar de isso não ser aceito hoje, na verdade eu também discordo, mas na Arábia pré- Islâmica , Allah era a Deusa da criação, Al-Lat.

A vida de muitos deuses dependiam do poder milagroso do sangue menstrual. Na Grécia era eufemisticamente chamado de “vinho vermelho sobrenatural” dado para os deuses pela Mãe Hera em sua forma virginal, como Hebe. A raiz dos mitos do Hinduísmo revela a natureza deste “vinho”. Para as cerimônias religiosas, os aborígines Australianos pintam suas pedras sagradas, churingas - amuletos -, e eles mesmos com vermelho ocre,declarando que isto era realmente sangue menstrual.

Houve um tempo todos os deuses reconheciam a supremacia da Grande Mãe, manifestando ela mesma como o espírito da criação ( Kali-Maya ).Ela “convidava-os para banhar-se do sangue menstrual do seu útero, beber dele; e os deuses em sagrada comunhão, beber da fonte da vida. E banhar-se nele, e serão secretamente abençoados para os céus)” Para este dia, as roupas mantidas com o sangue menstrual da Deusa eram grandiosamente agraciadas como encantamento da cura.

O deus Nórdico Thor por exemplo alcançou a terra mágica de encantamento e vida eterna por banhar-se em um rio cheio com o sangue menstrual das “mulheres gigantes” - que eram as Matriarcas Primais, “as Primeiras Poderosas” que governavam os deuses mais antigos antes que Odin trouxesse seus “Asiáticos” do leste. Odin adquiriu supremacia roubando e bebendo o “sábio sangue” do triplo caldeirão do útero da Mãe-Terra, a mesma deusa tripla conhecida como Kali-Maya no sudeste Asiático. O segredo esotérico dos deuses, era que eles tinham poderes místicos de longevidade, autoridade, e criatividade que vinham da mesma essência feminina.

O mito Indiano chamava o sagrado fluído Soma - em Grego, “o corpo”-, porquê a raíz da palavra oriental referia-se a uma mística substância do corpo. Soma foi objeto de um sagrado respeito e do qual as interpretações são muitas:Soma era produzida pela mistura, agitação do mar primal (o “oceano de sangue” de Kali ou ás vezes “o mar de leite”) Ou Soma foi segregado pela Lua-Vaca. Ou Soma foi carregado no “pote branco”( ventre) de Mohini a Feiticeira. Ou a fonte de Soma foi a LUA. Ou de Soma todos os deuses nasceram. Ou Soma era o nome secreto da Deusa Mãe e a parte ativa da “alma do mundo”.Soma era bebida por sacerdotes nas cerimônias sacrificiais e misturado com leite como um encantamento de cura; então não era leite. Soma foi especialmente reverenciado no “somvara”, Monday, o dia da LUA. Em uma cerimônia antiga chamada Soma-vati, mulheres da Maharashtra circundavam o sagrado símbolo do feminino, a árvore do figo, sempre que a LUA Nova caía numa segunda. O roubo de Odin do mágico sangue menstrual se deu paralelamente.

Os faraós egípcios se tornavam divinos pela ingestão “do sangue de Ísis”, a soma parecida a ambrósia chamada sa. O sinal hieroglífico disto era o mesmo que o sinal da vulva, um yonico laço como aquele do ankh, ou Cruz da Vida. Pintado de vermelho, este laço,curva, significa a genitália feminina e o Portão do Paraíso. Os amuletos enterrados com o morto especificamente oravam à Ísis para divinizar o defunto com seu sangue mágico.

Alguns mitos diziam que a Deusa sob o nome de Lakshmi, “Fortune” ou “Soberana”, deu Soma para Indra para torná-lo rei dos Deuses. A sua magia, poder, e curiosamente a capacidade feminina para a gravidez, veio da bebida mística de Lakshmi. Bebendo direto da Deusa, Indra se tornou como ela; o Monte do Paraíso com seus quatro rios, “muitas-cores” como os véus do arco-íris da Deusa, rico em gado e vegetação frutífera. Do sangue da Deusa veio a sua sabedoria. Similarmente, os gregos acreditavam que a sabedoria do homem ou deus foi centrada no seu sangue, o matéria da alma dada pela sua mãe.

