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sábado, 23 de agosto de 2014

Dúvidas de Umbanda: A iniciação e caminhos dos escolhidos


magia
Fé, magia e iniciação

 A iniciação dos escolhidos

É possível que os médiuns dotados de cobertura espiritual e bem entrosados com os guias e protetores que lhes assistem, possam ser guiados e direcionado (intuídos) por estes (protetores, guias..) a determinados estudos, livros e até mesmo impulsionando os médiuns a proceder com rituais, obrigações, oferendas, obediência a calendários, amacy, banhos de ervas, aprendizado das grafias da lei de pemba ou outros atos que sirvam pra iniciações, inclusive subindo graus iniciáticos? 

Além de ser plenamente possível, sabemos que a grande trajetória de aprendizado, soma de conhecimentos e iniciações, só se darão de verdade, com o auxílio do Astral Superior, através ou por meio dos Ancestrais que nos auxiliam como guias de luz, protetores e também por meio dos signos e códigos sagrados. Vamos lembrar que Matta e Silva foi iniciado por Pai Guiné Mestre Yoshanan) e tudo que o mesmo recebeu e que foi por intermédio da espiritualidade, assim como ocorreu com muitos outros grandes mestres. O mestre Yves por exemplo, o qual escreveu muitos estudos utilizados por mestre Matta, também teve o tempo todo o auxílio nos seus estudos e obras, dos espíritos de luz. Assim como Aleister Crowley e tantos outros. As grandes inspirações, sejam espirituais, artísticas, magísticas ou qualquer tipo de criação, sempre terá uma conexão com uma força superior. Além disso sabemos que nem todo médium terá um iniciador carnal ou mesmo alguém que o oriente. E assim a figura do "Mestre" na vida do médium em muitos casos é dispensável, já que os maiores Mestres que ele terá são seus próprios Mentores Espirituais. 

Mas, saibam que isso não funciona pra todos. Na verdade, tem os enviados especiais, que tem uma coroa, a qual não pode ser tocada ou influenciada por mestres encarnados, assim, essa pessoa já virá com signos e guias que o levarão a uma busca direcionada. Estes serão os reformadores. Porém a grande maioria precisará sim de uma ordem, de um mestre encarnado e muitos precisam além de um mestre, está inseridos numa hierarquia e Ordem Espiritual. 

Grande parte dos médiuns se perdem na busca, justamente por se deparar com mestres ruins, despreparados ou desonestos. Isso é um perigo, por isso, o Brasil que é um dos países mais espiritualizados do mundo, tem tanta confusão e o campo espiritualista perde tantos enviados para o fanatismo religioso que é um braço do patriarcado e do cristianismo. Muitos batem de porta em porta e só encontram enganação, por isso acabam caindo nas garras dos falsos profetas e fracos intérpretes da Bíblia, assim acabam rejeitando sua mediunidade, seus dons e sua missão, para se tornarem "desertores da causa ancestral", ai passam a militar como perseguidores dos espiritualistas, ao invés de cumprir o que vieram fazer nesta vida.

Por isso é um grande risco quando médiuns ainda "verdes", iniciando com a cabeça cheia de turbulências e perguntas sem respostas, encontram um falso mestre ou um fraco mestre, quase sempre imprudente, demagogo e hipócrita. Isso só irá desencaminhá-lo. Assim, uma das principais missão do médium enviado pelo Astral Superior, já começa no dever de saber identificar não só um bom e verdadeiro mestre, como também, ter sucesso em encontrar o seu mestre! Isso mesmo! Quando falo o seu mestre, me refiro que todos nós temos códigos pessoais, signos intransferíveis e missões irrevogáveis, assim quase sempre o que serve pra mim não servirá pra você e vice versa. E é disso que trato no meu primeiro livro OS SENHORES DO DESTINO E A COROA ASTROLÓGICA DE ORUMILÁ,  que você poderá encontrar nas livrarias Cultura e Saraiva.

Como disse Jesus "o espírito é forte, mas, a carne é fraca", mas, por ouvir mais a carne que o espírito, a maioria de nós espiritualistas, acabamos desistindo antes mesmo do meio do caminho. Muitos desistem logo nas primeiras decepções. E por isso é muito importante que cada um de nós conheçamos nossos signos, nossa ancestralidade e nossos odus. Pois a Astrologia é o livro cósmico da vida e o Ifá é o livro ancestral da vida dos humanos que militam as rodas das encarnações. Por isso uma das coisas mais importantes pra um médium espiritualista é não só perguntar e querer respostas prontas e sim estudar incansavelmente. Muita gente quer respostas simples, fáceis e baratas pra suas dúvidas e por isso tão sempre atrás de facilidades. Mas, o mago sabe que a iniciação é a vida e a vida jamais será fácil. 

