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A pombagira

domingo, 31 de julho de 2011

A beleza do Ifá


Tempo e espaços são coisa geradas nas limitações que nos são impostas pelo encarceramento na matéria e, em outros planos talvez não existam ou existam de forma diferente. A tentativa de estabelecer parâmetros entre as figuras oraculares de Ifá e a noção de espaço-tempo torna-se infrutífera e se perde num emaranhado de teorias confusas e sem a menor consistência. Por outro lado, Odu não pode ser considerado como "espaço místico" e muito menos podem significar "coisas diferentes em tempos diferentes" . Os Odus seriam muito mais, utilizando-se apenas como ilustração figuras bem modernas, espécies de "arquivos" nos quais está distribuído e perfeitamente organizado, todo o tipo de conhecimento que já foi e que será ainda acessado pela humanidade.

Na verdade os odús são os arquivos, qua atuam como um "banco de dados" de um computador, onde está depositada toda a Sabedoria Divina personalizada na figura de Orunmilá, que seria o grande "processador" do sagrado oráculo. Sendo Exu o canal que liga o ser espiritual ao fisico, ou o Astral Superior a matéria.

Sob um outro prisma, os Odus podem ser vistos, ainda, como coletâneas de leis naturais e das conseqüentes sanções impostas a quem as desrespeita. O Odu pessoal de um ser humano, fala de sua essência natural e de tudo o que a ela está ligado originalmente e sobre isto, nada mais pode ser dito de público. É bem verdade que o sistema matemático constante das configurações dos Odu-Ifá e da seqüência de seus surgimentos não é um sistema vigente no ocidente, até porque matemática é ciência exata e. como tal, não sofre influência cultural de nenhuma espécie.

E à cultura ocidental ou oriental, é a ciência do Universo, a Ciência Divina na qual tudo está embasado e que nos ensina que: " A unidade (1) representa o princípio de tudo. Representa, primordialmente a Deus que, sendo um só, é a Infinita Unidade do Ser. Esta Unidade Infinita, desdobrando-se, cria a natureza que, sendo o plano da criação, é representada pelo numero dois (2). É na dualidade que surge a distinção entre os opostos: bem e mal, positivo e negativo, quente e frio, macho e fêmea, luz e treva, ação e inércia.

Quando a unidade age sobre a dualidade , gera o número 3, considerado como o número da forma, já que não pode existir forma sem três dimensões: comprimento , largura e espessura. Cada ação pressupões três condições: o agente, o processo da ação em si e o objeto em que se reflete a ação. A ação da unidade (1) sobre a tríade (3) gera o quaternário (4) e aí a obra está completa. O 4 representa a harmonia, é o número dos elementos da natureza, dos pontos cardeais. Daí, nas figuras de Ifá ncontrarmos quatro combinações de sinais simples e duplos representando, de acordo com suas combinações, os elementos da natureza e não os seres elementais que a eles correspondem. É útil lembrar, ainda, que quatro são as estações do ano, e existem quatro planos de existência: Físico, Mental, Psíquico e Espiritual. o tetragrama é a representação simbólica, de tudo isto. Completada a obra, tudo retorna à unidade. O ciclo se reinicia e o início é o 1. Esta é a matemática de Ifá, que é a matemática do universo e que nada tem a ver com aritmética ou com calendários. Aí estão revelados os ensinamentos contidos nos quatro primeiros Odus de Ifá: Ogbe, Oyeku, Iwori e Odi.

Ifá, é o nome de um oráculo africano. É um sistema de adivinhação que se originou na África Ocidental entre os yorubas, na Nigéria. É também designado por Fa entre os Fon e Afa entre os Ewe. Não é propriamente uma divindade (Orixá), é o porta-voz de Orunmilá e dos outros orixás. O sistema pertence as religiões tradicionais africanas mas também é praticado entre os adeptos da Lukumí de Cuba através da Regla de Ocha, Candomblé no Brasil através do Culto de Ifá, e similares transplantadas para o Novo Mundo.

Da Nigéria são dois os listados como Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade: O Gelede, que também é praticado no Benin e Togo, e os Ifa Divination System, e em estudo na Nigéria um sistema de Tesouros Humanos Vivos e esforços para salvaguardar o suas línguas ameaçadas.

O Orixá Orumilá é também chamado de Ifá, ou Orunmila-Ifa e também é denominado frequentemente Agbonniregun ("Aquele que é mais eficaz do que qualquer remédio"). Em caso de dúvida Ifá é consultado pelas pessoas que precisam de uma decisão, que queiram saber sobre casamentos, viagens, negócios importantes, doenças, ou por motivo religioso. Para os yorubas o sacerdote é o babalawo e entre os Fons e Ewes recebe a designação de bokonon, e o sistema de adivinhação é o mesmo. O babalawo (pai do segredo) recebe as indicações para as respostas através dos signos (odù) de Ifá.

