Total de visualizações de página

Os Orixás regentes de 2026

terça-feira, 6 de julho de 2021

Os protegidos de Exu Veludo - Charme, magnetismo e elegância



Exu Veludo é uma entidade forte, protetora e importante. Ela foi uma das entidades que me iniciou e sempre me protegeu. É um fiel escudeira, que gosta de andar ou tem vínculos vibracionais com Tranca-Ruas, outra entidade que me protege de perto. Dizem que Exu Veludo serve ao Exu 7 Encruzilhadas, mas, isso não se atesta. Na verdade, ele trabalha entre dois raios - Ogum e Oxóssi. Ele serve ou trabalha junto com Tranca-Ruas. Ele é um Exu das conquistas. O médium que tem a copanhia de Exu Veludo, será sempre um conquistador nato. Acabará deixando as mulherada sempre atraída (a não ser que ele não queira). Ele gera um tipo de simpatia, aliada a libido, com muita força magnética. Não é propriamente um gerador de beleza, mas, de sedução. Ele é assim forte sedutor, porque se do lado masculino ele serve a Ogum/Oxóssi, do lado feminino ele milita muito pelo raio de Oxum. 




Há um segredo velado sobre Exu Veludo que vou revelar agora. É que Exu Veludo, não é apenas um Exu sedutor por comportamento ou por magnetismo natural, na verdade ele é um grande mago. Tem o poder do magnetismo das flores, da água e tá sempre se energizando nas margens dos rios. E não só isso. Ele incentivará a todo médium que tem sua companhia e proteção, a buscar conhecer os oráculos, a estudar e escrever sobre a magia - e acima de tudo a divulgar e defender a ancestralidade. Assim ele é um forte protetor dos tarólogos, astrólogos, escritores de Umbanda, consultores de búzios e sacerdotes de Ifá.




Podemos detectar muitos artistas, jogadores, cantores, atores e políticos que tem a proteção desse Exu. Essas pessoas tem muito charme, são cheias de balacobaco e tende a ganhar o sexo oposto com facilidade. Porém, um detalhe importante. Ele não é como se diz no termo popular "um galinha". muito pelo contrário. Ele é o revelador do Dom Juan, mas, é romântico, sincero e fiel. Ele desperta a vontade no homem de ter diversas amantes, mas, com a vontade de dar prazer e amor, mas, jamais fazer sofrer. Ele quer incentivar a amar todas, não desprezar, não olhar as aparências e ser gentil o máximo possível. Quando o médium é casado, ele estimula o amor e o sexo, cada vez mais forte, mais intenso e verdadeiro, protegendo a conjugação e a honestidade.


No Candomblé podemos identificá-lo também. mas, pode ser conhecido como Exu Lalu ou pode se identificar como Veludo mesmo. Ai vai depender muito do médium e da ancestralidade da pessoa. Um artista por exemplo, que tem a proteção de Veludo é o Mago Paulo Coelho. Mas, prestem bem atenção, não estou dizendo que é o Exu dele, mas, uma das entidades que trabalha orientando-o. Outra coisa, que vocês já devem está cientes é a entidade se apresenta com outros nomes, dependendo da crença e fé da pessoa protegida. Não pense que o Exu só trabalha no culto afrobrasileiro, pois se o médium escolhe uma outra fé, mesmo assim a entidade terá que cumprir sua missão, mesmo que o médium tenha escolhido a religião que na visão da entidade seria avaliada como "errada". Então Exu Veludo pode está orientando Paulo Coelho ou qualquer outro artista, com outro nome, mas, mantendo essas mesmas características que é a do charme, do interesse por magia, por escrever e por conquistar. Sendo simpático, cheio de libido e altamente sedutor. Assim, veremos que todo médium que tem a proteção e trabalha com Veludo, acabará escrevendo sobre magia. E se é da Umbanda, irá divulgar muito os orixás e a magia sagrada do Axé.






