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domingo, 18 de setembro de 2011

Orumilá Ifá e os orixás de Esquerda - Exu e Pombagira


Os Orixás são arquétipos, são manifestações dos atributos de Deus, sendo representados simbolicamente por figuras humanas. Nesse sentido, são personificações destes mesmos atributos e qualidades divinas. Cada um dos Orixás representa as principais qualidades do divino, expressos de diversas formas.

Tudo aquilo que é transcendente e profundo, não consegue se encaixar em definições rígidas e inflexíveis. O próprio termo “definição” significa, entre outras coisas, “dar fim”. É difícil imaginar que algo muito elevado possa facilmente encerrar-se dentro de limites próprios do nosso entendimento humano. Os espíritos podem evoluir através de cada um desses raios, dessas vibrações primordiais. Ou seja, cada um de nós pode evoluir através de um Orixá e se tornar a manifestação desse Orixá no plano objetivo. Por isso, podemos dizer que os Orixás também são espíritos muito evoluídos, pois cada espírito cresce e se desenvolve a partir dos atributos divinos contidos em cada Orixá, que é uma emanação direta de Deus.

Orixá é uma energia básica e fundamental do Universo e os espíritos podem evoluir a partir dessa energia, pois ela é uma emanação direta de Deus. Assim, existem varios caminhos básicos para se atingir Deus, representados pelos Orixás. Quando um espírito evolui, ele pode crescer a partir da Vibração de um dos Orixás. O que ocorre, é que existem espíritos que evoluem através de um desses “raios”. Cada um dos Orixás representa um raio que está ligado a um centro primordial de vibração, ligado a Deus.

Na verdade, Deus é um só, mas são múltiplas as suas formas de manifestação. É como se Deus fosse a luz branca e os Orixás fossem as cores, que se irradiaram a partir do branco. Cada Orixá está ligado a um “tipo primordial”, que também corresponde a um nível de consciência. Ou seja, Orixás são as vibrações primordiais do Cósmico que nascem quando Deus se manifesta no Plano Objetivo e Manifesto. Os cultos de Tradição Africana não são muito afeitos a definições, teorias ou sistemáticas. São práticas muito vivenciais, que dispensam o intelecto e o retiram de seu lugar criterioso e interventivo para que o interior da alma possa desabrochar em sua forma original e natural.

De qualquer forma, a idéia de “força” já se afasta da concepção de Orixá como sendo uma personalidade, um indivíduo, um ser, algo que nos recorda o pensamento animista que tomou conta das religiões antigas. Então, a melhor noção para a “força natural”, que controla os processos da manifestação da vida em todos os níveis seria uma conjunção entre um reservatório de energia onde situa-se uma forma de consciência em seu centro, com capacidade de regular as atividades naturais e permitir o equilíbrio do funcionamento da natureza.

E assim existem orixás intermediários entre os homens e o panteão africano que não são considerados deuses, são considerados “ancestrais divinizados após à morte”. Assim sendo, quando dizemos que adoramos Deuses, nós referimo-nos a adorar as forças da natureza, forças essas pertencentes á criação do grande Pai chamado Olorum “Senhor do Céu” (Deus Supremo).

Estão divididos em orixás da classe dos Irun Imole, e dos Ebora da classe dos Igbá Imole, e destes surgem os orixás Funfun (brancos, que vestem branco, como Oxalá e Orunmilá), e os orixás Dudu (pretos, que vestem outras cores. Os orixás são guardiões dos elementos da natureza e representam todos os seus domínios no aye (a realidade física em que os humanos estão inseridos segundo a tradição iorubá).

O panteão dos Orixás não é mais do que a junção das energias de todo os elementos da natureza, e cada elemento da natureza é representado por um Orixá. Aprendemos a sentir e a manipular essas energias individualmente através de cada Orixá. A grande maioria das nações africanas, anteriores à era cristã, conheciam a existência de Olorum como o grande criador, o Ser Fundamental. Olorum “é o Todo”. E o todo, é a natureza e os seus integrantes, (animais, vegetais, minerais, planetas, etc.).

Aprendemos a sentir e a manipular essas energias individualmente através de cada Orixá. Os filhos nascidos sobre a influência do Orixá detêm mais energia do seu Orixá influente que os filhos de outros Orixás. Exemplo: os filhos de Obaluaye possuem mais energia voltada para as curas de doenças do que os filhos de Oxum que possuem por sua vez mais energia voltada aos sentimentos ligados ao amor. Quanto maior for o nosso contacto com a natureza, maior será o desenvolvimento, a energia, o ashé e, portanto, maior será o elo de ligação com os Orixás, aproximando-nos mais de Olorum (deus criador/construtor de todo o universo).

