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Os Orixás regentes de 2026

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Pais Velhos e Yorimá

 
E antes de ser um preto velho no sentido pejorativo de escravo, essas entidades formam a corrente espiritual do Orixá Yorimá, e são seres altamente evoluídos na hierarquia espiritual, possuindo o poder da luz potencializada; E se pensarmos que a matéria é luz gravitacionalmente capturada porque do domínio telúrico ( elemento coesivo ­ terra ) dessas poderosas entidades. Em um contexto mais amplo, Yorimá ainda esta associado ao chacra para quem não está habituado com a idéia de chacras, eles são os centros de força cujos assentamentos vibratórios se dão principalmente, nos sete plexos nervosos o coronal, ou seja, da base da coluna até ao alto da cabeça.
 
 
 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

A magia em tempos modernos

 
A magia na era moderna não é mais aquela coisa onde se seguia o lado ultimíssimo que chegava a assustar os humanos. Na busca por poder, quase num devaneio louco querendo se tornar um deus, o homem mexia com muitos tipos de elementos, se perdendo no caminho, onde na maioria das vezes, o maravilhoso religare, ligavam-nos, ao mundo da escuridão, por via do complexo, culpa, lado sombrio da alma ou simplesmente por burlar as leis do Astral Superior.
 
Hoje com tanta informação, tanto na mídia, quando na vida diária, encontramos realmente uma melhor aplicação dos esforços pelos buscadores, no caminho do conhecimento. Mas, mesmo hoje, sabemos que muita gente perde muito tempo, por acabarem sendo ludibriadas, por falsos profetas, que sonham, e muitas vezes conseguem realizar, a meta de se tornarem reis da terra. Alguns usam a Bíblia, que nem eles mesmos acreditam, pra usar as belas mensagens contidas nos livros pra manipular. Será que alguém que debocha dos milagres bíblicos, como os feitos pelo 
 
Grande Mago Moisés e seu cajado, acredita mesmo na Bíblia? Se acha que Deus não seria capaz de fazer água sair de uma rocha, acreditaria que o poder de Deus é tão grandioso? Eu tenho certeza que não! Mas, sempre esses caras de pau, encontram pessoas manipuláveis, onde geralmente entram em contato, num momento difícil, tornando-se muito fácil de serem manipulados.
 
Mas, a nova e grande Era de portais poderosos que estão próximos de sua abertura cósmica, trará mudanças, onde muitos picaretas serão desmascarados. O imbecil que se deu bem com suas demagogias, usando a Bíblia pra ludibriar, certamente rí, das criticas, pois, acha que seu império é intocável, porque hoje ele tem grana e poder. No entanto, já existiram muitos outros impérios poderosos, que a verdade, acabou destruindo.
 
A magia hoje não suporta comportamentos banais, a magia de hoje, não quer idolatrias, mas, também não quer superficialidades. Pra trilharmos o caminho da magia, temos sim que dar as mãos ao sagrado, mas, evitando o fanatismo, sectarismo, ou escravidão do próximo. A magia hoje opera pelas conexões da internet, através das mensagens do Twitter, das ondas de radio ou Tv e ainda no dialogo entre amigos.
 
Você que é um escolhido, uma hora ou outra irá ouvir o chamado de Dã a grande Serpente, que cura a alma dos rancorosos ou sentir o veneno, dessa mesma serpente que mata os mentirosos sedentos que agem tomados pela inveja sobre seus irmãos.
 
Magia hoje não se opera na surdina, mas, a céu aberto e em conexão com ele. Hoje a magia, pode está num movimento de musica, nas expressões da arte, ou até mesmo no uso da sexualidade. Mas, não apenas, infiltrando símbolos, obscuros, conectando-se a demônios ou fazendo rituais macabros. Na verdade o bom é vivenciar a harmonia com o universo, tanto o microcosmos, quanto o microcosmo. Porém não esperemos apenas, pela força mental, seguindo dicas do "Segredo", pois, a magia em sua grande maioria de manifestações é involuntária, agindo de cima pra baixo, nossa mente na verdade, é só um canal. 
 
Hoje em dia, em especial no Mundo Ocidental, somos todos livres pra vivenciar a magia. Ela pode ser manifestada hoje, não só por meio das manifestações religiosas ou ritualísticas, mas, através do comportamento. Esse comportamento, pode despertar e liberar a magia, pelo uso da libido, na expressão corporal, quando alguém num palco faz liberar a emoção, ou aumentar os níveis de humor de outros indivíduos. Quando uma mulher exibe suas curvas deliciosas, seja mais erótica ou artisticamente, vai fazer com que outros indivíduos que presenciam, liberem hormônios, sentimentos, desejos e saciamento da curiosidade contidas na alma, do desejo da observação visual. Então via com bem estar, viva em harmonia com a magia. Axé a todos!
 
