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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Os conceito dos pontos riscados


  
 
CONCEITOS DE PONTOS RISCADOS: Para o Umbandista, o ponto riscado é um instrumento para os trabalhos magísticos efetuados para entidades, afinal de contas ele possui um grande significado e valor mágico.

Na verdade é o selo, o cartão de visitas, a identificação, o brasão e bandeira da entidade. É uma espécie de campo de força onde o instrumento utilizado pela entidade em seu efetivo campo de trabalho é a Pemba.

E esta maneja as forças de sorte a lhe conferir afinidade com a entidade, identificado a quem ela se subordina, nem como os seus domínios ao ser usado para riscar o ponto.

Pode-se afirmar que a Pemba e um instrumento sagrado da Umbanda, pois nada pode se fazer com segurança sem os pontos riscados. A Pemba e confeccionada em calcário e modulado em formato ovóide alongado, e serve para, para ao riscar, estabelecer ritualisticamente o contato vibratório com as energias cósmicas. Os pontos riscados são verdadeiros códigos registrados e sediados ao mundo espiritual, eles identificam poderes, tipos de atividades, e os vínculos iniciáticos da falange.
 
 
 


Quando são traçados sem conhecimentos de causas, não projetam sua grafia luminosa e não passam de rabiscos inócuos. Como podemos ver, os pontos riscados é magia, então para se utilizar deles é necessário o devidos conhecimentos.

Riscar um ponto de traz para frente é inverter ou perverter a força da magia. Então não basta ver um ponto no livro para risca-lo sem o devido conhecimento. O mau uso do ponto riscado pode levar as consequências imprevisíveis, comparáveis as de um leigo em assuntos de eletricidade, entrando numa casa de forças e pondo-se a manejar as chaves ou embaralhar os fios, com o que acabara de provocar curtos circuitos, incêndios e eletrocussões em si e nos outros.

Um ponto riscado pode ser usado, dependendo do trabalho ou cerimônia a ser realizada, utilizando Pemba, marafo (pinga) Fundanga (pólvora) Azeite, com o ponteiro na areia ou ate mesmo mentalmente, o que requer muita prática. Mas lembre-se: só se utiliza a pólvora ou pinga com autorização superior. Quanto ao uso da Pemba, estudo o sentido e o valor das cores, só utilize a Pemba preta aquele que foi autorizado para tal.

Na umbanda o mais usual é o trabalho com a Pemba branca, azul, verde e amarela, também é usual a cor derivada do vermelho. Lembrem mais uma vez que todo ponto riscado é magia, com todo significado da sua grafia e ondas vibratórias. Por exemplo, a suástica como símbolo sagrado, cujas utilizações dadas há tempos imemoriais, símbolo este utilizado mesmo pelos Papas da religião católica, teve suas ondas invertidas pelo pseudo-arianos e como símbolo, acobertou e direcionou a Segunda Guerra Mundial.

Outro símbolo também muito conhecido e adotado como símbolo de alta magia é a conhecida estrela de Davi, ou a estrela de seis pontas, que hoje sabemos através do conhecimento revelados aos Umbandistas, tratar-se da estrela do equilíbrio, ou seja, estrela do trono da justiça de Deus, que o nosso divino pai Xangô-yê. É interessante também observar que, quando um filho de Umbanda se apresenta perturbado dentro de um templo, muitas vezes notamos o Babalorixá cruzar seu corpo com Pemba.

Isto representa a escrita divida, através da magia para chamar a razão à entidade obsessora, a fim de que ela possa conhecer através deste traçado cabalístico, o seu erro e abandonar este filho que ate então obsidiava. Assim pode-se afirmar sem sombra de dúvida, que sem os pontos riscados nada se poderia fazer com seguranças, nem com firmeza.

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.
 
 
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terça-feira, 2 de novembro de 2021

O conceito dos pontos riscados da Umbanda

CONCEITOS DE PONTOS RISCADOS: 
 
Para o Umbandista, o ponto riscado é um instrumento para os trabalhos magísticos efetuados para entidades, afinal de contas ele possui um grande significado e valor mágico. Na verdade é o selo, o cartão de visitas, a identificação, o brasão e bandeira da entidade. É uma espécie de campo de força onde o instrumento utilizado pela entidade em seu efetivo campo de trabalho é a Pemba. E esta maneja as forças de sorte a lhe conferir afinidade com a entidade, identificado a quem ela se subordina, nem como os seus domínios ao ser usado para riscar o ponto. Pode-se afirmar que a Pemba e um instrumento sagrado da Umbanda, pois nada pode se fazer com segurança sem os pontos riscados. 
 
A Pemba e confeccionada em calcário e modulado em formato ovóide alongado, e serve para, para ao riscar, estabelecer ritualisticamente o contato vibratório com as energias cósmicas. Os pontos riscados são verdadeiros códigos registrados e sediados ao mundo espiritual, eles identificam poderes, tipos de atividades, e os vínculos iniciáticos da falange. Quando são traçados sem conhecimentos de causas, não projetam sua grafia luminosa e não passam de rabiscos inócuos. Como podemos ver, os pontos riscados é magia, então para se utilizar deles é necessário o devidos conhecimentos. 
 
Riscar um ponto de traz para frente é inverter ou perverter a força da magia. Então não basta ver um ponto no livro para risca-lo sem o devido conhecimento. O mau uso do ponto riscado pode levar as consequências imprevisíveis, comparáveis as de um leigo em assuntos de eletricidade, entrando numa casa de forças e pondo-se a manejar as chaves ou embaralhar os fios, com o que acabara de provocar curtos circuitos, incêndios e eletrocussões em si e nos outros. Um ponto riscado pode ser usado, dependendo do trabalho ou cerimônia a ser realizada, utilizando Pemba, marafo (pinga) Fundanga (pólvora) Azeite, com o ponteiro na areia ou ate mesmo mentalmente, o que requer muita prática. Mas lembre-se: só se utiliza a pólvora ou pinga com autorização superior. 
 
Quanto ao uso da Pemba, estudo o sentido e o valor das cores, só utilize a Pemba preta aquele que foi autorizado para tal. Na umbanda o mais usual é o trabalho com a Pemba branca, azul, verde e amarela, também é usual a cor derivada do vermelho. Lembrem mais uma vez que todo ponto riscado é magia, com todo significado da sua grafia e ondas vibratórias. Por exemplo, a suástica como símbolo sagrado, cujas utilizações dadas há tempos imemoriais, símbolo este utilizado mesmo pelos Papas da religião católica, teve suas ondas invertidas pelo pseudo-arianos e como símbolo, acobertou e direcionou a Segunda Guerra Mundial. 
 
Outro símbolo também muito conhecido e adotado como símbolo de alta magia é a conhecida estrela de Davi, ou a estrela de seis pontas, que hoje sabemos através do conhecimento revelados aos Umbandistas, tratar-se da estrela do equilíbrio, ou seja, estrela do trono da justiça de Deus, que o nosso divino pai Xangô-yê. É interessante também observar que, quando um filho de Umbanda se apresenta perturbado dentro de um templo, muitas vezes notamos o Babalorixá cruzar seu corpo com Pemba. Isto representa a escrita divida, através da magia para chamar a razão à entidade obsessora, a fim de que ela possa conhecer através deste traçado cabalístico, o seu erro e abandonar este filho que ate então obsidiava. Assim pode-se afirmar sem sombra de dúvida, que sem os pontos riscados nada se poderia fazer com seguranças, nem com firmeza. Compreenda mais sobre pontos riscados aqui  
 
Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.
24/11/2010
 
 
 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Magia riscada, alfabetos sagrados: Enochiano nos dias de hoje e os pontos riscados



