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domingo, 4 de outubro de 2015

Os pontífices mais perversos dos 2.000 anos de história do Vaticano: Igreja já teve "papas do mal", saiba quais

Conhecidos por suas atitudes violentas, vulgares e extravagantes, esses pontífices são lembrados como os mais perversos dos 2.000 anos de história do Vaticano

O papa Leão X é lembrado por seus hábitos esbanjadores nos anos em que assumiu o papado, entre 1513 e 1521.
O papa Leão X é lembrado por seus hábitos esbanjadores nos anos em que assumiu o papado, entre 1513 e 1521.
O papa Leão X (VEJA.com/Getty Images)
O papa Francisco é visto por alguns fiéis como uma figura de transformação, um defensor "liberal" da Santa Sé e uma importante voz em alguns dos temas políticos e sociais mais urgentes atualmente. Contudo, nos 2.000 anos de história do Vaticano, nem todos os papas foram tão queridos por seus fiéis.

Durante séculos, o papado foi o centro da política europeia, e alguns pontífices são lembrados até hoje por suas ações esbanjadoras, impetuosas e libertinas. Confira alguns dos mais terríveis papas da história:

Papa Alexandre VI

O pontífice espanhol pertencia à poderosa família Bórgia e era conhecido por suas práticas libertinas e nepotistas. Alexandre foi papa entre 1492 e 1503. As intrigas, orgias e fraudes que aconteceram durante seu papado resultaram em uma série de televisão, “The Borgias”, que revela as depravações e conspirações da família homônima. Acredita-se que Alexandre se envolveu em uma relação incestuosa com sua filha, Lucrezia. Quando ele morreu, seu corpo se decompôs rapidamente e inchou muito rapidamente, indicando que ele foi envenenado.

Papa Estevão VI

Também chamado em alguns documentos de Estevão VII, ele começou seu breve papado em 896 com um espetáculo macabro. Ele desenterrou o corpo de seu antecessor, Papa Formoso, e o colocou para julgamento por blasfêmia. O corpo foi despido de suas vestes sagradas, três dedos de sua mão direita foram arrancados e o que restava do cadáver foi arrastado pelas ruas de Roma e jogada no Rio Tibre. Estevão, porém, não durou muito tempo. Ele foi estrangulado pelos seus próprios inimigos no ano seguinte.


apa João XII

Foi papa de 955 até sua morte, em 964. De acordo com a Enciclopédia Católica, era “um homem grosseiro e imoral. A Basílica de Roma era tratada como um bordel e a corrupção moral em Roma tornou-se objeto de ódio geral”. Ele foi acusado de perjúrio, simonia (vender terras e privilégios eclesiásticos para o próprio lucro) e outros crimes. Após uma sucessão de escândalos, foi rapidamente deposto antes de voltar ao poder em um sangrento expurgo. A morte do papa João XII foi curiosa: ele foi assassinado por um homem que encontrou o papa na cama com sua esposa.

Papa Urbano VI

O papa Urbano VI presidiu a maior cisão da Igreja Católica no ano de 1378, que resultou no surgimento de uma papado rival paralelo que durou quase quatro décadas. Adepto de técnicas violentas, quando descobriu indícios de que existia uma conspiração a favor de sua deposição, prendeu seis cardeais e os executou. Há relatos que contam que ele teria se queixado aos torturadores sobre os gritos dos cardeais não serem altos o suficiente.


Papa Benedito IX

Um papa extremamente cínico, Benedito manteve a posição de chefe da Igreja Católica em três ocasiões distintas no século XI. Em uma delas, ele renunciou e vendeu o cargo a outro padre. Conhecido por seu comportamento indisciplinado, ele foi descrito por outro papa do século XI como um homem que levava uma vida “tão vil, tão execrável, que eu estremeço só de pensar nisso”.

Papa Leão X

Descendente da poderosa família Medici de Florença, Leão possuía talentos artísticos e foi um patrono das artes, mas é mais comumente lembrado por seus hábitos esbanjadores nos anos em que assumiu o papado, entre 1513 e 1521. Durante esse período, o esvaziamento dos cofres do Vaticano foi tanto que obrigou a criação de medidas para aumentar a receita, como a venda de indulgências – entre elas a garantia de perdão sagrado e alívio da condenação após a morte. Esta prática enfureceu o monge alemão Martinho Lutero e plantou as sementes da Reforma Protestante.
 

