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A pombagira

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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Magia riscada, alfabetos sagrados: Enochiano nos dias de hoje e os pontos riscados



A magia enochiana é um sistema de teurgia, ou magia angélica, psiquicamente transmitida ao alquimista e vidente elizabeteano Edward Kelley, por um grupo de espíritos que veio a ser chamado de anjos enochianos. Durante os anos de 1582 a 1587 os espíritos ditaram diversas partes dessa magia a Kelley, ou apresentaram-na na forma de visões, enquanto Kelley olhava fixamente para a bola de cristal. Kelley repetia as palavras dos espíritos e descrevia as visões para seu amigo e empregador, o grande matemático, geógrafo e astrólogo Dr. John Dee. Este sentava-se ao lado de Kelley durante as sessões em que fixava a bola de cristal, com uma pena em sua mão e papéis espalhados à sua frente. Tudo o que Kelley dizia, Dee literalmente registrava. Graças ao método meticulosos de Dee, as comunicações dos espíritos foram preservadas com a exatidão de uma transcrição de um tribunal. Os anjos identificaram-se a Kelley como os mesmos anjos que instruíram Enoch na linguagem angélica e sabedoria de Deus. Enoch foi o único patriarca do Antigo Testamento a ser elevado aos céus enquanto ainda estava vivo – pelo menos, essa foi a interpretação dos rabinos e cabalistas judeus do Gênesis 5:24: “E Enoch caminhou com Deus: e ele não estava, pois Deus o levou”. Diz-se também que Enoch foi o primeiro homem a receber o conhecimento da Qabalah. Dee sentia-se como um escolhido de Deus, enquanto Kelley tinha a forte idéia de que eram meras marionetes dos anjos, que ele preferia crer que fossem demônios. Os anjos precisavam da ajuda dos dois pois não podiam abrir os portais do lado externo, pois abri-los requer o uso de evocação (invocação). Isso não está nos poderes dos anjos, como o anjo Ave disse a Dee:
Ave: A invocação origina-se da boa vontade do homem, e o calor e fervor do espírito: e, portanto, a prece tem este efeito com Deus.

Dee: Suplicamos, devemos utilizar uma forma (de invocação) para todas?

Ave: Cada uma de diversas formas.
Dee: Quer dizer eu misturar, decretar ou induzir diversas formas.

Ave: Não sei, pois não habito na alma do homem.
O magista inglês Aleister Crowley fez uso do sistema enochiano para a invocação dos 30 Aethyrs do seu Liber 418, e também dizia ser reencarnação de Kelley. A própria Golden Dawn (Ordem a qual fez parte) utilizava muito essa forma de magia. 

Sabemos bem que em se tratando de Umbanda o Alfabeto Watâmico, adâmico ou Devas, não é propriamente a grafia ou raiz de  Pemba. Não verdade ninguém conhece no Brasil, nem a raiz e nem o segredo total dos pontos riscados. Nem mesmo Pai Matta conhecia e nem Rivas Neto seu sucessor. Até porque a tão famosa raiz de Guiné, como já deixa claro é apenas a raiz e não sua totalidade. Querem deixar um mistério no ar, como se a OICD conhecesse, mas, tenho por certo que não conhecem, pois é um poder muito grande, que poucos magos conhecem. Não creio que no Brasil, tenha esse mago com esse grau de outorga. 

Mas, a grafia de pemba, não é tão desalinhada do Arquômetro como tenta fazer-nos acreditar o Rivas Neto, aliás, ele mesmo achava, junto com Itaoman, que eles eram ou tinham a mesma origem. Outra coisa que temos que deixar claro é que aqueles ensinamentos que falam da flecha, da raíz e da chave, tá longe de ser o método completo. Na verdade, a geometria é mais complexa e não tem uma codificação tão simples, como apresentada por Itaoman e Rivas Neto em seus livros. Ela tem na verdade uma ordem desordenada e uma mesma entidade pode ter grafias diferentes para questões diferentes. E os signos, emblemas e pontos de poder são totalmente diferentes pra duas entidades da mesma vibração. Mas, creio que a raíz não é de Guiné e sim da ordem dos Babalawos Iorubás, que tem vínculos com países mais esotéricos, como a Índia, o Egito e Sumérios, entre outras culturas, milares. E o alfabeto Enochiano, tem ligação com esse alfabeto. E nesse alfabeto estão todas as chaves para a grafia dos orixás. Futuramente falarei mais sobre isso...

