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domingo, 22 de agosto de 2021

Amuleto de deusa egípcia de 3 mil anos é encontrado na Espanha



 

Uma equipe de arqueólogos encontrou um amuleto e contas de um colar da deusa egípcia Hathor no Cerro de San Vicente, em Salamanca (Castela e Leão, Espanha), informaram as fontes locais neste domingo (22).

Hathor era a deusa da fertilidade e do amor no antigo Egito, e este achado arqueológico deverá ter cerca de três mil anos.

A descoberta foi feita por uma equipe de arqueólogos da Universidade de Salamanca e da Câmara Municipal de Salamanca, sendo o resultado de um conjunto de trabalhos arqueológicos que tiveram início na década de 1990, informa a mídia local.

Os especialistas estimam que as peças tenham sido fabricadas perto de 1.000 a.C. no Antigo Egito ou nas fábricas fenícias desse tempo. 
Hallan amuletos de la diosa egipcia Hathor en el cerro donde nació Salamanca
Hallan amuletos de la diosa egipcia Hathor en el cerro donde nació Salamanca
Las últimas excavaciones que se realizan en el Cerro de San Vicente de Salamanca, donde se levantó el poblado de la Edad de Hierro que dio

 

 

 

Amuletos da deusa egípcia Hathor são achados na colina onde nasceu Salamanca.

O material utilizado para sua fabricação foi uma cerâmica de quartzo conhecida como "fayenza", utilizada pelo povo egípcio em seu artesanato e se destacando pela sua cor azul, uma característica encontrada nas contas desenterradas.

O arqueólogo Carlos Macarro, explica que os objetos em causa refletem "o intercâmbio comercial que ocorreu no início da Idade do Ferro - entre 900 a.C e 400 a.C - na Península Ibérica".

Como chegaram a Salamanca?

Os especialistas acreditam que os objetos milenares chegaram através de comerciantes fenícios que procuravam "trocar produtos com os povos indígenas desta área", um enclave comercial muito importante na Península Ibérica nessa época.

Geralmente, este tipo de amuletos ou figuras são encontrados em necrópoles, mas esta descoberta ocorreu na casa de uma entidade importante desse tempo, alguém que poderia ter sido um importante comerciante de metais.

"O fato de terem sido encontrados nesta casa pode mostrar que o proprietário teria uma posição econômica e social importante, porque seria o único que poderia ter negociado estas peças", explicou Macarro.

 

 

 

sábado, 31 de julho de 2021

Descoberta de fóssil de cérebro intacto de 310 milhões de anos comprovaria que Darwin estava errado

 


Cientistas norte-americanos e britânicos encontraram em um depósito nos EUA restos altamente bem preservados de um caranguejo-ferradura com um "método" ainda desconhecido.

Paleontólogos encontraram nos EUA um caranguejo-ferradura de 310 milhões de anos com cérebro intato, uma das descobertas que desafia as teorias de Charles Darwin, que dão como muito pouco provável ou mesmo impossível a preservação de partes de seres vivos ao longo de muito tempo, escreveu na terça-feira (27) o portal The Conversation.


 
 
(A) Espécime de caranguejo-ferradura Euproops danae de Mazon Creek, Illinois, EUA, preservado com o cérebro intacto. (B) Grande plano do cérebro, como mostra a caixa na imagem (A). (C) Reconstrução de Euproops danae, incluindo posição e anatomia do cérebro

No seu livro "A Origem das Espécies" de 1859, o famoso biólogo inglês (1809-1882) teorizou que, a não ser que as condições sejam as mais favoráveis, os organismos não podem ser preservados como fósseis e "nenhum organismo totalmente mole pode ser preservado".

No entanto, cientistas dos EUA e Reino Unido publicaram na revista Geology um estudo no qual argumentam que existe uma nova forma de os animais e insetos serem preservados, mesmo passadas centenas de milhões de anos.

Existem exemplos de preservação de artrópodes, como insetos, remontando até o período Triássico, 230 milhões de anos atrás, através de âmbar, uma resina fossilizada que escoa através da casca de árvores, conhecida por capturar uma variedade de organismos. Esse processo impede quase toda a decomposição, permitindo que uma visualização sofisticada em escalas minúsculas de modo tridimensional dos fósseis, incluindo seu comportamento, se torne possível.