A magia enochiana é um sistema de teurgia, ou magia angélica, psiquicamente transmitida ao alquimista e vidente elizabeteano Edward Kelley, por um grupo de espíritos que veio a ser chamado de anjos enochianos. Durante os anos de 1582 a 1587 os espíritos ditaram diversas partes dessa magia a Kelley, ou apresentaram-na na forma de visões, enquanto Kelley olhava fixamente para a bola de cristal. Kelley repetia as palavras dos espíritos e descrevia as visões para seu amigo e empregador, o grande matemático, geógrafo e astrólogo Dr. John Dee. Este sentava-se ao lado de Kelley durante as sessões em que fixava a bola de cristal, com uma pena em sua mão e papéis espalhados à sua frente. Tudo o que Kelley dizia, Dee literalmente registrava. Graças ao método meticulosos de Dee, as comunicações dos espíritos foram preservadas com a exatidão de uma transcrição de um tribunal. Os anjos identificaram-se a Kelley como os mesmos anjos que instruíram Enoch na linguagem angélica e sabedoria de Deus. Enoch foi o único patriarca do Antigo Testamento a ser elevado aos céus enquanto ainda estava vivo – pelo menos, essa foi a interpretação dos rabinos e cabalistas judeus do Gênesis 5:24: “E Enoch caminhou com Deus: e ele não estava, pois Deus o levou”. Diz-se também que Enoch foi o primeiro homem a receber o conhecimento da Qabalah. Dee sentia-se como um escolhido de Deus, enquanto Kelley tinha a forte idéia de que eram meras marionetes dos anjos, que ele preferia crer que fossem demônios. Os anjos precisavam da ajuda dos dois pois não podiam abrir os portais do lado externo, pois abri-los requer o uso de evocação (invocação). Isso não está nos poderes dos anjos, como o anjo Ave disse a Dee:
Ave: A invocação origina-se da boa vontade do homem, e o calor e fervor do espírito: e, portanto, a prece tem este efeito com Deus.

Dee: Suplicamos, devemos utilizar uma forma (de invocação) para todas?

Ave: Cada uma de diversas formas.
Dee: Quer dizer eu misturar, decretar ou induzir diversas formas.

Ave: Não sei, pois não habito na alma do homem.
O magista inglês Aleister Crowley fez uso do sistema enochiano para a invocação dos 30 Aethyrs do seu Liber 418, e também dizia ser reencarnação de Kelley. A própria Golden Dawn (Ordem a qual fez parte) utilizava muito essa forma de magia. 

Sabemos bem que em se tratando de Umbanda o Alfabeto Watâmico, adâmico ou Devas, não é propriamente a grafia ou raiz de  Pemba. Não verdade ninguém conhece no Brasil, nem a raiz e nem o segredo total dos pontos riscados. Nem mesmo Pai Matta conhecia e nem Rivas Neto seu sucessor. Até porque a tão famosa raiz de Guiné, como já deixa claro é apenas a raiz e não sua totalidade. Querem deixar um mistério no ar, como se a OICD conhecesse, mas, tenho por certo que não conhecem, pois é um poder muito grande, que poucos magos conhecem. Não creio que no Brasil, tenha esse mago com esse grau de outorga. 

Mas, a grafia de pemba, não é tão desalinhada do Arquômetro como tenta fazer-nos acreditar o Rivas Neto, aliás, ele mesmo achava, junto com Itaoman, que eles eram ou tinham a mesma origem. Outra coisa que temos que deixar claro é que aqueles ensinamentos que falam da flecha, da raíz e da chave, tá longe de ser o método completo. Na verdade, a geometria é mais complexa e não tem uma codificação tão simples, como apresentada por Itaoman e Rivas Neto em seus livros. Ela tem na verdade uma ordem desordenada e uma mesma entidade pode ter grafias diferentes para questões diferentes. E os signos, emblemas e pontos de poder são totalmente diferentes pra duas entidades da mesma vibração. Mas, creio que a raíz não é de Guiné e sim da ordem dos Babalawos Iorubás, que tem vínculos com países mais esotéricos, como a Índia, o Egito e Sumérios, entre outras culturas, milares. E o alfabeto Enochiano, tem ligação com esse alfabeto. E nesse alfabeto estão todas as chaves para a grafia dos orixás. Futuramente falarei mais sobre isso...

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Os Sistemas de Magia africana


Os Sistemas de Magia africana
Os Sistemas de Magia africana


Candomblé e seus congêneres.


Tenho observado, ao passar dos anos, que muitas pessoas, interessadas em Ocultismo, nutrem um forte preconceito contra o Candomblé e assemelhados. Apesar disso, quando encontram-se “no aperto”, buscam, de imediato, “socorro” dentro das práticas mágicas candomblecistas. Socorridos, entretanto, e mais, sanado o problema que os afligia, “dão as costas” para a tal de “macumba”, coisa que não compreendem mas sabem que funciona, voltando aos seus cristais e florais. Atitude simplista, para dizer o mínimo. 

A “macumba”, designação genérica de tudo quanto seja de origem Afro, manteve a fama de ser infalível; apesar disso, poucos estudiosos do assunto se detiveram a examinar o assunto a luz da ciência experimental, para concluir como funciona a “macumba” e, mais ainda, quando funciona, e por qual motivo, assim como compreender suas falhas e deficiências, que aumentam no mesmo passo em que o assunto é difundido - mas não explicado. 

Interessante observar que, nos últimos anos, houve uma verdadeira explosão de livros sobre “macumba”, muitos dos quais ensinando trabalhos para os mais diversos fins, tal qual fossem receitas de bolo. Assim, sem explicar nem justificar, passam adiante ensinamentos que exigem, para serem postos em prática, um profundo conhecimento dos Cultos- Afro, sem o que tais práticas tornar-se-iam perigosas para todos os envolvidos. Mais ainda, incentivam ao leitor realizar tal trabalho, sem alertar para os cuidados que devem cercar tais práticas. Dessa forma, indivíduos inescrupulosos, pouco conhecedores do assunto, mas sabedores das necessidades humanas, travestem-se de “Pais-de-Santo” ou “Mães-de-Santo”, realizando todo tipo de trabalhos, jogando búzios, interferindo na vida de todo e qualquer cidadão, sem o menor cuidado ou escrúpulo. 

 O resultado? Fracasso, desilusão, além da sensação de que “macumba não funciona”. Eis o motivo deste curso - explicar tudo, tirar todos os véus, trazer o conhecimento mágico-místico-religioso à luz da ciência experimental, para que todos, admiradores ou não do assunto, possam compreender no que consistem tais práticas, tirando, assim, suas próprias conclusões. “INTRODUÇÃO AOS SISTEMAS DE MAGIA DE ORIGEM AFRO” "CANDOMBLÉ, VUDÚ, HOODOO, PETRO, RADA, LUCUMÍ, SANTERÍA, PALO-MAYOMBE, UMBANDA, QUIMBANDA E CATIMBÓ: SUAS SEMELHANÇAS, DIFERENÇAS, TABÚS E FUNDAMENTOS." Visão moderna dos Sistemas do Candomblé, do Vudú, da Umbanda e da Quimbanda. 

Muitas vezes, quando se fala em Magia, as pessoas pensam imediatamente nas práticas executadas nos Cultos Afro-Brasileiros, Afro-Americanos e Afro- Ameríndios. Diversas pessoas tem visões semelhantes desses Cultos, mas os conceitos difundidos são preconceituosos, misteriosos e dogmáticos, o que faz, pouco a pouco, com que a Realidade Mágica desses Cultos se perca para sempre. Para começar, o Candomblé, o Vudú, a Santería, o Palo-Mayombe e o Lucumí são cultos muito semelhantes, de origem africana, mas tremendamente desenvolvidos nas Américas. Já a Umbanda é um culto muito distinto, com bem poucas semelhanças com os outros dois, enquanto a Quimbanda é algo totalmente diferente. O Catimbó é uma espécie de meio-caminho entre a Umbanda e a Quimbanda. 