Ganância e confusão na Umbanda



De repente eu to lendo noticias sobre Umbanda e vejo a seguinte noticia: "Culto no Centro Espírita Nossa Senhora da Glória: fiéis se preparam para ser atendidos por pais e mães de santo em busca de ajuda espiritual" e ainda mais nessa notícia o seguinte: "Seguidores da Umbanda e Candomblé pagam R$ 15 mil por trabalhos de santos No Brasil, as duas religiões reúnem 1,1 milhão de seguidores" (http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2014/01/29/internas_economia,410152/seguidores-da-umbanda-e-candomble-pagam-r-15-mil-por-trabalhos-de-santos.shtml?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter).

Bem, nunca vi tanto equivoco numa notícia só. Mas, vamos lá, argumentar um pouquinho. Em primeiro lugar, eu nunca vi culto de Umbanda em Centro Espírita! Seja lá onde isso exista, não passa de invencionice e sensacionalismo, pra tentar passar a 'brancura' das crenças europeias, pra tornar a Umbanda "mais aceita" num país onde o cristianismo dita as regras. Segundo, pais e mães de santo, atendem em terreiros ou templos de Umbanda ou Candomblé, não em centros espíritas. Terceiro, mesmo essas pesquisas míopes do IBGE, mostrarem que os praticantes de Espiritualismo e não propriamente Espiritismo, serem pouco mais de 1 milhão de seguidores, todos nós sabemos que a verdade é outra. Porém por preconceito e hipocrisia, mesmo muitos praticarem, frequentarem ou acreditarem nos cultos afro-brasileiros, eles nunca falarão aos pesquisadores, pois é mais  "bonitinho" se dizer cristão e por isso, mesmo quando se admitir ser espiritualista é mais fácil se dizer Espírita, pois é mais ligado ao cristianismo. 

E a noticia segue dizendo o seguinte: "Dar de graça o que de graça receber com humildade, caridade e fé. Esse é o lema da Umbanda, religião brasileira que mistura vários elementos do cristianismo, do espiritismo e de cultos africanos. Sem uma organização vertical rígida, como a que existe no catolicismo, na Umbanda cada terreiro é responsável por sua própria gestão administrativa e financeira. Os templos são mantidos pelos filhos de fé, como também são chamados os umbandistas, e pelos líderes religiosos, os pais e mães de santo."

Bem, em primeiro lugar sobre este trecho, ele não é da Umbanda e sim do meio kardecista. A Umbanda de verdade, mesmo pregando a caridade, tem bases e caminhos completamente diferentes do kardecismo, que alguns sensacionalistas, teimam em juntar, mesmo sendo completamente distintas. Na Umbanda há oráculos, consultas e trabalhos, que no kardecismo não há. Por falar nisso, vemos nesse centro citado na matéria, mais uma influência que é a do sincretismo, ou seja, o centro é Espirita, os atendentes são de Umbanda, mas, o nome é de um santo católico! Enfim, entenda uma bagunça dessas. Depois, querem achar ruim quando são criticados.

Mas, voltando aos trechos da matéria, vemos o ar de deboche e de critica carregada nesse parágrafo. Enfim, para as pessoas, médium tem que atender uma fila enorme de pessoas que só procuram quando estão ferradas, pra depois darem as costas e até falarem mal, mas, tudo teria que ser de graça. Como se médium não tivesse também seus compromissos, suas dívidas e seu tempo. Segundo essa gente, pastor e padre pode cobrar dízimo, mas, o consultor de Umbanda não pode cobrar consulta. Sendo que nas religiões cristãs, cobra-se até por batizado e casamento, que aliás, eu acho justo, pois se trata de cerimônia, mas, então porque na Umbanda não se pode cobrar por consultoria e serviços ritualísticos? Além do mais, essa história de dar de graça é uma invenção muito mais de Chico Xavier, que tinha sua filosofia pessoal, mas, que não quer dizer que todo espírita tenha que dedicar sua vida para trabalhar de graça pra ninguém.

Vamos a mais um trecho da reportagem que diz: "Cálculos conservadores mostram que, quando somadas as mensalidades pagas pelos fiéis, as doações feitas pelos seguidores, a arrecadação de fundos com eventos e as receitas do comércio e da fabricação de artigos usados nos cultos, o faturamento da Umbanda chega a pelo menos R$ 60 milhões por ano. No total, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 1,1 milhão de umbandistas no Brasil, o correspondente a 0,6% da população". 