Quer saber mais famosos protegidos por Exu Veludo? Vamos lá! Lembrando que não importa a nacionalidade, nem a cultura ou onde mora. Eu já disse que a entidade se acomoda ou se adapta as escolhas e carma do protegido. Mas, se a pessoa é da Europa, da Ásia ou da América do Norte, como alinhar a Umbanda se lá nada tem haver com a Umbanda ou cultos afrobrasileiros? Ora, onde não tem ligação com a África? Tem um montão de negros nos países do Norte, em toda Europa e em todo lugar do mundo. Há misturas de raças em todo lugar, mesmo na Alemanha e nos países mais brancos do mundo! E como eu disse, a Umbanda não tem obrigação em ser negra, apesar do principal tripé ser africano. A África é o berço da humanidade, mas, como já deixei claro nos outros artigos a Umbanda vai muito além dos orixás que conhecemos hoje. Ela é formada por estudo de forças, de Axé, que vai além do tempo, lá nos limites da ancestralidade e da sociedade, quando ela entrou em contato com o mundo espiritual, por meio da mediunidade. Ela tem ligação com a antiga Babilônia, Caldéia, Egito, Hebreus, Canaã, Índia e assim por diante... Então não fique se questionando achando que uma pessoa na Europa não teria nada haver com a Umbanda. A Umbanda, por incrível que pareça, já tem em diversos países do mundo, como Itália, Espanha, Alemanha, Inglaterra, França, Portugal e tantos outros.

Explicação dada, voltemos a mais famosos protegidos por Veludo. Um cara que fez sucesso nos esportes e no mundo da moda, admirado e desejado pelas mulheres e que não é brasileiro. O David Beckham. Veludo protege ele em especial, no trabalho e na saúde. Também podemos destacar Zinedine Zidane, Sigoruney Weaver e Michael Schumacher. Como eu disse, de outras nacionalidades. E poderíamos citar diversas outras pessoas, mas, fica pra uma próxima. Especialmente, porque estou escrevendo um livro sobre Exus e não quero contar todos os segredos aqui! Mas, continuando com a descrição e proteção de Exu Veludo, pra finalizar, podemos dizer que ele não protege apenas homens e sim age sobre mulheres também. Em especial, como aliado da Pombagira Maria Rosa ou Maria Mulambo. Mas, em alguns casos, também com Maria Padilha do Cabaré. 

Uma mulher linda que tem a proteção dessa vibração casada Pombagira/Veludo é Dakota Mayi Johnson que é uma modelo e atriz estadunidense e também a atriz Anne Hathaway, Megan Fox, Penélope Cruz, Jessica Alba e Emily VanCamp. Cheias de charme e talento. No Brasil, poderíamos citar por exemplo, Bruna Lombardi, a cantora Claudia Cristina, ex-panicat Nicole Bahls, a Top Alessandra Ambrósio e a também lindíssima Giselle Itié. Todas tem a força dessa vibração composta por: Oxum+Oxóssi+Ogum e Veludo+Pombagira.

E nesse ano 2020 Exu Veludo também atuará no ano de Oxalá, que como eu disse, ele não é serventia de Oxalá e nem trabalha pra 7 Encruzilhadas, que é o Exu principal do ano. Mas, ele tem uma função importante nesse ano de Oxalá, atuando diretamente no setor financeiro das pessoas, em especial, dos piscianos, taurinos e leoninos. Em especial Veludo Mirim que olhará pelas crianças, em especial as enviadas e especiais nesse ano. Muitas crianças, terão uma energia especial, pra se inclinar a misticismo e espiritualidade. Mas, ele também agira para os demais signos. Para os arianos por exemplo, ele estará ajudando na espiritualidade, fé e mediunidade. E os geminianos, terão ajuda dele na parte social, com os amigos, afastando pessoas falsas e fazendo surgir paixões entre amigos. Já cancerianos, terão ajuda dele em viagens longas, estudos ou idas ao exterior. Enquanto virginianos, poderão sentir a ajuda dele ou buscar seu auxílio no casamento, namoro ou qualquer outra ligação com pessoas aliadas.

