Total de visualizações de página

Os Orixás regentes de 2026

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Os Encostos e Obsessões ll

Os Encostos e Obsessões ll
Os Encostos e Obsessões ll

 Problemas espirituais que desestabiliza as pessoas e trazem sofrimento


Outra forma, e mais importante de culto aos ancestrais masculinos é elaborada pelas “Sociedades Egungum”. Estas têm como finalidade celebrar ritos a homens que foram figuras destacadas em suas sociedades ou comunidades quando vivos, para que eles continuem presentes entre seus descendentes de forma privilegiada, mantendo na morte a sua individualidade. Esse mortos surgem de forma visível mas camuflada, a verdadeira resposta religiosa da vida pós-morte, denominada Egum ou Egungum. Somente os mortos do sexo masculino fazem aparições, pois só os homens possuem ou mantém a individualidade; às mulheres é negado este privilégio, assim como o de participar diretamente do culto.


[anjo_da_morte.jpg]
 
Esses Eguns são cultuados de forma adequada e específica por sua sociedade, em locais e templos com sacerdotes diferentes dos dos orixás. Embora todos os sistemas de sociedade que conhecemos sejam diferentes, o conjunto forma uma só religião: a iorubana. No Brasil existem duas dessas sociedades de Egungum, cujo tronco comum remonta ao tempo da escravatura: Ilê Agboulá, a mais antiga, em Ponta de Areia, e uma mais recente e ramificação da primeira, o Ilê Oyá, ambas em Itaparica, Bahia (veja quadro histórico). O Egum é a morte que volta à terra em forma espiritual e visível aos olhos dos vivos. Ele “nasce” através de ritos que sua comunidade elabora e pelas mãos dos Ojé (sacerdotes) munidos de um instrumento invocatório, um bastão chamado ixã, que, quando tocado na terra por três vezes e acompanhado de palavras e gestos rituais, faz com que a “morte se torne vida”, e o Egungum ancestral individualizado está de novo “vivo”.


A aparição dos Eguns é cercada de total mistério, diferente do culto aos orixás, em que o transe acontece durante as cerimônias públicas, perante olhares profanos, fiéis e iniciados. O Egungum simplesmente surge no salão, causando impacto visual e usando a surpresa como rito. Apresenta-se com uma forma corporal humana totalmente recoberta por uma roupa de tiras multicoloridas, que caem da parte superior da cabeça formando uma grande massa de panos, da qual não se vê nenhum vestígio do que é ou de quem está sob a roupa. Fala com uma voz gutural inumana, rouca, ou às vezes aguda, metálica e estridente - característica de Egum, chamada de séègí ou sé, e que está relacionada com a voz do macaco marrom, chamado ijimerê na Nigéria (veja lendas de Oyá).

As tradições religiosas dizem que sob a roupa está somente a energia do ancestral; outras correntes já afirmam estar sob os panos algum mariwo (iniciado no culto de Egum) sob transe mediúnico. Mas, contradizendo a lei do culto, os mariwo não podem cair em transe, de qualquer tipo que seja. Pelo sim ou pelo não, Egum está entre os vivos, e não se pode negar sua presença, energética ou mediúnica, pois as roupas ali estão e isto é Egum. A roupa do Egum - chamada de eku na Nigéria ou opá na Bahia -, ou o Egungum propriamente dito, é altamente sacra ou sacrossanta e, por dogma, nenhum humano pode tocá-la.

Todos os mariwo usam o ixã para controlar a “morte”, ali representada pelos Eguns. Eles e a assistência não devem tocar-se, pois, como é dito nas falas populares dessas comunidades, a pessoa que for tocada por Egum se tornará um “assombrado”, e o perigo a rondará. Ela então deverá passar por vários ritos de purificação para afastar os perigos de doença ou, talvez, a própria morte. Ora, o Egum é a materialização da morte sob as tiras de pano, e o contato, ainda que um simples esbarrão nessas tiras, é prejudicial.


E mesmo os mais qualificados sacerdotes - como os ojé atokun, que invocamm, guiam e zelam por um ou mais Eguns - desempenham todas essas atribuições substituindo as mãos pelo ixã. Os Egum-Agbá (ancião), também chamados de Babá-Egum (pai), são Eguns que já tiveram os seus ritos completos e permitem, por isso, que suas roupas sejam mais completas e suas vozes sejam liberadas para que eles possam conversar com os vivos. Os Apaaraká são Eguns mudos e suas roupas são as mais simples: não têm tiras e parecem um quadro de pano com duas telas, uma na frente e outra atrás. Esses Eguns ainda estão em processo de elaboração para alcançar o status de Babá; são traquinos e imprevisíveis, assustam e causam terror ao povo.

