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Os Orixás regentes de 2027

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sábado, 20 de novembro de 2021

A Mão de Orumila

 

 
kofá apropriadamente chamada (para mulheres) ou Awofakan (para homens), o Mão de Orula é uma iniciação no mundo do Ifá. Esta iniciação coloca a pessoa sob a proteção e o cuidado de Orula (Orunmila) e é uma cerimônia muito grave que dura três dias. 

Mulheres que receberam Ikofá são consideradas Apetebís ou Esposas de Orula e são consideradas como os anciãos daqueles homens que têm Awofakan uma vez que passaram por cerimônias mais e são mais plenamente iniciados do que os homens. A razão para isto é que alguns homens podem depois passar a ser totalmente iniciado como Babalawôs. 

Durante esta cerimônia, a mais profunda forma de adivinhação é feita utilizando a Tabela de Ifá e os Odu ou Registros que vai acompanhar a pessoa durante toda a vida. Este Odu, uma das 256 possíveis, revela o trajeto inicia na vida e dá conselhos pelos quais eles podem realizar-se e prevenir dificuldades. Pode-se dizer que é uma espécie de Manual do Usuário Individual para a sua vida e aponta os padrões e eventos que certamente se desenrolam durante a sua existência aqui na terra. 

Saiba mais sobre Orumila, Ifá e os ritos yorubás no Climazem 
19/12/2011
 
 
 

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

O que revelam os odus para o Brasil e os brasileiros



OS ODUS QUE REGEM O ANO 2019


Os odus que regem o ano 2019 são: OGUNDAMEJI - RESPONSÁVEL PELA PARTE MATERIAL, OS CAMINHOS DOS GOVERNANTES, EXECUTIVOS, EMPREENDEDORES E ECONOMIA. 

IWORIMEJI - Responsável pela agricultura, pela força do povo, pelo lado social, pelas famílias e pelo meio ambiente

Ogbeyeku - RESPONSÁVEL PELO TRABALHO, SAÚDE, EDUCAÇÃO E PELO SISTEMA PÚBLICO.

IROSSUWONRI - RESPONSÁVEL PELA SEGURANÇA, SEXO, COMBATE A VIOLÊNCIA E COISAS DO SUBMUNDO.

IWORIYEKU - RESPONSÁVEL PELA ESPIRITUALIDADE NO ANO, RELIGIOSIDADE E FORÇA QUE PROTEGE A NAÇÃO E O POVO.

OGUNDA-MEJI (Neste Odu eles falam: Ogún, Obatalá, Elegba, Oşosi (Oxóssi), Şango (Xangô), Oyá, Os Ibeyis, Oke, Egun.), mostra que o ano tende a ser de lutas e demandas. Os governantes não terão vida fácil, até porque a expectativa dos eleitores eram enormes e o cidadão espera que eles façam o que prometeram com tanta facilidade. OGUNDA também revela que os governantes serão traídos por pessoas que eles menos esperam. Bolsonaro, João Dória e outros governadores, estão cercados de pessoas que podem da o bote quando eles menos esperar. Além disso, este signo de IFÁ, alerta a todo governador para ter muito cuidado com os inimigos e para ter cuidado com a vaidade que cega, com a hipocrisia e com a demagogia. Na ordem de Orunmila, o Odu Ogunda Meji ocupa o nono lugar. Este Odu é a encarnação de Ogum; o Deus da ira e da guerra. A maioria dos filhos de Ogunda Meji são adoradores de Ogum, que é reconhecido por seu poder, coragem e talento criativo, por isso, muitas crianças enviadas do reino de OGUNDA, encarnarão em 2019. Com sua imaginação incomum, eles usam seus feitiços incríveis, abrem as portas mais diferentes, obtendo oportunidades de emprego para os outros. Por isso, este odu abençoará a todo aquele que puder ajudar um irmão. Qualquer empresário que usar seu tempo e seu poder para abrir portas e dar empregos a quem necessita será abençoado, e todo aquele que jogar sujo com seus subordinados, terá castigos. Eles foram encarnados por Ogunda Meji e são sempre abençoados com muitos filhos.

NESTA ODU NASCEU: A cirurgia. A ciência da guerra As armas. Por isso, o tema das armas está em vigor neste ano 2019, também tende a ocorrer muitas cirurgias e possibilidades de guerras, inclusive dentro de famílias onde este odu estiver operando de forma negativa. Neste odu também surgiu a castração, portanto, muitos abusadores se darão mal nesse ano. Ações agressivas, como: cortar, cortar, serrar, picar e todos os trabalhos que têm a ver com essas ações, estarão em alta. Assim, serralheiros, metalúrgicos, carpinteiros, açougueiros, cirurgião, dentistas e mecânicos, poderão prosperar neste ano. Cesariana, também é deste odu, assim, poderemos ter muitos partos cesarianas.

Os cães selvagens, os lobos, os chacais, os coiotes, os canários, os ayapa, todos surgiram neste signo de IFÁ. O oti. Hipertensão arterial Peritonite, também surgiram aqui. Então é um ano para cuidar melhor da saúde e da pressão. A ereção do pênis também será um foco desse odu, pois foi criada nele, muitos terão problema de ereção e outros poderão superar esse problema. Doenças venéreas podem aumentar. Deixe Şangó ver tudo sobre a terra e os mares - Xangô será o orixá responsável pela area da saúde e emprego no ano de OGUM.

Oşalufon e as sete peças de Ogum, surgiram aqui. Portanto, defenda sempre a paz, acima de tudo, pois morte atrairá mortes e guerra atrairá guerras. Armas atrairá violência e então oremos sempre pela paz.. Lepra e regada no mundo. A escravidão do homem pelo juramento de Ogum.  Akaro opa okun. (Egun espírito de Olokun), nasceu neste odu. A autópsia também nasceu neste odu. O Okpele (o mensageiro de Ifa), também nasceu neste odu. Portanto, poderão nascer muitas pessoas neste ano com dons de adivinhação ou com mediunidade, como também se revelar, quem tem o dom e estava adormecido. Espionagem em mulheres, surgiram neste odu - portanto, cuidado mulheres adulteras para não serem pegas. O ferro, nasceu neste odu, por isso, será um ano bom para construções e trabalho com metal. Todas as estruturas metálicas. Foi criado: o umbigo, o pênis, os testículos, o esperma, as doenças do pescoço até a cabeça, todos criados neste signo de IFÁ. Marca: impotência em homens, doenças vaginais em mulheres, que receberem a ação negativa deste odu.
Ogunda fala que quem defende guerra e armas será punido. E prenuncia assim que Bolsonaro será traído e poderá passar por grandes perrengues políticos, espirituais e pessoais por causa das punições deste odu.

IWORI-MEJI,(Aqui Oroko, Ogún, Oşosi, Obatalá falam.), representando o poder ancestral do Brasil neste ano 2019, este odú é um bom prenúncio para agricultura e pecuária. Mas, prenuncia conflitos no campo e violência exacerbada no país. Favorece os triângulos amorosos e amores secretos. Nete odu, foram reveldos os segredos da Mãe Natureza, por isso, quem atenta contra o meio ambiente, poderá se dar mal. Querer atacar e não preservar o planeta é um grande erro, pra qualquer pessoa, e especialmente para os governantes que vão se deparar com a força de IWORI.

OGBE-YEKU, esttará reponsável, pela saúde e trabalho dos brasileiros, juntamente com Xangô. Será um ano de muitos problemas de estômago, urinários e dentários. Por isso é um bom ano para cuidar da dieta, cuidar dos dentes e do corpo. E para ter mais saúde, cuidar de OXUM, que junto com Xangô, cuidará da saúde do povo. No trabalho é essencial evitar discussão, ser discreto e evitar deixar aparecer o gênio forte. Assim se manterá o emprego e evitará problemas.  Não deixe seus filhos brincar com ferros, pois eles podem machucar ou dar um golpe ruim. Com a força deste odu mulheres mais velhos terão relacionamentos com homens mais novos neste ano. Para os que sofrem com problemas na boca, no estômago e urinários, é bom cuidar de OXUM e de Exu, para curar mais rápido.

IROSSUN-WORI, será o odu responsável pela vida sexual, segurança das pessoas, coisas ocultas, vícios e magia. Odu Irosu'Wori fala que não há alegria, paz ou um ganho genuíno do mal. Por isso evite conseguir coisas com tramas, com magia negra ou com mentiras. Dificuldades e mudanças são parte do crescimento e da sabedoria. Não passe por cima das pessoas e não dê golpes para se dar bem com a perda dos outros. Agem e falam neste odu, Kaferefun Orişaoko e Agayú. Este odu alerta para riscos de dengue e outras epidemias. As pessoas precisam descansar mais, evitando estafas e muitas horas sem dormir, porque o risco de derrames estará maior - especialmente para quem faz uso de entorpecentes e tem uma vida sexual agitada, como prostitutas e profissionais do sexo.

IWORI-YEKU será o responsável pela parte espiritual do ano.  Falam: Orunmila, Oşún e Yemonjá. O Elegba deste Ifa leva moscas vivas. O bloqueio emocional precisa ser eliminado através de adoração e oferendas aos nossos ancestrais. 2019 será de extrema importância reverenciar os ancestrais, para não sofrer de depressão, problemas amorosos e sexuais. Pessoas que fazem chantagem pra conseguir sexo, se darão mal. E mulheres que não honram sua mãe e seus antepassados terão problemas com a menstruação e ginecológicos. As dicas deste odu são: Em Boca fechada não entra mosquito. O que é visto não é falado.

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CARLINHOS LIMA

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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Signos e os portais do destino

Signos e os portais do destino

Forças que rezem nosso destino

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A palavra odù vem da língua yorubá e significa "destino". Portanto, odù é o destino de cada pessoa. O destino é, na verdade, a regra determinada a cada pessoa por Olodumaré para se cumprir no àiyé, o que muitos chamam de missão. Esta "missão" nada mais é do que o odù que já vem impresso no ìpònrí de cada um, constituído numa sucessão de fatos, enquanto durar a vida do emi-okán ou espírito encarnado na terra. Enquanto a criança ainda não nascer, ou seja, enquanto ela permanecer na barriga de sua mãe, o odù ou destino desta criança ficará momentaneamente alojado na placenta e só se revelará no dia do nascimento da criança. Cada odù ou destino está ligado a um ou mais orixá. Este orixá que rege o odù de uma pessoa influenciará muito durante toda a vida dela. Mas, nem por isso ele será obrigatoriamente o orixá-ori, ou "o pai de cabeça" daquela pessoa, ou seja, o orixá-ori independe do odù da pessoa. Vejamos um exemplo: um omon-orixá de Yansã que tenha no seu destino a regência do odù ofun (que é ligado à Oxalá), essa pessoa terá todas as características dos filhos de Yansã: independentes, autoritários, audaciosos. Mas, sofrerá as influências diretas do odù ofun, trazendo portanto para este filho de Yansã, lentidão em certos momentos da vida. Situação esta desagradável para os filhos de Yansã, que tem a rapidez como marca registrada. Os odùs ou destinos são um segmento de tudo que é predestinação que existe no universo, consequentemente, de todas as pessoas. Os odùs, além de serem a individualidade de cada um, também são energias de inteligências superiores que geraram o "Grande Boom", a explosão acontecida a milhares de anos no espaço que criou tudo. Dentro de um contexto específico(pessoal ou social) em nosso planeta esses odùs podem seguir um caminho evolutivo ou involutivo, por exemplo: existe um odù denominado de odi. Foi Odi que em disfunção gerou as doenças venéreas e outras doenças resultantes de excessos e deturpações sexuais. Traz em sua trajetória involutiva a perversão sexual e é ainda através desse lado involutivo de odi que acontece a perda da virgindade e a imoralidade. Porém, como expliquei, existe o lado evolutivo e o próprio odù odi citado aqui em nosso exemplo possui características boas e marcantes como: caráter forte e firme e tendência a liderança. Na verdade, são os odùs que governariam tudo que está ligado a vida em todos os sentidos. 