Bem, volto novamente a contestar o número de umbandistas, adeptos do Candomblé e até mesmo de espíritas, pois tenho certeza que são muito mais. Em segundo lugar, como já disse, sou totalmente a favor da cobrança, pois consultoria e serviços magísticos são sim um serviço prestado, como faz qualquer fisioterapeuta, psicólogo ou qualquer agente de saúde complementar. Além disso, vemos que se a Umbanda arrecada isso mesmo, não chega a um milésimo do que arrecada a Igreja Católica no país, nem os evangélicos, onde vemos pastores com carrões cada vez mais caros, jatinhos e imóveis em condomínio de luxo. Mas, quero justificar uma coisa séria aqui, doa a quem doer, pois não devo nada a ninguém. Quero me referir a ganância. Assim como critico a ganância das seitas cristãs, também quero dizer que os gananciosos que fazem extorsões e manipulam as pessoas arrancando delas tudo que elas tem, muitas vezes levando muito mais problemas do que resolvendo-os, não passam de picaretas, de gananciosos e que não falam em nome dos orixás e sim de seu lado mais sombrio e avarento.

Como eu disse, eu sou totalmente a favor de se cobrar a consulta, pois o médium, o astrológo, o tarólogo ou o sacerdote que joga seu oráculo escolhido, não vive de vento e quem vai atrás de solução,  tem dívida e merece sim pagar pela ajuda. Mas, é bem diferente de cobrar o preço justo, de especulações, de atos gananciosos e mentirosos. O consultor pode muito bem, não mentir, falar se viu ou não a resposta e só cobrar o preço justo. Só que sabemos sim que tá cheio de picareta, tanto na Umbanda como no Candomblé, denegrindo o movimento, pois são pessoas que querem viver do suor do rosto de seu próximo e querem enriquecer com golpismos. E infelizmente, vemos que as federações que deveriam fiscalizar e corrigir isso pouco fazem.

Vamos lutar por uma Umbanda de verdade, que vem da coroa de Orunmilá e que serve aos orixás e não a ganância de meia dúzia de pessoas...

Axé e paz na alma de todos.

Carlinhos Lima

E a Umbanda Esotérica, como está?


Quando eu me iniciei na Umbanda, eu me senti feliz e bem adaptado, pois era o estilo esotérico que tornou fácil minha adaptação. Não era um templo ligado a OICD, mas, que professava os ensinamentos de Da Matta. Tinham lá até mesmo diversas revistas da Ordem do Cruzeiro Divino. Na época, achei fantástica a sacada do Mestre Matta e do Rivas Neto, mas, a Umbanda, como tudo no Brasil, nunca conseguem a união que faria essa vertente se fortificar e crescer. Mas, desde o princípio, já captei de cara, erros e excessos dessa ordem, da mesma forma que também, percebi seus pontos positivos. 

A Umbanda Popular, cada vez mais exprimida pelo Kardecismo, perseguida pelo protestantismo e muita confusão gerada pela ganância, dentro e fora da umbanda, como também pelas bagunças da Tradição Oral. E o tempo se passou e já fazem 17 anos, de estudo e observando de longe o movimento umbandistico, repleto de sensacionalismo, mentiras e mudanças de conceitos.  Até chegar ao que somos hoje. Uma Umbanda de fantasia, ficção, bagunçada, com poucos guerreiros ainda lutando por sua sobrevivência, mas, também sendo vitima da confusão que acabam chegando a todos.

Bem, mas, o que foi feito da Umbanda Esotérica? Ela tá espalhada pelo Brasil, mas, não existe mais como deveria ser o projeto de Pai Matta. Muitos acham ruim quando eu falo isso, mas, é minha opinião. Eu sempre me neguei a falar sobre o assunto, mas, recebo emails diariamente de leitores que me pedem opinião e não posso fugir do tema, em respeito a eles e a Umbanda. Na verdade, sempre admirei Pai W.W. Matta e Silva, não por achar que ele fosse um "super Babalwô", que estivesse acima dos outros ou que fosse um médium de guias mais poderosos que os outros. Eu na verdade o admiro como pesquisador que é o que ele e o Rivas Neto é na verdade. Sem essa de "super pai de santo", médico de cura, super hierofante ou herdeiro disso ou daquilo. Na verdade o que eles são mesmo é pesquisadores.

