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Os Orixás regentes de 2026

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

A Umbanda Astrológica e vibrações



 

 
Algumas pessoas me perguntam, qual a diferença entre a Umbanda Astrológica e a Umbanda Esoterica mostrada por Mestre da Mata. Bem, em primeiro lugar, ela tem um sentido muito mais voltado para a Astrologia. Em segundo lugar, minha tentativa é de fazer uma Umbanda mais aberta que vise atingir todo aquele que não quer se prender a Ordens, Templos ou seguimentos religiosos, mas, que quer ser um buscador, que filtra as informações com liberdade e consciência. Além disso tento não descartar nenhum dos ensinos dos mestres, muito pelo contrario tenho sim os conceitos ja ensinados pela Umbanda Esotérica como base, em especial os ensinados por Sant Yves e porque não dizer também os de Mestre Yapacani. Só o que quero fazer nesse novo conceito, é simplesmente colocar um foco maior na Umbanda no que se refere a abertura ao povo e falar dos conceitos sobre o prisma da Astrologia.
 
 
O principal fator que traz vantagens pra buscadores que não seguem Ordens é o de não ter que se envolver com nenhuma confraria ou ficar preso a ideologia de nenhum mestre e sim a seus próprios princípios e consciência individual. Não que eu seja um anarquista. Mas, só o que quero fazer é tornar o buscador, mais livre pra escolher, se livrando do sensacionalismo e manobras usados por alguns mestres. 
 
Na verdade, cada conceito novo desde que não seja um embrulho, tem sim contribuições importantes. E atraves da astrologia, torna-se mais acessivel a captação das vibrações dos orixas, pois nem todo mundo tem o dom de incorporação ou uma mediunidade bem desenvolvida. Outros além de ter medo, não consegue acesso aos templos. Tabem é muito importante usar o mapa como um canal pra decifrar as influencias diretas dos Senhores do Carma, donos da manipulação dos elementos e agentes da Natureza. Porque as posições astrais estão lá gravadas no tempo, no dia, hora e local de nascimento. 
 
E ninguém pode mudar isso, ou alterar. Assim todos fatores vibratórios são grafados na alma, no instante do nascimento. Assim ninguém pode manipular, burlar ou negar. E quem é filho de um determinado orixá e vibra num determinado Raio Cósmico vai continuar sentido as mesmas forças latentes em sua alma. Um dos aspectos mais importantes da Umbanda Astrologica é que ela não a descarta, como tentou fazer a Umbanda Esotérica, os importantes conhecimentos do Candomblé e outros seguimentos afros. Sambem não direcionamos a Umbanda a um conhecimento mais Tupy como sendo origem da Umbanda, pelo contrario tenho uma origem direcionada, a um tempo bem mais longe, desde o tempo do florescimento da Astrologia e passando pelo Egito Antigo com grande contribuição africana. 
 
Não quero também mostrar que a Umbanda seja branca ou negra, mas de todas as raças. Também não nego a contribuição do Tronco Tupy, mas, não posso negar que a contribuição africana foi bem mais acentuado e maior. E que o Egito e as religiões esotéricas do Oriente Médio tem uma infiltração maior ainda, tanto nos conceitos referentes a ritualística, quanto a forma de culto. Enfim, as portas do Templo não podem ser escancaradas, mas, também não pode ter privilegias de poucos, Deus sempre chamará muitos e acolherá a todos que buscar desenvolvimento e amor.
 
 Nesse sentimento, percebemos, que não podemos trabalhar somente com 7 orixás, pois como nos mostra o Ifá com suas 256 combinações o homem é multi facetario e tem sim muitos arquétipos na alma e sobre ele muitas regência variadas e diversificadas. Assim, não descartamos a atuação de todas as divindades do Candomblé, as quais trabalham sim pela evolução. 
 