O eku dos Babá são divididos em três partes: • o abalá, que é uma armação quadrada ou redonda, como se fosse um chapéu que cobre totalmente a extremidade superior do Babá, e da qual caem várias tiras de panos coloridas, formando uma espécie de franjas ao seu redor; • o kafô, uma túnica de mangas que acabam em luvas, e pernas que acabam igualmente em sapatos; e • o banté, que é uma tira de pano especial presa no kafô e individualmente decorada e que identifica o Babá. O banté, que foi previamente preparado e impregnado de axé (força, poder, energia transmissível e acumulável), é usado pelo Babá quando está falando e abençoando os fiéis. Ele sacode na direção da pessoa e esta faz gestos com as mãos que simulam o ato de pegar algo, no caso o axé, e incorporá-lo. Ao contrário do toque na roupa, este ato é altamente benéfico. Na Nigéria, os Agbá-Egum portam o mesmo tipo de roupa, mas com alguns apetrechos adicionais: uns usam sobre o alabá mascaras esculpidas em madeira chamadas erê egungum; outros, entre os alabá e o kafô, usam peles de animais; alguns Babá carregam na mão o opá iku e, às vezes, o ixã.

Nestes casos, a ira dos Babás é representada por esses instrumentos litúrgicos. Existem várias qualificações de Egum, como Babá e Apaaraká, conforme sus ritos, e entre os Agbá, conforme suas roupas, paramentos e maneira de se comportarem. As classificações, em verdade, são extensas. Nas festas de Egungum, em Itaparica, o salão público não tem janelas, e, logo após os fiéis entrarem, a porta principal é fechada e somente aberta no final da cerimônia, quando o dia já está clareando. Os Eguns entram no salão através de uma porta secundária e exclusiva, único local de união com o mundo externo. Os ancestrais são invocados e eles rondam os espaços físicos do terreiro. Vários amuxã (iniciados que portam o ixã) funcionam como guardas espalhados pelo terreiro e nos seus limites, para evitar que alguns Babá ou os perigosos Apaaraká que escapem aos olhos atentos dos ojés saiam do espaço delimitado e invadam as redondezas não protegidas. Os Eguns são invocados numa outra construção sacra, perto mas separada do grande salão, chamada de ilê awo (casa do segredo), na Bahia, e igbo igbalé (bosque da floresta), na Nigéria.


O ilê awo é dividido em uma ante-sala, onde somente os ojé podem entrar, e o lèsànyin ou ojê agbá entram. Balé é o local onde estão os idiegungum, os assentamentos - estes são elementos litúrgicos que, associados, individualizam e identificam o Egum ali cultuado -, e o ojubô-babá, que é um buraco feito diretamente na terra, rodeado por vários ixã, os quais, de pé, delimitam o local. Nos ojubô são colocadas oferendas de alimentos e sacrifícios de animais para o Egum a ser cultuado ou invocado. No ilê awo também está o assentamento da divindade Oyá na qualidade de Igbalé, ou seja, Oyá Igbalé - a única divindade feminina venerada e cultuada, simultaneamente, pelos adeptos e pelos próprios Eguns (veja Mitos Oyá-Egum).

No balé os ojê atokun vão invocar o Egum escolhido diretamente no assentamento, e é neste local que o awo (segredo) - o poder e o axé de Egum - nasce através do conjunto ojê-ixã/idi-ojubô. A roupa é preenchida e Egum se torna visível aos olhos humanos. Após saírem do ilê awo, os Eguns são conduzidos pelos amuxã até a porta secundária do salão, entrando no local onde os fiéis os esperam, causando espanto e admiração, pois eles ali chegaram levados pelas vozes dos ojê, pelo som dos amuxã, brandindo os ixã pelo chão e aos gritos de saudação e repiques dos tambores dos alabê (tocadores e cantadores de Egum). O clima é realmente perfeito. O espaço físico do salão é dividido entre sacro e profano.

