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sábado, 7 de março de 2009

Os conceitos dos cultos afro-brasileiros


Tal como ocorre nos demais cultos de possessão que, em graus diferentes, estão em sua base, como o Candomblé e o Espiritismo, a pedra angular da Umbanda é a comunicação entre a esfera do sobrenatural e o mundo dos homens, através da incorporação das entidades espirituais num grupo e no corpo dos iniciados. Apresenta, contudo, algumas particularidades que a diferenciam daqueles cultos.

No Candomblé, por exemplo, as entidades - orixás - não são consideradas espíritos de mortos, mas reis, princesas e heróis divinizados que representam forças da natureza (Iansã, os ventos, a tempestade; Iemanjá, o mar; Ossãe, as folhas e plantas; Oxum, os rios e cascatas, etc.); atividades humanas (Oxossi, a caça; Ogum, a guerra e a metalurgia; Omulu, a medicina); virtudes e paixões (Xangô, a justiça, Oxum, o amor e o ciúme; Oxalá, a sabedoria), etc., cujas ações se desenrolaram num tempo mítico.

Na Umbanda, as entidades são considerados espíritos de mortos que descem do astral onde habitam para o planeta terra - visto como lugar de expiação - onde, através da ajuda dos mortais, ascendem em seu processo evolutivo em busca da perfeição. Tal concepção, tributária da doutrina do carma, apresenta, contudo, algumas diferenças com relação ao Espiritismo kardecista: enquanto para este último os espíritos que descem nas sessões são individualizados e reconhecidos pela história de suas vidas passadas, as entidades umbandistas constituem categorias mais genéricas, onde a referência à vida pessoal é substituída por representações como, por exemplo, caboclos e pretos-velhos.

Perdida a lembrança dos traços individualizadores, os espíritos de velhos escravos e índios assumem o papel de antepassados de etnias africanas e indígenas, sendo representadas por uma série de marcas correspondentes a uma visão que se generalizou através de tradições orais e da escrita: a figura altiva do índio, amante da liberdade, popularizada pela corrente indianista da literatura romântica; o aspecto humilde do preto-velho, sábio e compreensivo com as misérias humanas e o sofrimento, visão idealizada sobre velhos escravos e escravas conhecedores de segredos, remédios e também poderosas magias empregadas contra os senhores brancos.

Nos três casos citados - Candomblé, Espiritismo, Umbanda - o caráter do transe é diferente: no Candomblé, ele é regulado por um conjunto de mitos que contam as sagas dos deuses e que os iniciados repetem, através da coreografia, cânticos e roupas, representando assim, uma história muito antiga, mítica. No Espiritismo kardecista, os médiuns emprestam seu corpo, sua voz, sua matéria, enfim, para que mortos possam continuar comunicando-se com os parentes, amigos, discípulos.

Na Umbanda, o transe não é nem estritamente individual nem propriamente uma representação com a profundidade dos mitos, mas a atualização de fragmentos de uma história mais recente através de personagens tais como foram conservados na memória popular: o caboclo Tupinambá, ou o pai Joaquim de Angola, quando descem, não são a representação deste ou aquele indivíduo em particular, mas uma representação genérica e estereotipada de índios brasileiros, escravos africanos e outros personagens liminares presentes em diferentes contextos históricos e sociais brasileiros.

As entidades umbandistas são, portanto, espíritos de mortos - ainda que não individualizados - para quem a missão de ajudar os homens é um meio de expiar faltas passadas de acordo com a doutrina do carma e assim progredir em busca da perfeição. Tem-se, assim, a crença na comunicação concreta e real entre o mundo dos vivos e dos mortos; estes o fazem em virtude da necessidade de evoluir espiritualmente, para o quê necessitam da materialidade do corpo físico dos iniciados.

As entidades dividem-se, basicamente, em espíritos de luz (ou da direita) e espíritos não evoluídos (ou da esquerda). Tanto uns como outros encontram-se em diferentes estágios de progresso espiritual: os mais atrasados na escala evolutiva, muito próximos ainda da matéria são os exus, cuja representação iconográfica os aproximaria da figura do diabo da tradição cristã. No panteão do candomblé, porém, Exu é considerado o orixá que estabelece mediação entre o mundo dos homens e o dos deuses: não evoca o mal, mas a ambigüidade, a passagem, a comunicação. Na Umbanda, o correspondente feminino de exu é a pomba-gira, que geralmente assume a forma estereotipada da prostituta.