O Hoodoo reúne características do Vudú, porém tem diversas peculiaridades, sendo a mais importante delas trabalhar apenas com Elementais, Elementares, Sombras, Cascarões, Larvas e "Almas". Petro e Rada são duas raízes diferentes do Vudú haitiano, sendo o culto Rada mais voltado às Entidades do panteão Afro original, enquanto o Petro é mais voltado ao culto de Loas semelhantes aos Guias de nossas Umbanda e Quimbanda. 

 O Voudon Gnóstico, apesar do nome, e da nítida influência do Vudú e do Hoodoo, é mais uma Ordem Hermética (uma vez que é ligado à O.T.O.A. - Ordo Templi Orientis Antiqua) do que um culto ou uma religião, razão pela qual está fora deste texto. Todos, porém, tem entre si uma semelhança marcante e de suma importância: são todas "Religiões Thelêmicas", ou "Cultos Thelêmicos", como queiram. E o que significa uma religião ser "Thelêmica"? Significa que cada indivíduo, dentro dela, tem sua própria religião, seu próprio Deus, distintos dos de qualquer outro indivíduo. E foi por isso que os cultos africanos sobreviveram na mudança para o novo mundo, cresceram e se multiplicaram. 

 Sendo assim, vamos começar a definir a Quimbanda. A Quimbanda é um culto mágico às Entidades malévolas, denominadas Exus, Pombas-Giras, Caboclos Quimbandeiros, Pretos-Velhos Quimbandeiros, e assim por diante. Na Quimbanda não há nenhum tipo de "Iniciação", quer seja mágica, mística ou religiosa. Basicamente, há duas formas de se praticar a Quimbanda - a Evocação e a Invocação das Entidades. Qualquer que seja o meio escolhido, normalmente desenha-se o "Sigilo" (chamado "Ponto Riscado" na Umbanda e na Quimbanda) da Entidade no chão, pedindo-se, em seguida, sua intervenção. 

No caso da Invocação, a pessoa que "receber" a Entidade (chamado "Cavalo" ou "Burro" na Umbanda ou na Quimbanda) passa a ter os poderes da mesma; são então feitos pedidos à pessoa "incorporada", que pedirá então algumas coisas para a execução do "trabalho de magia". Em geral, na Quimbanda só se trabalha para o mal de alguém, ou então para submeter-se uma pessoa à vontade de outra. Quando se Evoca Entidades na Quimbanda, porém, faz-se oferendas simples, visando obter a intervenção da Entidade para obter o que se deseja, normalmente alguma maldade. 

Na Umbanda, o que acontece é a mesmíssima coisa, com uma diferença essencial: só se "trabalha" para o bem, pois as Entidades que "baixam" na Umbanda são somente benéficas. Em alguns "terreiros" de Umbanda foram implantados "Rituais Iniciáticos", herdados de culturas diversas. Na Umbanda, vê-se uma nítida influência do Kardecismo, bem como da mentalidade católico-cristã, além do público e notório sincretismo religioso entre os Orixás da Umbanda (que só comungam dos nomes com os Orixás do Candomblé) e os Santos Católicos. 

O Catimbó é uma mistura completa entre a Umbanda e a Quimbanda, com algumas diferenças: as Entidades que "baixam" são chamadas de "Mestres"; se são benfazejos, diz-se que "fazem fumaça às direitas", e dos malévolos se diz que "fazem fumaça às esquerdas". Concluí-se daí que no Catimbó se "trabalha" indistintamente para o bem e para o mal. Além disso, no Catimbó não se cultuam Deuses ou outras Entidades de grande envergadura de poder, apenas "baixam" Entidades com especial identificação social no grupo aonde se desenvolve a "mesa" do Catimbó. 

Na Santería ocorrem práticas semelhantes às dos cultos descritos acima, mas há também um culto aos Orixás, no estilo do Candomblé, só que com toda a influência Católico-Cristã imaginável. Mas existem sutis diferenças entre esses cultos. Na Umbanda, as Entidades são "espíritos" de pessoas desencarnadas (mortas); na Quimbanda, "baixam" indistintamente "espíritos" de pessoas mortas (normalmente de pessoas perniciosas ou criminosas), ou Demônios mesmo. No Catimbó só "baixam" os "espíritos" de mortos. Mas, será que o que "baixa" em todas essas "sessões" é mesmo uma "alma"? E será que todas essas "almas" são sábias, sinceras e magicamente capazes? Não creio. 

Para mim, o que ocorre muitas das vezes, é o seguinte: A) o "médium", desejoso de "receber um guia", induzido pelo "chefe do terreiro" de que ele/ela "tem mediunidade, precisa desenvolvê-la", acaba por criar uma Imagem Telemática correspondente a sua idéia do "guia", que, então, cria "vida", passando a agir como desejado... B) cena "A": alguém morre; seu corpo físico jaz inerte, seu corpo astral separa-se do cadáver físico e, em pouco tempo, o corpo mental do falecido separa-se também do corpo astral, ficando este último também destinado a morrer, a decompor-se; cena "B": um Elementar Artificial, um Íncubo, um Súcubo, um Vampiro, uma Larva Astral, alguma dessas Entidades simples, busca sobreviver ...vampirizando alguém! É porém difícil "sugar vitalidade a força" de alguém; cena "C": a Larva da "cena B" encontra um cadáver de corpo astral (Cascarão Astral), penetra nele e o "aviva"; cena "D": o "Cascarão Avivado" encontra uma pessoa receptiva, um "médium", e começa o ataque; o "médium" acaba por ir a um "terreiro" ou "centro", aonde "seu guia" o levou, e aonde irá "desenvolver sua mediunidade"; cena "E": o "médium" já "desenvolvido", recebendo seu "guia", dá consultas, passes, faz trabalhos, aconselha...e o "guia" (o Cascarão Avivado) vampiriza o "médium" e as pessoas que vão consultá-los. 

É claro que existem incorporações ou possessões reais, mas são muito raras na Umbanda e no Kardecismo. Ocorrem muito freqüentemente no Candomblé e correlatos, mas são raríssimos nos cultos à desencarnados. Sem mais comentários sobre o assunto. Agora, Candomblé, Vudú, Palo-Mayombe e Lucumí. O que digo a seguir é minha experiência e enfoque pessoais. Quem desejar aprofundar-se no assunto deve consultar as obras dos seguintes autores, colocados em ordem de importância: Pierre "Fatumbí" Verger, Fernandes Portugal, Caribé, Bernard Maupoil, William Bascon, Michael Bertiaux, Luis Manuel Nuñes, Jorge Alberto Varanda, Roger Bastide, Juana Elbein dos Santos, Courtney Willis, Ogã Jimbereuá, Babalorixá Ominarê, Lydia Cabrera, Migene Gonzalez-Wippler e João Sebastião das Chagas Varella. Já os apreciadores de Mitologia em geral, deverão conhecer a obra de Joseph Campbell, o mais importante autor do assunto. 

A Editora Pallas tem bons títulos sobre Candomblé e Vudú. Este texto trata dos aspectos reais das Práticas Mágicas dos Cultos em questão. Desculpem a crueza, mas a verdade é cruel, e dói. Muitos estudiosos de Magia, bem como inúmeros autores do gênero, colocam os Deuses dos diversos panteões como Arquétipos. Considerando-os assim, alguns praticantes da Magia Ritual creem que pode-se trabalhar magicamente com os Deuses Internos, como se trabalhássemos com os Arquétipos Universais. Aqui existe um enorme equívoco, pois os Deuses Internos englobam aspectos arquetípicos, não se limitando, porém, a serem Arquétipos simplesmente. 

 Na verdade, há uma obra muito boa sobre Magia Planetária (Planetary Magick, editora Llewellyn), que, porém, considera os Deuses de diversos panteões como a mesma coisa que os Arquétipos. Eu particularmente discordo desse prisma, pois considero que os Arquétipos são acessíveis a qualquer pessoa, enquanto que os Deuses só são acessíveis aos que tenham alguma identificação e familiaridade com os mesmos. 

