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domingo, 10 de julho de 2011

Astrologia e Umbanda: Tudo tem que evoluir e não regredir!


A maioria dos astrólogos que você conhece acham que o zodíaco só é importante por marcar eventos que acontecem na Terra, as estações do ano. Dessa forma, o zodíaco tropical se baseia nisso: Áries sempre será alinhado com a primavera, e não com as estrelas da constelação homônima. E eu em perticular concordo com isso, pois apesar da frase que conhecemos "assim na terra como no céu", sabemos bem que temos limitações e nunca em condição de encarnado alcançaremos as dimensões superiores, apesar de muitos embrulhões lançarem livros dizendo que conversam com magos dourados, Exus e Orixás ou anjos que os "levaram" até zonas celestiais. Então o que importa é o aqui e o agora. Por isso acho que a astrologia tropical é a mais apropriada pra nós no momento.

Já os sideralistas pensam diferente: Áries, o signo, tem que se alinhar com a constelação sim, desprezando o referencial da primavera, e para que isso ocorra anualmente precisamos fazer cálculos para encontrar as posições planetárias corrigidas da precessão equinocial. Assim, para os astrólogos sideralistas, áries começa cada vez mais tarde no ano, porque eles escolheram ligar o signo a estrela que inicia a primeira constelação. Nada contra e eu até procuro observar também esses conceitos, mas, sem me deixar pautar unicamente por isso, pois como eu disse o importante é captar o que é mais paupavel ou atingivel pra nós nesse momento atual.

A eclíptica foi dividida em 12 porções iguais. Cada porção é chamada de signo, e cada um destes recebeu o nome de uma constelação. Apesar dos signos receberem o nome das constelações, ele não é em si constelacional. Se ele fosse, a divisão por 12 não seria em partes iguais (pois algumas constelações são maiores que outras) e haveria um "vácuo" na eclíptica no trecho correspondente à constelação do Serpentário (ou Ofíuco). No entanto, não estamos preocupado com a astronomia, com a ciência humana com o ceticismo, pois a astrologia é acima de tudo simbologia. A astrologia tem em si os quatro pilares que são a ciência, a filosofia, a arte e mesmo que muitos discordem tem também a religião. Ou melhor definindo o campo de busca espiritual. E nesses fatores há o grau maior na busca pelo sagrado. Ninguem tente colocar a ciência como o principal fator, pois ela tem apenas um dos quatro pilares e não é a ciência limitada dos homens e sim uma ciência divinatoria. Então se dermos 25% de importância a cada fator, veremos que a astrologia é mais simbolismo do que astronomia em 75%!

O zodíaco foi criado baseado na maioria das constelações pelas quais o sol passa em seu trajeto, no qual o nosso ano de 365 dias é baseado. O nome da linha que o sol percorre se chama eclíptica. É claro que tudo isso é um fenômeno visual, pois sabe-se hoje que a Terra gira ao redor do sol. Mesmo assim, a astrologia lida com o visível, e vamos nos manter a esse dogma por praticidade. Talvez você esteja pensando qual é a implicação prática disso tudo. Simples. Se você tem o sol no signo de Áries, pode ser um pisciano para os sideralistas! Mas, isso não importa o que importa é a simbologia.

Tanto o zodíaco sideral (usado pela astrologia védica) quanto o tropical (que grande parte do ocidente usa) consistem em divisões de 12 partes iguais da eclíptica, com os mesmos nomes e regências planetárias no esquema tradicional. E a diferença é oriunda de um movimento do eixo de rotação da terra. Esse movimento é chamado de precessão equinocial. A Terra gira de um modo complexo. Ela seria como um pião solto no espaço. Mas, toda especulação sobre qual metodo é melhor não importa. O que importa é que assim como a religião e a propria ciência, a astrologia foi se adaptando a metodo mais aceitavel e fácil de comprensão ou uso conforme a cultura de cada astrologo. Querer empacar, ser radical demais ou sectário não contribui em nada! Veja que antes via-se apenas um mapa com 7 planetas e depois o número cresceu, na verdade os primeiros astrologos chegaram a usar apenas 5 astros e os bem mais antigos apenas observavam o Sol e a Lua! Mas, a necessidade de mais informação e as revelações que foram surgindo ao longo do tempo nos trouxe a astrologia que conhecemos hoje.

