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A pombagira

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Vamos evitar a cultura de morte e pensar em vida

Infelizmente a cultura de morte no Ocidente e no Brasil é desanimadora pra quem sonha com paz, amor entre as pessoas e união entre os povos! Tanta violência, tantos crimes e tanta covardia! O agressor só é machão quando sente-se invencivel, quando tá com a arma na mão ou quando pega uma vitima mais fraca e indefesa! Quantos covardes, crapulas e imbecís, batendo e matando as mulheres, como se fossem os donos delas. Cabanda de covardes, que quando tão algemados e na frente do delegado, ficam de cabeça baixa se fazendo de cordeirinhos... Essa nossa cultura adotou a morte como diversão. Tudo teve a morte inserida, até nas frases e no jeito de curtir a vida - Se estamos com sono dizemos "vou matar o sono", se estamos com fome, "vou matar a fome", se estamos com saudade "vou matar a saudade" e até se vamos transar "vou te matar de prazer"! Entre muitas outras coisas, como "vou matar a aula, o serviço e porai vai..."! Vamos nos desviar da cultura da morte, vamos pensar em vida, em prazer em sexo e em muita paz! Acompanhe minhas publicações, dicas e mensagens no Facebok Climazen

domingo, 19 de fevereiro de 2012

As Pervesas influencias

























OS CONHECIMENTOS OCULTOS NOS REVELAM O PODER DAS EGREGORAS, COMO SE AS FORÇAS SOBRENATURAIAS SÓ AGISSEM NO MUNDO EM FORÇA DE ENERGIA DIRECIONADA. MAS OS DEUSES JA ANDARAM SOBRE A TERRA E FIZERAM MUITO SOBRE A FACE DA TERRA. MUITOS CAIRAM EM DESGRAÇA LEVANDO HOMENS AO SOFRIMENTO, DESENVOLVENDO GANANCIA E GUERRA. MUITOS DEUSES ANDARAM EM CARNE E OSSO SOBRE O PLANETA APÓS TEREM ENCARNADO ENVIADOS PELAS HIERARQUIAS CELESTES. MAS POR POSSUIREM PODERES ESPECIAIS A MAIRIA DELES ABUSARAM COMETERAM ATROCIDADES E FORAM CASTIGADOS.

ARES USOU E ABUSOU DE SEU PODER E DESENVOLVEU MUITAS GUERRAS, ELE AINDA TEVE UMA NOVA CHANCE, COMO OGUM, MAS VOLTOU A PECAR CONTRA O CRIADOR, LEVANDO IRA AOS POVOS E DISPUTAS SANGRENTAS. NESSE TEMPO ELE CHEGOU A SER CONFUNDIDO COM UM TERRIVEL MAGO NEGRO.

A HISTORI DOS DEUSES AO ENCARNAREM SOBRE A TERRA ESCLARECE MUITO BEM O ERRO DO SINCRETISMO HOJE USADO PELAS RELIGIOES AFRO-BRASILEIRA. O OGUM E ARES OU QUALQUER OUTRO DEUS QUE ENCARNOU SOBRE A TERRA NADA TEM HAVER COM A LINHA SAGRADA DO ASTRAL SUPERIOR CORRESPONDENTE A ESSA HIERARQUIA. A ENTIDADE TEM UMA REGENCIA SUPREMA E APENAS FOI PERMITIDO A ENCARNAR UM DE SEUS ORIXAS MENORES.

ASSIM COMO É UM ERRO DIZER QUE JESUS É OXALÁ, POIS OXALA EXISTE DESDE O PRINCIPIO E É O CRIADOR DE TODAS AS COISAS. JESUS ENCARNOU ADVINDO DA ESSENCIA DO PRINCIPAL ORIXA MENOR DA LINHA DE OXALÁ. POR ISSO ELE SEMPRE DIZIA "MEU PAI QUE TA NO CÉU". ELE PERTENCIA A LINHA DE OXALÁ A CONFRARIA DE LUZ DO SENHOR OXAGUIÃ. ASSIM COMO MUITOS DEUSES AFRICANOS CONTADOS NA MITOLOGIA VIVENDO GUERRAS, AMORES E TRAIÇÕES. ESSES NÃO TEM NADA A VER COM OS SAGRADOS ORIXAS DO REINO VIRGINAL ERAM APENAS ORIXAS MENORES QUE TIVERAM O DEVER DE VIM CUMPRIR MISSOES ARREBANHAR FILHOS E FILHAS, MAS A MAIORIA ERROU, PECOU E FOI CASTIGADO. OS ORIXAS VIRGINAIS NUNCA ENCARNARAM ASSIM TAMBEM COMO EXU E A GRANDE BOMBOGIRA, QUE É DE LUZ E TEM O DEVER DE ARREBANHAR OS DESVIADOS.

OS EXUS E POMBAGIRAS QUE ATENDEM E SE CONHECE HOJE EM 90% DOS TERREIROS E CASAS DE CULTO, NÃO PASSAM DE ENTIDADES COM GRAU MENOR QUE EM GRANDE MAIRIA SÃO DESOBEDIENTES E VAI PAGAR CARO PELOS ERROS COMETIDOS JUNTAMENTE COM TODOS AQUELES QUE FAZEM USO DE SUAS FORÇAS PARA ESPALHAR O MAL.

TODOS OS ORIXAS MENORES DE TODAS AS LINHAS ATRAVES DO TEMPO JA ENCARNARAM E OS O QUE AINDA NÃO O FIZERAM VÃO FAZER. EM CADA ERA, EM CADA PERIODO COSMICO, DECADA, SECULO E MILENIO SEMPRE TERÁ ENTIDADES ENCARNADAS, TANTO BOA QUANTO RUIM. MUITOS VEM PRA ACERTAR, MAS A MAIRIA ACABA ERRANDO.

O ANTICRISTO VEM AI, E SERÁ UMA ENTIDADE PODEROSA QUE VAI DESAFIAR A DEUS COM O APOIO DO MUNDO, TRAZENDO LUXURIA, GANANCIA, ESCRAVIDÃO E DOR. "QUEM TEM OUVIDOS OUÇA".

MUITAS FALSAS RELIGIÕES USAM A BIBLIA, O NOME DO SENHOR E PREGAÇÕES PARA GANHAR DINHEIRO, PODER E FAMA. MAS JÁ ESTÃO ARREBANHANDO MILHARES DE RECURSOS PARA A INPLANTAÇÃO DO REINO DO ANTICRISTO. POIS LANÇAM DIVISÃO, INTOLERANCIA E CONFUSÃO. E O LEMA DO ANTICRISTO É: "DIVIDIR PRA GOVERNAR". ENQUANTO CRISTO DIZ: "REUNIR PRA LIBERTAR".
ENQUANTO CRISTO PREGOU O AMOR O ANTICRISTO ACOMPANHADO PELAS HOSTES DO DRAGÃO SÓ LANÇARA ODIO, GANANCIA, SOBERBA E AVAREZA SOBRE A TERRA. POR ISSO TEMOS QUE FICAR LIGADOS, NO QUE NOS DISSE OS GRANDES MESTRES: "SÓ A VERDADE VOS LIBERTARÁ".

