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Os Orixás regentes de 2026

domingo, 12 de dezembro de 2010

Caboclos: Os guerreiros da Umbanda



A palavra caboclo, vem do tupi kareuóka, que significa da cor de cobre; acobreado. Espírito que se apresenta de forma forte, com voz vibrante e traz as forças da natureza e a sabedoria para o uso das ervas. A marca mais característica da Umbanda, uma religião surgida no Brasil no final do século XIX e início do século XX, é a manifestação de entidades espirituais, por meio da mediunidade de incorporação. Os primeiros espíritos a “baixar” nos terreiros de Umbanda foram aqueles conhecidos como Caboclos e Pretos-velhos, a seguir surgiram outras formas de apresentação como as Crianças, conhecidas, variadamente, como Erês, Cosme e Damião, Dois-dois, Candengos, Ibejis ou Yori.

Essas três formas, Crianças, Caboclos e Pretos-velhos, podem ser consideradas as principais porque resumem vários símbolos: representam, por exemplo, as raças formadoras do povo brasileiro - indígenas, negros e brancos europeus - e também representam as três fases da vida - a criança, o adulto e o velho - mostrando a dialética da existência. Além disso, trazem valores arquetipais de Pureza e Alegria na Criança; Simplicidade e Fortaleza no Caboclo e a Sabedoria e Humildade dos Pretos-velhos, mostrando o caminho para a evolução espiritual dos sentimentos, do corpo físico e da mente. Com a expansão da Umbanda, muitas entidades apareceram, como os Baianos, Boiadeiros, Marinheiros e outras, sem falar de Exu, outro grande ícone umbandista.

Existem variações no entendimento que os umbandistas têm sobre o que sejam os caboclos. As variações são próprias do movimento umbandista, notavelmente plural, mas há consenso na Umbanda, no fato de que os Caboclos são espíritos de humanos que já viveram encarnados no plano físico e são, portanto, nossos ancestrais. É interessante notar que em alguns cultos afro-brasileiros, os caboclos são considerados “encantados” e se relacionam com os espíri­tos da natureza, recebendo nomes de animais, plantas ou outros elementos naturais. Essa percepção se aproxima das lendas indígenas que narram um tempo em que os animais falavam e viviam em comunhão com os homens, podendo um se transformar no outro.

A palavra caboclo vem do tupi kariuóka, que significa da cor de cobre; acobreado. A partir daí vem a relação com os índios brasileiros, de tez avermelhada. Assim, a palavra caboclo passou a designar aquilo que é próprio de bugre, do indígena brasileiro de cor acobreada. Posteriormente surgiu a noção de caboclo como mestiço de branco com índio, o sertanejo. Dada essa relação dos caboclos com os indígenas - nos terreiros de Umbanda é dessa forma que se manifestam -, e aproximando esse fato ao Orixá Oxossi, que em África é cultuado como Odé, o caçador, o Senhor das Florestas, conhecedor dos segredos das matas e dos animais que lá vivem, diz-se que os Caboclos que baixam na Umbanda são espíritos ligados a Oxossi.

Muitos entendem que somente esses são caboclos e que as entidades da vibração de Ogum, Xangô, Yemanjá e Oxalá não seriam, propriamente, caboclos. No entanto, há caboclos da praia, do mar e das ondas, das pedreiras, das cachoeiras, dos rios etc., cujos elementos se associam mais aos outros Orixás que a Oxossi.

Outra maneira de se interpretar as entidades de Caboclo, é como espíritos que se apresentam na forma de adultos, com uma postura forte, de voz vibrante, que trazem as forças da natureza, manipulando essas energias para trabalhar nas questões de saúde, vitalidade e no corte de correntes espirituais negativas. Seu linguajar pode se assemelhar ao dos indígenas, paramen­tados ou não com cocares, arcos e flechas, machadinha e espadas. Aqui estamos entendendo os Caboclos de maneira mais ampla, como símbolo de fortaleza, do vigor da fase adulta, existindo caboclos de Oxossi, Xangô, Ogum e mesmo aquelas entidades ligadas aos orixás femininos, como Yemanjá, Oxum, Yansã. É claro que essas últimas entidades não vêm como índias, mas com uma forma tipicamente relacionada aos seus atributos. Todavia, são entidades que se apresentam como adultos.

Mas, podemos dizer que todas as entidades de Umbanda, especialmente as Crianças, Caboclos e Pretos-Velhos, são espíritos ancestrais que estão ligados, cada um, a um Orixá. Assim, as crianças trazem a vibração dos Orixás Ibeji, conhecidos na Umbanda Esotérica como Yori; os Pretos-velhos vêm sob as vibrações dos Orixás Obaluaiê, Nana Burukum ou Yorimá e os Caboclos podem ser de Oxossi, Xangô, Ogum etc. Também é preciso falar que existem os chamados cruzamentos vibratórios em que uma entidade de Ogum, por exemplo, pode trazer também as forças de outro orixá, como Ogum Yara que além das forças de Ogum, movimenta também as forças dos Orixás das águas, como Yemanjá, Oxum etc. Este é um dos nomes pelo qual é conhecida a Umbanda.

