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A pombagira

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Nasa estuda fenômeno que prejudica eletrônicos nos polos da Terra



Serão ao todo nove missões, realizadas por cinco países, para investigar a 'cúspide polar norte'

Um fenômeno atrapalha o funcionamento de aparelhos eletrônicos próximo aos polos da Terra, e a Nasa quer saber mais sobre ele. A agência irá lançar um conjunto de missões para investigar a cúspide polar norte, um “funil” no espaço que permite que os ventos solares, normalmente defletidos pelo campo magnético da Terra, cheguem à atmosfera.
Uma delas é a Cusp Region Experiment-2 (CREX-2), que irá investigar porque a atmosfera é mais densa na região, a cerca de 320 quilômetros de altura. Esse aumento na densidade pode alterar a órbita de espaçonaves e interfere com comunicações via satélite, como os sinais de GPS.
Outra missão é a Cusp Irregularities-5 (ICI-5), que investigará a turbulência atmosférica causada por este aumento na densidade e tentará distinguí-la de ondas elétricas que também podem prejudicar as comunicações. Já a Cusp Heating Investigation (CHI) irá medir o fluxo de gases e plasma na cúspide, incluindo como se aquecem, como aceleram e como interagem uns com os outros.



Mapa das missões da Grand Challenge Initiative.
As missões são parte da Grand Challenge Initiative - CUSP, um esforço conjunto dos EUA, Reino UnidoDinamarcaCanadá e Japão com 9 missões, lançadas em 12 foguetes, para estudar as cúspides polares norte e sul. A primeira missão foi a VISIONS-2, lançada em Dezembro de 2018. Além dela fazem parte da iniciativa a CREX-2, ICI-5, CHI, JAXA SS-520-3, CAPER-2, TRICE 2, G-CHASER e Azure.
Fonte: Science Alert

domingo, 1 de dezembro de 2019

Planetas podem orbitar buracos negros, ponderam astrônomos



Cientistas de várias universidades do Japão consideram que discos supermassivos perto de buracos negros podem formar sistemas planetários muito grandes.

Sistemas planetários massivos podem estar orbitando ao redor de buracos negros, ponderaram cientistas japoneses em um estudo publicado na revista Astrophysical Journal.
Em vez de os planetas se formarem necessariamente a partir de pedaços de poeira macia que se juntam em um disco em torno de uma jovem estrela, eles podem se formar até mesmo ao redor de um buraco negro caso encontrem condições certas de formação, sugerem os pesquisadores.
Astrônomos observaram os discos pesados em forma de poeira em torno de buracos negros supermaciços, que podem ser incrivelmente vastos. Apenas um desses discos pode ter até 100.000 vezes a massa do Sol. Esse material poderia eventualmente formar planetas ao longo de centenas de milhões de anos, segundo a pesquisa.
"Nossos cálculos mostram que dezenas de milhares de planetas com 10 vezes a massa da Terra poderiam ser formados em um raio de 10 anos-luz de um buraco negro. Ao redor de buracos negros podem existir sistemas planetários de escala espantosa", afirmou Eiichiro Kokubo, um professor do Observatório Astronômico Nacional do Japão, que estuda a formação de planetas.
Apesar de tudo, a teoria não pode ser testada, pois não existe meio de detectar esses sistemas planetários em torno de um buraco negro.

Descoberto buraco negro tão grande que desafia teorias científicas



Cientistas afirmam que a descoberta do LB-1 põe em questão as teorias atuais sobre a formação destas áreas do espaço.

Uma equipe internacional de astrônomos acabou de localizar um buraco negro na Via Láctea cuja enorme massa representa um verdadeiro desafio para as atuais teorias da evolução estelar.
Até agora, estimava-se que a massa dos buracos negros estelares, que estão localizados em nossa galáxia, era trinta vezes menor que a do Sol. No entanto, cientistas afirmaram ter detectado um que é muito maior, com uma massa que excede a solar em 70 vezes e que foi batizado como LB-1.
Uma recente pesquisa, publicada na quarta-feira (27) na última edição da renomada revista científica Nature, recorda que já se detectaram antes buracos negros de massa similar, embora "a formação de buracos negros tão massivos em um entorno de alta metalicidade" – particularmente, na Via Láctea – se considerava "extremamente improvável dentro das teorias atuais da evolução estelar".
"Segundo a maioria dos modelos atuais de evolução estelar, os buracos negros de semelhante massa nem sequer deveriam existir em nossa galáxia", se surpreendeu Liu Jifeng, professor do Observatório Astronômico Nacional da China, que lidera a pesquisa.
"Agora os teóricos precisaram assumir o desafio de explicar sua formação", agregou Jifeng para a agência AFP.
A comunidade científica acredita que os buracos negros estelares mais comuns (com massa trinta vezes menor que a do Sol) são resultado da implosão de uma supernova, enquanto que os buracos negros supermassivos se formam junto com as galáxias, ainda que suas origens sejam incertas.
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