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A pombagira

sábado, 4 de julho de 2020

Astrofísica: Oceano escondido em lua de Saturno pode ser elemento que faltava para abrigar vida



O sexto maior satélite natural de Saturno, chamado Encélado, esconde um imenso oceano de mais de um bilhão de anos de idade abaixo de sua superfície.

Abaixo da superfície coberta de gelo de uma das luas de Saturno há um imenso oceano que poderia ter um bilhão de anos, idade considerada perfeita para abrigar vida, segundo Marc Neveu, cientista do Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA.
A idade do oceano foi calculada por Neveu e sua equipe utilizando os dados coletados pela sonda Cassini, que orbitou ao redor de Saturno durante 13 anos, e uma das principais descobertas foi que Encédalo possui um oceano repleto de respiradouros hidrotermais.
"É muito surpreendente ver um oceano hoje. É uma lua muito pequena e, geralmente, espera-se que as coisas pequenas não sejam muito ativas, [sendo normalmente] como um bloco morto de rocha e gelo", explicou Neveu ao portal Live Science.
O cientista ressaltou que este satélite de Saturno apresenta as características necessárias para o surgimento de vida, já que, além de fontes de energia química e de elementos essenciais como o carbono, nitrogênio, hidrogênio e oxigênio, Encédalo também possui o tempo, que é mais uma importante característica para suportar vida.

Neveu explicou que se um oceano é demasiado "jovem" e tem, por exemplo, apenas alguns milhões de anos, provavelmente não teve tempo suficiente para que os elementos citados anteriormente se misturem para criar vida.
Aparentemente, o oceano de Encédalo se encontra no momento mais propício para gerar vida. No entanto, o pesquisador observou que seus cálculos atuais ainda não possuem 100% de precisão.

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quinta-feira, 25 de junho de 2020

Via Láctea poderia ter muitos mais planetas oceânicos, diz estudo



Mais de 25% dos exoplanetas da nossa galáxia podem ter oceanos devido a semelhanças com satélites de Saturno e Júpiter, que contêm enormes oceanos aquáticos, concluiu um estudo.

Os satélites Encélado, de Saturno, e Europa, de Júpiter, não devem ser os únicos mundos oceânicos na nossa Via Láctea.
Cientistas liderados por Lynnae Quick, uma cientista planetária da NASA especializada em vulcanismo e mundos oceânicos, realizaram uma análise matemática, chegando à conclusão que mais de 25% dos exoplanetas que eles estudaram podem conter vastas quantidades de água.
Alguns desses planetas também poderiam ter água líquida sob camadas de gelo superficial, de acordo com um estudo publicado na quinta-feira (18) na revista Publications of the Astronomical Society of the Pacific.
"Plumas de água irrompem de Europa e de Encélado, então podemos dizer que esses corpos têm oceanos subsuperficiais sob suas capas de gelo e têm energia que impulsiona as plumas, que são dois requisitos para a vida como a conhecemos", disse Quick, segundo o portal Phys.org.
"Então, se estamos pensando nesses lugares como possivelmente habitáveis, talvez versões maiores deles em outros sistemas planetários também sejam habitáveis", teoriza.
Aki Roberge, uma astrofísica do Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA e coautora do estudo, disse que futuras missões vão usar a atmosfera da Terra como modelo para encontrar sinais de vida fora do Sistema Solar.
O satélite interplanetário Europa Clipper deverá fornecer mais dados sobre Europa, durante a próxima década, que ajudarão a entender mundos semelhantes por toda a Via Láctea.

sábado, 20 de junho de 2020

Descoberta de túmulo bizarro oferece pistas para a vida pré-islâmica no Irã (FOTO)



Descoberta de um segundo pote funerário gigante na única colina histórica da cidade iraniana de Isfahan lançou uma nova luz sobre a antiga vida humana nesta localidade do Irã central.

Foi durante escavações em Tepe Ashraf, a única colina histórica de Isfahan, que os arqueólogos descobriram uma segunda urna fúnebre em forma de vaso.

Enterros em vasos funerários

Enterros em vasos foram praticados em diversas civilizações e tanto podiam ser um sepultamento primário, logo após a morte, ou secundário, onde os restos mortais seriam posteriormente depositados ou mesmo incinerados.


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A descoberta de um segundo pote funerário gigante na única colina histórica de Isfahan lançou uma nova luz sobre a vida humana antiga nesta cidade do Irã central
Esta descoberta vai ao encontro de "uma hipótese anterior que sugere a existência de um cemitério da era parta no leste da colina. Agora, Tepe Ashraf é o segundo lugar depois de Tepe Sialk [na província de Ispaã] onde se encontraram esses vasos funerários que oferecem pistas valiosas para desvendar a história obscura de Isfahan pré-islâmica", afirmou o arqueólogo sênior Alireza Jafari-Zand, citado pelo Tehran Times.
Jafari-Zand, que dirige a escavação arqueológica na colina, acredita que o cemitério pode abarcar uma grande área, estando confiante de que novas escavações levarão à descoberta de outros exemplos deste tipo de enterro.
"A descoberta deste segundo local de sepultamento em forma de vaso na parte oriental de Tepe Ashraf prova que podemos ter encontrado um cemitério do tempo do Império Parta [247 a.C.-224 d.C.]", afirmou Jafari-Zand.

Outras descobertas

Foi encontrado igualmente um poço de pedra antigo que se estima ser do tempo do Império Sassânida, que foi o último império persa pré-islâmico (224–651 d.C.).
Algumas obras de argila das dinastias Buída (934-1055 d.C.) e Seljúcida (1037-1194 d.C.) também foram encontradas, quando trabalhadores estavam cavando o terreno para a encanação da água do poço.
Os arqueólogos acreditam que suas escavações no morro, que está localizado na área urbana da cidade, serão úteis no desenvolvimento dos estudos arqueológicos na cidade antiga.
"Isfahan é uma cidade que nunca morreu ao longo da história [...] e a Isfahan antiga está embaixo da cidade moderna, pelo que normalmente a escavação arqueológica é impossível na cidade", segundo Jafari-Zand, que acredita que o monte mantém uma parte da história de Isfahan e do Irã em seu seio, escreve o Tehran Times.
O morro foi seriamente danificado no lado norte pela construção de uma rua. Além disso, escavações não científicas realizadas por vários estagiários de arqueologia em 1987 danificaram parcialmente estratos históricos.

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