Total de visualizações de página

Meus livros de Magia Astrológica no link

domingo, 15 de julho de 2018

Descobertas astrológicas e astronômicas: Quíron


PLANETAS EXTERIORES


A 1 de Novembro de 1977, o astrónomo americano Charles Kowal descobriu um pequeno planeta com uma órbita extraordinária. Umas semanas mais tarde, esse planeta foi nomeado Quíron. Existem centenas de asteróides no nosso sistema solar – muitos deles maiores que este novo objecto, com um diâmetro estimado em 160 km, no máximo. Todavia, a órbita de Quíron, localizada entre Saturno e Urano, é única. Quíron leva aproximadamente 50 anos para completar uma revolução inclinando-se por vezes em direção a Saturno e a Urano. O seu percurso é instável, tendo em vista que o percorre apenas há um par de milénios, e o manterá provavelmente por um par de milénios mais. Em 1991, Quíron foi classificado como um cometa capturado. Os astrónomos não concordam totalmente sobre o facto de Quíron ser um asteroide ou um cometa, daí este poder ser encontrado nos catálogos de ambos. A sua posição pode ser calculada com exactidão apenas para o período entre 1500 a.C. e 4000 d.C., para lá deste período qualquer cálculo deve ser considerado duvidoso.



A posição da órbita de Quíron, localizada entre Saturno e Urano, é bastante especial. Apesar de todas as tentativas de classificação, Quíron tem tomado o papel de um planeta. O seu percurso é rigorosamente excêntrico, como o de Plutão, de tal maneira que por vezes atravessa as órbitas de Saturno e de Urano. A maioria dos astrólogos considera-o uma espécie de "mediador" entre estes dois planetas e como um elo entre o "Guardião das Esferas" (Saturno) e os planetas exteriores. Consequentemente, diz-se que Quíron tem uma influência tanto Saturniana como Uraniana. Antes de ser definido como um cometa capturado, Quíron era considerado um asteróide errante, longe do "rebanho" ou cinturão dos outros asteróides entre Marte e Júpiter, um solitário rebelde, percorrendo o seu próprio caminho. O glifo em forma de chave representado acima tem sido amplamente aceite e faz parte da base para a sua interpretação – Quíron é visto como uma chave para os planetas exteriores, bem como para aquelas esferas da vida representadas pelo seu papel dentro da mitologia clássica.

 

Paixão e mito: Cronos (Saturno) e a Astrologia



De acordo com o mito, Cronos (Saturno) apaixona-se loucamente pela ninfa Philyra. A sua esposa, Rhea, apanha-o em flagrante, e nisso ele transforma-se num cavalo e foge. O centauro Quíron foi o fruto desta união, uma criatura meio homem e meio cavalo. Philyra, repugnada ao ver aquela criança, pede a Zeus que a torne numa tília. Anos mais tarde, Quíron vive numa gruta no Monte Pelion, ensinando aos jovens heróis as artes marciais, a arte da caça e a música. Aquiles e Asclépios foram os mais famosos dos seus estudantes. O fim da sua história é repleto de simbolismo: Quíron é ferido acidentalmente por uma flecha envenenada pertencente ao seu amigo, Hércules. Sendo imortal, Quíron sobrevive com a sua terrível e incurável ferida. Quando Prometeus é para ser castigado, Quíron oferece-se para morrer em seu lugar. Este sacrifício da sua própria imortalidade liberta-o do seu tormento.



Quíron é uma criatura tanto animal como humana, combinando as partes obscuras, naturais e instintivas com as racionais. Astrologicamente, ele representa sabedoria, paciência e domínio sobre a obscuridade interior. Devido à sua própria ferida incurável, ele possui um profundo conhecimento sobre o sofrimento, em todas as suas formas. É esse poço de sabedoria que lhe permite aliviar a dor alheia. Devido ao facto de Quíron não se encontrar realmente no mesmo nível dos planetas "clássicos", os aspectos em relação a este planeta não aparecem nos nossos mapas astrais.

climazzentotal.blogspot.com.br/

Astrofisica e astrologia: Quíron



 Um número de asteróides foi descoberto entre Saturno e Neptuno

Após 1992, Quíron deixa de ser o único elemento no nosso sistema solar exterior. Um número de asteróides foi descoberto entre Saturno e Neptuno. O primeiro destes dois foi nomeado Pholus em honra do segundo centauro mais importante. Por consequência, este grupo de pequenos asteróides é conhecido como "Os Centauros". À parte dos Centauros, outro pequeno planeta foi descoberto na área em redor e para lá de Plutão, e para além deste, um novo e grande cinturão de pequenos asteróides, consistindo provavelmente em mais objectos que o cinturão principal, situado entre Marte e Júpiter. Provavelmente, o próprio Plutão deveria ser considerado um membro deste grupo, apesar de ser muito maior que o resto.






