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A pombagira

sábado, 11 de janeiro de 2020

Saiba por que cientistas esperam a explosão desta estrela



Um cientista da Universidade Estadual de Louisiana propôs que antes teria havido uma estrela companheira ao lado da estrela Betelgeuse.
Betelgeuse é uma estrela invulgar. Um novo modelo sugere que o corpo celeste esteve outrora dividido em duas estrelas, até que a estrela maior engoliu a menor, causando mudanças nas suas propriedades que continuam levantando dúvidas até hoje.
Sua localização, a uma distância suficientemente próxima da Terra para se poder apreciar sua superfície com telescópios, permitiu aos cientistas determinar sua velocidade de rotação entre 17.700 e 53.000 km/h, um valor muito alto. Isto foi explicado por Manos Chatzopoulos, astrônomo da Universidade Estadual de Louisiana (EUA).
Betelgeuse tem a peculiaridade de, embora já tenha entrado na sua fase de gigante vermelha, não ter reduzido a sua velocidade de rotação, ao contrário do que normalmente acontece nesta fase, e além disso é uma estrela fugitiva, que se desloca pelo espaço com uma velocidade invulgarmente elevada em comparação com outras estrelas à sua volta.
"Ninguém tentou explicar a combinação destes dois fatores. Como estariam interligados?", refletiu o cientista.

Teorias

Há duas considerações que devem ser levadas em conta a este respeito.
Em primeiro lugar, se acredita que Betelgeuse teve origem em uma região de alta densidade estelar conhecida como a associação estelar OB1a de Órion, onde a interação com suas muitas estrelas teria feito com que Betelgeuse voasse para longe, e esta seria a razão de sua hipervelocidade.
Por outro lado, as evidências observadas por Chatzopoulos e sua equipe parecem sugerir que a estrela pode ter tido uma companheira de tamanho menor que Betelgeuse engoliu, e isso teria causado uma agitação em suas camadas externas, levando a um aumento na sua velocidade de rotação.
A quantidade anormalmente grande de nitrogênio observada na atmosfera de Betelgeuse é outro fator que só corroboraria estas conclusões: a presença de uma estrela companheira teria causado o deslocamento do nitrogênio presente no centro de Betelgeuse para o seu exterior.
Não é a primeira vez que se estuda a possibilidade de Betelgeuse ser uma fusão de duas estrelas: outros cientistas, como o próprio diretor de tese de Chatzapoulos, já investigaram essa possibilidade no passado, e esta última pesquisa foi recebida como um passo positivo para uma melhor compreensão do fenômeno de Betelgeuse.
Quanto à possibilidade recentemente especulada de Betelgeuse explodir e se tornar uma supernova, Chatzoupulos apontou que, se sua teoria se confirmar, isso poderia significar que a estrela se rejuvenesceu ao fundir-se com o material da estrela companheira que engoliu, o que atrasaria sua explosão. Em qualquer caso, o cientista comentou com algum desapontamento que "todos os que estudamos as supernovas queremos que isso aconteça antes de morrermos".

NASA descobre planeta que orbita 2 estrelas



A NASA anunciou que o telescópio espacial TESS encontrou seu primeiro exoplaneta que orbita duas estrelas.

A descoberta foi feita por Wolf Cukier, um estudante de segundo-grau da Scarsdale High School em Nova York, que participava de um estágio de verão no Goddard Space Flight Center.
"No princípio pensei que fosse um eclipse estelar, porém o momento era incorreto. Resultou ser um planeta", afirmou Cukier.
"O planeta bloqueou a luz dessas duas estrelas, o que provocou um pequeno decréscimo na quantidade de luz que chegou ao telescópio. Isso foi o que notei no princípio", explicou à CBS.
O TOI 1338 b, como foi batizado, possui uma massa 6,9 vezes maior que a de nosso planeta, e não há sinais de que seja habitável. Além disso, ele orbita duas estrelas, que se orbitam a cada 15 dias, identificadas como TOI 1338 na constelação do Pintor, a 1.300 anos-luz da Terra, e é o único planeta do sistema, explica a NASA. 

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O planeta orbita quase exatamente no mesmo plano que as estrelas, então experimenta eclipses estelares regulares.
Após a identificação do TOI 1338 b, a equipe de pesquisa utilizou um software especial para confirmar que os trânsitos eram reais e não resultado de artefatos causados pelos instrumentos.
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