Os reis Celtas se tornavam deuses por beber o “hidromel vermelho”. distribuído (preparado) pela Rainha Fada, Mab, cujo nome antigamente era Medhbh ou “hidromel”. Então ela deu uma bebida dela mesma, como Lakshmi. O nome Céltico deste fluído era “dergflaith”, que significa também “cerveja vermelha” ou “soberania vermelha” . Na Bretanha Céltica, ser manchado com vermelho significava ser escolhido pela Deusa como um rei.

O mesmo elixir da imortalidade recebia o nome de “amrita” na Pérsia. Algumas vezes era chamado o leite da Deusa Mãe, algumas vezes bebida fermentada, algumas vezes sangue sagrado.E sempre em associação com a LUA. O orvalho e chuva se tornava seiva vegetal, seiva se tornava o leite da vaca, e o leite então era convertido em sangue: - Amrita, água, seiva, leite e sangue representavam estados diferentes de um mesmo elixir. O vaso ou cálice deste fluído imortal é a LUA.

Os homens da igreja medieval insistiam que o vinho da comunhão bebido pelas bruxas era o sangue menstrual, e eles podem estar certos. O famosos mago Thomas Rhymer se uniu a um culto de feiticeiras sobre a tutela da Fada Rainha, que contou à ele que ela tinha “Uma garrafa de vinho púrpura aqui em meu colo, e convidou-o para a deitar sua cabeça no colo dela. Claret era a tradicional bebida dos reis e também um sinônimo para sangue; e literalmente significa “iluminação”. Havia um ditado, “O homem na LUA bebe claret”, uma conexão com a idéia de que o vinho representa sangue LUNAR.

A Bíblia também chama o sangue menstrual de flor ( Leviticus 15:24) , precursor da “fruta” do útero ( a criança). Assim como as flores misteriosamente contém nela um futuro fruto, assim o sangue uterino era a lua-flor supondo conter a alma de futuras gerações. Esta era a idéia central de um conceito matrilinear de um clã. A palavra Hebraica para sangue, dam, significa “mãe”ou “mulher” em outras línguas Indo-Européias (e.g. dam,damsel, madam, la dama, dame) e também “a menstruação” (damn) .

Em ambas as sociedades antigas do oeste e do leste, o sangue menstrual carrega a autoridade soberana do espírito porquê era o meio de transmissão da vida do clã ou tribo. Entre os Ashanti, meninas ainda são mais recompensadas que os meninos porque a menina é a portadora do “sangue” (mogya). Este conceito é claramente caracterizado na Índia, onde o sangue menstrual é conhecido como a flor de Kula ou o nectar de Kula, o qual tem uma íntima conexão com a vida da família. Quando uma garota menstrua a primeira vez, se diz ela ter “nascido para a Flor”. A correspondente palavra Inglesa flor, tem um importante significado literal de “aquilo que flui”, flower, flows.

Os sábios Chineses chamavam este suco vermelho de essência da Mãe-Terra, o princípio yin que dá vida para todas as coisas. Eles alegam que o Imperador Amarelo se tornou um deus por absorver o suco yin de cento e doze mulheres. A Grande Mãe Sumeriana representava sangue maternal e cavidade, nomes como Dam-kina e Damgalnunna. Do seu ventre fluíam os Quatro Rios do Paraíso, algumas vezes chamados rios de sangue o qual é a “vida” de todo corpo (carne). Damos ou “mãe-sangue” era a palavra para “povo” na matriarcal Micenas. Outro símbolo da antiguidade comum do rio-sangue da vida era o tapete vermelho, tradicionalmente o piso para reis sagrados, heróis e noivas.A religião Chinesa do Tao, “o Caminho”, ensinava doutrinas Tântricas suplantadas pelo Confucionismo ascético-patriarcal. Taoístas dizem que um homem pode se tornar imortal ( ou uma vida longa) absorvendo sangue menstrual, chamado o suco vermelho yin, do Portão Misterioso da mulher, de outro modo conhecida como a Gruta do Tigre Branco, símbolo da energia feminina de dar-vida. Seu primogênito, o Salvador, era Damu, a “criança de sangue”.

