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A pombagira

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sábado, 2 de agosto de 2008

Eras e mudanças no mundo



Jung reconheceria na Nova Era uma confusão fundamental entre o ego (self pessoal) e a alma (ou o Self no sentido junguiano mais amplo). Na verdadeira prática religiosa, é a alma que encontra remissão e libertação, pois esta é a parte imortal da pessoa. Paradoxalmente, a salvação da alma é ao mesmo tempo uma mortificação do ego, daí a formulação: "quem quer que perca sua vida por minha causa a encontrará" (Mateus 16:25). No passado, a necessária mortificação do ego foi confundida com a mortificação do corpo, da sexualidade e do feminino, e isto surgiu amplamente a partir da cisão, na psique ocidental, entre o espírito e a matéria. Mas hoje, com nosso conhecimento psicológico maior, ficamos mais próximos do mistério cristão percebendo que é o o ego é que precisa ser deslocado de modo que a salvação possa tomar lugar.
Na Nova Era, não há verdadeira separação entre o ego e a alma transpessoal; assim, o primeiro estágio na verdadeira consciência religiosa não é adquirido; ou, em vez disso, um processo religioso é conduzido e em cada ponto desta jornada a vida espiritual é contaminada com os desejos e ânsias do ego. Neste caminho a jornada espiritual é corrompida, e degenera em uma viagem de ego (egotrip).
À medida em que a alma é libertada de seus grilhões, do carma e traumas, e é elevada a uma realidade maior, o ego quer viajar junto com ela, e o êxtase da libertação do espírito é um êxtase que o ego quer para si. É por isso que a morte e desmaterialização é dolorosa e muito complicada. De maneira similar, o faminto ego da Nova Era espia a grandeza e poder de Deus, e se identifica com aquele poder, vendo Deus como algum "recurso sobrenatural não-represado" que pode ser utilizado para a "expansão de potencial humano". Esta é uma fantasia prometéica selvagem e sem limites, e a Nova Era efetivamente acredita no mais fundo de seu coração que o homem pode se tornar Deus, ou pelo menos, algo bem proximo de seu Criador. Jung provavelmente classificaria isto como uma espiritualidade psicótica, uma espiritualidade em que o ego tem sido grotescamente inflado a proporções divinas. O papel secundário do ego não foi compreendido, e há uma profunda confusão psicológica e teológica sobre o significado da vida e o papel da humanidade em servir o divino.
Intelectualmente, o homem da Nova Era desposa uma filosofia sonhadora, paradisíaca, mas atualmente e de fato ele está cheio de queixas e amargura, porque nada parece caminhar direito. A "perda do ego", que deveria estar ocorrendo conscientemente, cai no inconsciente e, como qualquer coisa inconsciente, está projetada para fora, sobre outros e o mundo. Mas, na verdade o homem das Eras Antigas, não eram diferentes e o Ego, sempre foi o grande problema, inibidor da evolução espiritual e bloqueio.
Muitos esotéricos se gabam de dizer que abandonaram o ego, e consequentemente, as coisas da Terra, em favor de um estilo de vida mais pontuadamente relacionado com a realidade da alma. Entretanto, o ego não foi "largado", e por definição não pode ser largado; foi meramente (con) fundido com a vida da alma. Este é o cenário psicológico para o notório problema do egotismo desenfreado, emocionalidade, cisões e competitividade que infestam os grupos, cultos, seitas, ashrams, clubes, sociedades e comunidades da Nova Era.
Embora todos estes grupos trabalhem em sentido à transcendência do ego em favor da alma, são freqüentemente destruídos por um egotismo secreto, escuro e maléfico, que corrói os altos ideais e eventualmente causa o colapso da edificação toda. Os devotos declaram que são "nada" perante o divino, ou sem valor diante do carismático professor, mas no pano de fundo há ferozes manobras por privilégios e lugares especiais, por poder e influência dentro do grupo. Nem pode o impulso sexual ser suprimido por uma "intensa devoção" ao etéreo e interesses paradisíacos. O que é negligenciado ou rejeitado volta para nos visitar, e usualmente volta com considerável violência, de modo tal que o ashram local de cada Era pode acabar como um covil de iniqüidade e peversões das mais diversas (obviamente justificadas com um conteúdo "espiritual").
Jung concordaria que há uma necessidade maior por auto-conhecimento na religião ocidental, e que encontramos suficientemente demasiada "fé cega" no cristianismo, com muitas pessoas adotando crenças e doutrinas sem testar estes preceitos contra a experiência.
Jung tolera muito do aparato espiritual da Nova Era: sua ênfase sobre diversidade e pluralismo, sobre sabedorias pré e pós-cristãs, sobre meditação, introspecção, e experiência pessoal direta. Entretanto, a menos que a atitude correta seja adotada, o aparato e as tecnologias de auto-ajuda são mais do que inúteis: são positivamente perigosas. Não pode haver transformação espiritual alguma a menos que ego e alma estejam firmemente diferenciados.
