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A pombagira

domingo, 8 de março de 2020

Planeta enigmático: a origem desconhecida do campo magnético de Mercúrio



Mercúrio é o menor planeta dentre os do Sistema Solar, com um terço do tamanho da Terra. E, por alguma estranha razão que ninguém consegue sondar, ele tem um campo magnético.

Muitos planetas do Sistema Solar têm campos magnéticos. O da Terra é moderadamente forte e é capaz de proteger a nossa camada de ozono contra vento solar, raios cósmicos e radiação ultravioleta nociva, escreve a revista Forbes.
Acredita-se que o campo magnético de Mercúrio já foi forte, mas sua origem há muito que tem intrigado os cientistas.
Antes de 1974, os cientistas acreditavam que o planeta mais interno do Sistema Solar não tinha um campo magnético, mas depois que a sonda espacial Mariner 10 conduziu três sobrevoos do planeta, ela detectou um campo magnético que tem 1,1% da força do da Terra.

Núcleo quente do planeta

Também é semelhante ao nosso planeta no aspecto em que é gerado pelo movimento do metal líquido no núcleo.
Mas há uma coisa que os cientistas falharam em compreender: os campos magnéticos requerem calor. O calor da Terra vem de duas fontes, que é a decomposição radioativa dos elementos e os restos de calor da sua formação.
O tamanho relativamente grande da Terra permite reter este calor ao longo de bilhões de anos, mas o mesmo não funciona com Mercúrio, que perde calor com extrema rapidez.
Como Mercúrio é frio, não se sabe ao certo como mantém o seu campo magnético. Alguns pesquisadores afirmam que o pequeno planeta gera esse magnetismo devido ao mecanismo do dínamo, mas outros dizem que isso é impossível devido à sua rotação lenta de 59 dias.
 
 
 
© NASA . JHUAPL/Instituto Carnegie de Washington
Superfície de Mercúrio
Uma hipótese para esse fenômeno possivelmente seria o núcleo quente do planeta, que poderia conduzir uma lenta e subtil convecção no seu manto, embora isso ainda seja um enigma.

Vida curta: revelado detalhe nos homens que os faz viver menos que mulheres



De acordo com um estudo, a razão da vida mais curta observada entre os homens poderia estar relacionada com mais do que simplesmente diferentes opções de vida relativamente às mulheres.

É bem conhecido que os homens têm em média uma vida mais curta que a das mulheres, sendo frequentemente explicada pelos comportamentos de vida mais arriscados entre os seres humanos com os cromossomos X e Y, tais como conduzir rápido, embriaguez ou simplesmente fazer mais trabalho físico. Inclusive, há previsões que os homens desapareçam eventualmente em um futuro distante.
Segundo um artigo divulgado no portal Phys.org, uma equipe de biólogos da Universidade de Nova Gales do Sul, Austrália, liderada pela doutoranda Zoe Xirocostas e em conjunto com Susan E. Everingham e Angela T. Moles, explica que a razão da vida masculina ser mais curta que a das mulheres pode estar mesmo nas características associadas ao cromossomo Y exclusivo aos homens, e não só devido aos chamados papéis de género.

Detalhes da hipótese

O estudo publicado na quarta-feira (4) na revista Biology Letters propõe que o próprio cromossomo Y seria incapaz de proteger inteiramente o cromossomo X de mutações negativas, algo que acontece com os homens devido a terem corpos heterogâmicos, uma característica que partilham com as fêmeas de pássaros, borboletas e mariposas, que possuem cromossomos Z e W. Em geral, os seres vivos heterogâmicos vivem uma média de 17,6% menos que os seres monogâmicos.
Já as mulheres possuem um par de cromossomos X, o que permite um cromossomo defeituoso ser "reparado" pelo outro. O cromossomo Y é mais pequeno e por vezes ausente, diz o estudo, o que o impede de "esconder" um cromossomo X que sofra de mutações perniciosas.
Se presentes, elas levam a problemas de saúde no indivíduo. Entre as espécies com fêmeas monogâmicas, elas vivem em média 20,9% mais que os machos heterogâmicos. Apesar de tudo, tem sido observado que, pelo menos entre os humanos, as mulheres vivem com mais problemas de saúde que os homens ao longo da vida.
As cientistas também descobriram que os machos monogâmicos (com dois cromossomos Z) vivem só cerca de 7% mais que as fêmeas da mesma espécie, uma diferença de dimorfismo surpreendente, que elas tentam explicar com os efeitos secundários da seleção sexual, o grau de degradação do cromossomo Y e a dinâmica telomérica.
Além disso, os cromossomos Z estão desprotegidos, mas a equipe de pesquisa não considerou isso como fator que limite a "vantagem" masculina com uma combinação ZZ em comparação com a "vantagem" feminina da combinação XX.

Chave para vida: cientistas descobrem moléculas orgânicas em Marte



Cientistas descobriram em Marte amostras de tiofeno, composto orgânico essencial à vida e de possível origem biológica, o que reforça a possibilidade de haver ou ter havido vida no planeta vermelho.