Um mito Chinês diz que a Deusa -Lua Chang-O, que controlava a menstruação, foi ofendida pelo marido por causa do ciúme de seus poderes.Ela deixou seu marido, que brigava com ela por que ela possuía todo elixir da imortalidade, e ele não tinha nada, e ele estava ressentido. Ela deu as costas á ele e foi morar na LUA para sempre, do mesmo modo que Lilith deixou Adão para viver por conta própria no “Mar Vermelho”. Chang-O proibia os homens de assistir o festival Chinês da LUA, o qual era celebrado somente por mulheres, na LUA cheia do equinócio outonal.

A Deusa Inglesa das flores era Blodeuwedd, uma forma da Tripla Deusa em associação com os sacrifícios dos antigos reis. A lenda de Welsh diz que todo o corpo dela era feito de flores - como nenhum corpo era - , em acordo com a antiga teoria da formação do corpo a partir do sangue da “flor”. O nome dela sugere o casamento do sangue, e o mito fez dela a esposa de muitos heróis assassinados, recordando a velha idéia que o sangue divino da Deusa tinha de ser periódicamente renovado pelo sacrifício humano. Romances medievais e o movimento do amor cortês, depois narrado por cultos de bruxas, foram fortemente influenciadas pela tradição Tântrica, na qual o sangue menstrual era de fato o vinho de poetas e sábios. Isto é ainda especificado no Rito da Mão Esquerda do Tantra onde a sacerdotisa personificando a Deusa precisava estar menstruando, e após o contato com ela o homem pode executar ritos que farão dele “um grande poeta, um Senhor do Mundo” que viaja nas costas de um elefante como um rajah.

Nas histórias contadas sobre os mitos dos orixás também temos uma muito interessante sobre Oxum, que fala da menstruação, do nojo que Oxalá sentia do sangue menstrual e de como Oxum usou a inteligência para não ser excluida da roda dos orixás.

É Oxum que toma conta do sangue menstrual e mostrou que este proclama a realidade do poder feminino, a possibilidade de gerar filhos. Não deve por isso, constituir nas mulheres vergonha e inferioridade, mas sim um grande motivo de orgulho. Oxum é a divindade do rio do mesmo nome que corre em Oxogbo, região da Nigéria. Generosa e digna, é a rainha de todos os rios e, por extensão, a dona das águas doces e cristalinas dos rios, lagoas, nascentes e cachoeiras. Na Natureza, seu grande poder, é então exercido sobre a água doce, que fertiliza o solo e sem a qual, a vida na terra não seria possível.

O ovo é o símbolo de gestação, que é essencialmente símbolo de fecundidade. Como tal, esta divindade é também o Orixá da fertilidade, a dona do grande poder feminino, que se manifesta na própria fecundação, na génese do novo ser. É a ela que se dirigem as mulheres que querem engravidar. Ninguém segura a água, só a criança no ventre da sua mãe, que é protegida e envolvida por Oxum. É sua responsabilidade zelar tanto pelos fetos em gestação, como pelas crianças recém-nascidas, até que estas aprendam a falar. Ela é a mãe de todas as crianças, seres inocentes, puros e sem maldade, protegendo-os desde o ventre até que adquiram independência, domínio sobre um idioma e personalidade própria, passando depois para os cuidados de Iemanjá.

Os ovos de páscoa, clássicos símbolos do útero da Deusa Eostre, eram tradicionalmente coloridos de vermelhos e colocado em covas para fortalecer o morto. Este hábito comum na Grécia e no sudeste da Rússia, pode remontar ás origens das covas Paleolíticas e as mobílias do funeral ornadas com ocre, para assemelhar-se com o útero da Mãe-Terra do qual o morto poderia “nascer novamente ”. Tumbas antigas em toda parte tem mostrado os ossos do morto cobertos por um vermelho ocre. Algumas vezes tudo na tumba, incluindo as paredes, tinham a cor vermelha.