Em seu desejo de substituir o dualismo ocidental com um novo holismo, a Nova Era tomou um rumo que muitos chamariam de "junguiano". Entretanto, Jung contrasta fortemente dois diferentes tipos ou modelos de totalidade: O primeiro é o que ele chama de totalidade pré-consciente, a totalidade do universo primordial e amorfo, indiferenciado como uma sopa, e que existiria antes da própria consciência. E na verdade é assim que pensam a maioria dos adeptos das religiões e seitas misticas, mas, muito poucos conseguem aceitar com facilidade essa teoria. A Umbanda-Astrologica, por sua vez tenta imprimir em seus conceitos justamente essa definição de Jung, assumindo que antes do homem ja existia essa sopa chamada Cosmos, e que nós somos apenas criaturas e que portanto o principal dever nosso é evoluir obedecendo, sem se deixar levar por modismos ou ilusão a um poder mental, que na verdade não passa de uma força limitada.
Nessa teoria, os pares de opostos estão fundidos (não porque foram unidos em uma totalidade maior, mas porque ainda não foram diferenciados uns de outros). Tudo é "um" porque os "muitos", e os conflitantes pares de opostos que constituem os muitos, ainda não foram trazidos à existência. Jung identifica esta totalidade original com o arquétipo da Grande Mãe, e estes que procuram o incestuoso "retorno à mãe" estão dispostos a idealizar esta condição primeva. Neumann desenvolveu a hipótese de Jung da "grande roda" chamando a este símbolo o Uroboros, ou a serpente que morde o próprio rabo.
Em contraste, Jung postulou (e defendeu) um segundo tipo de totalidade, a Totalidade Consciente, na qual os pares de opostos, separados pelo advento de uma consciência polarizada e unilateral, tornam-se novamente juntos em uma unidade relativa. Assim, nós e nossos Ancestrais nos dirigimos a evolução partindo desse mesmo principio, o de que nossas varias camadas da alma, tem que vibrar em harmonia se fundindo energeticamente na energia espiritual do amor. "Sem a experiência dos opostos não há experiência de totalidade", dizia Jung, que viu na Mandala oriental um "círculo mágico" no qual são preservadas a integridade das formas de vida, das estruturas geométricas e das figuras sagradas, como símbolo da totalidade diferenciada que ele tanto admirava.
Jung argumentaria que não se pode falar de totalidade até que a escuridão ou "sombra" da natureza humana tenha sido maduramente aceita e integrada. Eis aqui onde a Nova Era trai seu infantilismo e sua fingida "totalidade", porque o lado escuro da natureza humana é quase sistematicamente ignorado. Assim nós tambem temos que conhecer nossa natureza sombria é por isso, que a Umbanda-Astrologica vê a grande importancia de se estudar e compreender o lado obscuros dos Exus.
A era cristã promoveu uma ética de perfeição em sua ênfase sobre a figura de Jesus Cristo, mas uma era genuinamente nova ou vindoura estará, para Jung, baseada sobre uma ética da totalidade, cujo foco não será Jesus, mas o Espírito Santo: "O Espírito Santo é uma reconciliação de opostos, e daí a resposta ao sofrimento no Ente Supremo que Cristo personifica". Uma Nova Era do Espírito, de acordo com Jung, apresentará não a segunda vinda de um Cristo humano, mas "a revelação do Espírito Santo a partir do próprio homem". A Era Vindoura não destruirá o Cristianismo, substituindo-o com paganismo, mas transcenderá o Cristianismo histórico substituindo a imitação de Cristo pela experiência direta e vivente do Espírito Santo. O próprio Cristo insinuou (João 16:7-13) que o Espírito Santo ou Confortador viria depois dele, não apenas para derramar as línguas do Pentecostes sobre seus discípulos, mas para impregnar toda a humanidade com o "espírito da verdade". Para Jung, portanto, uma compreensão correta da totalidade é essencial não apenas para nossa saúde psicológica pessoal, nosso bem-estar moral e ético, e nosso senso humano de sentido da vida, mas é o padrão pelo qual participamos na auto-evolução do divino. É por isto que Jung insiste através de seus escritos que nós devemos manter a tensão entre os opostos e nos movermos adiante; não devemos relaxar a tensão de modo que os opostos percam sua definição e retornem ao uroboros primevo (a tal sopa primordial): "Sem oposição não há fluxo de energia, não há vitalidade. A falta de oposição leva a vida a uma estagnação aonde quer que tal falta alcance".
Em pleno predomínio, desde o momento em que Jesus nasceu em Belém, Peixes já iniciou seu declive. Durante seu reinado predominou fundamentalmente o cristianismo em nosso planeta, que, além disso e curiosamente, apoderou-se em seus inícios dos símbolos próprios deste signo aquático: seus pregadores eram pescadores de almas, seus seguidores agrupavam-se sob o signo de peixes e sua máxima oferenda era o sacrifício do cordeiro pascoal, símbolo de Áries, como dando a entender a total superação desta era, que foi a imediatamente anterior.
Estamos, pois, saindo de uma era de grandes movimentos espirituais, porém escuros, ameaçadores, sangrentos em sua prática. Está terminando uma humanidade que foi passiva, uniformada e disciplinada em seu aspecto, mas tormentosa no interior, com paixões, impulsos e desejos, sempre controlados, sempre contidos. Uma era de fanáticos e navegantes, de militares e sacerdotes. Assim vemos que cada Era representa um ciclo e cada ciclo um raio de ação das Forças Astrais, sobre o mundo. Então com a vinda da Era de Aquario, o Raio de Xangô da lugar ao Raio do Grande Senhor Yorima, que trará muitas adaptações importantes.