Escorpianos, terão ajuda de Veludo no sexo, onde ele atrairá parceiras e amantes. Já sagitarianos, terão a ajuda dele no lar, em empreendimentos mobiliários e serão puxados a meditar mais pra se conhecer melhor. Enquanto capricornianos terão sua ajuda nos negócios, contratos, leituras, publicações e comunicação. Os aquarianos, terão mais força de atração, mais charme e poderão contar com Veludo pra conquistar aquela pessoa especial, fechar negócios difíceis e investir em tecnologia. Já os librianos, terão ajuda na saúde, mais ânimo para o trabalho, podendo descobrir um amor na sua área profissional e terá mais coragem pra investir mais nos negócios, em especial o que envolva escrita, publicações e marketing.

Veludo é um Exu de voz suave, melódica, cheia de galanteio e que demonstra sabedoria. Não é uma entidade que mostre tom de ancição, mas, de um jovem atento e guerreiro, mas, que prefere a poesia que a guerra. Prefere cantar que atacar, prefere amar que matar. Meu primeiro contato com ele foi na Umbanda em minha iniciação. O primeiro contato foi na mata, mas, depois em visões, onde pude constatar sua elegância nas duas formas, tanto como homem, quanto como fera. Um animal, que para alguns surge como um Cão Feroz negro, para outros um Puma grande ou uma onça preta e até um lobo. Tudo dependerá das ligações e da ancestralidade do médium. Mas, será sempre forte e elegante. E além de ter contato na Umbanda, na mata, em sonhos e visões, cheguei a ver ao anoitecer frente a frente, em sua forma animal.

Pra entender mais sobre Exu, pombagira e orixás nos signos leia OS SENHORES DO DESTINO - A Umbanda Astrológica.

Axé a todos!

Carlinhos Lima 23/1/2016
 
 
 

domingo, 4 de julho de 2021

A beleza irresistível das mulheres


A beleza é o poder especial da mulher


Leonardo da Vinci dizia que se não fosse o belo rosto dado pela natureza às mulheres a raça humana não se reproduziria, pois seus genitais eram para o pintor algo difícil de se admirar e ver. Sobre as mulheres muitos pintores criaram obras de arte magníficas, poetas criaram versos extraordinários, músicos criaram composições extasiantes. Nuas, vestidas, saindo da água, como deusas da antiguidade ou virgens santíssimas, elas habitaram o panteão das artes desde sempre.
Atrizes de cinema sempre nos fazem amá-las, por sua beleza e por sua capacidade de criar emoções grandiosas. Mulheres criaram obras de arte e reflexões admiráveis: Camile Claudel, Virginia Woolf, Safo, Sylvia Plath, Hilda Hilst, Clarice Lispector, Pina Bausch, Emile Dickson, Susan Sontag, Marilena Chauí, Hanna Harendt, Rosa de Luxemburgo, etc.



 Mulheres são seres fisicamente tão belos que sua beleza desperta a inveja em outras mulheres. Mesmo as que a convenção chama de feias, são belas a um bom observador. Aquele andar delicado, o gesto de arrumar o cabelo, o desenho das costas, a forma dos pés, os dedos das mãos coroados por anéis, os olhos pintados, os lábios limpos ou tingidos de batom, a maneira de sentar, a dança sensual, o rebolado, as pernas fortes, nada disso é patrimômio apenas das chamadas mulheres belas.



Mulheres foram transformadas em santas quando se recolheram, mas também foram julgadas como putas quando viveram livremente. Algumas mulheres foram para o convento, anulando boa parte do sentido e da riqueza de suas existências, outras percorreram o mundo, amaram desavergonhadamente vários homens, participaram da vida social como professoras, cientistas, filósofas, médicas, dançarinas, chefes de Estado, arquitetas e economistas, etc.
Mulheres têm voz divina quando cantam. Maria Callas, Ella Fitzgerald, Elis Regina, Janis Joplin, Amy Winehouse, fazem nosso coração disparar, se elevar, se transportar para outros mundos. Seria impossível imaginar um mundo sem as vozes femininas. Há imagens enternecedoras de mulheres: como o amor da mãe favelada (aqui e na África) que chora com seu coração partido por não poder dar uma xícara de leite ao seu bebê, que não consegue dormir por causa da fome, num mundo onde algumas pessoas bebem champangne em taças de ouro e compram barcos que valem milhões. No outro dia, heróicamente, essa mulher faz de tudo para conseguir trazer o leite para seu filho, da submissão a um trabalho mal pago ou, quando sem saída, o ato de se prostituir.