As adaptções, mudanças de conceitos e assimilações vão ocorrendo cada uma à seu tempo e em conformidade com as vontades superiores ou necessidades dos homens. Vi Pai Rivas dizer em uma de suas narrativas que "não se muda o orixá", certamente que não, mas, o tempo muda e com ele há a necessidade de novos personagens. Querer passar o resto da vida pregando que Exu, ou certo orixá proporciona certo arquétipo, induz a certa personalidade ou que ele representa apenas certas qualidades é uma forma empacada de vêr o sagrado. Na verdade não podemos mudar o orixá, até por que ele representa nosso poder ancestral, mas, o orixá é que se muda em conformidade com a necessidade do tempo. Ou seja, creio que cada Era tem seus regentes cosmicos e por isso creio que um dia teremos mais regentes na astrologia do que temos hoje. Pra mim a historia de Saturno, Mercurio ou Vênus regendo dois signos, ainda é uma grande limitação astrológica, na verdade quem inseriu Netuno, Urano e Plutão nas regências contribuiu e muito para o engrandecimento e crescimento da astrologia. Só os empacados teimam que a Astrologia Tradicional ou Medieval é que é correta e imutável.

Da mesma forma um determinado orixá que atua hoje certamente atuou de outra forma antes e atuará diferente no futuro. Por isso cada povo, cada época mostrou uma mesma vibração com nomes diferentes, com ações diferentes e signos diferentes. A Umbanda por exemplo se limita muito em aceitar apenas 7 orixás, pois ignora a complexidade do ser humano e que cada um dos quase 10 bilhões de seres humanos no mundo é único e tem sua matriz particular gravada no Livro da Vida.

O Orumilá Ifá é um oráculo fantástico justamente por nos mostrar maiores chances de usos de incontaveis configurações, assim com a astrologia, numerologia e cabala também nos dá. Então por que a Umbanda quer se limitar tanto? Sobre a questão dos nomes também nunca concordei muito com esses nomes de guerra usados nos terreiros mundo à fora. Na verdade o Sagrado tem sua matriz, tem seu código é sei que é praticamente impossivel acessá-lo a não ser que ele se revele por vontade do Criador, mas, muito mais pode ser organizado.

Temos hoje faculdades de Umbanda, cursos e professores de novas teorias e conceitos, mas, até agora, não vi nada de tão engradencedor, o que se vê são os mesmos conceitos, manipulados para que se use a boa fé das pessoas pra que se obtenha lucros.

Analisando os que se mostram como mestres na atualidade reconheci alguns que estão bem preparados e bem informados sobre o caminho mais luminoso da Umbanda, um desses que passou na Terra e não está mais conosco foi o grande Mestra Da Matta. Mas, ele deixou alguns discipulos que não acessaram ainda o grande conhecimento mas, são bem mais evoluidos do que muitos outros que vendem livros e se dizem mestres. Um grande mago que admirei seu trabalho foi o Mestre Itaoman, me pareceu um homem digno e bem disciplilado e o outro ainda em atividade constante, fazendo o que pode e buscando achar o caminho certo é o professor Rivas Neto. É um grande homem e que reparte o conhecimento com maestria e sabedoria, rezo para que os orixás o ilumine cada vez mais.

No entanto, o grande Rivas me desculpe a critica construtiva, mas, ainda acho que a síntese que a sua faculdade de Umbanda divulga ainda tá longe de ser a ideal para que se resplandeça a verdadeira Umbanda. Acho até louvavel a maneira que ele encontrou em querer fortalecer os cultos afro-brasileiros, tentando englobar os conceitos e gerar união, mas, ainda é uma forma empacada de se pregar a Umbanda. Digo isso pois acho que essa maneira não traz nada de novo, apenas vai se concordando com cada seguimento sem buscar corrigir, ou seja, aceita-se tudo em nome da tal tolerância! E não me levam a mal, como alguem que quer desagregar ou reformar, concordo em partes com Pai Rivas, pois, não temos poder pra isso, mas, acho que temos que produzir uma filosofia pessola, independente do que os outros achem ou não. Assim estaremos trazendo elementos novos e lutando contra a marcha cansativa que muitas pessoas tem pelegrinando de terreiro em terreiro em busca de respostas, quando na verdade à cada dia só se sobrecarregam de duvidas, por que há contradições e contradições, egoismo, fanatismo e sectarismo.