Não venham com essa de Caboclo esse ou aquele revelou o "segredo da pedra filosofal", pois com todo respeito, não cola. Na verdade, todo trabalho de Da Matta, apesar de seus discípulos se ofenderem em ouvir isso, é mesmo trabalho de pesquisa. A iniciação e experiência, serviu para que eles tivessem forças, pra enfrentar as adversidades e tudo mais, mas, todas as regras, revelações trazidas, foram fruto de pesquisa, de livros sim e de influências de diversas culturas, desde a Doutrina Secreta a Encataria, mas, o que houve foi um filtro e mesclagem pra desenvolver uma teoria. 

E foi fantástico! Apesar dos erros e excessos, a OIDC, captou a parte mais esotérica que a Umbanda Popular não tem. Certo dia vi alguém que é contra a Umbanda Esotérica dizendo que "falar que a Umbanda é esotérica, é a mesma coisa que falar que a agua molha...". Mas, não é assim não. Na verdade, grande parte da Umbanda não foca no lado esotérico dos cultos afro-brasileiros. O esoterismo não é só praticar  ritos, mas, estudar os ritos, se aprofundar na parte magística, não por simples intuição e tradição oral, mas, por conhecimento ancestral codificado.

O Rivas Neto, deu grande contribuição a Umbanda, pois como ele mesmo diz "não há mestre de mãos vazias", mas, há mestres que enchem e esvaziam as mãos, trocam de bagagem, de roupagem e de percurso. Na obra "Exu o Grande Arcano", já com muita edições, assim como "A Proto-Síntese Cósmica", foram grande contribuição ao movimento umbandista. Não é a toa que já está com suas 14 edições e deve durar mais ainda. No entanto, sabemos bem que assim como nessas obras, como nas de Mestre Matta e Silva, grande parte, Rivas Neto, não segue mais, não acredita e ainda tenta justificar hoje em dia como algo que ficou no passado. 

Eu não me surpreendo como o novo caminho de Rivas Neto, acho sim que nada é em definitivo e um mestre ou buscador, está no caminho para se transformar e se adaptar. Na verdade, todo aquele que buscar o esoterismo da Umbanda vai chegar na sua parte africana, no Ifá e em toda mística, mística e mitologia iorubá, pois é inevitável. Mas, a parte esotérica da Umbanda ou do Candomblé, não está apenas no Iorubá. Porém eu até acho hoje o Rivas Neto um pesquisador ainda mais completo. Isso mesmo pesquisador. Pois não sou seu discípulo e não desfaço de suas iniciações, mas, não acho que haja sacerdotes no grau em que ele se diz está em nosso país.

Na verdade o que temos são pessoas de alto poder aquisitivo, que abrem inúmeros templos, compram muitas relíquias, fazem templos bem paramentado e tem muita grana pra esbanjar poder, seja no âmbito da Umbanda Esotérica, seja na Popular ou no Candomblé. E as pessoas, assim como no movimento evangélico, quanto no meio da religião afro-brasileira, astrologia ou qualquer meio místico, se influem muito com o ambiente, com o poder. Assim, se conseguem mais facilmente seguidores. Mas, esses mestres tem um grande erro, que é o de se fechar nos círculos apenas daquelas pessoas que querem apenas escutar, seguir e jamais questionar.

Vi certo dia, num de seus vídeos, Rivas Neto afirmar que 'não se questiona um mestre'. Pelo contrário. Um mestre só é mestre mesmo se não se fechar numa redoma. Ele não pode falar apenas aquilo que quer, que tá programado, numa faculdade de Umbanda, como se tivesse formando apenas seguidores. O mestre fala daquilo que o aluno quer ouvir e o aluno só aprende se for questionador. Além disso, não existe isso de que o mestre está sempre certo. Jamais! Prova disso é que ele fala hoje num tom e cores, completamente diferente de quanto lançou seus livros de Umbanda Esotérica. Aliás, acho um deserviço ficar relançando a "Umbanda a Proto-Síntese Cósmica", sem uma explicação. Tanto porque está induzido os leitores a coisas que o próprio autor sequer acredita mais, como confunde as pessoas.

O Ifá é o caminho mais importante dos cultos africanistas no que se refere a comologia, mas, ele além de não ser acessível no Brasil, foi esquecido por séculos e mau usado nas ultimas décadas. E na verdade não temos nenhum bom Babalao que conheça o Ifá em sua plenitude no Brasil. E por isso acho que o tema assim como a Umbanda deveria ser mais e mais pesquisada e codificada sim.