Na verdade, a experiência chamada de "União com Os Arquétipos Universais", quando a pessoa entra em "transe" e sofre a "possessão" da Divindade, é o contato que ocorre da pessoa com seu Microcosmos, ou seja, com seu "Universo Interior", portanto, somente com os Arquétipos Universais, e não com o todo da Egrégora dos Deuses Internos do Homem. A diferença é, portanto, patente, no que diz respeito ao "transe" do sujeito "possuído" pelo Orixá (aonde são despertados poderes latentes dentro do próprio indivíduo), e da Evocação ou Invocação da energia do Orixá como um todo, uma Entidade de existência independente da psique do Mago. 

O que ocorre entre os profanos, os não-iniciados, o "bolar" no Santo, é somente a "União com O Arquétipo"; o que ocorre na Invocação, feita pelo Mago de forma consciente, é "abrir sua mente" para uma energia externa, de vida autônoma, externa ao Microcosmos do Mago. Portanto, podemos concluir que o Arquétipo Universal existe num nível subconsciente de cada indivíduo, mas somente manifesta-se no Microcosmos; já o Deus Interno existe num nível Macrocósmico e, após uma iniciação, num nível Macro-Micro-Cósmico, isto é, pode manifestar-se dentro ou fora do indivíduo. 

Com isso quero dizer que um Orixá pode manifestar-se fora da psique do Mago, até mesmo fora de seu corpo, inclusive, algumas vezes, a um nível social. O poder de um Arquétipo é o de despertar talentos latentes na psique do indivíduo, enquanto que o poder de um Deus Interno (sendo uma Egrégora), é amplo, de uma envergadura bem maior que a psique de um indivíduo apenas, incomensurável em termos humanos. Com isto quero dizer que uma Egrégora antiga e poderosa como a dos Deuses Internos pode quase tudo. Sem exagero. 

E em se tratando de Deuses Internos (ou Panteônicos), podemos distinguir duas categorias: os Deuses adormecidos, cujo culto inexiste na atualidade, e os Deuses ativos, cujos cultos existem. Nessa última categoria estão os Deuses e Deusas cultuados no Candomblé, no Vudú, no Palo-Mayombe e no Lucumí. Fico, inclusive, muito curioso com a atitude de certos grupos de ocultistas, que cultuam Deuses adormecidos, e torcem o nariz para os Deuses do panteão Afro, talvez considerando-os algo inferior, muito provavelmente pelo motivo de que esses Deuses são cultuados pelo povo, não pelas elites culturais...preconceito e ignorância de sobra! Esses Deuses e Deusas dos Cultos Mágico-Religiosos Afro-Americanos são designados da seguinte forma: na "Fé Indígena" (Indigenous Faith), como o Culto é chamado na Nigéria (África), são chamados de Orixás e Odus, o mesmo ocorrendo nos Candomblés de origem Nigeriana ou Yorubana ("Nação" Keto ou Alaketo); nos Candomblés de origem Daomeana (Fon ou Gêge), são chamados Voduns e Odus; nos Candomblés de origem Angolana ("Nação" Angola), são conhecidos por Inkices ou Santos, e Odus; na Santería, praticada nos Estados Unidos (Puerto Rico, New Orleans, Miami, etc), são chamados de Orichás ou Santos, e Odus; no Vudú, praticado no Haiti e na França, são conhecidos como Loas e Odus; no Lucumí, praticado em Cuba e nos Estados Unidos (Miami), são os Nganga, Orichás, Padrinhos, Prenda, Ndoki, Odus, entre outros nomes, ocorrendo o mesmo no Palo-Mayombe. 

Veja-se que o nome do panteão altera-se de região para região, e assim também se alteram as características das Entidades. É interessante notar que o nome Odu (Odus no plural), está presente em todas as "Nações" de Candomblé, e suas atribuições são idênticas em todas as citadas culturas. Pois Odus são Entidades objetivas que personificam, de forma antropomórfica, as energias das figuras geomânticas. Vê-se que, quando o simbolismo e a energia não sofrem alterações, os nomes permanecem idênticos. 

O contrário ocorreu com a vinda dos Orixás da África para o Brasil, pois na África os Orixás não possuem as subdivisível ditas "qualidades", fato que ocorreu no Brasil. Por isso é que o Culto aos Orixás, no Brasil, é mais rico e complexo do que na Nigéria atual, sem nenhuma conotação pejorativa quanto ao Culto praticado na Nigéria. Apenas digo que, no Brasil, cultua-se doze variedades de Xangô, enquanto na Nigéria há somente uma; aqui cultua-se onze Oyá, dezesseis Oxum, dez Oxalá, nove Yemanjá, vinte e um Exu, enquanto na Nigéria há um de cada. 

É bem verdade que a troca de informações entre Nigerianos e Brasileiros, do Culto, está levando "qualidades" de Orixás para lá, e trazendo para cá as práticas mais modernas do Culto. Assim, em breve, graças às trocas de informações, o Culto aos Orixás estará aprimorado e talvez até estandardizado no Brasil e na Nigéria. Mas aqui o assunto é outro. Somente recomendo, aos que pretendem praticar a Magia Planetária, a Magia Evocativa, a Magia Invocativa ou o "Casamento dos Homens com Os Deuses" (conceito de Aleister Crowley, uma das práticas secretas da O.T.O., revelada no livro "The Secret Rituals of the O.T.O.", de autoria de Francis X. King)) com os Deuses dos panteãos Afro, que estudem a respectiva mitologia, familiarizem-se com as suas energias, para não sofrerem revezes nem decepções. 

Estejam avisados que essas energias são incomensuráveis, além de extremamente ativas, pois há, em todo o mundo, pessoas cultuando-os dioturnamente, vivendo para o Culto, alimentando a Egrégora a cada momento, ampliando sua envergadura de poder. Apesar disso tudo, há muita gente que duvida das potencialidades mágicas dos Cultos-Afro; há também os que creem que tudo quanto se faz nesses Cultos funciona a contento, independentemente dos Fundamentos Mágicos que sejam ou não aplicados às práticas rituais. 

Pensando nisso gostaria de abordar alguns aspectos importantes desses cultos, muitas vezes mal interpretados pelas pessoas em geral. E é justamente visando separar o joio do trigo, embora revelando muitos segredos guardados com zêlo por muito tempo, que descrevo, a seguir, os Fundamentos Mágicos Racionais das Práticas Mágico-Místico-Liturgicas dos Cultos-Afro. Espero estar contribuído assim, de alguma forma, para a preservação desse culto que tanto me atrai, e que estudo e pesquiso fazem anos. - Iniciação: é tipicamente shamânica, quanto a parte do Iniciando, com práticas primitivas (raspar os cabelos da cabeça, esfregar folhas na cabeça e outras partes do corpo, fazer cortes em diversas partes do corpo - cabeça, testa, mãos, pés, língua, braços - para passar "pós mágicos" nos cortes abertos - Kuras - , sacrificar animais deixando o sangue escorrer sobre a região do Chakra Coronário, colocação de substâncias vegetais e animais sobre o Chakra Coronário - o Adoxú, no formato de um cone - , colocação de uma pena de alguma ave no local do Chakra Frontal - Terceiro Olho - , entre outras coisas), requerendo total submissão do Iniciando - Iaô - ao Sacerdote ou Sacerdotisa - Pai ou Mãe de Santo, Babalorixá ou Yialorixá - , que guarda os cabelos daquele, tendo assim, meios de impor sua autoridade à força... A Iniciação no Candomblé é lenta (21 dias no mínimo) e penosa (a pessoa terá de se submeter aos ditames do Sacerdote, devendo comer o que lhe é permitido - com algumas restrições por toda a vida - , falar quando lhe é permitido, usar as roupas nas cores autorizadas - mais uma vez com restrições para o resto da vida - , até mesmo quais atividades sociais e profissionais poderá ter dali para diante). 