E aqui tem mais uma diferença, pois por um Raio, trabalha-se conforme a necessidade de adaptação carmica, vários orixás, sem privilegias de nenhum. Ai então incluímos na forma de Umbanda Astrológica, todos os planetas e não só os 7. Mas, até mesmo pontos e planetas além de Saturno, como ja tentou fazer Mestre Araphyaga. Mas, agora com um olhar mais contemplador de astrólogo, focalizo também nos aspectos, que mostram o poder das Linhas de Força e também das casas, com signos num estilo mais mutável. Assim incluímos não só orixás, mas, também Exus e orixás cultuados no Candomblé, como, Oxumaré, Iroko e Ewá etc. Pois, somos complexos, temos muitas regências e quanto mais informações obtivermos pra nos esclarecer as regências melhor! Namaste a todos. 
 
Carlos Lima (Carlinhos Lima) - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador. 
 
 
 

Dica de estudos

 

 

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

A Mitologia em nós

Nos interessa estudar sobre mitologia, porque queremos saber como o mundo foi criado e desejamos entender o processo de desenvolvimento interior do homem. A visão extrovertida da mitologia preconiza que o homem inventou os deuses; a partir da projeção de suas próprias características, manifestações no mundo e anseios interiores. Mas, numa visão mais profunda e espiritualista, as Divindades, não foram criadas pelo homem, mas, sim por uma Divindade Maior, que não foi criada e que surgiu por si só. 
 
A visão introvertida, por sua vez, diz: os deuses existem porque são uma verdade; são verdades primordiais dos arquétipos. Projeções ou verdade, as duas versões estão falando do indivíduo, de como ele nasceu e se desenvolveu. Mas, trata-se de uma verdade simbólica, subjetiva, que pertence à psique (à alma) e não ao mundo físico. E assim é algo mais elevado, onde a mente tem total ligação com o espírito. 
 
Cada deus, seja da mitologia grega, egípcia, romana, asteca, africana ou qualquer outra, representa aspectos nossos; os deuses são representações das características dos seres humanos. Temos dentro de nós um panteão de deuses. E predomina em cada um de nós um tipo de expressão mítica simbolizado por um deus específico. Há quem tenha mais de Oxóssi; em outra pessoa Iemanjá se expressa com mais vigor; há quem tenha mais semelhanças com Ogum e por aí vai. E essa visão não deve ser vista como um ataque ou contradição à crença em um deus único, defendida sobretudo pela teologia judaico-cristã. Porque estamos falando de deuses, os responsáveis pela revelação de nosso arquétipo. Mas, se engana, quem pensa que esses deuses são apenas obra de nossa mente ou que são criações nossas, na verdade os deuses internos, são reflexos dos deuses ou ate´demônios externos. 
 
 A bem da verdade, mesmo essas religiões reconhecem a existência de outros deuses além do Deus supremo e criador do universo. O que é Maria Santíssima senão uma deusa? E Jesus Cristo? O Espírito Santo, os santos e anjos? São divindades. E todos esses Deuses têm em si representações de arquétipos. Maria é a Grande Mãe. Jesus é o Salvador, assim como Oxóssi que para os estudiosos do Candomblé é o Grande Caçador. À propósito, a interessante obra de Edward F. Edinger, O Arquétipo Cristão, faz uma analogia com as várias fases da vida de Cristo e o processo de individuação do homem. 
 
Outro livro que mostra a mitologia entrelaçada com nossa realidade é Deuses e o Homem, de Jean Shinoda Bolen. A relação entre mitologia e a forma arquetípica no homem, o que pode ser melhor compreendido com a leitura das obras citadas, puxando a atenção do buscador, para uma analise mais voltada a psicologia. Na verdade, o homem tem um leque muito grande para incrementar suas buscas, não podendo descartar nenhuma ferramenta, para tal processo de saciação de conhecimento. É por isso que a Umbanda se encaixa muito bem a Astrologia, pelos vários contextos apresentados nela sobre a personalidade humana. Pois com as varias personificações de cada orixá ja muito a forma como são apresentados os arquétipos de cada nativo. 
 
 Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.
 
 
 
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