A cor do sangue feminino sozinho era frequentemente considerado um potente encantamento. Os Maoris convertiam qualquer coisa em sagrada por colori-lá de vermelho e chamam a cor vermelha de sangue menstrual. Os Ilhéus de Andaman pensavam que a tinta cor vermelha era uma poderosa medicina, e pintavam pessoas doentes de vermelho em reforço á cura delas. Hottentots saudavam sua Deusa Mãe como a primeira “que tem o corpo pintado de vermelho” ela era divina porque numca derramou ou perdeu sangue menstrual. Algumas tribos Africanas acreditavam que o sangue menstrual sozinho, mantido em um pote coberto por nove meses, teria o poder de tornar-se um bebê.

considerava o vermelho uma cor sagrada associada com mulheres, sangue, potência sexual e poder criativo. O branco era a cor do homem, semem, influência negativa, passividade e morte. Esta era a idéia básica do Tantra da essência dos homens e mulheres: o princípio masculino era visto como “passivo”e “inerte-em repouso”; o princípio feminino como “ativo”e “criativo”, o reverso da posterior visão patriarcal.

Oxum foi considerada pelas lendas uma das figuras físicas mais belas do panteão mítico iorubano. Gosta de todas as riquezas materiais, e enfeites que possam torná-la numa mulher ainda mais graciosa e elegante: jóias, perfumes e vestimentas caras. O seu metal é o ouro ou cobre amarelo. Representa também o amor, em todas as dimensões que este sentimento abrange. Assim sendo, tudo o que simboliza esta divindade remete à ideia de maternidade, fertilidade, sensualidade, beleza e cuidado com as crianças. A sua busca de prazer implica sexo e também ausência de conflitos abertos, pois é dos poucos orixás iorubas que não gosta de guerra.

O seu poder está também presente, sempre que um filho-de-santo faz a sua iniciação na Umbanda ou no Candomblé. A iniciação é um nascimento espiritual, como tal, o poder da fecundidade tem de estar presente. Outro domínio deste orixá é a actividade sexual intensa e significativa e a sua sensualidade. Segundo dizem, foi a segunda mulher de Xangô, tendo vivido antes com Ogum, Orunmilá e Oxóssi, este último seu grande amor, do qual nasceu Lógun Edé.

É, principalmente nas cachoeiras, que Oxum recebe as comidas rituais votivas e os presentes dos filhos-de-santo. É recomendável fazer sacrifícios de cabras e oferecer-lhe pratos de mulukum: mistura de cebola, feijão-fradinho, sal e camarões; e de adun: farinha de milho misturado com mel de abelha e azeite doce. A sua dança lembra o comportamento de uma mulher que se abana graciosamente para fazer tilintar os seus braceletes de cobre, e que se contempla com satisfação ao espelho. Os seus símbolos são um leque dourado (ábebé) e a espada.

Místicos Gregos foram “renascidos” no rio Estige, por outro lado conhecido como Alpha, “O Princípio. Este rio fere sete vezes o interior da terra e emerge como um santuário yonico perto da cidade de Clitor (Grego Kleitoris) sagrada para a Grande Mãe . Estige era o fluxo sangüíneo da vagina da terra; suas águas foram acreditadas com o mesmo respeitoso poder que o sangue menstrual. Deuses Olímpicos juravam sua completa ligação pelas águas do Estige, como os homens na terra juravam pelo sangue de suas mães.

A devoção Tântrica do sangue menstrual se introduziu no mundo Greco-Romano antes da era Cristã e estava bem instalada no período Gnóstico. Estes devotos providos de “ágape” - “deleite de amor” ou “casamento espiritual” - praticado pelos Cristãos Gnósticos como os Ofitas. Outro nome para o “agape” era “synesaktism”, “O Caminho de Shaktism” significando o Tântrico culto à yoni. Synesaktism foi declarada heresia antes do século 7. Subseqüentemente o “deleite de amor” desapareceu, e as mulheres foram esquecidas da participarem diretamente na devoção Cristã de acordo com a regra de São Paulo (1 Timóteo 2: 11-12) .