Papa Bonifácio VIII

Bonifácio VIII foi o arquétipo de papa sedento por poder. Em 1302, emitiu uma bula papal em que decretava “absolutamente necessário para a salvação que toda criatura humana estivesse sujeita ao pontífice romano”. Para ele, as conquistas de terras e riquezas importavam tanto quanto as de espírito. Ele travou guerras, saqueou cidades e acabou perdendo o seu próprio jogo, derrotado por um exército inimigo. Fonte/Veja.com

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Igreja Católica e o Mal: "O diabo existe, não é um mito", diz papa Francisco

Entre os últimos seis papas, o atual sumo pontífice é o que mais fala sobre o combate ao diabo e ao mal, afirmam especialistas em Igreja Católica

No Vaticano, Papa Francisco recebe os organizadores, jogadores e convidados do 'Jogo da Paz', que será realizado nesta segunda-feira (01), no Estádio Olímpico de Roma
Papa Francisco no Vaticano (Vincenzo Pinto/AFP)
O papa Francisco disse em sua homilia nesta quinta-feira no Vaticano que “o diabo não é um mito” e a vida cristã é uma "batalha contra o satanás, o mundo e as paixões da carne”. Não é a primeira vez que o sumo pontífice fala da existência do diabo e, segundo especialistas na Igreja Católica ouvidos pelo jornal italiano La Repubblica, nenhum dos últimos seis papas têm falado tantas vezes das tentações do mal como o papa argentino. Como bom jesuíta, Francisco têm constantemente alertado os fiéis sobre "as ciladas do diabo".
"Não se pode pensar em uma vida espiritual, uma vida cristã, sem resistir às tentações, sem lutar contra o diabo, sem o uso da armadura de Deus, como disse São Paulo", afirmou o papa. Ele também sublinhou que a vida em Deus deve ser defendida e a luta contra as tentações e o mal “não é um simples confronto, mas uma batalha sempre em curso". Em uma crítica à sociedade contemporânea, o sumo pontífice disse que "esta geração têm sido levada a acreditar que o diabo é um mito, uma figura, uma ideia, a ideia do mal. Mas o mal existe e devemos combatê-lo”.

Big Bang – Nesta semana, outra declaração do papa já tinha sido alvo de especial atenção entre os fiéis e entre a comunidade científica. Francisco reconheceu as teorias do Big Bang e da evolução como corretas e disse que elas não são incompatíveis com a existência de um criador supremo. As declarações foram feitas nesta segunda em evento na Pontifícia Academia de Ciências, no Vaticano. "Quando lemos no Gênesis [primeiro livro da Bíblia] sobre a criação, corremos o risco de imaginar que Deus tenha agido como um mago, com uma varinha mágica capaz de criar todas as coisas. Mas não é assim", disse.
Em seguida, ele ressaltou que a Teoria do Big Bang, a explicação mais aceita pela comunidade científica atualmente para a origem do mundo, não se opõe à necessidade de existência do criador divino. O papa demonstrou concordar com a Teoria da Evolução e lembrou, entretanto, que ela "requer que, antes, os seres tenham sido criados". "Deus criou os humanos e permitiu que se desenvolvessem seguindo leis internas que deu a cada um para que alcançassem sua realização", afirmou Francisco.
(Com Estadão Conteúdo

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Qual o sentido do Sincretismo Religioso?


Como pesquisador há mais de 15anos, estudando os mais variados seguimentos, percebo que o fenômeno do sincretismo religioso ainda é um dos fatores principais  no meio umbandista atual, e pelo visto continuará sendo por muito tempo! Na verdade o comum é se vê os altares dos Terreiros tomados por imagens de Santos católicos e até mesmo deuses hindus e personalidade de outros sistemas filo-religiosos, como é o caso de pessoas que se dizem espiritas, mas, faz uma mistura que nem mesmo ele entende. 