CARLINHOS LIMA - ASTROLOGO, TAROLOGO E PESQUISADOR.

Os ORIXÁS DOS ASTRÓLOGOS

Oxumarê e Orumilá


São os orixás dos oráculos e magia. Um e o mais poderoso é Orumilá, o senhor dos oráculos e é uma das manifestações, personificações ou encarnações de um poderoso Arcanjo, o que eu conto no meu livro. Orumilá ajudou a salvar a terra do caos, a reorganiza-la e a ter leis. Também ensinou a magia aos verdadeiros magos, trouxe a astrologia e os oráculos importantíssimo de Ifá e seus seguimentos. O outro é Oxumaré que é metade homem e metade cobra, fica no arco-íris purificando o ar que respiramos.

Quando andava pela Terra, vivia em busca de desvendar os segredos do comportamento humano, relacionando-o ao movimento dos astros. Sempre foi um defensor da humildade e, apesar de sua assustadora forma, era muito amado e respeitado por onde quer que fosse. Filho de Oxalá com Nanã e tem como irmãos Omulu,Ossãe e Ewa (gêmea), como vemos uma família completamente mágica. Todos magos por natureza. Oxumarê é o orixá que cuida das partes mentais, psíquicas e respiratórias dos seres humanos. Ele traz consigo muitos mistérios, além de ser o guardião dos outros planetas. É o protetor dos astrólogos, psiquiatras, neurologistas e doentes mentais.

Lenda De Oxumarê Certa vez, Xangô viu Oxumarê passar, com todas as cores de seu traje e todo o brilho de seu ouro. Xangô conhecia a fama de Oxumarê não deixar ninguém dele se aproximar. Preparou então uma armadilha para capturar Oxumarê. Mandou uma audiência em seu palácio e, quando Oxumaré entrou na sala do trono, os soldados chamaram para a presença de Xangô e fecharam todas as janelas e portas, aprisionando Oxumaré junto com Xangô. Oxumarê ficou desesperado e tentou fugir, mas todas as saídas estavam trancadas pelo lado de fora. 

Xangô tentava tomar Oxumarê nos braços e Oxumarê escapava, correndo de um canto para outro. Não vendo como se livrar, Oxumarê pediu a Olorum e Olorum ouviu sua súplica. No momento em que Xangô imobilizava Oxumarê, Oxumarê foi transformado numa cobra, que Xangô largou com nojo e medo. A cobra deslizou pelo chão em movimentos rápidos e sinuosos. Havia uma pequena fresta entre a porta e o chão da sala e foi por ali que escapou a cobra, foi por ali que escapou Oxumarê. Assim livrou-se Oxumarê do assédio de Xangô. Quando Oxumarê e Xangô foram feitos orixás, Oxumarê foi encarregado de levar água da Terra para o palácio de Xangô no Orum (céu), mas Xangô não pôde nunca aproximar-se de Oxumarê Dados De Oxumarê: Cores: Todas Do Arco-Iris e Preto Metais: Bronze,Cobre Predominância: Metal,Astros,Psiquico Dia Da Semana: Terça-Feira Saudação: Aroboboye!

Sendo assim, sabemos que Orumilá foi o criador da Astrologia e Oxumaré é o seu guardião. Estes são orixás mágicos, poderosos, tem haver com o futuro e com a magia dos oráculos. Sobre essa magia de transformação da Serpente Sagrada, relato a verdadeira história do Obí em meu livro. Que esses poderosos orixás protejam a todos os astrólogos, simpatizantes e filhos de Oxumaré. Como também a todos os visitantes que acompanham meu trabalho, exaustivo mas, prazeroso! Que a Corrente Astrológica de Orumilá e poder de cura, transformação e magia de Oxumaré, abençoe a todos que visitam a forte Corrente da Umbanda Astrológica, saúde, amor, riqueza, paz e sabedoria a todos! Namaste e Axé.

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo, Pesquisador e Mago de Umbanda Astrológica.

A Coroa Astrológica de Orumilá e o fim dos tempos



Independente de profecias, calendários, crenças ou avaliações espiritualistas o homem sabe dentro de si que assim como ele que nasceu e um dia vai morrer, que tudo que tem início tem fim! Por isso, em especial nós que somos espiritualistas,  contempladores e buscadores de respostas ocultas ou sagradas, temos consciência que um dia o mundo irá acabar. Talvez não esse final não esteja inserido em nenhuma profecia conhecida, nem ainda a ser revelada, mas, num contexto geral de acreditar numa consciência cósmica que rege os destinos da humanidade e o funcionamento do Cosmos temos um certo medo de num certo momento nos depararmos ao menos com nosso próprio fim!

A vida é maravilhosa, existir é muito bom, mesmo que com tanto sacrifício e dificuldade, mas, ter a consciência que quanto mais existimos, mais e mais envelhecemos pra um dia morrermos é muito desanimador. Mesmo com todas as explicações dos grandes espiritualistas, dos profetas e divindades, não conseguimos nos conformar com essa triste sina. Muitos dizem encarar a morte com simplicidade, aceitação e "sem medo", mas, por que criam algum tipo de mecanismo de defesa para não pensar, acabam desenvolvendo uma certa "anestesia mental", pois a morte dá medo em todo mundo. Até os grandes guerreiros acostumados com o cheiro da morte, a dor e a guerra, tremia na hora da morte. O Cristo por exemplo sentiu medo! Ele chegou a exclamar: "Pai se for possível afasta de mim este cálice"!

A verdade é que desde que nasce o homem procura entender não só o mundo à sua volta, como a si mesmo. Talvez entender a si mesmo seja a missão mais complicada que todo ser humano tem! As vezes chegamos até a entender nosso "Eu Psíquico", mas, nossa natureza como um todo não! E é por causa dessa incompreensão existencial que o homem busca respostas por vários caminhos, visíveis e invisiveis, mas, poucos tem realmente sucesso.

Nessa busca por conhecimento, fazendo como Salomão que dizia "clamai a sabedoria", experimentamos o sagrado, as vezes o profano e o oculto. Nessa busca uma das coisas com que mais nos deparamos é a magia. Nessa busca por compreender o destino, a missão pessoal e o mundo em volta de nós, que desenvolvi a Umbanda Astrológica. Com ela foco não só orixás, ritos africanos e mitologias, mas também angeologia, magia e astrologia.