Climazzen Astrologia (Carlinhos Lim)

terça-feira, 10 de maio de 2016

Ciclo de tensão e superação - o clima astral e espiritual no Brasil

Ciclo de tensão e superação - o clima astral e espiritual no Brasil
Ciclo de tensão e superação - o clima astral e espiritual no Brasil

Pessoas com problemas, superando o carma e desafios

Olá galera, que a paz do Criador e seus mensageiros, esteja sempre com todos, pois, só com a ajuda do Bem, da luz e com determinação, poderemos tolerar e enfrentar essa fase crítica que vivemos. E como eu alertei, no artigo "Energias astrais e ancestrais em ação - clima tenso na política e na sociedade".  O clima é realmente tenso. E agora nessa semana de Impeachment, há ainda fortes configurações no céu do Brasil. Oposições, quadraturas e conjunções potentes. Mas, a boa notícia é que há por cima dessas mesmas configurações, também, configurações de mudanças positivas, o que quer dizer, que mesmo que os efeitos colaterais do remédio amargo, há um certo clima de superações e melhoras.

Estamos vivenciando a semana de Iwori, como apresentado na página 190, do livro, Os Senhores do Destino - Umbanda Astrológica. Além da semana de Iwori, passamos nessa semana pelo portal Obara, como apresentado na página 191. Revelando-nos assim a ação do Odú 81 Iwori'Obará, como apresentado na página 167 do livro de Umbanda Astrológica. 
Este Odu é caminho de Orunmilá, Oxun e Xangô.
Surge do encontro de Iwori com Obara. Este odú, também nos lembra que todo aquele que se serviu na política, religião, negócios ou qualquer empreendimento na vida, da energia de Exu, mas, não agiu bem, não retribuiu ao trabalho espiritual, social e cármico, será punido e caíra do pedestal que formou. E quando falo em "se servir da energia de Exu", não me refiro exclusivamente de pessoas que cultuem o orixá ou seja seguidor de crenças afrobrasileiras, mas, de pessoas que nascem com as artimanhas, espertezas, energias e movimentos de Exu, como por exemplo, os que usam o discurso pra ganhar eleições, fazer contratos e armar negócios. Essas pessoas que nasceram com a energia de Exu, mas, não souberam fazer seu papel, agora chegou a hora de pagar o preço. E por isso, estamos vendo tantos poderosos em aperto! 

Este Odu, direcionado por Orunmilá, Oxum e Xangô, nada mais pontual que a fase que vivemos agora. As leis, processos de mudanças, a primeira mulher que chegou a presidência, tendo que apear do poder... Isso porque Oxum, não usa de artimanhas e artifícios, pra manter o poder, a não ser que seja por justiça. Esse caminho é um bom presságio para o ciclo que se revela de agora em diante. E pra combinar com os astros que estão em movimento no céu, como por exemplo, o trio de planetas formado pelo Sol, Mercúrio e Vênus no signo de Touro, formando um triângulo de poder com Plutão e Júpiter. É poder de sortilégio e esperança.

Este odu poderoso, não marca que tudo esteja perdido para os que estão sendo imputado correções carmicas, como por exemplo, poderoso que estão tendo que prestar contas com a lei. Ou seja, o odu, diz que se cuidar bem do anjo da guarda, limpar-se e cuidar dos eguns que estão perseguindo a maré de azar poderia mudar. No entanto, como esses poderosos que estão hoje em aperto, são materialistas e soberbos, irão cair, por confiar apenas no dinheiro e não na fé na espiritualidade.

Este Odu, desfavorece nessa semana, os geminianos, arianos e piscianos. E traz uma energia de esperança a taurinos, capricornianos e virginianos. É uma semana, mais favorável aos homens que as mulheres. E em especial as que vivem romances perigosos, amores proibidos e sem futuro, tomem cuidado com a tensão astral pra não passar por apertos. Para os solitários, que vivem uma vida de boas regras, carregando harmonia psiquica e equilíbrio emocional, este odu aconselha a cuidar bem de seu anjo da guarda, que o amor, poderá trazer uma boa novidade, melhores amizades e novas pessoas no caminho. Em especial, quem nasceu de 12 a 21 de maio, 12 a 19 de janeiro e de 14 a 22 de setembro, a semana, pode trazer novidades e ventos de mudanças inesperadas. 

Axé a todos e Shalom

Carlinhos Lima

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Ifá Orumilá os portais sagrados pra acessar seu destino


Para orientar os que o procuram, o sacerdote de Ifá, chamado bàbáláwo (babalaô, pai do segredo), reporta-se ao Odù Corpus, conjunto riquíssimo de conhecimentos esotéricos e registros históricos da milenar tradição iorubá. Utiliza-se de sementes de ikin ou da corrente òpèlè, cuja configuração geomântica remete a um dos 256 odus lá contidos, cujos itan (narrativas míticas) estabelecem analogias entre a situação das personagens e trajetória existencial do consulente. Ifá compreende todos os idiomas da terra, o que lhe possibilita aconselhar todos os seres humanos, sem exceção. O corpus literário de Ifá guarda a história dos orixás e o ensinamento de curas através do uso de ervas. Por isso seus sacerdotes devem conhecer, além da prática divinatória, o preparo de remédios. Orumilá tem por irmão mais novo Ossaim, a divindade da cura, de cujo auxílio serve-se desde os primórdios. No jogo oracular, Exu é divindade particularmente importante, dada a sua relação estreita de amizade com Ifá.

As regras que o babalaô obedece incluem não se aproveitar das próprias prerrogativas. Como possui amplos e profundos conhecimentos é procurado por muitas pessoas, algumas em situação de crise, fragilizadas pelas circunstâncias difíceis que enfrentam, mergulhadas num sofrimento do qual querem escapar, literalmente, a qualquer preço – e isto favorece o abuso de poder. Entretanto, recebe a advertência de não agir em benefício próprio. Entende-se que o grande privilégio e a grande riqueza do sacerdote de Orumilá reside na oportunidade de estar a seu serviço. Este itan do Odu Ofu-Ose, narrado ao Babá King pelo venerável Babalaô Fabunmi Sowunmi, elucida a esse respeito:

Eni to ba puro
Iro a pa
Eni ti o ba seke
Eke a ke won lowo
A ke wån lese
A ti won si gburugburu ona oun
Awon lo se ifa fun ajangurumale
Ti nse oluwo lode orun
Gbogbo eni ti o ba
Nfi suru pe suru
Ajangurumale ifa
Ni yoo ja won sorun
Gbogbo eni ti o ba
Nfi suru pe suru
Ajangurumale, ifa ni yoo ja won sorun
E ma fi oku pe aye
E ma fi aye pe oku
Eni ti o ba fi oku pe aye
Eni ti o ba fi aye pe oku
Ajangurumale ifa ni yoo ja won sorun
Ajangurumale
E ma fi abiyamo pe agan
E ma fi agan pe oyibi
Eni ti o ba fi abiyamo pe agan
Ti o fi agan pe oyibi
Ajangurumale, ifa ni yoo ja won sorun.

  Indivíduos de várias origens têm procurado iniciações em Ifá, tanto em território africano quanto nos países da diáspora. Esta prática é altamente recomendável, pois esta iniciação, em particular, marca seu ingresso formal na Religião Tradicional Iorubá. Além disso, em tal circunstância revela-se o odu de nascimento de cada pessoa, que indica o seu destino na terra.

Seus principais símbolos são ikin (sementes de palmeira), òpèlè (a corrente divinatória, de uso privativo de seus sacerdotes, feita com oito metades da semente sagrada de mesmo nome), óta (pedra de assentamento), ìrùkèrè (cauda de animal que, após preparo artesanal e mágico, é carregada por sacerdotes e reis como sinal de realeza e poder), obi, orobô, búzios e pedaços de presa de elefante gravados, que ficam guardados em um receptáculo colocado em lugar alto, num canto ou no centro do cômodo. Seus colares e pulseiras são confeccionados alternando-se contas de cor verde e marrom.

Aquele que mente será destruído pela mentira Aquele que provoca discórdia será destruído pela discórdia. A falsidade despojará o falso da força vital de que dispõe. A falsidade destruirá os falsos. Foram eles que adivinharam para Ajagunmale (Ifá), sábio supremo no orun. Todos aqueles que trocam a verdade pela mentira serão levados para o orun por Ajagunmale (Ifá) Não chamem o morto de vivo, nem chamem o vivo de morto Quem chama o morto de vivo ou chama o vivo de morto será levado para o orun por Ajagunmale (Ifá) Não chamem uma mulher fértil de estéril, nem chamem uma mulher estéril de fértil Quem chama uma mulher fértil de estéril ou chama uma mulher estéril de fértil será levado para o orun por Ajagunmale (Ifá) Não chamem o preto de branco, nem chamem o branco de preto Quem chama o preto de branco ou chama o branco de preto, será levado para o orun por Ajagunmale (Ifá) Orunmilá diz que prefere matar o babalaô que mente para quem o procura em busca da verdade e colocar em seu lugar um homem ignorante a respeito da complexa sabedoria de Ifá Orunmilá prefere um homem que não conhece a sabedoria de Ifá do que um grande conhecedor dessa sabedoria que seja falso e mentiroso.

Orumilá, Ifá ou Ifá-Orumilá, a divindade oracular dos iorubás, é respeitado por sua sabedoria. As palavras Ifá-Orumilá e Orumilá designam a divindade, enquanto Ifá designa, simultaneamente, a divindade e o sistema divinatório a ela associado. Òrúnmìlà forma-se da contração de órun-l'ó-mo-à-ti-là (somente o céu conhece os meios de libertação), ou de órun-mo-olà (somente o céu pode libertar). Ifá, por sua vez, tem por raiz fa (acumular, abraçar, conter), indicando que todo o conhecimento tradicional iorubá acha-se contido no corpus literário de Ifá, ou Odù Corpus.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Umbanda Astrológica, buscando a origem...