Durante a sua estadia na Terra, os Orixás tiveram muitas aventuras fantásticas, devido à sua força sobre os elementos da natureza. Muitas das suas façanhas e ensinamentos são citadas em lendas. Após a sua passagem pela Terra, os Orixás de predominância recolheram-se no Orum, de onde têm como função auxiliar os seus semelhantes na Terra – a humanidade – em busca da evolução e da comunhão universal. Muitas das suas façanhas e ensinamentos são citadas em lendas. Após a sua passagem pela Terra, os Orixás de predominância recolheram-se no Orum, de onde têm como função auxiliar os seus semelhantes na Terra – a humanidade – em busca da evolução e da comunhão universal.

Orixás Funfuns Os Orixás Funfuns são os seres que criaram o nosso universo e, por consequência, o nosso amado planeta Terra. Orixás de Predominância São aqueles que descenderam dos Orixás Funfuns (Branco), e a sua função era povoar o planeta, espalhando semelhantes por todo o mundo. Durante a sua estadia na Terra, os Orixás tiveram muitas aventuras fantásticas, devido à sua força sobre os elementos da natureza. Os Orixás foram os primeiros seres que habitaram a Terra, e dividem-se em duas qualidades: os Orixás Funfuns e os Orixás de Predominância. Em total existem 400 Orixás.

E os nossos Odu / Fundamentos da Tradicão afirmam que a Existência transcorre em dois grandes planos : 1 – Aiye / Mundo Natural ou Terra-da-Vida; 2 – Orun / Mundo Sobrenatural ou Além. Mas esses dois grandes planos de Existência não são assim tão distintos, pois os Versos dos Contos de Ifá contam que as Entidades Sobrenaturais já “viveram” sobre a Terra no Ode Aiye / Local Terreno das Divindades, quando elas aqui vieram reger a Criação do Mundo Natural. Além disso, esta tradição religiosa afirma que tudo o que existiu, existe ou existirá no Mundo Natural foi plasmado no Mundo Sobrenatural e lá tem o seu exato Duplo.

Os Onile / Senhores da Terra ou, ainda melhor, os Ancestrais, aqueles entes falecidos que por suas ações passadas foram semi-divinizados por seus descendentes, sendo que, embora estejam no Além não são Divindades e estão ligados à estrutura da Sociedade. Os Versos dos Contos de Ifá falam com freqüência em 600 (seiscentos) Imole. E classificando-os em 400 (quatrocentos) Irun Imole ou Irunmole e em 200 (duzentas) Igba Imole ou Igbamole : “Awon Irinwo Irunmole oju kotun, ati awon Igbamole oju kosi.” “Muitos Irinwo Irunmole do Lado Direito e muitas Igbamole do Lado Esquerdo.”

Mas, isto significa muito mais que os Imole podem ser e são considerados como divididos em Divindades Geradores (Irinwo) e Divindades Gestantes (Igba) e todos os pesquisadores eruditos e os religiosos africanos também estão de acordo em considerar lógica a tradição de que estes 600 Imole são um número místico com a função de emprestar grandeza ao conceito de Divindade, o que importa em dizer-se que eles, os Imole, são uma grande quantidade desconhecida.

E todos os Seres existentes são denominados por um só termo : 3 – Ara / Corpo ou Ser. Estes Seres podem ser, conforme as suas qualidades : 3.1 – Ara Orun ou Seres do Além : 3.2 – Ara Aiye ou Seres da Terra. Os Seres do Além (3.1) dividem-se em duas categorias principais : 3.1.1 – Os Imole / Seres Sobrenaturais Divinos, em suas diversas qualificações, os quais estão associados à estrutura do Cosmo e da Natureza Terrestre.

Ki Ile Jeeri / que a Terra testemunhe é a mais ritual das fórmulas empregadas em juramentos solenes e daí que todo o Assentamento de um ôrixá deva ser baseado na Ota / Pedra que lhe seja própria, “assentada”, consagrada e “alimentada” por seus fiéis e estes dizerem : -”A força dos Orixás está na pedra “- O que eqüivale a dizer-se : na Terra ! Portanto, como disse anteriormente, Terra e Além estão indissoluvelmente interligados em minha mente e daí também saber que todos os Além podem se intercambiar nesta Terra-da-Vida e que todos os seres que nela existem, mesmo os inanimados, possuem uma centelha (ase) da Vontade Divina (aba) que os criou e os faz existir (iwa). Daí muitos desavisados tratarem os fiéis aos Orixás por “animistas”, misturando o conceito de “centelha divina” com o conceito de “alma” de suas próprias filosofias religiosas.