O sacro é a parte onde estão os tambores e seus alabê e várias cadeiras especiais previamente preparadas e escolhidas, nas quais os Eguns, após dançarem e cantarem, descansam por alguns momentos na companhia dos outros, sentados ou andando, mas sempre unidos, o maior tempo possível, com sua comunidade. Este é o objetivo principal do culto: unir os vivos com os mortos. Nesta parte sacra, mulheres não podem entrar nem tocar nas cadeiras, pois o culto é totalmente restrito aos homens. Mas existem raras e privilegiadas mulheres que são exceção, como se fosse a própria Oyá; elas são geralmente iniciadas no culto dos orixás e possuem simultaneamente oiê (posto e cargo hierárquico) no culto de Egum - estas posições de grande relevância causam inveja à comunidade feminina de fiéis. São estas mulheres que zelam pelo culto, fora dos mistérios, confeccionando as roupas, mantendo a ordem no salão, respondendo a todos os cânticos ou puxando alguns especiais, que somente elas têm o direito de cantar para os Babá.


 
Antes de iniciar os rituais para Egum, elas fazem uma roda para dançar e cantar em louvor aos orixás; após esta saudação elas permanecem sentadas junto com as outras mulheres. Elas funcionam como elo de ligação entre os atokun e os Eguns ao transmitir suas mensagens aos fiéis. Elas conhecem todos os Babá, seu jeito e suas manias, e sabem como agradá-los(ver quadro: oiê femininos). Este espaço sagrado é o mundo do Egum nos momentos de encontro com seus descendentes. Assistência está separada deste mundo pelos ixã que os amuxã colocam estrategicamente no chão, fazendo assim uma divisão simbólica e ritual dos espaços, separando a “morte” da “vida”.

É através do ixã que se evita o contato com o Egun: ele respeita totalmente o preceito, é o instrumento que o invoca e o controla. às vezes, os mariwo são obrigados a segurar o Egum com o ixã no seu peito, tal é a volúpia e a tendência natural de ele tentar ir ao encontro dos vivos, sendo preciso, vez ou outra, o próprio atokun ter de intervir rápida e rispidamente, pois é o ojê que por ele zela e o invoca, pelo qual ele tem grande respeito. O espaço profano é dividido em dois lados: à esquerda ficam as mulheres e crianças e à direita, os homens.

Após Babá entrar no salão, ele começa a cantar seus cânticos preferidos, porque cada Egum em vida pertencia a um determinado orixá. Como diz a religião, toda pessoa tem seu próprio orixá e esta característica é mantida pelo Egun. Por exemplo: se alguém em vida pertencia a Xangô, quando morto e vindo com Egum, ele terá em suas vestes as características de Xangô, puxando pelas cores vermelha e branca. Portará um oxê (machado de lâmina dupla), que é sua insígnia; pedirá aos alabês que toquem o alujá, que também é o ritmo preferido de Xangô, e dançará ao som dos tambores e das palmas entusiastas e excitantemente marcadas pelo oiê femininos, que também responderão aos cânticos e exigirão a mesma animação das outras pessoas ali presentes. Babá também dançará e cantará suas próprias músicas, após ter louvado a todos e ser bastante reverenciado.


Ele conversará com os fiéis, falará em um possível iorubá arcaico e seu atokun funcionará como tradutor. Babá-Egum começará perguntando pelos seus fiéis mais freqüentes, principalmente pelos oiê femininos; depois, pelos outros e finalmente será apresentado às pessoas que ali chegaram pela primeira vez. Babá estará orientando, abençoando e punindo, se necessário, fazendo o papél de um verdadeiro pai, presente entre seus descendentes para aconselhá-los e protegê-los, mantendo assim a moral disciplina comum às suas comunidades, funcionando como verdadeiro mediador dos costumes e das tradições religiosas e laicas.

Esta é uma breve descrição de Egungum, de uma festa e de sua sociedade, não detalhada, mas o suficiente para um primeiro e simples contato com este importante lado da religião. E também para se compreender a morte e a vida através das ancestralidades cultuadas nessas comunidades de Itaparica, como um reflexo da sobrevivência direta, cultural e religiosa dos iorubanos da Nigéria. Os cultos de origem africana chegaram ao Brasil juntamente com os escravos.

Os iorubanos - um dos grupos étnicos da Nigéria, resultado de vários agrupamentos tribais, tais como Keto, Oyó, Itexá, Ifan e Ifé, de forte tradição, principalmente religiosa - nos enriqueceram com o culto de divindades denominadas genericamente de orixás. Os negros iorubanos originários da Nigéria trouxeram para o Brasil o culto dos seus ancestrais chamados Eguns ou Egunguns. Em Itaparica (BA), duas sociedades perpetuam essa tradição religiosa.

