Total de visualizações de página

Meus livros de Magia Astrológica no link

domingo, 14 de dezembro de 2014

Conceitos de Umbanda Astrológica sobre carma e mediunidade

carma sexual da mulher
o carma sexual

Mediunidade e carma

Hoje em dia é comum, ver uma grande mistura no meio espiritualista. Não tenho nada contra, desde que não ocorra uma sobreposição causada por preconceitos e sufocamento das tradições. No caso da Umbanda por exemplo, o mais comum hoje e entrarmos num terreiro, templo ou casa de culto e ver o responsável pela casa, abrir trabalhos de Umbanda, com uma Bíblia na não e o Evangelho dos Espíritos na outra. No entanto, ignorando totalmente os preceitos dos orixás, o Ifá e outras tradições ancestrais. Além disso, entidades europeias, como médicos e outros espíritos do Kardecismo, operando em meio a pais e mães de santo. Ao mesmo tempo em que, pretos velhos e outras entidades ligadas a cultura afrobrasileira, operando e pregando em centros espíritas.

Leia o livro Os Senhores do Destino e saiba mais sobre Umbanda Astrológica

A alegação de muitos é que Deus é um só, o caminho é o mesmo e que no plano espiritual não há a divisão feita pelos homens e que conhecemos apenas no plano físico esta tal divisão. Bem, estamos vendo essa mistura em escolas de teologia umbandista, faculdades umbandistas e conceitos disseminados a todo tempo, com um mesmo mestre, atendendo uma hora numa casa ligada a uma vertente e outra hora em outra. Até parece bonitinho isso! Uma tolerância, que nos parece servir como crescimento e união, mas, sabemos que no fundo não é bem assim. A verdade, é que mesmo que haja alguns com boas intenções, a maioria quer apenas somar poder, misturar tudo como se fosse o grande sintetizador de mistérios e o grande pacificador. Mas, sabemos bem que a grande visão nisso tudo é que se busca o lucro, somar força e manipular. 

Os argumentos simplistas, funciona, pra maioria das pessoas, pois vemos claramente no meio evangélico por exemplo, a venda de milagres e historinhas bonitas, dando resultado, enchendo templos e enriquecendo donos de igrejas. Porém a coisa é mais séria. A espiritualidade não é brincadeira, não é simplista como nos mostra a novela Alto Astral da Globo e não é um "balaio de gatos" onde qualquer ou todo mundo chega e joga suas ideias no meio como se fosse um grande caldeirão de experiências vazias.

O Kardecismo por exemplo, pode até ser bem parecido com essa suposta "Umbanda Branca" que vemos tão popular, especialmente no Sudeste, onde, tenta-se agradar, não entrando tanto em choque com a Bíblia. Onde tenta-se ser mais simpático aos olhos dos cristãos intolerantes, que só buscam ajudas quando estão ferrados e depois dão as costas. Ou pra aqueles que tem mediunidade, mas, só aceitam falar do assunto se tiver algum embasamento bíblico no meio. No entanto, a verdade é que cada um nasce com sua missão, sua ancestralidade bem marcado e seus dons bem direcionados. E o conceito de carma por exemplo, na visão da Umbanda é bem diferente da visão do Kardecismo.

Na Umbanda, mediunidade e carma, são bem mais livres que todo aquele jugo do kardecismo. A novela da Globo, por exemplo, Alto Astral, nos mostra uma parte dessa visão kardecista, onde até mesmo espíritos tentam de todas as formas e a força, impor um carma. É evidente, que aquele tipo de mediunidade que o personagem Caíque apresenta, onde ele vê espíritos como se fossem pessoas reais, pode até existir mas, em pessoas especialíssimas e nem sabemos se existe mais! Mas, voltando a questão do carma, pra Umbanda Astrológica, que tem como base todo estudo africanista, em especial a cultura iorubá, como também a espiritualidade indígena, cigana, cabalista, hinduísta e magistica, entre essas, as crenças celtas, essênias e meji, cremos que o carma, como também o destino se adapta a todo tempo, tanto em conformidade com nosso livre-arbítrio, quanto com o acaso.

Em especial, embasado no Ifá e na Astrologia, como também em diversos sistema cabalistas, sabemos que o destino pode ser alterado. Que o livre-arbítrio tem sua enorme importância e que o acaso também opera, pra reajustar esse destino e carma. A verdade é que não existe carma intransponível ou irrevogável. Viemos a esta vida justamente pra superá-lo. E em conformidade a nossas escolhas, vamos melhorá-lo  ou superá-lo, torná-lo mais forte ou apagá-lo.

