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terça-feira, 25 de outubro de 2022

Energias astrais e ancestrais em ação - clima tenso na política e na sociedade

Energias astrais e ancestrais em ação - clima tenso na política e na sociedade
Energias astrais e ancestrais em ação - clima tenso na política e na sociedade

Tempo de retrocesso e portais do carma

Olá pessoal! Que a paz esteja com todos vocês. Porque o momento é de crise, confusão e ânimos acirrados. Tensão no céu, ativa ponto nos mapas das nações, que deixam povos, lideranças e sistemas confusos e nervosos. Na verdade, não é de agora, pois alguns ciclos longos já estão em atividade há algum tempo dolorido pra toda humanidade. Mas, nesse período onde o sistema político se inclina a decisões importantes em vários países, como por exemplo, EUA, Venezuela e aqui no Brasil ou até em alguns países da Europa, temos um desenho astrológico bem interessante. Nessa fase, onde aqui no nosso país a nação volta seus olhares pro Congresso, STF e pro palácio do planalto,  6 forças dão um "revestrés" no "tabuleiro de xadrez astrológico". Mas, aqui não uso esse substantivo (revestrés), como definição de algo que dá errado, mas, como sinônimo de reviravoltas no sistema político, financeiro e até social. E apesar de poder parecer algo negativo, eu prefiro ver mais como ajustes, um passo atrás, para uma retomada mais coerente e mais segura.

E assim temos 5 planetas conhecidos e mais um planeta menor ou asteróide, como queira os astrólogos, formando seis raios potentes:  Mercurio 28-Abr-16 a 22-mai-16 Marte 17-Apr-16 a 29-Jun-16 Jupiter-16 de janeiro de 7 a 9 de maio-16 Saturno 25-Mar-16 a 13-Ago-16 Plutão 18-Abr-16 a 26-Set-16 Juno 2 de março-16 a 22-Jun-16.

No sistema de Orixá, temos as vibrações de Exu, Ogum, Xangô, Obaluê, Oxumaré e Ewá. O problema é que essas forças não trabalham em harmonia. Triângulos negativos, quadraturas e oposições, colocam até mesmo o portal do Dragão em tensão. Mostrando que fatores carmicos de nossa nação e de pessoas poderosas até as pessoas comuns, terão seus trajetos de vida corrigidos. E quem está assentado sobre um trono de soberba terá uma fase bem desafiadora.

Como essa química celeste toda, que forma coroas astrais e potencias ancestrais, teremos até 9 ou mesmo 11 de maio, um pico de energia com toda essa mistura vibracional, criando um point cósimico. E assim, é um ponto sensível das pessoas, que estão mais confusas e sentimentais. Por isso, é bom evitarmos criticas e ataques ou emoções fortes. Não é um bom momento pra ir as ruas ou provocar. E até agosto, não seria bom casar, firmar contratos longos, fazer coisas arriscadas, dividir bens, buscar disputas judiciais. Poderosos que estão na mira da polícia, justiça e ministério público, poderão ter dias bem amargos. Por isso é hora de cuidar muito do espiritual. 

É tempo de meditar, orar, buscar harmonia física, mental e espiritual. A ametista e lápis-lazúli são pedras super indicadas pras pessoas que se sentirem mais afetas por essas energias, pra que cortem muito da negatividade e sirva de talismãs. Em especial, Mercúrio e Touro, serão tocados pelos raios cármicos na esfera social. Mas, Sagitário que em especial é o signo da presidente da república Dilma Rousseff, tem Saturno e Marte, atacados, o que gera sobre ela, uma tensão imensa. 

E no mapa do Brasil, podemos focar um outro planeta em trânsito que não está retrógrado, mas, está inserido no contexto, pois recebe o choque de desafio da conjunção Saturno Marte, citada acima. Sendo que esse Marte também em trânsito, também toca Lua e Júpiter no mapa da Independência e de certa forma ativa o signo solar do país. Isso quer dizer que fortes energias espirituais, se mistura a forças psicológicas, pra fazer com que muitos acontecimentos obscuros possam ocorrer e concretizar um clima de exacerbação da violência. Há assim risco de morte tanto de pessoas que ao serem tocadas por esta energia, podem cair nas armadilhas do Senhor da Guerra ou pior da Morte. Como também, alguma ou mais de uma figura política, possa passar por problemas, físicos, mentais e espirituais fortes.

Oremos pela paz, amor e harmonia.

Carlinhos Lima
 
 
 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Os Conceitos de Umbanda

 
 
A Umbanda adota em suas práticas o uso de oferendas e trabalhos de ordem material, porque trabalha com manipulação de fluidos pesados, materiais, nas práticas da "magia branca". Tal é, no mais das vezes, a finalidade das oferendas na Umbanda - a manipulação desses fluidos.
As Entidades de Luz não consomem os elementos da oferenda, elas absorvem sua energia, e aproveitam para nos equilibrar espiritualmente. As oferendas são as do coração, do sentimento e do pensamento para Deus, Jesus e todas as Potências Celestiais. Aos Espíritos, nos seus diferentes graus de evolução e entendimento, ou seja, aos que sentem necessidade e se comprazem com oferendas, a estes sim elas são encaminhadas, de acordo com as afinidades vibratórias relacionadas com cada elemental. Portanto, as oferendas existem, mas nunca são feitas para Deus, Jesus ou os Orixás. São sempre para os espíritos que estão dentro da faixa de cada Orixá.

As flores expressam a harmonia divina e proporcionam paz e serenidade mental aos que sabem apreciá-las. A arte dos arranjos florais estimula a criatividade e proporciona a paz interior, e a Umbanda como síntese, vela pela preservação da tradição dessa arte sublime. A magia com flores é milenar e se preservou na arte do Ikebana que, até o final do século 19 era uma prática restrita apenas aos homens. Assim como as flores, as ervas também são de fundamental importância para a restituição e a reconstituição do equilíbrio nos médiuns de Umbanda, pois a natureza preserva a harmonia divina e os elementos naturais carreiam o Axé, ou seja, a força da natureza.
 
 
 
 


Dependendo da finalidade do trabalho, a energia proveniente da oferenda pode ser direcionada para atingir objetivos diversos, que em síntese podem ser classificados como agregação ou desagregação de forças. Sendo assim, as oferendas são ângulos fundamentais da magia e podem ser utilizadas tanto para o bem como para o mal, na dependência das intenções de quem as realiza.

A lei do Karma é implacável, portanto conforme direcionarmos nossas intenções, elas invariavelmente, voltarão para nós, em dobro! Se ofertarmos incenso, flores e frutas, receberemos seus benefícios, e se ofertarmos a agonia de um animal sacrificado, não receberemos boas vibrações. Importante não julgar nossos ancestrais africanos que faziam uso do sacrifício de animais, pois eles acreditavam que o animal, após a morte, levaria seus pedidos aos Orixás, não cabendo a nenhum de nós este julgamento.

Tudo é energia, sendo assim, não é diferente com as oferendas, ou seja, o que importa, é a energia que se desprende de nosso coração, é este sentimento que as Entidades de Luz captam, e as utilizam em nosso benefício, tudo depende diretamente de nosso coração, desde a forma como compramos os materiais, até na hora de se efetivar a oferenda.

