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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Coragem e heroísmo

Num trecho profundo e onde se enumera mais tipos de pessoas ou comportamentos que não entrariam no Paraíso, o Apocalipse (sabe-se lá redigido este trecho por quem), deixa claro que "os covardes não entrarão no reino do céu". E toda a história religiosa, tanta a hebraica, quanto a cristã ou qualquer outro conhecimento místico, deixa bem perceptível que o herói tem um passo a frente, na iniciação da vida, pra ascender espiritualmente, pra tornar-se sábio ou santo e até poderoso. A coragem do Cristo por exemplo, em morrer na cruz para salvação das pessoas, é um ato de heroísmo grandiosíssimo e que jamais seria cometido por um covarde. Aliás, o ato de covardia cometeu Judas ao vendê-lo e Pedro ao negá-lo. Enfim, é por coragem que se luta por direitos, por quem ama, por quem precisa de cuidados e carinhos, como por exemplo os filhos, os pais, os familiares e os amigos queridos. E o heroísmo tem algumas faces, não é apenas representando por um ângulo comportamental não. Na verdade tem o heroísmo por vaidade, quando faz algum ato de bravura pra conseguir méritos e fama, e tem aquele mais raro, mais caro e mais profundo que são os atos de bravura feitos por amor.

Por amor, uma mãe é capaz de dar a vida por um filho, um pai luta até morrer por sua prole, um filho por seus pais e um amigo por seus companheiros. Na verdade sem amor de verdade os atos de bravura podem ser apenas exibicionismos e vaidade, mas, com sentimento puro, o verdadeiro ato de coragem, mesclado a misericórdia, caridade e amor, realmente revela o ato mais sublime de toda raça humana que é o heroísmo.

O heroísmo se opõe a tortura, a crueldade, a ditadura, a maldade e a todo tipo de escravidão da alma. O herói luta por aquilo que acredita, por aqueles que ama e pela vida. E este é um dom. Sim, isso mesmo, coragem é um dom, assim como a covardia é uma fraqueza. Nem todo mundo tem coragem pra lutar pela justiça ou morrer por quem ama! Mas, espera ai... Bravura e coragem não combinam com loucura, por isso quase sempre ao associar a coragem com a vaidade, acaba-se descambando para a imprudência e a derrota. Na verdade a bravura nunca é insensata, por isso quando tem que recuar ou abrir mão, vai fazer sim. Mas, não confunda prudência com covardia.

Todas essas características fortes ou fracas, estão grafadas no mapa natal de uma pessoa, no poder de Marte e como ele se insere na sua missão de vida. Como o nosso guerreiro interior se apresenta a vida. Assim os odús nos revelam se somos fortes ou fracos, se o nosso Ogum é vivido ou intereptado e para que e pelo que devemos lutar. E uma coisa é certa! Sempre teremos o dever de lutar pelo amor e pela justiça - por quem amamos e pela vida.

Shalom a todos

Carlinhos Lima.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A dedicação

A dedicação que uma pessoa tem pelas coisas que faz muda todo o cenário em volta dela. Apesar de que eu vejo a nossa sociedade com olhos nebulosos. As coisas verdadeiras estão embaçadas, e eu não consigo ver claramente a essência que faz com que os atos de todos tenham algum significado. O que você pensa influencia muito na maneira como as coisas acontecerão. Eu fico analisando as pessoas e a forma como elas se relacionam com a própria vida, e me vejo afundando num mar de probabilidades. Será que elas sabem exatamente aonde estão indo ou só eu que pareço estar flutuando nessa imensidão de escolhas? Dizem que é importante traçar objetivos. Traçar uma reta até as coisas que realmente importam. Mas e quando a tradução do que você é também é uma interrogação? Eu procuro alguma coisa, mas eu não sei o que encontrar. Tento entender por que a nossa sociedade funciona dessa maneira, e se eu estou de fato fora de órbita. Se eles sabem o que estão fazendo, por que eu não sei? Parece ser tão fácil ter objetivo quando você sabe o que é realmente importante. E como eu fico pensando que é uma sorte estar vivo nesse mundo, nada consegue ter tanta importância (exceto a saúde e a segurança das pessoas que eu amo). Todo mundo escolheu algo, eu que não escolhi nada fico com a filosofia shakespeariana na cabeça, parafraseada: "Qualquer coisa serve". Não que eu vá optar seguir uma vida sem caráter algum, eu sei a relevância de um bom relacionamento com os "bons atos", eu só não sei o que fazer com o resto de tudo.

Quase ninguém se interessa pela sua confusão. Ninguém é obrigado também. O mundo vive em total desordem acobertado por uma legislação que mal funciona, quem se interessaria em saber se a vida do próximo está uma bagunça? Cada um é o próprio sol. Só que ninguém admite isso. Fingimos ser altruístas, e a nossa sociedade parece funcionar muito bem assim. Espero estar errado.
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