Venha fazer parte dessa busca,  beba na fonte sagrada da Umbanda Astrológica, entre em contato com Orumilá o senhor dos oráculos, sinta a presença de Metatron o grande arcanjo, poderoso e revelador dos mistérios! Seja bem vindo ao mundo da Umbanda Astrológica, através da Coroa Astrológica de Orumilá e que Deus abençoe a todos em sua busca!

"Sob as Asas de Orumilá" o Destino de um mago se desenrola, as coisas se revelam e a busca enxerga a luz dos ancestrais! Nesses tempos revoltos, de grandes mudanças, cheiro de guerra, crise econômica e mudança cósmica. O Calendário Maia nos revela o alinhamento cósmico e o Zodiaco nos fala da Nova Era de Aquário... Então seja bem vindo a essa viagem através das paginas mágicas da Nova Razão Cultural do planeta!

Axé a todos!

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo, Pesquisador e Mago de Umbanda

Psicologia Espiritual e Alquimia



“O que torna a ALQUIMIA tão valiosa para a psicoterapia é o fato de suas imagens concretizarem as experiências de transformação por que passamos na psicoterapia”. A frase é de Edward F. Edinger, no livro Anatomia da Psique – o Simbolismo Alquímico na Psicoterapia. É uma obra fundamental para terapeutas junguianos e todos que se proponham entender a realidade da psique. Nela, a analogia entre psicoterapia e processos alquímicos, grande pilar das descobertas de Carl Jung, é explicada minuciosamente, explorando em detalhes cada um dos sete principais processos alquímicos: calcinatio, solutio, coagulatio, sublimatio, mortificatio, separatio e coniuntio. Jung demonstrou que o simbolismo alquímico era, em grande parte, produto da psique inconsciente.
Assim, as imagens alquímicas fornecem base objetiva para abordagem de sonhos e outros materiais inconscientes. “Vi logo que a psicologia analítica coincidia de modo bastante singular com a alquimia. As experiências dos alqumistas eram, num certo sentido, as minhas próprias experiências, e o mundo deles era, num certo sentido, o meu” (Jung, Memórias, Sonhos e Reflexões, ed.2005, pág. 181).

Para clarificar essa analogia de forma simplificada, facilitando a compreensão de todos que tenham interesse pelo tema, tomo por exemplo neste curto texto o processo alquímico da sublimatio. Obviamente, a leitura do livro do Edinger ampliará consideravelmente a compreensão do que tento explicar aqui, embora trate-se de leitura densa e a obra não funcione como aqueles livros de auto-ajuda.
Em alquimia, a sublimatio é a operação que transforma o material em ar por meio de sua elevação e volatilização. Originado do latin sublimis, o termo sublimação significa “elevado”. É um processo de elevação por meio do qual uma substância inferior se transforma, se eleva em movimento ascendente.
Em Umbanda-Astrologica, a alquimia tem muita importancia na evolução dos mediuns através da ritualistica sabrada. No uso das folhas, das oferendas, de banhos e amcys, etc.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

Os Sistemas de Magia africana


Os Sistemas de Magia africana
Os Sistemas de Magia africana


Candomblé e seus congêneres.


Tenho observado, ao passar dos anos, que muitas pessoas, interessadas em Ocultismo, nutrem um forte preconceito contra o Candomblé e assemelhados. Apesar disso, quando encontram-se “no aperto”, buscam, de imediato, “socorro” dentro das práticas mágicas candomblecistas. Socorridos, entretanto, e mais, sanado o problema que os afligia, “dão as costas” para a tal de “macumba”, coisa que não compreendem mas sabem que funciona, voltando aos seus cristais e florais. Atitude simplista, para dizer o mínimo. 

A “macumba”, designação genérica de tudo quanto seja de origem Afro, manteve a fama de ser infalível; apesar disso, poucos estudiosos do assunto se detiveram a examinar o assunto a luz da ciência experimental, para concluir como funciona a “macumba” e, mais ainda, quando funciona, e por qual motivo, assim como compreender suas falhas e deficiências, que aumentam no mesmo passo em que o assunto é difundido - mas não explicado. 

Interessante observar que, nos últimos anos, houve uma verdadeira explosão de livros sobre “macumba”, muitos dos quais ensinando trabalhos para os mais diversos fins, tal qual fossem receitas de bolo. Assim, sem explicar nem justificar, passam adiante ensinamentos que exigem, para serem postos em prática, um profundo conhecimento dos Cultos- Afro, sem o que tais práticas tornar-se-iam perigosas para todos os envolvidos. Mais ainda, incentivam ao leitor realizar tal trabalho, sem alertar para os cuidados que devem cercar tais práticas. Dessa forma, indivíduos inescrupulosos, pouco conhecedores do assunto, mas sabedores das necessidades humanas, travestem-se de “Pais-de-Santo” ou “Mães-de-Santo”, realizando todo tipo de trabalhos, jogando búzios, interferindo na vida de todo e qualquer cidadão, sem o menor cuidado ou escrúpulo. 

 O resultado? Fracasso, desilusão, além da sensação de que “macumba não funciona”. Eis o motivo deste curso - explicar tudo, tirar todos os véus, trazer o conhecimento mágico-místico-religioso à luz da ciência experimental, para que todos, admiradores ou não do assunto, possam compreender no que consistem tais práticas, tirando, assim, suas próprias conclusões. “INTRODUÇÃO AOS SISTEMAS DE MAGIA DE ORIGEM AFRO” "CANDOMBLÉ, VUDÚ, HOODOO, PETRO, RADA, LUCUMÍ, SANTERÍA, PALO-MAYOMBE, UMBANDA, QUIMBANDA E CATIMBÓ: SUAS SEMELHANÇAS, DIFERENÇAS, TABÚS E FUNDAMENTOS." Visão moderna dos Sistemas do Candomblé, do Vudú, da Umbanda e da Quimbanda. 

Muitas vezes, quando se fala em Magia, as pessoas pensam imediatamente nas práticas executadas nos Cultos Afro-Brasileiros, Afro-Americanos e Afro- Ameríndios. Diversas pessoas tem visões semelhantes desses Cultos, mas os conceitos difundidos são preconceituosos, misteriosos e dogmáticos, o que faz, pouco a pouco, com que a Realidade Mágica desses Cultos se perca para sempre. Para começar, o Candomblé, o Vudú, a Santería, o Palo-Mayombe e o Lucumí são cultos muito semelhantes, de origem africana, mas tremendamente desenvolvidos nas Américas. Já a Umbanda é um culto muito distinto, com bem poucas semelhanças com os outros dois, enquanto a Quimbanda é algo totalmente diferente. O Catimbó é uma espécie de meio-caminho entre a Umbanda e a Quimbanda. 