Ile / Terra, como eixo central e comum de suas esferas de ação e, portanto, como ponto de passagem e de retorno para que todos os Seres por ela, a Terra, intercambiem os seus planos de existências diferenciadas. Para isso, necessitam de um meio, quer ele seja os seus sacerdotes ou os seus Filhos-de-Santo ou, preferencialmente, seus lugares sagrados e devocionais, tal como era o caso dos Origi / Montículo Sagrado do Orisa Orunmila na Cidade Santa de Ilê Ifé em áfrica ou como é o caso atual dos “Assentamentos”.

Ajal’orun / Teto do Além, portanto, no ápice do poder espiritual, está OLORUN / DEUS, justamente Aquele (O) + que tem (LI) + o Além (ORUN). Ele é o Ala Iwa Aba L’Ase / Supremo Criador dos Princípios e Poderes que tornam possíveis e regulam toda a Existência em todos os seus Nove Planos : – o Iwa ou Poder da Existência; – o Ase ou Poder da Realização que dinamiza a Existência; – o Aba ou Poder da Essência que dá propósito ao Poder de Realização. Daí o distanciamento que todos os outros Seres têm que Dele manter, pois nada na Criação é capaz de suportar-Lhe o magnífico esplendor ! Daí, também, que nenhuma Oferenda Lhe pode ser entregue diretamente e Ele somente a receberá através de Seu Mensageiro Divino : o lmole Esu Osije.

O Incriado e Criador, OLORUN não tem culto específico e nem sacerdócio particularizado. Mas, apesar disso, Ele não é tão remoto ou indiferente aos assuntos humanos. Pelo contrário, Ele está sempre muito próximo de nós : as preces e os apelos sinceros do coração humano O alcançam e Ele os responde através do ôrixá ôrunmilá e sua Divinação Sagrada de Ifá.

A seguir, no segundo lugar na Hierarquia da Tradição, criado por OLORUN com seu próprio Hálito Divino, vem Imole Orisanla, de Orisa (ôrixá) + Nla (Grande), o Grande ôrixá. Ao mesmo tempo, OLORUN criou Igbamole Iyangba, de Iya (Mãe) + Ni Gba (que recebe), aos quais delegou os poderes para a geração e gestação de todas as condições para que os Seres existissem no Além e na Terra. Em terceiro lugar, também foi criado diretamente por OLORUN, com a Eerupe / Lama, mistura de água e Terra, mas também vivificada por Seu Hálito Divino, o Imole Esu Agba, o Terceira Cabaça, ou ainda, o êxú Ancestral, o Imole da Dinamização, da Transformação e da Restituição, quer no Além ou quer na Terra-da-Vida.

Imole / Ser Sobrenatural de Origem Divina, altamente especial e único por ser o primeiro Ara Orun / Corpo do Além, ou seja, a Primeira Individualidade Espiritual a ser criada diretamente da Matéria Combinada : Fogo (espírito), Ar (hálito divino), água e Terra (lama).

Em seguida, houve a Criação de todos os Awon Imole, os muitos Seres Sobrenaturais Divinos, porque ainda criados diretamente por OLORUN, ou seja os Muitos Irunmole (Orixás) da qualidade do Branco (funfun) e as muitas Igbamole (Iyami) da qualidade do Preto (dudu), as quais viriam gerar muitos outros Imole considerados como Omode Okunrin / Descendente Masculino e Omode Obirin / Descendente Feminino desses relacionamentos, todos estes últimos relacionados com a qualidade do Vermelho (pupo), e, ainda, com as composições do Vermelho, Branco e Preto.

Orisa / ôrixás pertencem ao Lado Direito, ao Poder Gerador Masculino, à Primeira Classe de Poder (o Poder da Existência), expressado materialmente pela cor Funfun / Branca. os Seres Sobrenaturais de Origem Divina. Conheceram-se 50 (cinqüenta) deles que são considerados não gerados mas geradores, sendo que estes são os que realmente merecem o nominativo de ôrixá / Divindade da Brancura. Entre eles podemos citar : Orinsala e Orunmila-Ifa.

Iyami pertencem ao Lado Esquerdo, ao Poder Gestante Feminino, à Terceira Classe de Poder (o Poder da Essência), expressado materialmente pela cor Dudu / Preta. Conheceram-se muitas delas que são consideradas não geradas mas gestantes, sendo conhecidas também pelo nominativo Ebora.

