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domingo, 18 de setembro de 2011

O facínio e desafio dos oráculos!


Analisando a complexidade dos oráculos, o buscador terá dois caminhos, ou esquenta a cabeça e desiste desanimado, ou se apaixona, fica encantado e se aprfofunda cada vez mais. Isso acontece e aconteceu comigo, ao adentrar o fantástico mundo do Tarô, da Astrologia, dos orixás, do Ifá. Cada código, cada possibilidade, cada configuração é uma coisa radiante o que acontece em nossa mente. À cada decifração de enigmas é um extase muito grande para o buscador! O jogo de Ifá que algumas pesquisas até apontam para a origem pela geomância, é um sistema binário fantástico que nos dá milhares de possibilidades, talvez um número importante seja de 4096 combinações. Mas, o aplicável e aconselhavel até para nós que não somos sacerdotes de alto grau, é usar apenas as 256 combinações dos chamados Odús Filhos!

No Culto dos Orixás, possui um sistema complexo de Hierarquia, mas, se buscarmos nos aprofundar pra compreendermos veremos que é magico, belo e perfeito, e  que tem modalidades tais como: Cultos de: Orunmila Ifá. Ilé (Casa, templo) de Orunmila Ifá. Ilé Ase Orixás. Candomblés de, Jeje, Ketu, Nago, Angola dentre outras. Ilé Egun. Casa dos ancestrais. As práticas xamanicas tem com o base a utilização das forças da natureza. O culto de Orunmila-Ifá e dos Orixás também tem o objetivo de cultuar e utilizar estas forças; Fogo, Terra, Ar, e Água. Para isto o Ologun ( o mago), na primeira iniciação do Culto de Ifá, passa pôr um longo tempo de treinamento e estudos para poder aprender a jogar o jogo oracular muito conhecido no Brasil como jogo de Búzios ou Erindinlogun.

Todas as práticas Xamânicas, são necessárias diversas iniciações, aonde o aspirante passa pôr um rito de morte e renascimento, morre para renascer renovado, tem uma experiência de renascimento de transformação de seu interior do seu EU, reedescobrindo a si mesmo,
através do estado de êxtase ou estado alterado de consciência, que os ritos podem proporcionar.

“ÂIYÉ ATÍ IKÚ ÔKAN NÁA NI.”


Na Índia temos a Deusa Dravica, Kalí. Da Venezuela a Deusa Puana, a serpente que criou Kuma a primeira Mulher, de quem nasceu todas as coisas vivas. O povo Fon do Daomé reverencia Nana Buruku a Grande Mãe que Criou o Mundo. Mas voltando ao Orixás e ao Xamanismo. Em nosso pais hoje em dia as pessoas não podem nem ouvir falar do Culto dos Orixás, em virtude do Culto Ter virado um comércio, e muitos Zeladores de Orixás principalmente dos Candomblés, não generalizando, utilizarem seus conhecimentos de forma errônea, para prejudicar e auto se promover, operando muitas vezes desastres na vida das pessoas. Na maioria das vezes estes maus sacerdotes, não conhecem a fundo a ética, moral e a Filosofia e Religião, Yoruba. as vezes aprendem errado, com seus zeladores, não sabem verificar qual o Odù (destino Pessoal), Orixá e prescrevem ebós (trabalhos mágicos), errados, desequilibrando, psiquicamente, espiritualmente, atrapalhando ainda mais a prosperidade, das pessoas que este sacerdotes atendem.

Acima de todas as forças está Deus, Olódùmarè, a Suprema força criadora que dá a existência, a substâncias e ao crescimento às demais forças; os Orixás, e abaixo destes o Homem. Sabemos que a sede de nossa existência esta centralizada na cabeça (Orí). Segundo os povo Yoruba o Orí a Cabeça esta dividia da seguinte forma: Orí Òde – Cabeça física. Orí Inu – Cabeça Interior. E o Ìpònri – Força Ancestral.

A tarefa de ser um Omo Awo, filho do Segrego, era uma tarefa muito difícil e patrulhada por severas regras de conduta que deveriam servir de base técnica e moral para sua ação. O Àwoni não poda procurar a mulher de outro, muito menos a sua ajudante Ritual. O Awo não podia praticar Âjé, feitiço contra outro Awo ou contra inocentes. Não poderia conspirar contra seus Irmãos. Não podia abandonar outro Awo que estivesse em dificuldades, sem tomar providências para que tudo ficasse em ordem com o necessitado. Não podia falar mal de outro, fora do âmbito de sua confraria, mesmo o outro sendo culpado. O Awo não podia divulgar o teor das discussões travadas em seus encontros formais na confraria, Sociedade Secreta, mesmo que se tratasse de punição contra culpados ou desagravo de inocentes. Praticavam a lei da natureza, do respeito, moral e da caridade.