Exus e pombas-gira são antes representações coletivas do que espíritos individuais; para se designar espíritos de mortos individualizados usa-se o termo eguns. Estes, antes de iniciar seu processo evolutivo - neste caso considera-se que permanecem vagando, podendo inclusive afetar as pessoas - são nomeados pelo termo quiumbas. Não provocam transe mas, como se verá, uma perturbação.

Os espíritos de luz, que trabalham na direita, quando baixam no terreiro e se apossam do corpo dos médiuns, assumem posturas corporais e exibem adornos que permitem identificar sua origem: são os já citados caboclos, pretos-velhos, marinheiros, etc. Cada uma dessas categorias, agrupadas em linhas, atendem a pedidos específicos, "especializam-se" em determinadas doenças e problemas. Assim, por exemplo, exus e pombas-gira atendem a casos que envolvem dinheiro, sexo, desavenças de ordem afetiva; espíritos de luz, como caboclos e pretos velhos não se envolvem com tal tipo de questões: dão conselhos, receitam remédios de ervas e raízes, insistem no fortalecimento espiritual, abrem caminhos.

Tais categorias são fundamentais para se compreender a classificação das doenças, na Umbanda, e os processos de cura. Assim, costuma-se distinguir, em primeiro lugar, as doenças cármicas: são as decorrentes de uma provação pela qual a pessoa deve passar em razão de faltas não expiadas que seu espírito, do qual o corpo é mero invólucro, tenha cometido em vidas anteriores. Neste caso resta apenas resignar-se porque da aceitação do sofrimento presente depende a evolução do espírito rumo à perfeição.

Geralmente tal tipo de explicação aplica-se a enfermidades congênitas. Em alguns casos as perturbações, tanto físicas como mentais - fraqueza, desmaios, dores de cabeça, visões, convulsões - são consideradas não doenças propriamente ditas, mas sintomas de mediunidade. A pessoa que possui essa capacidade e não sabe, ou se sabe e não quer aceitá-la pode sofrer uma série de distúrbios interpretados como resistência a dar passagem à entidade espiritual que a escolheu como instrumento para sua missão na terra.

Há também perturbações causadas por outras pessoas: são o resultado de influências negativas por causa da inveja nas relações afetivas, profissionais e também por causa de feitiços e encantamentos encomendados por desafetos. Se no primeiro caso o malefício é interpretado como resultado de fluidos negativos, no segundo é produzido diretamente pela manipulação de forças espirituais através de ritos e objetos mágicos. Finalmente, há as doenças causadas por encosto: no último plano da escala evolutiva estão espíritos ainda sem luz, os quiumbas, que vagam sem destino e podem apossar-se das pessoas (nas quais encostam).

Quando isto acontece, essas pessoas ficam perturbadas, com dores de cabeça, desmaios, compulsão ao suicídio, têm convulsões e até mesmo distúrbios físicos. Se o encosto chega a dominá-las completamente, trata-se de uma obsessão: ele toma o lugar do espírito da pessoa o que pode acarretar perturbações mais sérias e até levar à morte. Segundo as palavras de uma mãe-de-santo entrevistada.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador

sábado, 18 de outubro de 2008

CARTAS DE GANDHARA = CORREIO DE UMBANDA



CARTAS DE GANDHARA

O Mestre Jesus nada tinha para Si, de bens materiais, e mesmo assim não era menos poderoso que os Reis da terra! E enquanto os governantes transitórios, em sua sede de conquistas, patrocinavam o genocídio, conquistando raças e nações pela força do constrangimento e humilhação, o Sublime Peregrino promovia verdadeira revolução pelas vias de Seu Sagrado Coração!
Manso por excelência de alma, humilde por vocação de Espírito, e Sábio por herança divina, chamava todos de irmãos e atraía por força de simpatia os deserdados da sociedade.
Gandharananda Shanti

Pergunta: Porquê o Mestre Jesus guardou silêncio diante de Pilatos, quando este a sós com o Rabi, na intimidade da fortaleza Antonia lhe inquiriu o que era a verdade? É realmente verdade este episódio da vida do Messias como consta nos evangelhos? Gostaríamos de saber vossa opinião neste particular, á guisa de esclarecimento.

