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domingo, 27 de julho de 2014

As religiões afro conquistam a classe média e os mercenários da fé, já começam a se incomodar!

 Os cultos de matriz africana, como a umbanda e o candomblé, atraem cada vez mais a população escolarizada do País

Paula Rocha (paularocha@istoe.com.br)

Em uma noite fria na cidade de São Paulo, um grupo composto por advogados, engenheiros, médicos e empresários se reúne em um salão amplo e bem iluminado no segundo andar de um prédio, na zona leste da capital. Vestidos de branco e carregando flores e velas, cada um deles está ali por motivos distintos, mas com um objetivo em comum: louvar os orixás – divindades africanas – e oferecer seus corpos como “casa” temporária para espíritos de caboclos e outras entidades. Esse ritual, ou “gira” na linguagem da umbanda, acontece quinzenalmente ao som de tambores e cânticos e sob a orientação do médium Rubens Saraceni, sacerdote umbandista. Além das profissões de prestígio dos frequentadores, outro detalhe chama a atenção: entre os mais de 200 médiuns, de ambos os sexos, presentes naquela noite, apenas três eram negros. A superioridade branca desse terreiro é um sintoma da nova composição de fiéis das religiões afro-brasileiras. Antes frequentados majoritariamente por pessoas de origem humilde, baixa escolaridade e negros – grupo ligado à origem desses ritos –, os cultos de matriz africana, como a umbanda, o candomblé e a religião dos orixás (leia quadro com as características de cada religião na pág. 53), conquistam cada vez mais a classe média branca e escolarizada do País. Segundo os últimos dados do IBGE, 47% dos adeptos das religiões afro no Brasil são brancos e 13% do total de fiéis tem nível superior completo – índice acima da média nacional, de 11%.

A advogada Flora de Almeida, 29 anos, é o retrato desse crescente tipo de devoto. Criada por pais católicos não praticantes, ela sempre sentiu falta de professar uma religião. “Mas não me sentia à vontade em instituições cheias de dogmas e regras nas quais não acredito”, diz Flora. Em 2012, enquanto enfrentava o término de um relacionamento amoroso, ela decidiu buscar apoio na umbanda, fez um curso e começou a trabalhar em um terreiro. Meses depois, no entanto, conheceu o candomblé e se apaixonou. Hoje ela é “filha” do sacerdote Armando de Ogum e ainda está assimilando os conceitos de sua nova fé. “É como se eu voltasse a ser criança. Tenho que aprender tudo do zero, e é um aprendizado muito bonito. Fui acolhida dentro de uma família”, diz.
As religiões de matriz africana chegaram ao Brasil entre os séculos XVI e XIX, trazidas pelos escravos, alguns deles sacerdotes, que eram traficados para cá. Como, naquela época, a única religião aceita no País era o catolicismo, os devotos dos orixás tiveram que se comportar como cristãos, frequentando ritos e cultuando santos católicos. Dessa mistura entre tradição africana e influência europeia nasceu o candomblé – que une a devoção aos orixás com conceitos da religião católica –e posteriormente a umbanda, misto de culto aos orixás, com preceitos kardecistas e crenças indígenas. “As religiões afro-brasileiras nasceram marginalizadas e, ao longo do tempo, foram estabelecendo laços com pessoas influentes, que ajudavam a diminuir o preconceito na sociedade em geral”, diz Reginaldo Prandi, professor-sênior do departamento de sociologia da Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro “Mitologia dos Orixás”. “As pessoas de classe média e alta já vêm se integrando aos cultos afro há muito tempo, mas são discretas devido às suas posições sociais”, conta o sacerdote Rubens Saraceni. “Mas essa integração, principalmente à umbanda, cresce cada vez mais.” 
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Na esteira do aumento do grau de instrução dos fiéis das religiões afro surgiram escolas e cursos de umbanda e candomblé, que ensinam os conceitos teológicos por trás das atividades praticadas nos centros religiosos. Já existe até uma faculdade de teologia umbandista reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), a Faculdade de Teologia Umbandista (FTU). Outro setor que prospera com a inserção dos mais abastados nos cultos de matriz africana é o do comércio de artigos afro. Só a loja Mãe África, considerada a maior do País, oferece mais de dois mil itens em 340 m2 de área – o mais caro deles, uma peça em bronze que reproduz uma rainha iorubá (grupo étnico africano), custa R$ 15 mil. “A ideia de que as religiões afro são coisa de gente pouco instruída ou pobre está totalmente errada”, diz Prandi. “Hoje, a camada mais pobre do Brasil, a base da pirâmide, é, em sua maioria, evangélica.”
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Nascida em uma família de classe média católica e com ascendência oriental, a empresária Juliana Ogawa, 37 anos, presenciou de perto a mudança no perfil dos fiéis afro. Aos 13 anos, levada por um tio, ela procurou a umbanda pela primeira vez, atrás de uma cura ou explicação para as dores de cabeça que sentia constantemente, e que não foram diagnosticadas. Durante os sete anos seguintes, ela se dedicou à religião, descobriu-se médium, mas abandonou os rituais, procurou outras formas de exercer sua espiritualidade e só voltou para a umbanda em 2009. “Antes, era raríssimo encontrar alguém com ensino superior. Hoje, todas as pessoas da casa que frequento têm terceiro grau completo”, conta Juliana. Assumir sua opção religiosa, no entanto, não é mais fácil atualmente do que há duas décadas. “O preconceito ainda existe e parece até pior do que antes, por conta do avanço dos evangélicos neopentecostais, que são contra os cultos afro”, diz ela. “Os neopentecostais tratam as religiões de matriz africana como inimigas e esse intenso combate contribui para a evasão dos mais humildes”, acrescenta Prandi.
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Os novos fiéis de classe média, por sua vez, fazem questão de não esconder sua religiosidade. Caso do médico Rogério Pascale, 38 anos, seguidor da religião dos orixás há sete anos. Toda vez que cumprimenta o Babá King, sacerdote do Templo Oduduwa, em Mongaguá (SP), o clínico geral se ajoelha e encosta a testa no chão, em sinal de reverência, mesmo que esteja dentro do hospital em que trabalha. “Nessa religião não há julgamento e respeitamos as pessoas pelo que elas são”, diz Pascale. “Aqui não importa quem ganha mais ou menos. Somos todos iguais.”
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Fotos: João Castellano/Ag. Istoé; FELIPE GABRIEL

