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terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Fernando Pessoa: O poeta ocultista



Nascido em 13 de junho de 1888, o artista era um grande entusiasta do esoterismo

 

No dia 13 de junho de 1888, nascia um dos maiores poetas de todos os tempos. Fernando António Nogueira Pessoa, natural de Lisboa, foi educado em uma escola católica na África do Sul, retornando a Portugal com sua família em 1902. Quando jovem, o autor presenciou a morte de seu pai e de três irmãos pequenos, o que influenciou o teor de suas obras. Pessoa faleceu em sua cidade natal, no dia 30 de Novembro de 1935, vítima de cirrose hepática, aos 47 anos. 

 Poeta ocultista 

 Além de ter uma capacidade de escrita singular, Pessoa (ou Alberto, Álvaro, Ricardo, Bernardo...), também tinha seu lado ocultista e astrólogo. Em texto de 1917, o autor afirmou: “Eu sou um pagão decadente do tempo do outono da Beleza; místico intelectual da raça triste dos neoplatónicos da Alexandria. Como eles creio, e absolutamente creio, nos Deuses, na sua agência e na sua existência real e materialmente superior”. O autor elaborou mais de mil cartas astrológicas, incluindo figuras como Benito Mussolini, Lord Byron e Shakespeare. 



Seus conhecimentos em astrologia impressionaram até o ocultista Aleister Crowley, que lhe fazia visitas em Portugal. Mapa astral de seu heterônimo Alberto Caeiro / Créditos: Reprodução 

 O poeta participava de sessões semi-espiritualistas em sua casa, tendo experiências mediúnicas através da escrita automática, e afirmava ter visões astrais ou etéreas, sendo capaz de ver auras magnéticas semelhantes às imagens radiográficas. A mediunidade exerceu uma forte influência em seus escritos. Pessoa afirmava se sentir subitamente “pertencente a outra coisa”, tendo sensações curiosas no braço direito que se erguia no ar sem sua vontade. Olhando-se no espelho, ele via com frequência seus heterónimos: seu rosto desaparecia e era substituído por outras feições, como de homens barbados. Além de seus quatro grandes pseudônimos (Ricardo Reis, Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Bernardo Soares), Pessoa também escrevia em nome de 80 outras pessoas.



segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Desafios dos astrológos e da astrologia pelo mundo

Enquanto mesopotâmicos, árabes e europeus transformavam a astrologia em arte elaborada, outras tradições tão ou mais antigas de leitura dos astros lançavam raízes na China. Há indícios de que a astrologia tenha se desenvolvido por lá antes do ano 2000 a.C. Curiosamente, as bases eram parecidas com a da astrologia mesopotâmica: um calendário anual que incorporava conhecimentos sobre as constelações. Chineses também desenvolveram um sistema que previa o destino de uma pessoa com base na data de nascimento - algo como um mapa astral. No lugar das 12 constelações do zodíaco ocidental, havia um ciclo de 12 anos, cada um correspondente a um animal - hoje conhecido como horóscopo chinês. Na sociedade centralizada da China, astrólogos eram funcionários públicos, subordinados diretamente ao imperador. Previsões consideradas subversivas - golpes de Estado ou doenças na família real - eram proibidas. Nos relatos do viajante italiano Marco Polo, do século 13, é mencionada a existência de 5 mil astrólogos na corte do imperador de origem mongol Kublai Khan. Outro europeu, o jesuíta Matteo Ricci, visitou Pequim em 1583 e relatou que era um crime capital estudar astrologia sem autorização do soberano chinês.

A astrologia ao longo do tempo - desafios enfrentados pelos astrológos

A queda de Roma acabou levando a uma diminuição do conhecimento astrológico na região durante os primeiros séculos da Idade Média. A prática da arte exigia um grau de educação formal e sofisticação tecnológica que sumiu junto com o domínio romano. Mas o surgimento do islã como nova potência mundial ajudou a preencher esse vácuo.