A Terra leva para passar pela influência dos doze signos do zodíaco 25.920 anos, formando assim o platônico ano. A passagem por cada um dos signos é de 2.160 anos, que é o platônico mês. Este é o Zodíaco Sideral, das constelações que determinam as grandes Eras Cósmicas. Já passamos pelas Eras de: Leão, Cancêr, Gêmeos, Touro, Áries, Peixes e, estamos adentrando na Era de Aquário.
A Era de Leão se iniciou por volta de 10.509 a.C , quando a criação da vida se iniciava, segundo documentos que mostram o homem como um ser humano, e se estendeu até a 8.000a .C. Era de Aquário (2.001 a 4.000) é a ERA de grande Expansão da Comunicação. Nesta Era, temos a nosso dispor instrumentos científicos que cada vez mais incorporam o nosso dia-a-dia e a vida cotidiana de qualquer indíviduo e a luta ,não mais individual , mas coletiva, comunitária pelos Direitos Humanos reconhecidos e exigidos.
O homem reencontra-se com a divindade. É a Era do Espírito, que profetiza o viver do homem em sintonia com o Pai Celestial. É a Era do Ser Crístico. O amor como elemento Universal será a grande conquista do homem. O amor que mantém a criação de Deus em todoas as dimensões; amor como manifestação inesgotável de fonte de vida; como energia criadora e que reflete a eternidade. O amor será a concepção que o homem terá de Deus na Nova Era. Seja em qualquer era em que o homem esteja, sempre os iluminados e que querem evoluir buscarão concexão e harmonia com o Criador. Então busquemos a Deus, todos os dias de nossa vida.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

O poder na Mão


*** CORRESPONDÊNCIA DOS DEDOS ***

Para termos uma vida feliz, é preciso, antes de tudo, harmonizar o coração e entrar em equilíbrio através dos nossos centros de energia vital.
O corpo humano possui sete pontos que são chamados chacras e que vibram com uma determinada cor. Na Antigüidade, os sábios e sacerdotes hindus conseguiam ver perfeitamente essas cores girando em sete pontos ao longo da coluna vertebral.
Se ativarmos esses centros energéticos com as chamas das velas podemos gerar equilíbrio interno e proteção divina. Cada dia da semana corresponde a um chacra e conseqüentemente a uma vela com sua cor.