O escritor Alexandre Dumas Filho aconselhava ao marido traído uma única atitude para com a esposa infiel: "Mate-a". Quantas mulheres não padeceram nesse mundo o assassinato justificado sob a lei da falsa-moral elaborada pelo macho ferido. Mulheres foram tratadas historicamente como cidadãos de segunda classe. Somente em 1867, Stuart Mill fazia, diante do Parlamento, a primeira defesa oficialmente pronunciada do direito do voto feminino.
Simone de Beauvoir acreditava que a liberdade da mulher começa quando ela conquista sua liberdade material, financeira. Muitas mulheres modernas têm provado o gosto da liberdade econômica, podendo sair de casamentos apodrecidos pela violência, prepotência e descaso afetivo masculinos.
Em razão de sua liberdade econômica, outros aspectos da existência tem se apresentado para as mulheres, como o estudo, as viagens, os amores, as carreiras interessantes, as amizades para além da prisão familiar.



Agnès Michaux escreveu um Dicionário misógino, onde expõe frases de pensadores, escritores e artistas famosos que em algum momento escreveram frases onde expressam seu ódio às mulheres.
Nas cortes rococós deixavam a mulher ser um ser livre, alado, vivendo no luxo e na luxúria, mas nem tanto, como nos ensinou Starobinsky, que percebeu o sentido da estratégia masculina do elogio: "Todo um sistema extremamente refinado de atenções, de deferências, de lisonjas se desenrola para chegar de maneira segura ao êxtase da satisfação animal". Como confessa um herói de Bijoux Indiscrets, citado por Starobinsky, "sempre mulheres, e de todo tipo, raramente o mistério, muitos juramentos e nenhuma sinceridade".
Baudelaire, por exemplo, escreveu: "A mulher tem fome e ela quer comer. Sede, e ela quer beber. Ela está no cio e ela quer ser fodida. Faça-se justiça! A mulher é natural - ou seja, abominável".
Pierre Belfond, que diz: "Nas mulheres, os pensamentos só se elevam quando seus seios caem". E Charles De Gaulle: "Criar um Ministério da Condição Feminina? E porque não um Subsecretariado de Estado do tricô?" E por aí vai... na verdade esses imbecís que escreveram isso, viveram sem ter o dom de captar a verdadeira essência elevada e criadora da mulher! Se ela nosso mundo seria um cáos! A mulher é um ser divino, mal compreendido e mau amado! Por mais que um homem ame uma mulher nunca amará o suficiente! Se Deus criou o homem do pó de barro, a mulher ele usou alguns incrementos a mais, como boas essências, uma pitada de diamante pra dar brilho aos seus olhos e um copo de agua do Rio da Vida, pra que ela possa sangrar todo mês e nunca morrer de anemia... Deus criou o homem, visou a força e outros atributos, mas, caprichou um pouco mais na mulher, por isso é um ser complexo, magnifico e muito gostoso.... Em defesa das mulheres foi necessário que a filósofa francesa Simone de Beauvoir escrevesse um tratado que ficou famoso: O segundo sexo. Dizia a autora: "Abrem-se as fábricas, os escritórios, as faculdades às mulheres, mas continua-se a considerar que o casamento é para elas uma carreira das mais honrosas e que as dispensa de qualquer outra participação na vida coletiva".