O Hoodoo reúne características do Vudú, porém tem diversas peculiaridades, sendo a mais importante delas trabalhar apenas com Elementais, Elementares, Sombras, Cascarões, Larvas e "Almas". Petro e Rada são duas raízes diferentes do Vudú haitiano, sendo o culto Rada mais voltado às Entidades do panteão Afro original, enquanto o Petro é mais voltado ao culto de Loas semelhantes aos Guias de nossas Umbanda e Quimbanda. 

 O Voudon Gnóstico, apesar do nome, e da nítida influência do Vudú e do Hoodoo, é mais uma Ordem Hermética (uma vez que é ligado à O.T.O.A. - Ordo Templi Orientis Antiqua) do que um culto ou uma religião, razão pela qual está fora deste texto. Todos, porém, tem entre si uma semelhança marcante e de suma importância: são todas "Religiões Thelêmicas", ou "Cultos Thelêmicos", como queiram. E o que significa uma religião ser "Thelêmica"? Significa que cada indivíduo, dentro dela, tem sua própria religião, seu próprio Deus, distintos dos de qualquer outro indivíduo. E foi por isso que os cultos africanos sobreviveram na mudança para o novo mundo, cresceram e se multiplicaram. 

 Sendo assim, vamos começar a definir a Quimbanda. A Quimbanda é um culto mágico às Entidades malévolas, denominadas Exus, Pombas-Giras, Caboclos Quimbandeiros, Pretos-Velhos Quimbandeiros, e assim por diante. Na Quimbanda não há nenhum tipo de "Iniciação", quer seja mágica, mística ou religiosa. Basicamente, há duas formas de se praticar a Quimbanda - a Evocação e a Invocação das Entidades. Qualquer que seja o meio escolhido, normalmente desenha-se o "Sigilo" (chamado "Ponto Riscado" na Umbanda e na Quimbanda) da Entidade no chão, pedindo-se, em seguida, sua intervenção. 

No caso da Invocação, a pessoa que "receber" a Entidade (chamado "Cavalo" ou "Burro" na Umbanda ou na Quimbanda) passa a ter os poderes da mesma; são então feitos pedidos à pessoa "incorporada", que pedirá então algumas coisas para a execução do "trabalho de magia". Em geral, na Quimbanda só se trabalha para o mal de alguém, ou então para submeter-se uma pessoa à vontade de outra. Quando se Evoca Entidades na Quimbanda, porém, faz-se oferendas simples, visando obter a intervenção da Entidade para obter o que se deseja, normalmente alguma maldade. 

Na Umbanda, o que acontece é a mesmíssima coisa, com uma diferença essencial: só se "trabalha" para o bem, pois as Entidades que "baixam" na Umbanda são somente benéficas. Em alguns "terreiros" de Umbanda foram implantados "Rituais Iniciáticos", herdados de culturas diversas. Na Umbanda, vê-se uma nítida influência do Kardecismo, bem como da mentalidade católico-cristã, além do público e notório sincretismo religioso entre os Orixás da Umbanda (que só comungam dos nomes com os Orixás do Candomblé) e os Santos Católicos. 

O Catimbó é uma mistura completa entre a Umbanda e a Quimbanda, com algumas diferenças: as Entidades que "baixam" são chamadas de "Mestres"; se são benfazejos, diz-se que "fazem fumaça às direitas", e dos malévolos se diz que "fazem fumaça às esquerdas". Concluí-se daí que no Catimbó se "trabalha" indistintamente para o bem e para o mal. Além disso, no Catimbó não se cultuam Deuses ou outras Entidades de grande envergadura de poder, apenas "baixam" Entidades com especial identificação social no grupo aonde se desenvolve a "mesa" do Catimbó. 

Na Santería ocorrem práticas semelhantes às dos cultos descritos acima, mas há também um culto aos Orixás, no estilo do Candomblé, só que com toda a influência Católico-Cristã imaginável. Mas existem sutis diferenças entre esses cultos. Na Umbanda, as Entidades são "espíritos" de pessoas desencarnadas (mortas); na Quimbanda, "baixam" indistintamente "espíritos" de pessoas mortas (normalmente de pessoas perniciosas ou criminosas), ou Demônios mesmo. No Catimbó só "baixam" os "espíritos" de mortos. Mas, será que o que "baixa" em todas essas "sessões" é mesmo uma "alma"? E será que todas essas "almas" são sábias, sinceras e magicamente capazes? Não creio. 

Para mim, o que ocorre muitas das vezes, é o seguinte: A) o "médium", desejoso de "receber um guia", induzido pelo "chefe do terreiro" de que ele/ela "tem mediunidade, precisa desenvolvê-la", acaba por criar uma Imagem Telemática correspondente a sua idéia do "guia", que, então, cria "vida", passando a agir como desejado... B) cena "A": alguém morre; seu corpo físico jaz inerte, seu corpo astral separa-se do cadáver físico e, em pouco tempo, o corpo mental do falecido separa-se também do corpo astral, ficando este último também destinado a morrer, a decompor-se; cena "B": um Elementar Artificial, um Íncubo, um Súcubo, um Vampiro, uma Larva Astral, alguma dessas Entidades simples, busca sobreviver ...vampirizando alguém! É porém difícil "sugar vitalidade a força" de alguém; cena "C": a Larva da "cena B" encontra um cadáver de corpo astral (Cascarão Astral), penetra nele e o "aviva"; cena "D": o "Cascarão Avivado" encontra uma pessoa receptiva, um "médium", e começa o ataque; o "médium" acaba por ir a um "terreiro" ou "centro", aonde "seu guia" o levou, e aonde irá "desenvolver sua mediunidade"; cena "E": o "médium" já "desenvolvido", recebendo seu "guia", dá consultas, passes, faz trabalhos, aconselha...e o "guia" (o Cascarão Avivado) vampiriza o "médium" e as pessoas que vão consultá-los. 

É claro que existem incorporações ou possessões reais, mas são muito raras na Umbanda e no Kardecismo. Ocorrem muito freqüentemente no Candomblé e correlatos, mas são raríssimos nos cultos à desencarnados. Sem mais comentários sobre o assunto. Agora, Candomblé, Vudú, Palo-Mayombe e Lucumí. O que digo a seguir é minha experiência e enfoque pessoais. Quem desejar aprofundar-se no assunto deve consultar as obras dos seguintes autores, colocados em ordem de importância: Pierre "Fatumbí" Verger, Fernandes Portugal, Caribé, Bernard Maupoil, William Bascon, Michael Bertiaux, Luis Manuel Nuñes, Jorge Alberto Varanda, Roger Bastide, Juana Elbein dos Santos, Courtney Willis, Ogã Jimbereuá, Babalorixá Ominarê, Lydia Cabrera, Migene Gonzalez-Wippler e João Sebastião das Chagas Varella. Já os apreciadores de Mitologia em geral, deverão conhecer a obra de Joseph Campbell, o mais importante autor do assunto. 