Na Umbanda Astrológica, um pouco mais além do que declarado na Umbanda Esoterica a existência do Orisa Orunmila Ifa na Umbanda Esotérica por compreender que sob a denominação de "Yorimá", o qual, neste credo, é "patrono" da Falange dos "Pretos-velhos", primeiramente existia a figura do Orisa Obaluaiye, o Senhor da Terra da Vida, e, acima dele, a do Orisa Orunmila Ifa, o Senhor dos Destinos Humanos. Da mesma forma, a denominação "Yori" atribuída à Falange das "Crianças" da Umbanda e cujos "patronos" são São Cosme e São Damião, havia eclipsado os Gêmeos Sagrados Ibeji, chamados Taiwo e Kehinde! Também os Ere e os Tobossi africanos haviam sido sincretizados no terceiro gêmeo africano - Idowu - aquele que, na Umbanda, é conhecido por "Doum"! E denominações Tupan, Zambi, Olorun e Jeovah são nomes diferentes nos quais diferentes raças expressam o mesmo conceito de Deus Único, Onipotente e Onipresente! E quer os chamemos por Guaracy, Yacy e Rudá - Xangô, Yemanjá e Yori - São Gerônimo, N.S. da Conceição e São Cosme e São Damião, todos são Seres Espirituais de Origem Divina para os que assim os chamam e que todos eles, incluídos os demais restantes, eu posso agrupar sob a denominação genérica e atual de Orixás Ancestrais, sem com isso estar ofendendo, por diminuir ou engrandecer, nenhuma corrente religiosa. O ponto de semelhança entre eles é inquestionável em sua grandeza: Deus! 

Deus: Único, Absoluto, Onipresente e Onisciente seja qual for o Nome que a Humanidade Lhe atribua através dos Tempos e Lugares. Tenho como minha verdade que Ele reflete sua Infinita Bondade pelo Universo de sua Criação, através de Seres Espirituais de Origem Divina a quem denomino de Orixás Ancestrais. Compreendo o Mana, a Benção, a Mandinda e o Axé (Força Espiritual) dos Orixás Ancestrais como energia vivente, atuante e onipresente em nome de Deus por todo o Universo. Os Odu, viventes e atuais, devem ser aplicados e interpretados em relação a energia de um ser humano que vive no tempo presente e em relação à forma cultural a que ele pertence. O mesmo se aplica a seus rituais e orações.

O Orisa Orunmila Ifa nos concede, ao buscá-lo, quando nossa Ori Orun ("cabeça-no-além") se "ajoelha" perante o Todo Poderoso e Misericordioso Olorun deve ser para pedir-Lhe que conceda a honra de poder tornar-se um Ancestral iluminado para o Futuro, com uma nova maneira de sentir, pensar, traduzir e expressar a Sabedoria dos Orixás Ancestrais, trazendo-a para a compreensão deste povo, neste tempo, neste dia e nesta hora. E, ao estender a todos os que aqui lêm a oportunidade de Auto Conhecimento, através deste "Espelho Mágico Virtual", cumprir o Destino nesta Terra-da-Vida. Que tu procures bem cumprir o teu, se ele for, como o meu, o de estar sempre aprendendo, uma vez que aquele que só sabe ensinar é porque nada aprendeu!

A CASA DE ORUNMILA-IFA: Ifá é um Sistema de Oráculo Sagrado originário da milenar cultura africana Iorubá e é parte integrante da religião naturalista que nos foi legada pelos descendentes dos povos africanos sudaneses, nigerianos e bantos escravizados no Brasil. Sendo que, com o passar de mais de um século de sua chegada, é que miscigenou-se com anteriores conhecimentos espirituais Bantos e Angolenses aqui já aclimatados a mais de dois séculos, esta simbiose vindo a constituir-se em um dos Três Pilares Místicos sobre os quais ergueu-se a Umbanda do Brasil, à ela legando, dentre outros, dois elementos principais: o conceito dos Orixás e o Jogo dos Búzios. Mas, foi só tardiamente, quando passadas as fases da escravização e colonizacão, que os estudiosos do esoterismo das religiões africanas reformuladas no Brasil deram-se conta de que, subjacente às graciosas e/ou confusas lendas dos escravos africanos, existiam uma Teogonia, uma Mística e uma Liturgia de grande alcance espiritual, cultural e social que haviam sustentado a fé dos descendentes daqueles povos, mesmo na tragédia da escravidão.

domingo, 18 de setembro de 2011

Orumilá Ifá e os orixás de Esquerda - Exu e Pombagira


Os Orixás são arquétipos, são manifestações dos atributos de Deus, sendo representados simbolicamente por figuras humanas. Nesse sentido, são personificações destes mesmos atributos e qualidades divinas. Cada um dos Orixás representa as principais qualidades do divino, expressos de diversas formas.

Tudo aquilo que é transcendente e profundo, não consegue se encaixar em definições rígidas e inflexíveis. O próprio termo “definição” significa, entre outras coisas, “dar fim”. É difícil imaginar que algo muito elevado possa facilmente encerrar-se dentro de limites próprios do nosso entendimento humano. Os espíritos podem evoluir através de cada um desses raios, dessas vibrações primordiais. Ou seja, cada um de nós pode evoluir através de um Orixá e se tornar a manifestação desse Orixá no plano objetivo. Por isso, podemos dizer que os Orixás também são espíritos muito evoluídos, pois cada espírito cresce e se desenvolve a partir dos atributos divinos contidos em cada Orixá, que é uma emanação direta de Deus.

Orixá é uma energia básica e fundamental do Universo e os espíritos podem evoluir a partir dessa energia, pois ela é uma emanação direta de Deus. Assim, existem varios caminhos básicos para se atingir Deus, representados pelos Orixás. Quando um espírito evolui, ele pode crescer a partir da Vibração de um dos Orixás. O que ocorre, é que existem espíritos que evoluem através de um desses “raios”. Cada um dos Orixás representa um raio que está ligado a um centro primordial de vibração, ligado a Deus.

Na verdade, Deus é um só, mas são múltiplas as suas formas de manifestação. É como se Deus fosse a luz branca e os Orixás fossem as cores, que se irradiaram a partir do branco. Cada Orixá está ligado a um “tipo primordial”, que também corresponde a um nível de consciência. Ou seja, Orixás são as vibrações primordiais do Cósmico que nascem quando Deus se manifesta no Plano Objetivo e Manifesto. Os cultos de Tradição Africana não são muito afeitos a definições, teorias ou sistemáticas. São práticas muito vivenciais, que dispensam o intelecto e o retiram de seu lugar criterioso e interventivo para que o interior da alma possa desabrochar em sua forma original e natural.

De qualquer forma, a idéia de “força” já se afasta da concepção de Orixá como sendo uma personalidade, um indivíduo, um ser, algo que nos recorda o pensamento animista que tomou conta das religiões antigas. Então, a melhor noção para a “força natural”, que controla os processos da manifestação da vida em todos os níveis seria uma conjunção entre um reservatório de energia onde situa-se uma forma de consciência em seu centro, com capacidade de regular as atividades naturais e permitir o equilíbrio do funcionamento da natureza.

E assim existem orixás intermediários entre os homens e o panteão africano que não são considerados deuses, são considerados “ancestrais divinizados após à morte”. Assim sendo, quando dizemos que adoramos Deuses, nós referimo-nos a adorar as forças da natureza, forças essas pertencentes á criação do grande Pai chamado Olorum “Senhor do Céu” (Deus Supremo).

Estão divididos em orixás da classe dos Irun Imole, e dos Ebora da classe dos Igbá Imole, e destes surgem os orixás Funfun (brancos, que vestem branco, como Oxalá e Orunmilá), e os orixás Dudu (pretos, que vestem outras cores. Os orixás são guardiões dos elementos da natureza e representam todos os seus domínios no aye (a realidade física em que os humanos estão inseridos segundo a tradição iorubá).

O panteão dos Orixás não é mais do que a junção das energias de todo os elementos da natureza, e cada elemento da natureza é representado por um Orixá. Aprendemos a sentir e a manipular essas energias individualmente através de cada Orixá. A grande maioria das nações africanas, anteriores à era cristã, conheciam a existência de Olorum como o grande criador, o Ser Fundamental. Olorum “é o Todo”. E o todo, é a natureza e os seus integrantes, (animais, vegetais, minerais, planetas, etc.).

Aprendemos a sentir e a manipular essas energias individualmente através de cada Orixá. Os filhos nascidos sobre a influência do Orixá detêm mais energia do seu Orixá influente que os filhos de outros Orixás. Exemplo: os filhos de Obaluaye possuem mais energia voltada para as curas de doenças do que os filhos de Oxum que possuem por sua vez mais energia voltada aos sentimentos ligados ao amor. Quanto maior for o nosso contacto com a natureza, maior será o desenvolvimento, a energia, o ashé e, portanto, maior será o elo de ligação com os Orixás, aproximando-nos mais de Olorum (deus criador/construtor de todo o universo).

Durante a sua estadia na Terra, os Orixás tiveram muitas aventuras fantásticas, devido à sua força sobre os elementos da natureza. Muitas das suas façanhas e ensinamentos são citadas em lendas. Após a sua passagem pela Terra, os Orixás de predominância recolheram-se no Orum, de onde têm como função auxiliar os seus semelhantes na Terra – a humanidade – em busca da evolução e da comunhão universal. Muitas das suas façanhas e ensinamentos são citadas em lendas. Após a sua passagem pela Terra, os Orixás de predominância recolheram-se no Orum, de onde têm como função auxiliar os seus semelhantes na Terra – a humanidade – em busca da evolução e da comunhão universal.

Orixás Funfuns Os Orixás Funfuns são os seres que criaram o nosso universo e, por consequência, o nosso amado planeta Terra. Orixás de Predominância São aqueles que descenderam dos Orixás Funfuns (Branco), e a sua função era povoar o planeta, espalhando semelhantes por todo o mundo. Durante a sua estadia na Terra, os Orixás tiveram muitas aventuras fantásticas, devido à sua força sobre os elementos da natureza. Os Orixás foram os primeiros seres que habitaram a Terra, e dividem-se em duas qualidades: os Orixás Funfuns e os Orixás de Predominância. Em total existem 400 Orixás.

E os nossos Odu / Fundamentos da Tradicão afirmam que a Existência transcorre em dois grandes planos : 1 – Aiye / Mundo Natural ou Terra-da-Vida; 2 – Orun / Mundo Sobrenatural ou Além. Mas esses dois grandes planos de Existência não são assim tão distintos, pois os Versos dos Contos de Ifá contam que as Entidades Sobrenaturais já “viveram” sobre a Terra no Ode Aiye / Local Terreno das Divindades, quando elas aqui vieram reger a Criação do Mundo Natural. Além disso, esta tradição religiosa afirma que tudo o que existiu, existe ou existirá no Mundo Natural foi plasmado no Mundo Sobrenatural e lá tem o seu exato Duplo.

Os Onile / Senhores da Terra ou, ainda melhor, os Ancestrais, aqueles entes falecidos que por suas ações passadas foram semi-divinizados por seus descendentes, sendo que, embora estejam no Além não são Divindades e estão ligados à estrutura da Sociedade. Os Versos dos Contos de Ifá falam com freqüência em 600 (seiscentos) Imole. E classificando-os em 400 (quatrocentos) Irun Imole ou Irunmole e em 200 (duzentas) Igba Imole ou Igbamole : “Awon Irinwo Irunmole oju kotun, ati awon Igbamole oju kosi.” “Muitos Irinwo Irunmole do Lado Direito e muitas Igbamole do Lado Esquerdo.”