Orunmilá é o orixá e divindade da profecia. Ifá é o nome do Oráculo utilizado por Orunmilá. O Culto de Ifá pertence a religião yoruba. O culto do vodun Fa é originário de Ile Ifè, e chegou ao antigo Dahomey pelas mãos de sacerdotes imigrados do território yoruba já a partir do século XVII, mas sua instalação oficial como uma das divindades reconhecidas pelo rei de Abomey teria se dado ou através do babalawo Adéléèyé, de Ile Ifè que chegou a Abomey no reinado de Agadjá (1708-1732) , junto com outros (Gongon, Abikobi, Ato e Gbélò), ou pela princesa Nà Hwanjele, mãe do rei Tegbessu (1732-1775), que era de origem yoruba. Os sacerdotes de Fá são chamados em fon de bokonon, o correspondente a babalawo dos yoruba. O bokonon da corte de Abomey é um dos dignitários do rei reconhecido na categoria de príncipe e está entre os poucos autorizados a vestir djelaba em público e a permanecer com a cabeça coberta diante do rei e da rainha-mãe.

O Babalawo (pai que possui o segredo), é o sacerdote do Culto de Ifá. Ele é o responsável pelos rituais, iniciações, todos no culto dependem de sua orientação e nada pode escapar de seu controle. Por garantia, ele dispõe de três métodos diferentes de consultar o Oráculo e, por intermédio deles, interpretar os desejos e determinações dos Orixás. Òpelè-Ifá, Jogo de Ikins.

Opon-Ifá, tábua sagrada feita de madeira e esculpida em diversos formatos, redonda [2], retangular, quadrada, oval,[3] utilizada para marcar os sígnos dos Odús (obtidos com o jogo de Ikins) sobre um pó chamado Ierosum. Método divinatório do Culto de Ifá utilizado pelos babalawos. Irofá de Orula instrumento utilizado pelo babalawo durante o jogo de Ikin com o qual bate na tábua Opon-Ifá.

O Òpelè-Ifá ou Rosário de Ifá é um colar aberto composto de um fio trançado de palha-da-costa ou fio de algodão, que tem pendentes oito metades de fava de opele, é um instrumento divinatório dos tradicionais sacerdotes de Ifá. Existem outros modelos mais modernos de Opele-Ifá, feitos com correntes de metal intercaladas com vários tipos de sementes, moedas ou pedras semi-preciosas.[4][5]

O jogo de Opele-Ifá é o mais praticado por ser a forma mais rápida, pois a pessoa não necessita perguntar em voz alta, o que permite o resguardo de sua privacidade, também de uso exclusivo dos Babalawos, com um único lançamento do rosário divinatório aparecem 2 figuras que possuem um lado côncavo e outro convexo, que combinadas, formam o Odú.

O Jogo de Ikin só é utilizado em cerimônias relevantes, só pode ser consultado pelo babalawo. O jogo compõe-se de 21 nozes de dendezeiro Ikin, são manipuladas pelo babalawo com a finalidade de se apurar o Odú a ser interpretado e transmitido ao consulente. Dos 21 Ikins, 16 são colocados na palma da mão esquerda, com a mão direita rapidamente o babalawo tenta retirá-los de uma vez. A determinação do Odú é a quantidade de Ikin que sobrou na mão esquerda, o resultado seja qual for, terá que ser riscado sobre o ierosun que está espalhado no Opon-Ifa, para um risco usa o dedo médio da mão direita e para dois riscos usa dois dedos o anular e o médio da mão direita. Deverá repetir a operação quantas vezes forem necessárias até obter duas colunas paralelas riscadas da direita para a esquerda com quatro sinais, se não sobrar nenhum ikin na mão esquerda, a jogada é nula e deve ser repetida.

O oráculo consiste em um grupo de cocos de dendezeiro ou Búzios, ou réplicas destes, que são lançados para criar dados binários, dependendo se eles caem com a face para cima ou para baixo. Os cocos são manipulados entre as mãos do adivinho , e no final são contados, para determinar aleatoriamente se uma certa quantidade deles foi retida. As conchas ou as réplicas são freqüentemente atadas em uma corrente divinatória, quatro de cada lado. Quatro caídas ou búzios fazem um dos dezesseis padrões básicos (um odu, na língua Yoruba); dois de cada um destes se combinam para criar um conjunto total de 256 odus. Cada um destes odus é associado com um repertório tradicional de versos (Itan), freqüentemente relacionados à Mitologia Yoruba, que explica seu significado divinatório. O sistema é consagrado aos orixás Orunmila-Ifa, orixá da profecia e a Exu que, como o mensageiro dos Orixás, confere autoridade ao oráculo.

