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sábado, 25 de junho de 2011

O Portentoso Caboclo Pena Azul


A Umbanda, assim como o Candomblé, tem seus mistérios. E um desses mistérios é a força oculta de legionários senhores da luz, que representando os ancestrais e correntes de forças vibratórias, atuam, tanto em defesa de causas, vertentes espirituais e de missões, tanto pelo planeta, quanto por missões de pessoas importantes, que são enviadas a terra, tanto pra cumprir tarefas que os Senhores do Carma ordenam que sejam cumpridas, como pela evolução individual, pois tudo e todos nós, fazemos parte de um projeto maior. 

Temos como um breve exemplo de um nome simbólico ocultador, o nome da maior parte dos Pretos Velhos, como por exemplo, Pai João de Angola, Pai Simão, Pai José de Aruanda, Pai Pedro da Costa, Pai Fugêncio e assim por diante. Por si mesmo, estes nomes não nos revelam muito quanto a irradiação de trabalho ou sua sustentação nos Orixás, a única coisa que estes nomes nos revelam é o processo que a historia do qual seus arquétipos estão muito bem inseridos, pois, ao se apresentar com um nome cristão e não africano, mostra que faz parte de um contexto, não só histórico e de escravização, quando eram batizados com nomes portugueses ao desembarcar no Brasil, mas, muito além disso, os nomes revelados, apresentado nestes exemplos, que a entidade não tem um lado duro, profundamente inflexível, onde Deus ou seus mensageiros, tenham dono ou intenção de servir apenas a um lugar ou povo. Por isso, sempre achei estranho, a forma como certas nações dizem "este é o meu Deus" ou há em seus livros, trechos que supostamente revelam "este é o meu povo amado e não há outro". Mostra apenas, que quem escreveu esses livros, quer dar um caráter político as escolhas de Deus e de todas as divindades, querendo mostrar que um povo seria superior a outro. Deus não tem nacionalidade, Deus ama todos os filhos e se apresentou em todos os cantos do mundo, com diversos nomes, tanto pra que fosse mais fácil entendê-lo, como uma forma de respeito. Por isso, a forma ruim como igrejas agiram matando comunidades e enfiando "seu deus" goela abaixo, foi algo que além de maligno, era muito imoral. Deus, é amor, verdade e justiça, jamais de tirania. 

Outro aspecto importante sobre os nomes das entidades, em especial na Umbanda, as que tem nomes portugueses, é que que sua origem seria de Angola, ou outras nações que ligadas ao português. Neste caso, para sabermos sua irradiação, precisaríamos conversar com o Mentor, ou reparar nas cores de velas que usa, ou até então, observar os símbolos e signos utilizados no ponto riscado desta entidade. Já os Caboclos, por exemplo, em sua maioria trabalham com os nomes baseados nos mistérios reveladores, ou seja, seus nomes por sí só já revelam sua irradiação e sustentação. Mas, calma. Não pense que a leitura de Umbanda é a verdade absoluta. Lembrem que Zélio ao reformular os cultos afro-brasileiros, foi orientado por um Caboclo que já existia antes da tão falada Umbanda Brasileira. Zélio de Moraes não criou a Umbanda do nada, ela apenas resurgiu. O Caboclo desceu do astral e trouxe uma reformulação, um seguimento que a meu ver, ainda foi muito mal compreendido. Não de má fé. Creio que Zélio teve a melhor das intenções em buscar fazer uma integração dos cultos afro-brasileiros com o kardecismo, mas, uma coisa não tem nada haver com a outra. No entanto, Zélio fez isso por causa de sua fé e militância nas duas vertentes. O inconsciente, sempre acaba influenciando as escolhas conscientes.