Os extremos exteriores da trajectória de Pholus cruzam as órbitas de Saturno e Neptuno. Tal como Quíron é considerado uma chave astrológica para Saturno e Urano, Pholus é visto como uma chave para Neptuno. A sua distância média do Sol é um pouco maior que a de Urano, levando uma revolução completa 92 anos. De acordo com o mito, Pholus guarda as vinhas dos Centauros, sendo o seu vinho a real causa da batalha entre Hércules e os Centauros. À semelhança de Quíron, Pholus vê-se dentro da batalha sem querer e morre devido a uma trágica coincidência – enquanto inspeciona com curiosidade uma das flechas envenenadas de Hércules, fere-se mortalmente.




De acordo com as primeiras observações astrológicas, Pholus confere uma habilidade incomum numa área particular ou resultados inesperados, graças a um dom para experimentar. Os trânsitos de Pholus sobre os principais componentes axiais de um mapa astral marcam muitas vezes mudanças radicais e inesperadas, insinuadas pela sua súbita e inesperada morte no mito.

Astrologia e mitos: A antiga história de Dragão



História da constelação:



A antiga história de Dragão diz respeito às Maçãs Douradas das Hesperides e ao 11º Trabalho de Héracles. O 11º trabalho de Héracles (alguns dizem que foi o 12º) era roubar as maçãs douradas da macieira que Gaia (Mãe Terra) havia dado a Hera, Rainha dos Céus, no seu casamento com Zeus. Hera tinha escolhido Ladon, um monstruoso dragão com 100 cabeças, para guardar a sua preciosa árvore. Ladon ficaria no seu jardim, enrolado à volta da árvore, e Hera não teria preocupações em relação ao roubo das maçãs. Héracles pesquisou informação sobre o dragão, descobrindo como o enganar e roubar as maçãs. Uma sugestão era a de ser acompanhado por Atlas, que poderia ajudá-lo. Por se ter oposto a Zeus, Atlas foi punido em ter de carregar o mundo nos seus ombros. Héracles pensou no plano perfeito; oferecia-se para aliviar Atlas do terrível fardo por mais ou menos uma hora, o suficiente para Atlas realizar um favor: ir buscar as maçãs ao jardim de Hesperides. Atlas concordou; tudo por um pequeno descanso. Mas havia um problema: o terrível dragão. Héracles disse para não se preocupar. Disparou uma flecha através do muro do jardim, matando Ladon instantaneamente. Enquanto Héracles segurava o globo, Atlas foi buscar três maçãs douradas. No seu regresso Atlas descobriu que poderia continuar a viver feliz sem o peso do mundo nos seus ombros, e disse a Héracles:"Só mais uns meses, e eu regresso", planeando deixar Héracles a carregar o globo. Héracles concordou mas perguntou a Atlas se podia ficar mais confortável. Pediu a Atlas para carregar o globo uns momentos enquanto acolchoava as suas costas e cabeça. Atlas pôs as maçãs no chão e pegou no globo. Héracles agradeceu-lhe muito e foi-se embora com as maçãs. Quando a Ladon, Hera sentiu-se triste pela sua perda e pô-lo nos céus, perto do pólo norte.



