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A pombagira

sexta-feira, 11 de março de 2016

Astrofísica: Como uma estrela antiga pode formar novos planetas

Astrônomos descobriram que os astros mais velhos, assim como os novos, também criam discos de poeira e gás, responsáveis pela formação dos planetas

Utilizando o Very Large Telescope Interferometer (VLTI), no Observatório do Chile
Utilizando o Very Large Telescope Interferometer (VLTI), no Observatório do Chile
Utilizando o Very Large Telescope Interferometer (VLTI), no Observatório do Chile, os especialistas conseguiram captar uma das imagens mais nítidas até agora da formação desses anéis em volta da antiga estrela(VEJA.com/Reprodução)
Astrônomos descobriram que, ao se aproximarem do fim de suas vidas, as estrelas voltam a formar discos de gás e poeira em torno de si, assim como fazem quando são jovens. Segundo os pesquisadores, esses discos fornecem material suficiente para formar futuros planetas, o que traz à tona a possibilidade de estrelas antigas (e não apenas as novas) formarem novos astros. Utilizando o Very Large Telescope Interferometer (VLTI), no Observatório do Chile, os especialistas conseguiram captar uma das imagens mais nítidas até agora da formação desses anéis em volta da antiga estrela. "Nossas observações abrem uma nova janela para estudar a física desses discos, assim como a evolução das estrelas", afirmou Hans Van Winckel, da Universidade de Lovaina, na Bélgica, e um dos líderes da pesquisa.
A equipe de astrônomos, encabeçada por Michael Hillen e Van Winckel, também da universidade belga, utilizou quatro telescópios para observar o astro, chamado IRAS 08544-4431, que está localizado há 4.000 anos-luz da Terra. As imagens, de alta resolução, mostraram que a estrela tem uma companheira, menor e mais jovem, que está localizada tão distante do antigo astro quanto Marte está do nosso Sol.

"A resolução do VLTI é tão elevada que, para comparação, nós conseguiríamos identificar uma moeda de 1 euro vista de uma distância de 2.000 quilômetros", explicou Jacques Kluska, da Universidade de Exeter, no Reino Unido, e membro da equipe de pesquisadores. Foi essa resolução que permitiu que o grupo também identificasse um pequeno disco de gás formado na estrela companheira de IRAS 08544-4431.
Segundo os especialistas, ainda não é uma certeza que a antiga estrela esteja produzindo novos planetas, mas as intrigantes imagens capturadas pelo instrumento mostram que essa é uma possibilidade, uma vez que os discos apresentados pelas estrelas novas e antigas são bastante similares.

Astrofísica: Astrônomos encontram a maior estrutura já vista do Universo

"Paredão de galáxias", chamado de BOSS, pesa 10.000 vezes mais que a nossa Via Láctea e dista de 4.5 a 6.4 bilhões de anos-luz da Terra

BOSS é formada por 830 galáxias que, conectadas por gás quente, criam uma espécie de paredão com 1 bilhão de anos-luz de diâmetro
BOSS é formada por 830 galáxias que, conectadas por gás quente, criam uma espécie de paredão com 1 bilhão de anos-luz de diâmetro
BOSS é formada por 830 galáxias que, conectadas por gás quente, criam uma espécie de paredão com 1 bilhão de anos-luz de diâmetro(Nicholas Buer/VEJA)
Astrônomos afirmaram ter encontrado a maior estrutura de todo o Universo. Trata-se de um superaglomerado de galáxias batizado BOSS (chefe, em inglês), que dista de 4.5 a 6.4 bilhões de anos-luz da Terra. Segundo artigo publicado na revista Astronomy and Astrophysics, BOSS é formado por 830 galáxias que, conectadas por gás quente, criam uma espécie de paredão com 1 bilhão de anos-luz de diâmetro. O mapeamento dessa estrutura pode ajudar os pesquisadores a estudar a história da criação do Universo.
Os pesquisadores, do Byron Oscilation Spectroscopic Survey (de onde surgiu o nome BOSS), alegam que o conglomerado é a maior estrutura já vista do Universo (até onde conseguimos mapeá-lo). O paredão pesa 10.000 vezes mais que a nossa Via Láctea e é dez vezes maior que Sloan Great Wall, a estrutura recorde de tamanho até então, descoberta em 2003 por pesquisadores da Sloan Digital Sky Survey.
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Galáxias estão unidas umas às outras pela gravidade. Esses aglomerados se conectam com outros e formam grandes blocos de galáxias. Os blocos, por sua vez, são chamados de "paredes" e, vistos em escalas enormes, funcionam como teias cósmicas de matéria e espaços vazios.
Mesmo assim, o tamanho exato do superaglomerado é controverso. "Ainda não compreendi muito bem o motivo das conexões de tantas galáxias para chamá-las de uma única estrutura", disse Allison Coil, da Universidade da Califórnia, em San Diego, à New Scientist.
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