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quarta-feira, 14 de julho de 2021

Descobrem em Israel raríssima inscrição de 3.000 anos com nome de juiz bíblico (FOTOS)

 


A rara inscrição exibe o nome de Jerubbaal, um líder judeu do Livro dos Juízes, e data de cerca de 1.100 a.C.

Autoridade de Antiguidades de Israel anunciou nesta segunda-feira (12) a descoberta de uma inscrição de aproximadamente 3.100 anos de idade, que contém o nome de um juiz bíblico, durante as escavações em Khirbat er-Ra‘i, perto da cidade israelense de Kiryat Gat, escreve The Jerusalem Post.

"O nome Jerubbaal é conhecido da tradição bíblica no Livro dos Juízes como nome alternativo para o juiz Guidon ben Yoash", de acordo com o professor Yosef Garfinkel e o arqueólogo Saar Ganor da Universidade Hebraica de Jerusalém.

 


 
 
 © AFP 2021 / MENAHEM KAHANA
Fragmento de um vaso de barro com inscrição encontrado em Khirbat er-Ra‘i, no sul de Israel

"Guidon é mencionado pela primeira vez combatendo a idolatria ao quebrar o altar a Baal e derrubando o poste de Asherah [árvore sagrada]. Na tradição bíblica ele é recordado triunfando sobre os midianitas, que costumavam atravessar o [rio] Jordão para saquear safras agrícolas", explicam.

 

 
 © AFP 2021 / Menahem Kahana
Arqueólogo mostra fragmento de um vaso de barro de 3.100 anos descoberto em Khirbat er-Ra‘i, no sul de Israel
A inscrição foi feita com tinta em um jarro – um pequeno vaso de cerâmica pessoal de aproximadamente um litro que poderia ter contido um líquido precioso, como óleo, perfume ou medicamento.

Inscrições do período dos juízes são extremamente raras e quase ímpares na arqueologia israelense, avança portal Israel365News.

Arqueólogos ressaltam que esta descoberta sustenta a ideia de que o texto bíblico oferece importantes percepções históricas.

 

 

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

O uso do nome de Deus por parte de Jesus deixou os líderes religiosos muito enfurecidos


Jesus afirmou ser o Deus de Abraão e Moisés?


O uso do nome de Deus por parte de Jesus deixou os líderes religiosos muito enfurecidos. A questão é que esses estudiosos do Antigo Testamento sabiam exatamente o que ele estava dizendo: ele afirmava ser Deus, o Criador do universo. Somente essa afirmação poderia ter resultado na acusação de blasfêmia. Ao ler o texto, é claro entender que Jesus afirmava ser Deus, não simplesmente por suas palavras, mas também pelas reações a essas palavras.
C.S. Lewis inicialmente considerava Jesus um mito. Porém esse gênio da literatura, que conhecia os mitos muito bem, chegou à conclusão de que Jesus tinha de ter sido uma pessoa real. Além disso, conforme Lewis investigava as evidências sobre Jesus, ele se convenceu que Jesus não somente era real, mas também era diferente de qualquer outro homem da história. Lewis escreveu:
“E aí que vem o verdadeiro choque. Entre esses judeus, de repente surge um homem que começa a falar como se Ele fosse Deus. Ele diz perdoar os pecados. Ele diz que Ele sempre existiu. Ele diz que Ele está vindo para julgar o mundo no final dos tempos”.
Para Lewis, as afirmações de Jesus eram simplesmente muito radicais e profundas para terem sido feitas por um simples professor ou líder religioso (Para obter informações mais detalhadas sobre as afirmações de Jesus a respeito de sua divindade, consulte “Jesus afirmou ser Deus?”).