A questão da Pombagira por exemplo, é um dos assuntos mais espinhosos que encontramos no meio umbandista e que se torna ainda mais incompreensível, quando joga-se no meio dos conceitos, o puritanismo cristão, tornando ainda mais difícil a compreensão. A parte sexual, como por exemplo, carma sexual e magia sexual, são assuntos altamente complexos, perigosos e incompreendidos por 9 em cada 10 pessoas seja líderes espirituais ou leigos.

Em especial, as pessoas não sabem separar seus sentidos dos seus desejos, suas missões de suas ações, seus dons de seus medos. Assim surgem o que pensam que podem aproveitar "poderes" das pombagiras pra dominar e ter prazer, como também surgem as que vivem uma vida miserável, por renegar sua chama ardente interna e que arde sem parar. Ai soma-se a isso tudo, as pregações idiotas, consultas fajutas, rituais desconexos e engodos. A maior parte dos sacerdotes, jogam gasolina onde era pra jogar agua e outros, jogam agua, onde era pra jogar lenha. Por isso temos um monte de homem e mulher de mal com a sexualidade, com o amor e com a vida. Muitos até caindo pra parte da patologia.

Muitas mulheres trancadas em casamentos ruis, presas a triângulos amorosos que não conseguem se desligar, se prostituindo ou sem achar parceiros que satisfaçam seus desejos ardentes. Tudo isso tem haver com a soma mal feita de carma, ancestralidade e destino, com a intervenção louca de um uso equivocado dos instintos. Também a ignorância, preconceitos, rejeição da fé, das missões e por preferir seguir caminhos impostos por pregadores demagogos.

É muito comum hoje em dia, ver mulheres que foram feitas de gato e sapato por ex-companheiros, mas, que continuam cegas, servindo de objeto sexual, quando e como ele preferir vir usá-la. Muitas estão apenas enfeitiçadas, pois muitos desses canalhas, vão e fazem magia negra, pra mantê-las como suas escravas sexuais e não arrumarem mais ninguém. E elas ficam anos e anos, achando que é amor e sempre cedendo seu corpo, sua alma e sua energia a cafajestes. E assim vão jogando sua juventude fora, perdendo sua força espiritual e seus dons. Tudo por terem rejeitado suas missões, seus dons e sua ancestralidade.

Muitas meninas que teriam uma missão importante, se iniciam sexualmente muito cedo, já pelo laço de forças sombrias e passam a vida sendo um mero objeto sexual. Outras vivem de terreiro em terreiro, enchendo os bolsos de pais e mães de santo, pensando que ao pagar pra que eles façam suas porcarias que estarão por cima da carne-seca. Na verdade, estão apenas denegrido sua ancestralidade, pesando seu carma e agindo como mercenárias.

Muitas mulheres por exemplo, começam do nada a ter desejos estranhos, fetiches, medos, passam a ser vulneráveis, vão pra cama com qualquer um, se dão a desfrute com qualquer um, como se não conseguisse se controlar. Tudo isso tem um mistério, forças profundas e brevemente colocarei em claras exposições num livro o qual escreverei sobre pombagiras.

Axé a todos e shalom

Carlinhos Lima

A Umbanda precisa despertar, se impor e se reajustar nessa era tão sombria

A Umbanda precisa despertar, se impor e se reajustar nessa era tão sombria
A Umbanda precisa despertar, se impor e se reajustar nessa era tão sombria

Ou a Umbanda desperta ou acabará no esquecimento e incompreensão



A mediunidade é algo incompreendido, sempre foi e sempre será, mesmo com todas as pregações, estudos e definições. Em primeiro lugar, pelas limitações humanas em perceber as coisas. Segundo, pelas incontáveis teorias, crenças que se chocam e confusões. Por fim, a relutância do próprio indivíduo em aceitar o que sente, em acreditar em algo que não consegue enxergar ou compreender.


Cada crença tem uma forma de avaliar fenômenos e se tratando de mediunidade não é diferente. A Umbanda hoje em dia quer de toda forma se agarrar nos ensinamentos de Kardec, há até cursos em templos e terreiros utilizando-se de textos do kardecismo, mas, mesmo sabendo que a mediunidade humana é igual, a forma de senti-la é diferente, dependendo do inconsciente a que a pessoa está conectada. Assim a mediunidade "mauricinha", estilo europeu e "alfabetizada" do kardecismo, com sua alta dose de cristianismo, pode até servir de respostas pra muitos, em especial que se identificar com o estilo e estudo de Alan Kardec, mas, a verdade, é que a concepção espiritual da Umbanda não só é diferente, quanto mais enigmático.