O que realmente quer dizer essa luz velada, da qual a Umbanda é senhora? Tratando-se de um Movimento Espiritualista Cristão, a Umbanda é um dos meios pelos quais a Espiritualidade Superior toca seus clarins, conclamando a humanidade para a volta a Luz. Se essa Luz ainda está velada, é função do Movimento Umbandista, como um dos agentes da Misericórdia de Deus, pela ação dos abnegados Instrutores Espirituais, torná-la conhecida e brilhante, atingindo a todos aqueles que dele se acercam. Os estudiosos do assunto dizem que Umbanda é um vocábulo oriundo do termo abanheenga (a mais antiga língua falada no Brasil) “AUMBANDAM”, que significa: “o conjunto das Leis Divinas”.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A Revolução Solar e partes arabicas

Na Astrologia a Revolução Solar uma extensão do mapa natal, que nos ajuda a separar o que aconteceu de importante em um ano específico da vida da pessoa, com a progressão podemos achar a época provável e na revolução nos ajudar a confirmar e dar detalhes do evento no ano. Ao fazer a revolução de um ano olhamos suas determinações como um mapa comum, assim consideramos os lotes da revolução como estão e também o estado dos significadores, um sol, júpiter ou saturno aflito e na casa oito da própria revolução geralmente indica algum problema com o pai.

O lote da fortuna ocupa sempre uma posição especial em relação ao evento mais importante, então se está em conjunção ou aspecto a algum planeta, com significador de mãe ou estiver na casa dez, terá algo especial a dizer sobre a mãe no ano, também considere o grau do ascendente e seus aspectos.

Assim se a lua ou outro ponto na revolução se encontra no mesmo grau que o lote da mãe no mapa radical, terá algo relacionado à mãe no ano, dê sempre muita importância aos lotes são de grande ajuda, não se engane com os lotes, olhe do que é composto um lote, pois o lote que alguns chamam de sucesso que é uma combinação de júpiter e o lote do espírito pode ser perigoso se o regente da oito for júpiter.

Depois que verificamos a configuração geral guardamos os graus dos planetas e dos lotes com relação ao tema que achamos importante no ano, vamos ao mapa radical e conferimos o que fazem aspecto com algum ponto relacionado ao que procuramos no mapa radical em uma orbe de 3 graus para cada lado do ponto.

Observando a revolução, tambem podemos ter uma noção maior da ação das vibrações e raios dos orixás sobre nós em cada ano.

De olho nos planetas retrogrados

Jupiter R - dificuldade de expandir-se, pouco desenvolvimento, desperdiça a vida. Dá importância demasiada à sua situação social ou liga-se a filosofias pré-conceituosas. Deve usar o que aprendeu, pois conhece o melhor e o pior da sociedade. Pode representar dificuldades tanto com a Vibração de Xangô, como tambem, Iansã ou Iemanjá. Dependerá de qual signo, casa e aspectos o envolvem.

Urano R - Mau uso da mente superior. Dificuldade de fazer mudanças, acha-se aprisionado por circunstâncias. Se mudar, será como tirar um peso dos ombros. Significa a necessidade de reajustes nas linhas de Oxumaré, Obá, Iansã, Ogum e até Oxalá, depende de onde ele estiver, ou seja, signo, casa e aspectos.

Netuno R - Fantasia para evitar problemas, ou usa escapismos diversos: álcool, drogas, eroticismo... Pensamento negativo, sujeito a condições precárias, estranhas, ilusões. Deve aceitar realidade e não buscar só o maravilhoso; desenvolver a espiritualidade de forma construtiva e não envolver-se com pseudo-espiritualidade. Obsessão. Evitar a Magia Negra. Se refere a linha de Xangô, Iemanjá, Iansã, Oxum ou Oxalá, a configuração geral deve ser olhada.

Plutão R - Precisa crescer, pois há risco de regredir. Sente-se abusado ou achaque o mundo lhe deve algo. Indigna-se. Sua grande fonte é o seu próprio poder, no qual deve confiar e não usar mal. Recursos interiores. Se refere a carencias na linha de Nanã, Omulú, Ogum, Iemanjá e até Exu.

Agora... é pensar... que efeitos têm esses planetas nas casas onde se encontram no Mapa, "cármicamente" falando, seria como tentar resolver uma situação inacabada... A energia do planeta é a mesma, mas experienciada diferente. Então, o signo do planeta retrógrado, esotéricamente falando, indica a maneira como a pessoa vem repetindo experiências de vida... Então a Casa onde está esse planeta RETROGRADO indica as circunstâncias em que a pessoa está vivenciando uma situação semelhante de acordo com a natureza do planeta...
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