O sistema inteiro traz uma semelhança superficial com os sistemas ocidentais de geomancia. Suspeita-se que a geomancia ocidental é um empréstimo de um sistema criado pelos Árabes e trazida para o norte da África, onde foi aprendida pelos europeus durante as Cruzadas. Muito embora possua um número diferente de símbolos, o sistema carrega também alguma semelhança com sistema chinês do I Ching.

O Babalaô brasileiro William de Ayrá (Mestre Obashanan, discípulo de Mestre Arapiagha) foi o primeiro a realizar um estudo comparativo sério e eficaz entre o Ifá, o I-ching, Geomancia e o cabalismo de diversas culturas, com resultados filosóficos e divinatórios comprovados.

Os primeiros a escreverem sobre Ifá no Brasil foram sacerdotes Umbandistas. W.W. da Matta e Silva, conhecido como Mestre Yapacani já descrevia em 1956 um dos inúmeros sistemas de Ifá em suas obras. Seus discípulos, Francisco Rivas Neto (Mestre Arapiaga) e Ivan H. Costa (Mestre Itaoman) escreveram, nos anos 90, obras descritivas sobre o oráculo. A tradição africana de Ifá só chegou ao Brasil via africanos e Cubanos muito mais tarde.

Cada odù é formado por um conjunto constituído por duas colunas verticais e paralelas de quatro índices cada. Cada um desses índices compõem-se de um traço vertical ou de dois traços verticais paralelos que o babalawo traça no pó (iyerosun) espalhado sobre um tabuleiro de madeira esculpida (Opon-Ifá) à medida que vai extraindo os resultados pela manipulação dos cocos de dendezeiro ou ikin-ifá. O babalawo detecta esse odù manipulando caroços de dendê (Ikin) ou jogando o rosário de Ifá chamado (Opele-Ifa). Existem 256 odù, correspondendo cada um a uma série lendas (Itan).

A Geomancia Árabe e, por conseqüência, a Geomancia Africana (Oráculo de Ifá), têm sim, suas origens no I-Ching - o Livro das Mutações. – cujo círculo mágico primordial é composto de dezesseis figuras onde se encontram combinados em número de quatro, traços inteiros e traços bipartidos. São estes tetragramas que, combinados, irão proporcionar o surgimento dos hexagramas que compõem o I - Ching.

Oraculos: a importante Geomancia


A importanta Geomancia Árabe, ciência mântica que deu origem ao referido oráculo que conhecemos hoje nas religiões afros o sagrado Ifá! É certo que após tomar conhecimento da existência da Geomância Árabe, Napoleão passou a estudá-la profundamente, tornando-se, mais tarde um geomanta, consultando regularmente aquele oráculo. No entanto a rotulação de "hierofantes" dada aos sacerdotes de Ifá é um engano, na verdade os hierofantes eram sacerdotes de Ceres, deidade grega cultuada em templo erguido em sua honra na antiga cidade grega de Ática, nenhuma relação com Ifá e seus sacerdotes.

Também a semana nagô, composta de quatro dias, não pode ser considerada como um calendário, tendo em vista que um calendário, de qualquer origem, é uma forma bastante complexa de contagem de tempo, onde deverão constar, devidamente ordenados e numerados, dias, semanas, meses, anos, fases da lua, horas das marés e outros fatos cronológicos. E o sistema de Ifá não é de base 4 e sim um sistema binário onde existem apenas dois tipos de sinais (simples e duplos). A inexistência de sinais triplos e quádruplos deixa claro que não tem, como base, o 4.

Geomancia é um método divinatório, a "mancia das areias". Sua origem remonta a origem dos tempos onde o homem observava a estrelas em busca de respostas. Historicamente o oráculo foi desenvolvido pelo árabes e africanos. Na África são usados búzios e obis, enquanto os paíes árabes se utilizam da própria areia para obter a intuição da resposta.

