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sábado, 7 de maio de 2011

O feminino, a menstruação e o sagrado


Os Índios da América do Sul dizem que toda humanidade foi feita de “sangue menstrual” no princípio. A mesma idéia prevalece na antiga Mesopotâmia, onde a Grande Deusa Ninhursag fez a raça humana de barro e impregnou-a com o “sangue da vida”. Sobre os nomes alternados de Mammetun ou Aruru a Grande, a Potter, ela ensinou as mulheres a formar bonecas de barro e untá-las com sangue menstrual como um encanto de concepção , um pedaço de mágica que “deu base” ao nome de ADAM, do feminino ADAMAH, que significa “barro sangüíneo” uma idéia que os estudiosos mais delicadamente traduziram para “terra vermelha”.

Os Africanos dizem que o sangue menstrual é um “coágulo que amolda-se em homem”, Aristóteles dizia o mesmo : a vida humana é feita do “coagulum”, segundo ensinam é o que liga, o que reúne, do sangue menstrual. Plínio chamava o sangue menstrual “a substância material da geração”, capaz de formar “um coágulo, o qual depois no processo do tempo rapidamente cresce e toma a forma de um corpo”. Esta primitiva noção da função pré-natal do sangue menstrual era ainda o pensamento das escolas médicas da Europa até o séc. 18 .

Vem das primeiras culturas humanas, o pensamento que a misteriosa magia da criação residia no sangue feminino em total e aparente harmonia com a LUA, e o qual era algumas vezes retido no útero para “coagular-se” em um bebê. Os homens olhavam este sangue com sagrado temor, como a essência da vida, inexplicavelmente liberado sem dor, totalmente estranho para a experiência masculina.

Idéias básicas sobre sangue menstrual vem da teoria Hindu de como a Grande Mãe criava, sua substância tornava-se espessa e formava um coalho ou coágulo, sólida matéria é produzida como uma “crosta”. Esta era a maneira como ela dava o nascimento ao cosmos, e as mulheres empregam o mesmo método em menor escala. De acordo com Daustenius. O fruto no útero é nutrido somente pelo sangue da mãe. A maior parte das palavras para menstruação também queria dizer algumas coisas como: incompreensível, sobrenatural, sagrado, espírito e divindade. Como a palavra Latina sacer (sacer, -cra, - crum : inviolável, venerado, que não pode ser tocado, sem ser manchado ou manchar). E assim antigas palavras árabes para “puro” e “impuro”,eram ambas aplicadas para sangue menstrual e somente para isto.

Os Maoris afirmavam explicitamente que as almas humanas são feitas de sangue menstrual , o qual quando retido no útero “assumia forma humana e crescia até tornar-se homem. E provavelmente remonta à era pré histórica quando houve uma mudança importante na tendência de nosso desenvolvimento cultural - de um modelo de parceria para um de dominação em todas as relações. E pesquisando essas questões que envolvem (o sangue e o sacrifício da vida) - comecei procurando informações sobre a LUA e o fator feminino. A história Bíblica de Adão foi plagiada de um mito da criação contado pelas mulheres mais antigas recontando a criação do “homem” do barro e do sangue da LUA. E a história da criação do Alcorão no qual Allah diz “ faça o homem de sangue fluído”. E apesar de isso não ser aceito hoje, na verdade eu também discordo, mas na Arábia pré- Islâmica , Allah era a Deusa da criação, Al-Lat.

A vida de muitos deuses dependiam do poder milagroso do sangue menstrual. Na Grécia era eufemisticamente chamado de “vinho vermelho sobrenatural” dado para os deuses pela Mãe Hera em sua forma virginal, como Hebe. A raiz dos mitos do Hinduísmo revela a natureza deste “vinho”. Para as cerimônias religiosas, os aborígines Australianos pintam suas pedras sagradas, churingas - amuletos -, e eles mesmos com vermelho ocre,declarando que isto era realmente sangue menstrual.

