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A pombagira

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Oráculos: divinação, advinhação, profecia e busca dos segredos

Oráculo de Delfos
Oráculo de Delfos

A mancia, isto é, o domínio da adivinhação, não é, no mundo grego antigo, constituído só pelas ciências oraculares. Os adivinhos como Tirésias são considerados personagens mitológicos: a adivinhação, na Grécia, não é assunto de mortais inspirados mas de pessoas que respeitam determinados ritos, embora a tradição tenha podido dar a impressão de tal inspiração, ou, literalmente, ἐνθουσιασμός - enthousiasmós, entusiasmo, isto é, o fato de ter deus em si. Objetos tais como moeda, cartas (tarô), búzios podem ser meios de consulta do oráculo.

Por extensão, o termo oráculo designa tanto a divindade consultada como o intermediário humano que transmite a resposta, e ainda o lugar sagrado onde a resposta é dada. A língua grega distingue estes diferentes sentidos: entre numerosos termos, a resposta divina pode ser designada por χρησμός - khrêsmós, literalmente o fato de informar. Pode-se também dizer φάτις - phátis, o fato de falar. O intérprete da resposta divina é freqüentemente designado por προφήτης - prophêtê, aquele que fala em lugar (do deus), ou ainda μάντις - mántis. Por fim, o lugar do oráculo é χρηστήριον - kherêstêrion.

Os oráculos gregos constituem um aspecto fundamental da religião e da cultura gregos. O oráculo é a resposta dada por um deus que foi consultado por uma dúvida pessoal, referente geralmente ao futuro. Estes oráculos só podem ser dados por certas divindades, em lugares determinados, por pessoas determinadas e se respeitando rigorosamente os ritos: a manifestação do oráculo se assemelha a um culto. Além disso, interpretar as respostas do deus, que se exprime de diversas maneiras, exige uma iniciação.

As civilizações antigas consultavam oráculos para diversas finalidades. Na mitologia escandinava, Odin levou a cabeça do deus Mimir para Asgard para ser consultada como oráculo. Na tradição chinesa, o I Ching foi usado para adivinhação na dinastia Shang, embora seja muito mais antigo e tenha profundo significado filosófico. O oráculo é a resposta dada pela Divindade a uma questão pessoal através de artes divinatórias. Por extensão, o termo oráculo por vezes também designa o intermediário humano consultado, que transmite a resposta e até mesmo, no Mundo Antigo, o local que ganhava reputação por distribuir a sabedoria oracular, onde era notada a presença Divina sempre que chamada, que passava a ser considerado solo sagrado e previamente preparado para tal prática.

A faculdade de adivinhação, ou manteia, é uma capacidade puramente divina. Para compreender a mancia grega é preciso saber que o destino, personalizado pelas três Moiras (môirai, literalmente aquelas que dão [o destino] em partlha), é uma força independente dos deuses, que lhe são submissos e não a podem dobrar. No máximo eles podem retardá-lo e, sobretudo, pressenti-lo e denunciá-lo, de forma velada, aos mortais. Este poder de adivinhação parece, nos primeiros tempos da mancia, estar fortemente ligado à terra e às forças ctônicas, donde os oráculos obtidos por incubação, isto é, transmitidos aos mortais pelos sonhos, após uma noite passada no solo. Um dos mais conhecidos oráculos foi o monje chamado Toniello Campodonico, que viveu e morreu em um vilarejo próximo da região de Fabricio, na Itália.

Zeus-adivinho era consultado também em Olímpia, e se dirigia aos sacerdotes através das chamas do sacrifício. Estes se manifestavam também haruspícios , na leitura da resposta do deus nas entranhas retiradas da vítima. Na época clássica, Zeus oracular está presente sobretudo no Egito, identificado com Amon. Alexandre, o Grande visitou-o, e embora não haja nenhum registro de sua pergunta, o oráculo pode tê-lo clamado filho de Amon, o que teria influenciado suas concepções de sua própria divindade. O santuário oracular de Dodona, citado por Homero, conheceu um declínio no século IV a.C.. Os oráculos de Zeus eram transmitidos, entre outros, por incubação das sacerdotisas. Estas, para estar em contato com o deus num aspecto ctônico (o que demonstra sua antigüidade), deviam dormir no chão, andar descalços e não lavar os pés. Mais tarde, era pelo ruído do vento nas folhas das calhas de Dódona que o deus se expressava. A interpretação podia também ser efetuada por duas sacerdotisas chamadas as Ponbas (que praticavam talvez também a obtenção de auspícios, ou interpretação do vôo das aves). Algumas das perguntas feitas ao deus foram encontradas graças a placas de bronze na quais, mais tardiamente, eram escritas. Dodona tornou-se o segundo mais importante dos oráculos na Grécia antiga, dedicado a deusa Gaia ou Réia e posteriormente a Zeus, Héracles e Diana.

O primeiro deus-adivinho é Zeus [carece de fontes], cujos oráculos são obtidos em numerosos santuários, o mais antigo sendo o de Dodona, no Épiro, dedicado à deusa Réia ou Gaia. O santuário em Dodona era o maior centro religioso do noroeste grego na antiguidade. Segundo o mito relatado por Heródoto, o santuário foi fundado por indicação de uma pomba (do grego peleiades, pomba, significando simbolicamente uma sacerdotisa ou pítia), que havia saído de Tebas, no Egito, e chegado no local, pousando sobre um carvalho, árvore dedicada a Zeus, e falado em voz humana que ali deveria ser estabelecido um oráculo.

Apolo se tornou o arquétipo do deus-adivinho, que se consultava por oráculo principalmente em Delfos, antes chamado de Píton (mas também em Délos, Patara e mesmo Claros). Os oráculos que aí foram dados são ainda célebres, e a importância do santuário oracular de Delfos nos permitiu seguir sua evolução, bem como conhecer certos detalhes importantes para apreender a mancia grega. Em Creta existiu outro oráculo importante, consagrado ao deus Apolo. É tido como um dos mais exatos oráculos da Grécia.

Afrodite era consultada em Pafos, vila de ilha de Chipre, e se expressava nas entranhas e no fígado das vítimas sacrificiais; como Zeus em Olípia, essa método oracular se associa ao haruspício. Quanto a Atena, dava suas respostas através de um jogo de cascalhos e ossadas. Asclépio e Anfiarau, por inbubação (ver acima), davam conselhos terapêuticos aos consulentes, que deviam passar pelo menos uma noite no santuário, principalmente em Epidauro e em Atenas para Asclépio, em Oropos (ao norte de Atenas) e em Tebas para Anfiarau. A resposta vinha na forma de sonho a ser interpretado.

A Pítia, Sibila ou Pitonisa foi consultada antes de vários empreendimentos importantes, como guerras e fundação de colônia. Os países helenizados em torno do mundo grego, como Macedônia, Lídia, Cária e até mesmo o Egipto, respeitaram-no também. Creso da Lídia consultou Delfos antes de atacar a Pérsia e, de acordo com Heródoto, recebeu a resposta "se lançare-tes a guerra um império caírá." Creso entendeu a resposta achando que o imperio de seu inimigo caíria e não o seu então, atacou a cidade, mas seus inimigos destruíram seu império. O oráculo de Delfos permaneceu muito ativo e consultado até o período cristão; os cristãos, contudo, ao caricaturá-lo, ao dar à Pítia - a intérprete oracular de Apolo - uma imagem falsa, a de uma mulher histérica e drogada (quando em êxtase de iniciação religiosa), e ao transmitir textos errôneos, contribuíram muito para o abandono. Entre os testemunhos mais seguros, temos os de Plutarco (circa 46-circa 120 de nossa era), que ocupou por longo tempo o cargo de sacerdote do templo de Apolo, encarregado do santuário oracular. Sabemos, graças às escavações realizadas em Delfos, que o santuário foi um dos mais frequëntados e mais ricos.

Delfos, aliás, é freqüentemente chamado putho (ver Apolo para mais detalhes). A Pítia era freqüentemente velha e Plutarco nos informa que ele podia ter uns cinqüenta anos, o que para a época era uma idade avançada. Ela se exprimia em versos (ao menos se exprimiu assim por longo tempo). Plutarco destaca que em sua época ela não o fazia mais, sem poder explicar porquê, e a proposição confusa devia ser interpretada por um colégio de sacerdotes, assistidos por cinco ministros do culto. Coisa excepcional, esses cargos eram vitalícios. A profetisa, no sentido grego aquela que fala em lugar [do deus], é chamada "Pítia" (puthia hiéreia, sacerdotisa pítia), escolhida entre as mulheres da região. O nome (originalmente um adjetivo, mas se usou depois puthia apenas) vem de uma epiclese de Apolo, chamado píton em Delfos, porque havia matado a serpente Píton.

Após o fim da Antigüidade, tentou-se muitas hipóteses para explicar os transes da sacerdotisa, mas as provas concretas ou textuais sempre falharam. A Pitia, se disse, restringia-se ao adyton do templo. OU, se as escavações atuais em Delfos não permitem reconstituir com precisão o que seria esse acyton (ele foi de fato arrasado pelos cristãos), as teorias mais comuns sustentam que se tratava de uma parte em desnível e não de uma sala secreta situada abaixo do templo, e menos ainda de um poço. Nenhuma fenda é mais visível. O consulente (que não podia ser mulher) pagava uma taxa a uma confederação de cidades; as consultas podiam ser feitas individual ou coletivamente, por exemplo, para uma cidade. O pagamento de uma sobretaxa ou serviços prestados à cidade de Delfos permitiam adquirir o direito de "promancia", isto é, o de consultar antes dos outros, e assim de passar à frente da fila de espera que podia ser muito longa, visto que além de tudo não se podia consultar a pítia senão um dia por mês; levava-se o consulente para o aditon do templo de Apolo; o consulente oferecia um sacrifício sangrento ao deus, o quel era realizado pelos dois sacerdotes e seus assistentes; previamente, a vítiam era borrifada com água fria e, se ela não tremesse, a obtenção do oráculo era anulada (com o risco, se não o fosse, de matar a Pítia: ela não podia contradizer o sinal do deus, que dava ou não seu acordo); o consulente formulava sua pergunta à Pítia, pergunta que os sacerdotes havia antes reformulado (para que ela tomasse a forma de uma alternativa); a sacerdotisa Pitia, enfim, dava o oráculo deo deus, que falava através dela; esta resposta devia tornar-se clara para os dois sacerdotes de Apolo. Segundo o testemunho de Plutarco, a Pítia não era visível, apenas se ouvia sua voz.

