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A pombagira

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quinta-feira, 19 de julho de 2012

As Pombagiras-Eguns


Devemos dizer que a Pombagira representa o poder feminino feiticeiro, comparável com as Iyami Oxorongá dos iorubás. Ela pode ter muitos maridos, que se tornam seus "escravos" ou empregados. Em terras bantas é originalmente chamada de “Aluvaia-Pombagira", está é uma palavra africana de um idioma do povo banto (Angola), erroneamente confundido por algumas pessoas desinformadas com palavras do português “pomba um pássaro” e "gira sentido de movimento circular”. Mulher de Exu rei das 7 Liras como é conhecido nas kimbandas.

É bonita, jovem, sedutora, elegante, feminina, mas também tem vidência, é certeira e sempre tem algum conselho para aqueles que estão sofrendo por um amor, mas também é usada a sua força para desmanchar feitiços, para pedir proteção e curar várias doenças. Maria Padilha: É a Rainha do reino da lira, "Lira é uma cidade africana, que fica nas fronteiras orientais do Reino Baganda, de lá venho eu...” também conhecida como” Rainha do Candomblé” ou Rainha das Marias.

Rainha do candomblé não pelo culto africanista aos Orixás, senão por ser essa palavra o sinônimo de dança e música ritual. Mas não se engane, pois ela gosta de ser respeitada e admirada e é ponta de agulha, quem brinca com ela geralmente vai morar na sepultura. Sua característica principal é ser uma pombagira festeira adora festas com ritualísticas e alegria daí ser chamada de rainha do candomblé. Prefere bebidas suaves, vinhos doces, licores, cidra, champagne, anis etc... Gosta de cigarros e cigarrilhas de boa qualidade, assim como também lhe atrai o luxo, o brilho, destaque, flores e perfumes, usa sempre muitos colares, anéis, brincos, pulseiras etc... Maria Padilha se divide em muitos outros caminhos, para melhor reverencia-la.

Maria Padilha Rainha dos 7 Cruzeiros da Kalunga Maria Padilha Rainha das 7 Encruzilhadas Maria Padilha Rainha dos Infernos Maria Padilha Rainha das Almas Maria Padilha das Portas do Cabaré Maria Padilha Rainha das 7 Navalhas (ou facas) Maria Padilha Rainha da Figueira Entre tantas outras... Mas todos esses nomes de Guerra dados pela Umbanda Tradicional as Pombagiras-Eguns, Pois as Pombagiras orixás tem mesmo é nomes cabalisticos.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador

Os nossos Guias da Umbanda


Na Umbanda, a entidade espiritual que se manifesta incorporada em suas médiuns está fundamentada num arquétipo desenvolvido à partir da entidade Bombogira, originária do culto Angola.

Nos cultos tradicionais oriundos da Nigéria não havia a entidade Pombagira ou um Orixá que a fundamentasse.

Mas, quando da vinda dos nigerianos para o Brasil (isto por volta de 1800), estes aqui encontram-se com outros povos e culturas religiosas e assimilam a poderosa Bombogira angolana que, muito rapidamente, conquistou o respeito dos adoradores dos Orixás.

Com o passar do tempo a formosa e provocativa Bombogira conquistou um grau análogo ao de Exu e muitos passaram a chamá-la de Exu Feminino ou de mulher dele.

Mas ela, marota e astuta como só ela é, foi logo dizendo que era mulher de sete exus, uma para cada dia da semana, e, com isso, garantiu sua condição de superioridade e de independência.
Mas para se ter uma noção mairo tem que se estudar a fundo e ter uma grande consciencia sobre o assunto especialmente pra entender nosso arquetipo.

Segundo os filósofos arquétipos são idéias como modelos de todas as coisas existentes ou idéias presentes na mente de Deus. Segundo a psicologia são formas imateriais às quais os fenômenos psíquicos tendem a se moldar. Carl Jung usou o termo para se referir aos modelos inatos que servem de matriz para o desenvolvimento da psique.

Eles são as tendências estruturais invisíveis dos símbolos. Os arquétipos criam imagens ou visões que correspondem a alguns aspectos da situação consciente. Jung deduz que se originam de uma constante repetição de uma mesma experiência, durante muitas gerações. Funcionam como centros autônomos que tendem a produzir, em cada geração, a repetição e a elaboração dessas mesmas experiências. Eles se encontram isolados uns dos outros, embora possam se interpenetrar e se misturar.

Os guias possuem diversos arquétipos pelos quais se apresentam através da incorporação. Cada arquétipo está ligado a uma determinada Linha Espiritual. Alguns exemplos de arquétipos são: os Preto-Velhos, os Caboclos, os Baianos, as Crianças, os Marinheiros, os Ciganos, os Boiadeiros, os Exús e as Pombo-Giras.

