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Os Orixás regentes de 2027

domingo, 30 de julho de 2017

O planeta do amor: Vênus poderoso, conta muito!

O planeta do amor: Vênus poderoso, conta muito!

Sedução e conquistas

Umbanda Astrológica, sucesso de vendas na Amazon e diversas grandes redes de livrarias: Peça o seu aqui, antes que acabe!

Os astrólogos geralmente consideram Vênus como o planeta do Amor. Isto, no entanto, é de algum modo ilusório. Vênus descreve a forma pela qual um indivíduo pode reconhecer ou aprovar o amor. O signo, casa e aspectos que envolvem a Vênus natal podem descrever os modos pelos quais a pessoa conquista apreço dentro da estrutura familiar. Assim, alguém com Vênus em Capricórnio pode ser apreciado(a) pelo seu sentido de disciplina, enquanto outra pessoa com Vênus em Câncer seja aprovada pela sua natureza sensível e nutridora. Vênus é um planeta altamente sociável, cuja expressão não corresponde necessariamente às nossas necessidades profundas, mas é um valor aprendido. Vênus é um passo rumo à intimidade, é a doce atração que nos atrai por outra pessoa (ou ele/ela por nós). 
 
O magnetismo, no entanto, não significa intimidade, nem mesmo amor. Mas é importante, mesmo vital, se um relacionamento com sentido se desenvolver. Todavia os relacionamentos construídos primariamente sob os contactos de Vênus podem não durar muito, nem irem muito longe. Vênus é um planeta "horizontal". Tem a ver em como alcançamos outra pessoa ou objeto pelo qual estejamos atraídos. No entanto, não reflete necessariamente as nossas necessidades profundas. Essas necessidades, esse caminho para a intimidade, está sob o domínio da Lua. A Lua é o arquétipo feminino primário em astrologia. A relação com a mãe é a base de todos os relacionamentos futuros. Foi uma relação de total dependência, a única relação física necessária na vida. Não podemos existir sem a presença da mãe (pelo menos até ao nascimento). 
 
O pai é vital na concepção, após isso é opcional, ainda que seja desejável. A proximidade vem através da Lua. Surge através da conexão com as nossas necessidades profundas, reconhecendo-as e assumindo o risco de as partilharmos com a pessoa que amamos. Esta vulnerabilidade é um elemento fulcral para a intimidade. Senão deixarmos o nosso parceiro(a) entrar, vivemos vidas paralelas, ao invés de vidas de verdadeira intimidade. Agora, é verdade que não temos todos o mesmo tipo de necessidades. É provável que alguém com a Lua em Câncer tenha uma noção diferente de proximidade de alguém com a Lua em Aquário. 
 
Cada um tem necessidades lunares, necessidades para serem alimentadas e escutadas, mas as formas podem ser muito diferentes. A Lua em Câncer necessita, acima de tudo, de pertencer, de ter aquela ligação aquosa de sentir que estão ambos no mesmo círculo. A Lua em Aquário, contudo, necessita de espaço e liberdade, e pode encontrar segurança num relacionamento menos vinculado. No entanto, em qualquer dos casos a Lua é o que nos permite unirmo-nos a um nível emocional profundo. Todavia, quando permanecemos ao nível de Vênus a necessidade de sermos apreciados domina a necessidade de sermos ouvidos. A proximidade requer a vontade de passar o nível de aprovação e tocar a alma. 
 
Quando partilhamos os nossos sentimentos mais profundos, medos e segredos, podemos abrirmo-nos. Deixarmos o outro entrar é o desafio, particularmente para um homem ou mulher com muito Fogo nos seus mapas. Receber é tanto uma arte como dar. Trabalhar com a Lua significa permitir as mudanças, as inconsistências. Não estamos a falar de um modelo fixo ou de um relacionamento ideal, procuramos uma relação viva entre crescer e mudar como seres humanos. Podemos compreender Vênus descrevendo o que gostamos, que tipos de gostos nos sabem bem. Mas tal como o açúcar na boca, o prazer que dá é bom, mas pode não ser muito completo. 
 