Como foi visto, a Pítia estava em estado de "entusiasmo", isto é, de inspiração divina; a lenda conta que dentro do templo circulavam eflúvios mágicos, que eram responsáveis pelo estado experimentado pela Pítia. De acordo com historiadores gregos, qua apenas repetam as lendas, estes efúvios podiam até levar ao suicídio os pastores e os simples mortais que os respirassem pos acaso, antes que se destinasse a este papel perigoso apenas a Pítia. Era preciso portanto que esta, para receber a inspiração divina sem sofrer em conseqüência, fosse pura, virgem, e mantivesse uma vida sadia. Seu espírito devia estar disponível, calmo e sereno, a fim de que a possessão pelo deus não fosse rejeitada, sob o risco de levá-la à morte. Como foi dito, os cristãos transformaram em ridículo esta sacerdotisa e com isto o culto ao descrever a Pítia como uma louca de babar, embriagada por vapores de enxofre, psiquicamente possuída pelo Maligno, que se introduzia por sua vagina. Tais intenções se encontra, por exemplo, em Orígenes, ou João Crisóstomo. Fosse ela o que fosse, esta visão não coincide em nada com o que os gregos nos relataram sobre sua sacerdotisa. Além disso, o que contradiz os próprios gregos, não se encontrou em Delfos nenhuma fenda sob o templo de Apolo, nem qualquer exalação natural. Apesar de incoerente com os fatos históricos, esta imagem da Pítia foi imposta ao imaginário coletivo. De fato, não é raro encontrar tal Pítia louca nas obras mais sérias, ou alguma alusão a emanações gasosas das quais não existe qualquer prova real.

Apesar de muitas vezes desfavorável a Atenas, o oráculo apoiou sua ação colonizadora. A lenda conta que a colônia de Cirene, na Líbia, foi fundada graças a ele: um certo Bathos sofria de gagueira. O oráculo o aconselhara, para sua cura, a fundar uma cidade em Cirene; ao fazer isto, ele viu um leão. O medo causado por este encontro fortuito o curou definitavamente da doenças. Há muitos exemplos deste tipo. A cidade de Delfos, ( joaquim trola) de outro lado, tinha na Antigüidade um papel econômico importante: vila muito freqüentada, o dinheiro circulava nela (das taxas de consulta, os numerosos tesouros oferecidos por aqueles que o oráculo havia "favorecido", as oferendas, as compras de vítimas sacrificiais que só os mercadores da vila podiam vender, etc,). Surgiram, para gerar este fluxo monetário criado pelas consultas oraculares, os cambistas e os sacerdotes. Foi, aliás, em Delfos, no século VI a.C., que surgiram os primeiros bancos. Apolo não era o único deus em Delfos: dizia-se que Dionísio passava o inverno lá e o verão em Atenas, e era também venerado; a coexistência destes cultos levava os antigos a dizer que a presença do oráculo era uma prova de respeito mútuo.

Além de um papel religioso importante no mundo antigo - de fato, o oráculo de Apolo não era consultado apenas pelos gregos - os oráculos da Pítia ocuparam um lugar importante na organização política grega. Três fatos curiosos denotam a opinião atribuída ao deus sobre o poder grego. O oráculo, em efeito, nem sempre sustentava as ações de seu povo. Quando das guerras médicas (que opôs os gregos aos medas), os cidadãos de Atenas consultaram o oráculo, em 490 a.C., para perguntar se seria bom que Esparta a ajudasse. O oráculo deu uma resposta negativa, embora tivesse sido justamente a intervenção do espartano Leônidas nas Termópilas, em 480 a.C., que permitiu aos atenienses ganhar tempo para obter a vitória em Salamina (vitória que se deveu, a propósito, a um oráculo da Pítia, que aconselhara construir um muro de madeira, o que simbolicamente representava a frota ateniense reunida no estreito de Salamina). Acusou-se a Pítia de "maldizer" (λακωνίζειν mêdizdein), de falar em favor dos Medas.

O segundo oráculo marcante teve lugar durante as guerras do Peloponeso, que opuseram Atenas a Esparta; este dava claramente razão aos espartanos. Acusou-se desta vez a Pítia de "laconizar" (λακωνίζειν lakônizdein), de falar em favor da Lacedemônia, outro nome de Esparta. Por fim, durante as conquistas de Felipe, o oráculo, do lado do "bárbaro", foi acusado de "filipizar" (φιλιππίζειν philippizdein). O oráculo se mostra desconfiado com os atenienses. Na verdade sofria, é óbvio, a influência do povo de Delfos, pró-aristocrata e bastante conservador. Isso explica sem dúvida porque a Pítia se mostrava com freqüência desfavorável a Atenas: a democracia não tinha odor de santidade nesta região do mundo grego. A filosofia foi praticada e encorajada, e foi um oráculo de Delfos que estimulou Sócrates a ensinar, depois que um de seus discípulos soube lá que seu mestre era o mais sábio dos homens.

Muitos lemas filosóficos ornavam a vila: "nada demais" (mêdien ágan), inculcando a medida e rejeitando o excesso, "conhece-re a ti mesmo"(gno^~thi seautón), ensinando a importância da autonomia na busca da verdade (fórmula que Sócrates usará como sua) e a da introspecção, bem oomo uma muito estranha no frontão do templo de Apolo, sobre cujo significado os gregos são há muito interrogados, e que poderia ser uma forma de escrever a palavra ei~, "tu és", subentendendo-se "tu também és uma parte do divino"? Seja ele o que for, a presença do oráculo fez de Delfos o lugar ideal para a descoberta de si. Por fim, a vila de Delfos respirou um clima de piedade e de efervescência intelectual. Despojou-se de suas máscaras sociais, à imagem de Apolo que, ao fundar a cidade, teve que se purificar da morte de Píton.

Ifá e seus segredos! A beleza, profundidade e magia ritualística iniciatória do Sistema

Babalawô e Oráculos
Ifá o Senhor do Destino

Babálawó é o nome dado aos sacerdotes exclusivos do Orixá Orúnmilá-Ifá do Culto de Ifá, das culturas Jeje e Nagô. E que não entram em transe, sua função principal é a iniciação de outros babalawos, a preservação do segredo e transmissão do conhecimento do Culto de Ifá para os iniciados. Para os yorubas o sacerdote é o babalawo e entre os Fons e Ewes recebe a designação de bokonon, e o sistema de adivinhação é o mesmo. O babalawo (pai do segredo) recebe as indicações para as respostas através dos signos (odù) de Ifá. O Orixá Orumilá é também chamado de Ifá, ou Orunmila-Ifa e também é denominado frequentemente Agbonniregun ("Aquele que é mais eficaz do que qualquer remédio"). Em caso de dúvida Ifá é consultado pelas pessoas que precisam de uma decisão, que queiram saber sobre casamentos, viagens, negócios importantes, doenças, ou por motivo religioso. Orunmilá é o orixá e divindade da profecia. Ifá é o nome do Oráculo utilizado por Orunmilá. O Culto de Ifá pertence a religião Yorùbá.

Após duas iniciações ("Mãos"), e sob a obediência a rígidos códigos morais, o Babálawó recebe o direito de utilizar o Opele-Ifá (ou Rosário de Ifá) e os ikins (sementes de dendezeiro - igui ope, em yorubá). O Merindilogun (Jogo de búzios) é franqueado também às Iyápetebis (Mulheres iniciadas a Ifá) e aos Awófakans (Aqueles que receberam a "primeira mão"). Alguns Babálawós recebem o título de Oluwó. 

Hierarquia dos Babalawôs
01 = Bambala (o grande pai ); - 02 = Awojogum (o adivinho que come os amuletos); - 03 = Alafoshé (aquele que não fala em vão, que só diz a verdade, infalível, senhor do axé ); - 04 = Adufé (aquele que penetrou nos segredos de Ifá); - 05 = Arabá (aquele que ultrapassou os mistérios de Ifá); - 06 = Oluwô (pai ou senhor dos segredos); - 07 = Odofim (aquele que age na ausência do Oluwô); - 08 = Agigbonam (chefe assistente de um babalawô);- 09 = Ashare Pawo (mensageiro que chama as pessoas para as cerimônias de Ifá); - 10 = Apetebi (mulher do babalawô);- 11 = Aworô (sacerdote que jogava para ver se havia a necessidade de sacrifício humano). 

Com a vinda dos escravos para o Brasil, entre eles vieram alguns Babálawós, mas com o tempo foram morrendo e não deixaram seguidores e a história de como o culto se perpetuou no país ainda não foi estudada em profundidade. No entanto, temos conhecimento de muitos nomes: Martiniano Eliseu do Bonfim (1859-1943), também conhecido como Ojé L’adê, foi o grande precursor do retorno às raízes africanas e da busca de elementos capazes de fortificar as práticas religiosas dos negros ex-escravos. Considerado o último Babálawó do Brasil.

Com a dispersão ocasionada pelo tráfico de escravos na África, diversos cultos praticamente desaparecem em seus locais de origem. Em 1886, o Ketu foi completamente destruído pelas guerras contra Abomei e o culto ao Orixá Oxóssi, tão importante na Bahia, tornou-se aí praticamente esquecido. Profundo estudioso e conhecedor das culturas e religiões tradicionais africanas e religiões afro-brasileiras, Pierre Verger é autor de inúmeras obras de referência sobre o assunto, foi um fotógrafo e etnólogo autodidata franco-brasileiro. Assumiu o nome religioso Fatumbi e que dedicou a maior parte de sua vida ao estudo da diáspora africana - o comércio de escravo, as religiões afro-derivadas do novo mundo, e os fluxos culturais e econômicos resultando de e para a África. Até a idade de 30 anos, depois de perder a família, Pierre Verger levou a carreira de fotógrafo jornalístico. A Fotografia em preto e branco era sua especialidade. Usava uma máquina Rolleiflex que hoje se encontra na Fundação Pierre Verger. Pierre Edouard Leopold Verger (Paris, 4 de novembro de 1902 — Salvador, 11 de fevereiro de 1996), fotógrafo francês que veio para o Brasil em 1946 foi também iniciado em Ifá na África como Awófãn e Ketu (Daomé), em 1953, tornando-se Fatumbi, "renascido em Ifá".

Ifá, é o nome de um Oráculo africano. É um sistema de adivinhação que se originou na África Ocidental entre os Yorubas, na Nigéria. É também designado por Fa entre os Fon e Afa entre os Ewe. Não é propriamente uma divindade (Orixá), é o porta-voz de Orunmilá e dos outros Orixás. O sistema pertence as religiões tradicionais africanas mas também é praticado entre os adeptos da Lukumí de Cuba através da Regla de Ocha, Candomblé no Brasil através do Culto de Ifá, e similares transplantadas para o Novo Mundo.