A precisão de sua eficácia pode ser aumentada mediante o conhecimento das correspondências simbólicas que vincula cada um dos dedos a um órgão ou função.

1- Polegar: Age sobre os maxilares, a linfa, orelhas, faringe e sistema respiratório; Poder de Venus, Oxossi e traz o poder dos desejos, dos sentimentos e dos bens.

2- Indicador: Age sobre o sistema nervoso central, vitalidade vontade e ação (Eu consciente). Intestino grosso e toda a coluna; É o poder de Jupiter, de Xangô e o que aponta a Justiça.

3- Médio: Age sobre circulação, alergias, crânio e pés (dedo da vida material); Influência sobre o conjunto das funções corporais e sobre os ossos; É o poder de Saturno, de Yorima e o que se refere ao Carma e a vida material.

4- Anular: Age sobre o sistema gênito urinário, digestivo, sistema nervoso periférico, simpático e parasimpático, hipófise e tiróide (sabedoria, EU SUPERIOR); O poder do Sol, de Oxalá, ligado a espiritualidade e a paz.

5- Minguinho: Sistema circulário. Age sobre o coração, intestino delgado e emoções (eu subconsciente). Tem o poder de Mercurio, age tanto com o poder de Ibejis, quando de Exu, e induz a comunicação e o contato.

As velas e os chacras

1- Chacra básico: localiza-se na base da coluna. Nos dá sustentação para a vida e para a força física. Relaciona-se com os rins, coluna vertebral, pernas e pés. Use a vela vermelha.
2- Chacra do sacro ou umbilical: está localizado entre o osso púbico e o umbigo. Comanda a energia emocional, os relacionamentos sexuais e os órgãos reprodutores. Use a vela laranja.
3- Chacra do plexo solar ou esplênico: localiza-se sob o diafragma. Sustenta o baço, o estômago, o fígado, a vesícula e o sistema nervoso. Rege o poder, o valor pessoal e a percepção intuitiva. Use a vela amarela.
4- Chacra cardíaco: está localizado à direita do coração. Rege o caminho em direção à luz e à consciência superior. Sua energia traz alegria, felicidade, amor fraternal e compaixão. Use as velas rosa e verde.
5- Chacra laríngeo: localiza-se na garganta. Rege o maxilar, cordas vocais, boca, dentes, língua, canal alimentar e aparelho respiratório. Use a vela azul.
6- Chacra central ou frontal: está localizado na testa. Rege o crescimento e a coordenação. Canaliza energia para o corpo físico através da glândula pituitária. Use a vela lilás.
7- Chacra coronário: localiza-se na parte de cima da cabeça. Rege a parte superior do cérebro, o olho direito e a glândula pineal. Use a vela branca.

-As velas o os anjos
Os anjos são os mensageiros de Deus. São seres inteligentes,delicados, puros e amáveis. Para entrar em contato com os anjos, você poderá utilizar-se de velas. Acender uma vela todos os dias para o seu anjo é muito bom, saudável e eficaz. Você pode fazer pedidos a seu anjo e usar velas de cores diferentes. Veja a relação das velas referentes a cada arcanjo (tipo elevado de anjo):

Metraton: vela azul-esverdeada
Raziel: vela violeta e laranja
Tzaphkiel: vela verde ou turquesa
Tzadkiel: vela azul clara com detalhes dourados
Kamael: vela vermelha-escura ou vinho com detalhes dourados
Raphael: vela verde-clara, lilás o azul clara
Haniel: vela amarela, azul clara e verde clara
Mikael: vela amarela
Gabriel: vela creme ou amarelo-claro