Jesus afirmou ser o Deus de Abraão e Moisés?
Jesus continuamente fazia referência a si mesmo de formas que confundiam seus ouvintes. Como aponta Piper, Jesus fez uma afirmação audaciosa, “Antes de Abraão nascer, EU SOU.” Ele falou a Marta e a outros ao seu redor: “EU SOU a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá.” Da mesma forma, Jesus fazia afirmações como, “EU SOU a luz do mundo”, “EU SOU o único caminho para Deus” ou “EU SOU a ‘verdade’. Essas e muitas outras de suas afirmações começavam coma as palavras sagradas para Deus, “EU SOU” (ego eimi). O que Jesus quis dizer com tais afirmações e qual é a importância do termo “EU SOU”?
Mais uma vez, precisamos voltar ao contexto. Nas Escrituras Hebraicas, quando Moisés perguntou a Deus Seu nome na sarça ardente, Deus respondeu: “EU SOU”. Ele estava revelando a Moisés que Ele era o único Deus atemporal e que sempre existiu. Incrivelmente, Jesus estava usando essas palavras sagradas para descrever a si mesmo. A questão é: “Por que”?
Desde os tempos de Moisés, nenhum praticante do judaísmo jamais se referiria a si mesmo ou a qualquer outra pessoa usando “EU SOU”. Com resultado, as afirmações de “EU SOU” de Jesus enfurecerem os líderes judaicos. Certa vez, por exemplo, alguns líderes explicaram a Jesus por que estavam tentando matá-lo: “Porque você é um simples homem e se apresenta como Deus”.



Nenhum Judeu fiel acreditaria em mais de um único Deus. E Jesus acreditava no Deus único, orando para seu Pai como “o único Deus verdadeiro”. Mas na mesma oração, Jesus falou sobre ter sempre existido com seu Pai. E quando Filipe pediu a Jesus para que ele lhe mostrasse o Pai, Jesus disse: “Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai.”[10] Assim a pergunta é: “Jesus afirmava ser o Deus hebraico que criou o universo?

Alguns dizem que Jesus jamais disse explicitamente “Eu sou Deus”. É verdade que ele jamais disse exatamente as palavras “Eu sou Deus”. No entanto, Jesus também nunca disse explicitamente “Eu sou um homem” ou “Eu sou um profeta”. Ainda assim, Jesus foi sem dúvida humano, e seus seguidores o consideravam um profeta como Moisés ou Elias. Assim, não podemos rejeitar o fato de que Jesus era uma divindade somente pelo fato dele não ter dito exatamente essas palavras, assim como não podemos dizer que ele não era um profeta.
De fato, as afirmações de Jesus sobre si mesmo contradizem a noção de que ele era simplesmente um grande homem ou um profeta. Em mais de uma ocasião, Jesus chamou a si mesmo de Filho de Deus. Quando questionado se acreditava na possibilidade de Jesus ter sido o Filho de Deus, o vocalista da banda U2, Bono, respondeu:
“Não, não é improvável para mim. Veja bem, a resposta secular para a história de Cristo é sempre esta: ele era um grande profeta, claramente uma pessoa muito interessante e com muitas coisas a dizer, assim como outros grandes profetas como Elias, Maomé, Buda ou Confúcio. Porém na verdade Cristo não deixava você fazer isso. Ele não o isentava das responsabilidades. Cristo dizia: ‘Não, não estou dizendo que sou um professor, não me chame de professor. Não estou dizendo que sou um profeta. … Estou dizendo que sou a encarnação de Deus’. E as pessoas dizem: Não, não, por favor, seja apenas um profeta. Um profeta nós podemos aceitar.”
 

Jesus afirmou ser Deus?
Então o que convence muitos estudiosos de que Jesus afirmou ser Deus? O autor John Piper explica que Jesus reivindicou poderes que pertenciam exclusivamente a Deus.
“… os amigos e inimigos de Jesus ficavam espantados constantemente com suas palavras e ações. Ao andar pelas estradas, aparentando ser uma pessoa qualquer, ele virava e dizia coisas como “Antes de Abraão nascer, Eu Sou” ou “Quem me vê, vê o Pai”. Ou, com muita calma, depois de ser acusado de blasfêmia, ele dizia: ‘O Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados’. Para os mortos ele simplesmente dizia ‘Apareçam’ ou ‘Ergam-se’. E eles obedeciam. Para as tempestades ele dizia ‘Acalmem-se’. E para um pedaço de pão ele dizia ‘Transforme-se em mil refeições’. E tudo acontecia imediatamente”.
Mas o que Jesus realmente queria dizer com tais afirmações? É possível que Jesus tenha sido meramente um profeta como Moisés, Elias ou Daniel? Mesmo uma leitura superficial dos Evangelhos nos mostra que Jesus afirmou ser mais do que um profeta. Nenhum outro profeta fez afirmações desse tipo sobre si mesmo, de fato nenhum outro profeta jamais se colocou no lugar de Deus.

