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sábado, 21 de junho de 2014

Em defesa da Umbanda: só o branco é sagrado e importante na espiritualidade?

A Umbanda no Brasil, é um caldeirão fervente, onde misturaram de tudo! Há muitas influências desde bruxaria a catolicismo. Também Islamismo, Budismo, Hinduísmo, Wicca, Xamanismo, Kardecismo e muitas outras coisas. Inclusive, no próprio meio afro diversos seguimentos e vertentes que se fundem ou se chocam. E dessa efervescência toda, nasce uma Umbanda, gera paixões, fanatismo, medo, estigmatismos, confusão e incompreensão.

Isso tudo é porque se tenta sobreviver apenas com Tradição Oral, ou pelo menos tenta-se passar essa impressão, pois na verdade é mentira. Sabemos bem que muito já se escreveu sobre a Umbanda e que ela se pauta querendo ou não por codificações da própria cultura afrobrasileira, como é o caso do Ifá, dos Ikinces, dos búzios e lendas, como também pelo sincretismo que suga normas e regras de outras religiões, como o catolicismo, islamismo e outras vertentes.

E não há na verdade religião uniforme, sempre haverá influências externas, adaptações e fusões com outras culturas. O Catolicismo por exemplo, não é o mesmo em todo lugar! No México por exemplo, tem particularidades diferentes do Brasil, da Europa e de todo os outros lugares do mundo. No Brasil, mesmo há diferença entre regiões, pois há uma adaptação ao seu povo, a forma de cada comunidade e assim por diante. Até porque mesmo religiões que tem uma mídia poderosa e tenta imprimir seus conceitos como se fossem donos da verdade, no fundo sabem que não tem certeza de nada! Mesmo quem vive com a Bíblia na mão, ganhando rios de dinheiro, sabe que não podem provar nada, não pode provar datas, autores, quais textos são originais, quais textos são realmente inspirados, se Jesus realmente existiu ou se existiu como está nos Evangelhos, e assim por diante. Mesmo os evangélicos tendo um marketing poderoso, pois movimentam milhões de reais só aqui no Brasil, todo mês, bancando horas e horas de rádio e TV, sabem que não podem garantir nada! Sabem que na Bíblia há muita coisa garimpada de outras culturas, como por exemplo a egípcia! Só os bibliolatras pouco estudiosos é que engolem as pregações como "verdades absolutas", quando quem estuda pelo prisma teológico, filosófico e metafórico ou simbológico, sabe bem que não é bem assim! Na Bíblia há um alto grau de mitos, lendas, imaginação dos autores, adulterações, contradições e histórias inacabadas.

Porém como eu disse, o poder midiático, que no passado é o poder da espada, da inquisição e da fusão da política com a religião, o cristianismo acabou se impondo, especialmente no Ocidente, como se fosse a "verdade incontestável". Isso acabou fazendo outras religiões se ajoelharem e se renderem a suas imposições. Como é o caso do Kardecismo que acabou se inclinando ao cristianismo, até porque viu que seria melhor aceito pela sociedade. E com a Umbanda aconteceu a mesma coisa.

Em 16 de novembro de 1908, data da anunciação da Umbanda no plano físico e também ocasião em que foi fundado o primeiro templo de Umbanda, Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, o espírito Caboclo das Sete Encruzilhadas. Veja que acharam melhor fazer uma mistureba de tudo aquilo que embranquece o culto afrobrasileiro, ao invés de colocar o nome de Iemanjá ou dizer que a Tenda era dos orixás, preferiram colocá-la como "Tenda Espírita". Ou seja, nada de Umbanda e tudo de cristianismo! E dessas fusões vem os fetichismos, os puritanismos, a rejeição a pilares importantes, a crítica a conceitos ancestrais e a adoção de um discurso, no mínimo hipócrita.