Também há fósseis ainda mais antigos nos depósitos do tipo do Xisto de Burgess, de 500 a 520 milhões de anos, que preservam de forma excepcional artrópodes marinhos na forma de películas de carbono em lamito. Assim, tempestades iniciam fluxos de lama, que enterram os animais no fundo do mar em condições de pouco oxigênio.

Com o tempo, a lama se transforma em pedra e é comprimida, e as rochas encobrem os animais. Isso costuma preservar órgãos internos, incluindo o intestino, mas poucos preservam partes do sistema nervoso central.


 
 
Artrópode cambriano Chengjiangocaris kunmingensis da China. Nervos abdominais preservados no fóssil (A) e sua posição central na reconstrução (B)

No entanto, os pesquisadores deste projeto dizem que os depósitos de Mazon Creek norte-americanos, no qual encontraram um caranguejo-ferradura, ou Euproops danae, preservam fósseis em concreções feitas de um mineral de carbonato de ferro chamado siderite, incluindo seus tecidos moles internos.

Isso acontece com a rápida formação de siderite, que molda os animais e seus órgãos internos antes que comece sua decomposição.

Os benefícios imediatos desta forma de a natureza preservar animais antigos incluem a descoberta de uma grande semelhança entre os sistemas nervosos do Euproops e dos caranguejos-ferradura modernos, com uma configuração semelhante dos nervos dos olhos e apêndices e igual abertura central para a passagem do esôfago.

"Parece que, afinal de contas, Charles Darwin não precisava ter sido tão pessimista em relação ao registro fóssil", concluem os autores da pesquisa.

 

 

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Descobrem em Israel raríssima inscrição de 3.000 anos com nome de juiz bíblico (FOTOS)

 


A rara inscrição exibe o nome de Jerubbaal, um líder judeu do Livro dos Juízes, e data de cerca de 1.100 a.C.

Autoridade de Antiguidades de Israel anunciou nesta segunda-feira (12) a descoberta de uma inscrição de aproximadamente 3.100 anos de idade, que contém o nome de um juiz bíblico, durante as escavações em Khirbat er-Ra‘i, perto da cidade israelense de Kiryat Gat, escreve The Jerusalem Post.

"O nome Jerubbaal é conhecido da tradição bíblica no Livro dos Juízes como nome alternativo para o juiz Guidon ben Yoash", de acordo com o professor Yosef Garfinkel e o arqueólogo Saar Ganor da Universidade Hebraica de Jerusalém.

 


 
 
 © AFP 2021 / MENAHEM KAHANA
Fragmento de um vaso de barro com inscrição encontrado em Khirbat er-Ra‘i, no sul de Israel

"Guidon é mencionado pela primeira vez combatendo a idolatria ao quebrar o altar a Baal e derrubando o poste de Asherah [árvore sagrada]. Na tradição bíblica ele é recordado triunfando sobre os midianitas, que costumavam atravessar o [rio] Jordão para saquear safras agrícolas", explicam.

 

 
 © AFP 2021 / Menahem Kahana
Arqueólogo mostra fragmento de um vaso de barro de 3.100 anos descoberto em Khirbat er-Ra‘i, no sul de Israel
A inscrição foi feita com tinta em um jarro – um pequeno vaso de cerâmica pessoal de aproximadamente um litro que poderia ter contido um líquido precioso, como óleo, perfume ou medicamento.

Inscrições do período dos juízes são extremamente raras e quase ímpares na arqueologia israelense, avança portal Israel365News.

Arqueólogos ressaltam que esta descoberta sustenta a ideia de que o texto bíblico oferece importantes percepções históricas.

 

 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Impressionante tesouro viking de mil anos é descoberto na ilha de Man (VÍDEO)

 


Uma ex-agente policial descobriu um tesouro viking de mil anos de idade na ilha de Man, no mar da Irlanda.

A descoberta de Kath Giles aconteceu durante exploração de um terreno privado com um detector de metal em dezembro de 2020. No entanto, apenas agora foram publicados detalhes do achado, que foi considerado "tesouro" pelas autoridades da ilha de Man.

