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A pombagira

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Os Guias dos mediuns

O médium de Umbanda possui um e somente um guia de cabeça. O guia é a entidade responsável pela faixa vibratória do médium; é aquele que comanda e autoriza o trabalho espiritual das outras entidades que, porventura, o médium incorporar, e pode ser um (a) caboclo (a) ou um (a) preto (a)-velho (a). As demais entidades do médium são chamadas de protetores o guia de frente. O guia nem sempre se apresenta no início do desenvolvimento mediúnico do aparelho (médium). Às vezes, outra entidade, chamada desenvolvedora, se apresenta e desenvolve o aparelho até que ele tenha boas condições de sintonizar a vibração do guia chefe.
Só após ter certeza da presença do guia chefe, confirmado pelo pai no santo ou dirigente do trabalho, é que o médium poderá realizar o ritual de Feitura no Santo ou Feitura de cabeça, onde ele assume um compromisso definitivo com a religião umbandista.

Na Umbanda, os médiuns, são envolvidos por espíritos de luz, ou seja, entidades evoluídas que realizam trabalhos de orientação espiritual, cura e ajuda nos problemas de ordem física e ou espiritual. Estas entidades incorporadas pelos médiuns são, salvo algumas exceções, os chamados Guias. Na Umbanda, ao contrário do Candomblé, não se incorporam Orixás. São incorporados os ditos falangeiros, espíritos que estão ligados a uma das sete vibrações dos Orixás. Este fator costuma causar alguma confusão nas casas(templos), pois muitas entidades se identificam com o nome do Orixá, ao invés de citar que é um falangeiro. A incorporação dos Orixás é uma característica e conceituação do Candomblé e não da Umbanda. Os Guias têm diferentes grupamentos, formando falanges de entidades afins, de mesma característica e roupagens. Estão divididos, principalmente segundo a especialidade do trabalho, tanto no astral como a que estarão desempenhando junto ao grupo de trabalho do meio físico(médiuns). Assim temos os chamados grupamentos na Umbanda.

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Umbanda-Astrologica e o poder da intuição

Intuição e mediunidade são termos normalmente associados ao Espiritismo no entanto podem existir bons médiuns, mesmo ignorando as obras de Allan Kardec e que professem outras crenças como o Catolicismo, o Protestantismo, a Teosofia, o Esoterismo, o Budismo, o Islamismo, o Hinduísmo e o Judaísmo ou que pertençam à diversas ordens iniciáticas como a Maçonaria, Rosa-Cruz, Templários, etc. e que possuem alto critério espiritual, mesmo alheios aos postulados espíritas.


Isso porque todas as pessoas possuem um certo grau de mediunidade, sabendo ou não deste fato. Há vários tipos desse dom do ser humano, o mais comum e que cada um de nós já pôde experimentar algum dia é a intuição. Intuição é uma palavra de origem latina "In tueri" que significa "olhar para dentro".
Todo mundo nasce com essa vocação, o difícil é coloca-la em prática. Na correria do dia a dia, quase ninguém tem tempo, vontade e paciência para ouvir os sinais da intuição, e sem esses ingredientes , não é possível captar as mensagens enviadas por ela antes de tomar uma decisão.

A mediunidade permite o intercâmbio entre as duas dimensões principais que formam a nossa vida : a material ( Corpo ) e a imaterial ( Espírito ). A intuição não é truque, ela faz parte da natureza humana e age no lado direito do cérebro, responsável pelas emoções. Quando uma mensagem intuitiva brota na mente, o lado direito do cérebro encaminha essa mensagem para o lado esquerdo, que é ligado ao intelecto e a razão. No momento em que essa informação é interpretada, o organismo libera substâncias químicas, que estimulam a atividade cerebral. Por isso a pessoa tem a impressão de que algo vai acontecer. Nesse instante, sente o coração bater mais rápido, pode suar e ficar com a pele avermelhada.

Esse processo é defendido pela neurologia, a área da medicina que estuda o funcionamento do cérebro. Porém os místicos têm outra explicação; para eles, a intuição é "soprada" pelo plano Divino, seja por meio dos Anjos ou de "Espíritos do Bem". Esses seres de luz beneficiam as pessoas com a capacidade de intuir para que elas se apeguem menos aos bens materiais e possam reconhecer a importância dos valores espirituais para a evolução da alma.