Segundo Panisha, podemos definí-la como a Arte Divinatória em que a resposta a uma pergunta formulada vem através do subconsciente segundo regras especiais; Segundo Don Néroman, a Geomancia seria a Arte Divinatória na qual uma pergunta formulada torna-se uma interrogação feita pelo subconsciente aos Planetas Astrológicos, vindo a resposta através do inconsciente, além de ser a única forma válida de Astrologia Horária, episódica; Segundo importantes autores do ocultismo ocidental, entre eles Aleister Crowley, Israel Regardie, Melita Denning, Osborne Phillips e diversos outros, a Geomancia é a Arte Divinatória na qual uma pergunta formulada interroga Inteligências Geomânticas (em algumas correntes, submissas a Planetas Astrológicos), que respondem à mesma através do nosso subconsciente; Segundo praticantes modernos, menos ligados a organizações e dogmas, a Geomancia é a Arte Divinatória na qual uma pergunta formulada interroga Elementais da Terra (Gnomos), que respondem à mesma por intermédio de nosso subconsciente; Segundo os praticantes de Cultos Afro, a Geomancia, tratada como “Culto de Ifá” e “Fundamentos de Ifá”, uma pergunta formulada torna-se uma interrogação às Entidades ligadas à prática realizada, que então utiliza-se de nosso subconsciente para respondê-la; Geomancia é a Arte Divinatória que, fazendo uso de uma estrutura egregórica pré-estabelecida, aonde encontram-se todos os parâmetros fixos e variáveis utilizadas em sua prática, uma vez formulada uma pergunta por alguém que conheça, compreenda e aceite sua estrutura e ditames, a mesma torna-se uma interrogação a Inteligências não-humanas, ligadas a energias Planetárias e Elementais, que enviam a resposta ao subconsciente do Geomancista, que só então obterá a resposta decifrada por um método mântico submetido à “lei das sincronicidades” (ver obras de Carl Gustav Jung), mas verificável racional e sequencialmente. Além disso, podemos dizer que a Geomancia é a Arte Divinatória que consiste em formar as assim chamadas Figuras Geomânticas e de as situar nas 12 Casas Geomânticas, semelhantes às 12 Casas Astrológicas. Como há 15 Figuras para 12 Casas, as 3 Figuras restantes formam o chamado Tribunal Geomântico, composto de 2 Testemunhas e de 1 juiz.

Peças Geomânticas

Figura Nome em Latim Nome em Português Significado
Popullus.gif Popullus O Povo Banalidade, pessoas, fofoca, influência de pessoas externas, ...
Via.gif Via O Caminho Destino, indecisão, situação sem escolhas, ...
CaputDraconis.gif Caput Draconis A Cabeça do Dragão A Boa Orientação, bom conselho, bons contatos, boa dica, ...
CaudaDraconis.gif Cauda Draconis A Cauda do Dragão A Má Orientação, mau conselho, más companhias, engano, ...
Laetitia.gif Laetitia A Alegria A Satisfação, coisas boas, alegria, ...
Tristitia.gif Tristitia A Tristeza A Insatisfação, coisas ruins, tristeza, ...
Puella.gif Puella A Menina Coisas fáceis, menina, situação de simples resolução, ...
Puer.gif Puer O Menino A Dificuldade, menino, situação complicada, ...
Albus.gif Albus O Branco A Aceitação, paz, tranquilidade, ...
Rubeus.gif Rubeus O Vermelho A Revolta, briga, guerra, stress, confusão ...
FortunaMajor.gif Fortuna Major Fortuna Maior Muita Sorte, crescimento espiritual, ...
FortunaMinor.gif Fortuna Minor Fortuna Menor Pouca Sorte, crescimento material, ...
Acquisitio.gif Acquisitio O Ganho O Lucro, ganho, vantagem, ...
Amissio.gif Amissio A Perda O Prejuizo, perda, queda, ...
Conjuncio.gif Conjuncio A Reunião Caminhos Abertos, receber ajuda de pessoas, liberdade, boas possibilidades, ...
Carcer.gif Carcer A Prisão Caminhos Fechados, perda da liberdade, etar presso a um situação ou a pessoas, situação pouco favorável, ...
Geomancia Moderna, J. R. R. Abraão

A palavra geomancia é formada por dois radicais de origem grega: Geo-terra, mantike ou mantia, divinação (arte de revelar as coisas da terra). A origem da geomancia até hoje, ainda é bem controvertida: alguns estudiosos a consideram originária da Pérsia, outros da Arábia, Tunísia, China e também Pré-Atlante. Existem, aproximadamente, 65.536 combinações possíveis para a montagem de um tema geomântico. Como nos diz Alain Le Kern: “… não devemos nos esquecer que tudo que é divinatório transcende ao tempo. Na verdade deveríamos afirmar que manipula o tempo. Tornar-se, predizer e ver, na divinação é abster-se do tempo, é adentrar no tempo, é sair do cotidiano passado, presente e futuro”.