Uma das partes mais curiosas do Ritual Iniciático reside na pintura da cabeça e do corpo do Iniciando com pontos coloridos, feitos com pós coloridos, numa espécie de Cromo-Punctura rudimentar. Vê-se aí, nesse conjunto de práticas antiquadas, o aspecto da autoridade do Mestre, inquestionável, sobre a vida do Discípulo, traço típico das iniciações em sociedades primitivas. Quando, porém, observarmos a parte do Iniciador, do Sacerdote ou da Sacerdotisa, veremos uma enorme quantidade de práticas típicas da feitiçaria, portanto, de caráter muito distinto das práticas shamânicas. Eis um dos mais flagrantes aspectos da ambiguidade do Candomblé. Como disse o brilhante ocultista norte-americano Robert North, o que falta aos Cultos-Afro é uma "Auto-Iniciação". 

Concordo plenamente. Seguindo as orientações dele, o iniciando deverá praticar uma técnica conhecida nos meios ocultistas como "visualizar uma imagem como se fosse uma porta e mentalmente atravessar a porta". Daí, o iniciando travará contato com as Entidades que habitam o plano correspondente vibratoriamente à dita imagem. Mas que imagem é essa? Os desenhos dos Vevés, Pontos-Riscados, Sigilos das Entidades, Figuras Geomânticas (Odus), entre outras. Essa técnica permite uma auto-iniciação com menos riscos que a Invocação Mágica (a "incorporação" da Entidade na pessoa), que evoca riscos óbvios de acidentes. 

O que deve, porém, ficar claro, é que ninguém é "filho" desse ou daquele Orixá, ou de qualquer outra Entidade, nem tem tal ou qual Odu. Na verdade, as pessoas identificam-se com um Arquétipo, em geral composto, isto é, com qualidades mescladas de várias Entidades, o que caracteriza o Orixá e suas qualidades, bem como os outros Orixás da pessoa. Identificando-se com o Arquétipo, a pessoa passa a louvá-lo ou cultuá-lo, atraindo então a Entidade Egregórica correspondente ao Arquétipo da identificação pessoal. Fica claro, agora, o motivo pelo qual há pessoas com "santo forte", outras sempre "acompanhadas" pelo seu Orixá ou Guia, e assim por diante? Lembrem-se de que a energia que flui no contato do Mago com a Egrégora é mutual e simbiótico, isto é, se recebe o tanto que se dá... No caso dos Odu, eles apresentam-se e manifestam-se em cada momento, mudando de acordo com as chamadas "marés tatwicas", as marés elementais. Somente ocasionalmente cristalizam-se num local, situação ou espécie de atividade, promovendo constante sucesso ou fracasso. 

E os remédios já são conhecidos. - Sacudimento: dá-se esse nome às Práticas Mágicas que são realizadas quando existe uma presença energética intrusa (em pessoas, objetos ou lugares) - Exus ou Egums, isto é, Entidades Demoníacas, Vampiros, Íncubos, Súcubos, Larvas, Espíritos de Desencarnados, entre outras - ; passa-se pelo corpo da pessoa atingida uma série de plantas, folhas, grãos crus, pipocas, legumes, verduras, até mesmo aves (pombo, frango); esses componentes tem atribuições diversas em se tratando de elementos naturais - presentes por analogia nos componentes do sacudimento - , impregnando-se-os com o fluído magnético, que tem a propriedade de sugar energia (no caso, a intrusa), o que então providenciará a remoção das energias intrusas. 

É prática primitiva que, porém, tem seus méritos; na verdade, há um elemento de grande importância, que não pode faltar, pois é o que faz o "Trabalho" funcionar: o ovo! Sim, um simples ovo de galinha é o suficiente para o "Trabalho" funcionar. Com um ovo e a atitude mental adequada, consegue-se resultados espetaculares. Na simplicidade está a chave dos grandes mistérios. Quer dizer, a Energia intrusa, nefasta, é transferida para os elementos passados pelo corpo da pessoa; em seguida, esses elementos são deixados em local determinado (praia, cachoeira, rio, praça, encruzilhada, estrada, enterrados, atirados barranco abaixo, cruzeiro do cemitério, etc.), aonde a Energia tornar-se-á inofensiva, ou atingirá curiosos que porventura toquem o material energeticamente contaminado. - Ebós: dá-se esse nome aos sacrifícios ou oferendas, dedicados a alguma Entidade, consistindo nas comidas, bebidas e animais votivos da mesma Entidade; quer dizer, todas as práticas mágicas convencionais do Camdomblé tem o nome de Ebós. 

Os Ebós funcionam por causa do uso de Condensadores Líquidos e Sólidos, infundidos da vontade do Mago, além de, algumas vezes, a Energia Vital que se desprende de um animal sendo imolado, além da própria Energia do sangue de dito animal. Este é o segredo para a eficiência dos Ebós. E também da ineficiência de muitas bobagens batizadas de Ebó, mas que, na verdade, não são nada, magicamente falando. Para os interessados, basta consultar um dos numerosos livros sobre Ebós - do Ogã Gimbereuá, do Babalorixá Ominarê, de Fernandes Portugal e de Antony Ferreira, por exemplo - para verificar o uso constante de Condensadores Líquidos e Sólidos (pimentas, cebolas e alhos, atribuídas ao Elemento Fogo, por exemplo).  

Existem três espécies de Ebós: A) Periódico: dado em períodos de tempo regulares, para fortalecer o elo com a Entidade, ou para fortalecer uma Entidade Artificial criada pelo próprio grupo ou operador; B) Propiciatório: dado quando se deseja obter algo de uma Entidade, dando-se-lhe algo, esperando o favor almejado em troca; C) Expiatório: dado quando se necessita reparar alguma falta para com a Entidade que, aborrecida com o indivíduo, passa a prejudicá-lo; nos três tipos deve haver uma analogia adequada.  

 Só para ilustrar, incenso é uma oferenda que, além de agradar as Entidades (desde que de aroma análogo à Esfera da Entidade), pode permitir sua materialização (com sua possível aparição espectral); para Entidades Negativas ou perigosas/nefastas, o sangue (quente) de sacrifício animal faz efeito semelhante; a cebola constitui um elemento de grande vibração quando ofertada à alguma Entidade, o mesmo podendo dizer-se dos ovos; as velas são parte importante de qualquer ofertório, as de cera de abelha adequadas às Entidades Positivas, e as de cebo adequadas às Entidades Negativas.  

Devemos sempre buscar as leis de analogia ao desejarmos ofertar algo para qualquer Entidade. Seguindo estes princípios, qualquer Mago poderá elaborar seus próprios Ebós, se esse for seu desejo. - Pós Mágicos: também chamados de Atim (Alaketo), Pemba (Angola), Zorra (para o mal), são diversas substâncias misturadas e posteriormente reduzidas a pó; são usadas para atrair boas coisas (saúde, amizade, amor respeito, bons negócios, dinheiro, proteção contra maus fluidos, paz, etc.), espalhando-se nas mãos, pés, sapatos, roupas, cabeça e utensílios da pessoa, ou soprando-o na residência, veículo, local de trabalho, Templo, etc.; ou então para levar desgraças aos desafetos (doenças, acidentes, maus fluidos, ruína, morte), espalhando-se nos locais, ou soprando-se/jogando-se sobre a vítima.  

Respeitando-se as leis de analogia, pode-se compor pós mágicos respectivos aos quatro elementos da natureza, que serão Condensadores Sólidos da vontade do Mago. Para maiores detalhes do assunto, ver o livro de Franz Bardon "Initiation Into Hermetics", citado na bibliografia desta obra. - Azeite de Dendê: elemento que constantemente é utilizado nas práticas ritualísticas Afro-Negras, constituindo poderoso Condensador Líquido; Condensador é um elemento capaz de condensar a vontade e os desejos do Mago.

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A importância dos pontos riscados na Umbanda Astrológica



Percebo aqui nas visitas a este humilde blog, que há um enorme interesse sobre pontos riscados. Na verdade os pontos são mesmo importantissimos, eu diria que os riscados, mais ainda que os cantados. Claro que os cantados tambem são de suma importancia, mas, a diferença é que são mais liturgicos, enquanto que os riscados são mais magisticos.