A cerimônia de nascer-novamente da Austrália mostrou que os Aborígenes ligavam o renascimento com o sangue do útero. O cântico executado em Ankota, a “vulva da terra”, enfatizado na cor vermelha circundando o devoto. “Uma trilha reta está se abrindo diante de mim. Uma cavidade subterrânea está se abrindo diante de mim. Um profunda senda está se abrindo diante de mim. Vermelho eu sou como o coração da chama do fogo. Vermelha, também, é a cavidade na qual estou em repouso. Imagens como estas ajudam a explicar porque algumas das mais antigas imagens da Deusa, como Kurukulla no oriente e sua contraparte Cybele no ocidente, estão associadas com cavernas e a cor vermelha.

A morte simbólica e o renascimento tinham ligação com o batismo nas águas do Estige, como em muitos outros rios sagrados do mundo todo. O próprio Jesus foi batizado na versão Palestina do Estige, o rio Jordão. Quando um homem se banhava sete vezes neste rio “seu corpo se tornava novamente como o corpo de uma criança”.

Quando o sêmem, vazado pelo fogo da grande paixão, cai para o lotus da “mãe” e misturado com o elemento vermelho dela, ele conquista “a mandala convencional ( estilizada) do pensamento de encantamento” O resultado da mistura é saboreado pela união “pai-mãe (Yab-Yum), e quando eles alcançam a passagem eles podem gerar concretamente uma especial alegria, beatitude . . . a bodhicitta - o líquido resultante da união do sêmem e do sangue menstrual - é transferido para o yogi . . . Isso dá poderes a sua correspondentes místicas veias e centros concluir a função da linguagem do Buda . O termo “iniciação secreta” vem de experimentar a substância secreta.

Os Sufis , que praticam seus próprio tipo de Tantrismo, dizem que ruh era feminino e vermelho. Sua contraparte masculina sirr, “consciência”, era branco. Vermelho e branco as cores alternadas no Sufi halka ou círculo mágico, correspondendo ao Chakra Tântrico e chamado de “a unidade básica e o verdadeiro coração do Sufismo ativo” O rosário Árabe que alterna contas vermelhas e brancas tem o mesmo significado: homens e mulheres ao redor do círculo, como em muitas danças folclóricas Européias.Vermelho e branco são as cores que usam alternando mulheres e homens dançarinos no “círculo da fada” das feiticeiras da Irlanda pagã, onde a Deusa é reverênciada com o mesmo nome da mãe terra Tântrica, Tara.

Na linguagem oculta do Tantra, dois ingredientes do Grande Rito são sukra,semem, e rakta,sangue menstrual. A sacerdotisa que oficia tinha que estar menstruada então suas energias lunares eram em fluxo. Ela encorporava o poder de rakta, algumas vezes convertido rukh ou ruq, cognato do Hebraico ruach, “espírito” e do Árabe ruh, e ambos significam “espírito” e “cor vermelha”. Do princípio ao fim todo Tantra e crenças relacionadas a fusão do vermelho feminino e o branco masculino foi “uma simbólica conjunção profundamente importante”.

Homens e mulheres se alternam como no chakra Tântrico, dançam em direção contrária aos ponteiros do relógio ou à maneira da lua. As cores vermelha e branca “representam o mundo das fadas”. O mesmo “sangue mágico”que as fez líderes nos antigos sistemas de clãs fez delas objetos de medo para a nova fé patriarcal. Porque o sangue menstrual ocupava uma posição central nas teologias matriarcais, e era realmente sacer - terrívelmente sagrado-os ascéticos pensadores patriarcais demosntraram um medo histérico dele. As Leis de Manu dizem que se um homem se aproximar de uma mulher menstruada irá perder sua energia, sabedoria, visão, força e vitalidade.O Talmud diz que se uma mulher menstruada andar entre dois homens, um dos homens certamente irá morrer. Pela regras dos Brahmans o homem que tiver contato íntimo com uma mulher menstruada irá sofrer uma punição mais severa que a punição para os Brahmanicídio, que é o pior crime que a Brahman pode imaginar. Os mitos Védicos foram deignados para dar apoio á lei, assim como o mito de que Vishnu ousou copular com a Deusa Terra enquanto ela estava menstruada, e que por isto deu á luz monstros que quase destruiram o mundo.