Resposta de Premanandâchãryâ: Já não é segredo para a humanidade encarnada, aepopéia de Jesus nazareno, cuja poesia transcendental se transfigurou no gòlgota, transmitindo ás sucessivas gerações, páginas de profunda beleza contidas em Seu evangelho de amor e redenção em favor da raça humana!
A memória privilegiada de nosso amado Instrutor Ramatís nos brinda com a narração deste episódio em seu famoso livro intitulado “O Sublime Peregrino”, através das faculdades medianímicas de seu discípulo Hercílio Maes.
Basta folhear o capítulo “Jesus e Poncio Pilatos para deleitar-vos nas elucidações ali contidas.
Ao nosso entendimento, sem ter a presunção de acrescentar outros detalhes à excelente obra ditada por transmentação de Ramatís, nos limitamos á comparar a sábia compreensão do Mestre Jesus, cuja formação consciencial teve início em outros planos sidéreos, a eons do vosso calendário terrícola, em relação ao limitado entendimento da mentalidade de Pilatos, que procurava compreender Jesus através dos seus acanhados recursos sensórios, comuns aos
homens mundanos, apoquentados ainda pelas vicissitudes de suas mazelas interiores.
Á semelhança do impúbere, que ainda não atingiu a maturação genésica de suas glândulas reprodutoras, e que não consegue conceber o fenômeno das transformações físicas em seu próprio aparelhamento carnal, Pilátos diante do Mestre Jesus era qual criança estupefata a olhar admirada o revolucionário gigante nazareno outorgar-se o Pão da Vida e Filho de Deus!
Em sua pequenez de alma e pelo acanhado recurso de suas faculdades anímicas, quase nulas, Pôncio Pilatos tentava embrenhar-se no mundo fantástico de Jesus que Se declarava O Messias prometido ao povo de Israel, cujo advento excitou o Rei Erodes á chacina dos inocentes! Quis saber diretamente dos lábios do Santo Homem o que era a verdade...

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Jesus, psicólogo sideral por excelência, com Sua poderosa faculdade hiper-sensorial apenas se limitou ao silêncio por compreender que a mentalidade de Pilátos àquela época remota jamais conseguiria ter o alcance necessário á compreensão de Suas máximas evangélicas!
Por isso o Mestre se limitou a responder que Seu Reino não era deste mundo.
É como se uma criança de apenas dez primaveras perguntasse a Heinstein sobre as leis da relatividade! Jesus apesar de seus largos conhecimentos, não constrangia seus contemporâneos e nem humilhava-os com Sua sabedoria incontestável, limitava-se á explicar por parábolas as suas máximas de luz.
Páginas e páginas, livros e livros poderiam ser escritos e montanhas de papel e rios de tintas seriam necessários para narrar as belezas dos apontamentos de Jesus em Seu inesquecível e sempre atualíssimo evangelho, através das páginas vivas e coloridas de Sua vida vivida unicamente em favor da felicidade das humanas criaturas!
Porém, é com certa tristeza, que ainda observamos os Pilatos hodiernos, cheios de cinismos quais fariseus, eternizando a mesma pergunta de há dois mil anos!
Mesmo depois da Obra monumental do gólgota ter inaugurado com Seu próprio sangue a mensagem universal do amor em socorro das misérias humanas, podemos observar irmãos infelizes; que se demoram a atender ao chamado do Abençoado Mestre, por comodismos, vaidades e presunção! Mesmo entre os que se dizem religiosos dos diversos seguimentos, ao invés de absorver em seus corações as ilações benéficas do Amai-vos uns aos outros como Eu vós amei, se preocupam em trocar farpas, acusarem-se mutuamente, e promover campanhas
insidiosas em desfavor de seus irmãos por não compactuarem com seus pontos de vistas sempre deturpados por seus desvarios.
Esquecem que toda a verdade que não procede dos ensinamentos do Cristo Jesus, é defectível verruga no corpo sagrado de Suas sacrossantas lições!
Oxalá aproximam-se os tempos em que o silêncio sagrado de Nosso Mestre e Benfeitor, clareará as mentalidades retrógradas, que por falta de Boa Vontade não experimentaram reeducar suas vidas sob os ditames de seu Magnânimo Amor.
Paz e Luz!
Premanandhâchâryâ.
por João batista Goulart Fernandes.
gandharanandashanti@gmail.com


CARTAS DE GANDHARA II


“A mais profunda convicção sem o alicerce de uma compreensão universalista,
desmorona diante das potências regeneradoras da vida, que exige transformação, que transmuta e opera a renovação, individual e coletiva na ascensão das humanidades.”
(Gandharananda Shanti)