-As velas o os Orixas
Orixás são divindades que se originaram da África Ocidental e que atuam como intermediárias entre o Deus Supremo e os homens.
No Brasil são conhecidos e cultuados 16 Orixás e você pode acender velas para cada um deles:

Xangô: vela marrom e Verde
Ogum: vela azul-marinho e laranja usa tambem a vermelha dependendo da ação.
Obaluaiê: vela branca e preta, mas em vibrações superiores, Marron
lemanjá: vela branca, prata e azul-clara.
Oxossi: vela azul-clara, mas tambem usa-se o verde.
Oxum: vela amarela, dourada e branca
Oxalá: vela branca e azul-clara, tambem o amarelo ouro.
Logun-Edé:a amarela e azul-clara, como tambem o verde.
Exu: vela preta e vermelha
Iansã: Vela vermelha, como tambem Laranja.
Nanã: vela lilás
Euá: vela vermelha a branca, amarela e marron.
Ossaim: vela branca e verde
Oxumarê: vela amarela e prata, laranja e lilás.
Obá: vela azul e branca
Ibeji: velas de todas as cores

-As velas e os dias da semana
As velas também estão relacionadas com cada dia da semana. Você pode, a cada dia, acender uma vela de determinada cor e pedir ajuda e proteção para o seu anjo da guarda:

Domingo: vela amarela
Segunda-feira: vela branca-pêssego
Terça-feira: vela vermelha
Quarta-feira: vela rosa
Quinta-feira: vela azul
Sexta-feira: vela verde ou verde-clara - maça verde
Sábado: vela lilás - uva e marron.

Conheça primeiro a ritualistica antes de fazer uso de sistemas magicos.

Carlinhos Lima - Pesquisador.

Quiron se mostra no mapa de forma variada.


Como eu disse antes, eu incluo todos os orixas, ja cultuados no Candomblé na Umbanda-Astrologica, pois não descarto os conhecimentos e conceitos do Candomblé que é uma religião fantastica. Além de ja ter comprovado a existencia e ação dessas entidades ajudando aos filhos de fé sempre. Como por exemplo, o maravilhoso Oxumaré que traz muita riqueza, conhecimento e ensinamentos a seus filhos. E capto essas vibrações no mapa, não só através dos planetas convencionais usados na Astrologia, tradicional, mas, tambem nos astos usados na Astrologia Moderna, como Quiron e o Ponto de Lilitgh. Aliás, creio que um dia, os signos de tem regenicia de um planeta que rege dois signos ainda serão corrigidos. Como por exemplo Virgem. Eu creio que Virgem ainda terá um outro regente, mas, isso fica por futuro.
Então vamos falar um pouco sobre Quiron.

Quíron astronômico

Quíron é um corpo celeste descoberto no Sistema solar em 1/11/1977 pelo astrônomo Kowal, situado entre as órbitas dos planetas Saturno e Urano e cruzando excentricamente as órbitas de ambos. Astronomicamente causou muitas dúvidas sobre sua real classificação; já foi considerado um planeta ou planetóide, um cometa ou um grande asteróide.
Quíron leva entre 50-51 anos para fazer sua órbita ao redor do Sol. Sua órbita elíptica faz com que ele tenha uma duração variável de tempo em cada signo. Permanece em Áries por mais de 8 anos e em Libra pouco mais de 18 meses.

Quíron como ponte de ligação entre os planetas interiores e exteriores

Quíron gira em torno do Sol, descrevendo sua órbita entre Saturno e Urano; é considerado uma ponte de ligação entre os planetas interiores e os transpessoais Urano, Netuno e Plutão. Através das experiências de Quíron os planetas transaturninos tornam-se mais acessíveis, ele é simbolicamente uma ponte entre o mundo transpessoal e a nossa realidade concreta, representada pelos planetas até Saturno.

