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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

O método principal da ciência oculta é a analogia



“O método principal da ciência oculta é a analogia. Pela analogia determinamos as relações existentes entre os fenômenos.” (Papus 44)
“veremos, por exemplo, por que para comandar os espíritos do ar é necessário uma pena de águia (Eliphas Levi, Rituel de Haute Magie) segundo as relações analógicas existentes entre o elemento e a ave. Tudo isso consiste num método para fixar a vontade.” (Papus 113)

Rituais e magia do bem e do amor: É muito comum ouvirmos de pessoas que não são umbandistas, que a umbanda é uma grande confusão. Algumas chegam a falar que a umbanda é “casa da mãe Joana”, onde cada um faz o que quer. Não conseguem entender o motivo de um Terreiro, casa ou templo não utilizar atabaques enquanto outros utilizam; outros usam roupas coloridas enquanto outros usam somente o branco, outros não trabalham com exus, enquanto outros fazem questão de trabalharem, outros criticam com rigor o uso de sangue e sacrifícios de animais, enquanto outros utilizam estes elementos.
Chamamos isto de Diversidade de Rituais.
O Princípio de Correspondência, (O Caibalion, p.6) embora não seja suficiente, é necessário para o exercício mágico. Tal princípio consiste tão simplesmente em entender as infinitas ligações entre os mundo das coisas sensíveis e os mundos das coisas suprassensíveis.
Essa ligação é meramente entre objeto material e objeto ideal, objeto material e objeto sentimental (que pode ser ideal) e objeto material e objeto imaginário e o objeto imaginário a todos os outros já citados. O objeto material é todo o objeto que temos ao alcance dos sentidos, como facas, pingentes, velas e etc. Esses são dotados de matéria e imagem. O objeto ideal é todo o objeto que não existe ao alcance dos sentidos, e muito menos possuem matéria e forma, e não podem ser sentidos mentalmente, mas podem ser conceituados. Como a ideia de justiça, sabedoria, beleza e etc.
O objeto sentimental é todo objeto que não possui matéria e forma, que não existe ao alcance dos sentidos, e pode ser conceituado e sentido pelo espírito¹. Como por exemplo, o amor, ódio, alegria, tristeza etc. O objeto imaginativo, dos quais muitos estão familiarizados, são simplesmente nossas criações do espírito, isentos de matéria, mas dotados de forma. Como é o caso do centauro, das memórias imagéticas, deuses e etc. Ligação de objeto material e objeto ideal: em um ritual, quando usamos uma pena de pavão para representar a ideia de beleza, uma vez que essa ideia não possui imagens, usam-se imagens de representação para evocar a ideia.
Ligação de objeto material e objeto sentimental: em um ritual em que o magista não é capacitado para gerar sentimentos artificiais, usa o símbolo do coração, por exemplo, para representar e evocar a ideia de amor e daí o sentimento, uma vez que o amor em si não possui imagem.
Ligação de objeto material e objeto imaginário: como quando imaginamos um ser ou um símbolo e lhe damos corpo físico, como alguém que cria um selo mentalmente e o desenha no papel, o objeto imaginário liga-se a todos os outros objetos, pois sempre se liga a ideia e às vezes a sentimentos. Muitas dessas representações são arbitrárias e não de fato, mesmo assim seu efeito é existente. Como por exemplo o coração, que de fato nada tem a ver com o amor. Os deuses são representações ricas em símbolos para representar o que não possui forma, daí temos o deus do amor, da justiça, guerra, beleza e etc. Esses são em sua maioria representação de ideias necessárias para o funcionamento da vontade.

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