Quando certas mães de santo dão entrevista sobre a Umbanda, elas ao mesmo tempo que se defendem se entregam. Acabam na verdade dizendo que os orixás estão abaixo de Cristo ou que servem ao mesmo Deus, e que por isso somos todos irmãos. Enfim, nada contra a diplomacia, mas, desde que ela não seja covarde. Vamos falar a verdade, pois orixá é de outra região, nada tem haver com cristianismo, nada tem haver com Jesus, ele sequer era conhecido na região de onde vem a cultura dos orixás. Senhor do Bonfim não é Oxalá, Nossa Senhora não é Iemanjá, Xangô não é São João Batista e Santo Antonio não é Exu, aliás, não tem nada haver.

E essa história do puritanismo e exagero do branco na Umbanda, nada tem haver com a pureza que o branco transmite e nem mesmo com Oxalá ser o pai do pano branco! A verdade é outra. A verdade é que tem em todo esse conceito, influência da crença em Aláh e conceitos espíritas de Alan Kardec. Basta estudar a influência muçulmana em Salvador, onde houve até conflitos e mortes, como também na influência muçulmana na região de onde vem a crença dos orixás.

Eu não tenho nada contra o branco, muito pelo contrário! Adoro branco, não só por ser a cor de Oxalá, transmitir paz e pureza, como também por representar claridade. Mas, há um exagero no meio religioso. O Branco em excesso é frio e sabemos bem que o preto e os tons mais escuros tem seu lugar. O verde, o azul e todas as outras cores, todas elas tem a mesma importância do branco. Por isso não exagere achando que todo pai de santo tem que se vestir de branco, aliás, isso como eu disse, é uma forma adotada aqui no Ocidente. Se olhar bem a África é cor, os orixás são coloridos e a magia adota todas as cores. Se sangue não há vida. O universo não é apenas luz e a escuridão é necessária também. Basta observar o olho dos seres vivos, que tem o branco ao redor, mas, cores escuras na íris e retina! Se o branco é somatiza todas as cores, o preto também atrai a luz.



O branco é uma cor importante, mas, não é a única cor sagrada. Temos que compreender que cada povo tem sua ancestralidade e forma de enxergar o Sagrado. Pra ser espiritualista, representando pureza, não requer que se vista apenas de branco. Sabemos que o branco simboliza, limpeza e representa paz, porém é símbolo também de frio, vazio e falta de ação. Então cada um tem que se adaptar a sua cor, sua essência e não seguir um único padrão. As ordens iniciáticas utilizavam insígnias de cor branca; os brâmanes tinham como símbolo o Branco, que se exteriorizava em seus vestuário e estandartes. Os antigos druidas tinham na cor branca um de seus principais elos do material para o espiritual, do tangível para o intangível. Os Magos Brancos da antiga Índia eram assim chamados porque utilizavam a magia para fins positivos, e também porque suas vestes sacerdotais eram constituídas de túnicas e capuzes brancos. Também para alguns o próprio Cristo Jesus, ao tempo de sua missão terrena, utilizava túnicas de tecido branco nas peregrinações e pregações que fazia. O que não concordo muito. Não se sabe bem se Jesus andava apenas de branco, sabemos que as roupas sacerdotais de Moisés e Aarão, tinha configurações ritualísticas e muita influência egípcia.

Quando Cecil B. de Mille fez seus grandes filmes bíblicos, ele usou, no "set" das filmagens, cores lindíssimas, em "Ben Hur", "O Manto Sagrado", "Os Dez mandamentos", etc.... Inclusive, olha as roupas belíssimas dos judeus, em "Êxodos", eram de listrados de um colorido embriagante! Tudo isso são cenários, pois na época, como já disse: Não existia a anilina (composição química indispensável, para o estampado). O que você vê nas pinturas de Jesus, portanto, não passa de "marketing"; em outras palavras: Técnica de venda. Naquele tempo, quero dizer, na época a que os cristãos atribuem Jesus haver passado pela terra, não existia a anilina. A anilina, foi descoberta pelos ingleses, vários séculos depois da suposta passagem de Jesus, pela terra. Tanto é, que os romanos, com excessão dos Césares, tinham suas roupas "cor de saco-de-farinha". Os Césares, tinham as suas togas de cor roxa, pelo processo de usarem milhares de ostras, ate conseguirem essa cor apaixonante. Porém, na verdade, segundo a bíblia, lendo-a nas sobrelinhas e sem fanatismo, Yashua Ben Yosef foi um nazireu (assim como Sansão, Zacarias e tantos outros) que, entre tantas outras regras ritualistas jamais deveriam cortar os cabelos e vestirem túnicas brancas - somente brancas. No entanto, não devemos esquecer de estudos que mostram uma possível ida dele a Índia, como também a influência de outros povos místicos, como por exemplo, sua estada no Egito e estudos com os essênios. E sabemos muito bem o quanto os egípcios gostam de cores.