Oduduwa e Yemideregbe ( Aquela que vem da Lagoa; no Brasil, Iemanjá = A Mãe dos Filhos-Peixes ) – Omode Okurin e Obirin, “Filhos” e “Filhas” gerados pelos Orisa e Iyami pertencem à Segunda Classe de Poder (o Poder da Realização) expressado materialmente pela cor Pupo / Vermelha, ou então, por múltiplas combinações das três cores-símbolos : Branco, Preto e Vermelho. Classificam-se à Direita ou à Esquerda, conforme os seus designativos: Os “Filhos”, classificam-se à Direita, e, apesar de não pertencerem exclusivamente ao Funfun / Brancura, são também denominados por Orisa Omode Okunrin / Orixá Descendente Masculino; As “Filhas”, classificam-se à Esquerda, e, apesar de não pertencerem exclusivamente ao Dudu / Preto, são tratadas por Iyami, porque este termo também pode traduzir-se por Senhora (iya) Minha (mi), o que gerou muitas confusões posteriores entre Mães Gestantes e Filhas Geradas, quando da transposição, durante o cativeiro no Brasil, da Teologia em língua Iorubá para as Lendas contadas em língua portuguesa estropiada.

Imole Esu, que pertence à uma categoria única e exclusiva, nem gerado e nem gerante, na sua posição de Terceiro Criado por OLORUN e pertence à Direita e à Esquerda, pois como Mensageiro Divino anda por todos os Nove Além, e, por ser o Grande Dispensador do Axé das três Classes de Poder ( Iwa, Aba e Ase ) carrega em seu Ado Iran / Cabaça Mágica as múltiplas combinações das três cores-símbolos, por delegação unânime de todos os Orisa, as Iyami e os Omode Okunrin e as Omode Obirin.

Alguns, até chamam êxú por “ôrixá” porque pressentem sua importância, mas desconhecem sua verdadeira essência! O principal Imole Orisa Funfun é a Grande Divindade da Brancura, o Orisa Nla / Grande ôrixá, também conhecido por outro de seus títulos : Obatala – de Oba (Senhor) + Ti (Tem) + Ala (Veste Branca), o Senhor que tem a Veste Branca e que é o Parceiro Gerador do Casal Divino que, por beneplácito e ordem de OLORUN, gerou e regeu toda a Criação.

No Brasil, este ôrixá ficou mais conhecido pela contração do termo Orisa Nla em ôrixânlá, depois em ôrixalá e posteriormente criando-se a nova fonética “Oxalá”, sob a qual é muitas vezes confundido com OLORUN. A principal Igbamole Ebora Dudu é a grande Divindade do Preto, a Igbamole Iyangba Oduduwa que é a Parceira Gestante do Casal Divino, mas que está praticamente esquecida no Brasil. Como esquecidos estão Oranfe, Agbona, Erikiran, Erinle, Oluwa, Oke, Agbala, Ikire, Hoho, Ija, Olufon, Eteko, Oluorogbo, Oluwonfin, Oxaogiyan e, assim, mais tardiamente, a própria a Umbanda Esotérica fixou seus parâmetros sobre as características esotéricas de apenas seis Irunmole e uma Iyami, mas também chamando a todos por ôrixá : Oxalá, Ogum, Oxosse, Xangô, Yemanjá, Yori (Ibeje), Yorimá (Obaluaiye).

Na Criação, como conseqüência da existência de vida na Terra, apareceu a outra classe de criaturas Ara Orun da Religião dos Orixás : os Onile, de Oni (Senhor) + Ile (Terra), ou seja, os Senhores da Terra. Estes Seres do Além que tiveram as suas Ori Orun / Cabeça-no-Além também criadas por OLORUN, puderam tornar-se em Seres da Vida e sobre a Terra-da-Vida existir para consumar o seu Iwa / Destino com a própria Ori Inu / Cabeça-Interna ou Individualidade Terrestre, para no seu Ol’ojo / Dia Marcado retornar ao Além para acrescentar a seu Duplo no Além ou “matriz espiritual primordial”, todos os méritos ou deméritos de suas ações praticadas na Terra-da-Vida, adquirindo, após a primeira desencarnação, a qualidade de Onile / Ancestral.

E esta foi a parte da Teologia Iorubá mais absorvida pela Umbanda do Brasil e apenas citaremos qual o relacionamento dos Onile para com Orixás e Eboras. Assim sendo, ainda que seja perante OLORUN que cada Ara Orun e/ou Onile deva “ajoelhar-se” para pedir o seu novo Destino antes de encarnar-se, sendo Ele o seu verdadeiro Eleda / Criador, ao renascer na Terra-da-Vida para cumprir esse destino adrede solicitado, o novo Ser Vivente está ligado a algum Irunmole ou Igbamole, que lhe “emprestará” algumas qualidades de sua matéria primordial ( Axé do Branco, do Preto ou do Vermelho ).