A Lua descreve o que nos alimenta. Por isso é importante que entendamos a relação entre Vênus e Lua nos nossos mapas natais. Se as duas estão em conflito, poderá ser necessária atenção suplementar para nos assegurarmos que o prazer nos alimenta, ao invés de nos deixar subnutridos. Por exemplo, um indivíduo com Vênus em Câncer pode apreciar os aspectos acolhedores e de cuidado de um romance. Mas se a Lua estiver em Carneiro o espaço para a espontaneidade deve ser também incluído. Esta pessoa pode ser na maior parte do tempo muito sensível ao companheiro (a) (com outros fatores do mapa a apontarem nesse sentido), mas repentinamente afastar-se e reclamar o seu espaço individual. Isto pode conduzir a alguma confusão para o casal. 
 
Na verdade é uma questão de direcionar duas necessidades muito distintas. A dificuldade é que Vênus e Lua são demasiado próximas na sua natureza para nos enganarmos na apreciação de uma pela outra. Afeição e necessidade não são a mesma coisa. A forma do amor (Vênus) e a substância da emoção (Lua) podem ser ou não similares para cada indivíduo.


 

 

terça-feira, 25 de julho de 2017

Sobrenatural: o "fenômeno do algodão" e o poder de materializar objetos de magia

Sobrenatural: o "fenômeno do algodão" e o poder de materializar objetos de magia


A força espiritual


Olá pessoal, que a paz do Senhor Criador e todos os sagrados orixás e anjos, abençõem a vida de todos vocês!

Como já citei aqui em outros artigos, recebo centenas de emails com questionamentos. E um se repetiu ou vem se repetindo há algum tempo, que trata sobre madiunidade e eventos paranormais. Nesse mesmo sentido recebe emails como os de Luíz Mello Seixas de Vítória, Adriana Correa de Florianópoles, Marina Delta Nobre de Manaus, Mary Cardozo de Blumenau, Suzy Bruxinha de Santos, Artur Pavan Dip de Brasília, César Vegan de Porto Alegre, Vitor Marlin de Peruíbe, Artur Tigres de Cuiabá e João de Souza de Uberaba...

Bem as perguntas que se repetiram foi sobre a cabapacidade de espíritos materializarem coisas, objetos e energias. Bem, esse é um assunto complexo, que envolve fé, dogma, paranomalidade e conceitos. Então, nem eu e nem ninguém que eu conheça pode afirmar com precisão sobre o tema, pois o sobrenatural é algo que sempre desafiou a humanidade. Assim basta a mim, dar uma opinião, que cabe ao leitor aceitar, concordar ou não. Afinal, cada um entende a vida de seu jeito.

E respondendo as pessoas citadas acima, como também a qualquer leitor que visite o blogue, buscando este assunto, é que eu creio sim no poder de materialização de objetos. Claro que há muitos picaretas mundo à fora usando truques pra manifestações, mas, há também pessoas sérias que tem dons e missões. Quando eu escrevi o livro Clavículas de Salomão,   eu pesquisei muito, mas, independente das pesquisas eu já acreditava antes, por muitos motivos. Em especial, por já ter presenciado fenômenos sobrenaturais.

Eu creio que anjos e demônios, assim com orixás e exus, podem se mover por meio de passagens entre mundos ou entre dimensões. Assim também como são capazes de fazer materializar coisas, usando a mesma técnica que eles usam pra se mover de um lugar para o outro. Também acredito que há médiuns com essa capacidade, usando apenas seus dons e poderes mentais, aliado aos poderes espirituais. Essa pode ser uma chave para o fenômeno do algodão por exempo! Ou seja, a médium pode captar por meio do inconsciente e subconciente problemas das pesssoas e assim materializar objetos ligados as questões pessoais de cada um que esteja presente. Oua outra teoria, é que os espíritos ou guias de luz que trabalham para a médium, é que tragam do astral, as coisas e façam com que os materiais surjam dentro do algodão.

Pra afirmar mais ainda que acredito no fenômeno das materializações, que ela é o fenômeno mediúnico no qual um espírito desencarnado ou um objeto qualquer, não proveniente do mundo físico, torna-se visível e tangível. É, portanto, uma manifestação de efeitos físicos. Mas é importante frisar que na Codificação Espírita não existe o termo materialização, Kardec se limitou a chamar de aparições tangíveis, palpáveis. Diferente da Materialização de Espíritos da qual a materialização se dá pelo ectoplasma de um médium, a materialização de objetos, faria objetos aparecerem "do nada", aparentemente criada pela energia do pensamento da pessoa ou pela vontade dela. Para alguns seria apenas a ilusão dos sentidos, mas, eu creio que não.