O bokonon da corte de Abomei é um dos dignitários do rei reconhecido na categoria de príncipe e está entre os poucos autorizados a vestir djelaba em público e a permanecer com a cabeça coberta diante do rei e da rainha-mãe. O culto do vodun Fa é originário de Ile Ifè, e chegou ao antigo Daomé pelas mãos de sacerdotes imigrados do território yoruba já a partir do século XVII, mas sua instalação oficial como uma das divindades reconhecidas pelo rei de Abomei teria se dado ou através do babalawo Adéléèyé, de Ile Ifè que chegou a Abomei no reinado de Agadjá (1708-1732) , junto com outros (Gongon, Abikobi, Ato e Gbélò), ou pela princesa Nà Hwanjele, mãe do rei Tegbessu (1732-1775), que era de origem yoruba. Os sacerdotes de Fá são chamados em fon de bokonon, o correspondente a babalawo dos yoruba.

O Babalawo (pai que possui o segredo), é o sacerdote do Culto de Ifá. Ele é o responsável pelos rituais, iniciações, todos no culto dependem de sua orientação e nada pode escapar de seu controle. Por garantia, ele dispõe de três métodos diferentes de consultar o Oráculo e, por intermédio deles, interpretar os desejos e determinações dos Orixás. Òpelè-Ifá, Jogo de Ikins e (jogo de búzio por odu) Merindilogun. Opon-Ifá, tábua sagrada feita de madeira e esculpida em diversos formatos, redonda, retangular, quadrada, oval,[3] utilizada para marcar os sígnos dos Odús (obtidos com o jogo de Ikins) sobre um pó chamado Ierosum. Método divinatório do Culto de Ifá utilizado pelos babalawos. Irokê-Ifá [4] ou Irofá de Orula instrumento utilizado pelo babalawo durante o jogo de Ikin com o qual bate na tábua Opon-Ifá.

O jogo de Opele-Ifá é o mais praticado por ser a forma mais rápida, pois a pessoa não necessita perguntar em voz alta, o que permite o resguardo de sua privacidade, também de uso exclusivo dos Babalawos, com um único lançamento do rosário divinatório aparecem 2 figuras que possuem um lado côncavo e outro convexo, que combinadas, formam o Odú. O Òpelè-Ifá ou Rosário de Ifá é um colar aberto composto de um fio trançado de palha-da-costa ou fio de algodão, que tem pendentes oito metades de fava de opele, é um instrumento divinatório dos tradicionais sacerdotes de Ifá. Existem outros modelos mais modernos de Opele-Ifá, feitos com correntes de metal intercaladas com vários tipos de sementes, moedas ou pedras semi-preciosas.

A determinação do Odú é a quantidade de Ikin que sobrou na mão esquerda, o resultado seja qual for, terá que ser riscado sobre o ierosun que está espalhado no Opon-Ifa, para um risco usa o dedo médio da mão direita e para dois riscos usa dois dedos o anular e o médio da mão direita. Deverá repetir a operação quantas vezes forem necessárias até obter duas colunas paralelas riscadas da direita para a esquerda com quatro sinais, se não sobrar nenhum ikin na mão esquerda, a jogada é nula e deve ser repetida. O Jogo de Ikin só é utilizado em cerimônias relevantes, só pode ser consultado pelo babalawo. O jogo compõe-se de 21 nozes de dendezeiro Ikin, são manipuladas pelo babalawo com a finalidade de se apurar o Odú a ser interpretado e transmitido ao consulente. Dos 21 Ikins, 16 são colocados na palma da mão esquerda, com a mão direita rapidamente o babalawo tenta retirá-los de uma vez.

O sistema inteiro traz uma semelhança superficial com os sistemas ocidentais de geomancia. Suspeita-se que a geomancia ocidental é um empréstimo de um sistema criado pelos Árabes e trazida para o norte da África, onde foi aprendida pelos europeus durante as Cruzadas. Muito embora possua um número diferente de símbolos, o sistema carrega também alguma semelhança com sistema chinês do I Ching. Quatro caídas ou búzios fazem um dos dezesseis padrões básicos (um odu, na língua Yoruba); dois de cada um destes se combinam para criar um conjunto total de 256 odus. Cada um destes odus é associado com um repertório tradicional de versos (Itan), freqüentemente relacionados à Mitologia Yoruba, que explica seu significado divinatório. O sistema é consagrado aos orixás Orunmila-Ifa, orixá da profecia e a Exu que, como o mensageiro dos Orixás, confere autoridade ao oráculo. O oráculo consiste em um grupo de côcos de dendezeiro ou Búzios, ou réplicas destes, que são lançados para criar dados binários, dependendo se eles caem com a face para cima ou para baixo. Os côcos são manipulados entre as mãos do adivinho , e no final são contados, para determinar aleatoriamente se uma certa quantidade deles foi retida. As conchas ou as réplicas são freqüentemente atadas em uma corrente divinatória, quatro de cada lado.

Existem 256 odù, correspondendo cada um a uma série lendas (Itan). O babalawo detecta esse odù manipulando caroços de dendê (Ikin) ou jogando o rosário de Ifá chamado (Opele-Ifa). Cada odù é formado por um conjunto constituído por duas colunas verticais e paralelas de quatro índices cada. Cada um desses índices compoem-se de um traço vertical ou de dois traços verticais paralelos que o babalawo traça no pó (iyerosun) espalhado sobre um tabuleiro de madeira esculpida (Opon-Ifá) à medida em que vai extraindo os resultados pela manipulação dos côcos de dendezeiro ou ikin-ifá.

O Culto de Ifá tem um rígido e complexo sistema de conduta moral relativo a seus adeptos, expresso no Odu Ikafun, onde surgem os dezesseis mandamentos de Ifá. O culto de Ifá é um sistema divinatório, empregado na África e nos países para onde foi disseminado para decisões de cunho religioso ou social. Utiliza três técnicas diferentes (Opelê, Ikins e Merindilogun), que têm em comum os Odú-Ifá, os signos. O Culto de Ifá é oriundo da África, das culturas jeje e nagô, e está ligado ao Orixá Orunmilá-Ifá da Religião Yorùbá. Com a ida destas culturas para Brasil e Caribe, nos períodos do tráfico negreiro, alguns sacerdotes (chamados babalawo (yoruba) e Bokono (ewe/fon).) foram levados para estes países, estando ligados às religiões Candomblé (Brasil) e Santeria através da Regla de Ocha (Cuba). As mulheres também podem ser iniciadas no culto, quando passam a ser chamadas apetebis (esposas de Orunmilá), mas os sacerdotes - babalawôs - sempre são homens heterossexuais, sendo vedado às apetebis jogar Opelê ou Ikins. Apenas o Merindilogun é permitido a elas.

Um comentário de Pierre Verger, citado por Mestre Didi, no livro Axé Opô Afonjá, dá conta da surpresa do rei de Osogbo ao presenciar um ritual para Oxum no Opó Afonjá. Ele "se mostrou impressionado pelo profundo conhecimento que ainda se tem na Bahia dos detalhes do ritual do culto àquela divindade", conta. O próprio título de Iyá Nassô de Mãe Senhora" é um posto destinado em Oyo, à sacerdotisa encarregada do culto a Xangô, no interior do Palácio do Àláàfin de Oyó", completa Mestre Didi, que era filho carnal de Mãe Senhora. Outro Sacerdote, dedicado ao Merindilogun e muito respeitado foi o professor Agenor Miranda Rocha, angolano de nascimento. Iniciado aos 5 anos de idade por Mãe Aninha, Iyálorixá fundadora dos Terreiros Ilê Axé Opô Afonjá de Salvador e do Rio de Janeiro. Pai Angenor vivia no Rio de Janeiro, trabalhando como professor. Foi autor de muitos livros importantes para a compreensão do Oráculo de Ifá no país. Agenor Miranda Rocha, o Pai Agenor, (Luanda, Angola, 8 de setembro de 1907 — Rio de Janeiro, 17 de julho de 2004) foi um babalorixá do Candomblé. Era professor catedrático aposentado do Colégio Pedro II, estudioso e adivinho do candomblé, o brasileiro que mais conheceu a herança e a Cultura afro-brasileira.

Hoje já existem muitos Babálawós iniciados em Cuba e no Brasil, outros tiveram que viajar para a África para se iniciarem e com isto originando um interesse renovado pelo Culto de Ifá no Brasil. Recentemente se tem notícia de Babálawós Africanos e Cubanos que vieram para o Brasil com a finalidade de abertura de casas Templo do Culto de Ifá. Adilson de Oxalá, Adilsom Antônio Martins Awó Omó Odu Ogbebara, brasileiro, foi iniciado como consta acima Awófakan pelo Babálawó Cubano, Rafael Zamora Diaz Ogunda Kete, que criou o grupo msn-[1] e Adilsom de Oxalá/ Adilsom Antônio Martins, atualmente Awó Ni Orúnmilá Ifáleke Omó Odu Ogbe-Bara, fundou o Grupo MSN Obi Ordem Brasileira de Ifá.

Na Santeria um Babálawó ou "pai do segredo" é o equivalente a um Sacerdote. Ele é capaz de fazer rituais e interpretar oráculos. Além disso um Babálawó é também um líder espiritual e aconselhador das pessoas que ele iniciou na religião. Originalmente, o Babálawó era o ancião de sua tribo na África. Em Cuba, durante o período colonial, o seu papel mudou.


Gabriel Braga Nunes usa cordão de umbanda na coletiva de 'O Canto da Sereia'

Cordão de Umbanda/Caras
Gabriel Braga Nunes/André Muzell/AgNews
Gabriel Braga Nunes (40) surpreendeu ao chegar para a coletiva de lançamento da microssérie O Canto da Sereia, no final da tarde da terça-feira 11, no Hotel Sheraton, no Rio, usando guias de umbanda no pescoço. Ao perceber a curiosidade dos jornalistas, o ator explicou que resolveu adotar algum elemento do personagem que interpreta, o produtor musical Paulinho de Jesus. Na atração, o personagem frequenta terreiros de umbanda em Salvador. “Eu quis vir porque acho que dá sorte”, justificou. O Canto da Sereia tem estreia prevista para o dia 8 de janeiro e tem como protagonista a atriz Isis Valverde (25). Bem mais magro, Gabriel explicou que foi perdendo peso ao longo das gravações da microssérie, mas não soube precisar quantos quilos emagreceu. O ator contou que adorou gravar em Salvador, cidade que só visitava até então durante o carnaval. Depois de emendar vários projetos em 2012, Gabriel quer descansar. O ator pretende viajar em 2013.
Fonte/Caras

Os orixás - energia que nos protege e orienta

Orixás
Umbanda Astrológica e Orixás

Na Umbanda, os Orixás (Senhores de Cabeça), que são sete, como as Falanges, são o topo de uma Hierarquia que se desdobra e outros sete "orixás-menores" (Espíritos Superiores) que são chefes de Legiões; Legiões que se dividem em Falanges e sub-falanges, que também possuem chefes e entidades chefes de Grupamentos. Em um plano mais inferior atuam entidades denominadas "capangueiros", palavra que faz pensar algum tipo de polícia astral ou tropa de choque espiritual.