Importante ressaltar, que independente do material oferecido, ou apenas uma oferenda em pensamento, de qualquer forma, a energia é captada e direcionada para nós, pois vocês acreditam que uma Entidade de Luz, deixa de nos ajudar, porque não oferemos algo palpável? Como não ajudar àqueles, que precisam tanto, que nem sequer possuem dinheiro para comprar o material? Como disse, as Entidades de Luz não precisam do material, nós é que precisamos do concreto, para conseguirmos entrar em contato com Eles, o que importa mesmo, é o nosso coração, nosso crescimento espiritual, nosso amor e nossa fé! Dentre os caracteres basilares de nossa Sagrada Umbanda, um dos elementos de grande significância e fundamento é o uso da vestimenta branca. Pode ocorrer, por exemplo, que uma Entidade, como uma Preta-Velha ou uma Baiana, solicite uma saia ou um lenço para amarrar os cabelos, visando que o médium se pareça mais com a entidade que está incorporando.

Outra visão sobre as roupas e apetrechos materiais utilizados pelos médiuns é de que são usados pelos espíritos como condensadores de energia: um modo de concentrar a energia e depois enviá-la, se positiva, ou dissipá-la no elemento apropriado, quando negativa.

No decorrer de toda a história da Humanidade, a cor branca aparece como um dos maiores símbolos de unidade e fraternidade já utilizados. Nas antigas ordens religiosas do continente asiático, encontramos a citada cor como representação de elevada sabedoria e alto grau de espiritualidade superior. As ordens iniciáticas utilizavam insígnias de cor branca; os bramânes tinham como símbolo o Branco, que se exteriorizava em seus vestuário e estandartes. Os antigos druídas tinham na cor branca um de seus principais elos de ligações do material para o espiritual, do tangível para o intangível. Os Magos Brancos da antiga Índia eram assim chamados porque utilizavam a magia para fins positivos, e também porque suas vestes sacerdotais eram constituídas de túnicas e capuzes brancos. O próprio Cristo Jesus, ao tempo de sua missão terrena, utilizava túnicas de tecido branco nas peregrinações e pregações que fazia.

A cor branca tem sua razão de ser na Umbanda, pois na Umbanda, somos regidos por Sete Forças Cósmicas Inteligentes, os Orixás, sendo que Oxalá, Jesus Cristo, tem a cor branca como representação e rege as Seis Forças restantes. Assim como a cor branca contém dentro de si todas as demais cores, a Irradiação de Oxalá contém dentro de si, todas as irradiações dos outros Orixás.

Na Umbanda, um dos mais importantes fundamentos é o Ponto Cantado. Os Pontos Cantados são muito mais que cantigas de Umbanda, são cantigas em louvor aos Orixás e as linhas das Entidades trabalhadoras. O Ponto Cantado é um dos fundamentos mais importantes para a harmonização e eficácia dos trabalhos dentro de um Templo Umbandista.

Vamos novamente, resgatar a história. Antigamente, o homem materialista mais ligado aos aspectos físicos, buscou entender a verdadeira finalidade de sua existência, como já vimos em textos anteriores. Em virtude da necessidade de se religar com o Criador, buscou diferentes formas de contato. Uma das formas encontrada para a reaproximação com o Divino foi através da música, onde se exprimiam o respeito, a obediência e o amor ao Pai Maior. Desta forma, os cânticos foram incluídos nos rituais, sendo comum a todas as religiões, onde cada uma delas, com suas características próprias, exteriorizavam sua adoração, devoção e servidão aos desígnios do Plano Astral Superior. Desta forma, temos os Pontos Cantados na Umbanda, os mantras indianos, os Cantos Gregorianos da Igreja Católica, ou os Cantos de Louvor à Deus dos Protestantes.

O Ponto Cantado é uma prece, ou invocação das diferentes Falanges para as atividades ritualísticas no Centro de Umbanda. A harmonia dos sons é muito importante, pois gera uma vibração que facilita a vinda das Entidades de Luz, necessárias para os trabalhos, sendo uma verdadeira força mágica na Umbanda.
Na verdade, os Pontos Cantados são verdadeiros mantras, preces, rogativas, que dinamizam forças da natureza e nos fazem entrar em contato íntimo com as Potências Espirituais que nos regem. Existe toda uma magia e ciência por trás dos Pontos Cantados que, se entoadas com conhecimento, amor, fé e racionalidade, provocam, através das ondas sonoras, a atração, coesão, harmonização e dinamização de forças astrais sempre presentes em nossas vidas.

Os Pontos Cantados são evocações, em forma de pequenas histórias cantadas ou orações, contando quem é o Guia e/ou Orixá, sua forma de atuação, sua força diante das dificuldades, sua relação com os Orixás, um chamamento de um filho que procura ajuda ou proteção, entre outras colocações de festividade e manifestação de fé.

Outra função dos Pontos, ao serem cantados, é fazer descarregar e fluir as emoções dos médiuns em vibrações relacionadas com seus Guias e/ou seus Orixás, permitindo assim, um perfeito entrosamento e equilíbrio dos médiuns em seu trabalho.

Os Pontos Cantados podem ser de diversos tipos, a saber:

- Abertura ou licença para iniciar a gira, onde se pede a proteção dos Orixás, reforçando a ação dos sentinelas do templo, que são os Exús e os Caboclos, que formam uma espécie de cordão de isolamento permitindo a entrada apenas de Espíritos de Luz, e no momento certo, de espíritos necessitados de ajuda, mas que permanecem sobre seus controles.

- De Bate-Cabeça, que é a saudação ao Conga, visando a proteção para os trabalhos mediúnicos

- Defumação e limpeza do Centro

- Louvação e também conexão com as Entidades e/ou Orixás, que são Pontos Cantados para a chegadas das linhas de trabalho na Umbanda. Existem hinos específicos cantados para cada uma das linhas.

- Quebra de demanda

- Abertura de caminhos

- Despedida da Entidade, que não são apenas uma despedida da Entidade. Como os pontos fazem parte da magia da Umbanda, os pontos de subida servem para dar mais firmeza aos médiuns e auxiliando a Entidade a concluir seu trabalho, seja um descarrego, uma cura, ou qual seja sua missão.

- Fechamento da Gira, que serve para reequilibrar os chacras dos médiuns e prepará-los a voltarem às atividades cotidianas.

É preciso sempre ter em mente que os pontos cantados na umbanda são parte integrante de sua magia. Desta forma, os Pontos Cantados, por serem de grande importância e fundamento, devem ser alvo de todo o cuidado, respeito e atenção por parte daqueles que as utilizam, sendo ferramenta poderosa de auxílio às Entidades, que atuam dentro da Corrente Astral de Umbanda.
Origem: O uso da mediunidade surgiu, digamos assim, na antiga Atlântida, após o surgimento da magia negra, quando os chamados Senhores da Face Tenebrosa aparecem, durante a ascensão da sub raça Tolteca (ver capítulo anterior sobre as origens do homem no planeta).

Eram os magos negros que surgiam, obrigando os magos brancos, que participavam do movimento oculto da AUMPRAM, que era um ritual fechado nos Templos da Luz das Academias Iniciáticas, a usarem as mediunidades dos homens da época, para combate-los.