Para a parapsicologia, os dados paranormais pertencem às funções "psi-gama" ou "psi-kapa". Para o Espiritismo, esses dados poderão ser perfeitamente enquadrados nos conceitos de fenômeno anímico e fenômeno mediúnico. A telepatia, a clarividência e a premonição são fenômenos anímicos; a psicografia e a xenoglossia, fenômenos mediúnicos. Levitação e deslocamento de objetos, dados do "psi-kapa", são classificados, no Espiritismo, como fenômenos mediúnicos de efeitos físicos. Mas para alguns, as manifestações de leitura da mente ou aptidões para mover objetos ou mesmo entortá-los, seja lá o que for na esfera física, não é da alçada do campo da mediunidade.

Eu creio nos fenômenos paranormais, pois já tive contato com eles. Há muito tempo atrás, quando estava me iniciando na Umbanda Esotérica, em São Paulo, eu encontrei com um hojem que se dizia ter poderes paranormais. O encontro foi por acaso, no Parque o Carmo num dia de domingo. Ele estava atendendo pessoas, onde cada pessoa poderia doar uma quantia e ele mandava essa pessoa escrever o nome num papel em branco, logo em segjida jogava o papel dentro de uma mistura de ervas consagradas. Ao tirar o papel de dentro, vira uma frase, uma dica pra pessoa que assinou o nome. Era a materialização do inconsciente ou do subconsciente da pessoa. Um outro fenômeio ocorreu comigo, quando retornei do centro de Umbanda, onde tinha acabado de me iniciar e receber a bênção dos orixás. Ao chegar em casa, vi lampadas esourarem, inclusive uma chegou a distorcer do bocal e cair no chão. Além das lampadas, interruptores pararam de funcionar por um tempo e o som do carro ligou sozinho. Todos esses fenômenos foram presenciados por outros amigos que moravam na mesma casa comigo. Enfim, tiveram diversos eventos importantes durante minha vida que contarei numa outra hora. Mas, pra finalizar, quero apenas relatar, que uma certa vez um pai de Santo, aqui no interior da Bahia, também fazia materializar o problema das pessoas. Ele colocava o nome de uma pessoa num papel em branco e desenhos se formavam naquele papel. Também já ouvi dizer de babalaôs, que materializam escorpiões, aranhas e outros bichões que estão ocultos na aura de uma pessoa e que estão lá por causa de magia negra.

E assim, afirmo aqui que acredito no fenômeno do algodão como uma materialização sobrenatural de energias inconscientes. Quanto a ser apenas o poder da médium ou elaborado pelos espíritos, isso pouco importa. O que importa são os objetos materializados que acabam ajudando a pessoa! 

O mundo espiritual existe e é tão real, quanto imaginamos. Mesmo os que usam a Bíblia pra atacar, verão eventos importantes nela que nos chamam atenção. Por exemplo, vemos que manáh caiu do céu para o povo no deserto; também Jesus transformou água em vinho e ainda fez aumentar a quantidade de peixes e pão para a multidão. Além disso, a história de Moisés e ouros grandes homens está cheia de fenômenos desse tipo...

Carlinhos Lima

sábado, 15 de julho de 2017

Muitos criticam os orixás dentro do Kardecismo e na maioria das vezes, sequer sabem do que estão falando


Eu fiz questão de postar o brilhante texto do mestre do Vozes de Aruanda, não por ter alguma coisa contra o Espiritismo ou mesmo contra o médium Divaldo Franco. Na verdade, considero ambos, muito importante para o espiritualismo brasileiro. Mas, apenas pra mostrar equívocos, que assim como muitos que não conhecem os cultos afrobrasileiros, falam sem pensar e as vezes, usando a famosa vaidade de quem leu muitos livros, mas, não assimilou a real essência das coisas que critica. A Umbanda o Candomblé e outras vertentes dos cultos afrobrasileiros nada tem de piegas, atrasado ou primitivo. Há tanta filosofia, sabedoria, ensino e ciência, tanto quanto há no Kardecismo. As entidades de Umbanda, em especial, quando se expressam, levando em conta o livro da vida que é o Zodíaco e o Ifá, falam sabiamente sobre o sentido da vida, como também das missões humanas. E mesmo entidades simples, mas, da mesma forma sábia, como Pais Pretos Velhos, Baianos, Boiadeiros ou outra infinidade de entidades, que mesmo sem usar o saber milenar dos oráculos, sabem bem, compreender o ser e a alma humana...