Eu que sou homem, reparo nas mulheres. Fui gerado no ventre de uma, portanto lhes devo a vida e, consequentemente, imenso respeito e admiração.
A mulher é objeto de admiração cósmica, como também objeto de desprezo por seres que se autodenominam homens, mas que por sua relação cruel com as mulheres deveriam ser chamados de bestas-feras. Algumas culturas (pagãs) a transformaram em deusa, outras (judáico-cristãs) a transformaram em bruxa, feiticeira diabólica, que deveria ser queimada viva.
Pitágoras dizia que existe um principio bom que criou a ordem, a luz e o homem, e um principio mau que criou o caos, as trevas e a mulher. Algumas religiões, seguindo essa lógica perversa, a transformaram na perigosa fonte do mal.
 
 
 

quinta-feira, 1 de julho de 2021

A Codificação da Umbanda.

Não é o esforço de uma ou outra pessoa e sim o de tantos que deram suas vidas pela caridade que realmente mostra resultados na missão de unir os irmãos umbandistas. Podemos começar citando o próprio Zélio de Moraes, fundador da Umbanda com o Caboclo das Sete Encruzilhadas. A história começa com ele mesmo, pois foi com a orientação do Caboclo das Sete Encruzilhadas que em 1939 foi fundada a primeira "Federação Espírita de Umbanda" do Brasil. Com este ideal de união se realizou em 1941 o Primeiro Congresso Brasileiro de Espiritismo de Umbanda, também por orientação desse mesmo mentor e da lá pra cá vem crescendo muito, tanto o numero de fieis, quanto os conhecimentos adquiridos. Por ocasião desse evento foi publicado um livro, em 1942, que leva como título o nome do congresso, contendo tudo o que foi registrado antes, durante e depois do encontro. A IDÉIA DO CONGRESSO: era evitar a homogeneidade de práticas, o que dava motivo de confusão por parte de algumas pessoas menos esclarecidas, com outras práticas inferiores de espiritismo. 
 
O Segundo Congresso Brasileiro de Espiritismo de Umbanda foi organizado por Leopoldo Bettiol, Oswaldo Santos Lima e Dr. Armando Cavalcanti Bandeira. A comissão paulista foi a mais numerosa e representativa, com a participação de Félix Nascenti Pinto, Gen. Nélson Braga Moreira, Dr. Armando Quaresm e Dr. Estevão Monte Belo realizado em 1961. Neste congresso que se definiu a criação do Superior Órgão de Umbanda para cada estado do País, congregando as Federações para o próximo. Apenas o estado de São Paulo conseguiu criar o então chamado SOUESP (Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo) marcando presença no congresso posterior. Ainda no segundo congresso foi apresentada uma tese diferente da que havia sido apresentada no primeiro sobre a "Interpretação histórica e etimológica do vocábulo Umbanda". 
 
Essa tese foi apresentada por Cavalcanti Bandeira em contraponto a tese de Diamantino Fernandes (delegado representante da Tenda Mirim), que no primeiro congresso situava a palavra tendo origem em antigas civilizações e no sânscrito. Da onde viria pela primeira vez a tese do AUM – BANDHÃ (1941 – Tenda Mirim). A origem da palavra Umbanda: "Face às divergências encontradas e das dúvidas quanto às origens e fontes de onde surgiu o culto, que alguns pretendiam fosse hindu – sem justificar com dados concretos e seguros, elaboramos um ensaio histórico... demonstrando a antiguidade do homem e do conhecimento africano; a prática milenar de sua religiosidade..." Parte da explanação de Cavalcanti Bandeira, publicada em seu livro O que é a Umbanda, 1970 - Editora ECO. 
 