A órbita de Quíron é altamente elíptica, fazendo dele "o planeta que rege as formas espirais de evolução, enquanto os outros planetas nos ensinam de um modo circular".(Barbara Hand Cloud)

"Quíron parece ter a função de nos tornar mais conscientes do que está cristalizado, de preconceitos e coisas que não funcionam mais (Saturno) e nos preparar para as mudanças (Urano)".
(Vanessa Tuleski)

Sincronismo de Quíron com a Nova Era

"Tão logo um planeta é avistado pelos astrônomos, sua energia se manifesta na terra. Quíron rege a cura com as mãos, os cristais, a alquimia da iniciação, qualquer alteração efetiva do corpo pela mente ou espírito, graças ao encontro de nosso guia. Rege todos os processos que permitem construir a forma saturnina na Terra e, depois, trazer a consciência superior - luz branca de Urano - e a energia para essa forma. Essa energia está presente na Terra desde a descoberta de Quíron".
(Barbara Hand Clow)

"O aparecimento de um novo corpo celeste anuncia uma mudança de consciência na sociedade e reflete desenvolvimentos históricos cruciais". (Howard Sasportas).

"A chegada de Quíron em 1977 ocorreu numa época em que ficaram óbvias, repentinamente, soluções básicas para as principais questões mundiais do momento - apesar dos ideais e sonhos terem estado no ar já fazia algum tempo, desenvolveram-se movimentos definitivos, que ofereceram oportunidades reais para romper com situações "travadas": feminismo, o movimento verde, os movimentos locais do Terceiro Mundo, curas alternativas, auto-ajuda, ação comunitária e o movimento pacifista, além de muitas variantes locais. Quíron precipita questões como essas para que se possa erguer pontes, criar vínculos e dar-se início a atividades que constituem uma transição plausível e viável para qualquer nova ordem que se faça necessária na época".(Palden Jenkins).

O mito

Na mitologia grega, Quíron era um centauro, metade homem-metade cavalo, filho da união ilícita entre o deus grego imortal Cronos (Saturno), que tomou a forma de um cavalo, e uma mortal, a ninfa do mar Filira. Era neto de Urano (Céu) e Gaia (Terra), meio-irmão de Zeus (Júpiter). Era também um imortal, portanto em parte divino, em parte animal. Rejeitado pela mãe, horrorizada com sua aparência, abandonado pelo pai, a rejeição parental foi sua 1ª ferida.
Foi acolhido e educado por Apolo (Sol) e Artemis (Lua) e recebeu deles os ensinamentos que o tornaram um grande sábio; estudou uma ampla variedade de assuntos desde artes, música, poesia, filosofia, lógica, ciência, ética, artes marciais, artes divinatórias e profecias, incluindo Astrologia.Seu lado animal deu-lhe sabedoria terrena e proximidade com a natureza, conhecendo as propriedades medicinais das ervas, ele praticava a cura e a naturopatia. Sua fama como sábio espalhou-se e tornou-se um mestre e educador para muitos filhos de deuses e mortais, iniciou terapeutas, músicos, magos e guerreiros, incluindo Orfeu, Asclépios, Hércules, Jasão, Aquiles. "Quíron preparava as pessoas para serem heróis, ensinando não apenas métodos de sobrevivência, mas valores culturais e éticos, o que os tornava aptos a servirem seus países ou de um todo maior do qual fizessem parte".(Sasportas)
Acidentalmente ferido na coxa, (aqui há várias versões, desde a coxa até o pé, mas de qualquer forma em seu lado animal) por Hércules, um de seus alunos, com uma seta envenenada com o sangue da tenebrosa Hidra de Lerna; o veneno era tão potente que fez uma ferida incurável, até mesmo para a medicina de Quíron. Não morreu por ser um imortal, mas sofreu terrivelmente, até que através de um pacto com o titã Prometeu (que havia sido castigado por Zeus por ter roubado o fogo dos deuses e entregue aos homens e estava acorrentado a uma montanha, bicado eternamente no fígado por abutres) Quíron renunciou à sua imortalidade, tomando o lugar de Prometeu e descendo ao Hades e assim ambos libertaram-se de seus sofrimentos.
Quíron foi tirado de lá e então transformado por Zeus na constelação do Centauro, em reconhecimento às suas muitas realizações positivas e, para desta posição elevada poder ser uma inspiração visível para toda a humanidade.