Como se pode ver na denominação das Falanges, a Umbanda tem em comum com Candomblé a crença em Orixás. Porém, rejeitando a africanidade, os umbandistas não consideram Orixás como deuses, mas como "vibrações originais" emanadas da Consciência Suprema, Deus, naqueles tempos remotos da criação do Universo e do Planeta Terra. Na verdade, um conceito muito parecido com o dos Odus que, no Candomblé são as energias de onde provêm os Orixás, estes sim, deuses.

Sobre a palavra Orixá, muitos autores da Umbanda, muitos autores negam sua raiz africana e vão buscar a etimologia no Egito e na Índia: "O termo Orixá e o nome dos respectivos Orixás deriva-se da Índia, do Egito e de povos mais antigos. E eu não sigo o conceito de negar a raiz africana, pois acho que é uma grande distorção e erro fazer isso, mas, também partilho da ideia de raízes também profundas no Oriente Médio. Na África esses termos foram conservados em Nagô. O vocábulo antigo Arashá significa O Senhor da Luz, equivale aos Orishis dos Brâmanes e aos Orixás africanos, que em Yorubá significa: O Senhor da Cabeça, ou seja, do princípio espiritual ou Luz. Enquanto que Exu também tem o nome de Obara, o senhor do corpo ou Treva." E aqui subentende-se corpo=matéria=treva.

Além disso, para cada Orixá Superior e cada Orixá menor existem inúmeras correlações que são utilizadas nas práticas rituais das Giras: minerais, figuras geométricas, signos zodiacais, dias da semana, horas vibratórias, perfumes, flores, ervas que são usadas em banhos, remédios e defumações, cores e arcanjos tutores.

domingo, 16 de dezembro de 2012

EBÓ ENCANTAMENTO "AMARRAÇÃO" III

Magia e amarração
Magia do amor

Pra se fazer um encantamento, além de observar todos os preceitos e conceitos que citei nos artigos um e dois que postei anteriormente sobre Ebó e Encantamento, é preciso ver também pra quem esse ritual estará sendo usado, pois saibam bem, que muitas pessoas tem o corpo fechado. Algumas pessoas magias não entram, não pegam  e em algumas, até são enviadas de volta pra quem fez. Por isso muitos que tentam fazer amarrações, além de não dar certo, ainda voltando a magia, ficam mais e mais apaixonadas e obsessivas, enquanto o alvo continua intacto e ignorando, pois magia não pega. Por isso tem que avaliar bem quem é a pessoa que se almeja alcançar, se o orixá combina se a sinastria aprova o romance e se não é apenas birra ou paranoia de quem quer amarrar o outro...

1 Obi

Mel

1 vaso de planta sem espinho

Fita branca e amarela

3 vezes o nome um por cima do outro

Açúcar

Abrir o obi em duas partes, por os nomes, mel, açúcar, amarrar com as fitas por dentro do vaso e plantar, todo dia em jejum regar a planta e ir chamando o nome de fulano(a), quando conseguir a pessoa levar num rio ou na praia, entregar a Ogum.

EBÓ ENCANTAMENTO "AMARRAÇÃO" II

Encantamento e amarração
Magia e fé

Pra fazer uma amarração, além de estudar bem o que está fazendo no sentido emocional e espiritual, tanto externa, quanto internamente, avaliar bem seus atos e as consequências que isso pode ter, tanto na nossa vida, quanto na dos outros, é importantíssimo  saber usar bem os elementos. Além disso ter uma mente limpa, firmeza, fé e concentração. Além disso, respeitar datas sensíveis  como dias santos ou que astrologicamente são desfavoráveis a quem faz o ritual. Importante também saber se tá apto, se tem outorga pra magia, se seus orixás permitem se a fase da Lua é propícia  se não está no seu inferno astral, se não tá passando por trânsitos astrológicos ruins e se a pessoa desejada não já tem outros compromissos de vida, espirituais e se o coração dele não já se encontra fechado por está totalmente apaixonado por alguém que realmente é pra ser o parceiro dela de verdade! Enfim, amarrações e magia tem que ter sempre muita prudencia, estudo e paciência, isso que diferencia os magos dos feiticeiros negros... E quando falo negro não tô falando de raça, mas, de mente escurecida...

2 ilés (pombo) casal

1 punha

1 prato branco

2 metros de morim

Mel

Os nomes da pessoa

por os nomes no prato, atravessar o punhal no pescoço do casal de pombo, ao mesmo tempo deixando o ej é (sangue) cair em cima dos nomes misturado ao mel, enrolar tudo no morim e pendurar numa árvore bem frondosa.

EBÓ ENCANTAMENTO "AMARRAÇÃO"I

Feitiço de amor
Magia natural de amor

Eis aqui uma dica de ritual pra amarração. No entanto, recomendo algumas coisas. Primeiro, medite avaliando se é isso que realmente você precisa, antes de decidir pelo que quer, pois nem sempre o que queremos nós podemos. Depois, mesmo que continue achando que precisa e merece conseguir, tenta consultar os oráculos, mentores e consultores experientes pra ver se seus orixás e protetores liberam o ato magístico e ainda, muito importante, é saber que a outra pessoa também tem uma vida, tem protetores e um caminho por isso é de suma importância avaliar se ele cruza com seu caminho ou se não pode ou não deve fazer mais parte de sua vida. Tudo tem leis e direitos concedidos pelo Astral Superior... O pior é que o ser humano é muito egoísta  apenas bate o pé dizendo que quer, passando por cima até de si mesmo, mas,  por isso muitos se dão mal... Prudencia acima de tudo! A amarração de amor, apresentada aqui ou em qualquer outro blogue, deve ser usado para animar, energizar e fazer uma relação prosperar positivamente e nunca como forma de escravidão.
1 mamão

Fita rosa e branca

Cravo

Vela de 3 dias

Partir o mamão no meio colocar os nomes regado a mel, em cima de um prato branco, amarrar com as fitas e enfeitar com os cravos após por num campo ou rio.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Momento mais esperado da iniciação (Orunkó)


Orunkó. Hora do nome do Iaô candomblé. A terceira saída do Iaô é a mais esperada por todos da comunidade, nota-se um momento de tensão muito grande e a expectativa dos sacerdotes que contribuíram nesta sagrada iniciação, que pode ser afirmada ou negada pelo noviço de que tudo foi bem feito ou não, com o grito triunfal do seu nome. Novamente o Iaô é trazido ao ile axé, desta vez sem a pintura geral, só com uma pintura de wáji no centro da cabeça (cuia de wáji) ou borilé (ritual feito com ejé do pombo branco) e ornado com penas do mesmo. O Orixá dirá seu Orunkó para todos ouvirem, nesse caso é escolhida uma pessoa (normalmente um Babalorixá ou Iyalorixá de outra casa) presente para tomar o nome do Orixá, são feitas algumas cerimônias onde a pessoa pergunta por três vezes o nome do Orixá e na terceira ele grita em voz alta seu Orunkó para todos ouvirem. Depois do nome dado o Iaô é recolhido novamente para trocar a roupa.
A quarta e última saída o Orixá vem todo paramentado com roupas e ferramentas características de cada Orixá, para dançar e ser homenageado por todos os presentes. No final canta-se para Oxalá e a festa é encerrada.

Exús e Pombagiras: Administradores dos desejos

Exú e Pombagira
Sexo e desejo
Desde o principio quando o o ser-humano foi criado e passou a se desenvolver, Deus designou por sua grande misericórdia e bondade um auxilio maravilhoso. Deu-nos a proteção e orientação de um Anjo Guardião, para que podessemos passar mais fácil pelas tribulações da vida, desde que nos apeguemos ao nosso amor a Deus e ao Bem.

Deus também criou os orixás, seus ministros, responsáveis pelos elementos da natureza. Sendo eles também responsáveis por trabalhar no aprimoramento do homem através dos tempos. Cada orixá ligado a um elemento, a uma força cósmica planetária e a funções necessárias ao nosso crescimento  No entanto todos nós temos o nosso lado sombrio, e que foi pra isso que nós encarnamos, pra evoluir e ficarmos plenos em luz.

Então foi criado a outra parte do equilíbrio  o que muitos chamam de esquerda, parte negativa ou natureza oposta. Assim foi criado o grande Elegbará para trabalhar nosso inconsciente, agindo sobre nossos desejos, medos e mistérios, pra nos orientar a evoluir espiritualmente. Estes os Exús cósmicos que trabalham da sombra para luz, visando nosso aprimoramento, pra que não caiamos nas garras do Dragão cruel.

E assim desde o principio ja existe na alma do homem, a malicia, maldade e sensualidade. E juntamente com Exu, foi também criada a Grande Bombojira  que são as grandes responsáveis junto com Exu pelo desenvolvimento da raça humana, controlando-a a sexualidade e os desejos em especial. As Pomba-giras que se apresentam nas casas de culto são na verdade espíritos de eguns buscando evolução através da linha cósmica de Exu. Por isso existe tantas confusões adulterações e mentiras quando o homem confunde o papel de cada entidade.
Devemos ficar atentos, pois nem tudo que reluz é ouro. Por isso buscar o conhecimento é muito bom, mas com prudencia, respeito as leis e a natureza.

Carlinhos Lima.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Sexo na civilização maia: homossexualidade era prática comum