Agradecimentos a todos os queridos leitores que compraram o livro de Umbanda Astrológica - Deus abençõe a todos!

Livro de Umbanda Astrológica: Astrologia, Umbanda, Magia e Oráculos
Livro de Umbanda Astrológica: Astrologia, Umbanda, Magia e Oráculos

Agradecimentos aos leitores queridos


Fico feliz por meu primeiro livro ter tido tão grande aceitação. Recebo diariamente emails e mensagens de pessoas que compraram o livro e gostaram muito. As pessoas que compraram este primeiro livro perceberam que muita coisa foi colocada de forma reduzida, sucinta e incompleta, pois não tem como colocar a enormidade de conhecimentos num único livro. A intenção é que continuemos com novos volumes, complementando as informações, pois o assunto é inesgotável e complexo. Pra se ter ideia, apenas um odu ou um único signo daria um livro inteiro. Esse primeiro livro é apenas o primeiro tratado de Umbanda Astrológica, uma introdução ao mundo fantástico de uma Umbanda mais zodiacal.

Já estou continuando pesquisas e trabalhos pra volumes seguintes. Basta a editora se interessar em lançá-los. Mas, já fico muito feliz pela aceitação do livro. Assim quero agradecer ao trabalho do brilhante Marcelo Aquaroli e sua equipe, como também a importante e abençoada Editora Anubis pelo trabalho magnífico. Também agradecer as livrarias que estão vendendo o livro, fazendo com que fique acessível aos interessados em comprá-lo, como a Livraria Saraiva, Livraria Cultura, Pontofrio, Extra, Walmart, Buscapé, Shopping Uol, Casas Bahia e outras. 

Caros leitores, ao chegar numa livraria que não tenha o livro, pressionem o  responsável para que o mesmo adiquira o livro. Também a quem se interessar em ler novos volumes, com complemento das informações contidas nesse primeiro volume e mais informações inéditas, contatem a editora, pedindo que publique novos volumes e títulos, pois o trabalho está apenas começando. Em nome de Olorun, Orumilá, Oxalá, Iemanjá e todos os orixás. Em nome de Metatrom, Arcanjo Miguel, Gabriel, Rafael e todos os anjos e arcanjos do Senhor que nos ilumina em nossos estudos. Assim como todos os guias de luz, ancestrais sagrados e senhores da luz. Que as hierarquias divinas abençõem a todos os que comprarem o livro e iluminem também aqueles que não comprarem, para que o amor e a chama do conhecimento divino brote nos seus corações! Amém e Shalom a todos!