 Em se tratando do sincretismo afro-católico, que é o mais presente no meio até mesmo na Umbanda dita Esotérica já conhecemos pelos livros de antropólogos e historiadores, que foi toda uma questão de abuso e imposição da Igreja Católica,  mas, olhando bem os movimentos dos líderes religiosos, percebemos que grande parte foi confusão mesmo de seus próprios adeptos. De um lado confusão e do outro, sensacionalismo e esperteza de alguns. Isso por que muitos pais de santo, por serem de um país extremamente preconceituoso, intolerante e mal informado, não queriam espantar os frequentadores e consulentes de seus terreiros. Assim era muito mais fácil dizer a um consulente que sua "Santa Barbara" ou seu "São João Batista" precisava de cuidados do que dizer que sua Iansã (muitas vezes confundida por demônio) ou seu Xangô é que precisava de cuidado e zelo. A burguesia e até mesmo a massa  mais pobre da sociedade, medíocre e hipócrita, podia frequentar um terreiro, desde que este se intitulasse como "mesa branca" de "Direita" e que fosse uma mistureba com o catolicismo ou espiritismo.

A esperteza do consulente também sempre foi um fator fundamental, no que se  refere a dinheiro. De um lado o pai de santo, atraia mais gente com suas festas religiosas comemorativas, disfarçadas de catolicismo do que com festas de cultos afro-brasileiras! Ou seja, dia de Erês, comemora-se os famosos gêmeos Cosme e Damião; no dia de Iansã, comemora-se Santa Barbara; no dia de Oxalá o Senhor do Bonfim e assim por diante... Ai vendo do lado do consulente, percebam também a malícia das pessoas! Ao frequentar um terreiro que se diz "mesa branca", muito alinhado com o espiritismo ou catolicismo, os espertalhões logo tratam de se informar sobre a forma de pregação e a filosofia acoplada dessas outras vertentes inseridas no culto de Umbanda. Ou seja, o Espiritismo prega uma assistência de passes e atendimentos como forma de caridade, como também  com o catolicismo todo aquele "bom Samaritanismo" que na verdade não existe (a Igreja Católica, alem de receber dízimos e doações fartas como vemos em sua história,  não faz um batizado, casamento ou missa de graça! Até mesmo pra falar no falecido durante a missa, é preciso pagar), mas, os consulentes espertos, querem logo consultas e atendimento de graça, alegando que o pai de santo tem que trabalhar por caridade, pois, não "poderia" vender seus dons. E com essa esperta alegação, muitos importam, quase que diariamente os pais de santos, querendo banhos, amacia, passes, velas, orações, entre outras coisas, tudo de grátis! 

E pode prestar atenção que essas pessoas são as mais mesquinhas que tem no mundo, justamente por isso, não querem contribuir nem com uma vela.  Procuram os terreiros e assistência, quando estão carregadas de seu egoismo, ambição, quase sempre metidas em conflitos familiares, intrigados com os parentes, vivem fazendo mexericos e só procuram o seu pai de santo, pra abusar. Mas, mesmo assim quando estão no culto dominical na igreja ou nas fofocas com as comadres, vão logo dizendo: "Espiritismo, Umbanda, Candomblé e macumba, tudo isso é coisa do Diabo, que eu renego e não quero conta"! Pois é meus irmãos, não se surpreendam, isso é o que mais acontece sim... A hipocrisia humana não tem limites e sua maldade surpreende até os deuses!

Com a vinda dos negros escravos para o Brasil, com eles vieram suas tradições e crenças religiosas, sendo que proibidos pelos senhores-de-engenho de cultuarem seus deuses e sob a pressão dos padres católicos em convertê-los à religião católica, os negros adaptaram-se à situação. Observando as características atribuídas aos Santos católicos ensinadas pelos catequistas, identificaram nelas traços de seus próprios Orixás, relacionando uns aos outros. Assim, então, o Orixá Ogum “transformou-se” em São Jorge, Oxossi em São Sebastião, Oxalá em Jesus Cristo e assim por diante. Dentro das senzalas, armavam altares com imagem de santos católicos, mas atrás destes haviam os “otás”, elementos que representavam seus Orixás que, na realidade, eram os verdadeiros motivos de culto para os negros escravos. Com uma fachada externa que levava os Senhores-de-Engenho e seus feitores a acreditarem que os escravos haviam se convertido ao cristianismo, tinham eles a liberdade de honrar suas Tradições e crenças sem serem importunados ou castigados. 

Na verdade eu não sou tremendamente contra o sincretismo, por dois motivos: primeiro que eu não sou adepto de separatismo, acho que tudo descende de um Raio Cósmico que parte de Deus nosso Criador, toda religião tem uma unica fonte e por isso, São Jorge pode muito bem ser militante da mesma vibração guerreira de Ogum, não sendo ofensa nenhuma nem para o Santo, nem para o orixá ser comparado! Além do mais creio  que sem o sincretismo esses movimentos teriam sido extintos ou seriam quase nada hoje! Em segundo, não sou contra a ter imagens variadas, creio que o Sagrado sempre tem algo de positivo a acrescentar, seja de que cultura for, ser exclusivista e radical não serve pra nada, só geram demandas e ofensas.