Orixá e/ou Ebora ou por ele/ela ser “possuído” no transe mediúnico. Este Orixá ou Ebora, depois de detectado e confirmada a sua influência sobre o novo Ser Vivente pelos processos da Divinação Sagrada de Ifá, é considerado como o “possuidor” da Ori Inu / Cabeça Interna, ou seja, da nova Personalidade Individual Terrestre daquele Ser e/ou Ancestral novamente encarnado, ou seja, o seu Oluware, portanto, e no máximo, o seu Oba Mi / Meu Senhor ou Iya Mi / Minha Senhora, pois que o seu verdadeiro Criador sempre foi, é e será Deus.

E o Senhor da Casa da Vida : o ôrixá Orunmilá-lfá. Ara Orun / Ser Sobrenatural ; Imole / Ser Sobrenatural de Origem Divina ; Irunmole Oju Kotun / Ser Sobrenatural Divino Masculino do Lado Direito ; Orisa Funfun / ôrixá Não Gerado mas Gerador do Poder da Brancura. Sua qualificação completa seria, pois : Ara Orun Imole Irunmole Oju Kotun Orisa Funfun Orunmila Ifa Ele é o Arauto dos Desígnios Absolutos de Deus sobre o Destino de todos os Seres Terrestres, destino este que pode ser confirmado ou corrigido pela Divinação Sagrada de Ifá, para que cada Ser aqui nascido procure cumprir muito bem aquilo que ele próprio solicitou a OLORUN antes de encarnar-se ou nascer.

Exu, orixá guardião dos templos, encruzilhadas, passagens, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos. Ogum, orixá do ferro, guerra, fogo, e tecnologia, Deus da sobrevivência. Oxóssi, orixá da caça e da fartura, e do sofrimento. Logunedé, orixá jovem da caça e da pesca. Xangô, orixá do fogo e trovão, protetor da justiça. Ayrà, usa branco, tem profundas ligações com Oxalá e com Xangô. Obaluaiyê, orixá das doenças epidérmicas e pragas, orixá da cura. Oxumaré, orixá da chuva e do arco-íris, o Dono das Cobras, Deus da transformação. Ossaim, orixá das Folhas sagradas, conhece o segredo de todas elas. Oyá ou Iansã, orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestades, e do amor. Oxum, orixá feminino dos rios, do ouro, deusa das riquizas materias e espirituiais, e da fertilidade. Iemanjá, orixá feminino dos mares e limpeza, mãe de muitos orixás. Nanã, orixá feminino dos pântanos e da morte, mãe de Obaluaiê. Mais velha orixá do panteão africano. Yewá, orixá feminino do Rio Yewa, considerada a deusa da beleza, da adivinhação e da fertilidade.

Obá, orixá feminino do Rio Oba, uma das esposas de Xangô, é a deusa do amor. Axabó, orixá feminino da família de Xangô. Ibeji, divindade protetor dos gêmeos. Irôco, orixá da árvore sagrada, (gameleira branca no Brasil). Egungun, Ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos Orixás. Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna, a grande mãe feiticeira. Omulu, Orixá da morte. Onilé, orixá do culto de Egungun. Onilê, orixá que carrega um saco nas costas e se apóia num cajado. Oxalá, orixá do Branco, da Paz, da Fé. OrixaNlá ou Obatalá, o mais respeitado, o pai de quase todos orixás, criador do mundo e dos corpos humanos.

Ifá ou Orunmila-Ifa, Ifá é o porta-voz de Orunmila, orixá da adivinhação e do destino, ligado ao Merindilogun. Odudua, orixá também tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yoruba. Oranian, orixá filho mais novo de Odudua. Baiani, orixá também chamado Dadá Ajaká. Olokun, orixá divindade do mar. Olossá, orixá dos lagos e lagoas. Oxalufan, qualidade de Oxalá velho e sábio. Oxaguian, qualidade de Oxalá jovem e guerreiro. Orixá Oko, orixá da agricultura.


E o que seriam as Guardiãs Pombas Gira: Se os Guardiões Exus são marginalizados, mais ainda são as senhoras Guardiãs Pombas Gira. Há muitas pessoas que as associam com prostitutas, ou simplesmente, mulheres que gostam de se expor aos homens e sedentas por sexo. As distorções e preconceitos são características dos seres humanos quando eles não entendem corretamente algo, querendo trazer ou materializar conceitos abstratos, distorcendo-os. Essas nossas irmãs em Deus nada mais são que espíritos desencarnados, que como os Exus, viveram na Terra e hoje, por afinidade fluídica, militam como mais uma corrente de trabalho portentosa dentro da Umbanda.