Simbolismo =Temas quironianos

  • Arquétipo do "Curador Ferido"
  • Sofrimento e cura, crescimento através do sofrimento
  • Instintos feridos
  • Perda, sacrifício, dor, renúncia, vulnerabilidade
  • Testes, provas
  • Reintegração do corpo e mente, instintos e razão, harmonia entre corpo e mente
  • Reconexão com os instintos
  • Unidade entre espírito e matéria
  • Consciência bioespiritual
  • Pensamento holístico
  • Ecologia
  • Necessidade de individualidade e conexão com o transpessoal
  • Iniciação, individuação, integração
  • Autoconhecimento
  • Mestre interno, caminho
  • Desenvolver e criar qualidades em outros; favorecer o crescimento dos outros
  • Contribuição, propósito, devoção a uma causa
  • Natureza de nossa contribuição para a vida
  • "Impulso genuíno de expressar a verdadeira individualidade a serviço da vida como um todo"
  • Quíron impele à ação em benefício da totalidade cósmica
  • Auto-sacrifício para a realização de um bem comum
  • Chave para encarar a morte com plena consciência
  • Vítima, Agressor e Salvador
  • Figuras quironianas: xamã, curandeiro, sacerdote, mediador, mestre, guru, homens sábios, homens feridos
  • Adivinhação, a mediunidade, o tarô, a cura com as mãos, os cristais são regidos por Quíron.

Quíron:

  • Metade superior - o curador sábio
  • Metade inferior - o animal ferido

Psicologicamente, segundo Melanie Reinhart, há 3 grupos de figuras envolvidas:
O "Curador" ou "Salvador" - Sábio, mentor, guia, profissional da cura, o que serve aos outros, curador interno
O "Ferido" - Intrusos, vítimas, bodes expiatórios
O "Agressor" - "Aquele que fere" - Agressor interno
*Em geral, uma das figuras está mais proeminente.

Atuação de Quíron

"Quíron impele à ação em benefício da totalidade cósmica. Quíron solicita mudanças e atividades em prol das necessidades cósmicas/gerais, sugerindo que usemos nossos dons pessoais e intuições para resolver questões bem concretas e paradoxais, dotadas de significado pessoal e transpessoal. Como Urano, Quíron atua através do conhecedor dentro de nós, desafiando-nos a abandonarmos nossos preconceitos e racionalidade e incentivando-nos a seguir aquela centelha de ação iluminada em nós que faz exatamente aquilo que é mais apropriado, de diversos pontos de vista ao mesmo tempo.
Quíron nos remete à questão mestre-vítima, e a nossa capacidade de resolvermos enigmas que não têm precedentes. Ele realça nossas habilidades mágicas - o desafio às expectativas, a criação de milagres ou à capacidade de seguirmos e encontrarmos o caminho mais curto para atravessar o labirinto. Quando Quíron está forte, apresenta-se a nós muitos problemas e dilemas, aparentemente impossíveis de resolver, que podem ser magistralmente elucidados por meio de uma mudança contextual, uma expansão da percepção e uma abertura de nosso brilho e genialidade - ou, muitas vezes, do bom e velho senso comum, que antes não tínhamos vislumbrado. Acontecem coisas estranhas, mas elas têm significado no quadro geral. Quando tudo parece impossível e temos de desistir, abrimo-nos a Quíron e encontramos a chave que abre a porta que bloqueia nosso caminho. Tudo o que acontece em relação a Quíron parece destinado a acontecer. Sincronicidades e extraordinárias reviravoltas e aberturas, orientação interior e situações que nos abalam profundamente, caracterizam a ação de Quíron. Nossa tarefa consiste em facilitar o caminho do fluxo universal em nós, pois, quando agimos em harmonia com essa Força nossa capacidade de criar obras-primas de aparentes fracassos aumenta, levando a resultados onde os benefícios gerais e pessoais se igualam". (Palden Jenkins).