Republico este texto bem escrito do Vozes de Aruanda, pra que certos críticos, antes de fazer comentários impensados reflitam melhor e se informem mais sobre os Orixás...

A ARROGÂNCIA DE DIVALDO PEREIRA FRANCO


"... Na cultura brasileira, remanescente do africanismo, há uma postura muito pieguista, que é a do preto velho. E muitas pessoas acham que é sintoma de boa mediunidade ser intrumento de preto velho. Quando lhe explicamos que não há pretos velhos, nem brancos velhos, que todos são Espíritos, ficam muito magoadas, dizendo que nós, espíritas, não gostamos de pretos velhos. E lhes explicamos que não é o gostar ou não gostar. Se tivessem lido em O Livro dos Médiuns, O Laboratório do Mundo Espiritual, saberiam que se a entidade mantém determinadas características do mundo físico, é porque se trata de um ser atrasado. Imagine o Espírito que manquejava na Terra, porque teve uma perna amputada, ter de aparecer somente com a perna amputada. Ele pode aparecer conforme queira, para fazer-se identificar, não que seja o seu estado espiritual. Quando, ao retornar à Pátria da Verdade, com os conhecimentos das suas múltiplas reencarnações anteriores, pode apresentar-se conforme lhe aprouver.

Então, a questão do preto velho é um fenômeno de natureza animista africanista, de natureza piegas. Porque nós achamos que o fato de ter sido preto e velho, tem que ser Espírito bom, e não é. Pois houve muito preto velho escravo que era mau, tão cruel quanto o branco, insidioso e venal. E também houve e há muito branco velho que é venal, é indigno e corrompido. O fato de ter sido branco ou preto não quer dizer que seja um Espírito bom.

Cabe ao médium ter cuidado com esses atavismos, e quando esses Espíritos vierem falando errado, ou mantendo os cacoetes característicos das reencarnações passadas, aclarar-lhes quanto à desnecessidade disso. Porque se em verdade, o preto velho quer falar em nagô, que fale em nagô, mas que não fale um enrolado que não é coisa nenhuma. Ou, se a entidade foi alemã na Terra e não logre falar o idioma do médium, que fale alemão, mas que não fale um falso alemão para impressionar. O médium só poderá falar o idioma no qual ele já reencarnou em alguma experiência passada.Desde que não há milagres nem sobrenatural, o médium é um instrumento. Sendo a mediunidade um fenômeno orgânico, o Espírito desencarnado vai utilizar o que encontre arquivado no psiquismo do médium, para que isto venha à baila." 

O trecho acima é extrato de um ensaio do médium espírita Divaldo Pereira Franco, que tem como título "Consciência".

Divaldo, para quem não sabe, é uma personalidade do mundo espírita. Orador dos mais requisitados, profundo conhecedor da Doutrina Espírita, filantropo e mantenedor da "Casa do Caminho", considerado por muitos como o sucessor do falecido Chico Xavier.

Infelizmente, Divaldo Franco, assim como a maioria dos Espírita, é arrogante e demonstra completa ignorância sobre a Doutrina Umbandista e, vou mais além, do Mundo Espiritual de um modo geral. O aclamado escritor comete os mesmos erros doutrinários e de julgamento que todos os seus confrades que se meteram a escrever sobre aquilo que desconhecem.

Em primeiro lugar, Divaldo cita o "Livro dos Médiuns" como a última palavra em termos doutrinários. É como se o que Allan Kardec codificou fosse a verdade absoluta, o mais puro eco da Espiritualidade na Terra.

Neste mesmo sentido, Divaldo dá um "tiro no pé" ao dizer que Entidades que mantêm determinadas características do mundo físico é um espírito atrasado. Isto vindo de alguém que tem como guia um espírito que se apresenta como uma freira (Joana de Angelis) é, no mínimo, contraditório. Exceto que ele considere a sua mentora, apesar de manter as características de uma religiosa católica, exceção à esta regra.

Talvez outros ícones da seara espírita, como Bezerra de Menezes e Irmã Sheila, também estão excluídos da regra ditada no "Livro dos Médiuns" já que, como é de conhecimento geral, continuam se apresentando com as características de suas últimas encarnações terrenas.