domingo, 22 de janeiro de 2017

O bom nome pra ficar rico, ter sorte no amor e sucesso - a numerologia cabalística e a Bíblia

  a numerologia cabalística e a Bíblia
O bom nome pra ficar rico, ter sorte no amor e sucesso - a numerologia cabalística e a Bíblia - imagem reprodução

O bom nome lhe trará sucesso, amor e riquezas


Olá pessoal! Que a paz do Criador esteja com todos nós!

Bem, eu tenho falado nos últimos artigos, com muitas referências ao que eu acho da numerologia, especialmente a numerologia "cabalística" (ou sei lá o que, pois seus defensores, teimam em dizer que ela não tem nada haver com a Kaballah), mas, estou fazendo isso, porque me chegam muitas perguntas sobre o tema e sabemos bem como é brasileiro, as vezes temos que repisar um tema, quase como um liquidificador, pra ele se convencer de algo. Latino e não só brasileiro é assim: em geral eles são muito tradicionalistas, teimosos e duvidam de tudo, mas, quando algo entra na sua cabeça é mais dificil ainda de tirar de lá. Por isso, quando um latino é fanático numa religião, pode esquecer, que ele geralmente vai morrer seguindo aquilo. Seja que religião for ele vai ser sempre um sectário. Brasileiro, por exemplo, adora seguir! Adora seguir sindicatos e obedecer lideranças que ficam ricas, enquanto ele continua na mesma; adoram seguir políticos, enquanto ele só lhe enrola; faz tudo que o vigário da paróquia lhe pedir; obedece tudo que o pastor da igreja do bairro fala; também quando é supersticioso, dificilmente alguém vai convencê-lo do contrário! E é por isso, que os políticos brasileiros adoram um marketing, um horário eleitoral na TV e o governo ou marcas investem tanto em propaganda. Pois sabem que se conseguirem entrar, terão seguidores fiéis pra sempre! E este é um ponto muito fraco de todos nós latinos.

E em se tratando de numerologia cabalística ou outras numerologias, percebemos que ela tem um lobby muito forte, talvez até mais que a astrologia, que se fecha em seus circulozinhos fechados, da elite astrológica, com seus simbósios, eventos, fóruns e encontros, em que pouca gente tem acesso, sempre orquestradas por escolas, sindicatos e associações. Mas, a numerologia tem aproveitado mais a tv, redes sociais, rádios e internet, alegando uma série de artifícios, como por exemplo, que "não tem nada haver com religião", mesmo que na maioria dos livros de numerologia que você comprar, veremos logo nos primeiros capítulos citações e mais citações bíblicas, em espacial da mudança de nomes de patriarcas! Alegam ainda, que são "ciência", quase infalível! Mesmo sendo esotéricas da mesma forma que outros tipos de oráculos, que como já expliquei aqui, estão tudo inseridas no mesmo campo da fé, subjetividade e dogmas. Também, alegam um grande retorno financeiro, tanto pra quem faz um mapa que supostamente se conheceria melhor, como pelo uso de softwares que daria uma alta renda pra quem virar numerólogo. E tantas outras teorias, que querem lançar, como algo incontestável, mesmo que não tenham como fazer isso. 