Dentro da hierarquia das Guardiãs Pombas Gira, estão divididas em níveis diversas outras Pombas Gira, da mesma forma que as demais legiões. É claro que em alguns casos podem ocorrer que uma delas em alguma encarnação tivesse passado pela experiência dolorosa de ser uma prostituta, mas, isso não significa que as Guardiãs Pombas Gira tenham sido todas prostitutas e que assim agem. As que foram, hoje estão integradas na Umbanda, a fim de realizarem a grande reforma íntima através da caridade e do mediunismo redentor. É mais uma corrente de trabalho espiritual na Umbanda, onde espíritos seletos atuam na faixa vibratória que mais se afinizam.

As Guardiãs Pombas Gira não são a representação da sexualidade e nem da sensualidade, mas sim frenam os desvios sexuais dos seres humanos e direcionam essas energias para a construção da espiritualização, evitando a destruição espiritual e material de cada ser. A sensualidade desenfreada destrói o homem: a volúpia. Este vício moral é alimentado pelos encarnados e desencarnados pela invigilância das Leis de Deus, criando um ciclo ininterrupto, caso as Pombas Gira não atuem neste campo emocional, frenando-o e redirecionando-o.

As Guardiãs Pombas Gira são grandes magas e conhecedoras das fraquezas humanas. São executoras da Lei. Cabem as Guardiãs Pombas Gira esgotar os vícios ligados ao sexo, equilibrando o ser humano. Elas são elementos mágicos ativados através de oferendas e elementos religiosos quando ativados num Templo. Também são agentes da Lei de Deus que podem ser ativadas pela Lei Maior. Os Guardiões Exus vitalizam/desvitalizam, as Guardiãs Pombas Gira esgotam o emocional ou despertam o desejo. Elas realizam curas até mesmo de enfermidades dadas como incuráveis, desmancham trabalhos de magia negra, resolvem problemas, nos dão conselhos preciosos de como bem dirigir nossas vidas, enfim, fazem tudo pelas pessoas bem intencionadas que as procuram para a prática da caridade. È uma pena que ainda existam pessoas que as procuram somente para desmanchar relacionamentos amorosos ou conquistar alguém.

Nas descargas para neutralizar correntes de elementares/elementais vampirizantes, bem conhecidos como súcubus e íncubos, que atuam negativamente, por meio do sexo, fazendo de suas vitimas verdadeiros escravos das distorções sensuais. • Cortando trabalhos de magia sexual negativa e as ditas “amarrações”, pois ninguém deve se ligar a ninguém a força. Isto é considerado pelos tribunais do astral como desvio de carma e as sanções para aqueles que realizam tais trabalhos são as mais sérias possíveis. • Cortando trabalhos de magia negra, pois não é permitido pela Lei Divina que as pessoas ou espíritos possam fazer o que bem entenderem, ainda mais ferindo o Livre Arbítrio alheio. • Neutralizando correntes e trabalhos feitos para desmanchar casamentos. • Trabalham incansavelmente no combate as hostes infernais, quando estas procuram atingir injustamente quem não merece. • Trabalham no combate das viciações que escravizam os médiuns, protegendo-os das investidas do baixo astral, quando se fazem merecedores. • Fazem à proteção dos Templos onde habita a Espiritualidade Maior.


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O poder feminino incompreendido das Pombagiras



As pombagiras, como eu já escrevi aqui, são muito enigmaticas, forças complexas de difícil compreensão e por isso gera medo, como tudo que é incompreendido pelo homem. O medo e o desconhecido geram duas forças atuantes sobre o homem, uma delas é a curiosidade que faz os insensatos e corajosos se jogarem de cabeça pra tentar descobrir respostas ou compreender. A outra força é o preconceito. Ou seja, quando o homem não conhece ou não consegue compreender certas coisas que existem no universo, ele tem a mania de querer formar conceitos e muitas vezes ou na maioria das vezes esses conceitos são distorcidos. Muita mistificação e tambem pela propria força oculta dos temas espirituais, o homem divide as forças e entidades atuantes em dois lados, bom e mau. E aquilo que ele acha indecifravel ou inaceitavel pra ele será sempre uma coisa maligna.

Nesse contexto, vemos em exu e pombagiras, a demonização. Em alguns momentos até se tem razão, pois, demônios e outras forças perigosas, muitas vezes se fazem passar por verdadeiras guardiãns. Temos nomes famosos, como Padilha, Rosa e outras tantas, muito bem divulgadas e conhecidas em nossa terra que na verdade são militantes que evoluiram ao grau de guardiã, mas, são apenas espiritos desencarnados que ascenceram na sua missão. Só que as verdadeiras forças fertilizantes são bem mais poderosas, incompreensiveis e não corrompidas, mas, julgadoras.