Houve um tempo todos os deuses reconheciam a supremacia da Grande Mãe, manifestando ela mesma como o espírito da criação ( Kali-Maya ).Ela “convidava-os para banhar-se do sangue menstrual do seu útero, beber dele; e os deuses em sagrada comunhão, beber da fonte da vida. E banhar-se nele, e serão secretamente abençoados para os céus)” Para este dia, as roupas mantidas com o sangue menstrual da Deusa eram grandiosamente agraciadas como encantamento da cura.

O deus Nórdico Thor por exemplo alcançou a terra mágica de encantamento e vida eterna por banhar-se em um rio cheio com o sangue menstrual das “mulheres gigantes” - que eram as Matriarcas Primais, “as Primeiras Poderosas” que governavam os deuses mais antigos antes que Odin trouxesse seus “Asiáticos” do leste. Odin adquiriu supremacia roubando e bebendo o “sábio sangue” do triplo caldeirão do útero da Mãe-Terra, a mesma deusa tripla conhecida como Kali-Maya no sudeste Asiático. O segredo esotérico dos deuses, era que eles tinham poderes místicos de longevidade, autoridade, e criatividade que vinham da mesma essência feminina.

O mito Indiano chamava o sagrado fluído Soma - em Grego, “o corpo”-, porquê a raíz da palavra oriental referia-se a uma mística substância do corpo. Soma foi objeto de um sagrado respeito e do qual as interpretações são muitas:Soma era produzida pela mistura, agitação do mar primal (o “oceano de sangue” de Kali ou ás vezes “o mar de leite”) Ou Soma foi segregado pela Lua-Vaca. Ou Soma foi carregado no “pote branco”( ventre) de Mohini a Feiticeira. Ou a fonte de Soma foi a LUA. Ou de Soma todos os deuses nasceram. Ou Soma era o nome secreto da Deusa Mãe e a parte ativa da “alma do mundo”.Soma era bebida por sacerdotes nas cerimônias sacrificiais e misturado com leite como um encantamento de cura; então não era leite. Soma foi especialmente reverenciado no “somvara”, Monday, o dia da LUA. Em uma cerimônia antiga chamada Soma-vati, mulheres da Maharashtra circundavam o sagrado símbolo do feminino, a árvore do figo, sempre que a LUA Nova caía numa segunda. O roubo de Odin do mágico sangue menstrual se deu paralelamente.

Os faraós egípcios se tornavam divinos pela ingestão “do sangue de Ísis”, a soma parecida a ambrósia chamada sa. O sinal hieroglífico disto era o mesmo que o sinal da vulva, um yonico laço como aquele do ankh, ou Cruz da Vida. Pintado de vermelho, este laço,curva, significa a genitália feminina e o Portão do Paraíso. Os amuletos enterrados com o morto especificamente oravam à Ísis para divinizar o defunto com seu sangue mágico.

Alguns mitos diziam que a Deusa sob o nome de Lakshmi, “Fortune” ou “Soberana”, deu Soma para Indra para torná-lo rei dos Deuses. A sua magia, poder, e curiosamente a capacidade feminina para a gravidez, veio da bebida mística de Lakshmi. Bebendo direto da Deusa, Indra se tornou como ela; o Monte do Paraíso com seus quatro rios, “muitas-cores” como os véus do arco-íris da Deusa, rico em gado e vegetação frutífera. Do sangue da Deusa veio a sua sabedoria. Similarmente, os gregos acreditavam que a sabedoria do homem ou deus foi centrada no seu sangue, o matéria da alma dada pela sua mãe.

Os reis Celtas se tornavam deuses por beber o “hidromel vermelho”. distribuído (preparado) pela Rainha Fada, Mab, cujo nome antigamente era Medhbh ou “hidromel”. Então ela deu uma bebida dela mesma, como Lakshmi. O nome Céltico deste fluído era “dergflaith”, que significa também “cerveja vermelha” ou “soberania vermelha” . Na Bretanha Céltica, ser manchado com vermelho significava ser escolhido pela Deusa como um rei.