Um dos segredos dividido pela mulher primordial e sua serpente era o segredo da menstruação. Persas afirmavam que a menstruação foi trazida para o mundo pela primeira mulher, que eles chamavam Jahi a Prostituta, uma desafiadora como Lilith, do Pai Celestial. Os Judeus emprestaram muitos detalhes destes mitos Persas. A tradição rabínica dizia que Eve começou a menstruar somente depois que ela copulou com a serpente no Éden, e Adam era ignorante de sexo até Eve ensiná-lo. Foi muito acreditado que o primeiro filho nascido de Eve,Caim, não foi gerado por Adam mas pela serpente. Crenças ligando serpentes com gravidez e menstruação apareceram através da Europa por muitos séculos. Chegando aos tempos modernos, camponeses alemães ainda pensavam que mulheres poderiam ser fecundadas por serpentes.

Assim como os primitivos atribuíam poderes benéficos para o sangue menstrual junto de seu temor á ele, camponeses medievais pensavam que ele poderia curar, alimentar, fertilizar. Alguns acreditavam que uma mulher menstruada poderia proteger uma colheita andando em torno do campo, ou expondo seus genitais á ele. Mulheres camponesas carregavam sementes para os campos, em trapos manchados com seu sangue menstrual: uma continuação do costume das sacerdotisas da fertilidade Eleusianas. Alguns doutores acreditavam que este sangue poderia curar leprosos, ou agir como um poderoso afrodisíaco .

Não é difícil de perceber como a mulher deixou de reconhecer em si mesma o princípio divino. Quanto ao touro tenho lido muitas referências sobre os planetas que estarão alinhados no signo de touro em maio, mas se a astrologia bebe em fontes mitológicas, não podemos ignorar: o mito da Deusa e do Touro, de Ísis e seus touros sagrados (Serapium), de Mitra (deus solar Persa) e seu touro sacrificial, do Minotauro ser híbrido gerado por uma humana e que também foi sacrificado, Zeus- touro e Europa. A astrologia designa o signo de touro como nutrição, sustento, bases econômicas, a mitologia se refere á isso e também á fertilidade e ao sangue sacrificial . Ciganos diziam que uma mulher pode ter o amor de qualquer homem com uma poção de seu próprio sangue menstrual. Como um mediador da reencarnação, este sangue era algumas vezes chamado como remédio para a própria morte. Romances foram associados a este universal cura-tudo como o “sangue de uma virgem nobre”, como uma sábia mulher revelou para Galahad.
Oxum é a Senhora da Beleza e da Bondade. Sua saudação, “Aiê iêu”, deriva do iorubá Oóre Yeye O (oóre, bondade; yeye, mãe; ou seja, Salve a Mãe da Bondade! ou Salve a Bondade da Mãe!) e podemos perceber aqui sua característica fundamental. Tem grande relação com todas as Orixás femininas enquanto Iabá, Grande Mãe.

Se diferencia, no entanto, pela sua atuação junto ao processo de gestação. Assim, enquanto Yemanjá seria a mãe que cria, Oxum seria a mãe que gera. O aparelho sexual feminino e a menstruação lhe são consagrados podendo ser considerada “a genitora por excelência, ligada particularmente à procriação e, nesse sentido, ela está associada à descendência no àiyé (nosso mundo). Ela é a patrona da gravidez. O desenvolvimento do feto é colocado sob sua proteção como o do bebê até que ele comece a “armazenar” conhecimentos e linguagem.” Nesse sentido é a regente de todo o processo de coroação do médium uma vez ser esse o momento de “nascimento” de seus Orixás de cabeça.

Oxum é a deusa da Beleza e da Fecundação. Acompanha toda a gravidez até antes do nascimento. Oxum transmite a suas filhas sua graça picante e é fácil reconhecê-las pelo charme e desenvoltura. Quase sempre têm boa aparência, são simpáticas, alegres, com um encanto peculiar. Oxum dota as suas filhas com uma formosa cabeleira, enquanto as filhas de Yemanjá têm tendência à queda de cabelo.