Informações em (Revista Planeta n.º 162 - março 86).
Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador
6/11/2010
 
 
 

domingo, 7 de novembro de 2021

A Essência Espiritual

 

 
A essência é uma energia que existe bem no centro do nosso peito. E que precisa de ser alimentada. Porque se não a alimentarmos, essa energia vai enfraquecendo, vai definhando, e nós acabamos por ficar completamente desenergizados. E como fazer para alimentar a nossa essência? Exercendo o Ser que somos. Fazendo as nossas escolhas de acordo com quem somos na realidade, e não segundo o que os outros julgam que nós somos. Se seguirmos o que sentimos e não deixarmos que os outros nos influenciem nas nossas opções, estaremos a Ser, estaremos a exercer o nosso Ser. E ao seguir o caminho da nossa energia, estaremos a alimentar a nossa essência, que assim poderá crescer e expandir-se energeticamente. Porque a essência é a única parte do nosso ser que, se alimentada, tem a capacidade de começar a emanar luz. 
 
 
[relampagos_raios_tarde.jpg]
 
 
 
Se a pessoa não tem a essência fortalecida, ela não emana luz. É a nossa essência que emana luz por nós. Nós fomos educados pela sociedade para termos objetivos na vida. Dizem-nos sempre que devemos ter metas na vida, que temos de fazer o possível e o impossível para alcançar o que queremos…Mas a realidade é que nós não devemos ter objetivos, não devemos ter metas, se estes vierem fora de nós, fora da nossa essência. Neste caminho espiritual já percebemos que os objetivos exteriores normalmente são uma grande armadilha do ego. 
 
O ego procura sempre objetivos consoante as emoções de que fugimos e evitamos, pois são exatamente essas as que mais nos magoam e das quais temos mais medo. O ego vai tapar o sol com a peneira desse medo. Por isso, vamos tentar ter um objectivo, sim, trabalhar nele, mas um objectivo espiritual ou emocional. Se o objectivo espiritual ou emocional for paz interior e tranquilidade, na realidade tudo o que fizermos a partir de agora será de acordo com essa perspectiva, com essa ligação ao nosso mundo interior. Vamos focar toda a nossa vida em encontrar essa paz e essa serenidade. Esse é o objectivo. E não, como acontece ainda com a maior parte das pessoas, continuar atrás de objectivos como o grande carro, o grande casamento, o grande emprego, a grande casa… tudo isso é fora de nós, tudo é ego, no fundo só para tapar a falta de paz interior. 
 
Que dispensa quaisquer intermediários e quaisquer bens materiais. O homem pode ter várias dimensões: a mental, a emocional, a material, a energética. Mas só uma o faz Ser para além do infinito. A espiritual.Muitos de nós passamos a vida preocupados em tentar mudar ou melhorar o mundo, mas porque é que não nos preocupamos antes em resolver a reação que temos ao mundo? A questão não deveria ser tornar o mundo melhor, porque o mundo é dual, é feito de contrários, todos temos um lado bom e um lado mau. 
 
E quando queremos acabar com tudo o que há de mal no mundo estamos a querer alterar a ordem do Universo. Porque o mundo tem de ter aquela parte negativa, como contraponto do Bem, e para que todos façamos a nossa experiência na matéria. Se conseguirmos viver a nossa vida mantendo-nos positivos e não deixarmos a negatividade do mundo contagiar-nos, o que é que vai acontecer? Deixamos de ter tantas emoções mal resolvidas ou por resolver e assim conseguimos evitar o acumular de karma, nesta e noutras vidas. Por isso, faço-vos uma proposta – olhem para a vossa vida e observem a vossa reação às coisas, ao mundo. 
 
Ninguém pode controlar o que o outro faz, mas podemos controlar a nossa reação ao que o outro faz. E como é que vocês reagem? Conseguem levar na positiva? Deixam deprimir-se? Ou vão deixar o vosso filtro apanhar tudo como se fosse dirigido a vocês em particular? Quando Ele diz que o mundo é negativo e que tudo isto gira em volta da nossa capacidade de não entrar nessa negatividade, no fundo trata-se de não nos deixarmos contagiar por essa negatividade. Se nós estivermos espiritualmente resolvidos, se soubermos processar as emoções, iremos ter os filtros mais ou menos tranquilos, e quando algo for negativo, assistimos mas não deixamos a negatividade entrar em nós. Porque quando a deixamos entrar e ficamos densos, vamos ganhar karma com as nossas emoções mal resolvidas… e vamos mesmo ter de voltar cá mais vezes até as resolvermos. 
 
