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domingo, 1 de abril de 2018

A beleza irresistível das mulheres


A beleza é o poder especial da mulher


Leonardo da Vinci dizia que se não fosse o belo rosto dado pela natureza às mulheres a raça humana não se reproduziria, pois seus genitais eram para o pintor algo difícil de se admirar e ver. Sobre as mulheres muitos pintores criaram obras de arte magníficas, poetas criaram versos extraordinários, músicos criaram composições extasiantes. Nuas, vestidas, saindo da água, como deusas da antiguidade ou virgens santíssimas, elas habitaram o panteão das artes desde sempre.
Atrizes de cinema sempre nos fazem amá-las, por sua beleza e por sua capacidade de criar emoções grandiosas. Mulheres criaram obras de arte e reflexões admiráveis: Camile Claudel, Virginia Woolf, Safo, Sylvia Plath, Hilda Hilst, Clarice Lispector, Pina Bausch, Emile Dickson, Susan Sontag, Marilena Chauí, Hanna Harendt, Rosa de Luxemburgo, etc.



 Mulheres são seres fisicamente tão belos que sua beleza desperta a inveja em outras mulheres. Mesmo as que a convenção chama de feias, são belas a um bom observador. Aquele andar delicado, o gesto de arrumar o cabelo, o desenho das costas, a forma dos pés, os dedos das mãos coroados por anéis, os olhos pintados, os lábios limpos ou tingidos de batom, a maneira de sentar, a dança sensual, o rebolado, as pernas fortes, nada disso é patrimômio apenas das chamadas mulheres belas.



Mulheres foram transformadas em santas quando se recolheram, mas também foram julgadas como putas quando viveram livremente. Algumas mulheres foram para o convento, anulando boa parte do sentido e da riqueza de suas existências, outras percorreram o mundo, amaram desavergonhadamente vários homens, participaram da vida social como professoras, cientistas, filósofas, médicas, dançarinas, chefes de Estado, arquitetas e economistas, etc.
Mulheres têm voz divina quando cantam. Maria Callas, Ella Fitzgerald, Elis Regina, Janis Joplin, Amy Winehouse, fazem nosso coração disparar, se elevar, se transportar para outros mundos. Seria impossível imaginar um mundo sem as vozes femininas. Há imagens enternecedoras de mulheres: como o amor da mãe favelada (aqui e na África) que chora com seu coração partido por não poder dar uma xícara de leite ao seu bebê, que não consegue dormir por causa da fome, num mundo onde algumas pessoas bebem champangne em taças de ouro e compram barcos que valem milhões. No outro dia, heróicamente, essa mulher faz de tudo para conseguir trazer o leite para seu filho, da submissão a um trabalho mal pago ou, quando sem saída, o ato de se prostituir.



O escritor Alexandre Dumas Filho aconselhava ao marido traído uma única atitude para com a esposa infiel: "Mate-a". Quantas mulheres não padeceram nesse mundo o assassinato justificado sob a lei da falsa-moral elaborada pelo macho ferido. Mulheres foram tratadas historicamente como cidadãos de segunda classe. Somente em 1867, Stuart Mill fazia, diante do Parlamento, a primeira defesa oficialmente pronunciada do direito do voto feminino.
Simone de Beauvoir acreditava que a liberdade da mulher começa quando ela conquista sua liberdade material, financeira. Muitas mulheres modernas têm provado o gosto da liberdade econômica, podendo sair de casamentos apodrecidos pela violência, prepotência e descaso afetivo masculinos.
Em razão de sua liberdade econômica, outros aspectos da existência tem se apresentado para as mulheres, como o estudo, as viagens, os amores, as carreiras interessantes, as amizades para além da prisão familiar.



Agnès Michaux escreveu um Dicionário misógino, onde expõe frases de pensadores, escritores e artistas famosos que em algum momento escreveram frases onde expressam seu ódio às mulheres.
Nas cortes rococós deixavam a mulher ser um ser livre, alado, vivendo no luxo e na luxúria, mas nem tanto, como nos ensinou Starobinsky, que percebeu o sentido da estratégia masculina do elogio: "Todo um sistema extremamente refinado de atenções, de deferências, de lisonjas se desenrola para chegar de maneira segura ao êxtase da satisfação animal". Como confessa um herói de Bijoux Indiscrets, citado por Starobinsky, "sempre mulheres, e de todo tipo, raramente o mistério, muitos juramentos e nenhuma sinceridade".
Baudelaire, por exemplo, escreveu: "A mulher tem fome e ela quer comer. Sede, e ela quer beber. Ela está no cio e ela quer ser fodida. Faça-se justiça! A mulher é natural - ou seja, abominável".
Pierre Belfond, que diz: "Nas mulheres, os pensamentos só se elevam quando seus seios caem". E Charles De Gaulle: "Criar um Ministério da Condição Feminina? E porque não um Subsecretariado de Estado do tricô?" E por aí vai... na verdade esses imbecís que escreveram isso, viveram sem ter o dom de captar a verdadeira essência elevada e criadora da mulher! Se ela nosso mundo seria um cáos! A mulher é um ser divino, mal compreendido e mau amado! Por mais que um homem ame uma mulher nunca amará o suficiente! Se Deus criou o homem do pó de barro, a mulher ele usou alguns incrementos a mais, como boas essências, uma pitada de diamante pra dar brilho aos seus olhos e um copo de agua do Rio da Vida, pra que ela possa sangrar todo mês e nunca morrer de anemia... Deus criou o homem, visou a força e outros atributos, mas, caprichou um pouco mais na mulher, por isso é um ser complexo, magnifico e muito gostoso.... Em defesa das mulheres foi necessário que a filósofa francesa Simone de Beauvoir escrevesse um tratado que ficou famoso: O segundo sexo. Dizia a autora: "Abrem-se as fábricas, os escritórios, as faculdades às mulheres, mas continua-se a considerar que o casamento é para elas uma carreira das mais honrosas e que as dispensa de qualquer outra participação na vida coletiva".


Eu que sou homem, reparo nas mulheres. Fui gerado no ventre de uma, portanto lhes devo a vida e, consequentemente, imenso respeito e admiração.
A mulher é objeto de admiração cósmica, como também objeto de desprezo por seres que se autodenominam homens, mas que por sua relação cruel com as mulheres deveriam ser chamados de bestas-feras. Algumas culturas (pagãs) a transformaram em deusa, outras (judáico-cristãs) a transformaram em bruxa, feiticeira diabólica, que deveria ser queimada viva.
Pitágoras dizia que existe um principio bom que criou a ordem, a luz e o homem, e um principio mau que criou o caos, as trevas e a mulher. Algumas religiões, seguindo essa lógica perversa, a transformaram na perigosa fonte do mal.
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