O MITO - A legítima Maria Padilha, rainha dos sete reinos, adora contar que quando viva, não conseguia manter seus maridos vivos além da lua-de-mel. Entre gargalhadas ela conclui que deita com o esposo e amanhece viúva, os pobrezinhos morrem de infarto, e não agüentam sua orgia sexual. Conta a lenda que ela teve sete reis como maridos. Por isso é dona de sete reinos, sete caminhos, sete territórios por onde ela transita, para fazer seus trabalhos e receber sua oferendas.

A MISTIFICAÇÃO - infelizmente a mistificação é muito comum nas casas de culto, pois nem todos os dirigentes, observam com atenção seus ocupantes. Eu como já fiz parte desse meio. Presensiei muitas vezes cenas de bebedeiras de algumas mulheres, pois se estivessem com suas Bombogiras, jamais ficariam bêbadas. Isso é uma vergonha aos integrantes da religião que trabalham com seriedade.

Considerada como o Exu Mulher, assim como os demais deuses afro-negros, assume uma bissexualidade que se apresenta na própria concepção do mito. A predominancia dos aspectos femininos. Nas tradições do Culto passou a se chamar de Pomba-gira, assumindo variantes nomes, formas e classificações. É a síntese social da mulher que, por excelência, se rebela aos padrões e normas convencionais. É a impulssividade da comunicação, outro aspecto bem marcante do mito sobre Exu. É um símbolo do amor, da sedução e da liberdade. É bombogira a verdadeira personagem poderosa sabedora da magia.

Ora loura, ora morena, mulata, ruiva e raramente negra. Muito reverenciada e procurada nas casas de Culto pelo publico feminino. Exerce um grande papel também como a grande companheira do conjunto de Exus ( servidores da espiritualidade). Possuidoras de muita vaidade e sedução, que encanta a todos e deixa sempre um ar de mistério em seus trabalhos.

Gosto refinado por perfumes, flores especialmente as rosas vermelhas, acessórios em ouro, cigarrilhas, roupas de cetim e principalmente as bebidas como espumantes e licores. Sorriso escancarado e debochado, ocultando nele seu desejo de triunfar onde muitos já desistiram. Seu local de domínio são as encruzilhadas em forma de um T, fora do perímetro urbano. Abaixo algumas das mais tradicionais do culto. " LAROIÊ BOMBOGIRA".

Apesar de ter citato aqui rituais, quero afirmar que mais importante do que oferendas pra pedir a realização de desejos mesquinhos, o mais importante é saber usar esse axé para nossa proteção, evolução e firmeza.

Carlinhos Lima - Mago de Umbanda Astrológica

Laroiê senhor dos misterios



"Exu é Mogiba", que significa: "aqueles que estão nas encruzas", (pois todas as madrugadas os Exus se reúnem nos cruzamentos para receberem informações sobre o que deverão fazer com seus filhos, no que se refere ao caminho de vida); Sua saudação Laroiê tem um significado que quer dizer: Exu não carrega o fardo de ninguem, ou seja, cada um deve carregar sozinho seu próprio fardo, a menos que esteja disposto a pagar o preço que Exu considera justo por seu auxílio. Por ser jovial, vaidoso e astuto, ele gosta de se pentear com um topete alto, pois é aonde ele esconde sua lâmina afiada. Isso significa que, sem o preço certo e o pagamento, Exu não servirá a ninguem, ou se o fizer, sua lâmina danificará a razão do empenho.

OBS: quando se fala em exus nas encruzas todas as noites, fala-se dos mais proximos do homem, ou seja, entidades de gruas e ciclos mais baixos. Os exus guardiões e coroados, ou cosmicos residem em dimensões mais elevadas e não são tão acessiveis.

Exu Bará regente do jogo de búzios. Seu nome significa o "caminho do andado".
Usa um bastão com a forma de um pênis, que representa potência e energia pura.

Perceba que nessas lendas africanas, se referem a entidades muito proximas da forma humana, mesmo sendo entidades espirituais ou encantadas. O Exu como força primordial da Natureza ou cosmica não encarnou é uma força bem mais oculta

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

As Pombagiras sua luta pela sexualidade

A Grande Dama da Noite.
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Muitas vezes comparada à mulher de Lúcifer, o demônio na definição cristã e o mesmo sendo comparado a Exu, o Orixá mais ligado à humanidade, cultuado nas religiões africanas, as Pombagiras, Pombogiras, Bombogira, Exu mulher, são tidas como a personificação do mal para quem pouco entende a cultura do Candomblé, da Umbanda e da Kimbanda.