Os arquétipos são roupagens utilizadas pelos guias para se apresentarem no Centro e não espíritos que, necessariamente, tenham sido escravos, índios ou ciganos, embora existam aqueles que realmente o foram. Os Preto-Velhos, por exemplo, pertencem a uma linha que nasceu como forma de organização de todo um contingente de espíritos que iriam atuar dentro do movimento umbandista que surgia.

As primeiras linhas fundamentadas na Umbanda foram a de caboclo e a dos Preto–Velhos. Utilizou–se uma figura mítica já presente dentro da cultura brasileira e criou–se toda uma linha de trabalho, onde todos os seus representantes teriam trejeitos e características similares.

A linha dos Preto–Velhos é transmissora da calma, da sapiência, da humildade, detentora do conhecimento sobre os Orixás e que fala ao simples de coração, bem como ao mais erudito doutor, sempre com palavras de amor e espalhando luzes dentro da espiritualidade terrena. Esta foi uma forma de identificar e aproximar a população ao culto nascente.

Temos o arquétipo detrás de cada uma das linhas. Os Preto-Velhos estão fundamentados no arquétipo do sábio ou do ancião que com as experiências vividas alcançou a sabedoria. Em cima desse arquétipo, muitos mitos foram criados dentro da cultura universal, onde a figura do ancião sempre foi utilizada como símbolo para a sapiência. Um dos mitos brasileiros para esse arquétipo é a figura do Preto-Velho, que sofreu, tinha poucas condições, mas tudo isso superou, com fé, amor, determinação. Na verdade, dentro da figura simbólica do Preto-Velho vemos um ideal de luta e superação das pessoas, em volta de muita fé e muito amor.

O arquétipo psicológico associado a Oxum se aproxima da imagem que se tem de um rio, das águas que são seu elemento; aparência da calma que pode esconder correntes, buracos no fundo, grutas - tudo que não é nem reto nem direto, mas pouco claro em termos de forma, cheio de meandros. Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo diretamente, por isso mesmo, são muito persistentes no que buscam, tendo objetivos fortemente delineados, chegando mesmo a ser incrivelmente teimosos e obstinados.
Iemanjá e Oxum dividem a maternidade. Mas há também outra forma de análise, a por faixas etárias, correspondentes a cada arquétipo básico. Nanã é a matriarca velha, ranzinza, avó que já teve o poder sobre a família e o perdeu, sentindo-se relegada a um segundo plano. Iemanjá é a mulher adulta e madura, na sua plenitude. É a mãe das lendas – mas nelas, seus filhos são sempre adultos. Apesar de não ter a idade de Oxalá (sendo a segunda esposa do Orixá da criação, e a primeira é a idosa Nanã), não é jovem. É a que tenta manter o clã unido, a que arbitra desavenças entre personalidades contrastantes, é a que chora, pois os filhos adultos já saem debaixo de sua asa e correm os mundos, afastando-se da unidade familiar básica.

Para Oxum, então, foi reservado o posto da jovem mãe, da mulher que ainda tem algo de adolescente, coquete, maliciosa, ao mesmo tempo, que é cheia de paixão e busca objetivamente o prazer. Sua responsabilidade em ser mãe se restringe às crianças e bebês. Começa antes, até, na própria fecundação, na gênese do novo ser, mas não no seu desenvolvimento como adulto. Oxum também tem como um de seus domínios, a atividade sexual e a sensualidade em si, sendo considerada pelas lendas uma das figuras físicas mais belas do panteão mítico iorubano.

Divindade masculina, figura que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal. Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está mais próxima dos seres humanos.

Os guias da Umbanda são universais, atuando de forma discreta e desprovida de ego em muitas religiões e tradições espirituais, ocultados por roupagens energéticas que simbolizam a egrégora, o arquétipo e a vibração que dá sustentação ao trabalho por eles realizado.

O termo egrégora provém do grego egrégoroi e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade. A egrégora acumula a energia de várias freqüências, portanto, quanto mais poderoso for o indivíduo, mais força estará emprestando a egrégora para que ela incorpore às dos demais. É a somatória de energias mentais, criadas por grupos ou agrupamentos, que se concentram em virtude da força vibratória gerada ser harmônica, ou seja, com todos reunidos para o mesmo objetivo.