Em um novo estudo publicado pelo portal Astrobiology, os cientistas debruçaram-se sobre as amostras de tiofeno recolhidas no planeta vermelho pelo rover Curiosity.
O tiofeno é um composto orgânico encontrado, por exemplo, na Terra em querogênio, carvão e petróleo bruto, bem como em estromatólitos e microfósseis.
Os autores do estudo, os astrobiólogos Dirk Schulze-Makuch, da Universidade do Estado de Washington nos EUA, e Jacob Heinz, da Universidade Técnica de Berlim na Alemanha, são da opinião que a presença destas moléculas orgânicas em Marte seria consistente com a presença antiga de vida no planeta.
Em sua pesquisa, os cientistas estudaram algumas das possíveis origens das moléculas de tiofeno encontradas em Marte.

Origem biológica ou química?

Ao contrário da Terra, em que as moléculas orgânicas têm origem biológica, em Marte poderiam ser de origem química.
O estudo refere terem sido identificadas "várias vias biológicas para os tiofenos, parecendo mais provável a origem biológica que química, mas ainda necessitamos de provas", refere a investigação.
Na hipótese de serem de origem biológica, bactérias que teriam existido mais de três bilhões de anos atrás, quando Marte era mais quente e úmido, poderiam ter facilitado o processo de redução de sulfato que resulta em tiofenos. Existem também outros modos de os tiofenos serem gerados por bactérias.
Impactos de meteoros fornecem uma possível explicação para uma eventual origem química dos tiofenos marcianos.
Embora o Curiosity tenha fornecido muitas pistas, ele usa técnicas que fragmentam as moléculas grandes, dificultando o trabalho dos cientistas.
 
 
 
O delta de um rio extinto na cratera Eberswalde, em Marte
Mais amostras virão no próximo veículo espacial, o Rosalind Franklin, com lançamento previsto para julho de 2020 e que carregará o Mars Organic Molecule Analyzer, que vai usar um método de análise menos destrutivo que permitirá a coleta de moléculas maiores.

'Rede social' de 500 milhões de anos é descoberta em um dos primeiros animais na Terra (FOTOS)



Alguns dos primeiros animais que surgiram à face da Terra estavam ligados por uma rede de filamentos, sendo esta a primeira evidência alguma vez encontrada de vida se "conectando" em um tipo de "rede social" muito antiga. 

Cientistas das universidades de Cambridge e Oxford descobriram fios fossilizados, alguns com até quatro metros de comprimento, que conectavam organismos conhecidos como rangeomorfos, que dominavam os oceanos da Terra há 500 milhões de anos.
O grupo de pesquisadores descobriu estas redes de filamentos, que poderiam ter sido utilizadas para nutrição, comunicação e reprodução, em sete espécies em quase 40 jazidas de fósseis diferentes em Newfoundland, no Canadá, de acordo com a revista Current Biology.
 
 
 
Fios fossilizados, alguns de até 4 metros, conectam organismos conhecidos como rangeomorfos, que dominaram os oceanos 500 milhões de anos atrás
Perto do fim do período Ediacarano, entre 571 e 541 milhões de anos, começaram a aparecer as primeiras diversas comunidades de organismos grandes e complexos. Antes disso, quase toda a vida na Terra tinha sido de dimensões microscópicas.
Os rangeomorfos poderiam ter sido os primeiros animais a existir, embora a sua estranha anatomia tenha desconcertado os paleontólogos durante anos, já que pareciam não ter boca, órgão ou meios para se mover. Acredita-se que estes organismos absorviam nutrientes a partir da água que os rodeava.
Tendo em conta que os rangeomorfos não poderiam se movimentar, permanecendo sempre no mesmo local, é possível analisar populações inteiras a partir do registro fóssil. Estudos anteriores de rangeomorfos analisaram como estes organismos conseguiam se reproduzir, sobreviver e ter tanto êxito no seu tempo, escreve portal phys.org.
 
 
 
Fios fossilizados, alguns de até 4 metros, conectam organismos conhecidos como rangeomorfos, que dominaram os oceanos 500 milhões de anos atrás
"Estes organismos parecem ter sido capazes de colonizar rapidamente o fundo do mar, e frequentemente vemos uma espécie dominante nesses leitos fósseis", explica Alex Liu, um dos pesquisadores do Departamento de Ciências da Terra de Cambridge, em comunicado. "A forma como isso acontece ecologicamente tem sido uma questão frequentemente colocada, e estes filamentos podem explicar como conseguiram fazê-lo."
A maior parte dos filamentos tinha entre dois e 40 centímetros de comprimento, embora alguns chegassem até quatro metros de comprimento. No entanto, uma vez que são tão finos, os filamentos são visíveis apenas em locais onde a conservação de fósseis é excepcionalmente boa, o que é uma das razões por que não tinham sido identificadas mais cedo.
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