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A pombagira

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Misteriosas ondas gravitacionais podem estar ligadas a novo fenômeno



O observatório LIGO detectou um possível rastro deixado por ondas gravitacionais na constelação de Orion. Entretanto, especialistas acreditam que este rastro pode estar relacionado com outro fenômeno.

As ondas gravitacionais costumam resultar de eventos desastrosos que ocorrem no Universo, como a fusão de duas estrelas de nêutrons ou a colisão de buracos negros. Além disso, algumas vezes estes fenômenos surgem sem qualquer causa aparente e um destes casos foi detectado pelo Observatório LIGO.
As ondas detectadas surgiram de uma região onde se encontra a grande estrela vermelha Betelgeuse, na constelação de Orion, que escureceu recentemente. Este escurecimento gerou polêmica sobre sua natureza e possibilidade de se converter em uma supernova.
"Estima-se que a Betelgeuse não se converterá em uma supernova durante os próximos 100.000 anos. Contudo, quando uma estrela escurece é sinal de que algo está acontecendo com ela", escreveu o portal Science Alert.
Os especialistas consideram que a Betelgeuse é uma estrela variável e sua luminosidade pode flutuar. Estrelas como esta não são estáticas e mostram mudanças tanto de forma periódica quanto não periódica de sua luminosidade.
O tipo de ondas gravitacionais detectadas pelo LIGO são chamadas de ondas de explosão, que podem ser produzidas por uma supernova. Entretanto, a Betelgeuse ainda não é uma delas e não o será por um bom tempo. É por isso que diversos especialistas consideram que a detecção de ondas gravitacionais próximas de uma estrela pode não estar ligada a ela.
"Sou sempre cético a respeito da detecção de ondas gravitacionais, já que é fácil confundi-las com glitches", afirmou Christopher Berry, astrofísico do Centro de Exploração Interdisciplinar e Pesquisa em Astrofísica da Universidade Northwestern.
O glitch é um tipo de problema técnico que consiste na elevação abrupta da rotação de frequência de um pulsar. Sua causa exata ainda é desconhecida, mas acredita-se que são causados por um processo interno dentro do pulsar.
A explosão da Betelgeuse mudará o céu noturno para sempre, já que a explosão da estrela pode produzir um grande volume de raios X e radiação ultravioleta, enquanto que o material estelar é ejetado no espaço com uma grande força, porém ela não causaria danos sérios à Terra, pois é pouco provável que ela produza raios gama, além de nosso planeta estar a aproximadamente 700 anos-luz de Betelgeuse.

NASA posta VÍDEO de gelo 'dançante' em cratera marciana



A sonda da NASA, MRO, que busca evidências da existência de água em Marte divulgou curiosas imagens das mudanças que ocorreram na superfície marciana com o passar dos anos.

Dá para imaginar que o Planeta Vermelho seja um lugar bastante estático, por ser desprovido de oceanos e de atmosfera como a nossa. Porém, levando em consideração um GIF publicado pela NASA, repleto de imagens de vários anos do que aconteceu em uma cratera do planeta vizinho, dá para perceber que Marte é surpreendentemente dinâmico.
A câmera do Orbitador de Reconhecimento de Marte (MRO) é operada por cientistas da Universidade do Arizona, EUA.


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Mudanças em cratera do polo norte de Marte ocorridas em seis anos marcianos são vistas pela sonda espacial MRO.
"Estes depósitos de gelo formados entre crateras diminuem e aumentam ou mudam de forma ou de textura superficial de ano em ano", escreveu geólogo planetário da Universidade do Arizona, EUA, que também é o principal pesquisador da missão HiRise, escreve mídia.
A sequência de fotos remete a quase uma dúzia de anos, sendo a primeira foto de 2008 e a última – de 2019. Nem todos os anos entre 2008 e 2019 entraram no GIF, e correspondem a seis anos marcianos, visto que o Planeta Vermelho leva 687 dias terrestres para dar uma volta completa ao redor do Sol.

NASA mostra FOTO majestosa de Nebulosa da Chama localizada a 1.500 anos-luz da Terra



O telescópio espacial Hubble, da agência espacial norte-americana NASA, divulgou uma imagem impressionante da Nebulosa da Chama, dona de enormes quantidades de materiais formadores de estrelas.