O mesmo elixir da imortalidade recebia o nome de “amrita” na Pérsia. Algumas vezes era chamado o leite da Deusa Mãe, algumas vezes bebida fermentada, algumas vezes sangue sagrado.E sempre em associação com a LUA. O orvalho e chuva se tornava seiva vegetal, seiva se tornava o leite da vaca, e o leite então era convertido em sangue: - Amrita, água, seiva, leite e sangue representavam estados diferentes de um mesmo elixir. O vaso ou cálice deste fluído imortal é a LUA.

Os homens da igreja medieval insistiam que o vinho da comunhão bebido pelas bruxas era o sangue menstrual, e eles podem estar certos. O famosos mago Thomas Rhymer se uniu a um culto de feiticeiras sobre a tutela da Fada Rainha, que contou à ele que ela tinha “Uma garrafa de vinho púrpura aqui em meu colo, e convidou-o para a deitar sua cabeça no colo dela. Claret era a tradicional bebida dos reis e também um sinônimo para sangue; e literalmente significa “iluminação”. Havia um ditado, “O homem na LUA bebe claret”, uma conexão com a idéia de que o vinho representa sangue LUNAR.

A Bíblia também chama o sangue menstrual de flor ( Leviticus 15:24) , precursor da “fruta” do útero ( a criança). Assim como as flores misteriosamente contém nela um futuro fruto, assim o sangue uterino era a lua-flor supondo conter a alma de futuras gerações. Esta era a idéia central de um conceito matrilinear de um clã. A palavra Hebraica para sangue, dam, significa “mãe”ou “mulher” em outras línguas Indo-Européias (e.g. dam,damsel, madam, la dama, dame) e também “a menstruação” (damn) .

Em ambas as sociedades antigas do oeste e do leste, o sangue menstrual carrega a autoridade soberana do espírito porquê era o meio de transmissão da vida do clã ou tribo. Entre os Ashanti, meninas ainda são mais recompensadas que os meninos porque a menina é a portadora do “sangue” (mogya). Este conceito é claramente caracterizado na Índia, onde o sangue menstrual é conhecido como a flor de Kula ou o nectar de Kula, o qual tem uma íntima conexão com a vida da família. Quando uma garota menstrua a primeira vez, se diz ela ter “nascido para a Flor”. A correspondente palavra Inglesa flor, tem um importante significado literal de “aquilo que flui”, flower, flows.

Os sábios Chineses chamavam este suco vermelho de essência da Mãe-Terra, o princípio yin que dá vida para todas as coisas. Eles alegam que o Imperador Amarelo se tornou um deus por absorver o suco yin de cento e doze mulheres. A Grande Mãe Sumeriana representava sangue maternal e cavidade, nomes como Dam-kina e Damgalnunna. Do seu ventre fluíam os Quatro Rios do Paraíso, algumas vezes chamados rios de sangue o qual é a “vida” de todo corpo (carne). Damos ou “mãe-sangue” era a palavra para “povo” na matriarcal Micenas. Outro símbolo da antiguidade comum do rio-sangue da vida era o tapete vermelho, tradicionalmente o piso para reis sagrados, heróis e noivas.A religião Chinesa do Tao, “o Caminho”, ensinava doutrinas Tântricas suplantadas pelo Confucionismo ascético-patriarcal. Taoístas dizem que um homem pode se tornar imortal ( ou uma vida longa) absorvendo sangue menstrual, chamado o suco vermelho yin, do Portão Misterioso da mulher, de outro modo conhecida como a Gruta do Tigre Branco, símbolo da energia feminina de dar-vida. Seu primogênito, o Salvador, era Damu, a “criança de sangue”.

Um mito Chinês diz que a Deusa -Lua Chang-O, que controlava a menstruação, foi ofendida pelo marido por causa do ciúme de seus poderes.Ela deixou seu marido, que brigava com ela por que ela possuía todo elixir da imortalidade, e ele não tinha nada, e ele estava ressentido. Ela deu as costas á ele e foi morar na LUA para sempre, do mesmo modo que Lilith deixou Adão para viver por conta própria no “Mar Vermelho”. Chang-O proibia os homens de assistir o festival Chinês da LUA, o qual era celebrado somente por mulheres, na LUA cheia do equinócio outonal.