É claro que a astrologia também tem escolas e cursos, também usando softwares e tudo mais, mas, o marketing astrológico, ainda está muito longe de ser bem usado. Além disso, como eu disse, a astrologia é fechada, por diversas razões que ainda explicarei aqui. Enquanto a numerologia tentando se desvencilhar de todo campo metafísico ou mitológico, tenta dar uma de ciência quase acadêmica, o que sabemos bem que não é. Se olharmos qualquer manual de numerologia, veremos citações subjetivas sobre a Bíblia, ao mesmo tempo que grande parte refuta Deus, Jesus e a história de patriarcas, tenta, usar chaves contidas nas Escrituras pra gerar interesse na numerologia.

Outro fator, é que cientistas que detestam a astrologia, atacam mais essa ciência que a numerologia. Sempre com aquele papo batido dos horóscopos solares e da influência física dos planetas, o que não tem nenhum sentido! E a numerologia, as pessoas sempre deixam passar em branco, sem se dar conta que tudo nela é teoria - desde suas tabelas, a interpretação dos números e mesmo o uso de um calendário novo ou do alfabeto. Além de nomes colocados pelos pais e não por divindades, que nem sempre é inspirado ou servirá pra mostrar a essência de uma pessoa. A interpretação dos números por exemplo, são teses, de que o número 1 seria assim e o número 2 seria assado, mas, que ninguém conseguirá provar o porque seria assim ou assado. Ou seja, está tudo no campo da subjetividade, da mesma forma que qualquer outro oráculo ou horóscopo! Tudo no campo místico e esotérico, nada de ciência comprovada, como os vendedores de cursos querem vender em seus canais no youtube. 

Outra interpretação que tentam dar, ao usar a Bíblia é que Deus mudou o nome de muitos patriarcas, segundo eles alegam, "usando a numerologia". Como assim? Deus precisa fazer uma conta numerológica pra fazer algo? Ou ele é Criador ou não é! Ele conhece a essência das pessoas. Apenas mudou-se os nomes de determinados personagens, pela mudança de sua essência, porque sua vida e sua missão estaria mudando, assim, muda-se o nome, por adaptação de alma. Mas, nada haver com numerologia ou valor matemático, mas, sim por inspiração e valor místico. E mais uma vez insisto, que esses nomes, eram inspirados. Assim, nomes como as crianças recebem hoje, muitas vezes tirados da novela, não vão servir pra uma pirâmide invertida, mostrar o carma ou o destino dela.



E aqui respondo o porque Deus mudou o nome de Abraão por exemplo, pelo mesmo motivo que acabei de citar, ou seja, ele passou de homem comum a um pai de nações, mudando sua essência e por isso, precisava de um nome grandioso. Fica claro que o nome de batismo dele, se é que existia batismo naquela época, não foi escolhido de forma inspirada por seus pais, que viviam numa terra de muitos deuses e poderia significar algo que desagradava a Deus. Por isso, a mudança no nome de Sara e de Abraão, pra que harmonizasse a vibração e energia, daquele momento em diante, com uma força que sintonizasse mais com a missão sagrada que recebiam do Criador. Mas, nada haver com soma matemática e sim com o significado energético. 

E quando lemos no Provérbio 22, versículo 1 o seguinte: "Deve-se escolher antes um nome do que riquezas abundantes, o favor é melhor do que mesmo a prata e o ouro". Na verdade, está falando do valor em santidade, sabedoria, grandeza e significado divino, mas, não de um significado numérico. Não que você vai pagar pra um numerólogo, somar na caneta um número que ele achar que é bom pra você colocar no seu filho, que isso vai funcionar de fato. Não são os outros que escolhem nosso destino. Quando se fala em "escolher um nome bom", fala-se em ter inspiração, em receber uma dádiva divina como Abraão e Jacoh receberam, não que uma pessoa, usando um software, tenha essa permissão de nos dizer que nome deveríamos colocar em nosso filho! Quando um Babalaô ou um mestre hindu indica um nome, ele não tá indicando um nome porque ele acha bonito, mas, por buscar inspiração nos astros, nos ancestrais e eles esperam ouvir do Astral Superior, que lhe iluminem um nome que os ancestrais querem naquela criança. Nada de nomes calculados num computador! Da mesma forma que quando alguém se inicia no Ifá ou na Raiz de Guiné, o seu nome iniciático terá que ser sabiamente inspirado pelos ancestrais e pelos oráculos sagrados, vindo de cima, não de uma soma artificial, que o numerólogo em sua consciência limitada, venha a somar pra nós!