A Editora Pallas tem bons títulos sobre Candomblé e Vudú. Este texto trata dos aspectos reais das Práticas Mágicas dos Cultos em questão. Desculpem a crueza, mas a verdade é cruel, e dói. Muitos estudiosos de Magia, bem como inúmeros autores do gênero, colocam os Deuses dos diversos panteões como Arquétipos. Considerando-os assim, alguns praticantes da Magia Ritual creem que pode-se trabalhar magicamente com os Deuses Internos, como se trabalhássemos com os Arquétipos Universais. Aqui existe um enorme equívoco, pois os Deuses Internos englobam aspectos arquetípicos, não se limitando, porém, a serem Arquétipos simplesmente. 

 Na verdade, há uma obra muito boa sobre Magia Planetária (Planetary Magick, editora Llewellyn), que, porém, considera os Deuses de diversos panteões como a mesma coisa que os Arquétipos. Eu particularmente discordo desse prisma, pois considero que os Arquétipos são acessíveis a qualquer pessoa, enquanto que os Deuses só são acessíveis aos que tenham alguma identificação e familiaridade com os mesmos. 

Na verdade, a experiência chamada de "União com Os Arquétipos Universais", quando a pessoa entra em "transe" e sofre a "possessão" da Divindade, é o contato que ocorre da pessoa com seu Microcosmos, ou seja, com seu "Universo Interior", portanto, somente com os Arquétipos Universais, e não com o todo da Egrégora dos Deuses Internos do Homem. A diferença é, portanto, patente, no que diz respeito ao "transe" do sujeito "possuído" pelo Orixá (aonde são despertados poderes latentes dentro do próprio indivíduo), e da Evocação ou Invocação da energia do Orixá como um todo, uma Entidade de existência independente da psique do Mago. 

O que ocorre entre os profanos, os não-iniciados, o "bolar" no Santo, é somente a "União com O Arquétipo"; o que ocorre na Invocação, feita pelo Mago de forma consciente, é "abrir sua mente" para uma energia externa, de vida autônoma, externa ao Microcosmos do Mago. Portanto, podemos concluir que o Arquétipo Universal existe num nível subconsciente de cada indivíduo, mas somente manifesta-se no Microcosmos; já o Deus Interno existe num nível Macrocósmico e, após uma iniciação, num nível Macro-Micro-Cósmico, isto é, pode manifestar-se dentro ou fora do indivíduo. 

Com isso quero dizer que um Orixá pode manifestar-se fora da psique do Mago, até mesmo fora de seu corpo, inclusive, algumas vezes, a um nível social. O poder de um Arquétipo é o de despertar talentos latentes na psique do indivíduo, enquanto que o poder de um Deus Interno (sendo uma Egrégora), é amplo, de uma envergadura bem maior que a psique de um indivíduo apenas, incomensurável em termos humanos. Com isto quero dizer que uma Egrégora antiga e poderosa como a dos Deuses Internos pode quase tudo. Sem exagero. 

E em se tratando de Deuses Internos (ou Panteônicos), podemos distinguir duas categorias: os Deuses adormecidos, cujo culto inexiste na atualidade, e os Deuses ativos, cujos cultos existem. Nessa última categoria estão os Deuses e Deusas cultuados no Candomblé, no Vudú, no Palo-Mayombe e no Lucumí. Fico, inclusive, muito curioso com a atitude de certos grupos de ocultistas, que cultuam Deuses adormecidos, e torcem o nariz para os Deuses do panteão Afro, talvez considerando-os algo inferior, muito provavelmente pelo motivo de que esses Deuses são cultuados pelo povo, não pelas elites culturais...preconceito e ignorância de sobra! Esses Deuses e Deusas dos Cultos Mágico-Religiosos Afro-Americanos são designados da seguinte forma: na "Fé Indígena" (Indigenous Faith), como o Culto é chamado na Nigéria (África), são chamados de Orixás e Odus, o mesmo ocorrendo nos Candomblés de origem Nigeriana ou Yorubana ("Nação" Keto ou Alaketo); nos Candomblés de origem Daomeana (Fon ou Gêge), são chamados Voduns e Odus; nos Candomblés de origem Angolana ("Nação" Angola), são conhecidos por Inkices ou Santos, e Odus; na Santería, praticada nos Estados Unidos (Puerto Rico, New Orleans, Miami, etc), são chamados de Orichás ou Santos, e Odus; no Vudú, praticado no Haiti e na França, são conhecidos como Loas e Odus; no Lucumí, praticado em Cuba e nos Estados Unidos (Miami), são os Nganga, Orichás, Padrinhos, Prenda, Ndoki, Odus, entre outros nomes, ocorrendo o mesmo no Palo-Mayombe. 

Veja-se que o nome do panteão altera-se de região para região, e assim também se alteram as características das Entidades. É interessante notar que o nome Odu (Odus no plural), está presente em todas as "Nações" de Candomblé, e suas atribuições são idênticas em todas as citadas culturas. Pois Odus são Entidades objetivas que personificam, de forma antropomórfica, as energias das figuras geomânticas. Vê-se que, quando o simbolismo e a energia não sofrem alterações, os nomes permanecem idênticos. 

O contrário ocorreu com a vinda dos Orixás da África para o Brasil, pois na África os Orixás não possuem as subdivisível ditas "qualidades", fato que ocorreu no Brasil. Por isso é que o Culto aos Orixás, no Brasil, é mais rico e complexo do que na Nigéria atual, sem nenhuma conotação pejorativa quanto ao Culto praticado na Nigéria. Apenas digo que, no Brasil, cultua-se doze variedades de Xangô, enquanto na Nigéria há somente uma; aqui cultua-se onze Oyá, dezesseis Oxum, dez Oxalá, nove Yemanjá, vinte e um Exu, enquanto na Nigéria há um de cada. 

É bem verdade que a troca de informações entre Nigerianos e Brasileiros, do Culto, está levando "qualidades" de Orixás para lá, e trazendo para cá as práticas mais modernas do Culto. Assim, em breve, graças às trocas de informações, o Culto aos Orixás estará aprimorado e talvez até estandardizado no Brasil e na Nigéria. Mas aqui o assunto é outro. Somente recomendo, aos que pretendem praticar a Magia Planetária, a Magia Evocativa, a Magia Invocativa ou o "Casamento dos Homens com Os Deuses" (conceito de Aleister Crowley, uma das práticas secretas da O.T.O., revelada no livro "The Secret Rituals of the O.T.O.", de autoria de Francis X. King)) com os Deuses dos panteãos Afro, que estudem a respectiva mitologia, familiarizem-se com as suas energias, para não sofrerem revezes nem decepções. 