Mas, isto significa muito mais que os Imole podem ser e são considerados como divididos em Divindades Geradores (Irinwo) e Divindades Gestantes (Igba) e todos os pesquisadores eruditos e os religiosos africanos também estão de acordo em considerar lógica a tradição de que estes 600 Imole são um número místico com a função de emprestar grandeza ao conceito de Divindade, o que importa em dizer-se que eles, os Imole, são uma grande quantidade desconhecida.

E todos os Seres existentes são denominados por um só termo : 3 – Ara / Corpo ou Ser. Estes Seres podem ser, conforme as suas qualidades : 3.1 – Ara Orun ou Seres do Além : 3.2 – Ara Aiye ou Seres da Terra. Os Seres do Além (3.1) dividem-se em duas categorias principais : 3.1.1 – Os Imole / Seres Sobrenaturais Divinos, em suas diversas qualificações, os quais estão associados à estrutura do Cosmo e da Natureza Terrestre.

Ki Ile Jeeri / que a Terra testemunhe é a mais ritual das fórmulas empregadas em juramentos solenes e daí que todo o Assentamento de um ôrixá deva ser baseado na Ota / Pedra que lhe seja própria, “assentada”, consagrada e “alimentada” por seus fiéis e estes dizerem : -”A força dos Orixás está na pedra “- O que eqüivale a dizer-se : na Terra ! Portanto, como disse anteriormente, Terra e Além estão indissoluvelmente interligados em minha mente e daí também saber que todos os Além podem se intercambiar nesta Terra-da-Vida e que todos os seres que nela existem, mesmo os inanimados, possuem uma centelha (ase) da Vontade Divina (aba) que os criou e os faz existir (iwa). Daí muitos desavisados tratarem os fiéis aos Orixás por “animistas”, misturando o conceito de “centelha divina” com o conceito de “alma” de suas próprias filosofias religiosas.

Ile / Terra, como eixo central e comum de suas esferas de ação e, portanto, como ponto de passagem e de retorno para que todos os Seres por ela, a Terra, intercambiem os seus planos de existências diferenciadas. Para isso, necessitam de um meio, quer ele seja os seus sacerdotes ou os seus Filhos-de-Santo ou, preferencialmente, seus lugares sagrados e devocionais, tal como era o caso dos Origi / Montículo Sagrado do Orisa Orunmila na Cidade Santa de Ilê Ifé em áfrica ou como é o caso atual dos “Assentamentos”.

Ajal’orun / Teto do Além, portanto, no ápice do poder espiritual, está OLORUN / DEUS, justamente Aquele (O) + que tem (LI) + o Além (ORUN). Ele é o Ala Iwa Aba L’Ase / Supremo Criador dos Princípios e Poderes que tornam possíveis e regulam toda a Existência em todos os seus Nove Planos : – o Iwa ou Poder da Existência; – o Ase ou Poder da Realização que dinamiza a Existência; – o Aba ou Poder da Essência que dá propósito ao Poder de Realização. Daí o distanciamento que todos os outros Seres têm que Dele manter, pois nada na Criação é capaz de suportar-Lhe o magnífico esplendor ! Daí, também, que nenhuma Oferenda Lhe pode ser entregue diretamente e Ele somente a receberá através de Seu Mensageiro Divino : o lmole Esu Osije.

O Incriado e Criador, OLORUN não tem culto específico e nem sacerdócio particularizado. Mas, apesar disso, Ele não é tão remoto ou indiferente aos assuntos humanos. Pelo contrário, Ele está sempre muito próximo de nós : as preces e os apelos sinceros do coração humano O alcançam e Ele os responde através do ôrixá ôrunmilá e sua Divinação Sagrada de Ifá.

A seguir, no segundo lugar na Hierarquia da Tradição, criado por OLORUN com seu próprio Hálito Divino, vem Imole Orisanla, de Orisa (ôrixá) + Nla (Grande), o Grande ôrixá. Ao mesmo tempo, OLORUN criou Igbamole Iyangba, de Iya (Mãe) + Ni Gba (que recebe), aos quais delegou os poderes para a geração e gestação de todas as condições para que os Seres existissem no Além e na Terra. Em terceiro lugar, também foi criado diretamente por OLORUN, com a Eerupe / Lama, mistura de água e Terra, mas também vivificada por Seu Hálito Divino, o Imole Esu Agba, o Terceira Cabaça, ou ainda, o êxú Ancestral, o Imole da Dinamização, da Transformação e da Restituição, quer no Além ou quer na Terra-da-Vida.

Imole / Ser Sobrenatural de Origem Divina, altamente especial e único por ser o primeiro Ara Orun / Corpo do Além, ou seja, a Primeira Individualidade Espiritual a ser criada diretamente da Matéria Combinada : Fogo (espírito), Ar (hálito divino), água e Terra (lama).

Em seguida, houve a Criação de todos os Awon Imole, os muitos Seres Sobrenaturais Divinos, porque ainda criados diretamente por OLORUN, ou seja os Muitos Irunmole (Orixás) da qualidade do Branco (funfun) e as muitas Igbamole (Iyami) da qualidade do Preto (dudu), as quais viriam gerar muitos outros Imole considerados como Omode Okunrin / Descendente Masculino e Omode Obirin / Descendente Feminino desses relacionamentos, todos estes últimos relacionados com a qualidade do Vermelho (pupo), e, ainda, com as composições do Vermelho, Branco e Preto.

Orisa / ôrixás pertencem ao Lado Direito, ao Poder Gerador Masculino, à Primeira Classe de Poder (o Poder da Existência), expressado materialmente pela cor Funfun / Branca. os Seres Sobrenaturais de Origem Divina. Conheceram-se 50 (cinqüenta) deles que são considerados não gerados mas geradores, sendo que estes são os que realmente merecem o nominativo de ôrixá / Divindade da Brancura. Entre eles podemos citar : Orinsala e Orunmila-Ifa.

Iyami pertencem ao Lado Esquerdo, ao Poder Gestante Feminino, à Terceira Classe de Poder (o Poder da Essência), expressado materialmente pela cor Dudu / Preta. Conheceram-se muitas delas que são consideradas não geradas mas gestantes, sendo conhecidas também pelo nominativo Ebora.

Oduduwa e Yemideregbe ( Aquela que vem da Lagoa; no Brasil, Iemanjá = A Mãe dos Filhos-Peixes ) – Omode Okurin e Obirin, “Filhos” e “Filhas” gerados pelos Orisa e Iyami pertencem à Segunda Classe de Poder (o Poder da Realização) expressado materialmente pela cor Pupo / Vermelha, ou então, por múltiplas combinações das três cores-símbolos : Branco, Preto e Vermelho. Classificam-se à Direita ou à Esquerda, conforme os seus designativos: Os “Filhos”, classificam-se à Direita, e, apesar de não pertencerem exclusivamente ao Funfun / Brancura, são também denominados por Orisa Omode Okunrin / Orixá Descendente Masculino; As “Filhas”, classificam-se à Esquerda, e, apesar de não pertencerem exclusivamente ao Dudu / Preto, são tratadas por Iyami, porque este termo também pode traduzir-se por Senhora (iya) Minha (mi), o que gerou muitas confusões posteriores entre Mães Gestantes e Filhas Geradas, quando da transposição, durante o cativeiro no Brasil, da Teologia em língua Iorubá para as Lendas contadas em língua portuguesa estropiada.

Imole Esu, que pertence à uma categoria única e exclusiva, nem gerado e nem gerante, na sua posição de Terceiro Criado por OLORUN e pertence à Direita e à Esquerda, pois como Mensageiro Divino anda por todos os Nove Além, e, por ser o Grande Dispensador do Axé das três Classes de Poder ( Iwa, Aba e Ase ) carrega em seu Ado Iran / Cabaça Mágica as múltiplas combinações das três cores-símbolos, por delegação unânime de todos os Orisa, as Iyami e os Omode Okunrin e as Omode Obirin.

Alguns, até chamam êxú por “ôrixá” porque pressentem sua importância, mas desconhecem sua verdadeira essência! O principal Imole Orisa Funfun é a Grande Divindade da Brancura, o Orisa Nla / Grande ôrixá, também conhecido por outro de seus títulos : Obatala – de Oba (Senhor) + Ti (Tem) + Ala (Veste Branca), o Senhor que tem a Veste Branca e que é o Parceiro Gerador do Casal Divino que, por beneplácito e ordem de OLORUN, gerou e regeu toda a Criação.

No Brasil, este ôrixá ficou mais conhecido pela contração do termo Orisa Nla em ôrixânlá, depois em ôrixalá e posteriormente criando-se a nova fonética “Oxalá”, sob a qual é muitas vezes confundido com OLORUN. A principal Igbamole Ebora Dudu é a grande Divindade do Preto, a Igbamole Iyangba Oduduwa que é a Parceira Gestante do Casal Divino, mas que está praticamente esquecida no Brasil. Como esquecidos estão Oranfe, Agbona, Erikiran, Erinle, Oluwa, Oke, Agbala, Ikire, Hoho, Ija, Olufon, Eteko, Oluorogbo, Oluwonfin, Oxaogiyan e, assim, mais tardiamente, a própria a Umbanda Esotérica fixou seus parâmetros sobre as características esotéricas de apenas seis Irunmole e uma Iyami, mas também chamando a todos por ôrixá : Oxalá, Ogum, Oxosse, Xangô, Yemanjá, Yori (Ibeje), Yorimá (Obaluaiye).

Na Criação, como conseqüência da existência de vida na Terra, apareceu a outra classe de criaturas Ara Orun da Religião dos Orixás : os Onile, de Oni (Senhor) + Ile (Terra), ou seja, os Senhores da Terra. Estes Seres do Além que tiveram as suas Ori Orun / Cabeça-no-Além também criadas por OLORUN, puderam tornar-se em Seres da Vida e sobre a Terra-da-Vida existir para consumar o seu Iwa / Destino com a própria Ori Inu / Cabeça-Interna ou Individualidade Terrestre, para no seu Ol’ojo / Dia Marcado retornar ao Além para acrescentar a seu Duplo no Além ou “matriz espiritual primordial”, todos os méritos ou deméritos de suas ações praticadas na Terra-da-Vida, adquirindo, após a primeira desencarnação, a qualidade de Onile / Ancestral.

E esta foi a parte da Teologia Iorubá mais absorvida pela Umbanda do Brasil e apenas citaremos qual o relacionamento dos Onile para com Orixás e Eboras. Assim sendo, ainda que seja perante OLORUN que cada Ara Orun e/ou Onile deva “ajoelhar-se” para pedir o seu novo Destino antes de encarnar-se, sendo Ele o seu verdadeiro Eleda / Criador, ao renascer na Terra-da-Vida para cumprir esse destino adrede solicitado, o novo Ser Vivente está ligado a algum Irunmole ou Igbamole, que lhe “emprestará” algumas qualidades de sua matéria primordial ( Axé do Branco, do Preto ou do Vermelho ).