O fator primordial na reunião dessas consciências espirituais é a sintonia com o arquétipo que existe por detrás de cada linha, que também pode ser identificado como um Orixá, uma vibração, um sentido, um elemento, um santo etc. Compreendendo os arquétipos, conseguimos entender algo não explicado de forma aberta dentro da Umbanda, mas principalmente, esclarecer o conteúdo umbandista para pessoas não familiarizadas com o universo mítico afro-brasileiro, desmistificando assim, nossa maravilhosa e querida Umbanda.
O MAIS IMPORTANTE É SABERMOS QUE TUDO TEM QUE VIM A NÓS POR MEIO DE INSPIRAÇÕS BUSCA ESPIRITUAL ESTUDOS E PRUDENCIA.
Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador

O sentimento se transformam


Dizem que amor e ódio andam de mãos dadas. Mas, será que é realmente possível transformar o amor em ódio? Se você respondeu sim é hora de rever seus conceitos. Por expressar uma variedade de formas de afeto que diferem em nível e intensidade, este sentimento costuma receber milhares de rótulos: amizade, carinho, ternura, companheirismo, entre outros.

Porém, na realidade, o que costumamos constatar é que nem sempre a expressão do amor dá-se por vias saudáveis. Um exemplo disto pode ser visto em certos tipos de relações conjugais, onde encontramos o exercício da "posse" mascarada sob a roupagem do "amor". Aqui, diante das dificuldades de convivência, os cônjuges comportam-se como verdadeiros inimigos transformando suas juras de amor em desavenças dentro do próprio lar ou, em casos extremos, em incansáveis disputas judiciais. Mas, será que isto realmente pode ocorrer? Podemos transformar o amor em vingança? Diz-se que, enquanto no amor temos a expressão do afeto em sua forma positiva, no ódio encontramos o total desapreço por aquele que se tornou alvo da nossa ira.

O amor é um sentimento e como tal é mutavel, pode sim se transformar em odio, assim com a luz pode se transformar em trevas. É logico que podemos sim deixar de amar alguem até um certo ponto onde ele não nos magoa brutalmente.

Como o amor não cobra, não exige, simplesmente flui incondicionalmente, a pessoa que ama verdadeiramente espera que o outro seja feliz, que tenha experiências que lhe propiciem o crescimento, mesmo que isto signifique abrir mão do desejo de estar em companhia do amado. Para estes indivíduos, a própria felicidade encontra-se atrelada ao bem-estar daqueles que eles escolheram ser o objeto de seu apreço, pois eles bem sabem que é impossível separarmos aquilo que nunca esteve unido de fato e que o amor pode se expressar de outras formas aquém da união física. Mas como seres humanos, nós nos canssamos e assim quando somos magoados constantemente podemos sim vir a odiar alguem que antes amavamos.

Quando o amor se faz presente em nossos corações, conseguimos nos perdoar e aos outros também, entendendo que as pessoas passam por nossas vidas, para que possamos vivenciar lições úteis ao desenvolvimento de ambos. E então como alguem que odeia pode vir a amar, assim tambem alguem que ama pode vir a odiar, tudo depende da circunstancia. No entanto não acredito que se mate por amor, mas por odio. Outra coisa que acredito é que o sentimento é apenas um e mutavel, pois quando alguem odeia não ha lugar para amor e vice verssa. Assim não ha espaço para dois sentimentos. Na verdade ele apenas se transforma se modificando conforme a percepção das pessoas.

Existem casos praticamente todos os dias e no mundo todo em que casais que se amavam passam a se odiar, por causa de adulterio. Sabemos então que ambos não se amavam, ou seja o traidor certamente não! Mas um dos dois sim. E dai esse que amava, passa a partir daquele momento a odiar, tanto pela magoa, quando pela surpresa de saber que estava sendo inganado.
Nas lendas dos orixas vemos que Ogum amava Iansã e ao saber que tinha sido traido cortou ela em nove pedaços.

Como eu disse quem ama não mata, mas o que pode acontecer é que num momento de raiva o descontrole emocional, faça com que o individuo perca as estribeiras. Nada justificavel é claro, mas que mesmo vindo logo após o arrependimento esses acidentes de percurso podem sim vir a acontecer. No entanto sabemos que o amor é maravilhoso e onde existe sua plenitude e correspondencia certamente o odio não vai conseguir entrar. Então que viva o amor! E que Deus nos abençõe com muita fartua desse amor maravilhoso, que com ele num sentido de relacionamento traz também o prazer do orgasmo e das caricias! Que bom!.