Estejam avisados que essas energias são incomensuráveis, além de extremamente ativas, pois há, em todo o mundo, pessoas cultuando-os dioturnamente, vivendo para o Culto, alimentando a Egrégora a cada momento, ampliando sua envergadura de poder. Apesar disso tudo, há muita gente que duvida das potencialidades mágicas dos Cultos-Afro; há também os que creem que tudo quanto se faz nesses Cultos funciona a contento, independentemente dos Fundamentos Mágicos que sejam ou não aplicados às práticas rituais. 

Pensando nisso gostaria de abordar alguns aspectos importantes desses cultos, muitas vezes mal interpretados pelas pessoas em geral. E é justamente visando separar o joio do trigo, embora revelando muitos segredos guardados com zêlo por muito tempo, que descrevo, a seguir, os Fundamentos Mágicos Racionais das Práticas Mágico-Místico-Liturgicas dos Cultos-Afro. Espero estar contribuído assim, de alguma forma, para a preservação desse culto que tanto me atrai, e que estudo e pesquiso fazem anos. - Iniciação: é tipicamente shamânica, quanto a parte do Iniciando, com práticas primitivas (raspar os cabelos da cabeça, esfregar folhas na cabeça e outras partes do corpo, fazer cortes em diversas partes do corpo - cabeça, testa, mãos, pés, língua, braços - para passar "pós mágicos" nos cortes abertos - Kuras - , sacrificar animais deixando o sangue escorrer sobre a região do Chakra Coronário, colocação de substâncias vegetais e animais sobre o Chakra Coronário - o Adoxú, no formato de um cone - , colocação de uma pena de alguma ave no local do Chakra Frontal - Terceiro Olho - , entre outras coisas), requerendo total submissão do Iniciando - Iaô - ao Sacerdote ou Sacerdotisa - Pai ou Mãe de Santo, Babalorixá ou Yialorixá - , que guarda os cabelos daquele, tendo assim, meios de impor sua autoridade à força... A Iniciação no Candomblé é lenta (21 dias no mínimo) e penosa (a pessoa terá de se submeter aos ditames do Sacerdote, devendo comer o que lhe é permitido - com algumas restrições por toda a vida - , falar quando lhe é permitido, usar as roupas nas cores autorizadas - mais uma vez com restrições para o resto da vida - , até mesmo quais atividades sociais e profissionais poderá ter dali para diante). 

Uma das partes mais curiosas do Ritual Iniciático reside na pintura da cabeça e do corpo do Iniciando com pontos coloridos, feitos com pós coloridos, numa espécie de Cromo-Punctura rudimentar. Vê-se aí, nesse conjunto de práticas antiquadas, o aspecto da autoridade do Mestre, inquestionável, sobre a vida do Discípulo, traço típico das iniciações em sociedades primitivas. Quando, porém, observarmos a parte do Iniciador, do Sacerdote ou da Sacerdotisa, veremos uma enorme quantidade de práticas típicas da feitiçaria, portanto, de caráter muito distinto das práticas shamânicas. Eis um dos mais flagrantes aspectos da ambiguidade do Candomblé. Como disse o brilhante ocultista norte-americano Robert North, o que falta aos Cultos-Afro é uma "Auto-Iniciação". 

Concordo plenamente. Seguindo as orientações dele, o iniciando deverá praticar uma técnica conhecida nos meios ocultistas como "visualizar uma imagem como se fosse uma porta e mentalmente atravessar a porta". Daí, o iniciando travará contato com as Entidades que habitam o plano correspondente vibratoriamente à dita imagem. Mas que imagem é essa? Os desenhos dos Vevés, Pontos-Riscados, Sigilos das Entidades, Figuras Geomânticas (Odus), entre outras. Essa técnica permite uma auto-iniciação com menos riscos que a Invocação Mágica (a "incorporação" da Entidade na pessoa), que evoca riscos óbvios de acidentes. 

O que deve, porém, ficar claro, é que ninguém é "filho" desse ou daquele Orixá, ou de qualquer outra Entidade, nem tem tal ou qual Odu. Na verdade, as pessoas identificam-se com um Arquétipo, em geral composto, isto é, com qualidades mescladas de várias Entidades, o que caracteriza o Orixá e suas qualidades, bem como os outros Orixás da pessoa. Identificando-se com o Arquétipo, a pessoa passa a louvá-lo ou cultuá-lo, atraindo então a Entidade Egregórica correspondente ao Arquétipo da identificação pessoal. Fica claro, agora, o motivo pelo qual há pessoas com "santo forte", outras sempre "acompanhadas" pelo seu Orixá ou Guia, e assim por diante? Lembrem-se de que a energia que flui no contato do Mago com a Egrégora é mutual e simbiótico, isto é, se recebe o tanto que se dá... No caso dos Odu, eles apresentam-se e manifestam-se em cada momento, mudando de acordo com as chamadas "marés tatwicas", as marés elementais. Somente ocasionalmente cristalizam-se num local, situação ou espécie de atividade, promovendo constante sucesso ou fracasso. 

E os remédios já são conhecidos. - Sacudimento: dá-se esse nome às Práticas Mágicas que são realizadas quando existe uma presença energética intrusa (em pessoas, objetos ou lugares) - Exus ou Egums, isto é, Entidades Demoníacas, Vampiros, Íncubos, Súcubos, Larvas, Espíritos de Desencarnados, entre outras - ; passa-se pelo corpo da pessoa atingida uma série de plantas, folhas, grãos crus, pipocas, legumes, verduras, até mesmo aves (pombo, frango); esses componentes tem atribuições diversas em se tratando de elementos naturais - presentes por analogia nos componentes do sacudimento - , impregnando-se-os com o fluído magnético, que tem a propriedade de sugar energia (no caso, a intrusa), o que então providenciará a remoção das energias intrusas. 

É prática primitiva que, porém, tem seus méritos; na verdade, há um elemento de grande importância, que não pode faltar, pois é o que faz o "Trabalho" funcionar: o ovo! Sim, um simples ovo de galinha é o suficiente para o "Trabalho" funcionar. Com um ovo e a atitude mental adequada, consegue-se resultados espetaculares. Na simplicidade está a chave dos grandes mistérios. Quer dizer, a Energia intrusa, nefasta, é transferida para os elementos passados pelo corpo da pessoa; em seguida, esses elementos são deixados em local determinado (praia, cachoeira, rio, praça, encruzilhada, estrada, enterrados, atirados barranco abaixo, cruzeiro do cemitério, etc.), aonde a Energia tornar-se-á inofensiva, ou atingirá curiosos que porventura toquem o material energeticamente contaminado. - Ebós: dá-se esse nome aos sacrifícios ou oferendas, dedicados a alguma Entidade, consistindo nas comidas, bebidas e animais votivos da mesma Entidade; quer dizer, todas as práticas mágicas convencionais do Camdomblé tem o nome de Ebós. 