As Pombogiras é a representação do poder feiticeiro feminino. Ela pode ter muitos maridos, geralmente 7, que se tornam seus “escravos” ou empregados da mesma forma que os Exus podem ter 7 mulheres que se tornam suas “escravas” ou empregadas. Na concepção da Kimbanda, por exemplo, todas as entidades são duplas vindo sempre em casal, representando o lado feminino e masculino de cada um independente do sexo do médium que recebe Exus ou Pombo giras.
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A energia é a mesma, mas distinta de acordo com a necessidade de doutrinação de cada médium que recebe suas entidades que estão com ele desde o nascimento. Cada médium tem uma p arelha de Exu, feminino e masculino, o que não define a opção sexual dos que os recebe. Independente se um homem recebe uma Pombogira ou mulher recebe um Exu, nada vai influenciar no gosto sexual de cada um. O que vai influenciar é o mau uso da mediunidade e da magia. Muitos têm por hábito associar suas escolhas à entidade que recebe erroneamente.

As Pombogiras quase sempre se apresentam lindas, sensuais, amáveis, extremamente femininas e vaidosas, elegantes, sedutoras, sorridentes, certeiras, videntes e sempre têm conselhos para aqueles que as procuram acometidos das mazelas causadas pelo amor. Cada Pombogira tem uma personalidade peculiar, o que muitas vezes impede que se possa defini-las com exatidão.

O que muitos não sabem é que tem duas classes de Pombagiras, as que vem de Egum, ou seja Eram Eguns e passaram a trabalhar na Linha de Exu (essas são as que se apresentam com a vulgaridade conhecida no meio popular) e as que são Exus Ancestrais, ou seja nunca encarnaram e fazem parte do panteão dos orixas cosmicos. Sendo elas que trabalham pra arrebanhar e punir as pombagiras em evolução.

A mais proximas de nós são as que estão evoluindo e que vieram dos Eguns. Suas oferendas levam ovos, morangos, cerejas, incensos, essências, panos coloridos, cigarros, cigarrilhas, doces finos, vinhos doces, champanhes, perfumes, pentes, batons e rosas abertas (nunca botões), geralmente são vermelhas, mas não precisam ser sempre.

Sua força é usada para proteção dos casos de amor, pela busca de felicidade conjugal, para desmanchar feitiços e também para casos de problemas financeiros e de saúde. Os Exus femininos (Pombagiras) mais conhecidos entre nós são: Maria Padilha, Maria Mulambo, Rainha das Sete Encruzilhadas, Pombagira das Almas, Pombagira da Praia e as Ciganas (Maria Rosa, Rosa Vermelha, Sulamita, etc.).

A "Pombagira", a chamada mulher de 7 exus, tem o seu nome esotérico KLEPOTH, que significa "a maldade em figura de mulher". Entretanto, o significado desta palavra não espelha a realidade, pois são criaturas idênticas aos Exus machos, com o mesmo objetivo e missão. A "Pombagira Maria Padilha", cujo nome esotérico de Exu-fêmea é KLEPOTH, foi rainha dos mouros e amantes do rei Felipe II, segundo conta alguns.

As moças, também chamadas assim de forma carinhosa por todos nós filhos de Umbanda, geralmente se manifestam na Gira dos Exus, pois são elas as companheiras dos Compadres. Elas adoram dançar, na maioria das vezes usam roupas coloridas, extravagantes, geralmente em tons de vermelho e preto, apreciam um bom cigarro, Champagne (em uma bela taça, lógico), a maioria delas se utilizam de rosas vermelhas em suas magias, são vaidosas, sensuais, e extremamente ligadas ao amor. Ajudam nas situações mal resolvidas do coração, que é fator predominante para se viver bem.

Algumas gostam dos mistérios das cartas, outras da leitura das linhas das mãos. Cada uma do seu jeito, mas sempre com a beleza e a sensualidade estampadas em seus trejeitos. Assim são as moças, alegres, belas, e profundas conhecedoras do coração. Vale ressaltar que a Gira de Exus e Pomba-giras são das mais concorridas pela assistência de Umbanda.
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Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador

terça-feira, 19 de outubro de 2010

EXU GUARDIAO DA VIBRATORIA DE YORIMA

Os sete orixás menores, os quais tem seus Exus Guardiões, ou seja, emissários da luz para as sombras, assim temos:
Pai Guiné (Exu Pinga-Fogo)
Pai Congo de Aruanda (Exu Lodo)
Pai Arruda (Exu Brasa)
Pai Tomé (Exu Come-Fogo)
Pai Benedito (Exu Alebá)
Pai Joaquim (Exu Bará)
Vovó Maria Conga (Exu Caveira)
Demos somente os Exus Guardiões que são serventia dos orixás, sendo praticamente impossível citar o nome de todos os Exus Guardiões dos Guias e Protetores.
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