O terceiro (e último até então) congresso de Umbanda aconteceu em 1973, presidido por Cavalcanti Bandeira. Cavalcanti Bandeira, em seu livro "O que é a Umbanda", apresenta um capitulo intitulado "Codificação da Umbanda" só para tratar do assunto. Muitos outros também trataram do assunto, logo não é uma novidade. Rubens Saraceni têm um livro que traz o título citado "Código de Umbanda" (se fosse "O Código da Umbanda" poderíamos pensar que o autor teria a intenção de codificar a religião, mas é apenas um despretensioso "Código de Umbanda"). Ainda assim faço ressaltar que "Código de Umbanda" é um conjunto de quatro livros que abordam: Doutrina, Magia, Teogonia e a Ciência Divina. Ao ler este livro (agora publicado pela Editora Madras) veremos que esses são textos que abordam conceitos de Umbanda dentro dos quatro temas citados. "... a Umbanda traz em si energia divina viva e atuante à qual nos sintonizamos a partir de nossas vibrações mentais, racionais e emocionais, energias estas que se amoldam segundo nosso entendimento do mundo." - 
 
Do livro "Umbanda – O Ritual do Culto a Natureza" publicado em 1995 pela Editora New Transcendentalis, primeira edição, página 10. Não podemos deixar de citar entre os que lutaram pela União na Umbanda Benjamim Figueiredo, que fundou a Tenda Mirim em 1924 por ordem do Caboclo Mirim, que viria a criar o Primado de Umbanda uma das maiores expressões da Umbanda, se não a maior em seu tempo. Benjamim também foi o idealizador da Umbanda Iniciática, com segmento dividido em 7 graus de iniciação, formando assim também a Ordem do Cruzeiro Divino para aqueles que alcançavam o 7° grau de cabeças de Morubichaba. Está foi a parte da Umbanda que mais me encantou e foi através desses conhecimentos que mais me aproximei da Umbanda pela primeira vez, mas foi mais através dos ensinos de Farias R. Neto e sua Umbanda Esotérica. 
 
Essa "codificação localizada" a seus "filiados" do Primado de Umbanda. Benjamim também escreveu um livro chamado "Okê Caboclo". Lutaram pela união muitos que estiveram à frente de tantas federações e órgãos de Umbanda, muitos já desencarnados, outros até famosos e muitos conhecidos, que nada deixou de escrito, mas que marcou a religião profundamente por sua determinação, fé e amor incondicional. É natural que muitos expressem o que é a religião na tentativa de apresentar sua liturgia de forma organizada; nem sempre na busca de uma Codificação, mas sim de uma normatização, procurando normas que sejam aceitas por todos e que, sem mexer com o ritual que cada um já realiza dentro de seus próprios padrões; para que se possam passar mais informações para que a Umbanda seja vista e expressada como religião confiável. 
 
"O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda", e a primeira publicação umbandista, surgiu tardia em 1933 por Leal de Souza. Então médium que se desenvolveu com o grande mestre Zélio de Moraes e que assumiu uma das tendas fundada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, (Tenda Nossa Senhora da Conceição). Surgiram muitos autores de livros umbandistas de boa qualidade, após o primeiro congresso, em 1941. 
 
Em 1953, Emanuel Zespo cita uma lista de livros que ele considera importante no seu livro "Codificação da Lei de Umbanda", a lista está abaixo e prova que a Codificação dele também era algo aberto, pois as palavras dele são: "Ao principiante, recomendamos a leitura das seguintes obras: - * A Magia no Brasil - Waldemar Bento * Umbanda e Quinbanda - Lourenço Braga * Trabalhos de Umbanda * Mistérios da Magia * Ritual de Umbanda - Benedito Ramos * Umbanda - João de Freitas * Umbanda - Florisbela M.S.F. * Aímoré, Urutatão, Iara - Heraldo Menezes * Ogum, Xangô - Ogossi Nabeji * Alquimia de Umbanda - C.F. Urubathan * Umbanda Mista – Silvio Pereira M. * A Umbanda e seus Complexos - Oliveira Magno * Umbanda e Ocultismo - * Magia Pratica Sexual - * Umbanda Esotérica e Iniciativa - * Umbanda Sagrada e Divina - Paulo Gomes * O culto de Umbanda em face da Lei - vários autores * O que é Umbanda - Emmanuel Zespo * Lei de Umbanda * Ley de Umbanda - Ab´d Ruanda * Lições de Umbanda - Samuel Ponze * Ritual prático de Umbanda - Oliveira Magno * Camba de Umbanda - Byron e Tancredo * Mirongas de Umbanda - * Doutrina e Ritual de Umbanda. Todos estes autores trabalharam muito nos primórdios da Umbanda com a mesma iniciativa: esclarecer, unir, normatizar e, alguns, até codificar, pois como vimos este foi um dos objetivos do primeiro congresso de Umbanda. 
 