Também é muito comum, especialmente entre católicos e evangélicos protestantes sectários, querer colocar o nome de todos os filhos com nomes de santos católicos ou de patriarcas bíblicos, como se isso, fosse tornar seus filhos mais amados por Deus, mais santos ou mais sábios, o qué é apenas uma crença pessoal. Se isso, funcionasse mesmo, os presídios não estariam cheios de João, Manoel, Emanoel, José, Maria, Moisés e assim por diante... A maioria dos criminosos no sistema hoje, diz acreditar em Deus e quase todos vem de família cristã, com seus nomes derivados da Bíblia. Não é o nome que faz a pessoa e sim a pessoa que faz o nome. O nome só influência o destino, se você recebeu ele de forma inspirada e não de forma artificial ou porque viu na novela das oito!

Portanto, não pense que porque calculou seu nome num software de numerologia ou sua data de nascimento, ,que aqueles gráficos, irão mostrar seu destino, seu carma, seus talentos ou a forma de ficar rico. É tudo um dogma, na mesma rede de subjetividade que assim como qualquer outro oráculo, poderá funcionar pra você, muito mais pela sua fé e afinco, do que pelos significados de números, pois são tabelas, nascidas de uma teoria vindas do esoterismo da mesma forma que outras ramificações usadas por esotéricos!

Ainda sobre o bom nome, podemos ler em Eclesiastes 7, 1 o seguinte: "Um bom nome, é melhor do que bom óleo...". Mas, perceba que ele está se referindo a bom, em essência em significado de prestígio, caráter, respeito e força ancestral. O homem que mantém seu nome respeitado. Não está se referindo se o nome tem valor 1, 2, 3, 4... e assim por diante! Não um valor numérico que ele se refere aqui e sim a um valor de honestidade, essência e respeito. Portanto, quando você comprar um livro de numerologia, com essas alegações,  de que o valor do nome está no número, já saiba que é uma grande falta de argumentos e distorção. Como diziam os celtas, nome tem poder sim, mas, são nomes inspirados, nomes mágicos e não nomes fabricados por uma soma, imaginada por um numerólogo. O nome tem que ser revelado, não calculado porque quer que seja.

Eu sei que temos muitos numerólogos no Brasil hoje, que vão defender suas teses e seus cursos com unhas e dentes. E longe de mim querer dizer pra você escutar ou não, cada um escolhe o que mais se identifica, gosta e acha proveitoso. Mas, saibam que toda vez que atacam o que eu faço, querendo alegar superioridade em outras coisas similares as minhas, eu também tenho direito de esclarecer as pessoas que estão apenas seguindo marketing. Um numerólogo, pode até ganhar 5, 10 ou 20 mil reais por mês fazendo mapas, mas, nem por isso, quer dizer que seja ciência acima da astrologia. Tem muitas coisas que dão lucro e que nem por isso são verdade absoluta! Se pra você a numerologia faz todo sentido e realmente ela lhe serve, ótimo, siga e seja feliz. Não sou eu que vou dizer o que serve ou não pra você. Apenas respondi a queridos leitores, que em dúvida, me enviaram essas questões por email, alguns falando da influência dos astros, previsões e tal, ao mesmo tempo, alegando ser a numerologia cabalística "infalível". Então, ao responder, tenho que deixar claro o porque acho que ela não é infalível e que é do campo da subjetividade, da mesma forma que as demais ciências ocultas.