Carlinhos Lima - Astrólogo
 
 
 

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Conceitos: Cultos afros, Candomblé e Umbanda Astrológica

 
 
As diferentes sociedades e culturas têm concepções próprias do tempo, do transcurso da vida, dos fatos acontecidos e da história. Em sociedades de cultura mítica, também chamadas sem-história, que não conhecem a escrita, o tempo é circular e se acredita que a vida é uma eterna repetição do que já aconteceu num passado remoto narrado pelo mito.

Na verdade o pensamento mágico nasceu da vontade do homem em compreender os fenômenos a sua volta. E esse pensamento mágico, nasceu juntamente com o primeiro ato de pensar. Desde o primeiro momento que o homem se viu apto a pensar ele passou imediatamente em analisar o ambiente à sua volta.

E nessa analise ele começou a se inclinar ao lado mágico de tudo que existia em torno de si. Mas, não era só o que ele via que lhe intrigava, mas, principalmente o que não podia ver, entender ou tocar.

Dessa vontade em compreender sempre mais foi que ele ficou cada vez mais inclinado a buscar o desconhecido, que ao mesmo tempo passou a ser amedrontador, desafiador e sagrado. Assim nesse seu intuito de buscar captar que ele foi aflorando o dom da comunicação por meio energético e telepático com outras dimensões, mundos e formas. E sentia em sua alma que tinha que se religar à algo muito maior que sua mente consciente podia entender e que precisava buscar entender.

Assim foram vindo as ideias que iriam gerar os elos com outros mundos, dimensões, pensamentos e buscas, gerando o espaço de onde surgiriam as religiões. Se investigarmos um passado distante, passaremos por muitas formas de culto, de fé, de magia e de encontros que muitas vezes deixava nossos ancestrais ora felizes, ora confusos! E são muitas as mudanças, confusões e revelações. Assim cabe a cada um buscar suas metas, seus caminhos e se encontrar com seu "Deus Interior".

As religiões afro-brasileiras, constituídas para nós a partir de tradições africanas trazidas pelos escravos, cultivam até hoje uma noção de tempo que é muito diferente do “nosso” tempo, o tempo do Ocidente e do capitalismo (Fabian, 1985). A noção de tempo, por se ligar à noção de vida e morte e às concepções sobre o mundo em que vivemos e o outro mundo, é essencial na constituição da religião.

Muitos dos conceitos básicos que dão sustentação à organização da religião dos orixás em termos de autoridade religiosa e hierarquia sacerdotal dependem do conceito de experiência de vida, aprendizado e saber, intimamente decorrentes da noção de tempo ou a ela associados. Assim, muitos aspectos das religiões afro-brasileiras podem ser melhor compreendidos quando se consideram as noções básicas de origem africana que os fundamentam. Mas, isso se aplica à todas as religiões, pois, o religioso terá um campo muito mais amplo à sua frente, pra desenvolver seu espírito se tiver essa noção bem focada em suas buscas.

Da mesma maneira se pode ampliar o conhecimento sobre valores e modos de agir observáveis entre os seguidores dessas religiões quando consideramos a herança africana original em oposição a concepções ocidentais com que a religião africana teve e tem de se confrontar no Brasil, sobretudo nas situações em que concepções de diferentes origens culturais se opõem e provocam ou propiciam mudanças naquilo que os próprios religiosos acreditam ser a tradição afro-brasileira, seja ela doutrinária, seja ritual.

No entanto, uma coisa que tenho percebendo ao longo de mais de uma decada de pesquisas é que direcionar uma religião como tendo uma só origem, limita, confunde e as vezes distorce todos os conceitos. Na verdade, nós não podemos negar que os cultos afro-brasileiros, em especial do Candomblé tem sim grande maioria de seus conceitos embasados na Africa. Mas, se buscarmos nos aprofundar com uma enfase maior nas origens de cada ensinamento, tradição e luta dos Ancestrais, vamos perceber que as origens vêm de um lugar muito mais distante e longincuo.

As noções de tempo, saber, aprendizagem e autoridade, que são as bases do poder sacerdotal no candomblé, de caráter iniciático, podem ser lidas em uma mesma chave, capaz de dar conta das contradições em que uma religião que é parte constitutiva de uma cultura mítica, isto é a-histórica, se envolve ao se reconstituir como religião numa sociedade de cultura predominantemente ocidental, na América, onde tempo e saber têm outros significados.