A Ordem do Cruzeiro Divino, antes pregava o Arqueômetro, o amerindianismo e a junção de conceitos espiritualistas no conceito esoterico. Hoje vejo que foram distorcendo mais para a Africa os conceitos yorubás e o arqueometro foi ficando de lado. Pode ter sido evolução, mas, a evolução só é real, quando arestas são aparadas, questões são explicadas e a luz do conhecimento supre a necessidade de respostas convincentes. Hoje com mais de 16 anos de estudo de Umbanda percebo e tenho minha convicção propria que a Umbanda Popular já é algo ultrapassado e que parou de crescer por que nunca quis evoluir. Essa historia de divulgar-se por meio do sincretismo, das entidades populares e da mistureba sectarista não funciona mais, temos que buscar o lado magistico, filosofico, esoterico e oculto da Umbanda com responsabilidade, mas, também com mais ousadia pra que se faça as reformas necessarias. Chega de escrever livros apenas visando a venda e a ceitação, temos que polemisar as vezes. Chega de visar apenas os cursos, o estatus e a fama, temos que ter coragem de buscar a verdade, e esta está muito longe dos padrões conhecidos hoje.

Vimos que o Candomblé também se estagnou, mas, o Candomblé sempre teve um porte mais sublime onde tentou a todo custo manter suas origens, sua ritualistica sagrada e nunca se deixou influenciar por sensacionalismo. Mãe Estela é uma grande sábia, uma senhora com vasto conhecimento e acima de tudo é prudente decente e tem muita moral pra falar da cultura do Candomblé. Mas, acho ainda que poderia ter feito mais! Veja que o Candomblé da Bahia é fortissimo, mas, nunca tentou sanar o preconceito religioso da forma que deveria ser feito. Ou seja, envolveu-se na tão degradante luta contra o racismo, preconceito religioso e lutas por espaço mas, na vertente cultural e não espiritual. O Candomblé assim como a Umbanda sempre tentou se explicar mas, nunca da forma que poderia ou deveria, se deixou cair assim como a Umbanda no populismo na vontade de não desagradar e nunca teve coragem de exaltar seus cultos como precisava.

Há cerca de dois mil anos atrás, a primavera do Hemisfério norte começava quando o sol entrava em conjunção com as estrelas que formam a constelação de Áries. Por isso se convencionou que Áries é o signo primaveril, o primeiro signo. Hoje em dia, a primavera começa quando o sol entra em conjunção com estrelas do início da constelação de peixes. Ao perceber que este movimento faz o ano começar cada vez mais para trás, deu-se a ele o nome de precessão. E assim aceitar as mudanças cosmicas é fundamental, assim como se muda as culturas e a mentalidade dos povos. Por isso ficar empacado é perder tempo é burrice. A tradição é sagrada mas, tem que ser ajustada e usada em conformidade com o tempo e com o que precisamos. A tradição é nosso suporte e sustentação, mas, não pode ser amarras que impeçam nosso crescimento.

O zodíaco sideral começou a ser investigado no ocidente pelo irlandês Ciryl Fagan. O 'sideralismo' - nome atribuído aos astrólogos ocidentais que usavam a precessão - teve colaboradores ativos até a década de setenta. Parece que grande parte dos astrólogos que defendiam o sideralismo foram absorvidos pela astrologia védica, levando esse movimento praticamamente a extinção. Na verdade respeito muito todo tipo de astrologia e acho que nenhum metodo desde que ele funcione pra você deve ser descartado, mas, também não vou concordar com pessoas retrogradas que querem abrir mão de avançar e de trazer elementos novos.

Com todas as evidências que coletei, seria um dogmatismo estéril não estudar o zodíaco sideral com mais atenção, e é isso que farei. Mas, não é por isso que vou descartar esse ou aquele conceito moderno. Tudo que surgir servirá pra contribuir e clarear novos conhecimentos. Assim também como estudo todo tipo de seguimento de culto Afro-Descendente, Xamanico, Espiritualista, Esoterico e Religioso, mas, sempre buscando me conectar ao fio de onde partiram todos esses processos. Tentando evitar preconceitos, sectarismos, fanatismos e dogmatismos, mas, também visando incorporar o melhor de cada seguimento, pois, cada filosia desde que ela não seja do mal, sempre terá algo que vai contribuir em nossa busca.

Carlinhos Lima


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