Muita gente pensa que pode pagar por tudo que precisa. Mas, devem entender que nem tudo se compra com dinheiro. A grande parte do que precisamos, será comprado com suor, sofrimento e lágriamas. Por isso o lema dos magos é "trabalho, correção e dedicação". Só que nessa era de tanta tecnologia, muita gente pensa que tudo vem fácil como num clique! Mero engano. Muitas das coisas, aliás, as mais importantes, só virão com busca intensa e dedicação plena.

Como previu o Apóstolo João, em uma de suas visões "um Dragão está sempre de boca aberta, pra comer o filho recém-nascido da mulher..." o que quer dizer que cada espiritualista e enviado ao mundo, o materialismo e o mal está sempre pronto a devorá-lo. Por isso diz os Evangelhos que muitos preferem o caminho ou a porta mais larga, pois fracassam, desistem fácil. A maioria preferem as teologias de prosperidade, dos cultos barulhentos, mas, sem trabalho e acham que apenas pagando dízimos ou frequentando templos e igrejas, que os pastores resolverão seus problemas sem ter que pensar e trabalhar pra cumprir sua missão. Pras pessoas de hoje, aceitar o Evangelho é apenas aderir uma igreja, pagar dízimos e orar, orar e orar... Porém aderir ao Evangelho é se sacrificar, é imitar o Cristo. E imitar o Cristo não é subir na vida social, enriquecer ou mostrar que o sofrimento passou, mas, como disse Jesus é se doar pelo amor ao Pai. E essa doação tem seu preço pois a vida é a grande iniciação.

Axé a todos

Carlinhos Lima

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Crime e preconceito: mães e filhos de santo são expulsos de favelas por traficantes evangélicos

 
Umbanda - religião
A filha de santo
A filha de santo foi expulsa do Lins porque deixou suas roupas brancas no varal Foto: Urbano Erbiste / Extra
Rafael Soares

Intolerânciareligiosa

A roupa branca no varal era o único indício da religião da filha de santo, que, até 2010, morava no Morro do Amor, no Complexo do Lins. Iniciada no candomblé em 2005, ela logo soube que deveria esconder sua fé: os traficantes da favela, frequentadores de igrejas evangélicas, não toleravam a “macumba”. Terreiros, roupas brancas e adereços que denunciassem a crença já haviam sido proibidos, há pelo menos cinco anos, em todo o morro. Por isso, ela saía da favela rumo a seu terreiro, na Zona Oeste, sempre com roupas comuns. O vestido branco ia na bolsa. Um dia, por descuido, deixou a “roupa de santo” no varal. Na semana seguinte, saía da favela, expulsa pelos bandidos, para não mais voltar.
- Não dava mais para suportar as ameaças. Lá, ser do candomblé é proibido. Não existem mais terreiros e quem pratica a religião, o faz de modo clandestino - conta a filha de santo, que se mudou para a Zona Oeste.
A situação da mulher não é um ponto fora da curva: já há registros na Associação de Proteção dos Amigos e Adeptos do Culto Afro Brasileiro e Espírita de pelo menos 40 pais e mães de santo expulsos de favelas da Zona Norte pelo tráfico. Em alguns locais, como no Lins e na Serrinha, em Madureira, além do fechamento dos terreiros também foi determinada a proibição do uso de colares afro e roupas brancas. De acordo com quatro pais de santo ouvidos pelo EXTRA, que passaram pela situação, o motivo das expulsões é o mesmo: a conversão dos chefes do tráfico a denominações evangélicas.