Mediunidade não é um dom e sim uma provação cármica!
Tela búdica: Tela búdica é uma capa de átomos sub atômicos** entre o duplo etérico e o corpo astral* que serve como uma proteção, impedindo a livre comunicação consciente entre o plano físico e o astral. Isto é, impede a comunicação direta com o plano espiritual. Essa tela pode se romper em situações extremas (ira, intoxicação alcoólica, uso de drogas, chás alucinógenos, etc). Na época da 4a. raça raiz, na Atlântida, todos os homens eram médiuns porque tinham suas telas búdicas muito abertas e permeáveis, o que significa, em palavras simples, que se comunicavam com o plano espiritual de forma permanente. E faziam mal uso disso. Portanto, o médium é todo aquele que possui rombos na tela búdica, por efeito de carma acumulado em vidas passadas. Todo médium de umbanda mexeu com magia no passado. 1 - Incorporação :

Semiconsciente: o médium cede o corpo astral.
(a entidade atua na vontade, na sabedoria e na atividade).

Inconsciente: a entidade atua também na parte motora.

A incorporação está em vias de desaparecimento, na medida que a tela búdica das pessoas está cada vez menos permeável. Está se fechando. São mais raras, hoje em dia, as pessoas que tem realmente esse tipo de mediunidade. O que acontece, às vezes, é o médium dizer que é totalmente inconsciente, como uma forma de não assumir responsabilidade pelo que diz. Essa mediunidade é mais comum naqueles médiuns mais idosos, em fim de processo mediúnico.

2- Irradiação: sempre consciente (há uma afinidade entre as mentes do médium e da entidade). Não anula a parte motora (só envia vibrações ou ondas de pensamento). O médium capta o pensamento da entidade e o coloca em palavras. O médium tem plena noção do contexto geral do que disse.

3 - Intuição : todos tem (recepção de idéias das entidades - boas ou não).

4 - Missionária : médium sem carma ativo (vibra pelo corpo mental *** entrando no mesmo plano de vibração da entidade, captando e transmitindo informações). Tela búdica integra. Vale lembrar o que foi dito sobre mediunidade não ser um dom e sim uma provação cármica.

5 - Outras :
- efeitos físicos (é inconsciente) (uso do ectoplasma)**
- materialização (de objetos ou entidades) (uso do ectoplasma)
- cura (é consciente) (uso do ectoplasma)
- transporte (desdobramento consciente)
- psicografia mecânica (rara) (é motora)

Mediunidade Hoje


É interessante notar que neste momento da humanidade em que se está mudando a forma de comunicação das entidades, é natural que o ritual da Umbanda venha igualmente se modificando, na medida que o médium não necessita mais do necessário estímulo para entrar em transe mediúnico, como, por exemplo, o som dos atabaques, girar, etc. Isto porque já há o entendimento de que o médium não está em nenhum tipo de transe (incorporação).

Desta forma também não se pode esperar que o desenvolvimento mediúnico continue se dando como antigamente, quando o médium ficava passivo, esperando que alguma coisa mágica acontecesse com a suposta incorporação. Esperando que algo "tomasse conta de seu corpo e de sua mente. Isto provocava situações constrangedoras pois muitos médiuns se sentiam obrigados a incorporar, incentivados por dirigentes menos informados e não atualizados da evolução da mediunidade. Por conseqüência muitos médiuns em início de carreira se manifestavam através de um processo anímico*, inconscientemente, pois se sentiam obrigados a se manifestar como os demais. Isto é, o pensamento do médium se fixava na obrigação de "imitar o comportamento dos demais médiuns. Por exemplo, naquela casa onde as entidades ao subir, se jogam para trás, ou batem no peito de uma determinada forma, os novos médiuns, desinformados, ficam achando que tem que fazer a mesma coisa, até mesmo para dar credibilidade à manifestação.

Os médiuns precisam compreender que hoje em dia a manifestação das entidades se dá, em sua maioria, por um processo de irradiação (do qual falaremos a seguir). O médium não precisa nem mesmo sentir uma forte irradiação; com o tempo começa a compreender como captar o pensamento da entidade e como se concentrar no chakra relacionado àquela linha de orixá, para perceber melhor então a irradiação e facilitar a comunicação. Processo anímico: animismo, popularmente falando, é quando o médium não está de fato manifestando a entidade desejada ou até mesmo não está manifestando nenhuma entidade. É comum, no desespero do médium para "incorporar a entidade como lhe foi ordenado pelo dirigente, que ele comece a dar passagem para artificiais **, que se aproveitam do desequilíbrio gerado pela situação.

** Artificiais: são formas pensamento criadas, geralmente, por magos negros, que terminam, com o tempo, ganhando vida própria. Falaremos deles em capítulo próprio.

Incorporação Irradiação
Intuição
Missionária
Outras
Obrigações de cabeça

Observações importantes

Existem graus de iniciação de médiuns (entre eles estão as obrigações de cabeça), assim como planos de desenvolvimento. Neste momento de nosso curso não entraremos em detalhes de cada um dos sete graus de iniciação, mas é importante saber pequenas coisas, tais como:


-a iniciação é pessoal, íntima e não necessariamente hierárquica. Isto significa que nem sempre o médium mais adiantado nas iniciações ocupa um cargo mais importante dentro da corrente.


-o médium só poderia de fato aspirar a ser babalaô, pai ou mãe pequenos ou dirigente depois de ter as quatro iniciações inferiores (teria sua tela búdica fechada e não necessitaria passar mais pela mecânica da incorporação a partir daí). E somente até a 3a. iniciação elas poderiam ser determinadas pela vontade do médium.

-somente após a sétima iniciação poderia se auto determinar babalorixá ou mago branco da lei divina, pois teria comunicação direta com as entidades superiores, num contato mente a mente, além de outros atributos.

-são três os planos de desenvolvimento e o médium só poderia aspirar a ser babalorixá quando estiver no terceiro plano, quando seus compromissos cármicos estão se esgotando. É o plano do carma missionário onde não passa mais pela mecânica da incorporação.

-como se vê, o médium pode ter todas as obrigações feitas e, por exemplo, se auto-intitular "babalaô ou isto ou aquilo, mas não ter passado ainda do 3° grau das iniciações inferiores e não ter chegado ainda no 3o. plano de desenvolvimento.

-é preciso sempre distinguir babalaô de babalorixá, sendo estágios completamente diferentes de desenvolvimento do médium. É preciso que se saiba que só existem atualmente dois babalorixás vivos no Brasil, os quais não temos permissão para divulgar os nomes. Vibração original

Vibração original é que é aquela que predominava no momento de seu nascimento desenvolvimento.
Para a identificação da vibração original do médium é verificado o dia de seu nascimento e a qual orixá esta data está relacionada. Temos então a vibração original de médium. Está fórmula também é usada quando as entidades manifestadas na casa pedem que um consulente tome um banho com as ervas de sua vibração original (falaremos de banhos em outro capítulo).