Em 1956 aparece um "novo" autor de Umbanda, pois muitos já vinham escrevendo. Surge W.W. da Matta e Silva com o seu "Umbanda de Todos Nós", na intenção de apresentar á Umbanda. Este é um livro bibliográfico, fruto de pesquisas, que visa mostrar a religião, a ciência, a arte e a filosofia, com material muito próximo ao que vinha sendo estudado no Primado de Umbanda (lembrando da tese do AUM BHANDÃ que veio da Tenda Mirim para o primeiro congresso e anos após foi publicada pelo nosso irmão Da Matta). Diga-se de passagem uma obra muito bem feita que trouxe inovações e conhecimentos muito bem embasados. 
 
Da Matta apresentou á Umbanda da forma como a enxergava e trabalhava. O que é uma visão particular visível em sua postura observada em passagens de sua obra, onde vemos como exemplo o autor citando as entidades Maria Padilha, Maria das Sete Saias e Zé Pelintra, Catimbozeiro e Mestre da Jurema que segundo o autor não fazem parte da Umbanda nem devem se manifestar nela, assim como os baianos, boiadeiros, marinheiros ou ciganos. Nesta visão do autor a Umbanda deveria manifestar apenas Caboclos, Pretos Velhos e Crianças na direita; Exu e Pomba Gira na esquerda. 
 
De certa forma isso é um dogmatismo, uma Codificação restrita a seus seguidores e simpatizantes. Mas que eu em particular também percebo assim, porque acho que a hierarquia estabelece Leis e Regras, no qual se deve seguir sem bagunça. Lembrando que o próprio Da Matta, e alguns de seus discípulos, identificou a "sua umbanda" ou a "Umbanda de Todos Nós" como "Umbanda Esotérica e Iniciática". O que também não foi novidade, pois a origem desta forma de se praticar Umbanda está no Primado de Umbanda na Figura de Benjamim Figueiredo e o assunto já havia sido abordado em uma publicação de Oliveira Magno em 1950, o livro intitulado "A Umbanda Esotérica e Iniciática". Mas esta nova obra além de ser mais completa foi mais elaborada e exemplificada. Esta é uma segmentação dentro da própria Umbanda, Da Matta também teve discípulos, que publicaram obras nas quais podemos detectar a mesma postura, que traz de forma implícita e subentendida, cada um à sua maneira, o "Dogmatismo e Codificação". Alias religião nenhuma consegue passar sua verdadeira mensagem sem um desenvolvimento de uma codificação eficiente e convincente. 
 
Alguns mudaram de idéia no caminho, só que não é possível apagar o que já foi escrito (como por exemplo, um cidadão que alcançou um cargo de envergadura nacional e disse: "Esqueçam tudo o que eu escrevi"). É muito difícil esquecer, afinal foi grande o numero de pessoas que leram, e muitos vai continuar lendo, livros e livros, sem, contudo esquecer que a essência do trabalho não está apenas na prática da Umbanda, mas no seu aprimoramento. Tanto de conhecimentos filosóficos e religiosos, como também na sua ritualística sagrada. Definida assim pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas: "Umbanda é a manifestação do espírito para a caridade". Mas caridade se faz também na partilha dos conhecimentos. E é por isso que devemos ter uma base sólida contida nesses conhecimentos. 
 