Outra contradição medonha na infeliz colocação de Divaldo, é que os espíritos, ao retornarem à Pátria Espiritual (que ele denonima "Pátria da Verdade"...) pode se apresentar como quiser. Então, já que é assim, por quê não se apresentar na forma de um Preto-Velho? De um Caboclo? Só é aceitável para o eminente escritor que os espírito apresente-se como freiras ou médicos, brancos de preferência?

Sinceramente, não vejo qual a diferença, exceto pelo "racismo espiritista" que sempre campeou o meio kardecista, desde o seu fundador. Ou será que os espíritas se esqueceram o que Kardec escreveu em várias obras sobre a inferioridade deste ou daquele povo ou raça"?

Vejamos:
"O progresso não foi, pois, uniforme em toda a espécie humana; as raças mais inteligentes naturalmente progrediram mais que as outras, sem contar que os Espíritos, recentemente nascidos na vida espiritual, vindo a se encarnar sobre a Terra desde que chegaram em primeiro lugar, tornam mais sensíveis a diferença do progresso .Com efeito, seria impossível atribuir a mesma antiguidade de criação aos selvagens que mal se distinguem dos macacos, que aos chineses, e ainda menos aos europeus civilizados" (Allan Kardec, A Gênese, Ed. Lake, São Paulo, 1a edição, comemorativa do 100 aniversário dessa obra p. 187.)

"Esses Espíritos dos selvagens, entretanto pertencem à humanidade; atingirão um dia o nível de seus irmãos mais velhos, mas certamente isso não se dará no corpo da mesma raça física, impróprio a certo desenvolvimento intelectual e moral. Quando o instrumento não estiver mais em relação ao desenvolvimento, emigrarão de tal ambiente para se encarnar num grau superior, e assim por diante, até que hajam conquistado todos os graus terrestres, depois do que deixarão a Terra para passar a mundos mais e mais adiantados" (Revue Spirite, abril de 1863, pág. 97: Perfectibilidade da raça negra, in Allan Kardec, A Gênese, Ed. cit. p. 187. )

"Um chinês, por exemplo, que progredisse suficientemente e não encontrasse na sua raça um meio correspondente ao grau que atingiu, encarnará entre um povo mais adiantado" (Allan Kardec, O que é o Espiritismo, Edição da Federação Espírita Brasileira, Brasília, 32a edição, sem data, pp. 206-207. A edição original de Qu"est ce que le Spiritisme é de 1859)."

É compreensível que Divaldo Pereira Franco, assim como mais um punhado de escritores espíritas que se meteram a escrever sobre o que não conhecem e, não raramente, criticando a Umbanda, chamar os Espíritos que se manifestam sobre a forma de "Pretos-Velhos" de "piegas". Os espiritas, de forma geral, tem horror à tudo que não seja proveniente da cultura helênica. Se não for ariano e cristão, então é coisa de "espíritos atrasados".

O mais engraçado é que enquanto a Europa estava mergulhada nas idade das trevas, o chineses já tinham uma civilização onde se conhecia a matemática, a filosofia, a astronomia, a pólvora. Os árabes já contavam com uma medicina avançada e um organização social invejável. Os reinos de Oyó e de Ifé prosperavam na África e, não nos esqueçamos, que as pirâmides não foram construídas por brancos.

Acredito eu, sinceramente, que a figura do "Preto-Velho" representa muito melhor a humildade tão pregada pelos espíritas, do que seus mentores europeus, com nomes famosos e, não raramente, ligados às elites, como no caso de freiras, médicos e artistas renomados.

Melhor a simplicidade do "Caboclo", do que a empáfia de determinados escritores que, não contendo o seu ego inflado e sua viseira doutrinária, não compreendem (ou não querem...) que realmente não existem nem "pretos" e nem "brancos" velhos, mas sim espíritos, que até foram médicos, freiras, pintores e músicos renomados e, por que não, negros africanos, índios brasileiros, em alguma de suas existências, mas exatamente por seguirem as premissas que norteiam os trabalhos espirituais, em especial a humildade, assim se manifestam para serem ouvidos e entendidos pelo "doutor" assim como pelo analfabeto.

Prefiro o "atavismo piegas" do "Preto Velho", o cheiro de arruda e guiné de nossos Terreiros, à arrogância e o racismo, assim como o gosto pelo perfume francês, demonstrados pelo médium da freira.
 
POSTADO POR OUVINDO AS VOZES DE ARUANDA Em:http://vozesdearuanda.blogspot.com.br/2008/07/arrogncia-de-divaldo-pereira-franco.html
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