Por exemplo:
- nascimento: 23 de outubro

Características dos Filhos de Oxum

O arquétipo psicológico associado a Oxum se aproxima da imagem que se tem de um rio, das águas que são seu elemento; aparência da calma que pode esconder correntes, buracos no fundo, grutas - tudo que não é nem reto nem direto, mas pouco claro em termos de forma, cheio de meandros. Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo diretamente, por isso mesmo, são muito persistentes no que buscam, tendo objetivos fortemente delineados, chegando mesmo a ser incrivelmente teimosos e obstinados. A imagem doce, que esconde uma determinação forte e uma ambição bastante marcante, colabora a tendência que os filhos de Oxum têm para engordar; gostam da vida social, das festas e dos prazeres em geral. O sexo é importante para os filhos de Oxum. Eles tendem a ter uma vida sexual intensa e significativa, mas diferente dos filhos de Iansã ou Ogum. Os filhos de Oxum são mais discretos, pois, assim com apreciam o destaque social, temem os escândalos ou qualquer coisa que possa denegrir a imagem de inofensivos, bondosos, que constroem cautelosamente. Na verdade os filhos de Oxum são narcisistas demais para gostarem muito de alguém que não eles próprios – mas sua facilidade para a doçura, sensualidade e carinho pode fazer com que pareçam os seres mais apaixonados e dedicados do mundo. Faz parte do tipo, uma certa preguiça coquete, uma ironia persistente porém discreta e, na aparência, apenas inconseqüente. Verger define: O arquétipo de Oxum é o das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras. Até um dos defeitos mais comuns associados à superficialidade de Oxum é compreensível como manifestação mais profunda: seus filhos tendem a ser fofoqueiros, mas não pelo mero prazer de falar e contar os segredos dos outros, mas porque essa é a única maneira de terem informações em troca. OXUM, a Deusa abrasileirada da macumba e das águas (rios, riachos, cachoeiras, fontes), é conhecida por seu amor por tudo que é belo. Ela gosta de se enfeitar, especialmente com as cores amarela e dourada. Gosta de ritos em ambientes aquáticos, que incluam homenagens com mel e dinheiro (moedas de cobre). Seu colar de búzios simboliza seu conhecimento e poder de adivinhação. Esta Deusa, viveu intensamente os papéis de filha, amante e mãe. De menina-moça faceira, passando pela mulher irresistível até a senhora protetora, Oxum é sempre dona de uma personalidade forte, que não aceita ser relegada a segundo plano, afirmando-se em todas circunstâncias da vida. Com seus atributos, ela dribla os obstáculos para satisfazer seus desejos. A Deusa-amante ataca as concorrentes, para que não roubem sua cena, pois ela deve ser a única capaz de centralizar as atenções. Na arte da sedução não pode haver ninguém superior a Oxum. No entanto ela se entrega por completo quando perdidamente apaixonada, afinal o romantismo é outra marca sua. Da África tribal à sociedade urbana brasileira, a Deusa que dança nos terreiros de espelho em punho para refletir sua beleza estonteante é tão amada quanto a Divina Mãe que concede a valiosa fertilidade e se doa por seus filhos. Por todos seus atributos a belíssima Oxum não poderia ser menos admirada e amada, não por acaso a cor dela é o reluzente amarelo ouro.

O arquétipo de Oxum é o das mulheres graciosas, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras. Estas mulheres são símbolos do charme e da beleza, pois carregam o dom especial de sua Deusa. Elas andam e dançam dos modos mais excitantes e provocantes. No seu caminhar está o fluxo do rio. Ninguém consegue escapar de seus encantos. Oxum é a Senhora da fertilidade, da gestação e do parto, cuida dos recém-nascidos, lavando-os com suas águas e folhas refrescante. Jovem e bela mãe, mantém suas características de adolescente. Cheia de paixão, busca ardorosamente o prazer. Vaidosa, é a mais bela das divindades e a própria malícia da mulher-menina. É sensual consciente de sua rara beleza e se utiliza desses atributos com jeito e carinho para seduzir as pessoas e conseguir seus objetivos. Com Oxóssi, vive seus momentos mais felizes. Oxum é um dos orixás de maior força no Brasil e contradiz as tradições africanas que exaltam mais os poderes dos orixás masculinos. Todos seus filhos são atrativos e têm facilidade para formar famílias unidas. Diplomáticos e cuidadosos, medem muito bem o que falam e evitam os atritos frontais, sempre tratando de seus interesses com cuidado e sutileza.

Seu símbolo é um seixo polido pelas águas dos rios, pequenos espelhos ou um abano decorado com o desenho de uma sereia. Seu apetrecho, é de louça aporcelanada, um hidé, três conchas dilonga, quartinha e branca.Suas filhas usam colar de latão amarelo-ouro, pulseiras largas, cores douradas. Elas andam e dançam dos modos mais provocantes e excitantes. No caminhar está o fluxo rio.

Oxum, corresponde ao arquétipo grega Afrodite e como ela é um "Sol Glorioso" que permanece brilhando em nossa cultura. Ser abençoada por Oxum significa que a mulher sentirá plenamente à vontade com sua sexualidade e cultivará a vaidade e a beleza como atributos femininos cheios de poderes. É através de seu espelho de duas faces que Oxum toma consciência de sua sensualidade. Ao ver sua imagem refletida, a consciência de si nasce. Entretanto, o espelho serve também, de escudo e arma que pode cegar ou aprisionar com seu reflexo. Oxum, como Afrodite, usa seus atributos femininos para conquistar os homens, mas as mulheres que possuem o arquétipo de Oxum muito ativo, são volúveis e inconstantes e gostam de estar sempre atrás de coisas novas e imprevistas. Como a Deusa, a mulher-Oxum não gosta de criar raízes, pois vê a vida como uma aventura, preferencialmente com um final romântico. Escolherá sempre homens sofisticados, instruídos e com bom saldo no cartão de crédito, pois ela adora roupas finas, cabelos esvoaçantes, jóias e muitos adornos. Mas, acima de tudo, em todos os seus relacionamentos, a mulher-Oxum coloca o "coração".
Sua beleza física e interior pode ser um passaporte para muitos mundos, mas também sobrevém-lhe uma palpável alienação. Uma vez que muitos homens a desejarão pela beleza física e as mulheres a odiarão pelo mesmo motivo, muitas vezes a mulher-Oxum poderá duvidar do seu real valor. Graças ao seu talento em manobrar os sentimentos e os projetos criativos no homem, a mulher-Oxum pode despertar o "anima" (princípios femininos) do homem. Quando o homem começa a entrar em contato com a sua "anima", a mulher-Oxum passará a ser sua musa inspiradora, ajudando-o com novas idéias e trabalho criativo. A Deusa-Oxum herdou ainda, as qualidades guerreiras da Deusa grega Ártemis, qualidades essas, possivelmente decorrentes do meio em que vivia e de ter sido casada com um Deus da Floresta e da Caça, com quem teve um filho. Como Deusa-Guerreira, Oxum protege os rebentos dos animais e as crianças humanas. Como guerreira, Oxum desenvolve seus princípios masculinos "animus", despertando-lhe um amor intenso pela liberdade, pela independência e autonomia. Oxum passa então a ser "A Bela que é Fera", pois brigará e lutará para preservar sua liberdade. Engolindo suas lágrimas, ela seduzirá seus adversários, planejando vinganças pelas humilhações que lhe fizeram passar.
A energia arquetípica da associação Ártemis-Oxum fazem com que as mulheres se sintam perpetuamente jovens, não permitindo que percorram o caminho que as conduzirão à maturidade. Esse é um período importante, pois é a essa altura da vida que nos permitimos ajustes e adaptações. Entretanto, a mulher Deusa Oxum, amante da natureza e de sua liberdade psique, terá muita dificuldade de descobrir que ela é, se não se permitir amadurecer. A maior chaga da mulher-Oxum é a dor da alienação, pois muitas vezes ela sentirá desprezo por valores e formas da sociedade convencional. Ela se sentirá magoada com nossa sociedade patriarcal que não consegue conter a ferocidade de seu espírito e nem reconhecer plenamente seus belos dotes de mulher.