Se você realmente acha que a numerologia é uma ciência e não esoterismo, me expliquem porque usam dicas de cores, amuletos, pedras, perfumes, sincronizam com o Tarô, com Salmos, com anjos, com astros e até com magia? Uns afirmam até que falam com extraterrestres ou que vão viver mais de cem anos! Enfim, cada um acredita no que quer. Mas, não é porque uma escola ou academia e professor, lucra muito dando aulas sobre um tema, que ela seria verdade incontestável. Nos EUA, tá cheio de cursos de Wicca, que lucram milhares de dólares por mês, cursos de astrologia, de runas, de I-Ching, de Tarô, assim como na França, Inglaterra, Alemanha, Espanha e Itália. Porque na verdade, depende muito do marketing, do dinheiro empregado e assim por diante. Hoje em dia, quem tem um bom espaço numa cidade grande, uma boa loja esotérica e sabe fazer bem sua publicidade, realmente lucra muito. Isso não torna aquilo verdade absoluta. Tem gente que dá cursos de xamanismo tomando chá e lucra uma barbaridade. A diferença é que uns sabem usar bem a publicidade pra arrebanhar seguidores e só isso! Tem pessoas que está nesse ramo há décadas, lançando teorias no rádio, na TV, nos jornais e revistas, numa época que não se tinha uma internet poderosa. E se as pessoas já são sectárias hoje, imagina antes...

Que a luz dos anjos e orixás estejam com todos vocês! Shalom


Carlinhos Lima

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Nome tem poder!


Sabemos bem que nome tem poder. O poder da palavra é usado pra criar, pra dominar pra mudar o sentido e energia das coisas! Os celtas já diziam "nome tem poder". O bruxo poderoso busca sempre conhecer o nome oculto das coisas. Uma oração, conjuração ou encantamento numa lígua desconhecida, sagrada ou magica faz a magia fluir! Um outro destes Alfabetos Sagrados - o Wattan - sobrevive na Magia Talismânica do Esoterismo de Umbanda – o Aumbhandan, na qual também a "personalidade esotérica" de uma pessoa também deve ser acobertada por dois nomes.

Deste modo, a maioria dos conhecimentos mágicos se baseia no fato da "Palavra" ser considerada como uma "Força" atuante, não existindo distância alguma entre o "Objeto" e a "Palavra" que o exprime, entre o "Indivíduo" e seu "Nome". Assim, as "Palavras" são dotadas de uma "Força" real e concreta, bastando pronunciá-las para que sua ação se exerça. Mas, isto só é real numa "Linguagem Revelada" na qual os "Nomes" não são meros símbolos das coisas, mas sim a expressão da realidade de suas estruturas reais.

Na Bíblia, interpreta-se que Deus deu "Nome" à toda sua Criação e, no episódio da Torre de Babel, Ele "desce" à Terra para confundir a linguagem dos Homens para que não se tornem iguais a Ele. Para os Gnósticos, o conhecimento correto do "Nome" dado por Deus à sua Criação é tão importante que muito poucas pessoas estão em condições de possuir este conhecimento. Na Cabala, o Deus de Israel criou o Universo através de 10 números e 22 letras e a virtude mágica da ordem Divina: -"Faça-se Luz", emana das próprias letras que a compõem. Entre povos, que insistimos de chamar de "primitivos" , existem os mesmos conceitos sobre o "Nome."

Magia Egípcia afirmava que o "Feixe das Almas múltiplas" que formam o "Ser Humano", podia ser desassociado sob a entoação mágica negativa de seu "Nome Secreto". No sarcófago de Hr’Hatep, lê-se: -"Meu Nome partiu, deixei este mundo!" - É por isso que o Nome Iniciatório não deve ser pronunciado em vão, pois tal ato torna seu portador vulnerável à ação de seus inimigos.

E era por isso que os Egípcios possuíam dois nomes: o "Pequeno Nome", destinado ao público; o "Grande Nome" que era dissimulado. Para os Egípcios a "Palavra" ou o "Nome" era um vasto conjunto combinatório e um complexo material que lhes permitia agir sobre a Realidade, através de Símbolos Mágicos, com uma precisão que podemos avaliar em se sabendo que no texto inscrito na Pirâmide de Unas, 5ª Dinastia Egípcia, cerca de 2.600 anos A. C., distingüem-se Sete Princípios Básicos que formam o Ser Humano.