A Deusa Inglesa das flores era Blodeuwedd, uma forma da Tripla Deusa em associação com os sacrifícios dos antigos reis. A lenda de Welsh diz que todo o corpo dela era feito de flores - como nenhum corpo era - , em acordo com a antiga teoria da formação do corpo a partir do sangue da “flor”. O nome dela sugere o casamento do sangue, e o mito fez dela a esposa de muitos heróis assassinados, recordando a velha idéia que o sangue divino da Deusa tinha de ser periódicamente renovado pelo sacrifício humano. Romances medievais e o movimento do amor cortês, depois narrado por cultos de bruxas, foram fortemente influenciadas pela tradição Tântrica, na qual o sangue menstrual era de fato o vinho de poetas e sábios. Isto é ainda especificado no Rito da Mão Esquerda do Tantra onde a sacerdotisa personificando a Deusa precisava estar menstruando, e após o contato com ela o homem pode executar ritos que farão dele “um grande poeta, um Senhor do Mundo” que viaja nas costas de um elefante como um rajah.

Nas histórias contadas sobre os mitos dos orixás também temos uma muito interessante sobre Oxum, que fala da menstruação, do nojo que Oxalá sentia do sangue menstrual e de como Oxum usou a inteligência para não ser excluida da roda dos orixás.

É Oxum que toma conta do sangue menstrual e mostrou que este proclama a realidade do poder feminino, a possibilidade de gerar filhos. Não deve por isso, constituir nas mulheres vergonha e inferioridade, mas sim um grande motivo de orgulho. Oxum é a divindade do rio do mesmo nome que corre em Oxogbo, região da Nigéria. Generosa e digna, é a rainha de todos os rios e, por extensão, a dona das águas doces e cristalinas dos rios, lagoas, nascentes e cachoeiras. Na Natureza, seu grande poder, é então exercido sobre a água doce, que fertiliza o solo e sem a qual, a vida na terra não seria possível.

O ovo é o símbolo de gestação, que é essencialmente símbolo de fecundidade. Como tal, esta divindade é também o Orixá da fertilidade, a dona do grande poder feminino, que se manifesta na própria fecundação, na génese do novo ser. É a ela que se dirigem as mulheres que querem engravidar. Ninguém segura a água, só a criança no ventre da sua mãe, que é protegida e envolvida por Oxum. É sua responsabilidade zelar tanto pelos fetos em gestação, como pelas crianças recém-nascidas, até que estas aprendam a falar. Ela é a mãe de todas as crianças, seres inocentes, puros e sem maldade, protegendo-os desde o ventre até que adquiram independência, domínio sobre um idioma e personalidade própria, passando depois para os cuidados de Iemanjá.

Os ovos de páscoa, clássicos símbolos do útero da Deusa Eostre, eram tradicionalmente coloridos de vermelhos e colocado em covas para fortalecer o morto. Este hábito comum na Grécia e no sudeste da Rússia, pode remontar ás origens das covas Paleolíticas e as mobílias do funeral ornadas com ocre, para assemelhar-se com o útero da Mãe-Terra do qual o morto poderia “nascer novamente ”. Tumbas antigas em toda parte tem mostrado os ossos do morto cobertos por um vermelho ocre. Algumas vezes tudo na tumba, incluindo as paredes, tinham a cor vermelha.