Cores: amarelo ouro. Seu número é 5 Animal: Arara Comida: feijão fradinho com cebola e camarão (omolocum) Habitat: água doce, fontes, rios, cachoeiras. SEU DIA É SEXTA-FEIRA.
AMALÁ DE OXUM 7 velas brancas e 7 amarelo claro, água mineral, canjica branca, fitas amarelo claro e branca. Local de entrega ao lado de uma cascata. ERVAS Erva Cidreira – Gengibre – Camomila – Arnica –Trevo Azedo ou grande- Chuva de Ouro – Manjericona – Erva Sta. Maria – Gengibre – Calêndula.

ESSÊNCIAS Angélica, jasmim, valeriana, dama da noite, gardênia, crisântemo, pêssego, ameixa.
Oxum é o nome de um rio em Oxogbo, região da Nigéria. É ele considerado a morada mítica da Orixá.

Diz o mito que Oxum era a mais bela e amada filha de Oxalá. Dona de beleza e meiguice sem iguais, a todos seduzia pela graça e inteligência. Oxum era também extremamente curiosa e apaixonada. E quando certa vez se apaixonou por um dos orixás, quis aprender com Orunmilá, o melhor amigo de seu pai, a ver o futuro. Como o cargo de oluô (dono do segredo) não podia ser ocupado por uma mulher, Orunmilá, já velho, recusou-se a ensinar o que sabia a Oxum. Oxum então seduziu Exu, que não pôde resistir ao encanto de sua beleza e pediu-lhe roubasse o jogo de ikin (cascas de coco de dendezeiro) de Orunmilá. Para assegurar seu empreendimento Oxum partiu para a floresta em busca das Iyami Oshorongá, as perigosas feiticeiras africanas, a fim pedir também a elas que a ensinassem a ver o futuro. Como as Iyami desejavam provocar Exu há tempos, não ensinaram Oxum a ver o futuro, pois sabiam que Exu já havia roubado os segredos de Orunmilá, mas a fazer inúmeros feitiços em troca de que a cada um deles elas recebessem sua parte. Tendo Exu conseguido roubar os segredos de Orunmilá, o Deus da adivinhação se viu obrigado a partilhar com Oxum os segredos do oráculo e lhe entregou os 16 búzios com que até hoje as mulheres jogam. Oxum representa, assim a sabedoria e o poder feminino. Em agradecimento a Exu, Oxum deu a Exu a honra de ser o primeiro orixá a ser louvado no jogo de búzios, e entrega a eles suas palavras para que as traga aos sacerdotes. Assim, Oxum é também a força da vidência feminina. Mais tarde, Oxum encontrou Oxóssi na mata e apaixonou-se por ele. A água dos rios e floresta tiveram então um filho, chamado Logun-Edé, a criança mais linda, inteligente e rica que já existiu. Apesar do seu amor por Oxóssi, numa das longas ausências destes Oxum foi seduzida pela beleza, os presentes (Oxum adora presentes) e o poder de Xangô, irmão de Oxóssi, rompendo sua união com o Deus da floresta e da caça. Como Xangô não aceitasse Logun-Edé em seu palácio, Oxum abandonou seu filho, usando como pretexto a curiosidade do menino, que um dia foi vê-la banhar-se no rio. Oxum pretendia abandoná-lo sozinho na floresta, mas o menino se esconde sob a saia de Iansã a Deusa dos raios que estava por perto. Oxum deu então seu filho a Iansã e partiu com Xangô tornando-se, a partir de então, sua esposa predileta e companheira cotidiana.
 
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Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.

domingo, 19 de dezembro de 2021

A Beleza da Cartomancia

 
A origem da cartomancia é incerta. Só há um consenso entre os estudiosos do assunto: as civilizações mais antigas da humanidade já usavam as cartas e seus equivalentes da época tanto como diversão lúdica quanto para vislumbrar o passado, o presente e o futuro dos consulentes. Indícios de cartas são encontrados no Egito, no Extremo Oriente e na Índia, mas a maioria dos pesquisadores considera mais plausível que as cartas que conhecemos tenham se originado no Egito. As mais antigas pistas da existência de baralhos de cartas na Europa remontam ao século XI, mas só 200 anos depois elas começaram a ser citadas de maneira mais consistente. A princípio elas se disseminaram entre a nobreza e o clero, para só posteriormente atingir as classes mais baixas. Naquela época a maioria dos relatos que se referiam às cartas era para proibir seu uso.

As Relações das Cartas Um baralho comum é composto de 52 cartas -- 40 referentes a números de um (ás) até dez e 12 referentes a figuras (rei, dama e valete). Elas estão divididas em quatro naipes -- ouros, paus, copas e espadas, cada um com 13 cartas. Tais números permitem associações simbólicas dos mais variados tipos. Dias, semanas, estações e anos - As 52 cartas são relacionadas às 52 semanas do ano, e os quatro naipes, às quatro estações: Ouros: Primavera Paus: Verão Copas: Outono Espadas: Inverno Alguns estudiosos do tema consideram que os quatro naipes também podem ser associados aos períodos de um dia ou de uma vida, sendo atribuída a cada um deles a regência de ¼ dessas extensões do tempo. O ás de cada naipe rege a primeira semana da estação do ano a ela relacionada. O rei tem a segunda semana sob sua influência, seguida pela dama, que rege a terceira. As regências se sucedem na ordem decrescente, até o dois, que domina a última semana da estação.  
 
Elementos - Os naipes representam os quatro elementos da natureza e os signos zodiacais a eles relacionados. Ouros, por exemplo, estão ligados ao ar (signos de Gêmeos, Libra e Aquário); Paus, ao fogo (Áries, Leão e Sagitário); Copas, à água (Câncer, Escorpião e Peixes); Espadas, à terra (Touro, Virgem e Capricórnio). Também estão associados à classificação estabelecida por filósofos a Antiguidade quanto à natureza humana: colérico, sanguíneo, fleumático e melancólico (hoje em dia, respectivamente, inteligência, intuição, compaixão e depressão).  
 
Dualidade - cartas vermelhas e pretas - As cartas vermelhas são geralmente associadas às características femininas, passivas, yin; as pretas relacionam-se, em geral, às características, masculinas, ativas, yang. O número 12 - As 12 cartas contendo figuras são ligadas aos 12 seguidores encontrados em religiões e mitologias ao redor do mundo (os 12 apóstolos, os 12 deuses do Olimpo). O número 13 - As 13 cartas de cada naipe representam os 13 meses lunares do ano, as 13 semanas de cada estação e os 12 meses anuais adicionados à unidade do ano. A tríade - As três figuras -- rei, dama e valete -- são associadas simbolicamente às trindades existentes em várias religiões, como a egípcia (Osíris, Isis e Hórus) e a céltica (Belinis, Taranis e Hesus). Quarenta - As 40 cartas numeradas do baralho remetem-nos a numerosas passagens da Bíblia. Moisés liderou seu povo numa viagem de 40 anos até a Terra Prometida e passou 40 dias no monte Sinai; Elias isolou-se por 40 dias, mesmo período que Jesus usou perambulando pelo deserto. Cristo pregou ao longo de 40 meses e também permaneceu 40 horas na tumba, antes de ressuscitar. Além disso, 40 semanas são, normalmente, o período de gestação da mulher até dar à luz ao bebê. A princípio, pode parecer que as cartas do baralho comum são apenas uma versão mais pobre do tarô, de onde seriam eliminados todos os arcanos maiores e os cavaleiros. O estudos atuais, porém, levam a uma conclusão diferente: trata-se de dois produtos com identidades próprias. Não é necessário, por exemplo, jogar o tarô com os arcanos menores - o simbolismo dos arcanos maiores já fornece respostas suficientemente completas, e nesse caso as demais cartas servem apenas para enfatizar certos significas. 
 