Documentos referentes à geomancia, datados de aproximadamente 1.550 a.C., podem ser encontrados na Biblioteca do Cairo e em vários textos fenícios. Diversas informações também se encontram nas Bibliotecas da Turquia, onde alguns textos fazem referência ao profeta Daniel, que teria introduzido esta arte entre os semitas e alguns essênios. Outras referências são encontradas em livros atribuídos aos Hermes, a Hermes Trimegistus e a Arquimedes. O certo é que, em todas as épocas e na quase totalidade dos lugares do planeta e em inúmeras raças, existem referências à geomancia. Conforme o local de sua implantação, adquire vários nomes: Ifá, Sikidy, Ilmal-Raml, Al-Khatt Bi-Raml, Feng-Shui, Robolion, Voodoo, Vastuvidya, Fá, Tm Tum El Hindi, etc… A Geomancia é um meio para melhor compreensão do nosso universo pessoal. Segundo C.G.Jung, “a geomancia é a arte ideal das correspondências”. Através do jogo geomântico, as dificuldades presentes poderão ser trabalhadas e conscientizadas, desequilíbrios, pontos fracos, poderão ser analisados e corrigidos, sua natureza mais íntima será entendida para que possa compreender o presente e contribuir conscientemente para moldar o futuro.

Geomancia é uma ciência, pois seu conteúdo é altamente matemático, lógico, físico, cosmológico e psíquico. É uma arte, fornecendo uma visão do presente, passado e futuro. É uma técnica natural/intuitiva, sendo seus métodos perceptivos, mediúnicos, oraculares, telepáticos, oníricos, etc., e artificial /indutiva, pois tem como base a astrologia, a hermenêutica, sendo augural, consultiva, etc. A geomancia possui um senso divinatório, metafísico e matemático, que permite elaborar, interpretar e indicar as corretas informações para a orientação do dia a dia, quer no plano físico, emocional, mental, espiritual ou astral. Como resultado do conhecimento obtido, conscientizamos o antes desconhecido e permanecemos em alerta para o não mais misterioso porvir. É ciência e arte divinatória, sendo assim um importante método auxiliar na ampliação de nossa consciência, fornecendo informações importantes que irão favorecer o presente e o futuro.

Sem orgulho ou deslumbramento, com segurança e amor, o geomancista procura mostrar como se deve viver no tempo e espaço presentes. Orienta as pessoas, para que elas consigam superar todas as dificuldades, e vislumbrar todas as “saídas” apresentadas no decorrer do jogo geomântico. Conhecedor de suas habilidades, temperamentos, intenções, capacidades, projetos, um novo ser poderá surgir após o jogo. Ressurgido das cinzas de um passado, consciente não mais do agora, mas do “JÁ”, totalmente reequilibrado e seguro, consciente das transformações que terá que realizar dentro de si, pois possui as ferramentas necessárias para as modificações que quiser, finda está a missão do Geomancista - A compreensão de si mesmo.

Análises deste tipo, são hoje em dia também empregadas por empresas, na admissão de funcionários para determinados cargos, para os quais se torna necessário conhecer mais profundamente certos aspectos dos candidatos, antes de aceitá-lo, ou reconduzi-los a outras funções. Ao serem lançados os dados zodiacais, que fazem parte do jogo, denominados por alguns de ideogramas ou arquétipos geomânticos, o consulente neles projeta seus questionamentos que necessitam ser desvendados. Interpretando as informações decorrentes das figuras geomânticas que forem se formando, respostas ricas em detalhes, pessoas, lugares, passado, presente e futuro entre milhares de outros aspectos que envolvem a vida do consulente, serão respondidas sem quaisquer restrições. Em momento algum o consulente verbaliza qualquer tipo de pergunta. Só o geomancista é que está autorizado a se expressar durante o jogo, que pode durar até cinco horas, dependendo da quantidade dos questionamentos do consulente. Todo um clima de misticismo conduz o jogo geomântico.

Compreender nossas atitudes, como lidar com os momentos ascendentes e descendentes de nossa vida, é o que nos informa também, a geomancia. Não devemos esquecer que o Universo e a transformação do mercúrio hermético nos fornecem luzeiros, mas, só o homem pode escolher a lanterna que irá iluminar seu caminho em busca da realização, este caminho, ele terá que percorrer só. Só homem é arquiteto do próprio destino..., os seres humanos, mediante as mudanças das atitudes interiores da mente, podem mudar os aspectos exteriores da própria vida.

Até o ano de 622, no mundo Árabe, imperava o fetichismo, o politeísmo. Em Ka’ba eram adorados mais de 360 ídolos. A superstição e crenças nos sinais da natureza eram exacerbadas, movimentos da areia soprada pelo vento, os desníveis da terra, folhas caídas ao chão, eram tidos como sinais dos Deuses. Após 622 ocorreu, uma das maiores transformações de nossa história envolvendo grande parte do mundo civilizado. Esta revolução provocou uma unidade política e religiosa, unificando paises, povos e culturas, com suas mais diversas crenças, em torno de um homem, Maomé. Este apóstolo de Alah,inspirado pelo eleito de Deus,o anjo Gabriel, transmitiu a expressão maior dos ensinamentos de Alah,o Qur’na, O Corão, código moral, sociais, éticos, religiosos, verdadeiramente adaptados por Mahome, ao gênero de vida dos bravos “Cavalheiros do Deserto”.