"Eu sabia que tinha encontrado algo muito especial quando eu retirei o solo de uma das partes do broche, mas depois eu encontrei fragmentos de um alfinete, o aro e a parte inferior, um bracelete de ouro lindo. Eu soube imediatamente que era uma descoberta importante e notável. Estou emocionadíssima por ter encontrado artefatos que não são só importantes, mas muito bonitos", disse Giles.

O tesouro é composto por um bracelete de ouro, um maciço broche de prata, pelo menos uma braçadeira de prata e outros achados associados que datam de cerca de 950 d.C.

 


 

Durante este período, a ilha de Man era dominada por reis escandinavos de Dublin, servindo inicialmente como uma base para o comércio, para mais tarde se tornar um assentamento permanente.

Allison Fox, a curadora de arqueologia do Patrimônio Nacional Manx, descreveu o bracelete de ouro como uma "descoberta rara". Devido à escassez de ouro durante o período viking, seria equivalente em valor contemporâneo a 900 moedas de prata, escreve portal Heritage Daily.

"O fato de todos os artefatos terem sido encontrados juntos, associados a um único evento de depósito, sugere que quem os enterrou era extremamente rico e provavelmente se sentiu severamente ameaçado", concluiu.

Recentemente, uma equipe de arqueólogos descobriu no Reino Unido desenho de um pênis feito no século II d.C. durante o Império Romano.

 

 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Descobrem no Reino Unido estatueta do deus do amor Cupido de quase 2 mil anos (FOTOS)

 


Uma estatueta rara de Cupido, deus do amor na mitologia romana, foi encontrada entre artefatos desenterrados por arqueólogos durante escavações no condado de Gloucestershire, Reino Unido.

A estatueta, de aproximadamente dois mil anos, representa o deus do amor romano e foi descoberta junto a um broche em forma de arco e um esqueleto romano ou saxão durante trabalhos de construção de uma estrada.

"Os trabalhos de arqueologia que estamos realizando nos oferecem uma visão significativa da vida neste local milhares de anos atrás, proporcionando um vislumbre único do passado", disse Michael Goddard, gerente de projetos sênior de rodovias do Reino Unido.

 

Road work excavations in #Gloucestershire reveal human skeleton, #Roman Cupid figurine and brooch. itv.com/news/westcount

Imagem

 

 

Escavações em Gloucestershire revelam um esqueleto humano, estatueta do deus romano Cupido e um broche.

"Tem sido fascinante revelar mais sobre a área e as pessoas que outrora viveram aqui. Nossas pesquisas vão continuar à medida que o projeto avança, e esperamos que haja mais descobertas", comentou Jim Keyte, arqueólogo-chefe do projeto.

O broche encontrado no local é ornamentado e tem forma de um arco, é provável que seu proprietário tenha sido bastante rico, escreve portal britânico Gazette. 

O esqueleto mostrou ser ainda mais incomum uma vez que se encontrava orientado do norte para o sul. Os arqueólogos consideram que é improvável que seja cristão, o que significa que os restos datam antes do século IV ou do período saxônico entre séculos V e VII a.C..

Pesquisadores também notaram outro detalhe curioso, os restos mortais foram enterrados com a face virada para baixo, potencialmente sugerindo que a pessoa poderia ter sido criminosa.

 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

NASA mostra como 'cratera do rosto feliz' na superfície de Marte mudou em 9 anos (FOTO)

 


Os humanos adoram dar apelidos originais a diferentes formações no espaço, sejam as nebulosas da Tarântula ou de Caranguejo, o mesmo acontecendo também com a famosa cratera Galle na superfície de Marte que ficou conhecida como a "happy face crater" ou "cratera do rosto feliz".

Para além de ter um nome divertido, esta formação no Planeta Vermelho tem ajudado os cientistas a rastrear as tendências climáticas ao longo do tempo.

A cratera surgiu após um impacto de meteorito na superfície do planeta e se localiza na região do Polo Sul do planeta. Durante a última década, este lugar gelado tem se tornado notavelmente maior.

A sonda Orbitador de Reconhecimento de Marte (MRO, na sigla em inglês) da NASA, que tem estado voando a grande altitude sobre o Planeta Vermelho desde 2006, registrou pela primeira vez o "rosto feliz" em 2011 graças a sua potente câmera de alta resolução HiRISE.