Essa história de que temos teologia de Umbanda, não passa de balela, pois não se faz teologia baseada em Tradição Oral. Se a tradição oral é importante, ela não pode ser considerada fonte confiavel. Aliás, ela é responsável por grande parte das deturpações. Porque acha que o cristianismo resiste ao tempo? Ou o Islamismo e o Kardescismo? Por causa da Bíblia é que o cristianismo sobrevive. Assim como o Alcorão é o livro que mantém o Islã de pé. E o Evangelho dos Espiritos é que deu forças para o Kardecismo sobreviver e até sufocar a Umbanda em nosso país. 

E o que seria dos cultos afro-brasileiros se não fossem os mitos, os orikís, os códigos de Ifá e o que sabemos sobre cada orixá? Nem existiriam mais. E por isso acho um desperdicio uma faculdade de Umbanda, onde apenas se debruça em todo tipo de opinião, sem uma filtragem pra que um trabalho esclarecedor surja. Certo dia vi alguém dizer "é nas diferenças que vocês aprendem". Sim se souber filtrar. Pois se pegar tudo como certo, vai ficar é maluco. 

Não é dizer-se certo, como Da Matta fez no primeiro momento, mas, pegar o que há de encaixe em cada vertente e formular códigos de Umbanda e só assim ela será fortalecida. Eu vi num vídeo o Rivas Neto, que antes se dizia Yamunishiddha e não é mais, dizer que, "pra debater coisas que ficaram pra trás, o melhor era esquecê-lo". Bem, esse não é o papel de alguém que tem livros sendo vendidos nas livrarias, uma edição atrás a outra, sem dar a menor explicação. Apenas montando um circulo de pessoas vips pra estudar novos conceitos sem se dar conta que tem coisas do passado a serem esclarecidas.

Da Matta citava sucintamente sim os cultos afrobrasileiros, com seu caráter bem africano, mas, seu intuito não era o que vemos hoje na OICD não. Na verdade, pra quem se diz sucessor, seguir um caminho totalmente diferente, ou é uma renuncia ou simplesmente ignorar o que seu mestre queria dizer. Da Matta falou em ifá, em magia africana, encantaria e jurema, mas, fica claro em seus trabalhos que ele conhecia apenas de forma suscinta e seu caminho principal era sim a Umbanda, a que ele tentava seguir de Zélio de Moraes. Ele não era um africanista como Pierre Verger, jamais...

Ele até atacava coisas como Zé Pilintra, Maria Padilha e outras coisas que hoje vemos forte na Umbanda e que inclusive Rivas Neto defende. E acho até que a mudança de Rivas Neto, foi sim pra melhor, ele continua contribuindo para a Umbanda, mas, ainda tem dívidas a serem sanadas, coisas a serem explicadas e precisaria investir numa teologia mais aprofundada, menos teórica e menos vip. Além de abrir mais o leque das pesquisas, visando buscar os códigos de Umbanda. Sem essa de abraçar tudo, não existe isso. Sem codificar a Umbanda e ficar nessa de tradição oral, a Umbanda será extinta e não vai demorar muito...

Eu ainda considero a OICD um dos maiores avanços da Umbanda no Brasil, que ao contrário de alguns autores, que ficam escrevendo sobre uma Umbanda que não existe. E que é muito mais kardecista que culto afrobrasileiro, tem todo potencial de expandir conhecimentos. Mas, parou no tempo, por conveniência ou qualquer outro motivo, mas, tá desperdiçando o potencial que tem. Assim como o Vaticano, que ao invés de tá defendendo dogmas e teologias ultrapassadas, poderia usar o poder que tem para estudar de verdade.

O que vemos hoje é uma Umbanda de faz de conta, onde se escreve muito "psicografado" e não trás novidade nenhuma. Essa história de alienígenas na Umbanda, chips na cabeça de médiuns e filosofismos, nada contribuem para a verdadeira Umbanda. Eu ainda acho Matta e Silva, assim como Rivas Neto, os maiores pesquisadores da Umbanda dos últimos tempos, mas, com muitas coisas a serem lapidadas, explicadas e aprofundadas. E espero que ninguém tomem minhas criticas e observações como destrutivas, mas, apenas como vontade de uma Umbanda de verdade, estudada e codificada como tem que ser.

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador
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