A cor branca é muito elevada, a ponto de simbolizar um amor puro, suave e livre de paixões. Mas, o branco demais causa nostalgia e vazio. Por isso temos que ter cuidado. Sabemos que magos, quando são visto em seu nível mais elevado, são chamados de magos brancos, ao ponto em que aqueles que caem na escuridão, são chamados de magos negros. Mas, mesmo sendo representados com suas barbas e túnicas brancas, sabemos que a magia tem muitas vertentes, poderes ancestrais e espirituais diferentes e que nem todo mago elevado tende que ser unicamente tido como branco.

As vestimentas de um mago, incido ou sacerdote tem muita importância, basta ver que tem medidas, cores e pedrarias citadas na Bíblia para sacerdotes do Templo. Por isso não consigo enxergar nenhum caráter sacerdotal, em quem usa roupa de homens de negócios pra pregar o Evangelho. Colocar um terno e uma gravata, relógio de ouro no pulso e estilo engomadinho, só pra tentar passar uma imagem prosperar e causar inveja, não tem nada haver com sacerdócio.

Na Bíblia por exemplo, a questão das vestimentas e túnicas tem muita importância. Começando, já deste a história de Adão. O homem, despreparado e sem conhecimento fez para si vestes impróprias, (GÊNESIS 3:7) 7 Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.; Tais vestes, na curta visão humana seria suficiente para ‘cobrir’ seu pecado, no entanto, o pecado estava às vistas do Senhor, era (e é) impossível esconder os pecados do SENHOR. As folhas de figueira simbolizam a fragilidade da proteção buscada pelo homem; mas o Senhor que é bom, longânimo e misericordioso, não os abandonou e providenciou meios melhores para ‘cobri-los’: (GÊNESIS 3:21) 21 E o Senhor Deus fez túnicas de peles para Adão e sua mulher, e os vestiu.

Quando Pedro estava preso (porque Herodes deseja matá-lo) houve uma interferência divina; Os cristãos, que haviam visto Tiago ser morto por Herodes (ATOS 12:2) e sabendo que o provável fim de Pedro seria o mesmo, “passou a fazer contínua oração por ele”; O Senhor então enviou um Anjo: (ATOS 12:7-8) 7 E eis que sobreveio um anjo do Senhor, e uma luz resplandeceu na prisão; e ele, tocando no lado de Pedro, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa. E caíram-lhe das mãos as cadeias. 8 Disse-lhe ainda o anjo: Cinge-te e calça as tuas sandálias. E ele o fez. Disse-lhe mais; Cobre-te com a tua capa e segue-me.; esse ao despertar Pedro, mandou que ele calçasse suas sandálias e cobrisse com sua capa para proteger-se. Em dezenas de outras passagens bíblicas observamos a utilidade das “Capas” ou “Túnicas” para ‘proteger’.

Não só entre os romanos, mas, muitos outros povos, épocas e comunidades espiritualistas, a questão das túnicas sempre tiveram muita importância. Na época de Cristo por exemplo, as “Capas” ou “Túnicas”, serviam para ‘identificar’: · O criado usava túnica curta (no joelho); · O livre usava túnica mais comprida (na ‘canela’ (perna)); · O chefe usava túnica comprida de diversas cores(no tornozelo).