Os primeiros pontos a serem riscados sao os de firmeza do conga e entrada. São riscados no chão, em geral pelo guia que ira chefiar a gira. Pontos de trabalho, riscados para direcionar energias durante um atendimento por exemplo assim como os pontos de confirmação são riscados em tabuas que possuímos para tal.

Entendo os pontos riscados como portais, logo visualizo o riscar na tábua um possibilidade de mover para outro lado sem que necessite fazer tudo denovo. No chão, quando a entidade trás sua assinatura, pois é através dela que o guia afirma ser quem diz ser ou como os Umbandistas entendem saber por qual linha ele vem trabalhar. As tábuas creio eu foi uma introdução dos dirigentes, tendo em vista que ficava melhor para o trabalho de aportar os objetos de trabalho quando a entidade está no terreiro, ( Ex: Copo com água, velas, ervas, fios de contas, bilhetes, búzios e etc...)

Marcas de tribos são os Gberes ou curas que são diferenciados entre Nações de Candomblé podendo terem riscos verticais, horizontais, em cruzes, ondulados e pela quantidade de riscos paralelos ou ainda uma mistura entre estes em casos de iniciados ou simplesmente em desenhos nas paredes ou chão. O Ponto riscado também é visto e realizado tanto na Cultura Angola/Kongo como na Cutura Fon ( Djedje), mas sua predominância é de fato na Umbanda. Nem sempre o risco é ponto de firmamento, muitas vezes esse risco trás influencias cabalisticas como em casos de pontos de fogo ou mesmo cruazamentos sejam com Pembas, amaci, água, marafo e etc... Algumas outras culturas da religiosidade afrodescendente também o fazem como marcas de tribo ou simbolismo.

E vale lembrar ainda que a prática utilizada na Umbanda e conhecida como ponto de fogo utilizado por algumas entidades na verdade é algo trazido da ancestralidade Fon/Ewe ( Djedje ). Interessante lembrar que na cultura do Angola/Kongo, todos nós que nascemos com ancestralidade para o direito ao Sacerdócio ( Nganga ) trazemos nosso risco cabalistico além das dijinas que são duas, uma para o conhecimento do clã ( Família ) a qual classifica o iniciado por aquilo ao qual ele venha a representar como a minha KAMBAMI ( O filho que fala pelo Pai ) e outra bem mais secreta que dá a origem de sua linhagem e toda sua carga espiritual chamada de Dijina Kissuama.

Essa prática magistica é bem mais vista no chamado Vodoo, não confundir com o culto a Vodunsi, pois ambos tem sua origem nas culturas do Dahomey (Daomé). Também, os riscos nas culturas Yorùbá podem e são relacionados com a forma geomântica das leituras dos Odu.

Analizando ainda a parte os pontos riscados sejam dentro de louças ou de alguidares/oberós, vale lembrar os ambos aspectos que levem a tal procedimento, seja para firmar o ponto do guia ou mesmo para quebrar demanda. A Umbanda por estar repleta de espíritos de diversas culturas trás para dentro de sua linha diversas formas de riscos o que leva ou deveria levar a um sacerdote Umbandista uma compreensão bem mais ampla das culturas de origem para poder entender e saber analizar a entidade presente.

O certo é que aquele que domina essa prática, se torna um grande mago e domina a magia, assim como aconteceu com Salomão, Melquisedek e outros. E não se engane, essa pratica não é uma criação da Umbanda que conhecemos hoje, na verdade é muito mais antiga do que se pensa.

Mas, é muito dificil, poucos iniciados tem 50% do dominio e do conhecimento dessa ciência fantástica. Muitos destes pontos as vezes não são riscados com a Pemba e sim desenhados com o próprio material ofertado, seja no desenho que se faz com a farofa/Padê ou mesmo nas disposições dos elementos ( Ex: Quiabo/Ilá nas comidas de Sangò. Nos chamados "paliteiros" nos inhames de Ògún, na distribuição do Coco/Àgbon nas oferendas de Odé, no enfeite de camarões nas oferendas de Yemoja, nas colocações dispostas das folhas de Louro nos Akarajés de Oya e etc. Só que mais importante que os elementos é saber decifrar para que serve cada ponto, cada traço e não usar as magias movimentadas por eles sem prudencia.

Enfim, é bem mais do que apenas riscar com Pemba seja no chão ou na tábua. Os pontos cabalisticos se estendem bem mais dentro da liturgia espiritual. Em geral os pontos riscados tem funcao de agregar ou dispersar energias conforme movimento ou vontade do manipulador , de modo que, sempre trazem sinais que se relacionam as elementos da natureza mais afins ao maipulador ou objeto em questao , quer seja terra, agua, fogo e ar.

Os pontos mais fortes e corretamente montados são de culturas distantes como a antiga cabala iniciatica brahmane chamado por pesquisadores de alfabeto adamico. Tambem há influência Celta, Essênia, Egipcia, hebraica e Meji. Além de pontos que não conhecemos ainda e que só são passados aos escolhidos por seus mentores, esses são ineditos.

Muito antes de conhecer a Umbanda, a espiritualidade, magia ou esoterismo, sempre vi pontos riscados no céu, ao fechar os olhos, dormindo ou acordado. Sempre tive a noção de que a magia passa pela ritualistica dos riscos sagrados. O proprio Cristo tinha noção disso, pois, vivia riscando no chão. Até porque ele estudou com os descendentes essênios e além disso, toda cultura hebraica é rica nesse tido de esoterismo ou simbolismo.

E sem querer me extender esse é o maior misterio visivel nos trabalhos esotericos de umbanda pois esta vinculado a egregoras consonantes de energia no plano astral, logo nao é leite pra crianca beber... e assim vamos seguindo devagar , devagarinho, as vezes vendo um ou outro movimento de magia interessante por ai nos pontos riscados em meio a sinais em geral apenas mnemonicos ( que ativam a memoria ) como estrelas, ancoras, coracoes ,etc. Mas, grande maioria não passa de bobagem. Muitos ensinam uma tal de "geometria sagrada", dizem que fizeram incorporados, mas tudo é só pra vender livros e cursos.

E o sinal mais importante para os mediuns iniciados no segmento esoterico é um poonto chamado de ordens e direitos de trabalho onde o mentor chefe do medium, se identifica e invoca suas forçcas, comandos e comandados, para o trabalho libertador de consciencias... Esse sinal principal é o ponto que fica, ou a meu ver deveria ficar, sobre a mesa principal ou conga em templos de Umbanda.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Pontos Riscados e o significado dos simbolos

 
magia de pemba - poder dos ancestrais
A magia riscada - com pemba, energia ou elementos sagrados


É a força, na Umbanda, da Escrita Astral. O Ponto Riscado tem o poder de fechar de abrir os trabalhos de magia. É feito de diversos modos com a Pemba (giz branco, sagrado e poderoso da magia na Umbanda). É através do Ponto que o guia faz sua identificação e mostra toda sua força, poder e responsabilidade que a ele é dado. As pembas são de diversas cores, mas a branca é a mais usada por ser da irradiação universal de Oxalá.