E quando eu uso esses temos aqui, não estou utilizando de uma linguagem pejorativa, ofensiva ou vulgar, estou apenas tentando deixar mais claro o que as penso sobre o tema, mas, volto a afirmar que tenho profundo respeito a doutrina espírita e acho ela de grande valia pra quem se identifica com ela. Assim como o protestantismo, o catolicismo e qualquer outro seguimento, terá sempre seus adeptos que se encaixam bem a suas pregações. Apenas o que afirmo, nesse tom, talvez simplista ou limitado, é que os moldes kardecistas jamais vão servir pra Umbanda, da mesma forma que os moldes da Umbanda nunca irão servir para quem se identifica com o Espiritismo. Por muitos motivos, mas, em especial por dois que destaco aqui: primeiro que a Umbanda é mais plural, mais livre, mais solta e menos limitada; segundo que a Umbanda tá muito mais ligada a natureza, magia e sentidos que tocam a alma das pessoas que o kardecismo.

Quando falo em liberdade, me refiro as limitações bíblicas que o Espiritismo está embasado e a Umbanda não. Apesar de ter alguns movimentos, que querem "se limpar" do africanismo, como que renegando ritos, liturgia e princípios ancestrais, passassem a ser vistos com mais respeito e aceitação. Assim inventou-se as tais "mesas brancas", Umbanda "Branca" e muitos outros sincretismos, misturas que tentam se sentir melhor, como que se encaixasse mais com o cristianismo. Mas, a Umbanda Original, é mais livre, não precisa propriamente das pregações bíblicas pra pregar amor, união e verdade. Tem ela própria em conhecimentos ancestrais o foco no amor a natureza, respeito aos irmãos, honra aos ancestrais e um brilho próprio que é o de buscar desenvolvimento espiritual, cumprindo sua missão na Terra.

Porém com a sobreposição de crenças europeias dominadoras, patriarcais, a Umbanda perdeu boa parte de sua essência. Hoje é um movimento reformado, muito mais deformada do que reajustada. Perdeu sua essência, seu prisma, seu brilho e seus conhecimentos sagrados. A Umbanda não precisa dos santos católicos pra existir, apesar de respeitá-los, poder cultuar em conjunto, conviver no amor as criaturas e a criação, mas, não se sufocar com pregações, preconceitos e distorções. A Umbanda não precisa de pirotecnias ou de coisas que gerem pavor. A Umbanda não pode continuar pra sempre como um "balaio de gatos" onde todo tipo de crendice seja visto como "diversidade necessária", na verdade ela tem que ser decodificada. Não é possível, além de ser ridículo, que um sacerdote esteja num templo com um seguimento hoje e amanhã esteja pregando em outro, alegando que cada linha tá separada! Isso é falácia, demagogia e bagunça. O que cada mestre tem que fazer é buscar sintetizar, filtrar e criar sua doutrina unificada, uma proto-síntese, sem patacoada. Não se iludam com esse papo de agradar a todo mundo, pois na verdade, o que se busca é poder, não perder clientes e visando o lucro, pra vender cursos variados, produtos e livros.

O Ifá é o livro sagrado da Umbanda, jamais será a Bíblia. A ancestralidade bíblica, se funde ao Ifá, ao Alcorão, no que se refere a evangelização do homem e a revelação sagrada dos desejos do Criador, mas, jamais deve se sobrepor, se impor e dominar. A África tem sua ancestralidade, assim como o Brasil, as Américas, a Europa e a Ásia. Nenhum povo pode sufocar outro, se dizendo mais culto, mais soberano ou melhor.

A Umbanda é mais forte do que se propaga por ai. Hoje foi sufocada por falsos líderes, como também por líderes covardes ou egoístas que apenas viram seu lado. Mas, a Umbanda tem um pé em todos os continentes, absorve desde a ancestralidade africana, indígena, europeia, asiática e árabe, a conhecimentos que vão além da primitividade iorubá ou nagô. A Umbanda, assim como o Candomblé (seu irmão gêmeo), o Palo, o Vodú, a Santeria e todos os seguimentos afros, tem mais poder, mais conhecimento e mais a ensinar do que muitos enxergaram até hoje.

Carlinhos Lima
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Marcadores