Telescópio Hubble, que é operado pela NASA e Agência Espacial Europeia (ESA), compartilhou uma imagem impressionante de um objeto cósmico conhecido como a Nebulosa da Chama, que rodeia uma estrela quente e espalha a energia recebida em forma de radiação, com espectro marcado por linhas brilhantes de hidrogênio.
O objeto é localizado a uma distância de aproximadamente 1.500 anos-luz da Terra na constelação de Orion. De acordo com astrônomos, a nebulosa é formada por agrupamentos que sustentam formação de estrelas e é abundante em materiais tais como gás e poeira para formar novas estrelas e até mesmo planetas, escreve portal International Business Times. 
Os agrupamentos têm discos circunstelares, sendo cada um deles composto por diferentes materiais, uma vez que alguns destes discos contêm grande corpos celestes como asteroides. Há tanto material cósmico nestas regiões que até mesmo planetas podem ser formados.

Determinada finalmente idade da cratera de meteorito mais antiga do mundo



Aos meteoritos têm sido imputadas as mais significativas mudanças climáticas ao longo da história da Terra, principalmente a do Cretáceo-Paleógeno, que levou à extinção dos dinossauros.

Em estudo publicado na terça-feira (21), cientistas anunciaram a datação da cratera mais antiga da Terra, formada pelo impacto de um meteorito há mais de 2 bilhões de anos.
De acordo com o novo estudo, a cratera de Yarrabubba, situada no Oeste da Austrália, tem 65 km de diâmetro e é a zona de impacto de um asteroide mais antiga do mundo.
Yarrabubba já era apontada como uma das crateras mais antigas do mundo há anos. Contudo, uma nova datação referida em estudo publicado na revista Nature por Timmons Erickson, cientista pesquisador do Centro Espacial Johnson da NASA, confirmou sua maior antiguidade e aponta a possibilidade de serem descobertas outras estruturas de impacto em paisagens similares à de Yarrabubba.

Cientistas recorreram a técnicas inovadoras

Os cientistas conseguiram determinar exatamente a data do impacto utilizando métodos tecnológicos, extraindo amostras de zircónio e monazite e fazendo análises isotópicas dos minerais.
Erickson e os seus colegas concluíram igualmente que o meteorito que impactou em Yarrabubba e que abriu a cratera estudada teria um diâmetro de quilômetros.
A idade dos cristais foi determinada recorrendo a datação por urânio e chumbo, confirmando que a cratera era centenas de milhões de anos mais antiga que as de Vredefort Dome, na África do Sul, e a da Bacia de Sudbury no Canadá.
A cratera foi formada em resultado do impacto de um meteorito há cerca de 2,229 bilhões de anos e pode ter levado a profundas mudanças climáticas na Terra.

Meteorito provocou mudanças climáticas

Segundo o estudo, há muito tempo se sabe sobre o devastador efeito em termos climáticos causado pelo impacto de meteoritos e cometas na Terra.
Contudo, adianta, é ainda difícil estabelecer relação entre os impactos e mudanças pontuais na atmosfera, litosfera, oceanos e vida – salvo a notável exceção representada pelo impacto em pleno Cretáceo-Paleógeno.
Os pesquisadores indicam ainda que tendo sido detectada uma coincidência temporal precisa entre o impacto de Yarrabubba e o desaparecimento das geleiras ocorrida na mesma época, tal deveria levar a um estudo mais aprofundado sobre o efeito dos meteoritos no meio ambiente.
Foi identificado que o impacto de Yarrabubba provavelmente atingiu a Terra durante um dos seus períodos glaciares da história, em uma época em que as geleiras cobriam a Austrália, calculando a equipe de Erickson os possíveis resultados climáticos da queda de um grande meteorito em uma área coberta por gelo e neve.
Os cientistas concluíram igualmente que do impacto do meteorito na Terra gelada provocou o lançamento na atmosfera de 500 bilhões de toneladas de vapor de água, causando um fenômeno de aquecimento global, como atestam o recuo de geleiras detectado nessa época.
Crateras de impacto de bilhões de anos são difíceis de detectar na Terra, já que a sua superfície está em constante mutação geológica. Deslize de placas tectônicas e atividade vulcânica vão remodelando o planeta e apagando os vestígios das crateras.
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