Padrões de Quíron

Astrologicamente Quíron está relacionado ao tema da dor e da cura.
A nível pessoal, representa a natureza das feridas psicológicas mais profundas, que recebemos nas primeiras fases da vida, conflitos e problemas que exigem solução, com origem na infância ou que são inconscientes, mostrando áreas em que somos vulneráveis.
A configuração de Quíron quase sempre descreve o tipo de conexão existente entre o indivíduo e seu sofrimento interno, bem como um caminho passível de levá-lo à cura.
Por exemplo, Quíron em aspecto com Vênus - vivenciam tanto as feridas quanto a cura através dos relacionamentos.

Quíron nos signos, casas e aspectos

"A posição de Quíron na casa pode nos mostrar onde fomos feridos ou machucados de algum modo e, através dessa experiência nos fazer obter um tipo de sensibilidade e de autoconhecimento que nos capacita a entender e ajudar melhor aos outros". (Sasportas).

Trânsitos de Quíron

Dale O'Brien diz que trânsitos críticos de Quíron indicam quando e como um indivíduo é desafiado a crescer sobre a adversidade ou mediocridade que cercam a sua vida e a perceber um destino maior envolvendo-o. Cita que o Dalai Lama foi premiado com o Prêmio Nobel da Paz com Quíron em trânsito em conjunção com o Sol em Câncer, o que era um desafio à humildade do seu ego e à sua existência não-mundana; mas que aquele desafio era excedido em valor pela oportunidade que veio com a aceitação do prêmio: "Se eu gosto disto ou não, eu estou neste planeta, e é bem melhor fazer algo para a humanidade" disse então o 14º Dalai Lama, que não só aceitou o prêmio, mas tornou-se uma presença importante como líder espiritual e político, trazendo visibilidade mundial à questão do Tibete ocupado pela China.

Retorno de Quíron

O retorno de Quíron a sua posição original acontece em algum momento entre 49-51 anos. A volta de Quíron representa um ponto de escolha: nós estamos nos movendo para a morte ou nos movendo mais profundamente para dentro da nossa espiritualidade e essência? Para aqueles que têm trabalhado na cura de suas feridas e estão abertos para sua espiritualidade pode ser um período verdadeiramente notável em suas vidas. Pode ser um tempo de grande criatividade e que nos permite encontrar nosso próprio lugar no mundo. Por outro lado, se as lições de Quíron não tiverem sido integradas e a pessoa não tiver se aberto para o reino espiritual isto pode ser um teste se não uma mortal experiência.(James Jarvis).

Dale O'Brien coloca de forma interessante, através da Oração da Serenidade as interações astrológicas entre os planetas, para uma perspectiva positiva de Quíron na vida.

Bem para o conhecidor das influencias dos orixas, pode ter detectado facilmente, a sincronia desse astro, com um orixa muito ligado a movimento, cura etc. Bem, ele se revela no mapa comom um orxa que trabalha pela linha não só da cura, mas, da Justiça. Essa cura, a que Quiron tanto fala a nós tambem é a punição dos culpados que de certa forma cura a dor de uma vitima como ativa o sentimento de verdade vindas do Raio da Justiça. Assim com essa complexidade ele é o identificado de alguns orixas que são mostrados pela mitologia como irmãos, dependendo da configuração e da posição desse astro. Como está ligado a dores que envolvem relacionamentos, ele pode se mostrar na regencia de Ossaim que se esconde pra não sofrer, ou nos dons de cura de Oxumaré que tem o dom de se transformar em animal (a serperte) e em especial como Iroko, que é irmão dos dois primeiros, mas, que atua como um sozia ou sincronimo mais oculto de Xangô sendo até confundido em muitos templos com o Orixá da Justiça. Como Kiron o Orixá do Tempo Iroko, Senhor da Gameleira, mostrando a força dos Ancestrais, ele se revela na configuração como um todo, na energia do Centauro mas, que vibra não apenas por Sagitario, mas, tambem no Raio de Yorimá pelas vibrações de Aquario. Assim, temos que ver os aspectos da configuração como um todo, pra identificar qual orixá oculto de cura e evolução que Quiron nos apresenta no Horoscopo.

Dados obtidos na pesquisa de ELIANA GRASS XAVIER PARA O GRUPO DE ESTUDOS EIXO_39 - ABRIL 2001.

Carlinhos Lima - Estudos e Pesquisas de Umbanda-Astrologica.

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