O Ìpònri e uma força de energia vital, esta força esta ligada ao primeiros pais do homem, ligando o Homem a Deus. Esta ancestralidade, matéria massa de origem, os Orixás e os Odùs, possui uma força extraordinária como fundadora do gênero humano familiar, propagada da divina herança vital, emanada de Deus. O primeiro antepassado, esta força vital é sempre evocada e cultuada nos ritos de iniciação de nos rituais de Bori (rito de adoração ao Orixá Ori, Cabeça). Esta força ancestral que nos trás equilíbrio, Harmonia, prosperidade e Saúde. O Buri e um ritual de renascimento e morte. Orí Inú é a assência da personalidade do psiquismo, da personalidade da alma (espirito encarnado), que deriva diretamente de Olódùmarè, Deus Supremo. O Ori Inú e nossa essência, aonde Deus Criador soprou o seu hálito, e nos criou. O Orí Inú é o ser interior e espiritual do homem e é imortal. A cerimonia de Buri tem como objetivo de atingir os três Orís, existem vários tipos de cerimonias de Buri tais como: Buri de Prosperidade. Buri Branco Buri Eje. Buri de Iniciação. Buri de apaziquação.

O que faz as pessoas terem o préconceito, é a má divulgação pelos proprios praticantes, muitas vezes que se dizem "mestres", a maldade por rivalidade de inimigos de tal seguimento e a flexibilidade da Tradição Oral. Por ser uma herança da oralidade, ela está sujeita a deturpações, adaptações, enganos e até mentiras podem ser inseridas. Por isso, eu sempre achei que codificar é necessário, ao menos, um código moral, conhecimento das leis da Umbanda as regras ritualisticas que deveriam ser imutáveis.

Todas as iniciações, obrigações ate as oferendas ou trabalhos mágicos, visam atingir o Enikéji, o nome dado ao nosso Duplo que vive no Òrun (além). Enikéji do Yoruba, Eni – pessoa, Kéji – Segunda. O Culto, Ifá-Orunmila e um sistema, religioso, científico e filosófico, que veio da Mãe África, bastante diferente do sistema afro-brasileira, Candomblés, que sofreram muitas modificações, alterações e vários sincretismos, excluindo é claro as casas de Ilé Ase Orixás que mantém as Tradições primitivas vivas, estas casas são chamadas no meio como Casas de Tradição de Orixás. Mas o sistema Africano de Ifá tem uma diferença grande na forma de iniciação, não a raspagem de Santo, e nem existe o transe de possessão.

Conforme os milênios foram se passando, com a invasão Islâmica, e Jesuíta em África, hoje em dia o território Africano as religiões predominantes são o Islamismo e o Cristianismo. Após a chamada diaspora, o trafico negreiro, o Culto dos Orixás sofreram muitas modificações também em solo Brasileiro, ervas, rituais, a substituição do vinho de palma pela cachaça, tiveram que sobrer alterações para a nova realidade no novo Mundo. O culto dos Orixás evoluiu muito através dos milênios, assim como outras religiões de nosso globo. Em épocas memoráveis o culto dos Orixás foi a pratica de religião única em todo o solo Africano.

As literatura Itans de Ifá é a mais importante fonte de informações dos valores éticos e do sistema de crença Yorubá. Òrúnmìlà estava presente quando tudo foi criado, e procurado para resolver os problemas e dar conselhos. Ifá fala em provérbios: Ìwà nikàn l’ ó sòro o “Caráter é tudo o que é necessário.” Eni l’ orí rere tí kò n’ iwà, ìwà l’ o máa b’ orí rè jé. “Uma pessoa de bom orí, que não tenha caráter, irá arruinar o seu destino.”

A palavra iwà vem do verbo wà – Existir, Ser. Odùnrin náa ní ìwà, Aquele homem tem um bom caráter. O indivíduo qué ìwà pèlé não entra em choque com nenhuma força humana e supernatural, vive em plena harmonia com todas as forças do universo. E este fato tem um forte peso no julgamento divino e define o bem estar na terra e o nosso lugar futuro após a nossa morte ou renascimento. Olódùmaré o Deus supremo e conhecido como Olúmònokàn, “aquele que conhece todos os corações”, que tudo sabe e tudo vê, e o seu julgamento é correto e absoluto. O mais importante valor do povo Yoruba é o caráter, que é o maior atributo do homem.

Raiva, Depressão, Medos, Mágoas etc. Em virtude disto temos que procurar viver de bem com a vida, olhar as coisas boas e belas que Deus nos deu, Cultuar a natureza e aprender a contemplá-la, ou cultua-la. Como extensão da Grande Obra que é Deus.O certo é que não há concientemente ou racionalmente um caminho indicado para que o homem siga em busca de sua essência, de sua espiritualidade e de sua ancestralidade. Na verdade tudo existe na e da objetividade. O orixá atua primeiramente, assim como os anjos e as demais divindades, no lado inconciente da existência, depois, vai passando aos poucos para o subconciente, até deixar aquele que alcança um alto grau de elevação, evolução e reajuste de conduta moral e espiritual, conciente de sua missão, seus dons e desafios.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.
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