O baralho comum, por sua vez, é fundamentalmente lúdico ao trabalhar com sequências de números e séries de naipes. Além disso, há várias características simbólicas ligadas às quantidades numéricas expressas pelo baralho comum - 52 cartas divididas em quatro naipes, com 13 cartas cada uma, etc. Por tais razões, imagina-se que os arcanos maiores teriam sido acoplados às cartas do baralho comum (às quais se adicionaram mais quatro lâminas), por volta dos séculos XIV e XV, como forma de disfarçar seu flagrante conteúdo simbólico e divinatório das garras da Inquisição.  
 
A preparação para a leitura A consulta a qualquer oráculo requer alguns cuidados especiais. Toda leitura deve se realizar em ambiente tranqüilo, reconfortante e que transmita ao consulente a mais absoluta confiança. É aconselhado o uso de incenso para "limpar" o ambiente. Quando se faz uso de um oráculo, o que buscamos são meios de estabelecer contato com nossa porção inconsciente, que na verdade possui as respostas a todas as nossas dúvidas. 
 
 A escolha do baralho Todos os estudiosos são unânimes em afirmar que o baralho utilizado na cartomancia deve ser empregado exclusivamente com essa finalidade. Convém que seja um jogo novo e que também seja manuseado apenas pelo cartomante e por seus consulentes; não deve ser emprestado, pois, assim como deixamos nas cartas nossas impressões digitais, também as deixamos marcadas com nossas "impressões psíquicas". 
 
O baralho usado com fins divinatórios deve ser guardado num lugar fixo, preferencialmente uma gaveta ou prateleira escura, envolvido num pano ritual (que serve de toalha para as leituras) ou numa bolsa de pano cosida à mão. Esses "campos magnéticos" mantêm a sabedoria das cartas revelada a cada leitura. Alguns estudiosos recomendam a confecção de uma caixa de madeira com a finalidade exclusiva de servir de estojo ao baralho divinatório. Antes de usar um baralho pela primeira vez, convém que o consultor embaralhe-o e corte-o por diversas vezes para "despertá-lo". Quanto mais intimidade houver entre o cartomante e as cartas, melhor estas responderão a suas perguntas. Todas as vezes que empreender uma leitura, o consultor deverá embaralhar as cartas para dissipar qualquer influência energética da leitura anterior. 
 
O Simbolismo das Cartas Cada uma das 52 cartas que compõem o baralho comum possui um significado peculiar, embora familiarizado com as demais cartas do naipe em que se insere. Essas características individuais fornecem ao cartomante, ou consultor, ferramentas aptas a atendê-lo em qualquer circunstância, desde perguntas que envolvam um panorama geral da situação vivida pelo consulente até questões bastante específicas. As figuras são, no total, 12 - rei, dama e valete, que se repetem nos quatro naipes - e representam pessoas e certas qualidades; As 40 cartas numeradas - ás a 10, nos quatro naipes - ligam-se a situações ou estados particulares. Todas essas cartas, encabeçadas pelos naipes - ouros (primavera), paus (verão), copas (outono) e paus (inverno) são explicadas segundo três subdivisões: o simbolismo numérico (ou da figura), o prático e o psicológico. A disposição das lâminas nesta apresentação se inicia pelo ás (aqui considerado a última carta, embora também possa ser visto como a primeira), passa pelas figuras (rei, dama e valete) e segue decrescendo de 10 a 2. Toda a semana a Planeta na Web apresentará um método de tiragem e interpretação de jogos e o simbolismo de um grupo de lâminas.  
 
Escolha das Cartas 
 O baralho é sempre oferecido para o consulente, que embaralha as cartas novamente, coloca-as no centro da mesa e corta-as três vezes, preferencialmente com a mão esquerda (alguns estudiosos fazem essa recomendação porque a mão esquerda estaria ligada ao hemisfério direito do cérebro, mais intuitivo, além de ser o lado esquerdo considerado o lado "do coração"). O consultor recolhe-as num único maço e as dispõe em leque, com as figuras voltadas para baixo. O consulente vai retirando as cartas que escolhe e colocando-as uma sobre a outra, com os desenhos voltados para baixo, em número suficiente para responder às suas questões. Em seguida, entrega ao cartomante as restantes, que são postas de lado e, por fim, o maço com as cartas escolhidas (pode-se também usar o baralho todo). 
 
O cartomante procede então à leitura, puxando as cartas estritamente pela ordem que foram escolhidas pelo consulente, ou seja, a última carta do maço (com a face voltada para baixo) e suas subsequentes responderão à primeira pergunta, depois à segunda e assim por diante (para cada questão será usado um determinado número de cartas, de acordo com o método de leitura escolhido pelo cartomante). Para eleger a carta que representará o consulente, podemos nos valer das seguintes características: o rei simboliza o homem maduro; a dama, a mulher de qualquer idade; o valete o homem jovem. Para leituras gerais, baseando-se apenas no aspecto físico do consulente, as cartas de ouros representam pessoas bem claras, com cabelos loiro-claros, olhos azuis ou verdes, tipos nórdicos; o naipe de copas revela pessoas claras, mas cabelos castanho-claros ou avermelhados, olhos azuis, cinza ou castanho-claros; também as pessoas roliças ou muito apegadas à família são típicas desse naipe. 
 
As cartas de paus representam pessoas de cabelos castanho-escuros, olhos castanhos e pele bronzeada; as de espadas representam as pessoas de pele bem escura, com cabelos e olhos negros. Em se tratando de assuntos específicos, o simbolismo dos naipes pode mudar um pouco. O naipe de ouros se relaciona ao trabalho, à carreira, às promoções, às ambições, propriedades e atividades artísticas como a representação, a escrita e a pintura. São exemplos desse naipe as pessoas práticas, os executivos, todos os que exercem atividade intelectual, os atores, escritores e pintores. O naipe de copas se refere a problemas emocionais, assuntos amorosos e relativos ao casamento; pessoas preocupadas com a família e os que "pensam" com o coração são típicos de copas. 
 
As figuras de paus se referem a questões financeiras, dívidas, falências, problemas com os negócios; simbolizam os banqueiros/bancários, todos aqueles que lidam com dinheiro ou que estejam em dificuldades financeiras. O naipe de espadas representa os desesperançados, com problemas que julgam insolúveis, seja uma doença, uma questão judicial, uma desilusão amorosa; os juízes, advogados e pessoas que exercem autoridade também são representados por esse naipe. Na análise do caráter de uma pessoa, o naipe de ouros representa as pessoas positivas, inteligentes, extrovertidas e de boas ideias; o de copas, os emotivos, sensíveis, introvertidos e compassivos; o de paus, os determinados, ambiciosos, que gostam de ser reconhecidos; os de espadas, os pessimistas e deprimidos. 
 
Vejamos na prática como isso funciona: se o consulente o procura para uma leitura geral, o primeiro aspecto a ser observado pelo consultor é o físico, já que ele não dispõe de outras informações adicionais. Se o consulente tem cabelos e olhos castanhos, tipo robusto e idade madura, pode ser identificado com o rei de copas. Mas se a mesma pessoa identifica de pronto ao cartomante que vem buscar na leitura o alívio para uma questão de falência que o está preocupando, a carta a ser sacada por este deve ser o rei de paus, e não o de copas. 
 