Como Jesus explica “As experiências na matéria terão que ser vivenciadas, mas o que realmente conta cá em cima não é o que se vive e sim como é que se vive.”Na Era de Peixes, todas as nossas decisões eram tomadas em função do medo, medo do pecado, medo de ser castigado, medo de errar. Os 10 mandamentos ou os sete pecados acabavam por, através do medo, ditar as nossas escolhas. Era preciso agir corretamente para a nossa consciência não ser julgada e condenada a partir do medo. Se eu agir assim vou ser mau, se eu pensar desta maneira sou uma má pessoa... Na Era de Aquário estamos a fazer a mesma coisa mas em função do karma. 
 
Eu não faço isto porque me vai trazer mau karma, eu não penso aquilo porque vou criar mais karma. Ou seja estamos a fazer o mesmo erro. Estamos a deixar-nos limitar novamente por uma condicionante Se... se... ou se..., com a agravante de que agora em vez de 7 pecados ou 10 mandamentos temos uma infinidade de ações que se traduzem em karma. Nunca agimos em função de nós próprios, da nossa essência, das nossas escolhas mais íntimas. 
 
O que fazer então para não cair em nenhuma destas condicionantes limitativas? Destes “ses”? Conectarmo-nos à energia do Céu, que nos devolve a plenitude do nosso Ser, e agirmos em função dessas escolhas. As escolhas da essência do nosso Ser. É preciso ter a coragem de assumirmos quem nós somos. Se nos conectarmos à energia do céu encontramos o nosso Ser tal como ele é. Quando optamos em função da nossa essência mais íntima, da conexão com a plenitude do nosso Ser, não podemos errar. Podemos agir em consciência, através do que sentimos, não do que racionalizamos. E agiremos sempre bem. “Porque no caminho do Ser não há erro. Tudo é evolução”, diz Ele. 
 
Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.
14/11/2011
 
 
 

Ervas de Exu I

 
Amendoeira: Seus galhos são usados nos locais em que o homem exerce suas actividades lucrativas. Na medicina caseira, seus frutos são comestíveis, porém em grandes quantidades causam diarreia de sangue. Das sementes fabrica-se o óleo de amêndoas, muito usado para fazer sabonetes por ter efeitos emolientes, além de amaciar a pele.
 
 
Amoreira: Planta que armazena fluidos negativos e os solta ao entardecer; é usada pelos sacerdotes no culto a Eguns. Na medicina caseira, é usada para debelar as inflamações da boca e garganta.
 
 
Angelim – amargoso: Muito usado em marcenaria, por tratar-se de madeira de lei. Nos rituais, suas folhas e flores são utilizadas nos abô dos filhos de Nanã, e as cascas são utilizadas em banhos fortes com a finalidade de destruir os fluidos negativos que possa haver, realizando um excelente descarrego nos filhos de Exu. A medicina caseira indica o pó de suas sementes contra vermes. Mas cuidado! Deve ser usada em doses pequenas.
 
 
Arrebenta Cavalo: No uso ritualístico esta erva é empregada em banhos fortes do pescoço para baixo, em hora aberta. É também usado em magias para atrair simpatia. Não é usada na medicina caseira.
 
 
Arruda: Planta aromática usada nos rituais porque Exu a indica contra maus fluidos e olho-grande. Suas folhas miúdas são aplicadas nos bori, banhos de limpeza ou descarrego, o que é fácil de perceber, pois se o ambiente estiver realmente carregado a arruda morre. Ela é também usada como amuleto para proteger do mau-olhado. Seu uso restringe-se à Umbanda. Em seu uso caseiro é aplicada contra a verminose e reumatismos, além de seu sumo curar feridas.
 
 
Avelós – Figueira-do-diabo: Seu uso se restringe a purificação das pedras do orixá antes de serem levadas ao assentamento; é usada socada. A medicina caseira indica esta erva para combater úlceras e resolver tumores.
 
 
Azevinho: Muito utilizada na magia branca ou negra, ela é empregada nos pactos com entidades. Não é usada na medicina popular.  
 
14/10/2011
 
 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Marcadores

magia (365) astrologia (331) signos (242) espiritualidade (201) Umbanda (170) amor (168) umbanda astrológica (145) orixá (142) UMBANDA ASTROLOGICA (133) mulher (128) CONCEITOS (119) religião (95) signo (94) anjos (74) comportamento (66) candomblé (65) mediunidade (50) 2016 (46) horóscopo (44) espaço (43) esoterismo (41) anjo (37) arcanos (37) magia sexual (35) oxum (35) Ogum (33) sexualidade (32) ancestrais (30) 2017 (28) oxumaré (28) estudos (27) fé religião (27) iemanjá (25) Yorimá (12)