Sir James Frazer, em seu célebre livro "O Ramo Dourado", observou que, entre diversos povos antigos, existe a profunda crença de que: -"O Nome pode servir de intermediário, tal qual o cabelo, as unhas, os excrementos ou qualquer outro fluído do corpo, para fazer com que a Magia atue sobre esta pessoa." Todas as Tradições Iniciatórias ensinam que existe um "Nome Supremo" que é a "Chave de Todo o Conhecimento". Ensinam que cada Ser, animado ou inanimado, possue seu "Nome Verdadeiro" no qual se acha contida sua essência, sua colocação e função na Harmonia Universal.

Assim, as "Palavras" são dotadas de uma "Força" real e concreta, bastando pronunciá-las para que sua ação se exerça. Mas, isto só é real numa "Linguagem Revelada" na qual os "Nomes" não são meros símbolos das coisas, mas sim a expressão da realidade de suas estruturas reais. Portanto, tenha em mente, que o seu nome de "batismo", dado por seus pais, não foi exatamente uma escolha ao acaso deles. Você, antes de reencarnar, influenciou seus pensamentos para que o seu nome traduzisse e trouxesse as energias afins à sua missão terrena.

O "Nome Esotérico" ou "Pequeno Nome" que, embora restrito, pode ser público. Este "Nome Esotérico" deve ser "levantado", decodificado, analisado e, novamente, codificado misticamente à partir de seu próprio nome completo de batismo, em sua Figuração Mantrânica, Figuração Simbólica e na Figuração Essencial, usando para tal feito o mais antigo dos Alfabetos Sagrados - o Alfabeto Wattan - tão antigo que o seu maior estudioso, o sábio francês Saint-Yves D’Alveydre, analisando-o e decodificando-o em sua monumental obra científica "L’Archéomètre", denominou-o por Alfabeto Adâmico, tão perto o situou da Aurora da Humanidade.

Ainda que de formação esotérica, este "Pequeno Nome" deve ser enunciado pessoalmente em suas Orações particulares e ou Oferendas Propiciatórias e, até, pode tornar-se público como titulação (Iniciando, Iniciado, Médium, Swami, Professor, Mestre, Tatá, Vodunsi, Lama, Baba, Xaman) visando proteger sua personalidade normal exotérica em seus "trabalhos" e relacionamentos espirituais, esotéricos ou religiosos.

Infelizmente nossas linguagens modernas não são mais que desbotadas reminiscências das linguagens sagradas de outrora, tais como o Wattan, o Zend, o Sânscrito e o próprio Hebraico, apesar de que, ainda hoje, estes dois últimos sobrevivem, com o Hebraico sendo usado na Kaba-lah e o Sânscrito usado no Tantrismo.

O "Nome Iniciatório" ou "Grande Nome" que, absolutamente acobertado de revelações indiscretas, protegerá o "magista" em seus "trabalhos de magia", isto é, se ele houver passado do Plano Exotérico (aberto/público) para o Plano Esotérico (velado/fechado), através de uma autêntica Iniciação em sua Faixa Religiosa, seja ela qual for. Portanto, só pode ser passado da Mestre para Discípulos.

No entanto, o segredo real desse sistema ainda não é profundamente conhecido pelos magos de hoje. Na verdade usar o nome de batismo, nem sempre vai ter o efeito real da magia esperada pelo iniciado, por que nem sempre os pais dão o nome a criança por inspiração. As vezes coloca-se por capricho, por teimosia, por sectarismo, por fanatismo ou por ingenuidade. De qualquer forma nesse sistema tá um metodo muito importante de conhecimento e espiritualidade magistica.

A mudança de nome ocorre a todos os fundadores de religiões ou de pessoa com relevante importância global, acontecendo com Abrão para Abraão, Simão para Cefas, Abdul Kassim para Mohamed ou Maomé, Mokiti Okada para Meishu Sama, logo após os contatos com a Luz, Deus da Luz ou Enviados.
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