Forneceu Maomé através do Corão, fé em uma vida futura, piedade, humildade, alegria em dar, resignação, crença na decisão divina, ressurreição dos mortos e acima de tudo fé em um Deus misericordioso, Alah. Antes de 622, diversos rituais esotéricos e exotéricos, eram utilizados para a montagem dos oráculos.Crenças em anjos, demônios, djinns, guardiões e gênios se faziam presentes. As várias formas empregadas ao se lançarem pedras,areias e sementes ao solo,conduziram-nos ao mundo encantado das artes divinatórias-árabes,que espalhadas pelo mundo,adotaram diversoso nomes e formas,conforme o local de sua difusão:Tum Tum;Fá;Ifá;Robolion;Sikidy; Alufá;Feng-Chui;Vodoo;Munadjdjimun;Muqaddimah;I Kha Hal Raml;Al Raml e Iml El Raml,todas derivadas da geomância primitiva.No ocidente denominou-se Geomância, nome derivado do grego, significando: Geo-terra, Mancia-divinação.

A geomância é uma constatação, de como o homem pode transcender o futuro através de uma análise e interpretação dos planos por ele e para ele traçados, obtidos através das figuras geomânticas. O universo árabe da geomância nos conduz a um passado ainda mais longínquo, no qual eram efetuadas preparações espirituais, para que o oráculo pudesse ser realizado.Encantamentos, abjurações e rituais, os mais diversos, faziam parte da magia do oráculo geomântico.Eram invocadas a presença de djinns, anjos, gênios, para auxiliarem na transmissão dos fundamentos, através de encantamentos e abjurações. Os djinns, segundo Robert Albelain, são os auxiliares da transmissão oculta do sacramento, os seus artesãos. Para DomNeroman, os djinns são muito espertos e são de uma essência superior, intermediário entre os homens e os anjos, para outros são os espíritos do deserto.

Encontramos na dança árabe das espadas, os bravos cavaleiros do deserto, lutando com suas espadas contra djinns imaginários. Os Geomancistas árabes, após Mahome, tinham sempre o cuidado de jamais associarem, anjos, djinns, gênios, etc.a Alah, nem invocarem nenhuma dessas entidades, sem que Alah o permitisse.Pois, o Profeta na Sura V, ayat (versículo) 92 nos diz que: “OH! Vós os que creis! O vinho, e jogo de azar, as Ansab e as flechas da sorte são uma abominação da obra de Satan”.

Os geomancistas que invocavam os djinns, anjos e gênios antes de iniciarem o jogo geomântico, se baseavam nos Suras do Corão que a eles fazem referências:

Sura XXXIII- 156- “É Ele quem exerce a benevolência para com vocês e os mesmo seus anjos, com o objetivo de fazê-los sair das trevas para a luz”; LI 56 -“Eu não criei gênios e homens senão para que me adorem"; XIII 25- “Não há um ser humano, dentro do qual não haja um djinn”; XV 8 - “Eu não envio de cima os anjos, senão para mostrar a verdade e não para satisfazer a curiosidade dos descrentes”; LV 33- “Oh assembléia de homens e gênios. Se fordes capazes de passar os limites dos céus e da terra. Passa-os. Mas não podeis passá-lo, a menos que Eu autorize a fazê-lo”. Etc... Foram as mais antigas tradições originárias da Turquia, Egito, Tunísia, Síria, Argélia, Pérsia, China, etc. que influenciaram os mais diferentes métodos geomântico. Nas diversas interpretações e rituais esotéricos e exotéricos, encontramos influências de todos estes países. Para a montagem de um oráculo, nos forneceram louvações, que servem de preparação espiritual, antes de ser iniciado o estudo de um tema geomântico.

“Ao nome de Deus, clemente e misericordioso. Nele estão as chaves do abstrato, do passado, do presente, do futuro e ninguém conhece tão bem quanto Ele. Ele sabe tudo o que está na terra, no ar e de cada folha que cai das árvores Ele conhece o destino. Assim eu proclamo que não há senão um Deus, e um só, e que Mohamed é o Profeta”.

Assim, para eles o consulente é um instrumento nas mãos dos mestres e forças planetárias, se não o for, não será o céu que responderá às questões, não será um oráculo. "Alah dará sempre provas de suas resplandecências, pois não somos, mais do que brinquedos nos momentos de tirar os pontos. Ninguém forma jogo algum, Alah é quem escolhe a forma de se comunicar. Só Ele é quem imporá a natureza da questão e o ritmo a que deve ser submetido o oráculo”.