João, o batista, usava uma veste de pelos de camelo, (MATEUS 3:1-4). Perceba o alto grau de espiritualidade desse profeta, mas, não usava túnicas brancas, mas, cores que simbolizavam humildade, pobreza e firmeza. Voz do que clama no deserto; Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Ora, João usava uma veste de pelos de camelo, e um cinto de couro em torno de seus lombos; e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre.; da mesma forma o Profeta Elias, usava uma ‘capa’ de pelos: (II REIS 1:7-8) Pelo que ele lhes indagou: Qual era a aparência do homem que subiu ao vosso encontro e vos falou estas palavras? Responderam-lhe eles: Era um homem vestido de pelos, e com os lombos cingidos dum cinto de couro. Então disse ele: É Elias, o tisbita.

Enfim, como vemos, cada médium, profeta, mago ou sacerdote tem seu estilo. Até mesmo os anjos, cada qual tem sua cor, sua energia. E dizem que alguns relatos sobre a hora da morte, se referem a ver uma cor branca, mas, a verdade é que cada um tem uma visão própria. Alguns podem ver uma luz azul, quando morrem em estado de alegria ou amarela e até vermelha, se morrem na guerra. Outros apenas veem escuridão. Enfim, há diversas variações. As cores possuem diferentes significados de acordo com a cultura local. Elas atrelam emoções, sensações, religião, política, entre outros. Quando combinadas com outras, podem aderir significados completamente diferentes.

O vermelho simboliza amor, paixão e excitamento, mas também pode significar perigo ou poder. Na Rússia, simboliza o partido comunista. Em outras partes da Europa, masculinidade ou morte. O vermelho combinado com o verde representa o Natal. Vermelho para a China é a cor do ano novo e significa celebração, boa sorte e felicidade. Na índia, simboliza a pureza e no Japão, vida, mas também pode estar relacionada com perigo e raiva. Em países como o México, o vermelho com o branco simboliza a religião. Na África, o vermelho significa morte e agressão em alguns países, mas em outros, também representa a vitalidade boa sorte. No Egito, simboliza destino. No Irã, boa sorte. Na Austrália, representa terras ou posses, enquanto na Nova Zelândia, nobreza e divindade.

A cor laranja assume vários significados. Em geral representa o outono e a colheita. Mas na Ucrânia quer dizer força. Na Holanda, realeza. Enquanto na Irlanda tem a ver com os protestantismo. Nos EUA, combinado com o preto, associa-se com o Halloween. Para o Japão, o laranja representa a coragem e o amor, enquanto na Índia, assume o papel de sagrado. Na América Latina o laranja pode estar ligado com o sol, calor e terras. A cor está associada a lamentação e perda no Oriente Médio. No Egito, simboliza o luto. Já o amarelo, é a cor da atenção, mas também está ligada à alegria, esperança, ao calor e ao verão em Culturas Ocidentais: América do Norte e Europa. Pode significar igualmente fraqueza ou riscos. Na Alemanha, representa a inveja, enquanto na Ucrânia, hospitalidade e benevolência. Nos EUA, a cor está incrivelmente ligada aos táxis. Em países Asiáticos e Orientais, de maneira geral está ligada ao sagrado, imperial e real (de realeza). Na Índia, está associada ao comércio e no Japão, também representa a coragem. Na América Latina e em países como o México, significa o luto. Na África o amarelo também está associada à perda e ao luto em países como a Etiópia, mas na África do Sul, representa saúde. No Oriente Médio em especial no Egito, o amarelo também está ligada ao luto, mas na Arábia Saudita representa a força e a confiança.