Os místicos vão mais além , segundo eles, é possível não apenas usar a intuição para receber auxílio no presente, como também recorrer a esse dom para lembrar de acontecimentos experimentados em outras vidas, corrigindo os erros do passado. Quantas vezes você já foi apresentado a uma pessoa e teve a impressão de que o rosto dela lhe é familiar ? Pode ser obra de sua intuição, que o(a) desperta para uma outra época em que você e essa pessoa compartilharam momentos, sejam eles bons ou ruins. Por algum motivo, a sua memória é ativada para que juntos, possam "acertar as contas" na existência atual e prosseguir no desenvolvimento espiritual.

Os sonhos também podem ser canais de expressão da sua intuição, muitas vezes, forças espirituais transmitem conselhos ou avisos durante o sono. Quem sonha com a morte de uma pessoa querida e esse fato se confirma, deve aceitar esse aviso como uma preparação emocional para aquele acontecimento. Mas os sonhos não são apenas mensageiros de eventos infelizes, muitos cientistas fizeram grandes descobertas por meio de mensagens recebidas enquanto dormiam. Friedrich Kekulé em 1865, sonhou com uma estranha cadeia molecular, acordou assustado, porque o sonho havia lhe revelado a fórmula do benzeno, utilizado na fabricação de inseticidas e plásticos em geral.

Você pode "ouvir" o que os seus sonhos dizem. Habitue-se a anotar num caderno as imagens trazidas pelo inconsciente assim que acordar. Dessa forma, ficará mais próximo(a) das suas emoções e, portanto sensível ao poder da sua intuição.

A história está repleta de fatos curiosos que atestam a validade da intuição. Júlio Rasec tecladista dos Mamonas Assassinas, deixou gravado em vídeo o seu mal pressentimento em relação ao acidente que se confirmou em março de 1996, onde ele e os amigos perderam a vida em um acidente de avião. James Dean, ignorou o alerta feito por um amigo de que sofreria um acidente automobilístico, uma semana depois bateu com seu Porshe que havia comprado há uma semana e morreu na hora.

É preciso estar preparado para conviver com uma intuição forte, pois como podemos constatar nem sempre as mensagens são agradáveis. Ficamos deprimidos quando reconhecemos a nossa impotência diante de fatos que conseguimos prever, mas que não podemos evitar. Muitas vezes ficamos com a impressão de que fomos nós que provocamos aquele fato, o que não é verdade. Por essa razão é preciso praticar diariamente rituais e exercícios espirituais, como : mantras, orações, meditação e boas leituras, para que nosso espírito possa suportar a carga emocional que acompanha essas premonições.

O êxito do trabalho intuitivo e mediúnico depende muito mais de renúncia, desinteresse, humildade e ternura de seus praticantes do que de qualquer manifestação fenomênica espetacular, que empolga os sentidos físicos mas que não converte o espírito ao Bem.

Freqüentemente nos perguntam se intuição é apenas um dom ou pode ser desenvolvida, e a resposta é : Intuição é um dom que precisa ser exercitado para desenvolver-se.

Saiba que todo mundo tem um pouco de intuição, basta exercitá-la, acredite mais nos seus pressentimentos e saiba que nem tudo no Universo tem explicação científica. Para ativar o seu dom, fique algum tempo só, não seja tão racional e preste mais atenção à sua voz interior. Você descobrirá um Universo maravilhoso no seu interior !
Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

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Exu e sua profundidade!

 O Grande Mago da Encruza


Nenhum outro orixá causa tanta polêmica quanto Exú. Existe muita desinformação e falta de conhecimento a seu respeito, inclusive por parte de muitos babalorixás. Isso ainda mais, por

Justificarcausa de querer se aceitar Exu como uma evolução de Egun. Na verdade os eguns militantes na linha de Exu, são os de grau mais baixo. Os chefes de falange e legião são mais evoluidos. E mesmo que tenha algum num grau mais alto num posto mais importante ele certamente ja evoluiu e passou por diversas reencarnações pra isso.