Os Ebós funcionam por causa do uso de Condensadores Líquidos e Sólidos, infundidos da vontade do Mago, além de, algumas vezes, a Energia Vital que se desprende de um animal sendo imolado, além da própria Energia do sangue de dito animal. Este é o segredo para a eficiência dos Ebós. E também da ineficiência de muitas bobagens batizadas de Ebó, mas que, na verdade, não são nada, magicamente falando. Para os interessados, basta consultar um dos numerosos livros sobre Ebós - do Ogã Gimbereuá, do Babalorixá Ominarê, de Fernandes Portugal e de Antony Ferreira, por exemplo - para verificar o uso constante de Condensadores Líquidos e Sólidos (pimentas, cebolas e alhos, atribuídas ao Elemento Fogo, por exemplo).  

Existem três espécies de Ebós: A) Periódico: dado em períodos de tempo regulares, para fortalecer o elo com a Entidade, ou para fortalecer uma Entidade Artificial criada pelo próprio grupo ou operador; B) Propiciatório: dado quando se deseja obter algo de uma Entidade, dando-se-lhe algo, esperando o favor almejado em troca; C) Expiatório: dado quando se necessita reparar alguma falta para com a Entidade que, aborrecida com o indivíduo, passa a prejudicá-lo; nos três tipos deve haver uma analogia adequada.  

 Só para ilustrar, incenso é uma oferenda que, além de agradar as Entidades (desde que de aroma análogo à Esfera da Entidade), pode permitir sua materialização (com sua possível aparição espectral); para Entidades Negativas ou perigosas/nefastas, o sangue (quente) de sacrifício animal faz efeito semelhante; a cebola constitui um elemento de grande vibração quando ofertada à alguma Entidade, o mesmo podendo dizer-se dos ovos; as velas são parte importante de qualquer ofertório, as de cera de abelha adequadas às Entidades Positivas, e as de cebo adequadas às Entidades Negativas.  

Devemos sempre buscar as leis de analogia ao desejarmos ofertar algo para qualquer Entidade. Seguindo estes princípios, qualquer Mago poderá elaborar seus próprios Ebós, se esse for seu desejo. - Pós Mágicos: também chamados de Atim (Alaketo), Pemba (Angola), Zorra (para o mal), são diversas substâncias misturadas e posteriormente reduzidas a pó; são usadas para atrair boas coisas (saúde, amizade, amor respeito, bons negócios, dinheiro, proteção contra maus fluidos, paz, etc.), espalhando-se nas mãos, pés, sapatos, roupas, cabeça e utensílios da pessoa, ou soprando-o na residência, veículo, local de trabalho, Templo, etc.; ou então para levar desgraças aos desafetos (doenças, acidentes, maus fluidos, ruína, morte), espalhando-se nos locais, ou soprando-se/jogando-se sobre a vítima.  

Respeitando-se as leis de analogia, pode-se compor pós mágicos respectivos aos quatro elementos da natureza, que serão Condensadores Sólidos da vontade do Mago. Para maiores detalhes do assunto, ver o livro de Franz Bardon "Initiation Into Hermetics", citado na bibliografia desta obra. - Azeite de Dendê: elemento que constantemente é utilizado nas práticas ritualísticas Afro-Negras, constituindo poderoso Condensador Líquido; Condensador é um elemento capaz de condensar a vontade e os desejos do Mago.

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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Qual o sentido do Sincretismo Religioso?


Como pesquisador há mais de 15anos, estudando os mais variados seguimentos, percebo que o fenômeno do sincretismo religioso ainda é um dos fatores principais  no meio umbandista atual, e pelo visto continuará sendo por muito tempo! Na verdade o comum é se vê os altares dos Terreiros tomados por imagens de Santos católicos e até mesmo deuses hindus e personalidade de outros sistemas filo-religiosos, como é o caso de pessoas que se dizem espiritas, mas, faz uma mistura que nem mesmo ele entende. 

 Em se tratando do sincretismo afro-católico, que é o mais presente no meio até mesmo na Umbanda dita Esotérica já conhecemos pelos livros de antropólogos e historiadores, que foi toda uma questão de abuso e imposição da Igreja Católica,  mas, olhando bem os movimentos dos líderes religiosos, percebemos que grande parte foi confusão mesmo de seus próprios adeptos. De um lado confusão e do outro, sensacionalismo e esperteza de alguns. Isso por que muitos pais de santo, por serem de um país extremamente preconceituoso, intolerante e mal informado, não queriam espantar os frequentadores e consulentes de seus terreiros. Assim era muito mais fácil dizer a um consulente que sua "Santa Barbara" ou seu "São João Batista" precisava de cuidados do que dizer que sua Iansã (muitas vezes confundida por demônio) ou seu Xangô é que precisava de cuidado e zelo. A burguesia e até mesmo a massa  mais pobre da sociedade, medíocre e hipócrita, podia frequentar um terreiro, desde que este se intitulasse como "mesa branca" de "Direita" e que fosse uma mistureba com o catolicismo ou espiritismo.

A esperteza do consulente também sempre foi um fator fundamental, no que se  refere a dinheiro. De um lado o pai de santo, atraia mais gente com suas festas religiosas comemorativas, disfarçadas de catolicismo do que com festas de cultos afro-brasileiras! Ou seja, dia de Erês, comemora-se os famosos gêmeos Cosme e Damião; no dia de Iansã, comemora-se Santa Barbara; no dia de Oxalá o Senhor do Bonfim e assim por diante... Ai vendo do lado do consulente, percebam também a malícia das pessoas! Ao frequentar um terreiro que se diz "mesa branca", muito alinhado com o espiritismo ou catolicismo, os espertalhões logo tratam de se informar sobre a forma de pregação e a filosofia acoplada dessas outras vertentes inseridas no culto de Umbanda. Ou seja, o Espiritismo prega uma assistência de passes e atendimentos como forma de caridade, como também  com o catolicismo todo aquele "bom Samaritanismo" que na verdade não existe (a Igreja Católica, alem de receber dízimos e doações fartas como vemos em sua história,  não faz um batizado, casamento ou missa de graça! Até mesmo pra falar no falecido durante a missa, é preciso pagar), mas, os consulentes espertos, querem logo consultas e atendimento de graça, alegando que o pai de santo tem que trabalhar por caridade, pois, não "poderia" vender seus dons. E com essa esperta alegação, muitos importam, quase que diariamente os pais de santos, querendo banhos, amacia, passes, velas, orações, entre outras coisas, tudo de grátis! 