Orixá e/ou Ebora ou por ele/ela ser “possuído” no transe mediúnico. Este Orixá ou Ebora, depois de detectado e confirmada a sua influência sobre o novo Ser Vivente pelos processos da Divinação Sagrada de Ifá, é considerado como o “possuidor” da Ori Inu / Cabeça Interna, ou seja, da nova Personalidade Individual Terrestre daquele Ser e/ou Ancestral novamente encarnado, ou seja, o seu Oluware, portanto, e no máximo, o seu Oba Mi / Meu Senhor ou Iya Mi / Minha Senhora, pois que o seu verdadeiro Criador sempre foi, é e será Deus.

E o Senhor da Casa da Vida : o ôrixá Orunmilá-lfá. Ara Orun / Ser Sobrenatural ; Imole / Ser Sobrenatural de Origem Divina ; Irunmole Oju Kotun / Ser Sobrenatural Divino Masculino do Lado Direito ; Orisa Funfun / ôrixá Não Gerado mas Gerador do Poder da Brancura. Sua qualificação completa seria, pois : Ara Orun Imole Irunmole Oju Kotun Orisa Funfun Orunmila Ifa Ele é o Arauto dos Desígnios Absolutos de Deus sobre o Destino de todos os Seres Terrestres, destino este que pode ser confirmado ou corrigido pela Divinação Sagrada de Ifá, para que cada Ser aqui nascido procure cumprir muito bem aquilo que ele próprio solicitou a OLORUN antes de encarnar-se ou nascer.

Exu, orixá guardião dos templos, encruzilhadas, passagens, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos. Ogum, orixá do ferro, guerra, fogo, e tecnologia, Deus da sobrevivência. Oxóssi, orixá da caça e da fartura, e do sofrimento. Logunedé, orixá jovem da caça e da pesca. Xangô, orixá do fogo e trovão, protetor da justiça. Ayrà, usa branco, tem profundas ligações com Oxalá e com Xangô. Obaluaiyê, orixá das doenças epidérmicas e pragas, orixá da cura. Oxumaré, orixá da chuva e do arco-íris, o Dono das Cobras, Deus da transformação. Ossaim, orixá das Folhas sagradas, conhece o segredo de todas elas. Oyá ou Iansã, orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestades, e do amor. Oxum, orixá feminino dos rios, do ouro, deusa das riquizas materias e espirituiais, e da fertilidade. Iemanjá, orixá feminino dos mares e limpeza, mãe de muitos orixás. Nanã, orixá feminino dos pântanos e da morte, mãe de Obaluaiê. Mais velha orixá do panteão africano. Yewá, orixá feminino do Rio Yewa, considerada a deusa da beleza, da adivinhação e da fertilidade.

Obá, orixá feminino do Rio Oba, uma das esposas de Xangô, é a deusa do amor. Axabó, orixá feminino da família de Xangô. Ibeji, divindade protetor dos gêmeos. Irôco, orixá da árvore sagrada, (gameleira branca no Brasil). Egungun, Ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos Orixás. Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna, a grande mãe feiticeira. Omulu, Orixá da morte. Onilé, orixá do culto de Egungun. Onilê, orixá que carrega um saco nas costas e se apóia num cajado. Oxalá, orixá do Branco, da Paz, da Fé. OrixaNlá ou Obatalá, o mais respeitado, o pai de quase todos orixás, criador do mundo e dos corpos humanos.

Ifá ou Orunmila-Ifa, Ifá é o porta-voz de Orunmila, orixá da adivinhação e do destino, ligado ao Merindilogun. Odudua, orixá também tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yoruba. Oranian, orixá filho mais novo de Odudua. Baiani, orixá também chamado Dadá Ajaká. Olokun, orixá divindade do mar. Olossá, orixá dos lagos e lagoas. Oxalufan, qualidade de Oxalá velho e sábio. Oxaguian, qualidade de Oxalá jovem e guerreiro. Orixá Oko, orixá da agricultura.


E o que seriam as Guardiãs Pombas Gira: Se os Guardiões Exus são marginalizados, mais ainda são as senhoras Guardiãs Pombas Gira. Há muitas pessoas que as associam com prostitutas, ou simplesmente, mulheres que gostam de se expor aos homens e sedentas por sexo. As distorções e preconceitos são características dos seres humanos quando eles não entendem corretamente algo, querendo trazer ou materializar conceitos abstratos, distorcendo-os. Essas nossas irmãs em Deus nada mais são que espíritos desencarnados, que como os Exus, viveram na Terra e hoje, por afinidade fluídica, militam como mais uma corrente de trabalho portentosa dentro da Umbanda.

Dentro da hierarquia das Guardiãs Pombas Gira, estão divididas em níveis diversas outras Pombas Gira, da mesma forma que as demais legiões. É claro que em alguns casos podem ocorrer que uma delas em alguma encarnação tivesse passado pela experiência dolorosa de ser uma prostituta, mas, isso não significa que as Guardiãs Pombas Gira tenham sido todas prostitutas e que assim agem. As que foram, hoje estão integradas na Umbanda, a fim de realizarem a grande reforma íntima através da caridade e do mediunismo redentor. É mais uma corrente de trabalho espiritual na Umbanda, onde espíritos seletos atuam na faixa vibratória que mais se afinizam.

As Guardiãs Pombas Gira não são a representação da sexualidade e nem da sensualidade, mas sim frenam os desvios sexuais dos seres humanos e direcionam essas energias para a construção da espiritualização, evitando a destruição espiritual e material de cada ser. A sensualidade desenfreada destrói o homem: a volúpia. Este vício moral é alimentado pelos encarnados e desencarnados pela invigilância das Leis de Deus, criando um ciclo ininterrupto, caso as Pombas Gira não atuem neste campo emocional, frenando-o e redirecionando-o.

As Guardiãs Pombas Gira são grandes magas e conhecedoras das fraquezas humanas. São executoras da Lei. Cabem as Guardiãs Pombas Gira esgotar os vícios ligados ao sexo, equilibrando o ser humano. Elas são elementos mágicos ativados através de oferendas e elementos religiosos quando ativados num Templo. Também são agentes da Lei de Deus que podem ser ativadas pela Lei Maior. Os Guardiões Exus vitalizam/desvitalizam, as Guardiãs Pombas Gira esgotam o emocional ou despertam o desejo. Elas realizam curas até mesmo de enfermidades dadas como incuráveis, desmancham trabalhos de magia negra, resolvem problemas, nos dão conselhos preciosos de como bem dirigir nossas vidas, enfim, fazem tudo pelas pessoas bem intencionadas que as procuram para a prática da caridade. È uma pena que ainda existam pessoas que as procuram somente para desmanchar relacionamentos amorosos ou conquistar alguém.

Nas descargas para neutralizar correntes de elementares/elementais vampirizantes, bem conhecidos como súcubus e íncubos, que atuam negativamente, por meio do sexo, fazendo de suas vitimas verdadeiros escravos das distorções sensuais. • Cortando trabalhos de magia sexual negativa e as ditas “amarrações”, pois ninguém deve se ligar a ninguém a força. Isto é considerado pelos tribunais do astral como desvio de carma e as sanções para aqueles que realizam tais trabalhos são as mais sérias possíveis. • Cortando trabalhos de magia negra, pois não é permitido pela Lei Divina que as pessoas ou espíritos possam fazer o que bem entenderem, ainda mais ferindo o Livre Arbítrio alheio. • Neutralizando correntes e trabalhos feitos para desmanchar casamentos. • Trabalham incansavelmente no combate as hostes infernais, quando estas procuram atingir injustamente quem não merece. • Trabalham no combate das viciações que escravizam os médiuns, protegendo-os das investidas do baixo astral, quando se fazem merecedores. • Fazem à proteção dos Templos onde habita a Espiritualidade Maior.


O facínio e desafio dos oráculos!


Analisando a complexidade dos oráculos, o buscador terá dois caminhos, ou esquenta a cabeça e desiste desanimado, ou se apaixona, fica encantado e se aprfofunda cada vez mais. Isso acontece e aconteceu comigo, ao adentrar o fantástico mundo do Tarô, da Astrologia, dos orixás, do Ifá. Cada código, cada possibilidade, cada configuração é uma coisa radiante o que acontece em nossa mente. À cada decifração de enigmas é um extase muito grande para o buscador! O jogo de Ifá que algumas pesquisas até apontam para a origem pela geomância, é um sistema binário fantástico que nos dá milhares de possibilidades, talvez um número importante seja de 4096 combinações. Mas, o aplicável e aconselhavel até para nós que não somos sacerdotes de alto grau, é usar apenas as 256 combinações dos chamados Odús Filhos!

No Culto dos Orixás, possui um sistema complexo de Hierarquia, mas, se buscarmos nos aprofundar pra compreendermos veremos que é magico, belo e perfeito, e  que tem modalidades tais como: Cultos de: Orunmila Ifá. Ilé (Casa, templo) de Orunmila Ifá. Ilé Ase Orixás. Candomblés de, Jeje, Ketu, Nago, Angola dentre outras. Ilé Egun. Casa dos ancestrais. As práticas xamanicas tem com o base a utilização das forças da natureza. O culto de Orunmila-Ifá e dos Orixás também tem o objetivo de cultuar e utilizar estas forças; Fogo, Terra, Ar, e Água. Para isto o Ologun ( o mago), na primeira iniciação do Culto de Ifá, passa pôr um longo tempo de treinamento e estudos para poder aprender a jogar o jogo oracular muito conhecido no Brasil como jogo de Búzios ou Erindinlogun.

Todas as práticas Xamânicas, são necessárias diversas iniciações, aonde o aspirante passa pôr um rito de morte e renascimento, morre para renascer renovado, tem uma experiência de renascimento de transformação de seu interior do seu EU, reedescobrindo a si mesmo,
através do estado de êxtase ou estado alterado de consciência, que os ritos podem proporcionar.

“ÂIYÉ ATÍ IKÚ ÔKAN NÁA NI.”


Na Índia temos a Deusa Dravica, Kalí. Da Venezuela a Deusa Puana, a serpente que criou Kuma a primeira Mulher, de quem nasceu todas as coisas vivas. O povo Fon do Daomé reverencia Nana Buruku a Grande Mãe que Criou o Mundo. Mas voltando ao Orixás e ao Xamanismo. Em nosso pais hoje em dia as pessoas não podem nem ouvir falar do Culto dos Orixás, em virtude do Culto Ter virado um comércio, e muitos Zeladores de Orixás principalmente dos Candomblés, não generalizando, utilizarem seus conhecimentos de forma errônea, para prejudicar e auto se promover, operando muitas vezes desastres na vida das pessoas. Na maioria das vezes estes maus sacerdotes, não conhecem a fundo a ética, moral e a Filosofia e Religião, Yoruba. as vezes aprendem errado, com seus zeladores, não sabem verificar qual o Odù (destino Pessoal), Orixá e prescrevem ebós (trabalhos mágicos), errados, desequilibrando, psiquicamente, espiritualmente, atrapalhando ainda mais a prosperidade, das pessoas que este sacerdotes atendem.