O Verde nas Culturas Ocidentais: América do Norte e Europa simboliza meio ambiente e primavera. Para os EUA, tem a ver com dinheiro. Na Irlanda, além de representar o catolicismo, é a cor oficial do país e tem a ver com o Dia de São Patrício. Já em Países Asiáticos e Orientais, como na China, o verde não representa boas coisas, pois está associado tanto com infidelidade quanto exorcismo. Já no Japão, simboliza vida e está ligado com a alta tecnologia. Na Índia, é a cor do islamismo. E na África em especial na África do Sul, simboliza a natureza, enquanto em países do norte africano representam a corrupção. Já no Oriente Médio, de maneira geral, representa o sagrado. No Egito é a cor oficial do país e simboliza a fertilidade. Enquanto no Oceania e Sul do Pacífico, como na Indonésia, o verde é uma cor proibida. Na Malásia, está associado com a ideia de perigo.

O Azul nas Culturas Ocidentais: América do Norte e Europa - É uma cor calmante. Na Ucrânia, está ligada à boa saúde e na Escandinávia, à limpeza. Nos EUA o azul é usado por bancos para simbolizar confiança. E em Países Asiáticos e Orientais, como na China, a cor está ligada à imortalidade. Já na Índia, está ligado ao Krishna, figura central do hinduísmo. Já na América Latina, como na Colômbia também está ligado à limpeza, pois é a cor que representa o sabão. O azul também está ligado à religião, pois é a cor dos mantos e lenços usados por santos em imagens. E na África a cor está ligado com ideias mais amenas. Na Nigéria, significa muita positividade, enquanto na África do Sul, felicidade. E no Oriente Médio, para os iranianos, está ligado a ideias religiosas, como o céu, a imortalidade e a espiritualidade. Em Israel, significa sagrado.

O Lilás em Culturas Ocidentais: América do Norte e Europa - De maneira geral, está relacionado à realeza. Em Países Asiáticos e Orientais como na China, simboliza a nobreza. Na Índia, está ligada a ideia de ressurreição, enquanto na Tailândia significa luto. Já na América Latina o roxo está relacionado à ideia de luto.

O Rosa, para Culturas Ocidentais: América do Norte e Europa - De maneira geral, deixa transparecer a ideia de algo feminino. E em Países Asiáticos e Orientais em muitos países está ligado ao casamento. Na Coréia significa confiança e no Japão é uma cor popular tanto com homens quanto mulheres. Na África, como por exemplo na Áfica do Sul, está relacionado com a pobreza.

O Marrom em Culturas Ocidentais: América do Norte e Europa - A cor representa a terra, mas também pode simbolizar pobreza e saúde. Nos Estados Unidos, o marrom é usado geralmente nas embalagens de alimentos. E em Países Asiáticos e Orientais - Para os indianos, o marrom representa a dor e perca do luto. Já na América Latina - Na Nicarágua, está relacionado à ideia de desaprovação. E na Oceania e Sul do Pacífico como na Austrália, é a cor da terra.

O Cinza em Culturas Ocidentais: América do Norte e Europa - Ao mesmo tempo que a cor simboliza a simplicidade, também pode significar a pobreza. E na Oceania e Sul do Pacífico, como por exemplo na Papua Nova-Guiné, o cinza representa o luto.

O Branco por sua vez, em Culturas Ocidentais: América do Norte e Europa - O branco representa a paz e a pureza. Também simboliza o casamento, pois é a cor do vestido de noiva. Entretanto, na Itália, a cor está ligado a morte e funeral. Já em Países Asiáticos e Orientais, também está ligado a ideias fúnebres. Na China, representa a morte, luto, má sorte. Na Índia, tristeza e morte, mas também renascimento. No Japão, o luto também é representado pelo branco. Assim como vemos, varia-se de cultura e ancestralidade, pois se no Brasil e países latinos temos o luto representado na cor preta, veja que em alguns países do Oriente eles veem o luto na cor branca. Já na África, como por exemplo, na Etiópia, a cor está relacionado à ideia de pureza e doenças. Na Nigéria significa boa sorte e paz. Na África do Sul, bondade. Na Zâmbia também significa bondade e boa sorte, além de limpeza. No Oriente Médio, o branco para os egípcios está ligado ao status, enquanto no Irã, possui o significado relacionado ao sagrado. Já na Oceania e Sul do Pacífico - Na Nova Guiné, o branco significa prosperidade.