Com a conquista das regiões de influência persa e grega, a partir do século 7, os seguidores de Maomé traduziram para o árabe todas as principais obras ligadas à astrologia e às demais ciências da época. E, em muitos casos, ainda ampliaram esse conhecimento. Os árabes usaram a astrologia como base para avanços na matemática e na ótica, por exemplo. Quando as cruzadas colocaram em contato os mundos islâmico e cristão, as obras em árabe, traduzidas, impulsionaram avanços das ciências e das artes. A alquimia, "mãe" da química moderna, também tomou impulso com o conhecimento astrológico, porque considerava-se que os materiais alquímicos eram influenciados por princípios dos astros - acreditava-se que metais eram ligados a planetas, por exemplo.

O ápice desse processo de desenvolvimento do conhecimento e das artes passaria a ser conhecido como Renascimento, e algumas das principais figuras da ciência renascentista eram praticantes da astrologia. É o caso do italiano Girolamo Cardano, nascido em 1501. Seu trabalho matemático ajudou a fundar a álgebra moderna, e Cardano também estava à frente de seu tempo como médico, ao insistir que a higiene no quarto e na alimentação do doente eram essenciais para a cura - coisa óbvia agora, mas que nenhum médico medieval costumava levar em conta. Tabelas e mapas planetários produzidos por astrólogos-matemáticos guiaram a viagem de Colombo para a América em 1492, e o astrólogo Rui Faleiro ajudou Fernão de Magalhães a planejar a primeira expedição marítima a dar a volta ao mundo, que partiu em 1519 da Espanha.

Esses avanços vinham justamente quando o sistema cósmico elaborado por Ptolomeu - Terra no centro, planetas em volta - começava a desmoronar. O religioso polonês Nicolau Copérnico deflagrou a mudança ao propor que, na verdade, o centro do Universo era o Sol. Por ser contrária ao que a Bíblia parecia afirmar, a tese foi condenada pela Igreja.

A trajetória dos astrologos e da astrológia

Os conhecimentos mesopotâmicos não demoraram a se espalhar. Para o oeste, eles chegaram até o Egito e a Grécia; para leste, foram abraçados pelos persas, lar da casta dos magos, a classe de sacerdotes envolvida no estudo da astrologia que daria origem à história dos Reis Magos. No século 4 a.C., boa parte dessas terras, das cidades-Estado gregas às fronteiras da Índia, foram anexadas ao império de Alexandre, o Grande, criando um ambiente propício para que o conhecimento astrológico (e astronômico) se tornasse unificado e padronizado.

A adoção do grego como língua oficial da ciência e da cultura só fez impulsionar o intercâmbio entre estudiosos dos astros. E quando Roma chegou ao poder, o conhecimento astrológico foi abraçado com entusiasmo por seus poderosos nobres. Consta que vários imperadores romanos não davam um passo sem consultar seu astrônomo particular. Adriano, cujo reinado terminou no ano 138, teria feito predições para si mesmo todo santo ano.

Foi por volta da mesma época que um egípcio de fala grega, Cláudio Ptolomeu, desenvolveu a tese de que o Universo era ordenado por um modelo geocêntrico, no qual o Sol, a Lua e todos os demais planetas giravam em torno da Terra. Foi a primeira vez que alguém tentou explicar de forma coerente a mecânica do Cosmos. Estava tudo errado, claro, mas para o que se sabia na época ele até que se saiu razoavelmente bem. O trabalho ficou conhecido pelo nome árabe de Almagesto.

terça-feira, 8 de março de 2011

Os Simbolos Sabeus e os portais do zodiaco



Os símbolos sabeus são a versão criada pelo astrólogo franco-americano Dane Rudhyar para a velha técnica dos Graus Simbólicos, ou seja, a associação de uma imagem significativa a cada grau do zodíaco. As versões tradicionais dos graus simbólicos são o Calendário Tebaico e a Volosfera, bastante utilizados por Raul V. Martinez. Há também as versões de Charubel, Sepharial e Marc Edmund Jones, além da criada por Dane Rudhyar.
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