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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Cabala: toda humanidade funciona como as células de um organismo



Do versículo em questão, a Cabalá ensina que, do ponto de vista espiritual, toda humanidade funciona como as células de um organismo. Gerações podem morrer e serem substituídas por novas gerações, mas do ponto de vista espiritual, a humanidade continua intacta, pois somos uma única entidade contínua. Assim, do mesmo modo que a geração que andou pelo deserto fez um pacto com o Eterno, este pacto também foi feito conosco, enquanto humanidade. Assim, é como se nós também estivéssemos presentes naquele momento.


Mas desta pode surgir outra pergunta. Que diferença faz se somos pessoas isoladas ou conectadas entre si? O que me importa se a humanidade é um todo ou não? O Rambam explica que por sermos parte de uma única entidade, temos a obrigação de cuidar e de se preocupar com cada um dos que também fazem parte dela. A Cabalá vai mais longe ainda e diz que o mundo inteiro não pode ser um local melhor enquanto todos os seres humanos não evoluírem. Não adianta nada que eu evolua sozinho, atinja a iluminação e vá para o Mundo Vindouro se deixei para trás irmãos num estado de escuridão, confusão e trevas.


Para um verdadeiro cabalista, ou para todo aquele que deseja evoluir, não existe o viver de maneira isolada e individual, pois somos todos parte de um grupo. Não existe o conceito de uma pessoa evoluir sozinha, sossegadamente e isolada do resto do mundo, despreocupada com as dificuldades e a realidade do que os outros estão passando.





quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Persas e a evolução da astrologia



A tradição anterior de analisar estrelas segundo pares planetários foi incorporada pela astrologia persa, árabe e mais tarde medieval. A grande maioria de astrólogos da Idade Média, impulsionada pelos árabes, elencava, em seus tratados e compêndios, centenas de estrelas de constelações, atribuindo a elas maior ou menor força, qualidades benéficas ou maléficas, incorporadas ao original simbolismo planetário anexado na era alexandrina.
Foi durante o período alexandrino que surgiu a grande divisão entre as estrelas zodiacais e as extra-zodiacais. Na Sphaera Barbarica estavam as estrelas fixas cuja declinação ultrapassava os 16º que ocupa o Zodíaco na eclíptica; e na Sphaera Graeca ficavam as estrelas fixas de pequena latitude, próximas da faixa zodiacal. As estrelas da Sphaera Graeca eram analisadas como planetas. Esta é a origem das listagens conhecidas até hoje, que atribuem a certas estrelas as qualidades de um planeta ou par deles. Já as estrelas da Sphaera Barbarica eram classificadas de acordo com o grau da eclíptica no qual ascendiam, se punham, culminavam ou anti-culminavam (isto é, os graus da eclíptica que cruzavam o grande círculo quando a estrela estava fisicamente neste mesmo grande círculo)
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