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Carlinhos Lima

O meteorito de 15 mil anos: Estátua descoberta por nazistas é feita de meteorito

 Segundo os pesquisadores, a Estátua tem mais de mil anos e tenha sido feita com meteorito Foto: Elmar Buchner / BBCBrasil.com
Segundo os pesquisadores, a Estátua tem mais de mil anos e tenha sido feita com meteorito
Foto: Elmar Buchner / BBCBrasil.com

Acredita-se que o meteorito tenha cerca de 15 mil anos

Uma estátua antiga descoberta por uma expedição nazista na década de 1930 foi originalmente esculpida em um meteorito extremamente valioso.
Pesquisadores dizem que o objeto de mil anos, que tem uma suástica na barriga, é feito de uma forma rara de ferro com alto teor de níquel.
Eles acreditam que o material seja uma parte do meteorito Chinga, que caiu na Terra há cerca de 15 mil anos.
A descoberta apareceu na publicação científica Journal Meteoritics and Planetary Science.  A estátua, de 24 centímetros de altura e dez quilos, é chamada de Homem de Ferro. 
Origem desconhecida
A história desse objeto de valor inestimável se parece mais com a de um filme de Indiana Jones do que com uma pesquisa científica.
A estátua foi descoberta no Tibete em 1938 pelo cientista alemão Erns Schafer. Sua expedição teve apoios dos nazistas, em particular de Heinrich Himmler, o chefe da SS. Himmler, dizem, acreditava que a raça ariana havia se originado no Tibete e gostava de recuperar objetos da área.
Levada para a Alemanha, a estátua se tornou parte de uma coleção privada e ficou fora de vista até 2007. Um novo dono, então, procurou saber cientificamente as origens da aquisição e, para isso, procurou Elmar Buchner, da Universidade de Stuttgart.
"Eu tinha certeza absoluta de que era um meteorito quando vi, mesmo a dez metros de distância", diz Buchner.
A pista, segundo ele, eram pequenas marcas semelhantes a impressões digitais causadas pelo derretimento da superfície.
"É rico em níquel e em cobalto. Menos de 0,1% de todos os meteoritos e menos de 1% dos meteoritos de ferro são ataxites, então é o tipo mais raro de meteorito que você pode achar."
Meteoritos são um sinal de atividade divina em muitas culturas desde o início dos tempos. Facas e joias eram feitas de meteoritos de ferro pelo povo inuíte antigo. Mas detectar suas origens exatas é, muitas vezes, extremamente difícil.
Os cientistas alemães e austríacos que trabalharam no Homem de Ferro com Buchner se surpreenderam por poder situar a estátua em um evento específico na história dos meteoritos.
Valor inestimável
Os pesquisadores acreditam que a estátua foi esculpida de um pedaço de meteorito Chinga que caiu na fronteira da região da Sibéria oriental e da Mongólia há cerca de 15 mil anos.
Os escombros da queda só foram descobertos em 1913 por caçadores de ouro, mas o fragmento individual de que a estátua foi feita foi coletado muitos séculos antes.
"Ficamos surpresos com o resultado", disse Buchner. "Ok, é um meteorito, mas o que me surpreendeu foi que pudemos também constatar que era de Chinga, descobrir a procedência".
Acredita-se que a estátua retrata o deus Vaisravana. Os pesquisadores acreditam que pertença à cultura pré-budista Bon, que existiu na Ásia há cerca de mil anos.
"Se estivermos certo e a estátua tiver sido feita pela cultura Bon no século XXI, ela tem um valor absolutamente inestimável e é absolutamente única no mundo", observa Buchner.
Nem a pessoa que esculpiu a peça nem os nazistas tinham qualquer ideia de que o material era uma substância rara, disse ele.
Para manter o elemento hollywoodiano da história, Buchner disse que a estátua tem uma certa aura.
"É extremamente impressionante. Antes estava quase toda dourada, e isso representa um grande mistério."
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