 A Umbanda é simples, sua prática é simples, mas não basta deixar que os guias trabalhem. Antes é preciso que os sacerdotes tenham, além de preparo espiritual, um grande conhecimento que não deve ser apenas místico, mas filosófico e esotérico. E neste contexto o conhecimento astrológico é fundamental. Enganam-se aqueles que tentam ignorar os conhecimentos dos astros. Pois é inegável, a ligação dos orixás com cada planeta e signo do Zodíaco. Também se percebe que na ritualística, tanto esotérica, quanto umbandista os princípios astrais estão contidos profundamente em todas as praticas essências. Apenas uma coisa é certa: "teoria sem obras é estéril". Portanto, estudem e não deixem de trabalhar; estudem, mas não usem este estudo para complicar o que já funciona de forma simples ou para questionar quem não teve a mesma oportunidade de estudar, mas tem a garra e a coragem para ajudar o próximo por meio dos espíritos militantes na Umbanda. 
 
O difícil é encontrar os chamados “Grandes Mestres ou Magos” dispostos a repassar conhecimentos sem que ele selecione as pessoas por sua conta bancaria! A grande maioria inventa cursos, lança livros e se negam a ensinar o que sabem de forma caridosa. Muitos se sentem super estrelas de “alta grandeza”. Mas estão muito enganados, pois “os primeiros serão os últimos”! Também é inegável a existência de “máfias” em todos os seguimentos, tanto, esotéricos, astrológicos e umbandistas. Só publica, edita e tem vez os renomados “senhores e senhoras” de destaque. 
 
 A Umbanda não têm um mártir. Têm sim muitos lutadores abnegados e anônimos, a exemplo dos nossos guias que usam nomes de linhas e falanges para ocultar sua personalidade e valorizar a religião em si. Mas a Umbanda tem sim muitas “estrelas”! Ou pelo menos que se acham! Se precisarmos de um nome ou dois, que seja Caboclo das Sete Encruzilhadas e Zélio de Moraes. Historicamente temos muitos, mas ainda ninguém tão aclamado e unânime quanto Chico Xavier no Kardecismo. Com certeza teremos, mas até lá temos apenas médiuns de Umbanda. E a grande maioria visando mais o dinheiro. No entanto temos os grandes iniciados, que verdadeiramente trabalham pela Umbanda e pela Luz. Se não fossem eles a Umbanda já não mais existiria. 
 
 Temos grandes nomes que estão à frente das Federações mais antigas e atuantes. São eles que lutam para manter a Umbanda em ordem e harmonia. Entre esses temos na cidade de São Paulo: Pai Ronaldo Linares presidente da FUGABC – Federação Umbandista do Grande ABC e responsável pelo Santuário Nacional da Umbanda em São Bernardo e Pai Jamil Rachid presidente da União de Tendas de Umbanda e Candomblé e responsável pelo Vale dos Orixás em Juquitiba. 
 
O que nós somos: é apenas médiuns que têm na Umbanda parte de nossa missão carmica. Quanto ao resto, temos os próximos séculos para observar, pois só o futuro nos trará mais respostas. Outra coisa a ser observada, é que, não são apenas umbandistas médiuns que incorporam, saibam que existem muitas formas de mediunidade. Eu mesmo não pratico incorporações e tenho minha mediunidade agindo de outras maneiras, não menos importantes, agindo de forma psíquica ou intuitiva. Saibam que somos diferentes na Forma e iguais na essência, a essência é a Umbanda quando ela é ensinada em sua forma elevada e verdadeira. Busquemos a luz e o conhecimento anstes de colocar na pratica o que achamos que seja o certo. antes devemos buscar integração e aprimoramento. Um abraço a todos aqueles que buscam o aprimoramento, ético e moral da Umbanda.  
 
Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador. 19/08/2008
 
 
 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Marcadores

magia (362) astrologia (330) signos (241) espiritualidade (200) Umbanda (168) amor (168) umbanda astrológica (145) orixá (142) UMBANDA ASTROLOGICA (132) mulher (128) CONCEITOS (119) religião (95) signo (94) anjos (74) comportamento (66) candomblé (65) mediunidade (50) 2016 (46) horóscopo (44) espaço (42) esoterismo (39) anjo (37) arcanos (37) magia sexual (35) oxum (35) Ogum (33) sexualidade (32) ancestrais (30) 2017 (28) fé religião (27) oxumaré (27) estudos (26) iemanjá (25) Yorimá (12)