Há alguns anos quando esteve aqui na terra, em sua última reencarnação, o Apóstolo Pedro nos privilegiou com vinte e quatro obras literárias de profunda visão de síntese, e fixou registro em um de seus famosos livros intitulado “Ascensões Humanas”, degrau imprescindível para quem aspira escalar a pirâmide mística de seus ensaios cujo ápice repousa “Cristo”, como uma nova bíblia de conceitos atualíssimos para os pensadores e pesquisadores sérios,
que “a mais profunda erudição, sem o ardor de sacrifício e de fé, é puro farisaísmo...”
O erudito professor torna irrefutável a máxima de Cristo, através de Sua voz, quando salienta que nenhum acréscimo favorece à evolução social, se tratarmos a religião como mero conceito cerebralista, intelectual, em que, ensoberbados nos pedestais da vaidade, erigidas para a admiração de seus próprios egos, eminentes autoridades espiritualistas expõem sofismas como substrato de seu orgulho, para falar da caridade, do ardor da devoção, da fé e do sacrifício em favor da obra cristã.
Jesus, o Mestre incomparável, apesar de toda a sua erudição esotérica, cuidava de ensinar o povo através de parábolas, cuja leveza de argumento encontrava eco nos corações, quer fossem de um abastado cidadão romano, quer fosse do mais humilde aldeão. Pois sempre lançava sólida base de sustentação na elevação de suas vidas futuras, incentivando-os á viverem o evangelho do amai-vos uns aos outros na prática diária de suas ações quotidianas.
Havia erudição em Jesus, mas nunca houve e nem poderia haver em Cristo, cinismo e falsidades ideológicas perpetradas pelo espírito de orgulho e vaidades tão comuns aos homens inteligentes, mas incontestavelmente atrasados.
Principiar um movimento de igualdade social que se pretende impor á raça planetária por força de compaixão atrabiliária, não corresponde ás leis do universo, não corresponde com o plano projetado para a nossa atual civilização, pois vai contra a correnteza harmônica da vida que preside a economia das almas educandas e administra a distribuição eqüitativa das responsabilidades e deveres cármicos através da justiça compulsória das leis das atrações e
das afinidades universais.
Querer impor pela força da paixão, cega de causa e de efeito, que desconhece os
profundos movimentos evolucionários das almas estagiárias, uma igualdade de direitos e de vantagens, na pirâmide do organismo social, é querer exigir por força do constrangimento que a mentalidade do homem vigente assuma uma posição privilegiada sem ter a base de uma experiência necessária, imprescindível ao seu novo modus vivendi.
Cada nação no mundo tem sua função dentro do organismo planetário, como foi função da Índia prestigiar as diversas raças com seu conhecimento e experiência mística, e como será

Correio da Umbanda – Edição 25 – Janeiro de 2008
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a função do Brasil promover a união das diversas crenças através da tolerância e do respeito mútuos sob a bandeira da Boa Vontade Mundial e Corretas relações humanas.
Cada povo tem sua característica peculiar á sua evolução biológica, e a evolução tem sua realidade biológica e espiritual, que não podem ser agredidas pelos sofismas dos visionários de plantão e os exploradores de idéias mirabolantes.
Cada alma é única, e está exatamente no ponto em que sua consciência suporta.
O planeta Terra, como um todo irá realizar sua ascensão, como ascensionou Júpiter, Marte e Vênus, através das lutas e esforços de suas coletividades em alcançar a compreensão espiritual através das inúmeras experiências necessárias que promoveu a maturação de suas diversas raças, até o seu apogeu.
Mas não realizaremos a ascensão, através da agressão psicológica das consciências, promovendo igualdades sociais divorciadas da educação crística, base fundamental para manter coesa qualquer sociedade do universo.
Não será através da erudição de nossos representantes políticos que haveremos de dar o grande salto quântico para o novo aeon!
Não será através da reforma política, como sonham os protagonizadores da exploração humana!
Mas será sim, e sempre, através de nossa reforma moral, de nossa reeducação nas bases sólidas e insofismáveis do Evangelho universal de Cristo!
Hipertrofiar o cérebro de conhecimento erudito, inflamar o ego através de conhecimentos científico- sócio-politicos, amalgamar as diversas raças numa miscigenação aleatória, absorver culturas espiritualistas por vaidade, mas que não fecundam as esperanças nos corações, e promover o avanço da ciência para simples comodidade social, esquecidos da máxima preceituada pelo Divino Embaixador Celeste, é caminhar contra a correnteza natural
das ascensões universais.
Evoluir é educar-se, reeducando-se! É experimentar e aplicar a Lei da vida praticando os ensinamentos de Cristo no contexto diário das provações quer sejam coletivas, quer sejam individuais.
No campo das experimentações da alma, o corpo é apenas o instrumento que favorece as movimentações do espírito no cenário do mundo. Ele é o morador real, porém, esquecido e desprezado pela maior parte de nossos pensadores e intelectuais modernos, que desfilam pelo mundo com seus corpos bem cuidados, mas vazios por dentro, de substância espiritual.
Não é segredo para nós o sábio conselho de educar-se as crianças para que não seja preciso castigar os homens.
A sociedade ideal do futuro terá por cultura basilar o mesmo ensinamento do passado. O evangelho do amor!