O sincretismo entre os orixás e santos católicos é impossível, pois essa associação ocorreu numa época em que as pessoas foram impossibilitadas de cultuar seus orixás, devido à proibição da classe dominante. Os escravos escondiam os assentamentos embaixo das imagens católicas, numa tentativa de preservar as suas tradições. Por isso, a associação de Exú com o diabo, que existe em outros cultos, é uma forma ridícula de tentar denegrir a imagem desse orixá.


Exú é um orixá muito importante e foi o terceiro elemento criado diretamente por Olorun, com a mesma matéria que seria usada, mais tarde, para a criação da Terra e das criaturas. Nasceu para ser um comunicador, fazendo a ligação entre todos os orixás e os seres criados. Mas, se engana aqueles que insistem em afirmar que Exu não é bom nem mal. Na verdade os exus em evolução podem até estarem nessa fase, por estarem ainda em evolução, mas, os Exu de Lei, não se prestam aos caprichos de magos e mediuns, pelo contrario eles são muito competentes em cumprir a Lei do Carma como tambem para punir os espiritos malignos.

Exú é sempre reverenciado em primeiro lugar, antes de qualquer outro orixá, para que todas as oferendas e obrigações cheguem ao seu destino. Sua função é a de intermediário, ou elemento de transição, entre o céu (orun) e a Terra (aiye). É ele quem carrega todos os ebós para os lugares designados, mas isso, ao contrário de ser uma função subalterna, é essencial para promover a limpeza de toda energia negativa. De nada adianta oferecer um banquete completo para um determinado orixá, se Exú não for devidamente reverenciado para ser o portador da mensagem que está contida na oferenda.

As funções de Exú são muitas, e todas de extrema importância para o equilíbrio do universo, como, por exemplo, estabelecer a comunicação entre nós, seres humanos, e o nosso orixá ou protetor particular. Todos nós temos um Exú, que é individualizado, com suas formas, ou qualidades, bem definidas.

Todos têm Exú, mesmo aqueles que o tratam como demônio. Sem ele, não existiria vida, evolução, movimento, crescimento, dinamismo; enfim, estaríamos completamente estagnados e sem rumo.



Exu é o guardião de todas as passagens, inclusive entre o céu e a Terra, e das porteiras que existem em nosso mundo. É muito importante que ele fique guardando a entrada, para não deixar passar influências negativas e pessoas maléficas que possam nos prejudicar. Alguns babalorixás evocam o orixá Exú para render-lhe homenagem, mas, logo em seguida, pedem que ele vá embora para não atrapalhar as cerimônias sagradas. O que se deve fazer é pedir que ele fique guardando a porta de entrada do barracão para impedir a entrada de eguns e das oxorongás.

Não apenas os seres humanos, mas todos os seres vivos do mundo, têm o seu Exú, assim como todos os orixás (com exceção de Iroko), e todos os presságios, ou Odús do jogo de Ifá, e até mesmo Exú, têm seu próprio Exú. Interessante Né? Mas, é verdade. É a questão basica do Juntó atuanto em escalas desde o Plano Astral até o Plano Fisico. No entanto, esse segredo é muito mais profundo do que se possa imaginar.

Esse orixá não tem nada em comum com alguns rituais em que o sacerdote usa longas capas pretas, como as do conde Drácula. A pessoa reage como se estivesse incorporada por um espírito terrível e vingativo, fazendo trejeitos e vociferando coisas hediondas. Na verdade a energia de Exu é um espelho e reflexo do próprio médium. Tem exus, pacíficos que vibram na frequência de um orixá pacifico e ordeiro. Que desordena o Exu é o próprio médium. Pois a real função de exu é ajudar o medium a controlar seus desejos ocultos inconscientes e não força-lo a ser um viciado ou desordeiro. Pelo contrario ele vem ajudar a manter a ordem de seu próprio ser.

Um outro desrespeito, ou equívoco, que se comete contra esse orixá é o fato de associá-lo aos malandros de rua, cafetões e pessoas sem caráter, vestindo ternos brancos, gravatas vermelhas, cartolas e bengalas. Existem também as mulheres que se vestem com roupas de cabaré, usando piteira e taças de champanhe. Esses tipos de roupas e atitudes não pertencem à cultura de Exú. Exú é um ser encantado que tem como características a astúcia e a perspicácia, sabendo exatamente como achar os pontos fracos dos seres humanos, e isso não tem nada a ver com malandragem. Mas, a grande maioria dos exus qua trabalham no plano físico se apresentam assim para testar os chefes do terreiro e pra ajustar a frequência vibratória do médium.