Da mesma maneira, uma mulher loiríssima e de olhos azuis, pele clara, pode ser representada pela dama de copas se apresenta um problema amoroso, e não pela dama de ouros. A carta que representa o consulente pode ser depositada sobre a mesa apenas para "integrá-lo" ao restante do baralho ou, depois de eleita, ser colocada pelo próprio consulente num lugar aleatório do maço que ele mesmo formou, escolhendo uma a uma as cartas, conforme descrito anteriormente. Neste último caso, ele vai aparecer em resposta a uma das questões que serão formuladas ao consultor, o que deve ser observado com muita atenção por ambos para posterior reflexão.  
 
Métodos de Consulta Na cartomancia, assim como em outras artes divinatórias, há vários métodos de tiragem das cartas. Apresentaremos aqui métodos a partir do sistema inglês que utiliza as 52 cartas do baralho. Há também o sistema denominado continental, que usa apenas 32.  
 
A Cruz Mística [Photo] O cartomante elege a carta da figura pessoal, conforme explicado na preparação. Em seguida, procede-se ao embaralhamento e corte; o consultor recolhe as cartas e as dispõem em leque, com as figuras voltadas para baixo. O consulente passa a escolher 12 cartas, que vão sendo postas com a face desenhada para baixo, de modo que a primeira escolhida é a última do maço que se forma. Aleatoriamente ou por livre escolha, em qualquer posição que queira, o consulente encaixa no maço a carta da figura pessoal. 
 
O consultor toma as 13 cartas escolhidas e as dispõe em forma de cruz, conforme a figura 1 , a partir da primeira escolhida. A linha vertical representa a situação atual; a horizontal, os fatos que influenciarão essa situação, o futuro. Se a carta da figura pessoal estiver na vertical, os fatos têm mais poder sobre a situação do que a vontade do consulente; se estiver na horizontal, este é capaz de dominar a situação, independente do que venha a ocorrer. Se estiver no centro da cruz, é certeza da melhor solução, segundo o desejo do consulente. Em seguida, se interpreta a carta do centro (se essa não for a da figura pessoal), que representa o que há de mais importante em relação ao problema proposto. Depois, a cartas da linha vertical são interpretadas individualmente, da primeira à sétima, e seus significados relacionados de modo a esboçar um panorama geral da situação presente. Por fim, interpretam-se as cartas da linha horizontal, analisando-as como as influências que poderão, no futuro, alterar a situação presente.  
 
As Chaves Ocultas O CURINGA Embora seja usualmente considerado uma carta "extra", sem valor pré-definido, o curinga tem um simbolismo divinatório todo próprio. Por isso, se ele está presente no baralho utilizado para a leitura e for selecionado, deve também ser interpretado. Veja suas características: Simbolismo da figura - Tradicionalmente é associado ao zero, signo que abrange os extremos - o tudo e o nada, a alegria e a dor, a sabedoria e a loucura. Com frequência é representado como um bobo da corte, encarregado de divertir o rei. Um bobo da corte não é obrigatoriamente um tolo ou louco, o que associa inevitavelmente essa imagem ao disfarce, ao inesperado, às intenções veladas e por isso mesmo surpreendentes. Simbolismo prático - Significa um potencial latente que cada um de nós possui, e que pode ou não se manifestar ao longo de nossas vidas. Pode parecer a princípio um sinal de ingenuidade, candura ou até mesmo pura palhaçada, mas as surpresas são uma qualidade inerente a esta carta. 
 
É uma espécie de "toque de varinha de condão": do dia para a noite, dinamiza enormemente as áreas por onde passa, proporcionando novas perspectivas sobre elas e revigorando os setores que se encontram em baixa; tudo isso possibilita ao indivíduo pensar e agir com muito mais liberdade e descontração. As questões práticas e financeiras são favorecidas por uma ilimitada reserva de energia, que as impulsiona no rumo mais propício. O lado intelectual e acadêmico é brindado com um sortimento extra de brilho e originalidade. Um fato inesperado traz novas luzes às relações no terreno emocional; amizades provavelmente surgirão de repente. 
 
Os problemas de saúde podem ter recuperação bem mais rápida do que a esperada. Acontecimentos inesperados e ilógicos, eventualmente cômicos, não devem ser descartados nesse período. Existe a possibilidade, também, de que em certas circunstâncias esta carta simbolize um desperdício da inesgotável energia a ela relacionada. Simbolismo psicológico - Trata-se de um outsider, uma pessoa com rasgos de genialidade que se defronta com um paradoxo: Não gosta da sociedade e deseja transformá-la, mas nada pode fazer sem antes fazer parte dela. A surpresa, porém, é a sua tônica, e dele tudo pode se esperar - inclusive algo inesperado para si próprio... Quero alertar no entanto que é de suma importância que o cartomante escolha o método com o qual ele mais se adapta e compreenda. Além do mais muitas das cartas são vistas com outras características e descrições simbólicas quando vistas na visão de uma outra filosofia. Seja qual for o método escolhido, o importante é estudar, pesquisar e meditar profundamente. 
 
Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador
 
 

terça-feira, 2 de novembro de 2021

O conceito dos pontos riscados da Umbanda

CONCEITOS DE PONTOS RISCADOS: 
 
Para o Umbandista, o ponto riscado é um instrumento para os trabalhos magísticos efetuados para entidades, afinal de contas ele possui um grande significado e valor mágico. Na verdade é o selo, o cartão de visitas, a identificação, o brasão e bandeira da entidade. É uma espécie de campo de força onde o instrumento utilizado pela entidade em seu efetivo campo de trabalho é a Pemba. E esta maneja as forças de sorte a lhe conferir afinidade com a entidade, identificado a quem ela se subordina, nem como os seus domínios ao ser usado para riscar o ponto. Pode-se afirmar que a Pemba e um instrumento sagrado da Umbanda, pois nada pode se fazer com segurança sem os pontos riscados. 
 
A Pemba e confeccionada em calcário e modulado em formato ovóide alongado, e serve para, para ao riscar, estabelecer ritualisticamente o contato vibratório com as energias cósmicas. Os pontos riscados são verdadeiros códigos registrados e sediados ao mundo espiritual, eles identificam poderes, tipos de atividades, e os vínculos iniciáticos da falange. Quando são traçados sem conhecimentos de causas, não projetam sua grafia luminosa e não passam de rabiscos inócuos. Como podemos ver, os pontos riscados é magia, então para se utilizar deles é necessário o devidos conhecimentos. 
 
Riscar um ponto de traz para frente é inverter ou perverter a força da magia. Então não basta ver um ponto no livro para risca-lo sem o devido conhecimento. O mau uso do ponto riscado pode levar as consequências imprevisíveis, comparáveis as de um leigo em assuntos de eletricidade, entrando numa casa de forças e pondo-se a manejar as chaves ou embaralhar os fios, com o que acabara de provocar curtos circuitos, incêndios e eletrocussões em si e nos outros. Um ponto riscado pode ser usado, dependendo do trabalho ou cerimônia a ser realizada, utilizando Pemba, marafo (pinga) Fundanga (pólvora) Azeite, com o ponteiro na areia ou ate mesmo mentalmente, o que requer muita prática. Mas lembre-se: só se utiliza a pólvora ou pinga com autorização superior. 
 
Quanto ao uso da Pemba, estudo o sentido e o valor das cores, só utilize a Pemba preta aquele que foi autorizado para tal. Na umbanda o mais usual é o trabalho com a Pemba branca, azul, verde e amarela, também é usual a cor derivada do vermelho. Lembrem mais uma vez que todo ponto riscado é magia, com todo significado da sua grafia e ondas vibratórias. Por exemplo, a suástica como símbolo sagrado, cujas utilizações dadas há tempos imemoriais, símbolo este utilizado mesmo pelos Papas da religião católica, teve suas ondas invertidas pelo pseudo-arianos e como símbolo, acobertou e direcionou a Segunda Guerra Mundial. 
 