A cor do sangue feminino sozinho era frequentemente considerado um potente encantamento. Os Maoris convertiam qualquer coisa em sagrada por colori-lá de vermelho e chamam a cor vermelha de sangue menstrual. Os Ilhéus de Andaman pensavam que a tinta cor vermelha era uma poderosa medicina, e pintavam pessoas doentes de vermelho em reforço á cura delas. Hottentots saudavam sua Deusa Mãe como a primeira “que tem o corpo pintado de vermelho” ela era divina porque numca derramou ou perdeu sangue menstrual. Algumas tribos Africanas acreditavam que o sangue menstrual sozinho, mantido em um pote coberto por nove meses, teria o poder de tornar-se um bebê.

considerava o vermelho uma cor sagrada associada com mulheres, sangue, potência sexual e poder criativo. O branco era a cor do homem, semem, influência negativa, passividade e morte. Esta era a idéia básica do Tantra da essência dos homens e mulheres: o princípio masculino era visto como “passivo”e “inerte-em repouso”; o princípio feminino como “ativo”e “criativo”, o reverso da posterior visão patriarcal.

Oxum foi considerada pelas lendas uma das figuras físicas mais belas do panteão mítico iorubano. Gosta de todas as riquezas materiais, e enfeites que possam torná-la numa mulher ainda mais graciosa e elegante: jóias, perfumes e vestimentas caras. O seu metal é o ouro ou cobre amarelo. Representa também o amor, em todas as dimensões que este sentimento abrange. Assim sendo, tudo o que simboliza esta divindade remete à ideia de maternidade, fertilidade, sensualidade, beleza e cuidado com as crianças. A sua busca de prazer implica sexo e também ausência de conflitos abertos, pois é dos poucos orixás iorubas que não gosta de guerra.

O seu poder está também presente, sempre que um filho-de-santo faz a sua iniciação na Umbanda ou no Candomblé. A iniciação é um nascimento espiritual, como tal, o poder da fecundidade tem de estar presente. Outro domínio deste orixá é a actividade sexual intensa e significativa e a sua sensualidade. Segundo dizem, foi a segunda mulher de Xangô, tendo vivido antes com Ogum, Orunmilá e Oxóssi, este último seu grande amor, do qual nasceu Lógun Edé.

É, principalmente nas cachoeiras, que Oxum recebe as comidas rituais votivas e os presentes dos filhos-de-santo. É recomendável fazer sacrifícios de cabras e oferecer-lhe pratos de mulukum: mistura de cebola, feijão-fradinho, sal e camarões; e de adun: farinha de milho misturado com mel de abelha e azeite doce. A sua dança lembra o comportamento de uma mulher que se abana graciosamente para fazer tilintar os seus braceletes de cobre, e que se contempla com satisfação ao espelho. Os seus símbolos são um leque dourado (ábebé) e a espada.

Místicos Gregos foram “renascidos” no rio Estige, por outro lado conhecido como Alpha, “O Princípio. Este rio fere sete vezes o interior da terra e emerge como um santuário yonico perto da cidade de Clitor (Grego Kleitoris) sagrada para a Grande Mãe . Estige era o fluxo sangüíneo da vagina da terra; suas águas foram acreditadas com o mesmo respeitoso poder que o sangue menstrual. Deuses Olímpicos juravam sua completa ligação pelas águas do Estige, como os homens na terra juravam pelo sangue de suas mães.

A devoção Tântrica do sangue menstrual se introduziu no mundo Greco-Romano antes da era Cristã e estava bem instalada no período Gnóstico. Estes devotos providos de “ágape” - “deleite de amor” ou “casamento espiritual” - praticado pelos Cristãos Gnósticos como os Ofitas. Outro nome para o “agape” era “synesaktism”, “O Caminho de Shaktism” significando o Tântrico culto à yoni. Synesaktism foi declarada heresia antes do século 7. Subseqüentemente o “deleite de amor” desapareceu, e as mulheres foram esquecidas da participarem diretamente na devoção Cristã de acordo com a regra de São Paulo (1 Timóteo 2: 11-12) .

A cerimônia de nascer-novamente da Austrália mostrou que os Aborígenes ligavam o renascimento com o sangue do útero. O cântico executado em Ankota, a “vulva da terra”, enfatizado na cor vermelha circundando o devoto. “Uma trilha reta está se abrindo diante de mim. Uma cavidade subterrânea está se abrindo diante de mim. Um profunda senda está se abrindo diante de mim. Vermelho eu sou como o coração da chama do fogo. Vermelha, também, é a cavidade na qual estou em repouso. Imagens como estas ajudam a explicar porque algumas das mais antigas imagens da Deusa, como Kurukulla no oriente e sua contraparte Cybele no ocidente, estão associadas com cavernas e a cor vermelha.