Acima de todas as forças está Deus, Olódùmarè, a Suprema força criadora que dá a existência, a substâncias e ao crescimento às demais forças; os Orixás, e abaixo destes o Homem. Sabemos que a sede de nossa existência esta centralizada na cabeça (Orí). Segundo os povo Yoruba o Orí a Cabeça esta dividia da seguinte forma: Orí Òde – Cabeça física. Orí Inu – Cabeça Interior. E o Ìpònri – Força Ancestral.

A tarefa de ser um Omo Awo, filho do Segrego, era uma tarefa muito difícil e patrulhada por severas regras de conduta que deveriam servir de base técnica e moral para sua ação. O Àwoni não poda procurar a mulher de outro, muito menos a sua ajudante Ritual. O Awo não podia praticar Âjé, feitiço contra outro Awo ou contra inocentes. Não poderia conspirar contra seus Irmãos. Não podia abandonar outro Awo que estivesse em dificuldades, sem tomar providências para que tudo ficasse em ordem com o necessitado. Não podia falar mal de outro, fora do âmbito de sua confraria, mesmo o outro sendo culpado. O Awo não podia divulgar o teor das discussões travadas em seus encontros formais na confraria, Sociedade Secreta, mesmo que se tratasse de punição contra culpados ou desagravo de inocentes. Praticavam a lei da natureza, do respeito, moral e da caridade.

O Ìpònri e uma força de energia vital, esta força esta ligada ao primeiros pais do homem, ligando o Homem a Deus. Esta ancestralidade, matéria massa de origem, os Orixás e os Odùs, possui uma força extraordinária como fundadora do gênero humano familiar, propagada da divina herança vital, emanada de Deus. O primeiro antepassado, esta força vital é sempre evocada e cultuada nos ritos de iniciação de nos rituais de Bori (rito de adoração ao Orixá Ori, Cabeça). Esta força ancestral que nos trás equilíbrio, Harmonia, prosperidade e Saúde. O Buri e um ritual de renascimento e morte. Orí Inú é a assência da personalidade do psiquismo, da personalidade da alma (espirito encarnado), que deriva diretamente de Olódùmarè, Deus Supremo. O Ori Inú e nossa essência, aonde Deus Criador soprou o seu hálito, e nos criou. O Orí Inú é o ser interior e espiritual do homem e é imortal. A cerimonia de Buri tem como objetivo de atingir os três Orís, existem vários tipos de cerimonias de Buri tais como: Buri de Prosperidade. Buri Branco Buri Eje. Buri de Iniciação. Buri de apaziquação.

O que faz as pessoas terem o préconceito, é a má divulgação pelos proprios praticantes, muitas vezes que se dizem "mestres", a maldade por rivalidade de inimigos de tal seguimento e a flexibilidade da Tradição Oral. Por ser uma herança da oralidade, ela está sujeita a deturpações, adaptações, enganos e até mentiras podem ser inseridas. Por isso, eu sempre achei que codificar é necessário, ao menos, um código moral, conhecimento das leis da Umbanda as regras ritualisticas que deveriam ser imutáveis.

Todas as iniciações, obrigações ate as oferendas ou trabalhos mágicos, visam atingir o Enikéji, o nome dado ao nosso Duplo que vive no Òrun (além). Enikéji do Yoruba, Eni – pessoa, Kéji – Segunda. O Culto, Ifá-Orunmila e um sistema, religioso, científico e filosófico, que veio da Mãe África, bastante diferente do sistema afro-brasileira, Candomblés, que sofreram muitas modificações, alterações e vários sincretismos, excluindo é claro as casas de Ilé Ase Orixás que mantém as Tradições primitivas vivas, estas casas são chamadas no meio como Casas de Tradição de Orixás. Mas o sistema Africano de Ifá tem uma diferença grande na forma de iniciação, não a raspagem de Santo, e nem existe o transe de possessão.

Conforme os milênios foram se passando, com a invasão Islâmica, e Jesuíta em África, hoje em dia o território Africano as religiões predominantes são o Islamismo e o Cristianismo. Após a chamada diaspora, o trafico negreiro, o Culto dos Orixás sofreram muitas modificações também em solo Brasileiro, ervas, rituais, a substituição do vinho de palma pela cachaça, tiveram que sobrer alterações para a nova realidade no novo Mundo. O culto dos Orixás evoluiu muito através dos milênios, assim como outras religiões de nosso globo. Em épocas memoráveis o culto dos Orixás foi a pratica de religião única em todo o solo Africano.

As literatura Itans de Ifá é a mais importante fonte de informações dos valores éticos e do sistema de crença Yorubá. Òrúnmìlà estava presente quando tudo foi criado, e procurado para resolver os problemas e dar conselhos. Ifá fala em provérbios: Ìwà nikàn l’ ó sòro o “Caráter é tudo o que é necessário.” Eni l’ orí rere tí kò n’ iwà, ìwà l’ o máa b’ orí rè jé. “Uma pessoa de bom orí, que não tenha caráter, irá arruinar o seu destino.”

A palavra iwà vem do verbo wà – Existir, Ser. Odùnrin náa ní ìwà, Aquele homem tem um bom caráter. O indivíduo qué ìwà pèlé não entra em choque com nenhuma força humana e supernatural, vive em plena harmonia com todas as forças do universo. E este fato tem um forte peso no julgamento divino e define o bem estar na terra e o nosso lugar futuro após a nossa morte ou renascimento. Olódùmaré o Deus supremo e conhecido como Olúmònokàn, “aquele que conhece todos os corações”, que tudo sabe e tudo vê, e o seu julgamento é correto e absoluto. O mais importante valor do povo Yoruba é o caráter, que é o maior atributo do homem.

Raiva, Depressão, Medos, Mágoas etc. Em virtude disto temos que procurar viver de bem com a vida, olhar as coisas boas e belas que Deus nos deu, Cultuar a natureza e aprender a contemplá-la, ou cultua-la. Como extensão da Grande Obra que é Deus.O certo é que não há concientemente ou racionalmente um caminho indicado para que o homem siga em busca de sua essência, de sua espiritualidade e de sua ancestralidade. Na verdade tudo existe na e da objetividade. O orixá atua primeiramente, assim como os anjos e as demais divindades, no lado inconciente da existência, depois, vai passando aos poucos para o subconciente, até deixar aquele que alcança um alto grau de elevação, evolução e reajuste de conduta moral e espiritual, conciente de sua missão, seus dons e desafios.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Os caminhos revelados pelos odús são os caminhos do seu passado e do seu destino, material e espiritual

Os caminhos do Destino

Destino - Sorte - Carma

Na verdade o Culto aos Òrísà e a Ifá não começam na Nigéria. Isso sem precisar entrar em fatos históricos ou lembrar aos desavisados que os mulçumanos consultam Õpelê. Bàbálawo = Pai que traz a luz o segredo ou Pai que revela o segredo. Eu creio, e tenho por certo que não só os oraculos e magia do povo nigériano veio do Oriente, mas, todo sistema espiritualista, o uso da mediunidade a crença de vários deuses como ocorre na India e o sistema de reencarnação como pregam hindus e budistas.

Ifá-Mêèrìndilogun (Oráculo de Búzio), Ifá-Õpelê (Oráculo de corrente), Ikin-Ifá (Oráculo de Nozes do dendezeiro), Obì, Orgóbo e alguns outros métodos considerados africanos. Entretanto, Tarô, Runas, Baralho cigano, Quiromancia e até jogo de palitos, também são Ifá. Pois a palavra Ifá significa Oráculo.

Os Iniciados em Ifá, Bàbálawo, são considerados pela tradição como sendo seus descendentes e como tal devem se portar em resposta a transformação que há devido a Iniciação, mas ao contrário de receber “Luz” parece que recebem como ensinamentos o desenvolvimento dos preconceitos. Um deles é sair por aí exaltando a tradição do Culto yorùbá e falando mal do Candomblé brasileiro, sem saber que o Culto yorùbá não é melhor nem mais forte que o Candomblé — o certo é ou o mais forte é aquele que cada um escolhe para si. Pois o Candomblé apesar de não ter oferecido boas referências devido alguns acontecimentos no meio, isso não ocorre com todos que praticam o Culto — há muita gente boa e séria dentro disso.

Podemos dizer, então, que “Ifá é a voz de Deus na boca do povo” e podemos pegar como referência o Tarô Egípicios: Rei Faraó = Obà-Ifá-Awo. Já podemos dizer aqui com propriedade que o Culto aos Òrísà e a Ifá não começam na Nigéria. Isso sem precisar entrar em fatos históricos ou lembrar aos desavisados que os mulçumanos consultam Õpelê. Bàbálawo = Pai que traz a luz o segredo ou Pai que revela o segredo.

Muitos acreditando erroneamente que que somente Ikin ou Õpelê são Ifá, sem qualquer ressalva, dizem abertamente que com os Mêèrìndilogun não se pode ver Odù, palavra derivada de “Odus”, que significa caminhos, enquanto que em yorùbá a palavra Odù aparece como um termo dentro do sistema de Ifá e a ela não se atribui um significado expecífico por ser tão grande quanto Deus, Olódùmarè. Podemos dizer, então, que “Ifá é a voz de Deus na boca do povo” e podemos pegar como referência o Tarô Egípicios: Rei Faraó = Obà-Ifá-Awo.

Bàbá = pai, Elà = luz ou espíto puro, um Título de Òrúnmílà, Awo = segredo = Bàbá- Elà-Awo. Todos os sistemas funcionam bastando a quem os manipulam possuir um espírito de puro para que possa estar dentro da Luz que é o Cérebro de Olódùmarè representado por Õrúnmìlà, que embora seja traduzido como o Céu conhece ou reconhece o filho de Erè, Jibóia, isso signica: “o Céu respira Luz pura”. Mas o que se vê mesmo é gente ensinando Ifá a mentir quando consultam os Oráculos ou discutindo esses assuntos sem propriedade alguma, mas portando os Títulos de Awo-Ifá. Isso ao meu ver não passam de ritos que profanam o Sagrado, pois a maioria não possuem habilidade nem conhecimento para interpretar os Odù (a divinação do Oráculo) que surge sob a Luz pura de Elà.

E no Candomblé se encontram os Òrísà, os Ìlekê (fios de contas), as oferendas (comidas) e os ritos de oferecimentos sob todos os aspectos, sem precisar descrever a beleza incomparável que são as saídas de Ìyáwó. Tanto na Nigéria quanto no Brasil, Ògún recebe inhame assado, Ôbàtálá canjica e Sàngó àmala. Nada muda a não ser o fato de os africanos rezarem muitos oríkì e os brasileiros muitas orin. Mesmo assim, nada muda pois as orin (cantigas) são extraídas dos oríkìs ; ou àdúrà. É como se existesse dois cultos; um recitado e outro cantado. Também os Oráculos, cada pessoa deve usar aquele com o qual se adapta melhor ou que lhe oferece a melhor resposta. Eu por exemplo, tenho Ikin e Õpelê e autorização para usá-los, mas só uso o Ifá Mêèrìndilogun, Oráculo de Búzios.