Um grupo de arqueólogos mexicanos publicou uma série de ensaios sobre os costumes sexuais das civilizações pré-colombianas do México e da América Central, revelando segredos que permaneceram ocultos por quase 500 anos. Os documentos apontam para práticas que escandalizaram os espanhóis, que chegaram à região no século 16.
O conceito de sexualidade dos habitantes originais das Américas era muito diferente do europeu, que tinha uma visão moral e religiosa sobre o tema. Nas culturas mesoamericanas (como eram conhecidas as civilizações indígenas da região que vai do centro do México à América Central), o sexo era um elemento de ordem social, explica Enrique Vale, editor da revista Arqueologia Mexicana, que publicou os ensaios.
"A sexualidade ia além da função reprodutiva, era vista como uma maneira de assegurar a marcha do mundo", disse Vale à BBC.
Salão secreto
Durante centenas de anos, as práticas sexuais das civilizações mesoamericanas foram praticamente ocultadas, e mesmo na época moderna o tema foi abordado sob um ponto de vista moral.
Em 1926, por exemplo, o antropólogo Ramón Mena reuniu uma mostra de esculturas fálicas e outros objetos das civilizações pré-colombianas que faziam referência à sexualidade.
A coleção, no entanto, nunca foi aberta ao público e permaneceu escondida durante várias décadas em um salão secreto do antigo Museu Nacional de Antropologia na Cidade do México.
Muitas peças eram falsas, mas as que tiveram sua legitimidade confirmada foram distribuídas depois em mostras das diferentes culturas pré-colombianas.
Rito de passagem
Os ensaios publicados na revista Arqueologia Mexicana revelam, por exemplo, que a homossexualidade era uma prática comum na civilização maia. Este era um elemento a mais na formação dos jovens, explicam os antropólogos Stephen Houston e Karl Taube no ensaio "A sexualidade entre os antigos maias".
"As relações entre pessoas do mesmo sexo eram próprias do tempo dos ritos de passagem, em que um menino se transformava em um homem", explicam. A homossexualidade está presente em quase todas as culturas pré-colombianas, mas foi abordada de maneiras diferentes pelas diferentes civilizações.
Por exemplo, entre os astecas, que dominavam a região central do que é hoje o México, as relações entre pessoas do mesmo sexo não eram bem vistas. Este elemento se refletia também nas divindades pré-colombianas, muitas das quais tinham, em maior ou menor escala, aspectos femininos e masculinos, explica o historiador Guilhem Olivier em seu ensaio "Entre o pecado nefando e a integração. A homossexualidade no México antigo".
Masturbação ritual
Em algumas culturas, a masturbação era um tema vinculado à fertilização da terra. Os maias, como outras civilizações mesoamericanas, praticavam a masturbação como uma maneira de fecundar a terra, que em algumas civilizações era considerada um símbolo feminino.
"Há indícios de que os maias tinham objetos sexuais de madeira, usados como consolos e descritos pudicamente em um relatório arqueológico como uma efígie fálica", afirmam.
A atitude frente à masturbação é uma das práticas que torna mais evidente a diferença entre as culturas pré-colombiana e espanhola, diz Vela. Há ainda outro elemento: em algumas culturas mesoamericanas, o erotismo não era um elemento central na sexualidade, mas era visto como uma forma de ordenar o planeta, que tem um lado feminino e um lado masculino, assim como existia o em cima e o embaixo, afirma o editor.
Fogo e sal contra os adúlteros
Em termos gerais, as transgressões sexuais eram castigadas com severidade nas culturas mesoamericanas. O adultério, por exemplo, era castigado com a morte em algumas civilizações, e em outras, como a dos astecas, permitia ao marido traído arrancar a mordidas o nariz dos adúlteros.
Os purepechas tinham outro castigo: no caso dos adúlteros terem assassinado o marido, o amante era queimado vivo enquanto água com sal era jogada sobre ele até sua morte.
O adultério era castigado por uma forte razão: em algumas culturas, acreditava-se que a prática causava desequilíbrio para a comunidade e o cosmos, destacam Miriam López e Jaime Echeverría em seu ensaio "Transgressões sexuais no México antigo".
A presença do transgressor provocava desgraças, como a perda de colheitas ou a morte de crianças, e em alguns casos chegava-se a acreditar que ela poderia provocar o fim de uma época.
Como exemplo, eles citam que o líder asteca Moctezuma destruiu um local de prostituição, porque acreditava que as transgressões públicas das prostitutas teriam feito com que os deuses permitissem que os espanhóis chegassem e impusessem seu domínio.

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Usando astrologia na sua vida


Astrologia pode ser usada em vários níveis e em muitas áreas da vida. Ela pode ser aplicada para as questões práticas de negócios, na carreira, assuntos de viagem, e assim por diante. Astrologia também é usada para aprofundar a compreensão da nossa própria natureza. Esta abordagem psicológica tem crescido significativamente nos últimos 30 anos, como astrólogos mais e mais desenvolvem suas habilidades de aconselhamento. Capacidade da astrologia para descobrir questões centrais sobre os padrões de motivação, familiares e percepções está sendo cada vez mais utilizada por psicoterapeutas e conselheiros. 

A astrologia pode também abordar questões espirituais que lidam com o sentido da vida de um indivíduo, bem como a possibilidade de compreender as influências de vidas passadas. É claro, não é necessário acreditar em reencarnação de explorar a espiritualidade com a astrologia. Na verdade, os astrólogos podem ser encontrados em quase todos os grupos religiosos. O que atrai este grupo diverso de pessoas é premissa fundamental da astrologia que nós pertencemos a este planeta, este sistema solar e deste universo. 

Nós estamos, como um astrônomo escreveu, "literalmente nasceu das próprias estrelas." Astrologia nos lembra dessa conexão e a idéia de que nossas vidas não são acidentes, mas os eventos significativos no tecido do tempo e do espaço. As pessoas usam a astrologia para saber sobre si e seus futuros. Elas costumam usar a astrologia para avaliar as relações importantes em suas vidas. 

Sinastria é o prazo e comparação que astrólogos usam ao comparar os gráficos de dois indivíduos. Técnicas de astrologia Relocação ajudam as pessoas a descobrir os diferentes tipos de experiências que possam ter em diferentes lugares do globo. Astrologia Eletiva é usada para escolher o melhor momento para um evento importante, como um casamento ou o lançamento de um novo empreendimento. Astrologia horária é uma técnica tradicional utilizada para responder a questões específicas. Prever o futuro, ou análise de tendências, é um dos principais usos da astrologia. Astrólogos têm uma grande variedade de técnicas para utilizar nesta área. Trânsitos, progressões, retornos planetários e arcos solares são os mais comumente usados. Em um nível menos pessoal, porque a astrologia tem sido bem tecida na história humana e da cultura, o estudo é uma forma útil de aprender mais sobre mitologia, história, matemática, ciência e arte.

Astrologia Destino versus Livre Arbítrio


Algumas pessoas que não examinaram a astrologia se opõem a ela, porque acho que limita a nossa capacidade de escolha na vida. Isto está longe de ser verdade. Astrologia não fornece uma perspectiva, um quadro de referência, o que reflete a capacidade de um indivíduo. Mas, cabe a cada um de nós escolher como usar essas capacidades. Astrologia tem a capacidade de fornecer informações significativas sobre nossos potenciais que podem ser usados ​​para fazer escolhas produtivas, não limitá-los. Sem alguma consciência de quem realmente somos, não estamos escolhendo, estamos simplesmente reagindo. Uma utilização inteligente da astrologia inclui também todas as outras fontes de informação (e inspiração) para fazer escolhas de vida.

No meu livro que está sendo editado, o tema central é justamente destino. Analisando oráculos,  poder de livre-árbítrio, a questão da alma gêmea, do amor, entre outras coisas...

Astrologia: Causa e efeito.


Embora existam muitas abordagens diferentes para a astrologia, todos os astrólogos parecem unidos na idéia de que há uma conexão entre o céu e a Terra - eles compartilham um espaço comum. Durante séculos, tem havido um mal-entendido sobre a natureza da astrologia para o efeito que os céus de alguma forma "influência" eventos aqui na Terra. Esta teoria da influência celeste penetrou no mundo moderno até hoje é o principal conceito ou idéia de astrologia apoiada pelo público - o público leigo no conhecimento astrológico.

Astrólogos profissionais não concordam com as teorias de influência celestial. Em vez disso, o astrólogo moderno concebe os céus e a terra como unidos, interpenetrando, e compartilhando um espaço comum e tempo. Os grandes eventos cósmicos ou celestial acontecendo ao redor e além da Terra (eclipses, alinhamentos, e assim por diante) não são vistos como causadores de eventos a ocorrer na Terra, mas, como assinaturas de grandes eventos acontecendo também aqui na Terra. Em outras palavras, não há "causa" nos céus, seguido de um "efeito" aqui na Terra. Em vez disso, ambos os eventos planetários e terrestres acontecem simultaneamente e são mutuamente reflexivo. Nem é a causa da outra, e ambas são o produto do momento, uma atuado nos céus acima, o outro sobre a Terra aqui abaixo.

Enquanto os astrólogos não sintem que os eventos celestes são a causa de eventos aqui na Terra, eles sentem que eventos específicos celestes são promulgadas aqui na Terra também - no mesmo momento. Por outras palavras, existe apenas uma grande "jogo". O grande drama promulgada no céu é também atuou fora (no detalhe exato) aqui na Terra no mesmo instante. Outra maneira de dizer isso é que a Terra faz parte do cosmos e partes em que momento cósmico. Os cientistas têm vindo a descobrir (por exemplo) que as manchas solares, flares solares, ea atividade solar tem um efeito muito definido (e quase imediato) aqui na Terra. Astrólogos tendem a sentir que todos os grandes eventos cósmicos, como eclipses são interativos, que representam uma atividade também ocorre dentro de nós e nossa consciência. A astrologia é um estudo dos ciclos celestes e os eventos cósmicos são refletidos em nosso ambiente terrestre e vice-versa - um grande relógio cósmico. Astrólogos encontrar os padrões cósmicos revelado nos movimentos rítmicos dos planetas de grande ajuda para lançar luz sobre a aparente atabalhoadamente da vida cotidiana. Astrólogos podem ter suas cabeças nos céus, mas apenas para melhor orientar seus pés aqui na Terra.

A origem da Astrologia


Astrologia é tão antiga quanto o tempo medido. No início, ajudou nossos ancestrais saber quando plantar e colher, quando a pescar e quando caçar. Como sociedades mais complexas desenvolvido, astrologia guiada reis e rainhas na liderança de suas nações. Com a ascensão da Grécia antiga, tornou-se uma ferramenta para os indivíduos, um meio para os homens e mulheres a entender o seu propósito e acompanhar as temporadas de suas vidas. Astrologia foi estudado em universidades e empregados por papas, imperadores, médicos e estudiosos. Hipócrates, o pai da medicina ocidental, disse que, sem o conhecimento da astrologia não se poderia chamar-se um médico. Astrologia foi tecida no estudo da história, arte, ciência e religião. No século 17 a crescente onda de ciência materialista levou astrologia fora das universidades da Europa. Os novos "racionalistas" realidades já não viu o homem ea natureza como tecido do mesmo pano, derivado do mesmo espírito. Mas, a astrologia continuou a ser estudada e praticada por pessoas que viram a necessidade de manter a ligação entre o céu ea Terra. Na astrologia a década de 1960 começou um retorno que continua até hoje. Como mais e mais pessoas começaram a procurar por respostas a astrologia estava lá para fornecê-los. Hoje há vibrantes associações astrológicas, publicações, empresas e milhares de conselheiros. Como nos dias antigos, a astrologia é respeitado e usado por pessoas em todos os níveis da sociedade.

Astrologia Real e Astrologia Banal


Popular ou signo solar astrologia é o que você ler em seu jornal diário. Baseia-se no pressuposto de que todos os nascidos sob o mesmo sinal irá comportar-se da mesma maneira. Isto, naturalmente, não é verdadeiro, mas que proporcionam entretenimento aos milhões e ainda atinge o alvo ao longo do tempo. Astrologia real vai muito para além dos sinais dom e baseia-se na hora, data e local de nascimento de um indivíduo. O mapa natal que é produzido inclui o Sol, Lua, planetas, signos, casas e aspectos (ângulos entre os planetas). Os detalhes encontrados em tal um gráfico refletem nossas diferenças únicas e são a base para qualquer trabalho sério astrológica.