 
 © Foto / NASA/JPL/UArizona
"Cratera do rosto feliz" em Marte

Os pesquisadores compararam aquela imagem com outra do mesmo lugar tirada em 13 de dezembro de 2020. A diferença está na quantidade de gelo que cobre o solo da cratera.

"As características manchas na calota polar surgem porque o Sol sublima o dióxido de carbono nestes padrões redondos", escreveu em comunicado Ross Beyer membro da equipe do MRO.

"É possível ver como os nove anos desta erosão térmica tornaram a 'boca' do rosto maior". A sublimação acontece quando um material sólido se transforma em gás, sem passar pelo estado líquido.

 

Mais vistas da semana

 

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Achado 'fascinante': templo de Afrodite de 2.500 anos é descoberto na Turquia (FOTOS)



 

Durante a análise da superfície das cidades foram encontrados 35 assentamentos pré-históricos, mas o grande achado até o momento é um templo da deusa grega Afrodite do século VI a.C.

Uma equipe de cientistas e arqueólogos turcos descobriu os restos de um templo de Afrodite de 2.500 anos no oeste da Turquia. O achado é o resultado da análise de uma área de 1.600 metros quadrados que cobre trechos das cidades de Urla, Cesme e Seferihisar, e revelou ainda 35 assentamentos humanos da era pré-histórica, incluindo 16 do final do período Neolítico, reportou a agência Anadolu.


 

Templo de Afrodite de 2.500 anos é descoberto na Turquia​

"Durante nossa análise da superfície, detectamos o templo de Afrodite do século VI a.C. Afrodite [era] um culto comum naquela época [e esta] é uma descoberta fascinante e impressionante", comenta à mídia Elif Koparal, que lidera as escavações na área.

Afrodite é a antiga deusa grega da beleza, do amor e da sexualidade. Como ressaltou Koparal, o culto à Afrodite era bastante comum na Grécia Antiga e foi importado por partes da Ásia.



 

 

​Arqueólogos conduzindo pesquisas em Urla [Turquia] chegam às ruínas do templo de Afrodite de 2.500 anos

O pesquisador explica que foram identificados 460 povoamentos e elementos paisagísticos na região, onde existiam santuários, túmulos, caminhos pedonais, socalcos, aldeias e quintas utilizadas nos tempos antigos. Também foram obtidos dados sobre as relações econômicas e sociais dos moradores da região, cuja história remonta a 6 mil a.C.

 

 

Novo estudo põe ponto final em querela: saiba quantos anos têm o Universo

 


A partir de um observatório no topo do deserto do Atacama, no Chile, astrônomos analisaram a luz mais antiga que se conhece e chegaram a um veredicto sobre a idade do Universo.

Cerca de 14 bilhões de anos. Mais precisamente 13,77 bilhões de anos, mas com uma margem de erro de 40 milhões de anos para mais ou para menos. Esta é a idade do Universo de acordo com um estudo publicado recentemente na revista científica Journal of Cosmology and Astroparticle Physics.

Esta nova pesquisa vai de encontro com duas outras publicadas em 2019. Na primeira, uma equipe de cientistas mediu os movimentos das galáxias e calculou que o Universo deveria ser centenas de milhões de anos mais jovem do que a projeção atual. Na segunda, que também analisou a estrela mais antiga do Universo, conhecida como Matusalém ou HD 140283, foi descoberto que a estrela tem 14,5 bilhões de anos, ou seja, pelo menos 0,7 bilhão de anos mais velha do que o Universo.



 
 © NASA . NASA
Parte de nosso Universo

Essas discrepâncias sugeriam que um novo modelo para o Universo poderia ser necessário e gerou preocupações de que um dos conjuntos de medições poderia estar incorreto. Por isso, a importância do estudo divulgado recentemente.

A nova estimativa, realizada a partir de dados coletados pelo Telescópio de Cosmologia do Atacama (ACT, na sigla em inglês), no Chile, da Fundação Nacional da Ciência dos EUA, coincide com a fornecida pelo modelo padrão do Universo, assim como as medições da mesma luz feitas pelo satélite Planck, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), que mediu resquícios do Big Bang entre 2009 e 2013.

"Agora chegamos a uma resposta em que Planck e ACT concordam […]. Isso mostra o fato de que essas medições difíceis são confiáveis", comemora Simone Aiola, coautora do estudo, citada pelo portal Phys.org.

 

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