A análise das figuras geomânticas contidas no oráculo, tinham que estar plenamente de acordo com os preceitos morais, éticos e religiosos da época, exemplos:

Laetitia; El dakila e Hurr-Respectivamente em Latim, Árabe e Kordofan - representa o homem que cria e adquire riquezas e a mulher terá que aprovar a bondade do homem, aceitando somente o que ele lhe oferece; Caput Draconis; El ataba; El dakila; Raiya - representa o homem que escolheu se privar dos bens do mundo, a fim de viver para Alah.A mulher deve aceitar com resignação sua condição perante a escolha feita por seu marido e auxiliá-lo em sua missão; Rubeus; Humra; Hunra - representa a mulher só tem um homem e o homem é um ser livre para casar mais de uma vez; Albus; El bayad; Beyyad - representa o marido preso à hereditariedade, à sua ascendência, é o símbolo do noivado realizado por parentes sem aquiescência dos noivos, o casamento por conveniência; Puer; Kausaj; Jodala - representa a luta por um grande ideal é o homem infiel e a mulher resignada; Puella; Naqiy el kadd; Mahzum - representa o conformismo, limita a ambição da mulher exclusivamente à família; Aquisitio; Qabd el dakil; Qabid - representa a procura do divino que em tudo se encontra; Caput; El ataba el kharga; Raiya - representa a supremacia do homem sobre a natureza; Via; Tariq; Tariq - representa as moscas das caravanas, pessoas instáveis e ociosas; Conjonction; Ijtima; Damir - representa os ministros de cultos que asseguram a ligação entra Alah e o ser crente, que abrem os braços e fecham as sepulturas; Fortuna Maior; El nusra el dakila; Rasn - representa os fornecedores de armas, etc

Os objetos utilizados no ritual geomântico eram, segundo Robert Ambelain:

· Um tabuleiro de madeira virgem;

· Uma toalha de cor verde que representa a presença de Hermes Trimegisto;

· Um prato de cobre- al madel - destinado a receber a areia para a divinação;

· Um prato de madeira duro e denso, de madeira virgem sobre o qual se depositavam as folhas de papel para jogar os pontos;

· Um canoum, pequeno prato de terra cozido utilizado para a defumação;

· Brasas para os incensórios e um cofre para perfumes;

· Castiçais de cobre com velas verdes ou vermelhas;

· Um roupão vencilho usado pelo geomâncista;

Todos os objetos eram sacramentados após orações e umedecidos com saliva, que é o sacramento do verbo.

Até os nossos dias, nenhum iniciado nesta ciência não começa nenhum jogo geomântico, sem antes elevar seus pensamentos a Deus em forma de orações. Pedem permissão aos reis, aos climas, aos pontos cardeais, aos guardiões do jogo, aos anjos, arcanjos, djinns, às figuras geomânticas, etc., todos com seus respectivos nomes sagrados, para que intercedam em nome do amor Divino, que o auxiliará a desvendar o oráculo. A religação do consulente ao Uno e a interação em seu futuro próximo, provocam alterações em seus atuais parâmetros de vida, determinando as formas com as quais ele poderá superar obstáculos de sua vida, esta é a grande finalidade do jogo geomântico, a Geomância árabe.

Fonte: Diversos sites da internet

A poderosa Lei de Pemba


A pemba, de origem africana, é um instrumento ritualístico de alto significado. É normalmente utilizada para riscar pontos pelas entidades e pelo médium, visando estabelecer contatos vibratórios com as esferas espirituais. Se for aplicado de forma incorreta, poderá produzir resultados diferentes daqueles esperados.

Grafia Sagrada dos Orixás, é muito ampla e apresenta a necessidade de exposição pessoal e, por sua vez, poderia ser até desastroso pessoas sem "Ordens e Direitos" manipulá-la. A pemba praticamente é usada em quase todos os rituais de umbanda. Por carregar o axé, a pemba é saudada como um divino instrumento, dedicando-se até pontos cantados e reverências específicas.

Na Umbanda, em seus diversos momentos de entendimentos, encontramos várias formas de apresentação desses Yantras, sendo os mais comuns, os de cunho exotérico (externo/aberto), aqueles onde são utilizados estrelas, ondas, flechas, cruzes, luas, etc, que têm os seus resultados em suas aplicações; e, encontramos, também, os de cunho esotérico (interno/fechado) onde são utilizados : direcionamentos, Raízes e chaves, através da grafia Adâmica e afins (leia o Arqueômetro de Saint Yves - Edições em português, espanhol e francês). Apenas para sua referência, esta grafia são clichês (Yantras), os quais são utilizados pelas entidades e Médiuns Magistas (com a presença ou não de espíritos) para acionarem/projetarem no Plano Astral a movimentação de forças sutis com um determinado fim.