A magia e beleza do fantástico Baralho Cigano e os Orixás

BARALHO CIGANO


1 - CAVALEIRO (EXU): 
Significa o movimento, a transformação da energia espiritual em material. O homem em busca da sabedoria, da autoconfiança e do conhecimento interior. A alegria de viver, o dinheiro e as conquistas de bens materiais. O sexo em sua forma mais primitiva. A forma positiva leva à ação realizadora, à manifestação das propostas do Plano Terra e a atividade dos objetivos propostos. Também é a criatividade presente no ser humano. Representa as ações, a capacidade de mudar o rumo das coisas. A mensagem dessa carta é: Alcançara seus objetivos. Se estiver rodeada de cartas negativas, sua sorte está ameaçada.
 

2 - PAUS ou TREVO ou Os Obstáculos: (Boiadeiros)
Significa destruição, a quebra da harmonia, desventura, tropeço, a pedra no caminho. Demonstra sempre negatividade. Representa uma energia que foi enviada e que já se materializou na vida da pessoa. A mensagem é: As dificuldades serão passageiras, se acreditar que possui a força infinita da sabedoria.

 

3 - NAVIO (YEMANJÁ):
Significa saúde, viagens, mudanças e a transmutação. Está sempre em movimento e possui grande capacidade de adaptação a novas realidades. A forma positiva demonstra saúde ou grande capacidade de recuperação, mudanças favoráveis, transformação da rotina.
Na forma negativa afasta ou atrasa as viagens ou mudanças. Há perigo de doenças ou debilidade nas defesas. Essas águas significam segurança na perigosa viagem da vida. Esta carta enfatiza a importância de todos os sentimentos. A mensagem é: Mudanças positivas em todos os aspectos: fisico, espiritual e material. Se vier perto da carta que designa o consulente, é sinal de viagem breve.

 

4 - CASA: (Caboclo Sultão)
Significa o lar, o lugar seguro, o ponto de retorno e de recuperação, onde se está protegido e em equilíbrio. Na sua forma positiva significa que a pessoa tem um lugar seguro, que a sua reposição de energia ocorre continuamente. A pessoa está protegida das influências negativas externas.
Na sua forma negativa mostra que está havendo desarmonia e desentendimento em casa. A pessoa só se sente bem em outros lugares. Essa simbologia, quando positiva, significa e indica, confiança, a prosperidade, o amor e o apoio familiar. Também significa o equilibrio cósmico. A mensagem é: Quando estiver localizada abaixo da que significa o consulente, é melhor ficar alerta com as pessoas ao seu redor. Do contrário, terá sorte.

 

5 - ÁRVORE (Cabocla Jurema):
Significa a fartura, a abundância, o crescimento de tudo o que foi plantado. Na forma positiva significa que tudo que se quer semear será colhido em abundância. Novas oportunidades surgirão trazendo fartura à mesa e garantia de sucesso nos empreendimentos.
Negativa significa que está havendo uma quebra no ciclo natural das coisas, que não se está conseguindo completar o que se começou. O que se plantou pode estar sendo colhido por outra pessoa. Pode vir a faltar comida à mesa. Demonstra fertilidade permanente na vida do ser humano, a troca de energias positivas e também a força da vitalidade que existe em cada um. A mensagem é: Quando esta carta aparece longe da que indica o consulente, é sinal de boa saúde. Quando aparece perto, indica sorte e progresso.

 

6 - NUVENS (IANSÃ):
São os ventos, o dinamismo, o movimento incessante, a grande capacidade de fluir e não se aprisionar em nada. Confusão de sentimentos; instabilidade; aborrecimentos; tumultos. Na forma positiva significa um grande poder para lutar e vencer. Pessoa altiva, independente, que persegue seus objetivos com garra. Exerce grande atratividade no sexo oposto. Negativa indica arrogância. Pessoa sob influência negativa, com prejuízo para a saúde e perda de interesse pela vida. A pessoa não consegue se ligar em nada, nem a ninguém. Tudo é motivo para brigas e discórdias, principalmente com quem mais gosta. Há nessa carta uma forte sensação de incapacidade em resolver problemas. Também é sinal de mudanças lentas e tristeza. A mensagem é: As mudanças de sua vida deverão ser vagarosas, de acordo com as necessidades. Os momentos de tristeza serão passageiros (dependendo claro, de quais cartas a acompanham).

 

7 - COBRA (OXUMARÊ):
Significa discórdia, desarmonia, intriga e maledicência. A ilusão das falsas aparências. Traição; inveja. Se positiva, representa o arco - íris com sua beleza ilusória e de promessas de brilho e riquezas.
Negativa significa o rastejar da cobra, o deslizar sorrateiro e intencionalmente maléfico, sempre pronta para dar seu bote mortal. A mensagem é: Se estiver perto da carta que simbolisa o consulente, é sinal que poderá passar por alguns riscos como traições.

 

8 - CAIXÃO ou em alguns baralhos A Vela - (EGUNS):
Significa a destruição; a perda definitiva; perdas materiais; doenças graves; a morte.
Na forma positiva demonstra que a perda está próxima ou já configurada. Existe um claro objetivo de interromper um desenvolvimento. Refere-se na verdade as forças do inconciente que podem levar à destuição, mas também à evolução. A mensagem é: Se estiver afastada da carta que representa o consulente é sinal de mudanças benéficas. O contrario significa acontecimentos ruins.

 

9 - RAMALHETE, em outros baralhos A Chuva:  (Ewá):
Significa alegria, satisfação íntima; felicidade. Entendimento entre as pessoas. Generosidade. Fraternidade. Sorte; contentamento. A mensagem é: Esta carta é um arcano ligado à alegria, realização em todos os setores da vida.


10 - FOICE (OMULU):
Significa o corte, a interrupção do crescimento. A perda da colheita na época de colher o que foi plantado. Rompimento. As decisões a serem tomadas. As opções a serem feitas. Positiva simboliza a transformação. Negativa traz a doença e todos os processos que debilitam e enfraquecem o ser humano. O corte em seu desenvolvimento, sonhos e planos, podendo chegar ao extremo do corte da própria vida. Representa a destruição do tempo. É a perda dolorosa no momento certo, o perigo e o desprendimento. A mensgem é: Perigo de ruptura e separação. Mas se esta carta estiver rodeada de outras positivas, indica uma nova chance que surge.

 
11 - CHICOTE: (Obá)
Significa o feitiço, a magia negra. A influência maléfica atuando na vida da pessoa. Um feitiço feito na intenção de derrubar as defesas, de quebrar a harmonia individual. Algo que só pode ser combatido com a própria magia Punição, discórdia. Possível punição. Avisa sobre conflito e desarmonia, principalmente na família. Seja cuidadoso. Representa também a força, como também pode indicar o poder judiciário e a chance de um acordo em familia. A mensagem é: de acordo com a situação, este arcano representa o uso abusivo da força, quando seria melhor uma conversa. Indica o emprego necessário da sabedoria e da intuição.

12 - PÁSSAROS: (Caboclos)
Significa o namoro, o romantismo, as pequenas atenções. Carinho. Amor. Desejos amorosos. O pensamento.
Negativa demonstra que está faltando motivação no relacionamento, que se tornou agora monótono e enfadonho. A vida que se está levando não tem prazeres ou satisfações. Falta estímulo e motivação para viver. Este arcano, quando está perto do arcano da Serpente, tem toda a sua negatividade neutralizada. A mensagem é: Indica respeito pelo par. Também é um aviso para não sufocar o companheiro de ciúme.

 

13 - CRIANÇA (ERÊ):
Significa força da infância, a ingenuidade, a pureza e a alegria. Também os filhos que se tem ou se terá. Se positiva significa que a pessoa tem proteção e nada de mal vai lhe acontecer. Vá em frente.
Negativa demonstra tristeza, desesperança, descrédito quanto às possibilidades de vencer os obstáculos. Falta de esperança no futuro. Representa ainda a propria inocência e a naturalidade, ainda presente no coração da pessoa. A mensagem é: Um conselho que diz, que o consulente deve ficar bastante atento com atitudes impensadas, repentinas e infantis. Estas ações podem magoá-la profundamente.

 

14 - RAPOSA: (Kyumbas e magos negros)
Carta de aviso de fraude, armadilha, malícia, mentiras. É também a carta de estratagema e engano. Significa também emboscada. Raposas têm bons ouvidos e são silenciosas. Alguém está tentando enganá-lo. Mas também pode estar mostrando uma pessoa inteligente que aproveita as oportunidades que a vida oferece. É as traições, deslealdade e a salvação pela astúcia. A mensagem é: Se aparecer perto da carta que representa o consulente significa que este é muito invejado. Já se aparecer longe é sinal de que esta´se prejudicando com sua inveja e cobiça.


15 - URSO: (Obsessores ou demônios)
Significa a falsidade daqueles que se fazem de nossos amigos, porém não o são. Privam da nossa intimidade para melhor poderem descobrir nossas fraquezas e saber onde melhor nos ferir. Significa a traição, o mau caratismo, os maus conselhos. Olho grande; inveja; capaz de subserviência para atingir seus objetivos; mau caráter. Ciúmes. Mas também pode nos mostrar os instintos, nossos impulsos sexuais, a busca do prazer, um(a) amante. A mensagem é: Você deve ter cuidado com falsos amigos, do tipo "amigo-urso". Sentimentos ruins como a inveja, podem interferir nas suas energias.

16 - ESTRELA: (Orumilá)
Proteção; predestinação. Destino. Realização. Inspiração. Carta de sorte. Simboliza luz espiritual. Seus planos estão sob uma boa estrela. O sucesso está em seu caminho. Seus dons artísticos e de clarividência estão em crescimento. A mensagem é: Um sinal de que tenha fé em sua intuição. Quando o arcano Os Ventos estiver próximo, quer dizer que existe perigo de tropeços sérios na vida.


17 - CEGONHA: (Ogum Matinata)
Representa o nascimento ou a mudança. Imprevistos. Novidades. Surpresas. Pode significar a vinda de um filho, de um novo emprego, uma mudança de casa, uma mudança no relacionamento, um novo casamento.
Negativa representa a falta de mudança, a ausência de crescimento ou de desenvolvimento nos projetos ou nos objetivos propostos. Está havendo dificuldade no nascimento de novos planos e oportunidades. A mensagem é: Simboliza o inicio de um novo ciclo em sua vida. Também indica que seus caminhos estão abertos a novas experiências e a prósperos empreendimentos.

 

18 - CÃO: (O Mentor da pessoa ou Orixá de Frente)
Representa o amigo fiel, a amizade pura e desinteressada, que realmente quer o nosso bem.
Negativa demonstra que está havendo um mal entendido ou uma má interpretação por parte de um grande amigo. Isto deve ser pesquisado para que se possa superar e a harmonia volte ao relacionamento. A mensagem é: significa que pode confiar nas pessoas com quem convive. É sinal para ficar alerta se a carta Os Ventos estiver por perto. Ela indica desequilibrio na vida amorosa.