Os Bàbálawo que são Inciados em Ifáe ntram em transe de Òríxà pois, mas, os que são iniciados em algum outro Òrísà e este se manifesta também. Outros como os nossos Ôgá que não entram transe, digamos que mais exaltados, entram em um estado de transe mais sútil e retornam aos princípios da “Luz” para poder assim, revelar o segredo do destino de cada pessoa que consulta o Oráculo. Além disso Eles precisam ter o coração e mente em perfeita harmonia com Õrúnmìlà. Se isso não ocorre o Bàbálawo não é um Bàbálawo, e sim, um falsificador do Ifá! Só que creio eu que não são só os babalowos que podem lêr o oráculo de Ifá com suas variações, na verdade há muitos mediuns fortes, que nem são iniciados e tem um enorme poder de premonição e sensitividade! Na verdade depende muito da missão de cada um, do orixá e da sua ancestralidade. Só que preferencialmente o transe é o que permite ao Bàbálawo selecionar entre os vários contos relacionados a um determinado Òdú, aquele que será o correto para descrever a situação do seu consulente e acertar com exatidão o acontece na vida da pessoa. Na verdade tudo depende de Outorga da Lei Superior.

Devemos então, começar o dia agradecendo a Õrúnmìlà pela existência da Luz, e por ser Ele, assim; o homem pequeno do morro de Ekiti Efõn, o Sol, uma referência à Luz, uma metáfora. Nada é literal. Aos irmãos que praticam o Culto tradicional yorùbá ou afro-brasileiro e que consultam Ikin, Õpelê, Mêèrìndilogun, Tarô, Runas, Baralho Cigano ou que brincam jogando palitos exercitando a intuição e buscando a Luz, a todos o meu respeito pois sei que tudo isso é Ifá. Orlando J. Santos d’Ògún Dímòlòkò.

Odu é uma espécie de signo que rege o nascimento de cada pessoa. A tradição iorubá aponta a existência de 16 Odus principais, cujas combinações perfazem 256 odus. Cada um de nós é regido por um desses Odus ou omó Odu. Cada odu é composto de uma infinidade de poemas, relatando a história da criação e o papel que os orisás e uma série de outras espiritualidades exerceram nessa história primordial. O conjunto dos odus forma, então, o texto canônico sobre o qual se sustenta a tradição de Ifá. Vive os caminhos ire (positivos) ou ibi (negativos), mas não escapa. Odu é o designo de Olorum, o deus maior.

Em cada odu, os poemas relatam as histórias dos orisás e de outros elementos encantados da natureza. Não se compreende a natureza do orisá de cabeça sem o conhecimento do odu e dos caminhos em que nele o orisá se apresenta. Para efeito de comparação, quem conhece apenas meu orisá sabe em que cidade eu moro. Já é muita coisa. Quem conhece meu odu pessoal, com seus caminhos, e sabe como a energia do meu orisá se manifesta nele, tem uma cópia da chave da minha casa.

Osa Irosun nos diz em um de seus versos: Só Orunmilá pode revelar o orisá de cabeça de cada pessoa e só Orunmilá pode determinar que orisá deva ser consagrado na cabeça de cada um. São louváveis de grandes Bàbá/Iyàlorisá que não fazem orisá na cabeça de ninguém sem antes consultar um babalawo, para confirmar se os procedimentos litúrgicos adotados estão de acordo com as ordens do único orisá que pode estabelecer isso: Orunmilá.

Nós nascemos com a nossa vida e nossa missão, negociamos nossa encarnação, atunwà, escolhemos nosso Ori, recebemos o sopro divino, o corpo modelado por Obatalá, enfim, somos únicos, não vivemos a vida de ninguém, pagamos nossos tributos nesta vida para podermos subir a escada da espiritualidade. Mas, se pesquisarmos qualquer tipo de oráculo, religião, ritual ou ensinamento secreto, vamos vê que tudo em nossa existência é subjetivo. Veja que até coisas divulgadas como verdade absoluta pela ciência acadêmica dos homens nas universidades, tempos depois, mesmo que demore, são refeitas ou até rejeitadas por pesquisas mais profundas.

Assim, não podemos descartar o conhecimento de ninguém baseados apenas em nosso fanatismo, sectarismo ou egocentrismo. Na verdade cada um tem a revelação que necessita, da forma que necessita e tem sua ancestralidade que age sobre si em particular. Muitos radicais, tradicionalistas ou retrógrados, critica, convergências, sínteses ou assimilação de uma metodologia com outras de outras culturas, mas, isso não passa de intolerancia! Certa vez me perguntaram sobre a forma de encontrar odús somando a data de nascimento, alegando que nossos ancestrais não anotavam as datas e não tinham calendário, e que assim esse sistema não funciona. Bem, nossos ancestrais não faziam um monte de coisa que conhecemos hoje, nem por isso vamos ficar parados no tempo só por que eles não faziam determinadas coisas! Eles não faziam por que não tenham o conhecimento que só surgiria séculos depois. Mas, naquela era o tempo fluia da mesma forma, e se estamos organizando esse tempo agora com a contagem em números, podemos sim usar. Afinal de contas os odús são retirados de um sistema binário do ifá que na verdade é numerologia sagrada.

Para muitos a soma da data de nascimento revela apenas o seu odú de placenta, aquele caminho pelo qual você veio ao mundo, o seu Oxê. Não revela o seu odú pessoal que só será visto quando você for se iniciar. Mas, o sistema oracular do Ifá da forma original ou em outro sistema de busca, tá fincada nas raizes do segredo e com influencia do acaso, afinal cada jogo flui pelas trilhas do acaso. Assim podem não serem revelados todos os mistérios, até mesmo por uma questão de vontade superior. Enfim tudo é subjetivo. Por isso acredito muito na leitura dos céus, pois as estrelas e planetas pertencem a um ritimo e fluxo que não foi criado pelo Homem, mas, pelo grande Criador! Ai a dificuldade é apenas compreender as configurações...

Saiba como somar os odús pela data de nascimento aqui

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo, Pesquisador e Mago de Umbanda Astrológica.

Compre o livro de Umbanda Astrológica - Os Senhores do Destino e a Coroa Astrológica de Orumilá e saiba mais sobre destino, oráculos, magia, Umbanda e Astrologia dos Orixás.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Orumila


Na mitologia Yoruba, Orunmilá é um orixá, e divindade da profecia, identificado no jogo do merindilogun pelo odu ejibe.

Ele é reconhecido como "ibi keji Olodumare" (segundo só a Olodumare (Olorum, Deus)) e "eliri ipin " (testemunha da criação). Orunmilá também é às vezes chamado Ifá (ee-FAH ") que é de fato a incorporação do conhecimento e sabedoria e a forma mais alta da prática de adivinhação entre os Yorubas.

Embora Orunmilá não seja de fato Ifá, a associação íntima existe, porque ele é o que conduz o sacerdócio de Ifá. Ifá é o nome de um Oráculo dos Yoruba na Nigéria. Os sacerdotes de Ifá são chamados Babalawo (o pai dos segredos).

Merindilogun ou Merindelogun - vem da palavra Erindinlogun e a tradução é dezesseis, sistema utilizado na África pelos yorubás algumas vezes chamado de dilogun (abreviatura de merindilogun), entregue ao sacerdote no ritual de oyê depois da obrigação de odu ejé.

É um dos muitos métodos divinatórios utilizado pelos Babalawos, Babalorixás e Iyalorixás que conta com 16 búzios. É um método diferente do jogo de búzios, pois nele ocorre a interpretação das caídas dos búzios por odù e (cada odù indica diversas passagens) de acordo com a mitologia yorubá.

No merindilogun, antes do arremesso dos búzios é Ifá o intermediário, quando eles caem dando a quantidade, o intermediário passa a ser Exu Elegba, que sempre acompanha Ifá. As caídas são dadas conforme a quantidade de búzios abertos e fechados resultante de cada arremesso. A resposta para cada quantidade de búzios abertos e fechados, corresponde um Odù e como ocorre no Opele-Ifa, esse odù deve ser interpretado, transmitindo-se ao consulente tanto o significado da caída, quanto o que deve ser feito para solucionar o problema.

1 Um búzio aberto - Okaran
2 Dois búzios abertos - Ejiokô
3 Três búzios abertos - Etaogundá
4 Quatro búzios abertos - Irosun
5 Cinco búzios abertos - Ôxê
6 Seis búzios abertos - Obará
7 Sete búzios abertos - Ôdi
8 Oito búzios abertos - Êjioníle
9 Nove búzios abertos - Ossá
10 Dez búzios abertos - Ôfun
11 Onze búzios abertos - Ôwarin
12 Doze búzios abertos - Êjilaxeborá
13 Treze búzios abertos - Êjilobon
14 Quatorze búzios abertos - Iká
15 Quinze búzios abertos - Obéogundá
16 Dezeseis búzios abertos - Êjibé

Em 1830 em Salvador, Bahia, eram raros os que tinham a função do jogo de búzios por odu, que era consultado apenas para os desígnios do plano divino, diferente do tempo atual que é procurado para resolução de vários tipos de problemas inerentes aos conflitos existenciais, e a busca de conhecer seus procedimentos, e que encanta não só ao povo do santo.

O jogo de búzios instituído no Brasil contribuiu para a organização do candomblé, sofrendo transformação para ser utilizado pelas mulheres e no futuro, por todos os dirigentes de candomblés que vieram a ser formados. Esta nova modalidade foi feita por Ìya Nàsò e Bàbá Asikan que depois de libertos da escravidão, viajaram para a África e voltaram depois de sete anos. Esta simplificação tornou-se menos complexa, promovendo uma mudança radical de status religiosos. A autoridade dos antigos Bàbáláwo e Bokonun que ocupavam a hierarquia máxima sacerdotal na África, desapareceu aqui no Brasil, tornado os Babalorixá e Iyalorixá independentes, dirigentes de seus próprios terreiros de candomblé. Ficando apenas o costume daquele que joga intitular-se Bàbáláwo, embora indevido, pois este título é aplicado somente para quem joga o Ifá ou Opele-Ifá.

Por outro lado os sacerdotes de nações Bantos que já tinham seu próprio jogo de búzios e não eram orientados pelas caídas de Odu, nessa ocasião passaram a mesclar seu jogo, ora por caída ora por Odu, mas muitos deles optaram por continuar usando seus métodos de jogo, mantendo suas tradições.

domingo, 31 de julho de 2011

A beleza do Ifá


Tempo e espaços são coisa geradas nas limitações que nos são impostas pelo encarceramento na matéria e, em outros planos talvez não existam ou existam de forma diferente. A tentativa de estabelecer parâmetros entre as figuras oraculares de Ifá e a noção de espaço-tempo torna-se infrutífera e se perde num emaranhado de teorias confusas e sem a menor consistência. Por outro lado, Odu não pode ser considerado como "espaço místico" e muito menos podem significar "coisas diferentes em tempos diferentes" . Os Odus seriam muito mais, utilizando-se apenas como ilustração figuras bem modernas, espécies de "arquivos" nos quais está distribuído e perfeitamente organizado, todo o tipo de conhecimento que já foi e que será ainda acessado pela humanidade.