Exú é um orixá que conhece o íntimo do ser humano porque foi criado do mesmo material que nós. Ele sabe tudo o que nós precisamos para viver, como trabalho, dinheiro, moradia, amor, sexo, etc. Ele está intimamente ligado a nós e ao nosso protetor; por isso, em determinadas situações e problemas, nós podemos recorrer diretamente a Exú, para que ele nos abra as portas e limpe nosso caminho dos obstáculos. Em nosso ser ele atua na frequência do subconsciente, ligando o Inconsciente ao Consciente servindo assim de filtro.

Toda casa de Candomblé reserva determinados dias por ano para prestar obrigações a esse orixá, tanto para o Exú de nação, como o do babalorixá e o de cada iniciado que já tiver assentado o seu. Nessas ocasiões, deve-se dar corretamente as oferendas sagradas para cada uma das formas ou qualidades de Exú reinantes nesses terreiros, ou seja, não realizar uma única oferenda para todos os Exús coletivamente, como fazem muitos babalorixás. Cada um tem sua preferência, ou, como dizemos no Candomblé, cada Exú come de uma determinada maneira. Portanto, não se pode dar uma comida comunitária para essas qualidade do mesmo orixá. Isso causa muita "quizila" nas casas que agem desta forma, desencadeando um processo inevitável de desagregação do axé (força, poder), além de uma crescente desunião entre os participantes, devido à falta de comunicação e harmonia. É preciso ter muito conhecimento sobre esse orixá para alcançar suas graças e não desrespeitá-lo a todo momento. As pessoas pensam que cada Exú é igual que recebe as mesmas coisas e quem tem o mesmo poder, cada um é cada um.

Tem exus que não aceita bebidas fortes, não quer sangue nem sacrifícios, mas, outros querem sim. Alguns não querem charutos, e velas coloridas são mais aceitáveis. Apenas alguns precisam de coisas mais pesadas. Como velas pretas e elementos de magia negra.

Exú é muito importante no oráculo de Ifá, revelando os mistérios de cada Odú e de todos os orixás. Orunmilá, que recebeu dele o oráculo divinatório, é um orixá fun-fun, e a ele está intimamente ligado, com muita harmonia. Portanto, não existe "quizila" (espécie de incompatibilidade) entre os orixás fun-fun (branco) e Exú, ou com os orixás que carregam o vermelho ou o preto. O que existe é um respeito com as interdições de cada um.

Uma característica marcante de Exú é ser o detentor e o transmissor da fertilidade e da fecundação. Esse orixá cuida da parte sexual dos seres vivos e de seus órgãos de reprodução. Nas diversas formas de representar esse orixá, como estátuas e ferramentas, vemos em destaque a genitália masculina e feminina. Algumas esculturas de Exú exibem uma forma fálica (pênis) no alto de sua cabeça. isso, longe de ser obsceno, é uma forma de exibir a extrema fertilidade de Exú. Mas, é um erro só aceitar exu, como um ser masculino que tem na sua imagem um pênis, na verdade, tem também a forma feminina, podendo sim esculpir com uma vagina e não só com pênis.

Na concepção africana, a fertilidade é importantíssima, não só para a procriação, mas em todos os planos da existência, como na agricultura, por exemplo. A fertilidade existente no ser humano possibilita o seu desenvolvimento físico e mental, aguçando a sua criatividade e poder realizador.

Um outro aspecto de Exú é a expansão constante e infinita, que se traduz na própria evolução dos seres vivos, do planeta e do universo. Por esse motivo, a espiral é sua melhor representação. Por isso a vagina as vezes se encaiva melhor que a imagem do pênis.

A abertura dos caminhos também é de sua responsabilidade, sendo, por isso, constantemente evocado. Ogun, que também é o dono dos caminhos, é muitas vezes comparado a Exú, por suas particularidades. A diferença está na criação desses orixás. Exú foi o terceiro elemento criado diretamente por Olorun, e Ogun nasceu de outros dois orixás, sendo um eborá (orixá filho).