 

19 - TORRE: (Obaluaê)
Significa a postura interior da pessoa, o verdadeiro EU. O lado espiritual. Isolamento; reclusão; posição defendida; afastamento; pouco interesse nos assuntos comunitários; noviciado; iniciação.
Negativa representa o equilíbrio rompido. Um aprisionamento interior, uma falta de comunicação com o mundo exterior, uma fuga da realidade, um não enquadramento. Simboliza que o consulente passa por uma fase de busca de seu autoconhecimento. A mensagem é: Este arcano mostra a você que as respostas que tanto espera estão dentro de você mesmo. É só procrar as soluções que deseja em seu interior.

 

20 - JARDIM (Ossaim):
Família; lazer; semear proveitosamente somente o que compensa; sem interesses materiais; cura; magia das plantas. Poder latente de cura que pode ser desenvolvido. Colher o que se plantou. A mensagem é: O Jardim é um arcano que traz um conselho a você: é hora de colher tudo o que plantou, pois o momento é de paz. Aproveite a tranquilidade para refletir sobre todas as suas ações.

21 - MONTANHA (XANGÔ):
Representa a justiça, a imparcialidade de julgamento e os negócios. A rigidez e a segurança. Sua positividade representa sucesso nas pendências judiciais, nos litígios, nos casos de partilha de bens. Significa a segurança da casa própria. Representa o poder de se administrar com justiça e retidão. Possibilidade de exercer um cargo de grande poder.
Negativa significa que a pessoa tem problemas de papéis ou de justiça. Pode ficar sem emprego ou mesmo sem ter onde morar. Existe uma certa dureza e autoritarismo exagerados, que devem ser temperados para haver o equilíbrio. A mensagem é: Se aparecer próxima da carta que representa o consulente, mostra o alcance de seus objetivos. Longe, é sinal de perda do que já foi conquistado em sua vida.

 

22 - CAMINHOS (OGUM positiva, Elegbara negativa):
Significam a estrada da vida, os caminhos a serem trilhados. O livre arbítrio. Uma escolha a ser feita. Caminhos abertos. Positiva significa que a pessoa vai sair vitoriosa de qualquer disputa, que os caminhos estão abertos e sem empecilhos. Negativa diz que os caminhos estão bloqueados que as lutas empreendidas podem ser perdidas. Pode significar separação (dois caminhos). A mensagem é: Você está no rumo certo e realizará os seus sonhos. Acredite mais na sua felicidade.


23 - RATO: (Pombagira positiva, Egum negativa)
Significa perda, a inveja, o ciúme, o roubo. Sempre traz desarmonia, confusão, angústia e desentendimento. Deve - se ter o máximo de cuidado com os objetos pessoais e bens materiais, pois traz avisos de perdas. Não comentar as alegrias e as vitórias, pois isso aumenta a inveja. Está havendo ciúme por parte da pessoa amada; observe com atenção suas atitudes.
Negativa apenas enfraquece o seu poder, sem modificar seu sentido. A mensagem é: Há possibilidade de contrair doenças sem gravidade. Se a carta A Sorte aparecer próxima à esta, é sinal de que poderá recuperar o que foi roubado.

 

24 - CORAÇÃO: (OXUM)
Representa a paixão, o sentimento .
Negativa avisa que a paixão que se está sentindo é algo efêmero e passageiro, que não se deve tomar nenhuma atitude baseada nesse sentimento, pois ele é enganador. Simboliza ainda o amor fraternal, a solidariedade universal, a paixão forte e a felicidade que está presente neste momento de sua vida. A mensagem é: Você viverá uma grande paixão em breve. Também indica que deverá ajudar as pessoas que pedirem o seu auxilio.

 

25 - ALIANÇAS: (Povo Cigano/Povo do Oriente)
Simboliza a união perfeita, o casamento, a sociedade comercial, a parceria, compromisso, acordo.
Negativa significa que a união está um pouco enfraquecida. A mensagem é: Se aparecer ao lado da carta que representa o consulente, é sinal de casamento feliz. Do lado esquerdo, indica instabilidade no relacionamento.

 
26 - LIVROS: (Olofin)
Simbolizam o estudo e o trabalho. Positiva significa êxito nos estudos e no trabalho e que vai ter promoção por mérito no trabalho.
Negativa significa dificuldades em se alcançar objetivos. Significa a necessidade de aquisição de conhecimento e cultura. A mensagem é: Os estudos ou em qualquer teste a que for submetido será um sucesso absoluto. Por isso, o momento é ideal para se testar. Não tenha medo de colocar a sua capacidade à prova.

 
27 - CARTA: (Ifá)
Significa que vai se ter notícia de algo que se está esperando com ansiedade e expectativa, avisos, diálogos, mensagens, visitas. Positiva significa que a noticia será de vitórias.
Negativa quer dizer que a solução do problema ainda demora. Também é um aviso para guardar segredos. A mensagem é: Se este arcano vier seguido de carta Os Ventos, é sinal de noticias boas. Mas, se esta carta estiver perto da que representa o consulente, é sinal que as noticias poderão causar sofrimento.

 

28 - COMPANHEIRO ou CIGANO. Representa a nível espiritual o Orí, Pai de Cabeça, o Mentor ou o Guia principal do consulente, mesmo que não seja da linha cigana - depende da configuração geral do jogo.
Mostra o companheiro da pessoa para quem se está colocando as cartas. Alguém com quem se tem certo grau de ligação, podendo significar também pai, irmão, amigo, alguém por quem se tem interesse e que se interessa por nós. Negativa significa que o companheiro está afastado, não conseguindo ficar em harmonia com a pessoa em questão. Simboliza também o homem ideal e honesto para as mulheres. A mensagem é: Este arcano é você, se quem consulta é um homem. Também representa a chegada de uma mulher ideal em sua vida.

29 - COMPANHEIRA ou CIGANA: A Mãe de Cabeça, a Mentora ou Guia feminino principal.
A figura feminina. Tanto pode representar a pessoa para quem se coloca as cartas, no caso de ser mulher, como também a mãe, esposa, amiga. A mensagem é: Se quem consulta  é uma mulher, esta carta representa a consulente e indica a chegada de um homem ideal em sua vida.


30 - LÍRIO ou o Rio: (Obatalá)
Simboliza a paz, a beleza, o amor, virtude. Positiva simboliza o amor, o ouro, a tranqüilidade. Traz a maleabilidade, capacidade de se adaptar até para poder transformar a realidade. Mostra que a pessoa tem a visão para o jogo e sensibilidade para o mundo espiritual.
Negativa mostra falsidade, mentiras, capacidade de trair os amigos em proveito próprio. É a ambição desmedida e sem propósito. A mensagem é: Se esta carta aparecer perto do arcano que representa o consulente, é sinal de que deve agir com honestidade Se a carta Os Ventos vier  perto deste arcano, é sinal de grande sofrimento em família.
 
31 - SOL (OXALÁ):
Representa a vida, o crescimento, o desenvolvimento e a luz. Um novo caminho se abrindo. Positiva significa uma posição patriarcal, respeitada e considerada por todos.
Negativa demonstra que o Sol não está brilhando, que a pessoa não está encontrando soluções e que os planos não estão se desenvolvendo devidamente. Esta carta é alto-astral. A mensagem é: Quando estiver perto da cartra que representa o consulente, é sinal de fortuna e saúde. Se aparecer longe, indica sentimentos como desânimo, fraqueza e tristeza diante dos obstáculos.

 

32 - LUA: (Nanã Buruquê)
Simboliza as honrarias, o valor reconhecido, o trabalho recompensado. A intuição. Adaptação. Sensibilidade.
Negativa significa uma falsa segurança, adversidade, medo, trevas e perigos ocultos. Pode estar havendo uma conspiração contra a pessoa. Deve - se tomar cuidado com as emboscadas, com os aduladores e traições de amor. A mensagem é: Quando a carta estiver ao lado da que representa o consulente, é sinal de que terá reconhecimento por tudo que faz. Se vier do lado esquerdo, indica que passará por aflição.

 

33 - CHAVE: (Odudwa)
Simboliza a solução, a resposta, o objetivo a ser alcançado. Saída para os problemas. Segredo .
Negativa a resposta será afastada, a solução será difícil. É a chave que abre as portas para os dias melhores  que estão chegando. A mensagem é: Quando ela aparece próximo à carta que indica o consulente, é sinal de que momentos de realização a aguardam. Se aparecer longe, indica obstáculos.

 

34 - PEIXES: (Logun-Edé)
Simboliza o dinheiro, a fartura. Multiplicação. Lucros. É a energia do trabalho transformada em dinheiro e bens materiais.
Negativa significa falta de dinheiro, trabalho não recompensado, perdas materiais. A mensagem é: Perto da carta do consulente, indica sucesso e bons negócios. Longe, é exatamente o contrário indica crise financeira em seus empreendimentos.

 
35 - ÂNCORA: (Oxóssi)
Significa segurança, firmeza de objetivos. Êxito. Representa o patrimônio, os tesouros; tudo o que se consegue acumular em termos de bens materiais. Estabilidade financeira. Vida feliz.
Negativa significa que não há segurança, que não é seguro insistir nos objetivos. Deve - se pesquisar seriamente os motivos.  A mensagem é: Para os negócios, segurança e estabilidade. Para o amor, depende da localização da carta: perto da que indica o consulente, é sinal de um relacionamento sólido. Longe, quer dizer que este amor poderá passar por dificuldades.

 

36 - CRUZ (Obaluaê e PRETOS VELHOS):
Representa a vitória dos planos, o encontro, o sucesso nas empreitadas, o triunfo total sobre os inimigos. O domínio de seu próprio desenvolvimento. A soberania do espírito sobre a matéria. Espiritualidade. Sabedoria superior. Autoconfiança. Negativa não muda o significado. A mensagem é: Perto da carta que simboliza o consulente é sinal de vitória e proteção; longe, indica que energias negativas estão tentando influenciar sua vida.