E pode prestar atenção que essas pessoas são as mais mesquinhas que tem no mundo, justamente por isso, não querem contribuir nem com uma vela.  Procuram os terreiros e assistência, quando estão carregadas de seu egoismo, ambição, quase sempre metidas em conflitos familiares, intrigados com os parentes, vivem fazendo mexericos e só procuram o seu pai de santo, pra abusar. Mas, mesmo assim quando estão no culto dominical na igreja ou nas fofocas com as comadres, vão logo dizendo: "Espiritismo, Umbanda, Candomblé e macumba, tudo isso é coisa do Diabo, que eu renego e não quero conta"! Pois é meus irmãos, não se surpreendam, isso é o que mais acontece sim... A hipocrisia humana não tem limites e sua maldade surpreende até os deuses!

Com a vinda dos negros escravos para o Brasil, com eles vieram suas tradições e crenças religiosas, sendo que proibidos pelos senhores-de-engenho de cultuarem seus deuses e sob a pressão dos padres católicos em convertê-los à religião católica, os negros adaptaram-se à situação. Observando as características atribuídas aos Santos católicos ensinadas pelos catequistas, identificaram nelas traços de seus próprios Orixás, relacionando uns aos outros. Assim, então, o Orixá Ogum “transformou-se” em São Jorge, Oxossi em São Sebastião, Oxalá em Jesus Cristo e assim por diante. Dentro das senzalas, armavam altares com imagem de santos católicos, mas atrás destes haviam os “otás”, elementos que representavam seus Orixás que, na realidade, eram os verdadeiros motivos de culto para os negros escravos. Com uma fachada externa que levava os Senhores-de-Engenho e seus feitores a acreditarem que os escravos haviam se convertido ao cristianismo, tinham eles a liberdade de honrar suas Tradições e crenças sem serem importunados ou castigados. 

Na verdade eu não sou tremendamente contra o sincretismo, por dois motivos: primeiro que eu não sou adepto de separatismo, acho que tudo descende de um Raio Cósmico que parte de Deus nosso Criador, toda religião tem uma unica fonte e por isso, São Jorge pode muito bem ser militante da mesma vibração guerreira de Ogum, não sendo ofensa nenhuma nem para o Santo, nem para o orixá ser comparado! Além do mais creio  que sem o sincretismo esses movimentos teriam sido extintos ou seriam quase nada hoje! Em segundo, não sou contra a ter imagens variadas, creio que o Sagrado sempre tem algo de positivo a acrescentar, seja de que cultura for, ser exclusivista e radical não serve pra nada, só geram demandas e ofensas.

 Vemos, portanto, que o sincretismo religioso surgiu da necessidade de adaptação dos negros para fugirem das proibições de seus senhores brancos e também da esperteza de muita gente. E acho que pra religião sobreviver ainda temos necessidade disso hoje! Pois, mesmo se dizendo filhos de um país que supostamente é "democrático", isso não é verdade, pois o Brasil apenas ensaia ser um país de democracia, que certamente será um dia, mas, ainda demora.

Alguns estudiosos poderiam se apressar em responder que não necessitamos mais do sincretismo, visto que vivemos em um país livre e democrático que garante nossa liberdade de religião. Mas, posso dizer que o sincretismo é um traço cultural que deve ser preservado. No entanto, sempre prego duas coisas, prudência e razão. A fé mesmo que mesclada, quando é verdadeira, simples e espontânea, nada tem de errado. O erro tá no sensacionalismo, nos engôdos e na vontade de levar vantagens. E principalmente no fanatismo é que tá a maior fraqueza de qualquer religião.

Vemos que os novos cristãos "da moda" que via formando líderes religiosos, sem nenhum tom sacerdotal, adeptos do terno e gravata, da palavra "embostada", o tom falso e mercenário, que vai gerando lucro com poderoso comercio, trazendo jatinhos, imóveis caros e alto padrão de vida. Tudo isso mais alinhado aos "Vendilhões do Templo" que o Mestre expulsou. Esse tipo de fé, mecânica, sensacionalista e demagógica é que nada contribui para o crescimento espiritual.

Em verdade ao analisarmos profundamente o sincretismo religioso, chegamos a conclusão que, teologicamente, o mesmo faz sentido, dependendo do prisma, mas, também se é puro e sincero não faz mal. E voltando a ponto da teologia, (um termo que não gosto de usar, pois, percebe-se uma certa manipulação de acadêmicos que se acham donos da religião e tá mais alinhado as religiões poderosas dominantes) volto a afirmar que de certa forma faz sentido sim, levando-se em conta que o Criador do Universo é um som e qualquer divindade pode militar pelos mesmos raios vibratórios ancestrais como já expliquei acima.

Alguns são extremamente intolerantes quanto a esse assunto por alegarem que os Orixás, como forças espirituais, sempre existiram, ou sejam não passara a “existir” quando do surgimento da Igreja Católica e de seus Santos, mas, se esquecem do fator da reencarnação, não sabendo em que raio cosmico militou o espirito ancestral de São Jorge por exemplo. Como também, não se lembram que o catolicismo tem raizes no culto antigo dos hebreus, que de certa forma tem ligações e ramificações no Oriente inteiro, como os essênios, egípcios e até africanos. Assim não sabemos até que ponto os ancestrais se cruazam no tempo.

E não tenho duvidas que na visão prática, o sincretismo religioso ainda é necessário sim, apesar, de como já dissemos, ter sentido um tom de esperteza em alguns casos. Acontece que a Umbanda abarca vários graus de consciência, abraçando tanto o intelectual, quanto o analfabeto. Diante de nossas Tradições de origem judaico-cristã, o Astral Superior permite o uso de imagens para que os mais simples, culturalmente falando, possam identificar as características dos Orixás nos Santos católicos, fazendo com que suas imagens sejam pontos de concentração e referência dos fiéis. Acreditamos que com o passar do tempo e a evolução espiritual das humanas criaturas, estes artifícios utilizados pelo Astral Superior não serão mais necessários, visto que os véus que encobrem o entendimento pleno das coisas espirituais cairá completamente.

Mas, isso só quando as mudanças de Eras Cósmicas, as quais já estão em andamento acontecerem, com profundas depurações da raça humana e de mudanças, até mesmo nas Hierarquias Espirituais atuantes. Essa mudança já está acontecendo, mas, ainda demora pra ser visível por nós. Toda mudança é difícil e complicada, pois, pra mudar um sistema estabelecido não é da noite pro dia!

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo, Pesquisador e Mago de Umbanda Astrológica.
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