Exú, segundo a mitologia, adora inverter a ordem estabelecida, como, por exemplo, a mulher trabalhar fora de casa e o homem gerar as crianças e cuidar de todas as atividades do lar. Isso serve para incentivar mudanças e desenvolvimento. Além disso, ele é muito irreverente, adorando resolver e propor enigmas. Caminha no tempo e espaço com tranquilidade, buscando coisas no passado, presente e futuro; por isso, é o detentor do oráculo divinatório, juntamente com Orunmilá.

As diferenças físicas que existem entre todos os seres, principalmente os humanos, é um atributo de Exú; caso contrário, seríamos exatamente iguais. A impossibilidade de comunicação entre os povos num mesmo idioma também se deve a Exú. Dessa forma Exu, tambem participou da criação do DNA humano como de outras especies.

As dezesseis formas mais conhecidas são: Yangí, Âgbâ, Igbá Ketá, Odarâ, Osijê, Oba Babá, Enú Gbarijó, Elégbará, Bará, Okôtô, Elérù, Odusô, L'onan, Ol'Obé, El'Ebó e Alafia. Exú sempre foi o mais alegre e comunicativo de todos os orixás. Olorun, quando o criou, deu-lhe, entre outras funções, a de comunicador e elemento de ligação entre tudo o que existe. Por isso, nas festas que se realizavam no orun (céu), ele tocava tambores e cantava, para trazer alegria e animação a todos.

Sempre foi assim, até que um dia os orixás acharam que o som dos tambores e dos cânticos estavam muito altos, e que não ficava bem tanta agitação. Então, eles pediram a Exú, que parasse com aquela atividade barulhenta, para que a paz voltasse a reinar. Assim foi feito, e Exú nunca mais tocou seus tambores, respeitando a vontade de todos.

Um belo dia, numa dessas festas, os orixás começaram a sentir falta da alegria que a música trazia. As cerimônias ficavam muito mais bonitas ao som dos tambores. Novamente, eles se reuniram e resolveram pedir a Exú que voltasse a animar as festas, pois elas estavam muito sem vida. Exú negou-se a fazê-lo, pois havia ficado muito ofendido quando sua animação fora censurada, mas prometeu que daria essa função para a primeira pessoa que encontrasse.

Logo apareceu um homem, de nome Ogan. Exú confiou-lhe a missão de tocar tambores e entoar cânticos para animar todas as festividades dos orixás. E, daquele dia em diante, os homens que exercessem esse cargo seriam respeitados como verdadeiros pais e denominados Ogans. Dia da semana: segunda-feira.

Cores: vermelho e preto.

Gêge: nesta nação denomina-se ELEGBA – BARÁ.

Domínios: caminhos, cruzamentos, alto das montanhas, etc.

Oferendas: padê, inhame com dendê, piquiri, etc

Uma coisa importante em cada oferenda é o pondo riscado com o triangulo vibratório, observando-se a direção cardeal certa, saber usar o poder mantrico, com os louvores, os pontos cantados e palavras certas.

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A Mitologia em nós

Nos interessa estudar sobre mitologia, porque queremos saber como o mundo foi criado e desejamos entender o processo de desenvolvimento interior do homem.

A visão extrovertida da mitologia preconiza que o homem inventou os deuses; a partir da projeção de suas próprias características, manifestações no mundo e anseios interiores. Mas, numa visão mais profunda e espiritualista, as Divindades, não foram criadas pelo homem, mas, sim por uma Divindade Maior, que não foi criada e que surgiu por si só.

A visão introvertida, por sua vez, diz: os deuses existem porque são uma verdade; são verdades primordiais dos arquétipos. Projeções ou verdade, as duas versões estão falando do indivíduo, de como ele nasceu e se desenvolveu. Mas, trata-se de uma verdade simbólica, subjetiva, que pertence à psique (à alma) e não ao mundo físico. E assim é algo mais elevado, onde a mente tem total ligação com o espirito.

Cada deus, seja da mitologia grega, egípcia, romana, asteca, africana ou qualquer outra, representa aspectos nossos; os deuses são representações das características dos seres humanos. Temos dentro de nós um panteão de deuses. E predomina em cada um de nós um tipo de expressão mítica simbolizado por um deus específico. Há quem tenha mais de Oxossi; em outra pessoa Iemanja se expressa com mais vigor; há quem tenha mais semelhanças com Ogum e por aí vai. E essa visão não deve ser vista como um ataque ou contradição à crença em um deus único, defendida sobretudo pela teologia judaico-cristã. Porque estamos falando de deuses, os responsaveis pela revelação de nosso arquetipo. Mas, se engana, quem pensa que esses deuses são apenas obra de nossa mente ou que são criações nossas, na verdade os deuses internos, são reflexos dos deuses ou ate´demonios externos.