Carlinhos Lima - Pesquisas

sábado, 25 de dezembro de 2010

O poder sacerdotal

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Atualmente, muitos jovens trabalham nas casas como Ogãs, responsáveis pelos toques dos atabaques, e, em algumas ocasiões, como médium. Não consigo mais separar a religião da vida particular e da profissional. É uma coisa só, completa. Não importa qual é a religião e a doutrina que segue, o importante é respeitar todas, se encontrar, e praticar a caridade.

Acredito que a Umbanda deve ser também entendida e praticada dentro de seus princípios litúrgicos e para isso o Estudo se faz necessário. O médium deve ter consciência de seus deveres e responsabilidades perante a Umbanda e o Astral Superior, pois só assim ele sairá da condição de simples praticante, aquele que tem a Umbanda como um fenômeno de incorporação apenas, para uma a condição de um Ser religioso, ou seja um Sacerdote. Quando menciono a palavra Sacerdote, não me refiro aquele diploma que ficará pendurado na parede, mas sim aquele poder de cura que somente pessoas com auto-equilíbrio e total esclarecimento consegue ter e expressar ao próximo. Sacerdote é aquele que tem o dom de ensinar, que toca no coração das pessoas, ensinando coisas mesmo, quando não quer dizer nada. Sacerdote é aquele que traz o dom do Astral Superior e que tem a humildade na alma. Mas, não uma humildade de inferioridade, mas de misericordia.

Em Umbanda-Astrologica, observamos a posição de Netuno, por casa e por signo, os aspectos formados por ele como tambem a influencia através da Trindade e da relação dele com a casa 8 do Horoscopo. Mas, há muitos tipos de mestre e cada caso é um caso.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O poder feminino no Tarô

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Com as sucessivas invasões dos povos indo-europeus, e os hiéros gámos (uniões sagradas) entre seus deuses e a divindade suprema do matriarcado, surgiu o que pode ser chamado de departamentalização do feminino. Hera, o poder, está associada às palavras-chave imperatriz, regente, esposa, tradição, casamento, companheirismo, moralidade e matriarca.

Atená, a civilização, se relaciona com educação, cidade, cultura, carreira, profissão, competição e intelectualidade, sendo também a filha obsequiosa ou rebelde. Deméter, a mãe, por sua vez é o corpo como receptáculo, a senhora das plantas, a mãe-terra, tendo também como palavras-chave menstruação, gravidez, geração, amamentação, acalento e fertilidade.

Ártemis, a natureza, é a amazona, a xamanista, a caçadora, a amante dos ermos, a senhora das feras e a aventureira. Perséfone, o mundo avernal, assume os atributos da guia interior, ou seja, aquela que possui clarividência, poder psíquico e de cura, visões, sonhos, mediunidade, pureza, além da regência sobre o oculto, a morte e a transformação. E finalmente Afrodite, o eros, que carrega consigo a sexualidade, a sensualidade, o romance, a beleza e a paixão. Para ela o corpo é sagrado, sendo além da hetaira (a concubina), a patrocinadora das artes e a rainha dos salões.

Esta relação pode e deve ser aplicada ao Tarot, no qual estão contidos tais arquétipos. Em se fazendo isto, o entendimento das referidas cartas torna-se muito fácil, proporcionando ao profissional ou estudante uma abertura de horizontes sem precedentes.

A Imperatriz, por exemplo, abrange em si as características de três deusas, sendo com isso a que mais se aproxima do arquétipo Grande Mãe. No "Tarô Mitológico", de Liz Greene e Juliet Sharman-Burke, ela é Deméter, a terra cultivada. Sendo assim, aparece grávida e colhendo espigas maduras de trigo. Waite, no seu polêmico porém brilhante baralho, associa o Arcano III à deusa latina Vênus (que possui os mesmos atributos de Afrodite) no qual a mesma se encontra confortavelmente esparramada em grandes almofadas, em meio a uma luxuriante paisagem (o glifo do planeta Vênus está gravado no escudo a seu lado, atestando tal relação). A Imperatriz, contudo, também traz o arquétipo esposa, ou seja, a deusa Hera, já que é a companheira do Imperador.