A morte simbólica e o renascimento tinham ligação com o batismo nas águas do Estige, como em muitos outros rios sagrados do mundo todo. O próprio Jesus foi batizado na versão Palestina do Estige, o rio Jordão. Quando um homem se banhava sete vezes neste rio “seu corpo se tornava novamente como o corpo de uma criança”.

Quando o sêmem, vazado pelo fogo da grande paixão, cai para o lotus da “mãe” e misturado com o elemento vermelho dela, ele conquista “a mandala convencional ( estilizada) do pensamento de encantamento” O resultado da mistura é saboreado pela união “pai-mãe (Yab-Yum), e quando eles alcançam a passagem eles podem gerar concretamente uma especial alegria, beatitude . . . a bodhicitta - o líquido resultante da união do sêmem e do sangue menstrual - é transferido para o yogi . . . Isso dá poderes a sua correspondentes místicas veias e centros concluir a função da linguagem do Buda . O termo “iniciação secreta” vem de experimentar a substância secreta.

Os Sufis , que praticam seus próprio tipo de Tantrismo, dizem que ruh era feminino e vermelho. Sua contraparte masculina sirr, “consciência”, era branco. Vermelho e branco as cores alternadas no Sufi halka ou círculo mágico, correspondendo ao Chakra Tântrico e chamado de “a unidade básica e o verdadeiro coração do Sufismo ativo” O rosário Árabe que alterna contas vermelhas e brancas tem o mesmo significado: homens e mulheres ao redor do círculo, como em muitas danças folclóricas Européias.Vermelho e branco são as cores que usam alternando mulheres e homens dançarinos no “círculo da fada” das feiticeiras da Irlanda pagã, onde a Deusa é reverênciada com o mesmo nome da mãe terra Tântrica, Tara.

Na linguagem oculta do Tantra, dois ingredientes do Grande Rito são sukra,semem, e rakta,sangue menstrual. A sacerdotisa que oficia tinha que estar menstruada então suas energias lunares eram em fluxo. Ela encorporava o poder de rakta, algumas vezes convertido rukh ou ruq, cognato do Hebraico ruach, “espírito” e do Árabe ruh, e ambos significam “espírito” e “cor vermelha”. Do princípio ao fim todo Tantra e crenças relacionadas a fusão do vermelho feminino e o branco masculino foi “uma simbólica conjunção profundamente importante”.

Homens e mulheres se alternam como no chakra Tântrico, dançam em direção contrária aos ponteiros do relógio ou à maneira da lua. As cores vermelha e branca “representam o mundo das fadas”. O mesmo “sangue mágico”que as fez líderes nos antigos sistemas de clãs fez delas objetos de medo para a nova fé patriarcal. Porque o sangue menstrual ocupava uma posição central nas teologias matriarcais, e era realmente sacer - terrívelmente sagrado-os ascéticos pensadores patriarcais demosntraram um medo histérico dele. As Leis de Manu dizem que se um homem se aproximar de uma mulher menstruada irá perder sua energia, sabedoria, visão, força e vitalidade.O Talmud diz que se uma mulher menstruada andar entre dois homens, um dos homens certamente irá morrer. Pela regras dos Brahmans o homem que tiver contato íntimo com uma mulher menstruada irá sofrer uma punição mais severa que a punição para os Brahmanicídio, que é o pior crime que a Brahman pode imaginar. Os mitos Védicos foram deignados para dar apoio á lei, assim como o mito de que Vishnu ousou copular com a Deusa Terra enquanto ela estava menstruada, e que por isto deu á luz monstros que quase destruiram o mundo.