 Vemos, portanto, que o sincretismo religioso surgiu da necessidade de adaptação dos negros para fugirem das proibições de seus senhores brancos e também da esperteza de muita gente. E acho que pra religião sobreviver ainda temos necessidade disso hoje! Pois, mesmo se dizendo filhos de um país que supostamente é "democrático", isso não é verdade, pois o Brasil apenas ensaia ser um país de democracia, que certamente será um dia, mas, ainda demora.

Alguns estudiosos poderiam se apressar em responder que não necessitamos mais do sincretismo, visto que vivemos em um país livre e democrático que garante nossa liberdade de religião. Mas, posso dizer que o sincretismo é um traço cultural que deve ser preservado. No entanto, sempre prego duas coisas, prudência e razão. A fé mesmo que mesclada, quando é verdadeira, simples e espontânea, nada tem de errado. O erro tá no sensacionalismo, nos engôdos e na vontade de levar vantagens. E principalmente no fanatismo é que tá a maior fraqueza de qualquer religião.

Vemos que os novos cristãos "da moda" que via formando líderes religiosos, sem nenhum tom sacerdotal, adeptos do terno e gravata, da palavra "embostada", o tom falso e mercenário, que vai gerando lucro com poderoso comercio, trazendo jatinhos, imóveis caros e alto padrão de vida. Tudo isso mais alinhado aos "Vendilhões do Templo" que o Mestre expulsou. Esse tipo de fé, mecânica, sensacionalista e demagógica é que nada contribui para o crescimento espiritual.

Em verdade ao analisarmos profundamente o sincretismo religioso, chegamos a conclusão que, teologicamente, o mesmo faz sentido, dependendo do prisma, mas, também se é puro e sincero não faz mal. E voltando a ponto da teologia, (um termo que não gosto de usar, pois, percebe-se uma certa manipulação de acadêmicos que se acham donos da religião e tá mais alinhado as religiões poderosas dominantes) volto a afirmar que de certa forma faz sentido sim, levando-se em conta que o Criador do Universo é um som e qualquer divindade pode militar pelos mesmos raios vibratórios ancestrais como já expliquei acima.

Alguns são extremamente intolerantes quanto a esse assunto por alegarem que os Orixás, como forças espirituais, sempre existiram, ou sejam não passara a “existir” quando do surgimento da Igreja Católica e de seus Santos, mas, se esquecem do fator da reencarnação, não sabendo em que raio cosmico militou o espirito ancestral de São Jorge por exemplo. Como também, não se lembram que o catolicismo tem raizes no culto antigo dos hebreus, que de certa forma tem ligações e ramificações no Oriente inteiro, como os essênios, egípcios e até africanos. Assim não sabemos até que ponto os ancestrais se cruazam no tempo.

E não tenho duvidas que na visão prática, o sincretismo religioso ainda é necessário sim, apesar, de como já dissemos, ter sentido um tom de esperteza em alguns casos. Acontece que a Umbanda abarca vários graus de consciência, abraçando tanto o intelectual, quanto o analfabeto. Diante de nossas Tradições de origem judaico-cristã, o Astral Superior permite o uso de imagens para que os mais simples, culturalmente falando, possam identificar as características dos Orixás nos Santos católicos, fazendo com que suas imagens sejam pontos de concentração e referência dos fiéis. Acreditamos que com o passar do tempo e a evolução espiritual das humanas criaturas, estes artifícios utilizados pelo Astral Superior não serão mais necessários, visto que os véus que encobrem o entendimento pleno das coisas espirituais cairá completamente.

Mas, isso só quando as mudanças de Eras Cósmicas, as quais já estão em andamento acontecerem, com profundas depurações da raça humana e de mudanças, até mesmo nas Hierarquias Espirituais atuantes. Essa mudança já está acontecendo, mas, ainda demora pra ser visível por nós. Toda mudança é difícil e complicada, pois, pra mudar um sistema estabelecido não é da noite pro dia!

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo, Pesquisador e Mago de Umbanda Astrológica.
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