Significado dos símbolos:
Um Ponto – o Ser Supremo, a origem.
Um Ponto – o Ser Supremo, a origem.
Uma Linha Reta – o Mundo Material.
Duas Linhas Retas – o Princípio, o Masculino e o Feminino.
Uma Linha Curva – a Polaridade.
Dois Traços Curvos – as duas polaridades – positiva e negativa.
Um Triângulo de Lados Iguais - a Força Divina – Pai, Filho e Espírito Santo – Santíssima Trindade.
Dois Triângulos (Hexagrama) – Estrela de seis pontas – todas as Forças do Espaço.
Um Quadrado – os 4 elementos (Água, Terra, Fogo e Ar).
Um Pentagrama – a Estrela de Davi e o Signo de Salomão – a Linha do Oriente, Oxalá, a Luz de Deus. Três estrelas também representam os Velhos e Almas.
Círculo – o Universo, a Perfeição.
Um Círculo com Dois Diâmetros Entre Si – o Plano Divino, o Quaternário Espiritual.
Círculos Menores e Semicírculos – as fases da lua (símbolo de Iemanjá), forças de luz, inclui Iansã.
Círculo com Estrias Externas – o sol (símbolo de Oxalá).
Espiral – para fora indica chamamento de força, retirando demanda.
Seta Reta ou Curva e Bodoque – irradiação de Oxossi (caboclo).
Balança, Machado ou Nuvem – símbolos de Xangô e do Oriente.
Raio (condições atmosféricas) – símbolo de Iansã.
Espada Curva – símbolo de Ogum.
Espada Reta – símbolo de Iansã.
Bandeira Branca com Cruz Grega Vermelha – símbolo de Ogum.
Flor ou Coração – símbolos de Oxum.
Coração com uma Cruz no Interior – símbolo de Nanã.
Traços Pequenos na Vertical (chuva) – símbolo de Nanã.
Folhas ou Plantas – símbolos de Ossanha.
Tridentes – símbolos para Exu e Pomba-gira; garfos curvos para a Calunga e retos para a Rua. (Pode haver ou não caveira)
Cruz Latina Branca – Cruz de Oxalá.
Cruz Grega Negra – com pedestal, símbolo de Omulu.
Arco-íris – símbolo de Oxumaré.
Estrela Branca (Oriente) – Luz dos espíritos.
Estrela Guia (com cauda) – símbolo da capacidade de acompanhamento (Oriente).
Um Oito Deitado (Lemniscata) – símbolo do Infinito.
Cordão com Nó ou um Pano – símbolo das crianças.
Conchas do Mar – símbolo das crianças.
Águas Embaixo do Ponto – símbolo de Iemanjá (mar).
Pequenos Traços de água – símbolo de Oxum.
Traço ou Linha Curva com Círculo nas Pontas – símbolo de força, amarração e descarregos.
Rosa dos Ventos – chamamento de força ou descarrego.
Traço com Três Semicírculos nas Pontas – descarrego e força também.
Palmeiras ou Coqueiros – força dos Velhos.
magia de pemba - poder dos ancestrais, poder dos orixás e anjos
magia de pemba - poder dos ancestrais, poder dos orixás e anjos
Existem, outros Pontos que as Entidades riscam. Em caso de dúvida pergunte ao Comandante ou mesmo o Guia.



Leia mais sobre os pontos aqui

Carlos Lima (Carlinhos Lima) - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Pontos riscados na Umbanda Tradicional e Esoterica


Imagem Reprodução

Os estudiosos do assunto dizem que Umbanda é um vocábulo oriundo do termo abanheenga (a mais antiga língua falada no Brasil) “AUMBANDAM”, que significa: “o conjunto das Leis Divinas”. Outros dizem tratar-se, também, a sua origem da expressão m’banda (termo yorubá) que significa “aquele que cura”.

Essas leis estão gravadas no nosso ser, infelizmente, para a maioria dos homens, de forma velada, cabendo às Religiões, realizando a religação com Deus, torná-las conhecidas, trazendo-as ao campo da razão e da emoção, para que se tornem ativas nos indivíduos, plenificando-os de Luz. No “Sabedoria e no Amor” está a síntese das Leis Divinas, alcançá-las em plenitude é o trabalho da evolução humana, pois só aí se encontra a felicidade a paz ansiada pelos homens.

A presença, em todos eles, dos Instrutores Espirituais (Guias e Protetores) que assumem a roupagem fluídica de Caboclos, Crianças, Pais Velhos, já é o alerta principal para a mudança de vida e de valores, dentro da vivência das Leis de Deus. O Caboclo simboliza a Fortaleza, atributo necessário à vivência espiritual. Essa fortaleza só vai existir na simplicidade e serenidade perante a vida, na busca incessante do crescimento espiritual, sabendo valorizar o espiritual, na vivência da presente encarnação.

O Pai Velho ou Preto-Velho vem simbolizar a Sabedoria, que é fruto da vivência, do sofrimento e do conhecimento das coisas espirituais. Só o sábio é humilde, pois só quem conhece a grandeza e a misericórdia de Deus em relação a nossa pequenez e ignorância é capaz de ser humilde, e compreender os seus semelhantes.

A Criança simboliza, por sua vez, a Pureza. Essa Pureza está pousada na capacidade de amar na verdade, de confiar na ação do Pai, de ser feliz por existir e saber que é amado, destruindo no coração as mágoas, o orgulho e a vaidade, para amar os seus irmãos no respeito e no perdão. Assim é a Umbanda. No Templo Espiritualista devemos vivenciar o Movimento Umbandista de forma a trazer para o culto, práticas de tratamentos e estudo, o tripé espiritualista do ESTUDO, DISCIPLINA e TRABALHO, que acreditamos necessário a um movimento ascendente dos seus membros, onde os irmãos que nos procurem encontrem repostas aos anseios dos seus corações, no Coração Misericordioso de Jesus.

A umbanda é a Lei regida por princípios e regras em harmonia que não podemos alterar pela simples vontade; todos os que conscientemente, tentaram alterá-la, sofreram diferentes dissabores. Repetimos e afirmamos: a Umbanda é o movimento do Círculo Inicial do Triângulo e este, é o Ternário ou a Tríade, que exterioriza suas vibrações através das Três Formas ordenadas pela Lei, que são místicas pois simbolizam: A pureza, que nega o vício, o egoísmo e a ambição; A simplicidade, que é o oposto da vaidade, do luxo e da ostentação; A humildade, que encerra os Princípios do amor, do sacrifício, e da paciência, ou seja, a negação do poder temporal... No entanto, o Espírito, o nosso eu Real, jamais revelou, nem revelará, a sua verdadeira essência e "forma", compreenda-se bem, sua "forma-essencial". Ele externa sua consciência, seu livre arbítrio, por sua alma, pelo corpo mental, que engendra os elementos para a formação do denominado Corpo Astral ou Perispírito, que é uma "forma durável", fixa, podemos dizer.

Tentaremos então explicar, que o espírito não tem Pátria, porém, conserva em si ou forma a sua alma pelos caracteres psíquicos de vários renascimentos, em diferentes Pátrias. Os ocupantes das formas que revelam um Karma limpo, uma iluminação interior, é que são chamados a cumprir missão na Lei de Umbanda, e por seus conhecimentos e afinidades, são ordenados em uma das Três Formas já citadas... velando assim suas próprias vestimentas karmânicas.

Esta metamorfose é comum aos que tomam a função de Orixás ou Guias que assim procedem, escolhendo por afinidade uma dessas formas em que muito sofreram e evoluíram numa encarnação passada.

Quando à chamada apresentação desses Espíritos, cremos ter ficado patente que o fazem sempre e invariavelmente dentro dessas três roupagens fluídicas como Orixás, Guias e grande percentagem dos que chamamos de Protetores, porque, parte destes, não necessita dessa adaptação, por já conservarem como próprias.

Nesta altura, faz-se necessário uma elucidação: sabemos, pelos ensinamentos dos Orixás, que essa Lei, essa Umbanda, é vivente em outros países, talvez não definida ainda com este nome, porém, os princípios e regras serão os mesmos. Quanto às "formas" são ou poderão ser as três que simbolizem, nestes países, os mesmos qualificativos que os nossos, ou sejam os mesmos no Brasil (Pureza,Simplicidade e Humildade). Agora por suas apresentações nos aparelhos (médium) devemos compreender como:características tríplices das manifestações chamadas incorporativas, que se externam: E essas características, salvo situações especiais, são inalteráveis em qualquer aparelhos, cujo Dom real o qualifique como Inconsciente(totalmente dirigido) ou Semi-Inconsciente(parcialmente dirigido). Então vamos passar a identificar, de um modo geral, os sinais exteriores, os fluídos atuantes e as tendências principais dos Orixás, Guias e Protetores, através de suas "máquinas transmissoras" pelas Vibrações ou Linhas, em número de SETE.