Correio da Umbanda – Edição 25 – Janeiro de 2008
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As ilações eternas e sempre desprezadas pela maioria inteligente, que comandam as sociedades e governam os povos, distanciados de suas máximas edificantes.
A mais profunda convicção no futuro sem o alicerce dos ensinamentos do Divino
Senhor, desmorona, como desmoronou Atlântida, Sodoma, Gomorra, Herculano e Pompéia!
A mais profunda erudição sem o ardor de sacrifício e de fé, é puro farisaísmo!
A verdadeira erudição tem por substância o amor de Cristo.
E quando falo em ardor, falo nas qualidades de um coração ardente de amor por seus irmãos, tal qual Cristo vivenciou.
E quando falo em fé, falo na fé contagiante de trabalho em favor da elevação da cultura espiritual, imprescindível á educação de nossas crianças, futuros cidadãos do amanhã.
Falo da Fé realizante, que não é misto de contemplação equivocada que repousa na inércia abstrata de pseudos místicos.
Falo da Fé, da verdadeira Fé que Cristo ensinou, apanágio dos humildes, dos simples de coração, dos homens de boa vontade, que não se revoltam com suas situações transitórias, por acreditar que o mundo, a vida e o universo transitam na via estelar das ascensões, sob os olhos Oniabarcantes de Deus!

Om Shantiniketan Om!

Gandharananda Shanti

por João Batista Goulart Fernandes.

gandharanandashanti@gmail.com

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Cabala e a Tradição Esotérica Ocidental



A Cabala “Hermética”, como é muitas vezes denominada, provavelmente alcançou seu apogeu na “Ordem Hermética do Alvorecer Dourado” (Hermetic Order of the Golden Dawn), uma organização que foi sem sombra de dúvida o ápice da Magia Cerimonial (ou dependendo do referencial, o declínio à decadência).

Na “Alvorecer Dourado”, princípios Cabalísticos como as dez emanações (Sephirah), foram fundidas com deidades Gregas e Egípcias, o sistema Enochiano da magia angelical de John Dee, e certos conceitos (particularmente Hinduístas e Budistas) da estrutura organizacional estilo esotérico- (Maçónica ou Rosacruz).

A Tradição Esotérica Ocidental (ou Hermética) é a maior precursora dos movimentos do Neo-Paganismo e da Nova Era, que existem de diversas formas atualmente, estando fortemente intrincados com muitos dos aspectos da Cabala. Muito foi alterado de sua raiz Judaica, devido à prática esotérica comum do sincretismo. Todavia a essência da tradição está reconhecidamente presente Aleister Crowley, e foram eventualmente compiladas em formato de Livro, por Israel Regardie, autor de certa notoriedade.

Crowley deixou sua marca no uso da Cabala, em vários de seus escritos; destes, talvez o mais ilustrativo seja Líber 777. Este livro é basicamente um conjunto de tabelas relacionadas: às várias partes das cerimônias de magias religiosas orientais e ocidentais; a trinta e dois números que representam as dez esferas e vinte e dois caminhos da Arvore da Vida Cabalística.


A atitude do sincretismo demonstrada pelos Kabalistas Herméticos é planamente evidente aqui, bastando checar as tabelas, para notar que Chesed corresponde a Júpiter, Isis, a cor azul (na escala Rainha), Poseidon, Brahma e ametista – nada, certamente, do que os Cabalistas Judeus tinham em mente. Todos os estudos feitos por grandes homens, sempre foram de grande valia para os avanços não só da Cabala, mas do Esoterismo como um todo, e de todas as formas, estes estudos tiveram o uso da intuição e faculdades mediunicas, pra que se podesse atingir os objetivos desejados, pelos buscadores. Só os estudos simbolicos não tiriam grande proveito, pelo contrario quem se prende em formaliades simplistas se torna cada vez mais cetico e longe da verdade Divina.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.
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