O candomblé é a religião dos orixás formada na Bahia, no século xix, a partir de tradições de povos iorubás, ou nagôs, com influências de costumes trazidos por grupos fons, aqui denominados jejes, e residualmente por grupos africanos minoritários.

O candomblé iorubá, ou jeje-nagô, como costuma ser designado, congregou, desde o início, aspectos culturais originários de diferentes cidades iorubanas, originando-se aqui diferentes ritos, ou nações de candomblé, predominando em cada nação tradições da cidades ou região que acabou lhe emprestando o nome: queto, ijexá, efã (Silveira, 2000; Lima, 1984).

Assim se ele se divide conforme o costume de cada cidade originaria, podemos assegurar, que receberam influências dos costumes dessa terra (Brasil) e uma dessas influencias bem destacada foi a indígena. Como também a Cristã, a Espírita e muitas outras. Assim como a Umbanda incorporou muitos outros conceitos em suas tradições, o Candomblé recebeu da mesma forma adaptações pra sobreviver ao longo dos tempos.

Esse candomblé baiano, que proliferou por todo o Brasil, tem sua contrapartida em Pernambuco, onde é denominado Xangô, sendo a nação egba sua principal manifestação, e no Rio Grande do Sul, onde é chamado batuque, com sua nação oió-ijexá (Prandi, 1991).

Outra variante iorubá, esta fortemente influenciada pela religião dos voduns daomeanos, é o tambor-de-mina nagô do Maranhão. Além dos candomblés iorubás, há os de origem banta, especialmente os denominados candomblés angola e congo, e aqueles de origem marcadamente fom, como o jeje-mahim baiano e o jeje-daomeano do tambor-de-mina maranhense. Foram principalmente os candomblés baianos das nações queto (iorubá) e Angola (banto) que mais se propagaram pelo Brasil, podendo hoje ser encontrados em toda parte.

O primeiro veio a se constituir numa espécie de modelo para o conjunto das religiões dos orixás, e seus ritos, panteão e mitologia são hoje praticamente predominantes. O candomblé Angola, embora tenha adotado os orixás, que são divindades nagôs, e absorvido muito das concepções e ritos de origem iorubá, desempenhou papel fundamental na constituição da umbanda, no início do século xx, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Hoje, todas essas religiões e nações congregam adeptos que seguem ritos distintos, mas que se identificam, nos mais diversos pontos do País, como pertencentes a uma mesma população religiosa, o chamado povo-de-santo, que compartilha crenças, práticas rituais e visões de mundo, que incluem concepções da vida e da morte. Terreiros localizados nas mais diferentes regiões e cidades interligam-se através de teias de linhagens, origens e influências que remetem a ascendências que convergem, na maioria dos casos, para a Bahia, e que daí apontam, no casos das nações iorubás, para antigas e, às vezes, lendárias, cidades hoje situadas na Nigéria e no Benim.

E assim buscamos, procurar entender como e por quê as antigas heranças religiosas vão sofrendo mudanças e adaptações no contexto das transformações socio-culturais que modelam o Brasil atual. Assim é fato que muitas das conclusões podem ser, em maior ou menor grau, aproximadas para o conjunto das religiões afro-brasileiras, quando não extravasadas para além do universo estritamente religioso, em outras dimensões da cultura popular brasileira.

Na verdade as religiões sofrem ou absorvem interferências, influências ou ajustamentos vindos de outras culturas, conceitos e religiões, não só pra se adaptaram as mudanças das eras, ou simplesmente pra sobreviverem ao tempo, mas, tudo nos faz perceber que toda religião, busca e crenças, têm na verdade a mesma origem. E assim vão se agrupando, as vezes harmoniosamente, as vezes passam por choques violentos, mas, sempre acabarão se absorvendo. E não são só os conceitos, culturas, tradições e formas que vão se agrupando.

Na verdade o saber essência vai se procurando, se projetando e fundindo muito bem. Portanto a busca de entendimento, sempre vai gerar novos conceitos, afim de facilitar sua compreensão. Por isso se unem muitas novas formulas pra que a praticidade, teorias e revelações sejam mais acessíveis a todo buscador.

Assim nasceu a Umbanda Astrológica, que substitui, mas, não exclui os antigos oráculos. No entanto, agrega o conhecimento cósmico da Astrologia, que utiliza a simbologia sagrada dos Antigos Mestres Ancestrais, como também o mais perfeito Livro sagrado da Vida no universo que é o céu. Com seus bilhões de estrelas, galáxias e luz.

Axé a Todos!
Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.  

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