Eu estava vendo vídeos em canais dia desses, onde a pessoa do canal dizia "no centro onde frequento, trabalha com Umbanda e Kardecismo, com cultos de Umbanda nas quintas e sábados e de Kardecismo nas terças e nos domingos...". Enfim, tanto faz o dia que escolhem. Mas, para você que estuda uma Umbanda mais iniciática, esotérica, ancestral, mística e que sabe bem como funciona a magia, notará facilmente a contradição. E verá facilmente que Umbanda e Kardecismo podem até se identificar em algumas coisas, mas, não são tão harmônicas assim, a ponto de serem professadas dessa forma. "Uma coisa é uma coisa e outra coisa, pode ser qualquer coisa..." já diria o velho Senhor das Estradas. Só que hoje em dia, em época de internet, aplicativos e experimentação, tudo virou um "app" pras pessoas. Querem experimentar tudo. A ritualística, a tradição, as chaves, a origem e a vibração, será sempre desrespeitadas por causa do modismo, sensacionalismo e aproveitamento do tempo. Será que um templo, com cultos budistas nas quintas, daria certo com cultos judeus no sábado? Diria que sim, o liberal buscador de harmonização filosófica. Mas, a verdade é que cada cultura tem seu caminho.

Possuímos centenas de nomes simbólicos de guias e Caboclos, mas aqui vou exemplificar com o nome da linha de Caboclo Pena Azul, também Pena Branca, Pena Roxa, Pena Verde, Pena Vermelha, Pena de Aço... e assim por diante! Porém, o processo de analise é o mesmo para demais linhas. Primeiro ponto que observamos é que acima de qualquer nome ele é um Caboclo, logo, por si só já possui sustentação de Oxóssi, pois, o sustentador da linha de trabalho Caboclos é Oxóssi - ou seja é seu primeiro tripé, já que assim como nós encarnados ele pertence a mais de uma vibração. Segundo ponto a observar neste caso é o “Pena”, o mistério das penas, que são das aves, assim como os das folhas também são de Oxóssi, então ai reforça sua sustentação e lhe dá a capacidade de absorver e trabalhar com irradiações dos planos de Oxóssi. No entanto, há um algo mais. Pois esse processo ligado as penas e as aves, assim como toda simbologia mística, remete as céus, missões mais elevadas e ocultamente, nos faz lembrar por exemplo, de anjos. Dessa forma, há uma ligação ai a orixás mais ligados aos orixás criadores como Ifá, Olofin, Oxalá e assim por diante. O que quer dizer, assim como os arcanjos, eles fazem parte da linha de guerreiros, mas, que se interligam a hostes maiores e mais divinas.

Depois de Caboclo e Pena, vamos observar o Azul. Temos que entender qual tonalidade de Azul estamos falando, pois, se o Caboclo se manifesta com as cores de vestimenta plasmada ou velas no azul escuro, é irradiador do Orixá Ogum, já se for o azul claro, então o irradiador é a Orixá Iemanjá. Outra questão que deve ser levada em conta é a que vibração ancestral ele pertence. Lembre-se que na Umbanda Esotérica por exemplo, que leva em conta a astrologia e chacras, temos o laranja, como uma das cores sagradas de Ogum e o Azul sendo mais uma cor de Oxóssi mesmo. Você pode perceber que as respostas estão realmente nos pequenos detalhes, totalmente atrelados ao simbolismo. E um detalhe muito importante também, pois, já como o azul tanto pode ser de um Orixá quanto do outro, o guia, no caso, Pena Azul, pode tanto manifestar uma irradiação, quanto outra, quanto as duas, pois, além das tonalidades está por trás disso tudo o que podemos chamar de mistério do Azul, que contempla estes Orixás. Claro, a certeza das irradiações individuais ou das duas, teremos com o ponto riscado desta entidade.

Assim como um ponto errado ou letra num código fonte de computador, pode colocar tudo a perder, uma configuração simbólica errada, pode bloquear uma entidade ou afastá-la. Há conjugações. Um Caboclo que tenha por exemplo uma pena azul de jade, ou de ferro, ou azul cristal, apresentará diferentes funções e energias. Por isso, o importante é que observe bem seus orixás, nunca faça só por indicações de terceiros.

Carlinhos Lima
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