Outro símbolo também muito conhecido e adotado como símbolo de alta magia é a conhecida estrela de Davi, ou a estrela de seis pontas, que hoje sabemos através do conhecimento revelados aos Umbandistas, tratar-se da estrela do equilíbrio, ou seja, estrela do trono da justiça de Deus, que o nosso divino pai Xangô-yê. É interessante também observar que, quando um filho de Umbanda se apresenta perturbado dentro de um templo, muitas vezes notamos o Babalorixá cruzar seu corpo com Pemba. Isto representa a escrita divida, através da magia para chamar a razão à entidade obsessora, a fim de que ela possa conhecer através deste traçado cabalístico, o seu erro e abandonar este filho que ate então obsidiava. Assim pode-se afirmar sem sombra de dúvida, que sem os pontos riscados nada se poderia fazer com seguranças, nem com firmeza. Compreenda mais sobre pontos riscados aqui  
 
Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.
24/11/2010
 
 
 

domingo, 8 de setembro de 2019

Asteroide mudou nosso clima há 2,2 bilhões de anos, segundo cientistas


Geólogos acreditam que, há 2,2 bilhões de anos, um asteroide teria mudado o clima da Terra após se chocar com nosso planeta.

Aborígenes australianos mantêm até hoje a tradição de fabricar instrumentos a partir de pedras. Esta prática não mudou muito desde que a Austrália passou a ser povoada por europeus. Ao observar os instrumentos, os geólogos se surpreenderam não com sua fabricação, mas sim com a origem de sua matéria-prima.

A descoberta

Ao analisar as pedras, os pesquisadores descobriram que eram originárias de um asteroide que se chocou com a Terra há 2,2 bilhões de anos atrás. O choque teria dado origem à cratera de 70 km de diâmetro Yarrabubba, situada no interior desértico australiano.
O achado fez com que os pesquisadores chegassem à conclusão de que o choque seria a colisão mais antiga de um asteroide com a Terra. O impacto teria ocorrido em um período em que o nosso planeta seria muito mais frio do que é agora. No entanto, a colisão teria mudado tal cenário.

Mudança climática

Os pesquisadores dizem que o impacto do asteroide teria ajudado no degelo da Terra. A vaporização das camadas de gelo teria gerado vapor que, ao subir para a estratosfera, fez a Terra virar uma espécie de estufa.
"É intrigante pensar o que um evento de impacto moderado a grande poderia fazer neste período de tempo", disse Timmons Erickson, geocronologista do Centro Espacial Johnson da NASA em Houston, Estados Unidos, e pesquisador-chefe do estudo, ao site sciencemag.com.
Os pesquisadores ressaltam a concomitância entre a colisão do asteroide na Terra e o período no qual se iniciou seu degelo. No entanto, nem todos os cientistas estão totalmente de acordo com Erickson.
Eva Stueken, geobióloga da Universidade de St. Andrew no Reino Unido, acredita que o diâmetro de Yarrabubba corresponde a um terço da cratera que teria sido formada pelo impacto de outro asteroide, o que foi responsável pela extinção dos dinossauros 66 milhões de anos atrás. Com um impacto comparativamente mais pequeno, tal asteroide não poderia ter influenciado o clima em tamanha escala.
Mesmo assim, Stueken acredita que os estudos paleoclimáticos devem considerar o papel de tais impactos violentos no clima.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Clima: Guerra mundial poderia ser provocada por elevação da temperatura global?



Se a humanidade não reduzir as emissões de gás carbônico até 2035, metade da população do planeta morrerá das anomalias atmosféricas e a outra metade entrará em conflitos militares pelos recursos restantes.

Se a humanidade não reduzir as emissões de gás carbônico até 2035, as temperaturas anuais vão aumentar em 4-4,5 graus Celsius até o fim do século XXI, avisam os cientistas. Isso significa que metade da população do planeta perecerá das anomalias atmosféricas incompatíveis com a vida, a outra metade entrará em conflitos militares pelos recursos restantes e começará uma guerra mundial.

Não seria a primeira vez

A extinção em massa de praticamente todos os seres vivos do planeta ocorreu pelo menos por cinco vezes. Uma delas foi a extinção dos dinossauros que aconteceu por causa da queda de um asteroide, mas as outras foram causadas por aumentos bruscos da temperatura.
A elevação da temperatura anual em cinco graus Celsius, que teve lugar 252 milhões anos atrás, matou 96 por cento de todas as espécies marinhas e 73 por cento das espécies terrestres de vertebrados, escreveo jornalista científico Peter Brannen no seu livro "Os Fins do Mundo".
Cientistas australianos consideram que, levando em conta o atual ritmo de aumento da temperatura, até ao fim do século o planeta vai aquecer esses perigosos 4,5-5 graus se a humanidade não resolver o problema das emissões de gás carbônico nos próximos 16 anos.
Alguns cientistas pensam que o uso de energias renováveis, como torres eólicas, hidrelétricas, baterias solares, permitirá que o aumento da temperatura seja de dois graus Celsius até ao fim do século, o que é considerado relativamente seguro. Mas cientistas suecos, dinamarqueses e britânicos são mais pessimistas. Eles consideram que essas mudanças inofensivas do clima podem despertar processos incontroláveis pela humanidade. Trata-se do degelo do pergelissolo, do desaparecimento das florestas, o que provocaria inundações das áreas costeiras, da destruição dos recifes de coral e de graves danos na agricultura.
Além disso, parte da humanidade vai enfrentar calor anômalo com níveis altos de humidade. O organismo não pode sobreviver nessas condições, por isso é muito provável que enormes áreas equatoriais se tornem impossíveis para viver.
Display de farmácia mostra 37 graus Celsius, Marselha, junho de 2019
© REUTERS / JEAN-PAUL PELISSIER
Display de farmácia mostra 37 graus Celsius, Marselha, junho de 2019
Além disso, a probabilidade de choques térmicos vai aumentar. Segundo um grupo de cientistas internacional, de 2031 a 2080 as pessoas vão morrer com mais frequência das temperaturas altas. No Brasil a mortalidade devido ao calor vai crescer em 770 por cento, nos EUA em 400-525 por cento e na Europa em 400.

O mundo à beira de uma guerra mundial

Quando há 128 mil anos as temperaturas aumentaram bruscamente em dois graus Celsius, os neandertalenses tiveram que virar canibais. A elevação da temperatura mudou o meio circundante, ficou mais difícil caçar, as pessoas tiveram que completar suas reservas de proteína animal às custas de outras.
Hoje é pouco provável que a elevação da temperatura possa tornar as pessoas canibais, mas especialistas afirmam que de 3 a 20 por cento dos conflitos estão acontecendo por causa das mudanças climáticas. As mudanças bruscas de temperatura e precipitação provocam violência – desde conflitos entre indivíduos até guerras em grande escala.
Segundo o grupo de cientistas internacional, o calor pode afetar a bioquímica do cérebro – neurotransmissores que regulam as emoções são destruídos. Por outro lado, as temperaturas elevadas afetam o nível da agressividade humana. É por isso que a maior parte dos crimes e suicídios é registrada durante períodos de calor anormal.
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