CARLINHOS LIMA

As diferenças na Mediunidade


DIFERENCAS DE MEDIUNIDADE
Existe alguma diferença entre a mediunidade kardecista (espírita) e a mediunidade de Umbanda Sim. A mediunidade no chamado espiritismo de mesa é acentuadamente mental, as comunicações são quase telepáticas, predominantemente inspirativas, isto é, os espíritos atuam mais sobre a mente dos médiuns, pois, a atividade do espiritismo se processa mais no plano mental. Espiritismo de mesa não tem a missão de atuar no baixo astral contra os elementos de magia negra, como acontece com a Umbanda. Ele é quase exclusivamente doutrinário, mostrando aos homens o caminho a ser seguido a fim de se elevarem verticalmente a Deus.

Sua doutrina fundamenta-se principalmente na reencarnação e na Lei da Causa e do Efeito. Abre a porta, mostra o caminho iluminado e aconselha o homem a percorre-lo a fim de alcançar a sua libertação dos renascimentos dolorosos em mundos de sofrimentos, como é o nosso atualmente, candidatando-se à vivência em mundos melhores. Em virtude disso, a defesa do médium espiritualista, reside quase exclusivamente na sua conduta moral e elevação dos sentimentos, portanto os espíritos da mesa (espírita), após cumprirem suas tarefas benfeitoras, devem atender outras obrigações inadiáveis. É da tradição espírita kardecista (espírita) que os espíritos manifestem-se pelo pensamento, cabendo aos médiuns transmitirem as idéia com o seu próprio vocabulário e não as configurações dos espíritos comunicantes.

Em face do habitual cerceamento mediúnico junto às mesas, os espíritos tem de se limitar ao intercâmbio mais mental e menos fenomênico, isto é, mais idéias e menos personalidade. Qualquer coação ou advertência contraria no exercício da mediunidade reduz-lhe a passividade mediúnica e desperta a condição anímica. Por esta razão há muito animismo na corrente espírita. A faculdade mediúnica do médium ou cavalo de Umbanda é muito diferente da do médium kardecista (espírita), considerando-se que um dos principais trabalhos da Umbanda é atuar no baixo astral, submundo das energias degradantes e fonte primaria da vida. Os médiuns de Umbanda lidam com toda a sorte de tropeços, ciladas, mistificações, magias e demandas contra espíritos sumamente poderosos e cruéis, que manipulam as forças ocultas negativas com sabedoria.

Em conseqüência o seu desenvolvimento obedece a uma técnica especifica diferente da dos médiuns kardecista. Para se resguardar das vibrações e ataques das chamadas falanges negras, ele tem de valer-se dos elementos da natureza, como seja : banhos de ervas, perfumes, defumações, oferendas nos diversos reinos da natureza, fonte original dos Orixás, Guias e Protetores, como meios de defesa e limpeza da aura física e psíquica, para poder estar em condições de desempenhar a sua tarefa, sem embargo da indispensável proteção dos seus Guias e Protetores espirituais, em virtude de participarem de trabalhos mediúnicos que ferem profundamente a ação dos espíritos das falanges negras, isto é, do mal que os perseguem, sempre procurando tirar uma desforra. Por isso a proteção dos filhos de Terreiro é constituída por verdadeiras tropas de choque comandadas pelos experimentados Orixás, conhecedores das manhas e astucias dos magos negros.

Sua atuação é permanente e vigiam atentamente os médiuns contra investidas adversas, certos de que ainda é muito precária a defesa guarnecida pela evocação de pensamentos ou de conduta moral superior, ainda bastante rara entre as melhores criaturas. Os Chefes de Legião, Falanges, Sub-falanges, Grupamentos e Protetores, também assumem pesados deveres e responsabilidade de segurança e proteção de seus médiuns. É um compromisso de serviço de fidelidade mutua, porem, de maior responsabilidades dos Chefes de Terreiro. Dai as descargas fluidicas que se processam nos Terreiros, após certos trabalhos, com a colaboração das falanges do mar e da cachoeira, defumação dos médiuns e do ambiente e dando de beber a todos água fluidificada.

Espirito que encarna com o compromisso de mediunidade de Umbanda, recebe no espaço, na preparação de sua reencarnação, nos seus plexos nervosos ou chacras, um acréscimo de energia vital eletromagnética necessária para que ele possa suportar a pesada tarefa que irá desempenhar.
Na corrente kardecista, isto não é necessário, em virtude de não ter de enfrentar trabalhos de magia negra, como acontece na Umbanda, e mesmo permitir aos guias atuarem-lhe mais fortemente nas regiões dos plexos, assumindo o domínio do corpo físico e plastificando suas principais características. Enato vemos caboclos e pretos-velhos revelarem-se nos Terreiros com linguagem deturpada para melhor compreensão da massa humilde, assim como as crianças, encarnando suas maneiras infantis para melhor aceitação das mesmas.


Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.
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