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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Preconceito e o espelho da alma

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Preconceito religioso e o Preconceito racial, possivelmente também, de alguma forma são uma manifestação de formação reativa, um mecanismo inconsciente de negação ou tentativa de neutralização de “algo” que está dentro do agressor. Ele troca um afeto pelo oposto dele. Algo assim: “Quero, mas não posso amar esse Deus; então eu o ataco”.

É a representação de um afeto pelo oposto dele. Quem destrói uma estátua ou qualquer outro símbolo religioso diferente da fé que professa, na verdade está se defendendo de si mesmo, de seus complexos e medos. Ampliando a análise com mais elementos da Psicologia Junguiana, pode-de se afirmar que no momento da destruição há uma identificação do agressor com a sombra dele, com aspectos sombrios que ele tenta negar e reprimir frequentando uma igreja.

Instituições religiosas cristãs pregam o amor, a tolerância, o perdão. Mesmo assim o crente age contrariamente a esses ensinamentos por acreditar que está “a serviço de Cristo” ou sendo fiel à crença do deus único. Mas ao contrário do que ele espera, ao destruir os símbolos, ele não está movido pelas emoções elevadas, de inspiração divina. Está, sim, tomado pela própria sombra, um complexo que ao ser negado ou rejeitado ganha força, adquire personalidade própria e o domina em determinadas circunstâncias, levando- o a agir de forma “sombria”, violenta, destrutiva. É aqui que vemos a importancia de Exu, pois só ele pode esclarecer trazendo a tona todos estes conflitos e complexos internos para que o individuo se liberte de todos estes rancores que no fundo agrede a sua propria alma.

Orixás são símbolos arquetípicos, representam forças religiosas relacionadas a nossa necessidade de ligação com o luminoso, qualquer que seja nossa orientação religiosa, Mudam as religiões, permanece a essência dessa relação com Deus. Arquétipos são resquícios de uma ancestralidade remota que existe dentro de todos nós e negar a existência e atuação dessa “força” ou dessa “entidade” não surte qualquer efeito construtivo para o psiquismo humano, ao contrário.

É por isso que sempre se viu Exu como Demonio, porque ele sempre mostra o lado mais sombrio do homem. E é esse o dever dele, como agente do carma, ajudar o homem a superar os medos e se livrar do mal.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.
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