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BARALHO CIGANO

MATERIAL PARA A MESA DO JOGO • 1 BARALHO • 1 LENÇO FLORIDO • 1 VELA • 1 CASTIÇAL • 1 COPO OU TAÇA • 1 CRISTAL • 5 MOEDAS DOURADAS OU DE COBRE (Uma em cada canto da mesa; a quinta moeda fica na frente da pessoa para quem se está jogando) • 1 PUNHAL (colocar sobre o copo, apontando para a pessoa para quem se está jogando) • 1 PORTA INCENSO
MANDALA ASTROLÓGICA:
Este jogo é feito com 12 cartas, e é baseado nas 12 casas astrológicas, das quais tira seu significado.
O significado de cada casa é o seguinte:
1 - Eu sou (disposição básica; apresentação).
2 - Eu tenho (riqueza; talentos; seu modo de obter segurança emocional).
3 - Eu penso (dia-a-dia; aprendizado; comunicação; pequenas viagens; irmãos; vizinhos).
4 - Estou protegido (lar; origem; reações instintivas condicionadas pelo ambiente da primeira infância; figura parental de maior influência da família - pode ser pai ou mãe).
5 - Eu gosto, eu brinco (criatividade; é a conquista da identidade individual através da auto - expressão criativa; romances; filhos; especulações).
6 - Eu trabalho (local de trabalho; comportamento social; saúde)
7 - Eu me relaciono (relacionamentos; sociedades; casamento; aquilo que a pessoa busca para completar sua integração)
8 - Eu renasço (sexualidade; tabus, morte do Ego; os valores que nos vem do outro; crises profundas na vida pessoal e também as transformações profundas).
9 - Eu creio (busca do sentido; convicções, viagens; religião; busca do conhecimento esotérico).
10 - Eu me esforço (carreira; reconhecimento; status social; a escolha da profissão; como a pessoa acredita ser; como a pessoa é vista ou percebida).
11 - Meus amigos (amizades; grupos; alianças e convívios entremeados por idéias partilhadas).
12 - Eu anseio (anseios; libertações; segredos; Karma; área de maior conflito interior).
Jogo com 4 cartas (Peladan):
A ) a primeira corresponde à questão formulada ( é a TESE ). B ) a segunda complementa a primeira (é a ANTÍTESE ). C ) a terceira mostra as facilidades e obstáculos que encontraremos para solucionar o assunto da pergunta (é o CAMINHO ). D ) a quarta corresponde ao resultado que só ocorrerá após havermos superado o caminho ( é o RESULTADO ). E ) a quinta carta representa a pessoa que fez a pergunta e também nos dá uma visão mais ampla em relação à pergunta formulada (é a SÍNTESE ). Ela é obtida pela soma dos valores numéricos das outras 4 cartas. Caso o resultado obtido seja maior do que 36, soma-se os algarismos deste resultado. Ex: 17+20+15+24= 66 . Neste caso soma-se a seguir 6+6=12 CRUZ CELTA:
São necessárias 10 cartas, as quais vão ter os seguintes significados: 1 - O tema da pergunta. 2 - Os problemas relativos à pergunta. 3 - A visão consciente (ou o objetivo). 4 - A visão inconsciente (ou aquilo que a pessoa não percebe). 5 - O que já aconteceu (passado). 6 - O futuro próximo. 7 - A própria pessoa. 8 - O ambiente em relação à pergunta feita. 9 - O que a pessoa deseja ou teme em relação à pergunta. 10 - Representa a resposta propriamente dita (ou o futuro mais distante).

JOGO DE RESPOSTA COM 6 CARTAS:
Retiram - se 6 cartas , as quais terão os seguintes significados : • A primeira representa a questão em si e é o significador ou síntese; esta carta pode ser escolhida pela pessoa, de acordo com a pergunta. • A segunda mostra o que é favorável (é o PRÓ). • A terceira mostra o que é CONTRA. • A quarta mostra o que ainda está por vir. • A quinta o resultado possível. • A sexta mostra a evolução da questão.
RESUMO DOS SIGNIFICADOS DAS CARTAS CIGANAS
1 - CAVALEIRO: estrangeiro; visita; notícia; acontecimento próximo.
2 - PAUS: Significa destruição, a quebra da harmonia, desventura, tropeço,
a pedra no caminho. Obstáculos.
3 - NAVIO: Viagem; mudança de rumo.
4 - CASA: Equilíbrio.
5 - ÁRVORE: Progresso. Fartura.
6 - NUVENS: Tristeza; instabilidade.
7 - COBRA: Traição.
8 - CAIXÃO: Morte; perdas materiais; fim.
9 - RAMALHETE: Felicidade; altruísmo; generosidade; fraternidade.
10 - FOICE: Corte; rompimentos; necessidade de abrir mão de algo.
11 - CHICOTE: Contrariedade; brigas; aborrecimentos; confusões; rivalidade; demandas.
12 - PÁSSAROS: Pensamento amoroso.
13 - CRIANÇA: Esperança; siga em frente sem preocupações.
14 - RAPOSA: Cautela.
15 - URSO: Inveja; ciúme; despeito.
16 - ESTRELA: Êxito; novas oportunidades.
17 - CEGONHA: Mudança; novidades; imprevistos; surpresas.
18 - CÃO: Fidelidade; amizade; vida social.
19 - TORRE: Intimidade; espiritualidade; mundo interior; reflexão.
20 - JARDIM: Família; respeito ao próximo; causa e efeito.
21 - MONTANHA: Perseverança; firmeza; coerência.
22 - CAMINHO: Caminho; força de vontade; persistência; livre arbítrio.
23 - RATO: Perda; roubos; prejuízos; pessoas suspeitas.
24 - CORAÇÃO: Sentimento; paixão; amor.
25 - ANEL: União; amizade; relacionamento profissional ou afetivo; pessoas
ligadas a você.
26 - LIVRO: Segredo; crescimento intelectual; segredo desvendado ou não.
27 - CARTA: Notícia; comunicação.
28 - HOMEM: A pessoa para quem se joga, se for homem, ou alguém do
sexo masculino.
29 - MULHER: A pessoa para quem se joga, se for mulher, ou alguém do
sexo feminino.
30 - LÍRIO: Virtude; honestidade; proteção.
31 - SOL: Força; energia positiva; crescimento; prosperidade; melhorias.
32 - LUA: Glória; reconhecimento; misticismo; intuição.
33 - CHAVE: Sucesso; solução.
34 - PEIXES: Dinheiro; bens materiais.
35 - ÂNCORA: Sucesso; vida profissional; estabilidade financeira.
36 - CRUZ: Destino. Algo que se completa.
CIGANOS

• SUA ORIGEM
• SUAS TRIBOS (CLÃS)
• SEUS HÁBITOS ORIGEM
Há muita controvérsia a respeito da verdadeira origem do povo cigano . Para alguns eles seriam originários da Índia, para outros atribuem sua origem ao Egito; ainda há aqueles que afirmam serem eles descendentes de Caim, o que muitas lentas, mitos e livros secretos, especialmente os que revelam segredos de Tubalcaim, tambem afirmam, sendo este um forte indício.  

Na verdade trata-se de um povo que além de não possuir linguagem escrita, o que permitiria que ficasse gravada de alguma forma sua verdadeira história, mas também pela maneira como foram perseguidos através dos tempos, é fácil compreendermos que eles tenham procurado envolver-se em um clima de mistério, até por uma simples questão de sobrevivência. Levando-se em consideração também que suas atividades muitas vezes os levavam a trabalhar com magia, nada mais atrativo para despertar a imaginação do povo do que esta aura de mistério que os envolvia e ainda envolve até os dias de hoje. 

 TRIBOS (CLÃS)
(ROM, o homem cigano; ROMLI, a mulher cigana) agrupam-se em 7 (sete) grupos ou famílias: • KALDERASH, • MOLDOWAIA, • SIBIAIA, • RORARANÊ, • HITALIHIÁ, • MATHIWIA, • KALÊ, HÁBITOS
A cultura Cigana nos oferece belos exemplos, que infelizmente a nossa cultura dos não ciganos (GAJE , homem não cigano; GAJI, mulher não cigana) parece ter esquecido nos atropelos da vida moderna. Dentre eles destaca-se o respeito e amor aos mais velhos, o amor e cuidados com as suas crianças, o sentimento de família. Para eles o velho representa a fonte de sabedoria e experiência que deve ser ouvida e acatada. A criança representa a possibilidade de continuidade, a certeza da preservação de sua cultura. Certamente não encontraremos um velho cigano em um asilo, nem tão pouco uma criança cigana em um orfanato, sequer abandonada pelas ruas. Uma cigana nunca pratica voluntariamente o aborto. O casamento para o Cigano representa a garantia da preservação. Um casamento entre o povo cigano é sempre muito comemorado, pois representa uma oportunidade de reunião e de alegria; não devemos esquecer que o cigano é acima de tudo um povo alegre, que gosta de dançar, de festejar. Geralmente). atribuímos ao povo cigano o Dom de ler a sorte através das cartas (cartomancia) ou da leitura das mãos (quiromancia), mas eles são um povo com uma habilidade privilegiada para a música. Muitos músicos famosos eram ciganos. Aqui no Brasil tivemos muitos ciganos que para cá vieram no início da colonização e além de alegrarem a corte aqui instalada com sua música, também muito contribuíram para a nossa expansão territorial, participando das entradas e bandeiras que desbravaram nosso território. Não fossem eles nômades e andarilhos. Dizem que um de nossos presidentes, aliás aquele que nos tempos modernos mais se envolveu com o abrir estradas e conquistar o nosso próprio espaço era de origem cigana. Antigamente os ciganos viviam sempre em barracas e viajavam em caravanas; atualmente muitos deles tornaram-se sedentários, talvez até pelas contingências da vida moderna, mas mesmos estes procuram de vez enquanto acampar, para de alguma forma preservar uma tradição. 

Ler uma seqüência de cartas é semelhante à leitura de uma frase escrita. Cada figura representará uma palavra ou idéia. Todas juntas apresentarão um conteúdo. Deixar que a imaginação flua naturalmente é um fator importante para uma boa leitura. Não existe uma técnica de arrumar as cartas melhor que outra. A melhor de todas será aquela com a qual você sentir mais afinidades. Procure deixar sua mente livre de preocupações ao fazer uma leitura, pois isto permitirá mais veracidade na sua interpretação. Não deixe que outra pessoa use ou manuseie seu baralho. Ele é de uso pessoal. Use sempre uma toalha ou lenço para forrar o espaço em que colocará as cartas. Este lenço não deverá ser usado para outra finalidade que não seja esta. Troque sempre a água do copo que estiver sobre a mesa de jogo, pois ela irá armanezar qualquer energia negativa que acaso seja trazida pela pessoa para quem você for jogar. Antes de usar o seu baralho pela primeira vez, purifique-o com incenso. Seu cristal da mesa deverá ser limpo com água e sal e depois colocado ao sol da manhã para ser energizado.

Carlinhos Lima - Pesquisas

BIBLIOGRAFIA:
Spacassassi, Geraldo Baralho Petit Lenormand S.Paulo Mandala
Martinez, Margarita Fasanella Cartas Ciganas, A Estrada Da Vida. S. Paulo , Pensamento 1996.
Bastos, Katja Tarot Cigano, R. Janeiro. Microart, 1993.
Oxum, Conceição O Livro Encantado da Cigana, RJ. Pallas, 1993.
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