A pemba, através do seu elemento ígneo, fogo, manipula as energias psíquicas do ser humano; pela água lava, limpando o espiritual da áurea; pelo ar transporta para o campo de origem; pela terra, através de seus filtros, retorna suas funções equilibrantes.

Seu uso estabelece relação entre o universo da forma e o espiritual ou etérico. A pedra encerra os quatro elementos naturais e suas manifestações. Assume aspecto neutro e, devido a isso, significa Lei e Justiça. Imutável mediante a terra e o ar, a pedra é sensível à água, mudando de tom quando está molhada, deixando ser levada pela correnteza dos rios.

Pela pureza, a pemba é um dos poucos elementos que pode tocar acabeça do médium, sendo utilizada para lavagens de cabeça, banhos de descarrego, etc. Confecciona-se a pemba com uma substância chamada "caulim" (argilapura de cor branca), importado da África. Com o tempo, o "caulim"foi substituído pela dificuldade de importação, pelo "calcário" e a "tabatinga".

É misturado ao caulim, pós resultante da torra e trituração de algumas sementes como o Alibê, a Nóz-moscada, Dandá da Costa, Ataré, Aridan, Obi e Orogbô. Existem pembas de varias cores (adição de corante) mas a branca é a mais utilizada. É suma importância o cuidado em escolher e em como usar a pemba! Não é apenas um giz!

Porém há "traços" que indicam a desarmonia do médium, em geral são "riscos" desarmônicos e sem sentidos. O nosso coração e a aproximação de uma entidade de fato poderá trazer e decifrar o seu significado. Alguns destes traços são parecidos com o do alfabeto adâmico, sânscrito ou de vanagário.

Em relação aos ditos "traços" realizados pelas entidades ou médiuns de fato, há além de um grande significado uma abertura "atemporal" para a emanação de energia. A Pemba é sagrada, serve também pra descarregos do corpo e do terreiro, pra cruzar os quatro cantos, etc... A pemba e importantissima sim, mas muitos encaram apenas como um "giz" esquecendo todo o ero que envolve este objeto ritualistico.

Como na umbanda não e permitida a pratica das curas, com navalhas ou bisturis, a pemba faz a cruxa dos chacras, simbolizando o corte de abertura dos mesmos para receber o amassi. A pemba tem várias finalidades e formas ou modelos para serem confeccionadas. No culto de nação da derivante KETO é utilizada também com a mesma finalidades dos umbandistas.

A sua confecção trata-se de um processo muito difícil. Faz-se necessário uma espécie de retiro para a concentração e equilíbrio do material preparado. Nos dias atuais ela é similar ao GIS , o mesmo utilizado em lousas nas escolas. Formas de Apresentação:










Reajustadas: São Entidades que se apresentam de forma diferente do que foram na última reencarnação, por força de suas missões espirituais ou até por medida disciplinar. Exemplo: Um Caboclo Reajustado foi Negro em sua última encarnação (ou de outra raça). Autênticas: São Entidades que realmente se apresentam da forma que foram na última reencarnação. Exemplo: Um Caboclo Autêntico foi Caboclo na sua última encarnação. Sacrificial: São as Entidades que se apresentam em uma das Três Formas de Apresentação da Umbanda mas nunca tiveram passagem pela Terra (nunca foram encarnados). Exemplo: Um Caboclo Sacrificial (em missão sacrificial) nunca esteve encarnado na Terra. 

Chave
A Chave - identifica a Vibração Original

 
 
 
 
 

Raiz
A Raiz - identifica o plano da Entidade, as Ordens e Direitos, tipos de trabalho, movimentos, etc.










Esquematicamente, dividimos um PONTO em 5 setores.

O setor A - Refere-se ao sinal que identifica a Entidade Espiritual, o plano e o grau da mesma. (Raiz)
O setor B - As Ordens e Direitos que essa Entidade traz.
O setor C - As atividades que ela ordena ou é ordenada, comanda ou é comandada.
O setor D - Os elementos fixadores ou dissipadores.
O setor E - O movimento executado - o tipo de trabalho (este sinal é afeto somente aos Orixás e Guias).

Pontos Riscados:







Referências
Sugestão de livro: O Arqueômetro - Autor Saint-Yves
Pemba: a grafia sagrada dos orixás, Autor: Mestre Itaoman, Editora : Thesaurus Editora, 1990
Umbanda - A Proto-síntese cósmica - Epistemologia, Ética e Método da Escola de Síntese, Yamunisiddha Arhaoiagha, F. Riva Neto
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