PONTOS RISCADOS - São identificação dos Guias. Cada Guia e cada Orixá tem seu ponto riscado. Os pontos são riscados com pemba. Mas o ponto não se resume apenas a identificação de um guia, linha, falange ou Orixá; ele pode fechar o corpo de um médium, pois a escrita sagrada se utiliza de magia para que qualquer espírito perturbado não se aproxime.

PEMBA - Espécie de giz em forma cônico-arredondada, em diversas cores, como sejam : branco, vermelho, amarelo, rosa, roxo, azul, marrom, verde e preto, servindo para riscar pontos e outras determinações ordenadas pelos Guias, sendo que conforme a cor trabalhada com pemba, pode se identificar a Linha a que pertence a Entidade, ou a Linha que trabalhará naquele ponto. Os pontos riscados pelos guias espirituais são espaços mágicos cujas funções lhes são dadas por eles. Os pontos riscados se servem da escrita mágica sagrada simbólica. Dentro desta escrita mágica sagrada, os guias servem-se de signos, símbolos e ondas vibratórias que são realizadoras e, assim que são riscados, são ativados e começam a trabalhar.

A escrita mágica simbólica é tão antiga quanto a humanidade e, tem sido encon­trados signos e símbolos em construções antiqüíssimas dentro de túmulos e urnas funerárias com milhares de anos de idade, portanto, esta escrita mágica simbólica, usada pelos guias espirituais, não é propriedade da Umbanda e sim, é um bem colocado a disposição da humanidade pelos seres espirituais superiores e que dela, muitos tem se servido no decorrer dos séculos. Existem milhares de ondas vibratórias que for­mam telas infinitas e das quais são retirados mode­los de símbolos e signos má­gicos, os quais as­sim que são riscados e ati­vados aqui no plano mate­rial, religam-se a elas que lhes da­rão sustentação nos traba­lhos que serão realizados.

Os guias espirituais preferem traba­lhar com espaços mágicos fechados ou circulares porque assim, suas irradiações ficam contidas dentro do círculo e não interferem com outros espaços mágicos riscados por outros guias dentro do mesmo espaço físico coletivo. Destas telas vibra­tó­rias são retirados símbolos e signos, sendo alguns bastante conhe­cidos e de fácil identificação e interpreta­ção, enquanto a maioria nos são desco­nhecidos e praticamente impossível de serem identificados e classificados.

Os guias espirituais de Umbanda servem-se de uma certa quantidade de símbolos e signos mágicos que aparentemente é limitada a algumas centenas apenas, pois pode-se encon­trar pontos riscados de diferentes entidades, a reprodução de símbolos e signos idênticos.

Algumas ordens antiqüíssimas cria­ram, a partir de signos e símbolos, suas escritas mágicas sagradas e cada uma delas serviu-se ou ainda se serve da sua simbologia, que se não é exclusiva, no entanto, tem significado especial e interpretação própria para cada grupo de usuários deste bem coletivo, colocado a nossa disposição por Deus.

Os pontos cabalísticos riscados com Pemba de calcário representam uma grafia de projeção bidimensional de símbolos que se revestem de todo poder mágico, que as forças cósmicas lhe oferecem. Muitos tentaram, mas não conseguiram mostrar os fundamentos ocultos da lei de Pemba, ou dos pontos riscados. É por isso que não se pode copiar e nem interpretar tais pontos.

Só a umbanda sagrada pode faze-lo justamente por ser escritas por Guias, que evocam os sagrados orixás e sabem o significado do que fazem. No entanto, tenho por certo que não se traça pontos apenas auxiliado por uma entidade incorporada, pois, se trata de codigos e como tal, assim como a astrologia e diversas outras codificações, tem uma regra, assim basta ao buscador, iniciado, comprometido e outorgado, se empenhar em decifrá-los.

O ponto riscado é um instrumento para os trabalhos magísticos efetuados para entidades, afinal de contas ele possui um grande significado e valor mágico. Pode-se afirmar que a Pemba e um instrumento sagrado da Umbanda, pois nada pode se fazer com segurança sem os pontos riscados. A Pemba e confeccionada em calcário e modulado em formato ovóide alongado, e serve para, para ao riscar, estabelecer ritualisticamente o contato vibratório com as energias cósmicas. Na verdade é o selo, o cartão de visitas, a identificação, o brasão e bandeira da entidade. É uma espécie de campo de força onde o instrumento utilizado pela entidade em seu efetivo campo de trabalho é a Pemba. E esta maneja as forças de sorte a lhe conferir afinidade com a entidade, identificado a quem ela se subordina, nem como os seus domínios ao ser usado para riscar o ponto.

Os pontos riscados são verdadeiros códigos registrados e sediados ao mundo espiritual, eles identificam poderes, tipos de atividades, e os vínculos iniciáticos da falange. Quando são traçados sem conhecimentos de causas, não projetam sua grafia luminosa e não passam de rabiscos inócuos. Como podemos ver, os pontos riscados é magia, então para se utilizar deles é necessário o devidos conhecimentos. Um ponto riscado pode ser usado, dependendo do trabalho ou cerimônia a ser realizada, utilizando Pemba, marrafo (pinga) Fundanga (pólvora) Azeite, com o ponteiro na areia ou ate mesmo mentalmente, o que requer muita prática. Mas lembre-se: só se utiliza a pólvora ou pinga com autorização superior.

Pode-se afirmar que a Pemba e um instrumento sagrado da Umbanda, pois nada pode se fazer com segurança sem os pontos riscados. A Pemba e confeccionada em calcário e modulado em formato ovóide alongado, e serve para, para ao riscar, estabelecer ritualisticamente o contato vibratório com as energias cósmicas. Riscar um ponto de traz para frente é inverter ou perverter a força da magia. Então não basta ver um ponto no livro para risca-lo sem o devido conhecimento. O mau uso do ponto riscado pode levar as conseqüências imprevisíveis, comparáveis as de um leigo em assuntos de eletricidade, entrando numa casa de forças e pondo-se a manejar as chaves ou embaralhar os fios, com o que acabara de provocar curtos circuitos, incêndios e eletrocussões em si e nos outros.

Assim pode-se afirmar sem sombra de dúvida, que sem os pontos riscados nada se poderia fazer com seguranças, é interessante também observar que, quando um filho de Umbanda se apresenta perturbado dentro de um templo, muitas vezes notamos o Babalorixá cruzar seu corpo com Pemba. Isto representa a escrita divida, através da magia para chamar a razão à entidade obsessora, a fim de que ela possa conhecer através deste traçado cabalístico, o seu erro e abandonar este filho que ate então obsidiava.

Outro símbolo também muito conhecido e adotado como símbolo de alta magia é a conhecida estrela de Davi, ou a estrela de seis pontas, que hoje sabemos através do conhecimento revelados aos Umbandistas, tratar-se da estrela do equilíbrio, ou seja, estrela do trono da justiça de Deus. Quanto ao uso da Pemba, estudo o sentido e o valor das cores, só utilize a Pemba preta aquele que foi autorizado para tal. No umbanda o mais usual é o trabalho com a Pemba branca, azul, verde e amarela, também é usual a cor derivada do vermelho. Lembrem mais uma vez que todo ponto riscado é magia, com todo significado da sua grafia e ondas vibratórias. Por exemplo, a suástica como símbolo sagrado, cujas utilizações dadas há tempos imemoriais, símbolo este utilizado mesmo pelos Papas da religião católica, teve suas ondas invertidas pelo pseudo-arianos e como símbolo, acobertou e direcionou a Segunda Guerra Mundial.

Leia mais sobre o assunto aqui
Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.
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