A bem da verdade, mesmo essas religiões reconhecem a existência de outros deuses além do Deus supremo e criador do universo. O que é Maria Santísssima senão uma deusa? E Jesus Cristo? O Espírito Santo, os santos e anjos? São divindades. E todos esses Deuses têm em si representações de arquétipos. Maria é a Grande Mãe. Jesus é o Salvador, assim como Oxosse que para os estudiosos do Candomblé é o Grande Caçador. À propósito, a interessante obra de Edward F. Edinger, O Arquétipo Cristão, faz uma analogia com as várias fases da vida de Cristo e o processo de individuação do homem. Outro livro que mostra a mitologia entrelaçada com nossa realidade é Deuses e o Homem, de Jean Shinoda Bolen. A relação entre mitologia e a forma arquetipica no homem, o que pode ser melhor compreendido com a leitura das obras citadas, puxando a atenção do buscador, para uma analise mais voltada a psicologia.
Na verdade, o homem tem um leque muito grande para incrementar suas buscas, não podendo descartar nenhuma ferramenta, para tal processo de saciação de conhecimento. É por isso que a Umbanda se encaixa muito bem a Astrologia, pelos varios contextos apresentados nela sobre a personalidade humana. Pois com as varias personificações de cada orixá ja muito a forma como são apresentados os arquetipos de cada nativo.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

A INICIAÇÃO NO CANDOMBLÉ

INICIAÇÃO NO CANDOMBLÉ

Primeiro o santo indica a pessoa a ser iniciada, depois, é preciso cumprir os outros passos. Bolar no santo é o mesmo que cair no santo, este é o sinal que indica a necessidade de iniciação de uma pessoa no candomblé. Acontece sem previsão, normalmente numa festa: durante as danças e os cânticos, o orixá se manifesta no futuro filho de santo, que é agitado por tremores e sobressaltos violentos. Quem já bolou, conta que já sentiu arrepios, calor, fraqueza e sensação de desmaio. Quando acorda no roncó (o quarto do terreiro reservado a pessoa que bolou), o Abiã não consegue se lembrar de nada que aconteceu. O BORY é a cerimonia que reforça a ligação entre o orixá e o iniciado. O Abiãs se senta numa esteira, rodeado de alimentos secos, aves, velas e objetos de seu orixá. Ajudado pelos filhos já feitos, o pai ou mãe de santo sacrifica aves. O sangue é usado para marcar o corpo do noviço e para banhar as oferendas ao orixá. A cerimonia só termina quando as aves são servidas aos membros da família de santo. Depois do Bori, o futuro filho de santo passa a assistir as cerimonias a preparar o enxoval (a roupa e os adereços do seu orixá) para terminar a iniciação, como as saídas de Iaô. As Iaôs são apresentadas a comunidade, como num baile. Na primeira saída, as Iaôs vestem branco em homenagem a Oxalá, pai de todos. Saúdam o pai de santo, os atabaques e os pontos principais do barracão e vão-se embora. Na Segunda saída os Iaôs voltam com roupas coloridas e a cabeça pintada, segundo seus orixás. Dançam e deixam o barracão, em seguida. Na terceira saída, os orixás anunciam oficialmente seus nomes. Os Iaôs entram em transe e se retiram para vestir as roupas de santo incorporado. ORÔ - Confinado ao quarto de recolhimento (roncó) por no mínimo 21 dias, o noviço conhece a hierarquia da casa, os preceitos, as orações, os cânticos, a dança de seu orixá, os mitos e suas obrigações. Durante esse tempo ele toma infusões de ervas, que o deixam num estado de entorpecimento e abrem espaço na sua mente para o orixá. A cabeça é raspada e o crânio marcado com navalha: é por esses cortes que o orixá vai entrar, quando for incorporado. No final, o iniciado é batizado com sangue de um animal quadrúpede, sacrificado.

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