O Preto, em Culturas Ocidentais: América do Norte e Europa - O preto é uma cor “pesada”, pois representa o luto, morte e funerais. Ela também pode significar formalidade. Já em Países Asiáticos e Orientais, como na Tailândia e no Tibet, representa o mal e a má sorte. Já na China, assume um significa completamente diferente: confiança e alta qualidade. E na América Latina o preto também representa o luto. No Peru, é a cor favorita para roupas masculinas. Já na África como por exemplo na Etiópia, está relacionado à ideia de impureza e o desagradável. Na Nigéria, significa algo ameaçador. No Oriente Médio, enquanto os iranianos usam o preto para o luto, os egípcios relacionam a cor com o renascimento. E na Oceania e Sul do Pacífico, como por exemplo para os australianos, é a cor das pessoas, representando os aborígenes. Já na Nova Zelândia, o preto é a cor oficial do país. Como visto, cada cor pode assumir valores completamente diferentes de acordo com a cultura local.

A Bíblia nos fala na túnica de Jesus em uma das poucas citações, fala-se nela como uma veste branca e especial. Jesus usou uma túnica branca comprida feita por sua mãe – Maria, uma só peça, sem costura, (tecida de alto abaixo) (JOÃO 19: 23-24) 23 Tendo, pois, os soldados crucificado a Jesus, tomaram as suas vestes, e fizeram delas quatro partes, para cada soldado uma parte. Tomaram também a túnica; ora a túnica não tinha costura, sendo toda tecida de alto a baixo. 24 Pelo que disseram uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver de quem será (para que se cumprisse a escritura que diz: Repartiram entre si as minhas vestes, e lançaram sortes). E, de fato, os soldados assim fizeram. A túnica de Jesus, não foi rasgada (Mt. 27:35), mas lançaram sorte sobre ela; Aquela túnica que a “mulher do fluxo de sangue” havia tocado, que dela havia saído virtude para curar, que cobriu o corpo do Senhor, que protegeu o Salvador, que resplandeceu no monte da transfiguração, (Mt. 7:2) 2 e foi transfigurado diante deles; o seu rosto [resplandeceu] como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. A túnica de Jesus também serviu para ‘mostrar o glória de Deus’.

Porém sabemos bem que o significado que tinha toda simbologia religiosa na cabeça de Maria era de um enviado especial, um homem que era diferente dos outros o filho de Deus. E por isso Maria escolheu a cor branca, vendo nele a pessoa mais pura vinda do Alto dos céus. No entanto, vimos que as vestes de João Batista e Elias era diferente, assim como todos os outros profetas tinha suas características particulares.  Portanto não é uma obrigação fundamental que espiritualistas e umbandistas usem apenas o branco e que ele seja fundamental para todo mundo com a mesma identificação vibracional.

Israel (Jacó), por exemplo, deu uma túnica para seu filho José: (GÊNESIS 37:3-4) E fez-lhe uma túnica de várias cores. A túnica causou ciúme em seus irmãos; José era o filho ‘menor’, o mais novo, entretanto, destacava-se entre seus irmãos, era fiel ao seu pai, sua fidelidade fez com que seu pai Israel lhe desse uma túnica de “chefe”, uma túnica de diversas cores. Veja que a mistura de cores, também é vista como especial. Como por exemplo a vibração de Oxumaré, que tem poder de babalaô, de adivinhação e de magia, representado pelas cores do arco-íris. E com esse amor e presente de Jacó a seu filho o plano de Deus na vida de José começou a revelar-se através: da túnica, e dos sonhos; A túnica era simbólica, os sonhos de Deus refletiam a realidade futura.


Cada signo, cada Odú, cada Exu, cada Orixá, cada Anjo e cada pessoa tem uma cor, uma vibração e um simbolismo. Não devemos usar uma cor por padrão estabelecido por uma religião ou algum líder espiritual, mas, buscar nossa vibração pessoal, nosso estilo e nossa ancestralidade.
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