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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Estado Laico: Se o candidato da violência ganhar... Por Mãe Stella de Oxóssi



POR MÃE STELLA DE OXÓSSI, uma das mais importantes figuras das religiões afros do Brasil
Se o candidato da violência ganhar,
para mim, nenhum xirê será mais o mesmo.
Não vai ser possível olhar meu irmão na roda e reconhecer nele, aquele que ajudou a eleger um racista.
Para mim, nenhum ritual será mais o mesmo.
Nem as águas de Oxalá, quando a casa fica em silêncio, os passos quietos, Oxalá no poço, torturado.
Não será possível, sob o alá de um sofredor, olhar minha irmã no rosto e reconhecer nela
aquela que ajudou um torturador chegar ao poder.
Nenhuma fogueira de Xangô queimará do mesmo modo.
Nas chamas do orixá justiceiro,
será difícil abraçar qualquer irmão que tenha ajudado a injustiça a se espalhar por nosso país.
Nenhum Olubajé será mais o mesmo.
Quando o banquete for distribuído na folha de mamona, como recebê-lo de quem ajudou
a eleger um homem que ampliará a fome de comida e significados?
Nenhuma celebração das yabás será mais a mesma.
Na comemoração das mulheres ancestrais negras, com ver a casa cheia de mulheres onde muitas ajudaram a eleger um misógino?
Nenhuma festa de erê será a mesma nos terreiros. Como festejar a infância se ali, arrumando as jujubas e os suspiros, verei também os que ajudaram a eleger um homem que faz a mão de uma criança virar arma?
Nenhuma função de caboclos será a mesma nos terreiros, para mim.
Como cantar os pontos mais lindos para Jurema, Tupinambá, Sete Flechas, Pena Verde, Cobra Coral, junto com irmãos e irmãs que ajudaram a eleger um homem que acabará com o pouco que resta das terras indígenas?
Como deitar na esteira ao lado do meu irmão negro que, votando contra si mesmo, ajudou a acabar com a política de cotas sociais no país?
Justo ali, em nossa casa, onde muitas famílias negras se alegravam, dia desses, por terem coseguido que uma filha fosse a primeira da família a concluir o ensino superior graças as cotas?
Como lavar os pratos de meus irmãos e irmãs pensando que ali comeu alguém que, mesmo preocupado com seu filho negro voltando para casa,
ajudou a eleger um homem que prometeu armar uma sociedade onde as principais vítimas são os jovens negros?
Como arrumar o acaçá em paz sabendo que a paz que já nos faz tanta falta desaparecerá para nós?
Como trocar bençãos com meu irmão ou irmã gay e não me atordoar com seu voto em um homofóbico declarado?
Ou não me atordoar com aqueles que deviam proteger seu irmão do crime de ódio, mas também votaram no homofóbico?
Como dançar, em torno de atabaques que trazem o choro dos ancestrais negros e negras?
Mas trazem também sua coragem para enfrentar os senhores brancos e seus chicotes?
Como então dançar junto a quem ajudou a eleger aquele que disse que os negros hoje não servem nem para procriar?
As palavras foram espatifadas em cacos finos de vidro. Elas cortam tanto a língua de quem fala como
o inatingível ouvido do outro, da outra.
O sentido de tudo está ferido e sangrando.
Ao menos dentro de mim, mesmo que o nosso candidato ganhe.
Uma vez, meu Pai de Santo, Daniel de Yemanjá, perguntou: “vc sabe porque um iaô carrega a folha do Pèrègún na saída de sua iniciação? Vc sabe porque na maioria das casas de santo tem um Pèrègún na porta?” Eu respondi que não e ele me disse: “o Pèrègún é o alicerce, a coluna de todo o iniciado. Ela está também nas casas de santo para mostrar o caminho toda vez que você se perder. Não se perca do Pèrègún e não deixe que ele te perca.”
Que nunca nos falte então as folhas do Pèrègún e que, ainda que nos percamos, ele sempre nos traga de volta o sentido.
Exu Onan também nos abrace, erga e seja caminho todos os dias, porque amanhã: resistiremos!

terça-feira, 2 de outubro de 2018

As Runas são caracteres usados para se comunicar com os deuses



As Runas são caracteres, de origem germânica, inicialmente usados como forma de comunicação. Elas são gravadas em pedaços de madeira, pedra ou metal e há mais de dois mil anos são utilizados como oráculo. Seu jogo ficou conhecido por ser capaz de revelar respostas para momentos decisivos.

Dos três alfabetos Rúnicos conhecidos, o mais difundido é o chamado Velho Futhark. É esse que utilizamos nas Runas e Vida Material.
Existe muito debate em volta de quando surgiram as Runas. Porém, a corrente mais popular acredita que as Runas surgiram através de outros alfabetos fenícios como o Latim, o Grego e o Itálico. Elas surgiram nas tribos Germânicas no Oeste da Europa, como forma de comunicação e indicação de propriedade.

Inscrições datadas do século I dC mostram que, já nessa época, as Runas eram usadas principalmente como uma forma de oráculo. E os povos as usavam para ajudar a decidir um problema específico.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Igualdade entre os sexos



Igualdade entre os sexos - “O mito feminista da igualdade dos sexos é tão infundado quanto a afirmação de que todas as mulheres almejam a total simetria nos papéis familiares, emprego e salário. As feministas insistem que a independência financeira é necessária para a igualdade em casa. Argumentam ainda que a maior parte das mulheres é carreirista, como os homens, e detesta ficar em casa para criar os filhos. Diversos estudos indicam o contrário. A maioria das mulheres prefere ficar em casa em tempo integral quando as crianças são pequenas, pelo menos até elas começarem a frequentar a escola. Um parceiro bem-sucedido torna essa opção mais viável.” 

Déficit sexual masculino - “Desejo sexual é uma questão de gênero. As mulheres têm um nível mais baixo de desejo sexual, de forma que os homens passam a maior parte da vida sexualmente frustrados em vários graus. Existe um sistemático e, ao que parece, universal -- déficit sexual masculino. Os homens geralmente querem muito mais sexo do que conseguem, em todas as idades. Assim, a capacidade de atração sexual feminina perante os hormônios deles pode ser uma ferramenta valiosa de que as mulheres se beneficiem. Os homens sempre exploraram as mulheres, razão pela qual o feminismo foi necessário. Nós, mulheres, deveríamos explorar qualquer vantagem que temos sobre os homens, sempre que possível.”

Pelo fim da hipocrisia - “Sou uma feminista convicta. Sempre busquei o melhor para as mulheres. Dediquei mais de duas décadas de minha carreira a responder a uma questão: por que as mulheres raramente são as heroínas? Há quem não me entenda, mas o que ofereço é uma nova perspectiva feminista, sem hipocrisia. Muitos dos escritos feministas modernos conspiram a favor das perspectivas chauvinistas masculinas ao perpetuar o desprezo pela beleza e pelo sex appeal das mulheres. O feminismo radical deprecia o encanto feminino. Por que não estimular a feminilidade em vez de aboli-la?” (socióloga inglesa Catherine Hakim) 
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