Mãe de santo teve terreiro fechado na Pavuna pelo
Mãe de santo teve terreiro fechado na Pavuna pelo "exército de Jesus" Foto: Urbano Erbiste / Extra
Atabaques proibidos na Pavuna
A intolerância religiosa não é exclusividade de uma facção criminosa. Distante 13km do Lins e ocupada por um grupo rival, o Parque Colúmbia, na Pavuna, convive com a mesma realidade: a expulsão dos terreiros, acompanhados de perto pelo crescimento de igrejas evangélicas. Desinformada sobre as “regras locais”, uma mãe de santo tentou fundar, ali, seu terreiro. Logo, recebeu a visita do presidente da associação de moradores que a alertou: atabaques e despachos eram proibidos ali.
-Tive que sair fugida, porque tentei permanecer, só com consultas. Eles não gostaram — afirma.
A situação já é do conhecimento de pelo menos um órgão do governo: o Conselho Estadual de Direitos do Negro (Cedine), empossado pelo próprio governador. O presidente do órgão, Roberto dos Santos, admite que já foram encaminhadas denúncias ao Cedine:
- Já temos informações desse tipo. Mas a intolerância armada só pode ser vencida com a chegada do estado a esses locais, com as UPPs.
O deputado estadual Átila Nunes (PSL) fez um pedido formal, na última sexta-feira, para que a Secretaria de Segurança investigue os casos.
- Não se trata de disputa religiosa mas, sim, econômica. Líderes evangélicos não querem perder parte de seus rebanhos para outras religiões, e fazem a cabeça dos bandidos — afirma.
Nas favelas, os ‘guerreiros de Deus’
Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, chefe do tráfico no Morro do Dendê, ostenta, no antebraço direito, a tatuagem com o nome de Jesus Cristo. Pela casa, Bíblias por todos os lados. Já em seus domínios, reina o preconceito: enquanto os muros da favela foram preenchidos por dizeres bíblicos, os dez terreiros que funcionavam no local deixaram de existir.
Guarabu passou a frequentar a Assembleia de Deus Ministério Monte Sinai em 2006 e se converteu. A partir daí, quem andasse de branco pela favela era “convidado a sair”. Os pais de santo que ainda vivem no local não praticam mais a religião.
A situação se repete na Serrinha, ocupada pela mesma facção. No último dia 22, bandidos passaram a madrugada cobrindo imagens de santos nos muros da favela. Sobre a tinta fresca, agora lê-se: “Só Jesus salva”.
O babalaô Ivanir dos Santos, representante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), criada justamente após casos de intolerância contra religiões afro-brasileiras em 2006, afirma que os casos serão discutido pelo grupo, que vai pressionar o governo e o Ministério Público para que a segurança do locais seja garantida e os responsáveis pelo ato sejam punidos. “Essas pessoas são criminosas e devem ser punidas. Cercear a fé é crime”, diz o pai de santo.

Mãe de santo: proibida de circular na favela com as
Mãe de santo: proibida de circular na favela com as "roupas do demônio" Foto: Urbano Erbiste / Extra
Lei mais severa
Desde novembro de 2008, a Polícia Civil considera como crimes inafiançáveis invasões a templos e agressões a religiosos de qualquer credo a Lei Caó. A partir de então, passou a vigorar no sistema das delegacias do estado a Lei 7.716/89, que determina que crimes de intolerância religiosa passem a ser respondidos em Varas Criminais e não mais nos Juizados Especiais. Atualmente, o crime não prescreve e a pena vai de um a três anos de detenção.
Filha de santo, que foi expulsa do Lins: ‘Não suportava mais fingir ser o que não era’.
- Me iniciei no candomblé em 2005. A partir de minha iniciação, comecei a ter problemas com os traficantes do Complexo do Lins. Quando cheguei à favela de cabeça raspada, por conta da iniciação, eles viravam o rosto quando eu passava. Com o tempo, as demostrações de intolerância aumentaram. Quando saía da favela vestida de branco, para ir ao terreiro que frequento, eles reclamavam. Um dia, um deles veio até a minha casa e disse que eu estava proibida de circular pela favela com aquelas “roupas do demônio”. As ameaças chegaram ao ponto de proibirem que eu pendurasse as roupas brancas no varal. Se eu desrespeitasse, seria expulsa de lá. No fim de 2010, dei um basta nisso. Não suportava mais fingir ser o que eu não era e saí de lá.
Mãe de santo há 30 anos, expulsa da Pavuna: ‘Disseram que quem mandava ali era o ‘Exército de Jesus”.
- Comprei, em 2009, um terreno no Parque Colúmbia, na Pavuna. No local, não havia nada. Mas eu queria fundar um terreiro ali e comecei a construir. No início, só fazia consulta, jogava búzios e recebia pessoas. Não fazia festas nem sessões. Não andava de branco pelas ruas nem tocava atabaque, para não chamar a atenção. Um dia, o presidente da associação de moradores foi até o local e disse que o tráfico havia ordenado que eu parasse com a “macumba”. Ali, quem mandava na época era a facção de Acari. Já era mais de santo há 30 anos e não acreditei naquilo. Fui até a boca de fumo tentar argumentar. Dei de cara com vários bandidos com fuzis, que disseram que ali quem mandava era o “Exército de Jesus”. Disse que tinha acabado de comprar o terreno e que não iria incomodar ninguém. Dias depois, cheguei ao terreiro e vi uma placa escrito “Vende-se” na porta — eles tomaram o terreno e o puseram a venda. Não podia fazer nada. Vendi o terreno o mais rapidamente possível por R$ 2 mil e fui arrumar outro lugar.

Fonte: http://extra.globo.com/
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