Sacerdotisa, A Lua e A Estrela estão relacionadas à Perséfone, a senhora das profundezas (no Arcano II do "Tarô Mitológico", a esposa de Plutão desce as escadas do mundo avernal), que além de conhecer o lado sombrio e oculto do ser, permanece pura tal qual o Arcano XVII. A chave da associação entre A Estrela e Perséfone está no fato dessa divindade atuar como ponte entre o Hades e a Terra, pois é a semente que morre e renasce. Com isso, a deusa incute nos homens a esperança e a fé na continuidade, através das sucessivas reencarnações representadas pelos ciclos da vegetação (essa idéia tornou-se o tema central da religião d'Os Mistérios de Elêusis, que por sua vez acabou por originar a teoria reencarnacionista).

A Justiça é sem sombra de dúvidas Palas Atená, a deusa racional, nascida das meninges de Zeus (a espada e a balança, símbolos da mente, confirmam com segurança esta associação), como pode ser visto, mais uma vez, no Tarô Mitológico. A filha do senhor do Olimpo é a divindade das pólis, atuando como mediadora e estrategista.

Por fim, A Força evoca Ártemis, a senhora das feras. Crowley, no seu Tarot de Thoth representa este arquétipo através de uma figura feminina (a mulher escarlate do Apocalipse para alguns) cavalgando um leão que possui inúmeras faces e uma serpente como cauda. A referida personagem também segura um cálice (o Graal) do qual saem energias tanto prolíficas quanto aniquiladoras. Provavelmente o grande mago se inspirou numa miniatura hindu do século XVII ou XVIII, intitulada "Deusa sobre Leão Cósmico", já que os mesmos símbolos estão na referida carta. Em sua grande maioria, os Tarots apresentam no Arcano XI (ou VIII), uma jovem dominando um leão. O controle sobre o animal, o lado instintivo do ser, representa a antiga característica da Grande Mãe que está associado tanto ao ato de criar quanto ao ato de destruir. Esta lâmina, portanto, nos conecta também a outras deusas lunares com os mesmos atributos da irmã de Apolo, tais como Lilith, Káli e Diana, só para citar algumas.

Não se pode, no entanto, deixar de mencionar A Temperança. Esse arquétipo, representado por um anjo na maioria dos baralhos, surge nos Tarots de Crowley e da Golden Dawn como uma mulher. Tal fato estaria ligado à letra hebraica associada ao Arcano: Samekh, que significa esteio, ou seja, proteção, útero (que no Tarot de Thoth é o caldeirão no qual a figura lança o fogo e a água, ou ainda, o espermatozóide e o óvulo). Essa idéia, portanto, nos atira mais uma vez em direção à Grande Mãe. O lado Ártemis também se encontra na lâmina, pois à mesma foi relacionado o signo de Sagitário (Ártemis é a deusa da caça, portanto exímia arqueira).

Toda mulher possui esses arquétipos inseridos em sua psique, sendo que um deles (ou mais de um) pode estar evidenciado, ao mesmo tempo em que outro (ou outros) está reprimido. Enfim, as situações são inúmeras, dependendo da pessoa. Cada um desses modelos-padrão pode também se constelar à medida em que a mesma evolui ao longo da vida. A mulher, portanto, deve procurar se conscientizar do arquétipo ou arquétipos que são vivenciados a nível exterior, e os que possam estar inconscientes ou mal resolvidos, afim de uma maior integração consigo mesma e com a própria vida. O mesmo vale para o homem no que diz respeito à companheira ideal, ou melhor, à anima.

Se o ser humano aprender a controlar esse poder de todo simbolismo do tarô, ele será capaz de controlar grandes energias, psiquicas e grandes disturbios seriam dissipados. Muitos sentem bloqueios, por não ter noção do poder que tem. Além do mais, as pessoas, teimam em aceitar que varios arquetipos não vibram dentro delas. Só que existe sim, e tem arquetipos bons e ruins, falsos e verdadeiros. Assim nossa evolução passa pela busca de seleção desses arquetipos. Quem consegue isso, terá em mãos grande poder. Você que tem a sede de conhecimento, comece investigando seu proprio Eu. Porque dominando o microcosmo, poderemos nos harmonizar melhor com o Macrocosmo, mais facilmente.
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Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.
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