Na verdade os odús são os arquivos, qua atuam como um "banco de dados" de um computador, onde está depositada toda a Sabedoria Divina personalizada na figura de Orunmilá, que seria o grande "processador" do sagrado oráculo. Sendo Exu o canal que liga o ser espiritual ao fisico, ou o Astral Superior a matéria.

Sob um outro prisma, os Odus podem ser vistos, ainda, como coletâneas de leis naturais e das conseqüentes sanções impostas a quem as desrespeita. O Odu pessoal de um ser humano, fala de sua essência natural e de tudo o que a ela está ligado originalmente e sobre isto, nada mais pode ser dito de público. É bem verdade que o sistema matemático constante das configurações dos Odu-Ifá e da seqüência de seus surgimentos não é um sistema vigente no ocidente, até porque matemática é ciência exata e. como tal, não sofre influência cultural de nenhuma espécie.

E à cultura ocidental ou oriental, é a ciência do Universo, a Ciência Divina na qual tudo está embasado e que nos ensina que: " A unidade (1) representa o princípio de tudo. Representa, primordialmente a Deus que, sendo um só, é a Infinita Unidade do Ser. Esta Unidade Infinita, desdobrando-se, cria a natureza que, sendo o plano da criação, é representada pelo numero dois (2). É na dualidade que surge a distinção entre os opostos: bem e mal, positivo e negativo, quente e frio, macho e fêmea, luz e treva, ação e inércia.

Quando a unidade age sobre a dualidade , gera o número 3, considerado como o número da forma, já que não pode existir forma sem três dimensões: comprimento , largura e espessura. Cada ação pressupões três condições: o agente, o processo da ação em si e o objeto em que se reflete a ação. A ação da unidade (1) sobre a tríade (3) gera o quaternário (4) e aí a obra está completa. O 4 representa a harmonia, é o número dos elementos da natureza, dos pontos cardeais. Daí, nas figuras de Ifá ncontrarmos quatro combinações de sinais simples e duplos representando, de acordo com suas combinações, os elementos da natureza e não os seres elementais que a eles correspondem. É útil lembrar, ainda, que quatro são as estações do ano, e existem quatro planos de existência: Físico, Mental, Psíquico e Espiritual. o tetragrama é a representação simbólica, de tudo isto. Completada a obra, tudo retorna à unidade. O ciclo se reinicia e o início é o 1. Esta é a matemática de Ifá, que é a matemática do universo e que nada tem a ver com aritmética ou com calendários. Aí estão revelados os ensinamentos contidos nos quatro primeiros Odus de Ifá: Ogbe, Oyeku, Iwori e Odi.

Ifá, é o nome de um oráculo africano. É um sistema de adivinhação que se originou na África Ocidental entre os yorubas, na Nigéria. É também designado por Fa entre os Fon e Afa entre os Ewe. Não é propriamente uma divindade (Orixá), é o porta-voz de Orunmilá e dos outros orixás. O sistema pertence as religiões tradicionais africanas mas também é praticado entre os adeptos da Lukumí de Cuba através da Regla de Ocha, Candomblé no Brasil através do Culto de Ifá, e similares transplantadas para o Novo Mundo.

Da Nigéria são dois os listados como Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade: O Gelede, que também é praticado no Benin e Togo, e os Ifa Divination System, e em estudo na Nigéria um sistema de Tesouros Humanos Vivos e esforços para salvaguardar o suas línguas ameaçadas.

O Orixá Orumilá é também chamado de Ifá, ou Orunmila-Ifa e também é denominado frequentemente Agbonniregun ("Aquele que é mais eficaz do que qualquer remédio"). Em caso de dúvida Ifá é consultado pelas pessoas que precisam de uma decisão, que queiram saber sobre casamentos, viagens, negócios importantes, doenças, ou por motivo religioso. Para os yorubas o sacerdote é o babalawo e entre os Fons e Ewes recebe a designação de bokonon, e o sistema de adivinhação é o mesmo. O babalawo (pai do segredo) recebe as indicações para as respostas através dos signos (odù) de Ifá.

Orunmilá é o orixá e divindade da profecia. Ifá é o nome do Oráculo utilizado por Orunmilá. O Culto de Ifá pertence a religião yoruba. O culto do vodun Fa é originário de Ile Ifè, e chegou ao antigo Dahomey pelas mãos de sacerdotes imigrados do território yoruba já a partir do século XVII, mas sua instalação oficial como uma das divindades reconhecidas pelo rei de Abomey teria se dado ou através do babalawo Adéléèyé, de Ile Ifè que chegou a Abomey no reinado de Agadjá (1708-1732) , junto com outros (Gongon, Abikobi, Ato e Gbélò), ou pela princesa Nà Hwanjele, mãe do rei Tegbessu (1732-1775), que era de origem yoruba. Os sacerdotes de Fá são chamados em fon de bokonon, o correspondente a babalawo dos yoruba. O bokonon da corte de Abomey é um dos dignitários do rei reconhecido na categoria de príncipe e está entre os poucos autorizados a vestir djelaba em público e a permanecer com a cabeça coberta diante do rei e da rainha-mãe.

O Babalawo (pai que possui o segredo), é o sacerdote do Culto de Ifá. Ele é o responsável pelos rituais, iniciações, todos no culto dependem de sua orientação e nada pode escapar de seu controle. Por garantia, ele dispõe de três métodos diferentes de consultar o Oráculo e, por intermédio deles, interpretar os desejos e determinações dos Orixás. Òpelè-Ifá, Jogo de Ikins.

Opon-Ifá, tábua sagrada feita de madeira e esculpida em diversos formatos, redonda [2], retangular, quadrada, oval,[3] utilizada para marcar os sígnos dos Odús (obtidos com o jogo de Ikins) sobre um pó chamado Ierosum. Método divinatório do Culto de Ifá utilizado pelos babalawos. Irofá de Orula instrumento utilizado pelo babalawo durante o jogo de Ikin com o qual bate na tábua Opon-Ifá.

O Òpelè-Ifá ou Rosário de Ifá é um colar aberto composto de um fio trançado de palha-da-costa ou fio de algodão, que tem pendentes oito metades de fava de opele, é um instrumento divinatório dos tradicionais sacerdotes de Ifá. Existem outros modelos mais modernos de Opele-Ifá, feitos com correntes de metal intercaladas com vários tipos de sementes, moedas ou pedras semi-preciosas.[4][5]

O jogo de Opele-Ifá é o mais praticado por ser a forma mais rápida, pois a pessoa não necessita perguntar em voz alta, o que permite o resguardo de sua privacidade, também de uso exclusivo dos Babalawos, com um único lançamento do rosário divinatório aparecem 2 figuras que possuem um lado côncavo e outro convexo, que combinadas, formam o Odú.

O Jogo de Ikin só é utilizado em cerimônias relevantes, só pode ser consultado pelo babalawo. O jogo compõe-se de 21 nozes de dendezeiro Ikin, são manipuladas pelo babalawo com a finalidade de se apurar o Odú a ser interpretado e transmitido ao consulente. Dos 21 Ikins, 16 são colocados na palma da mão esquerda, com a mão direita rapidamente o babalawo tenta retirá-los de uma vez. A determinação do Odú é a quantidade de Ikin que sobrou na mão esquerda, o resultado seja qual for, terá que ser riscado sobre o ierosun que está espalhado no Opon-Ifa, para um risco usa o dedo médio da mão direita e para dois riscos usa dois dedos o anular e o médio da mão direita. Deverá repetir a operação quantas vezes forem necessárias até obter duas colunas paralelas riscadas da direita para a esquerda com quatro sinais, se não sobrar nenhum ikin na mão esquerda, a jogada é nula e deve ser repetida.

O oráculo consiste em um grupo de cocos de dendezeiro ou Búzios, ou réplicas destes, que são lançados para criar dados binários, dependendo se eles caem com a face para cima ou para baixo. Os cocos são manipulados entre as mãos do adivinho , e no final são contados, para determinar aleatoriamente se uma certa quantidade deles foi retida. As conchas ou as réplicas são freqüentemente atadas em uma corrente divinatória, quatro de cada lado. Quatro caídas ou búzios fazem um dos dezesseis padrões básicos (um odu, na língua Yoruba); dois de cada um destes se combinam para criar um conjunto total de 256 odus. Cada um destes odus é associado com um repertório tradicional de versos (Itan), freqüentemente relacionados à Mitologia Yoruba, que explica seu significado divinatório. O sistema é consagrado aos orixás Orunmila-Ifa, orixá da profecia e a Exu que, como o mensageiro dos Orixás, confere autoridade ao oráculo.

O sistema inteiro traz uma semelhança superficial com os sistemas ocidentais de geomancia. Suspeita-se que a geomancia ocidental é um empréstimo de um sistema criado pelos Árabes e trazida para o norte da África, onde foi aprendida pelos europeus durante as Cruzadas. Muito embora possua um número diferente de símbolos, o sistema carrega também alguma semelhança com sistema chinês do I Ching.

O Babalaô brasileiro William de Ayrá (Mestre Obashanan, discípulo de Mestre Arapiagha) foi o primeiro a realizar um estudo comparativo sério e eficaz entre o Ifá, o I-ching, Geomancia e o cabalismo de diversas culturas, com resultados filosóficos e divinatórios comprovados.

Os primeiros a escreverem sobre Ifá no Brasil foram sacerdotes Umbandistas. W.W. da Matta e Silva, conhecido como Mestre Yapacani já descrevia em 1956 um dos inúmeros sistemas de Ifá em suas obras. Seus discípulos, Francisco Rivas Neto (Mestre Arapiaga) e Ivan H. Costa (Mestre Itaoman) escreveram, nos anos 90, obras descritivas sobre o oráculo. A tradição africana de Ifá só chegou ao Brasil via africanos e Cubanos muito mais tarde.

Cada odù é formado por um conjunto constituído por duas colunas verticais e paralelas de quatro índices cada. Cada um desses índices compõem-se de um traço vertical ou de dois traços verticais paralelos que o babalawo traça no pó (iyerosun) espalhado sobre um tabuleiro de madeira esculpida (Opon-Ifá) à medida que vai extraindo os resultados pela manipulação dos cocos de dendezeiro ou ikin-ifá. O babalawo detecta esse odù manipulando caroços de dendê (Ikin) ou jogando o rosário de Ifá chamado (Opele-Ifa). Existem 256 odù, correspondendo cada um a uma série lendas (Itan).

A Geomancia Árabe e, por conseqüência, a Geomancia Africana (Oráculo de Ifá), têm sim, suas origens no I-Ching - o Livro das Mutações. – cujo círculo mágico primordial é composto de dezesseis figuras onde se encontram combinados em número de quatro, traços inteiros e traços bipartidos. São estes tetragramas que, combinados, irão proporcionar o surgimento dos hexagramas que compõem o I - Ching.
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