 À medida que se enrola à volta do Hemisfério Norte, Dragão é circumpolar, não muito longe do Pólo Norte. De facto Thuban (alpha Draconis) foi antes a Estrela Polar. Mais ou menos na mesma altura em que estas histórias estavam a ser contadas pela primeira vez. Uma muito antiga e extensa constelação, Dragão antigamente ainda tinha mais estrelas. Bem encaixado, Hércules fica a Este de Dragão. Na realidade, alguns cartógrafos desenham a figura de Hércules com um pé em cima da cabeça de Dragão. Dependendo da altura do ano em que se estuda a constelação, a sua cabeça (formada por theta, gamma nu e xi) desenvolve um aspecto diferente. Quando beta e gamma estão "no topo", parecem dois olhos, ou talvez a testa. Noutras alturas do ano a face não é muito distinta. Existem um número de estrelas de Bayer na constelação. Enquanto existem muito poucos objectos de interesse (e apenas um Messier), a constelação tem uma grande variedade de binários a investigar. Thuban é o nome árabe para Dragão. Para encontrar Thuban descubra o tamanho da Ursa Menor e desloque-se até à ponta da Ursa Maior. No meio encontra-se uma estrela ténue, que é Thuban. Pensa-se que a estrela era consideravelmente mais brilhante há alguns milhares de anos atrás. Esta estrela era a estrela polar por volta de 2700 AC. A mesma altura em que os Egípcios estavam construindo as pirâmides! Facto que não escapou aos arqueólogos... O objecto principal no estudo dos arqueólogos é a Grande Pirâmide de Khufu. Diz-se que uma certa passagem na pirâmide foi construída para apontar a Thuban. No entanto, se este argumento está certo, então a pirâmide deve ter sido construída por volta de 2200 AC. O problema é que Khufu é cerca de 500 anos mais velho. Existem muitos livros e artigos sobre o assunto (e sem dúvidas algumas páginas na Internet) para quem deseja aprofundar o problema ou estudar o alinhamento de outras estrelas com os artefactos antigos.

Deusas poderosas: Lilith - relevo sumério



No começo era a Grande Deusa e a Grande Deusa era a Terra e a Terra era a Grande Deusa. Lilith - relevo sumério. As origens do culto à Grande Deusa jazem obscurecidas na indistinta penumbra dos tempos pré-históricos. A Deusa imperou durante centenas de milhares de anos. Com o passar dos tempos, a Deusa-mãe foi sobrepujada e superada pelo mais patriarcal dos arquétipos - Javé (Yaweeh), Deus-Pai, Alá. Este arquétipo patriarcal aperfeiçoou-se nos mundos judaico, cristão e muçulmano. Alguns aspectos da Deusa-mãe foram permitidos, porém de forma controlada, na imagem de Maria, mãe de Deus. São algumas Madonas Negras, de antigos santuários, que ainda nos dão testemunho da Deusa-mãe. A figura de Lilith representa um aspecto da Grande Deusa. Na antiga Babilônia, ela era venerada sob os nomes de Lilitu, Ishtar e Lamaschtu. A mitologia judaica coloca-a em domínios mais obscuros, como um demônio (feminino) do mal, a adequada companheira de Satã, que tenta os homens e assassina as criancinhas.


Matemática celeste: Astrologia Harmônica


OS NÚMEROS NO COSMOS


Considerando o exposto, podemos nos perguntar o que é feito da divisão do círculo por outros números, como 5,6,7,8,9 e 10. Chegamos assim aos chamados aspectos menores, o que vale dizer o sextil, a semiquadratura, o semiquartil, o semiquintil ou decil. Entretanto, apenas chega-se a estes aspectos e seus múltiplos por intermédio de cálculos. Para além disso, a interpretação dos aspectos menores não possuem significado tão claro como a dos aspectos maiores.
O uso da técnica dos harmônicos permite, pois, concentrar-se numa pré-determinada divisão do círculo, ao invés de buscar aspectos menores. Assim, a divisão a que submetemos o círculo será a única escolha a ser feita, seja por 5, por 57 ou por 228, e uma delas deve contemplar o significado simbólico do número de escolhas. Ao escolher um número, por exemplo, 36, pode-se calcular um tipo de horóscopo auxiliar, que poderá ser utilizado numa analise posterior.

Espiritualidade: a fé verdadeira nasce dos corações e não das religiões



Nem todo mundo que reza tem fé verdadeira, nem todo mundo que não reza, é uma pessoa sem fé. Assim como nem todo mundo que vai a igreja com frequência é gente boa. E nem todo mundo que não vai a igreja é ruim! Cada um tem sua história, sua escolha pessoa, sua missão de vida e funções na ordem cósmica. Não meça o outro com as suas medidas e não meça a si mesmo pelos preceitos e conceitos dos outros. O importante é ser pleno, confiante e verdadeiro consigo mesmo, como também com os outros!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Marcadores