Um dos segredos dividido pela mulher primordial e sua serpente era o segredo da menstruação. Persas afirmavam que a menstruação foi trazida para o mundo pela primeira mulher, que eles chamavam Jahi a Prostituta, uma desafiadora como Lilith, do Pai Celestial. Os Judeus emprestaram muitos detalhes destes mitos Persas. A tradição rabínica dizia que Eve começou a menstruar somente depois que ela copulou com a serpente no Éden, e Adam era ignorante de sexo até Eve ensiná-lo. Foi muito acreditado que o primeiro filho nascido de Eve,Caim, não foi gerado por Adam mas pela serpente. Crenças ligando serpentes com gravidez e menstruação apareceram através da Europa por muitos séculos. Chegando aos tempos modernos, camponeses alemães ainda pensavam que mulheres poderiam ser fecundadas por serpentes.

Assim como os primitivos atribuíam poderes benéficos para o sangue menstrual junto de seu temor á ele, camponeses medievais pensavam que ele poderia curar, alimentar, fertilizar. Alguns acreditavam que uma mulher menstruada poderia proteger uma colheita andando em torno do campo, ou expondo seus genitais á ele. Mulheres camponesas carregavam sementes para os campos, em trapos manchados com seu sangue menstrual: uma continuação do costume das sacerdotisas da fertilidade Eleusianas. Alguns doutores acreditavam que este sangue poderia curar leprosos, ou agir como um poderoso afrodisíaco .

Não é difícil de perceber como a mulher deixou de reconhecer em si mesma o princípio divino. Quanto ao touro tenho lido muitas referências sobre os planetas que estarão alinhados no signo de touro em maio, mas se a astrologia bebe em fontes mitológicas, não podemos ignorar: o mito da Deusa e do Touro, de Ísis e seus touros sagrados (Serapium), de Mitra (deus solar Persa) e seu touro sacrificial, do Minotauro ser híbrido gerado por uma humana e que também foi sacrificado, Zeus- touro e Europa. A astrologia designa o signo de touro como nutrição, sustento, bases econômicas, a mitologia se refere á isso e também á fertilidade e ao sangue sacrificial . Ciganos diziam que uma mulher pode ter o amor de qualquer homem com uma poção de seu próprio sangue menstrual. Como um mediador da reencarnação, este sangue era algumas vezes chamado como remédio para a própria morte. Romances foram associados a este universal cura-tudo como o “sangue de uma virgem nobre”, como uma sábia mulher revelou para Galahad.
Oxum é a Senhora da Beleza e da Bondade. Sua saudação, “Aiê iêu”, deriva do iorubá Oóre Yeye O (oóre, bondade; yeye, mãe; ou seja, Salve a Mãe da Bondade! ou Salve a Bondade da Mãe!) e podemos perceber aqui sua característica fundamental. Tem grande relação com todas as Orixás femininas enquanto Iabá, Grande Mãe.

Se diferencia, no entanto, pela sua atuação junto ao processo de gestação. Assim, enquanto Yemanjá seria a mãe que cria, Oxum seria a mãe que gera. O aparelho sexual feminino e a menstruação lhe são consagrados podendo ser considerada “a genitora por excelência, ligada particularmente à procriação e, nesse sentido, ela está associada à descendência no àiyé (nosso mundo). Ela é a patrona da gravidez. O desenvolvimento do feto é colocado sob sua proteção como o do bebê até que ele comece a “armazenar” conhecimentos e linguagem.” Nesse sentido é a regente de todo o processo de coroação do médium uma vez ser esse o momento de “nascimento” de seus Orixás de cabeça.

Oxum é a deusa da Beleza e da Fecundação. Acompanha toda a gravidez até antes do nascimento. Oxum transmite a suas filhas sua graça picante e é fácil reconhecê-las pelo charme e desenvoltura. Quase sempre têm boa aparência, são simpáticas, alegres, com um encanto peculiar. Oxum dota as suas filhas com uma formosa cabeleira, enquanto as filhas de Yemanjá têm tendência à queda de cabelo.

Carlinhos Lima - Pesquisas
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